terça-feira, fevereiro 20, 2018

Roupa Nova - Biografia

Roupa Nova - Grupo carioca especializado em pop-rock comercial e sofisticado; além de seus próprios discos, o grupo também fez o acompanhamento em gravações pop-rock de Gal Costa, Zizi Possi, Milton Nascimento e outros.


Seus integrantes iniciais eram Cleberson Horsth Vieira de Gouveia (Manhumirim MG 1950—), nos teclados e vocal; Nando (Luís Fernando Oliveira da Silva, Rio de Janeiro RJ 1953—), no contrabaixo; Kiko (Eurico Pereira da Silva Filho, Rio de Janeiro 1952—), na guitarra; e Paulinho (Paulo César dos Santos, Rio de Janeiro 1952—), no vocal e percussão, aos quais se uniram, em 1975, Ricardo Georges Feghali (Belo Horizonte MG 1955—), nos teclados, e Serginho (Sérgio Herval Holanda de Lima, Rio de Janeiro 1958—), na bateria.

Formados em 1970 no Rio de Janeiro com o nome Os Famks, gravaram um compacto pela etiqueta Imagem com Hoje ainda é dia de rock (Zé Rodrix), compactos na Polydor e dois LPs na Continental, além de gravar outros LPs nesta mesma gravadora com o nome Os Motokas.

Contratados pela Polygram em 1980, adotaram o nome Roupa Nova por sugestão de Mariozinho Rocha, produtor dos discos do grupo. Milton Nascimento compôs (com Fernando Brant) uma canção com esse nome, gravada pelo conjunto ainda em 1980.

Mudaram-se para a RCA em 1986 e para a Continental em 1997. Seus sucessos incluem Canção de verão (Luís Guedes e Thomas Roth, 1981), Sapato velho (Mu, Cláudio Nucci e Paulinho Tapajós, 1981), Anjo (Dalto, Renato Correia e Cláudio Rabelo, 1983), Whisky a go go (Michael Sullivan e Paulo Massadas, 1985) e Coração pirata (Aldir Blanc e Nando, 1990).

CDs: O melhor de Roupa Nova, 1989, Polygram 830792-2; Novela hits, 1995, BMG 7432133665-2. (Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora; foto: site oficial do grupo).

Veja também:

Roupa Nova - Letras, cifras e gravações


Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e Publifolha, SP, 1998.

Roupa Nova - Letras, cifras e músicas


Roupa Nova - Algumas músicas




































Irmãs Pagãs - Biografia

Irmãs Pagãs - Revista Carioca - Edição de 25/07/1936.

Irmãs Pagãs - Dupla vocal formada pelas irmãs Rosina Pagã (Rosina Cozzolino), Itararé, SP - 1919 e Elvira Pagã (Elvira Cozzolino) Itararé, SP - 1920 - Rio de Janeiro, RJ - 8/5/2003.


As irmãs Cozzolino ainda na infância transferiram-se com a família para o Rio de Janeiro, onde passaram a estudar no colégio Imaculada Conceição, situado em Botafogo. Organizavam e participavam de muitas festas e, por intermédio de integrantes do Bando da Lua, passaram a conhecer alguns artistas da época.

Em 1935, apresentaram-se com os Anjos do Inferno na inauguração do Cine Ipanema, ocasião em que foram apresentadas por Heitor Beltrão como as Irmãs Pagãs. Foram levadas para a Rádio Mayrink Veiga pelo radialista César Ladeira, fazendo grande sucesso na década de 1930.

Em seu primeiro disco na Odeon, gravaram as marchas Não foi assim, de Antenógenes Silva e Osvaldo Santiago, e O carnaval é rei, também de Antenógenes em parceria com Ernâni Campos. Nesse mesmo ano, mais dois discos, dos quais se destaca a marcha Não beba tanto assim, de Geraldo Décourt, apresentada pela dupla no filme Alô, alô, carnaval, de Wallace Downey, João de Barro e Alberto Ribeiro.

Em 1936, participaram do filme Cidade mulher, de Humberto Porto, onde apresentaram a música título (de Noel Rosa), cantando com Orlando Silva. Em 1937, gravaram sambas de Assis Valente, dentre os quais Se você me deixar, Oba oba, Tristeza e O samba acabou. Foram contratadas pela Rádio Nacional e, neste período, excursionaram por quatro meses pela Argentina, Peru e Chile.

Em 1938, passaram a gravar na Columbia, destacando-se o grande sucesso carnavalesco Eu não te dou a chupeta, de Silvino Neto e Plínio Bretas. Dentre os êxitos da dupla estão os sambas Nobreza, de Assis Valente, e a marcha Água mole em pedra dura, de Sátiro de Melo e Manuel Moreira, sucesso de 1940.

Com o casamento de Elvira, a dupla chegou ao fim, deixando um total de 13 discos gravados. Rosina seguiu carreira solo, tendo gravado mais 11 discos até 1946, entre eles a versão Chiu... chiu... (N. Molinari e Oswaldo Santiago) e participado de vários filmes como atriz. Ainda nesse ano, seguiu turnê em Cuba, EUA e México, cidade onde se casou e passou a residir.

Elvira Pagã seguiu carreira como estrela do teatro de revista, tendo gravado mais de dez discos entre os anos de 1944 e 1953, tendo destque o samba Na feira do cais dourado (Nelson Teixeira e Nelson Trigueiro). Alcançou grande notoriedade, sobretudo por sua atuação como vedete, sendo considerada uma das mais belas mulheres de sua época - os anos 40, 50 e até começo dos 60.

A partir dos anos 70, Elvira começou a pintar, passando logo depois a realizar temas esotéricos em seus trabalhos. Em meados dos anos 1990, demonstrando grande instabilidade de comportamento, ao alterar momentos de euforia com rasgos de ira, recusou-se terminantemente a fazer depoimento para o Museu da Inglaterra. Em 1979 Elvira Pagã foi homenageada com um rock da cantora Rita Lee.




Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e Publifolha, SP, 1998.