Carlos Augusto (Carlos Antonio de Souza Moreira), cantor, nasceu em Fortaleza, CE, em 10/07/1933, e faleceu de acidente automobilístico em outubro de 1968. Começou a se apresentar como cantor na Rádio Iracema, de Fortaleza.
Em 1950, quando mudou para o Rio de Janeiro a fim de estudar, foi convidado a cantar como crooner da orquestra da boate Night and Day. Pouco depois, fez excursão ao nordeste, como parte de uma caravana de artistas que incluía, entre outros, a cantora
Emilinha Borba. Em seguida, foi contratado pela Rádio Nacional.
Estreou em discos em 1952, contratado pela Sinter, e lançou o fox
Meu sonho de amor (Paulo César), e o samba-canção
Briguei com você (
Hianto de Almeida e Haroldo de Almeida). No mesmo ano, gravou, com acompanhamento de
Lírio Panicali e Sua Orquestra, o paso doble
María Dolores (F. Garcia e J. Morcillo), em versão de Caribé da Rocha, e a valsa
Festa de formatura (
Joubert de Carvalho).
Em 1953, gravou as marchas
Festa espanhola (
Haroldo Lobo,
Milton de Oliveira e
Aírton Amorim), e
Perfume de carnaval (
Luís Antônio), e os sambas
Você foi cruel (Haroldo Lobo e Milton de Oliveira), e
Sem tamborim (
Peterpan e Rui Rodrigues). No mesmo ano, gravou o samba-canção
Mesa de Bar (Paulo Marques e
Dora Lopes), a valsa
Arlequim (Humberto de Carvalho e Raul Sampaio), a canção
Súplica (Gilbert Becaud e Charles Aznavour), em versão de Caribé da Rocha, e a toada
Jangadeiro valente (César Siqueira e Caribé da Rocha).
Em 1954, lançou cinco discos pela Sinter, interpretando os sambas
Etiqueta de Mangueira (Valdemar Ressurreição e Salvador Micelli), e
Não sou vagabundo (Osmar Campos Filho e
Chocolate); o bolero
Icaraí (Sílvio Viana); a valsa
É o Amore (Brooks e Warren), em versão de Haroldo Barbosa; o fox-trot
Cavaleiro errante (Victor Young), e versão de Ghiaroni; o samba-canção
Se acaso você chegasse (
Lupicínio Rodrigues e
Felisberto Martins); o tango-bolero
Quem será (Beltran Ruiz e
Lourival Faissal); o samba-canção
Falta-me alguém" (
Pedro Caetano e
Claudionor Cruz); o samba
Carrasco (
Monsueto Menezes,
Raul Marques e Manoel Fernandes), e a marcha
Para ti (Rutinaldo e Marcléo). No mesmo ano, lançou, pela gravadora Continental, o samba-canção
Adeus mocidade (Ferreira Gomes e Nicolino Cópia). Ainda em 1954, a gravadora Sinter lançou o LP
O Trovador Moderno, com interpretações suas lançadas em disco de 78 rpm.
Em 1955, gravou os sambas
Silêncio noturno (Silva Neto,
Murilo Caldas e Cilo Proença);
Revoltado (
Carolina Cardoso de Meneses e
René Bittencourt), e
Eu fracassei (Alberto Jesus, Antônio Dominguez e Sebastião Nunes), e a marcha
A serenata morreu (
Nássara e
Roberto Martins).
Em 1956, gravou a valsa
Linda Espanha (
Altamiro Carrilho e Armando Nunes); o tango
Desespero (Eduardo Patané e Floriano Faissal), a valsa
Maria e o samba
Juramento falso, ambos de
Leonel Azevedo e
J. Cascata. No mesmo ano, comandou, na Rádio Nacional de São Paulo, o programa "Canções do Mundo Inteiro", levado ao ar todas as segundas-feiras. Ainda no mesmo ano, gravou o LP
Música de J. Cascata e Leonel Azevedo na Interpretação de Carlos Augusto, no qual cantou as valsas
Maria e
Lábios que beijei; os sambas
Juramento Falso e
Meu Romance e as canções
Mágoas de caboclo,
Desilusão,
História Joanina e
Quem foi. Ainda em 1956, foi contratado pela Polydor, e logo lançou quatro discos, com a valsa
Domani (Ulpio Minucci e Tony Velona), em versão de Júlio Nagib; o beguine
Distração (Renato de Oliveira e Fernando César); a valsa
História de um amor (C. Almaran e Edson Borges); o samba
Corcovado (Steve Bernard e Nazareno de Brito); as marchas
Não pode bobear (Haroldo Lobo e José Roy), e
A dança do Didu (
Miguel Gustavo); o fox
Como é bom recordar (T. Gilkyson, R. Dehr e F. Miller), e versão de
Nazareno de Brito, e o paso doble
Eterno vagabundo (Nazareno de Brito e Betinho). As gravações iniciais na Polydor foram reunidas, ainda em 1956, no LP
Carlos Augusto.
Em 1957, lançou o beguine
Refrains (G. Voumard e E. Gardaz), em versão de Júlio Nagib; o samba-canção
Fracassos de amor (
Tito Madi e Milton Silva); o cha cha cha
Nesga de cetim (J. Plante e L. Ferrari), em versão de Haroldo Barbosa; o samba-canção
Sementes do mal (Santos Garcia); o samba
Chegou a hora (
Luís Soberano e Anísio Bichara), e a marcha
Broto fiu-fiu (Alberto Roy e Alfredo Godinho).
Em 1958, gravou os sambas-canção
Vitrine (
Adelino Moreira);
Quisera (
Waldir Machado e Bené Guimarães);
Minha cruz (
Raul Sampaio e
Benil Santos);
Garçom amigo (Alberto Jesus e Nelson Bastos);
Espelho (Adelino Moreira e Raul Borges), e
Pecado ambulante (Adelino Moreira); os boleros
Abandono cruel (Luiz Soberano e Anísio Bichara), e
Sonho sonhado (Valdir Finotti e N. Paiva); a marcha
Que onda é essa (Jorge Santos e Carneiro Filho), e o samba
Deodoro se queimou (Carvalhinho e Valdir Machado). No mesmo ano, a Polydor lançou o LP
Vitrine, com as gravações já lançadas em discos de 78 rpm.
Em 1959, gravou o tango
Ciúme (Fernando César e Renato de Oliveira); os sambas-canção
Canção da eterna despedida (
Tom Jobim e
Vinícius de Moraes);
Deus me perdoe (Edson Borges e
Dolores Duran), e
A Noite e a prece (
Evaldo Gouveia e Almeida Regos); a toada
Vagabundo (Victor Simon), e o bolero
Tantas vezes (Fernando César). No mesmo ano, lançou o LP
Falando ao Coração, com várias gravações já lançadas em 78 rpm, além das canções
Sem você e
A felicidade, de Tom Jobim e Vinicius de Moraes.
Em 1960, foi contratado pela Odeon, e lançou, com acompanhamento de Osvaldo Borba e Sua Orquestra, os sambas-canção
Negue (Adelino Moreira e
Enzo de Almeida Passos), e
Noite de saudade (Adelino Moreira). No mesmo ano, também com acompanhamento de Osvaldo Borba e Sua Orquestra, o bolero
Chega (
José Messias), e o samba-canção
Regresso (Adelino Moreira). Ainda em 1960, teve lançado pela Odeon, o LP
Negue, música título de Adelino Moreira e Enzo Almeida Passos, que também incluiu as canções românticas
Noite de saudade e
Regresso, ambas de Adelino Moreira;
Quando existe adeus (
Jair Amorim e Evaldo Gouveia);
Chega (José Messias);
Encontro com a mulher deixada (Ricardo Galeno);
Quanta saudade (Almeida Rego e Newton Ramalho);
Grito d'alma (Ronaldo Ribeiro, Gilberto Teixeira e Wilson Calixto);
Farrapo (Paulo Borges);
Pra meu castigo (Jairo Argileo e Wilson Calixto);
Única solução (Carlos Marques, Bucy Moreira e Manoel Francisco), e
Felicidade sonhei (Garcia Júnior, F. Machado e L. Perez).
Em 1961, gravou os boleros
Juro e
Deus sabe o que faz (Adelino Moreira); o samba-canção
É mentira (Adelino Moreira e França), e o samba
Seria tão diferente (Adelino Moreira e Toni Luna). No mesmo ano, lançou o LP
Juro, música título de Adelino Moreira, e que incluiu boleros e sambas-canção como
A dor que mais doi (Ricardo Galeno);
Cigarra (Paulo Borges);
Deixa falar (Ricardo Galeno e Antônio Moura);
É mentira (Adelino Moreira e França);
Quem dá ordens sou eu (Ricardo Galeno e Antônio Moura);
Boneca de pano (
Assis Valente);
Seria tão diferente (Adelino Moreira e Toni Luna);
Cigarro sem baton (Fernando César);
O sol da verdade (Ricardo Galeno e Antônio Moura);
Deus sabe o que faz, de Adelino Moreira, e
Volta, de Ciro de Souza e Antônio Moura.
Em 1962, gravou os sambas-canção
Esta noite ou nunca e
Rosinha do Encantado (Adelino Moreira). No mesmo ano, gravou os sambas-canção
Princípio do fim (
Newton Teixeira e
Mário Rossi), e
A vida é assim toda vida (Paulo Aguiar, Umberto Silva e Filadelfo Nunes), em disco lançado apenas em março de 1963. Ainda em 1962, gravou pelo selo Orion, da Odeon, as marchas
Marcha do Pelé (Paulo Borges e Madalena Correia), e
Leva meu coração (Henrique de Almeida, J. Lima e Carlos Marques), essa última, inclusive, foi incluída na coletânea carnavalesca
Carnaval de 1963, do selo Orion.
Em 1965, gravou a marcha
Banho na minhoca (Nilo Barbosa e Célio Ferreira), para o LP
Carnaval 65 - O Grande Carnaval do 4º Centenário do Rio de Janeiro, da gravadora Philips.
Para o carnaval de 1966, gravou a marcha
Chora tamborim (José Messias), incluída na coletânea carnavalesca
O Fino da Folia!, da gravadora Philips.
Lançou sua última gravação para o carnaval de 1967, a marcha
Amei (Julio Nagib), que fez parte do LP
Carnaval 67, do selo Fermata.
Em pouco menos de 15 anos de carreira, gravou 40 discos em 78 rpm e seis LPs, além da participação em diferentes coletâneas, pelas gravadoras Sinter, Polydor, Odeon e Philips.
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Fonte: http://www.famososquepartiram.com/2013/02/carlos-augusto.html