sábado, junho 15, 2013

Agnelo França

Agnelo França (Agnelo Gonçalves Viana França), compositor, pianista, regente e professor, nasceu em Valença, RJ, em 14/12/1875, e faleceu na cidade do Rio de Janeiro, RJ, em 12/07/1964. Músico autodidata, com 19 anos tornou-se diretor da banda do Colégio Cruzeiro, em sua cidade natal, onde fazia o curso secundário.

Escreveu em junho de 1895 um hino em homenagem a Santo Antônio que se tornou popular. Ainda em Valença dirigiu a pequena orquestra do Teatro Glória e em 1896 foi nomeado mestre-de-banda da Corporação Sete de Setembro.

Transferiu-se em 1897 para o Rio de Janeiro, onde passou a ganhar a vida como arranjador e instrumentador de banda (foi mestre-de-banda da Sociedade Recreio do Engenho Novo). Matriculou-se então no I.N.M., tendo estudado com Frederico Nascimento (harmonia), Alberto Nepomuceno (composição e órgão) e Francisco Braga (contraponto e fuga).

Em 1903 graduou em primeiro lugar no curso de harmonia superior, tendo sido nomeado a 11 de abril de 1904 professor catedrático daquela matéria no I.N.M., depois E.N.M.U.B.; exerceu a função durante meio século e teve como alunos Heitor Villa-Lobos, Walter Burle Marx, Radamés Gnattali, Assis Republicano, Frutuoso Viana, Helza Cameu e José Guerra Vicente.

Notabilizou-se como um dos melhores teóricos de ensino musical no Brasil, sendo defensor intransigente do método Durand. Publicou um tratado de harmonia, Arte Modular. A polifonia na arte moderna, Rio de Janeiro, 1940.

Em 1965 sua ópera de costumes brasileiros em um ato, As parasitas (com libreto de Alberto Guimarães), foi montada no Rio de Janeiro na atual E.M.U.F.R.J.

Obras


Música dramática: Kismé, opereta, s.d.; As parasitas, ópera, s.d.
Música orquestral: Cupido no convento, abertura, s.d.; Suíte, p/cordas, s.d.
Música instrumental: Suíte infantil, p/piano, s.d.
Música sacra: Ave Maria, s.d.; Ecce Sacerdos, s.d.; Missa a Nossa Senhora da Glória, s.d.

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Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Publifolha e Art Editora - 2a. Edição - 1998

Afonso Teixeira

Afonso Teixeira, compositor, nasceu no Rio de Janeiro, RJ (Circa 1920) e começou a ter músicas gravadas no começo da década de 1940. Suas composições foram principalmente sambas e marchas.

Em 1941, o samba Última lágrima, com Peterpan e M. Roberto, foi gravado por Nena Robledo (irmã de Emilinha Borba) com o conjunto Milton de Oliveira e sua Turma, e a marcha Mulher bonita, com Antenor Borges e Djalma Esteves, foi lançada por Nicodemos Rezende, as duas na Odeon.

Em 1942, a valsa Último sonho, com Ari Monteiro, e a marcha Quem é o tal?, com Ubirajara Nesdan, foram gravadas por João Petra de Barros na Victor. A marcha Bonde de ceroulas, com Cristóvão de Alencar, foi gravada por Lauro Borges no mesmo ano, na Victor, visando o carnaval do ano posterior.

Em 1943, obteve sucesso com o samba Tirrim...tirrim..., com Peterpan, gravado pelos Quatro Ases e um Coringa. Ainda nesse ano, Odete Amaral lançou a marcha O curió, com Ubirajara Nesdan, e Araci de Almeida o samba Quem disse que eu não caso?, com Peterpan, ambas na Odeon.

Em 1944, o grupo vocal Quatro Ases e Um Coringa gravou na Odeon o samba Lenda do morro, com Peterpan, e a marcha Seu Balzac, com Jorge de Castro, enquanto Carlos Galhardo registrou na Victor o samba Depois que ela me fez, com Germano Augusto. No mesmo ano, Elvira Pagã registrou na Continental o samba Arrastando o pé, com Peterpan.

Em 1945, Dircinha Batista lançou na Continental a dança-brasileira Tuma-tumba, com Peterpan. Também na Continental Emilinha Borba registrou os sambas Se eu tivesse com que..., e Como eu sambei, e João Petra de Barros a marcha Moça bonita, todas com Peterpan.

Araci de Almeida registrou em 1946, na Odeon, o samba Pretensão e vaidade, com  Carvalhinho e Humberto de Carvalho, e Alcides Gerardi, também na Odeon, o samba Dedo de luva, com Humberto de Carvalho, enquanto Gilberto Alves na Victor gravou a canção Em cada sonho...um amor, com Humberto Carvalho e Carvalhinho, e Flora Matos na Continental registrou o samba Liberdade tem limite, com José Batista. Ainda nesse ano, fez grande sucesso com a marcha O periquito da madame, parceria com Nestor de Holanda e Carvalhinho, lançada pelos Quatro Ases e Um Coringa.

Em 1947, outro de seus sambas foi gravado por Araci de Almeida na Odeon; Resignação, com Peterpan, enquanto Ruy Rey na Continental lançou o samba Não escapa ninguém, com Peterpan.

Obteve grande sucesso em 1949, com o samba Chico Brito, com Wilson Batista, lançado na Odeon por Dircinha Batista. No mesmo ano, pela Victor, os Anjos do Inferno registraram o samba Nega, com Valdemar Gomes, e Moreira da Silva gravou na Continental o samba Mulher que eu gosto, com A. F. Marques. No ano seguinte, Carlos Galhardo gravou pela Victor o samba Quando não estás, com Ari Monteiro, e Ruy Rey lançou pela Continental a marcha Negócio da China, com Peterpan. Ainda em 1950, a marcha Tourada sem espada, com Jorge de Castro, foi gravada por Orlando Correa na Todamérica.

Para o carnaval de 1951, o grupo vocal Quatro Ases e Um Coringa gravou com sucesso na Victor a marcha Marcha do caracol, com Peterpan, registrando ainda a marcha Apanhador de papel, também com Peterpan. No mesmo ano, os Anjos do Inferno lançaram o samba Saudade de Helena, com Valdemar Gomes.

Fez com Roberto Martins, em 1952, o samba Dona do meu coração, gravado na Victor por Gilberto Alves. Também desse ano, o samba Garota dos discos, com Wilson Batista, foi gravado por Quatro Ases e Um Coringa, enquanto a marcha Camponesa, com Peterpan, foi gravada para o carnaval por Emilinha Borba na Continental.

Em 1953, o grupo Quatro Ases e Um Coringa gravou na RCA Victor a marcha Polonesa, com Peterpan, e os Vocalistas Tropicais lançaram pela Continental a marcha Cabelo grisalho, com Arlindo Marques Júnior e Roberto Roberti.

Em 1955, Emilinha Borba gravou na Continental a marcha Chega de índio, com Cristóvão de Alencar. A marcha S O S, com Dunga, foi gravada por Orlando Correia no LP Carnaval RCA Victor - Vol. 1, de 1958.

Em 1965, o samba Liberdade tem limite, com José Batista, foi gravado na Polydor por Germano Mathias. Em 1970, seu samba Tirrim, tirrim, tirrim, parceria com Peterpan foi gravado por Noite Ilustrada em LP Continental.

Seu maior parceiro foi Peterpan com quem assinou as marchas Apanhador de papel e Marcha do caracol, também fez sucesso com o samba Chico Brito, com Wilson Batista e com a marcha O periquito de madame, com Nestor de Holanda e Carvalhinho.

Obras


Apanhador de papel (c/ Peterpan), Arrastando o pé (c/ Peterpan), Bonde de ceroulas (c/ Cristóvão de Alencar), Cabelo grisalho (c/ Arlindo Marques Júnior e Roberto Roberti), Camponesa (c/ Peterpan), Chega de índio (c/ Cristóvão de Alencar), Chico Brito (c/ Wilson Batista), Como eu sambei (c/ Peterpan), Dedo de luva (c/ Humberto de Carvalho), Depois que ela me fez (c/ Germano Augusto), Dona do meu coração (c/ Roberto Martins), Em cada sonho...um amor (c/ Humberto Carvalho e Carvalhinho), Garota dos discos (c/ Wilson Batista), Lenda do morro (c/ Peterpan), Liberdade tem limite (c/ José Batista), Marcha do caracol (c/ Peterpan), Moça bonita (c/ Peterpan), Mulher bonita (c/ Antenor Borges e Djalma Esteves), Mulher que eu gosto (c/ A. F. Marques), Não escapa ninguém (c/ Peterpan), Nega (c/ Valdemar Gomes), Negócio da China (c/ Peterpan), O curió (c/ Ubirajara Nesdan), O periquito da madame (c/ Nestor de Holanda Cavalcanti e Carvalhinho), Polonesa (c/ Peterpan), Pretensão e vaidade (c/ Carvalhinho e Humberto de Carvalho), Quando não estás (c/ Ari Monteiro), Quem disse que eu não caso? (c/ Peterpan), Quem é o tal? (c/ Ubirajara Nesdan), Resignação (c/ Peterpan), S O S (c/ Dunga), Saudade de Helena (c/ Valdemar Gomes), Se eu tivesse com que... (c/ Peterpan), Seu Balzac (c/ Jorge de Castro), Tirrim...tirrim... (c/ Peterpan), Tourada sem espada (c/ Jorge de Castro), Tuma-tumba (c/ Peterpan), Última esperança (c/ Peterpan), Última lágrima (c/ Peterpan e M. Roberto), Último sonho (c/ Ari Monteiro).

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Fonte: Dicionário Cravo Albin da MPB.

sexta-feira, junho 14, 2013

Aécio Flávio

Aécio Flávio (Aécio Flávio do Rêgo), instrumentista (pianista), arranjador e compositor, nasceu em Belo Horizonte, MG, em 15/12/1940. Estudou teoria musical e harmonia na Universidade Mineira de Arte. Nos anos de 1970, já morando no Rio de Janeiro, fez os cursos de contraponto e arranjo para profissionais no Instituto Villa-Lobos com o professor Koellreuter, mestre de Tom Jobim, Guerra Peixe e Paulo Moura, entre outros.

Iniciou sua carreira profissional contratado para a função de arranjador e assistente de direção musical do programa "Fantástico" ( TV Globo), convidado por Guto Graça Mello, permanecendo durante três anos na emissora.

Alguns anos depois, convidado por Augusto César Vanucci, foi contratado pela TV Manchete para assinar a direção musical do programa "Miéle & Cia.", função que exerceu durante dois anos aproximadamente.

No início dos anos de 1980, gravou seu primeiro disco, para a série Música brasileira contemporânea, lançado pela PolyGram. Participavam de seu grupo Jane Duboc e Leo Gandelman.

Como compositor, tem músicas gravadas por Zizi Possi, Elba Ramalho, Leny Andrade, Jane Duboc, Emílio Santiago, Kenia (EUA), Viva Brazil (EUA), Loalwa Braz, do grupo Kaoma (França), Cecília Bustos (México) e Billy Paul (EUA), entre outros artistas.

Recebeu o Prêmio Sharp, na categoria Música Instrumental, em sua terceira edição, pela música Amo, gravada por Chiquinho do Acordeom, composta para a peça teatral do mesmo nome sobre a vida do poeta russo Maiakovski.

Compôs a trilha sonora do musical infantil Cinderela chinesa. Participou, como arranjador, das trilhas sonoras de A volta de Chico Mau, dirigida por Lupe Giglioti, Entre amigas, dirigida por Cecil Thiré, Uma dama e um vagabundo, dirigida por Marcelo Sabak, e Pobre menina rica, de Carlos Lyra e Vinicius de Moraes.

Assinou a direção musical e os arranjos de shows de vários artistas, como Marlene, além de Brasileiro, profissão esperança, dirigido por Bibi Ferreira, que estreou no Canecão (RJ), fez temporada de três meses no Teatro Teresa Raquel (RJ), excursionou por todo o Brasil e teve uma montagem em Nova York (EUA).

Foi responsável pela trilha sonora do filme Que bom te ver viva, de Lucia Murat, vencedor do Festival de Cinema de Brasília.

Foi professor, durante um ano, da disciplina Produção Publicitária em Rádio e Televisão, na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro.

Sua música Muito normal foi incluída no Latin Real Book (página 345), livro de referência obrigatória para estudantes americanos de música.

Em 1998 e 1999, atuou no show "Beco de estrelas", com a cantora Tahta, sua filha. O espetáculo, que teve participação especial e direção de Miéle, foi realizado no Little Club (RJ), na Casa de Cultura da Universidade Estácio de Sá e no Teatro Municipal de Niterói.

É proprietário do estúdio de gravação Capital Sound, onde se dedica à produção de CDs independentes, jingles publicitários e trilhas sonoras para rádio, televisão e teatro.

Obra


A dança mineira (c/ Tibério Gaspar), Amo, Coração vira lata, Dança mineira (c/ Tibério Gaspar), De corpo inteiro (c/ Luiz Fernando), Doce doce (c/ Paulinho Tapajós), Flor do mal (c/ Tibério Gaspar), Frevendo, Irmão Sol, Irmã Lua (c/ Léo Vítor), Memórias (c/ Tibério Gaspar), Menino (c/ Eliane Stoducto), Muito normal, Quem tem telhado de vidro está sempre bronzeado (c/ Eliane Stoducto).

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Fontes: Museu Clube da Esquina; Dicionário da MPB.