Billy Blanco - Algumas letras, cifras e gravações
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segunda-feira, janeiro 22, 2018
domingo, janeiro 21, 2018
Se papai fosse eleito - Dolores Duran
Se Papai Fosse Eleito (samba, 1957) - Billy Blanco - Intérprete: Dolores Duran
LP Dolores Duran – Canta Para Você Dançar / Título da música: Se Papai Fosse Eleito / Billy Blanco (Compositor) / Dolores Duran (Intérprete) / Gravadora: Copacabana / Ano: 1957 / Nº Álbum: CLP-11011 / Lado B / Faixa 3 / Gênero musical: Samba.
Tom: F Intro: G7 G7 G7 Dm7 G7 C C Ainda hei de ser bacana Cmaj7 C6 Ainda hei de andar de carro Am7 Dm7 G7 Com a plaquinha do cd G7 Motocicletas na frente Dm7 Assustando toda a gente G7 Cmaj7 Am7 Dm7 G7 C6 Pondo banca com você Dm7 G7 C Já pensou papai eleito Cmaj7 C6 Vereador ou prefeito A7 Dm Gm7 C7 F Dessa grande capital? F#dim7 B7 Em7 Aí vai haver disse-me-disse A7 Dm7 Uma nega vai ser vice G7 Com faixa, coroa Cmaj7 C6 Com tudo legal Am7 Dm6 Quero ver G7 Cmaj7 Lá no morro o alvoroço Am7 Dm7 As negas brigando por causa do moço G7 Cmaj7 Bb7 A7 Nessa altura um bom rapaz Dm7 Até você, risoleta D#dim7 C Que não me dá bola Am7 Dm7 Me enxergando de cartola G7 Cmaj7 Vai cair dura pra trás (Instrumental) Am7 Dm6 Quero ver G7 Cmaj7 Lá no morro o alvoroço Am7 Dm7 As negas brigando por causa do moço G7 Cmaj7 Bb7 A7 Nessa altura um bom rapaz Dm7 Até você, risoleta D#dim7 C Que não me dá bola Am7 Dm7 Me enxergando de cartola G7 Cmaj7 Vai cair dura pra trás
sábado, janeiro 20, 2018
O Morro - Agostinho dos Santos
O Morro (samba-canção, 1954) - Billy Blanco e Tom Jobim - Interpretação: Agostinho dos Santos
LP Agostinho dos Santos - Inimitável / Título da música: O Morro / Billy Blanco (Compositor) / Tom Jobim (Compositor) / Agostinho dos Santos (Intérprete) / Gravadora: RGE / Ano: 1959 / Nº Álbum: XRLP 5057 / Lado B / Faixa 3 / Gênero musical: Samba-canção.
Morro
Eu conheço a tua história
Um passado que é só glória
Mesmo sem orquestração
Morro
Da desforra e da intriga
Até mesmo numa briga
Vais buscar inspiração
Morro
Se na roupa és mal-vestido
Deus te fez o escolhido
Pra fazer samba melhor
O morro
Bem distante do pó da cidade
Onde samba é Brasil de verdade
E o progresso ainda não corrompeu
O morro
Onde o dono de todo barraco
É forte no samba
O samba é seu fraco
E o samba é tão bom
Que a cidade esqueceu
Rio de Janeiro
Que eu sempre hei de amar
Estatuto de boite - Dolores Duran
Estatuto de Boite (samba, 1957) - Billy Blanco - Intérprete: Dolores Duran
LP Dolores Duran – Canta Para Você Dançar / Título da música: Estatuto de Boite (Boate) / Billy Blanco (Compositor) / Dolores Duran (Intérprete) / Gravadora: Copacabana / Ano: 1957 / Nº Álbum: CLP-11011 / Lado B / Faixa 7 / Gênero musical: Samba.
Tom: C Intro: Cmaj7 D#dim7 Dm7 G7 Cmaj7(9) D#dim7 Dm7 Gafieira de gente bem, é boate, G7 Dm7 G7 Cmaj7 Dm7 G7 Onde a noite esconde a bobagem que acontece, C Em7 A7 Dm7 G7 Onde o whysky lava qualquer disparate, Dm7 G7 C6 D#dim7 Dm7 Amanhã, um sal de fruta a gente esquece. G7 Cmaj7 D#dim7 Dm7 Gafieira de gente bem, é boate, G7 Dm7 G7 Cmaj7 Dm7 G7 Onde a noite esconde a bobagem que acontece, C Em7 A7 Dm7 G7 Onde o whysky lava qualquer disparate, Dm7 G7 C6 Em7 Amanhã, um sal de fruta a gente esquece. A7 Dm7 G7 Vamos com calma, Cmaj7 C6 Olha o respeito, F#m7 Cuida do corpo, B7 Em A7 Que a alma, não tem mais jeito, Dm D#dim7 O estatuto não prevê, C Mas eu lhe digo, Am7 Dm7 Traga a sua mulher de casa, G7 Cmaj7 E deixa em paz a do amigo. (Instrumental) Dm7 G7 Vamos com calma, Cmaj7 C6 Olha o respeito, F#m7 Cuida do corpo, B7 Em A7 Que a alma, não tem mais jeito, Dm D#dim7 O estatuto não prevê, C Mas eu lhe digo, Am7 Dm7 Traga a sua mulher de casa, G7 Cmaj7 E deixa em paz a do amigo.
Encontro com a saudade - Hebe Camargo
Encontro Com a Saudade (samba-canção, 1960) - Nilo Queiroz e Billy Blanco - Intérprete: Hebe Camargo
LP Hebe Camargo - Sou Eu / Título da música: Encontro Com A Saudade / Billy Blanco (Compositor) / Nilo Queiroz (Compositor) / Hebe Camargo (Intérprete) / Gravadora: Odeon / Ano: 1960 / Nº Álbum: MOFB 3174 / Lado A / Faixa 5 / Gênero musical: Samba-canção.
Você chegou assim como o sol da manhã
Me iluminando, só veio dar bom dia
E foi ficando
E agora não tem jeito de partir
Meu bem como vai ser
Se um dia este amor chegar ao fim
Eu que me acostumei tanto a você
E ter você já faz parte de mim
Acho bom eu até combinar
Encontro com a saudade de você
Saudade faz parte também do amor
Lágrima flor - Wilson Simonal
Lágrima Flor (1963) - Billy Blanco - Intérprete: Wilson Simonal
LP Tem "Algo Mais" / Título da música: Lágrima Flor / Billy Blanco (Compositor) / Wilson Simonal (Intérprete) / Gravadora: Odeon / Ano: 1963 / Nº Álbum: MOFB 3370 / Lado B / Faixa 1 / Gênero musical: Canção / MPB.
Em B7 Em Na vida há sempre um pedaço de saudade F Escondido num vulto de mulher G D Em F#m B7 Ninguém consegue escolher felicida....de Em B7 Em B7 Porém aquela é a dor que a gente quer Em Em7+ Deixa pra lá Em7 Em6 Deixa assim com está para ver F Para ver como fica este amor Dm Em B7 Que não teve um momento de paz Em Em7+ Chora que é bom Em7 Em6 Mas não deixa ninguém perceber F Pois a lágrima feita de amor Dm Em B7 Vira flor, pelo bem que ela faz Em Em7+ Lágrima flor Em7 Em6 Flor que morre, perfuma quem corta F E prossegue, enfeitando já morta, Dm B7 Mesmo a quem não lhe quer Em Em7+ Ela diz não Em7 Em6 Mas depois vem o bom do amor e o talvez F Dm Em E amanhã diz que sim, como toda mulher.
Rio do meu amor - Wilson Simonal
Rio do Meu Amor (samba, 1965) - Billy Blanco - Intérprete: Wilson Simonal
LP Wilson Simonal / Título da música: Rio do Meu Amor / Billy Blanco (Compositor) / Wilson Simonal (Intérprete) / Gravadora: Odeon / Ano: 1965 / Nº Álbum: MOFB 3419 / Lado B / Faixa 1 / Gênero musical: Samba.
Rio,
Estácio no passado fez este presente,
E deu abençoado três vezes à gente,
Pois Deus é africano, índio e português,
Como o babalaô, como o padre e o pajé,
A macumba, a crendice, a missa e a fé,
Teu bonito até mesmo com chuva cresceu,
Foi surgindo, todo lindo se fez.
Rio
De Pedro que primeiro foi compositor,
Foi grande seresteiro imenso imperador,
Amigo do chalaça,
Que a história faça mas não diz,
Era o dono das francesas lá da Ouvidor,
De marquesas balançou o coração,
Da tristeza de partir partiu feliz,
Por saber que inaugurou meu filme ouviu,
Como a capital do amor deste pais.
Rio,
De Vasco e Botafogo, América e Bangu,
Maracanã vibrando em dia de Fla-Flu,
Do bonde que a saudade ornamentando praça,
Do tostão que era bom como a Lapa já foi,
Da boneca dourada que passa, que engana,
Enfeitando calçada de Copacabana,
Ipanema, Leblon e Arpoador.
Rio,
Do grande carnaval, do 1º de abril,
Da Vila que desceu, do dólar que caiu,
De São Judas Tadeu,
São Jorge e Cosme Damião.
Rio,
de São Sebastião que é de janeiro,
Redentor que Paulo VI iluminou,
Rio de Deus que é brasileiro e do lugar,
Rio do bicho que não deu mas ia dá,
Festival de anedotas, luz e cor,
Foi aqui que descobri que a vida é,
E encontrei o meu amor,
Rio, Rio de Janeiro, Rio de Janeiro,
Rio de Janeiro, Brasil, Brasil....
Pistom de gafieira - Sílvio Caldas
Pistom de Gafieira (samba, 1958) - Billy Blanco - Interpretação: Sílvio Caldas
LP Cabelos Brancos / Título da música: Pistom de Gafieira / Billy Blanco (Compositor) / Sílvio Caldas (Intérprete) / Gravadora: Columbia / Ano: 1958 / Nº Álbum: Columbia / Lado B / Faixa 4 / Gênero musical: Samba.
C A7 Dm Dm/C Na gafieira segue o baile calmamente G7 C G7 Com muita gente dando volta no salão C G Tudo vai bem, mas eis porém que de repente D7 G7 Um pé subiu e alguém de cara foi ao chão C A7 Dm Dm/C Não é que o Doca, um crioulo comportado G7 C C7 Ficou tarado quando viu a Dagmar F Fm C Toda soltinha dentro de um vestido saco A7 D7 Tendo ao lado um cara fraco G7 C E foi tirá-la pra dançar C7 F O moço era faixa preta simplesmente G7 C E fez o Doca rebolar sem bambolê G A porta fecha enquanto o duro vai não vai D7 G7 Quem está fora não entra / Quem está dentro não sai C A7 Dm Mas a orquestra sempre toma providência G7 C C7 Tocando alto pra polícia não manjar F Fm C E nessa altura como parte da rotina A7 D7 G7 C O piston tira a surdina e põe as coisas no lugar.
A banca do distinto - Dolores Duran
A Banca do Distinto (samba, 1959) - Billy Blanco - Intérprete: Dolores Duran
Compacto duplo EP 45 rpm / Dolores Duran No Michel De São Paulo / Título da música: A Banca do Distinto / Billy Blanco (Compositor) / Dolores Duran (Intérprete) / Gravadora: Copacabana / Ano: 1959 / Nº Álbum: CEP-4568 / Lado A / Faixa 1 / Gênero musical: Samba / Obs.: Embora o título sugira, não foi gravado ao vivo.
Intr.: A7+ D/E A7+ G7+ A7+ G#m7 C#7/9 F#m7 E7+ D7+ D/E D/E Bm7 E7/9 Não fala com pobre, não dá mão a preto A7+ Não carrega embrulho Bm7 Pra que tanta pose, doutor E7/9 A7+ Pra que esse orgulho Bb/C C7/9 Bm7 E7/9 A bruxa que é cega esbarra na gente A7+ E a vida estanca Bm7 O enfarte lhe pega, doutor E7/9 A7+ E acaba essa banca Eb7/9 D7+ G#5+/7 A vaidade é assim, põe o bobo no alto G7/13 E retira a escada F#5+/7 Bm7/9 Mas fica por perto esperando sentada F7/9 E7/9 F#/G# Mais cedo ou mais tarde ele acaba no chão A7+ D7+ D#° A7+ Mais alto o coqueiro, maior é o tombo do coco afinal F#7/13 F#5+/7 Bm7/9 Todo mundo é igual quando a vida termina E7/9 A7+ Com terra em cima e na horizontal
Pano legal - Dolores Duran
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Billy Blanco |
Disco 78 rpm / Título da música: Pano Legal / Billy Blanco (Compositor) / Dolores Duran (Intérprete) / Gravadora: Copacabana / Ano: 1956 / Nº Álbum: 5.654 / Lado B / Gênero musical: Samba.
Certo dia, fui levada,
A um samba diferente,
Entre a gente da gravata e do plastrom, ai, ai,
Bebida servida em taça,
Champanha em vez de cachaça,
Mesmo assim, o samba lá é bom.
Certo dia, fui levada,
A um samba diferente,
Entre a gente da gravata e do plastrom, ai, ai,
Bebida servida em taça,
Champanha em vez de cachaça,
Mesmo assim, o samba lá é bom.
Eu vi muita grã-fina, rebolando, sambado,
Não sabia que as distintas eram assim,
Se eu soubesse também, como era o ambiente, decente,
Jogava um pano legal, por cima de mim.
Eu vi muita grã-fina, rebolando, sambado,
Não sabia que as distintas eram assim,
Se eu soubesse também, como era o ambiente, decente,
Jogava um pano legal, por cima de mim....
Prece de um sambista - Linda Batista
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Billy Blanco |
Disco 78 rpm / Título da música: Prece De Um Sambista / Billy Blanco (Compositor) / Linda Batista (Intérprete) / Gravadora: RCA Victor / Ano: 1952 / Nº Álbum: 80-1058 / Lado B / Gênero musical: Samba.
Quando morre um sambista,
No céu é motivo de festa,
Pois os anjos, que são da seresta,
Se alegram também,
E no meio de tanta alegria,
Todo o céu, se transforma em terreiro,
Os clarins, dão lugar ao pandeiro,
Que marca a chegada de alguém,
O Noel, que nosso santo do samba,
E chegou lá primeiro,
É o chefe do santo terreiro,
De Nosso Senhor,
Imploro a Deus,
Conservai-me um sambista decente,
Para merecer algum dia,
Sambar com esta gente,
De tanto valor !
quarta-feira, maio 29, 2013
Leda Barbosa
Leda Barbosa (Leda Barbosa de Sant'Ana), cantora, nasceu no Rio de Janeiro, RJ, em 03/03/1923, e faleceu em princípios de março de 2013. Com 60 anos de carreira e tia do cantor Jorge Vercilo de quem foi grande incentivadora da carreira artística, viveu a época dourada da Rádio Nacional. Atuou no Copacabana Palace e no Cassino Atlântico. Em 1946, lançou na Rádio Nacional o samba Samba de morro, de Billy Blanco.
Estreou em discos em 1948 quando registrou pela gravadora Star a marcha Mulher geniosa, de Sá Róris e Alcir Pires Vermelho, e o samba Está quase na hora, de Pedro Caetano e Alcir Pires Vermelho. Ainda na década de 1940, participou de uma edição do programa radiofônico "Dicionário Toddy" apresentado por Fernando Lobo na Rádio Tupi no qual interpretou a modinha Ontem ao luar (Choro e poesia), de Catulo da Paixão Cearense e Pedro de Alcântara.
Em 1950, tomou parte do programa "Poemas sonoros" escrito por Eurico Silva e apresentado por Manoel Barcelos com a participação da orquestra do maestro Léo Peracchi no qual interpretou canções como Minha prece, Dois corações, e Minha saudade.
Em 1963, gravou pelo selo Pawal os sambas Pergunto se ele tem, de Barbosa de Souza, e Samba, mulata samba, de H. Expedito e L. Vieira. No ano seguinte, já pelo selo Ritmos gravou os sambas Não tem jeito, de Nelson Trigueiro, e Lágrimas de culpa, de João Grimaldi. Ainda por essa época, gravou pelo selo Tiger a marcha Você vai, de Toledo Cruz.
Em 1969, participou do disco independente Estórias de amor com obras do compositor Leonel Azevedo no qual interpretou os sambas Sonho desfeito, de Leonel Azevedo e Adelmo Lima, e Saudade teimosa, de Leonel Azevedo. Em 1972, participou do LP Alma do sertão lançado pela gravadora Copacabana com gravações do programa "Alma do sertão" apresentado por Renato Murce interpretando a toada Sabiá da mata, de Renato Murce.
Em 2002, sua interpretação para o samba Sonho desfeito, foi incluída no volume 1 da série de três CDs que o selo Revivendo lançou com o título Leonel Azevedo - o Compositor em Estórias de Amor - Volumes 1, 2 e 3.
Em 2006, retomou a carreira artística com o lançamento do CD A meiga presença produzido por Jorge Vercílio disco no qual interpretou entre outras as músicas Chove lá fora, de Tito Madi, Ronda, de Paulo Vanzolini, Pergunto se ele tem, de Barbosa de Souza, e Trovões e vendavais, de Jorge Vercilio.
A jovem intérprete da Nacional

Surgindo através da «Hora do Guri», quando ainda vestia o uniforme de aluna da Escola Superior de Comércio, Leda Barbosa foi galgando todos os postos ambicionados por uma «estréia», tendo passado pelo «cast» da Transmissora, nos áureos tempos de Dermeval Costa Lima; pela Educadora, então dirigida por Gastão Lamounier; pela Globo, na sua grande fase; na Cruzeiro do Sul, quando esse prefixo contava com Ari Barroso e Paulo Roberto; e, finalmente, agora se encontra na P.R.E-8, animando a programação de estúdio desse prefixo.
Bastante jovem, com um futuro risonho à sua frente, Leda Barbosa além de cantora, sabe dedilhar um violão, embora não o faça publicamente. Tendo começado como cantora de foxes e blues, hoje prefere a canção e o samba-canção, gênero em que é uma das primeiras, não só pela maneira com que os interpreta, como ainda pela bonita voz que possui.
Fluminense de nascimento, pois nasceu em Niterói, a graciosa cantora possui o diploma de contadora, sabe falar inglês, gosta de praticar natação, desconhece o que seja superstição e frequenta assiduamente os cinemas. Conhece alguns Estados do Brasil, inclusive o de Minas Gerais, onde cantou na Rádio Inconfidência, com verdadeiro sucesso." (Revista da Semana n° 48 – 29/05/1948)
Discografia
(2006) A meiga presença • CD
(1964) Não tem jeito/Lágrimas de culpa • Ritmos • 78
(1964) Você vai • Tiger • 78
(1963) Pergunto se ele tem/Samba, mulata samba • Pawal • 78
(1948) Mulher geniosa/Está quase na hora • Star • 78
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Fontes: Dicionário Cravo Albin da MPB; Revista da Semana de 29/05/1948; Revista do Rádio de 05/06/1950.
domingo, abril 09, 2006
Billy Blanco
Billy Blanco (William Blanco de Abrunhosa Trindade), compositor e cantor, nasceu em Belém PA (8/5/1924). Quando ainda cursava o ginásio, começou a aprender violão com Wandick Almanajás, contra a vontade do pai, que preferia que estudasse violino. Aos 18 anos, passou a se apresentar na Hora Juvenil, programa dominical da Rádio Clube de Belém, e depois no Cassino Marajó, integrando o conjunto Os Gaviões do Samba. Pouco depois, mudou-se para São Paulo SP, iniciando, em 1946, o curso da Faculdade de Arquitetura da Universidade Mackenzie, onde participou do show de abertura de tradicional competição esportiva entre a Faculdade de Medicina e o Mackenzie.
Foi nessa época que ganhou o nome artístico de Billy Blanco, dado por um colega. Em 1946 compôs Samba de morro, que Leda Barbosa cantou na Rádio Nacional. Ainda em São Paulo, fez Rotina, Outono e Prece de um sambista, que Linda Batista gravaria por ocasião da morte de Francisco Alves, em 1952. Transferiu-se para o Rio de Janeiro RJ em 1948, matriculando-se na Faculdade de Arquitetura da Universidade do Brasil, onde terminou seu curso. Formou em seguida o Sexteto Billy Blanco, para tocar em festas e clubes. Morava então ao lado de Carolina Cardoso de Meneses, que lhe escrevia os sambas na pauta, e começou a travar relações no meio musical carioca, conhecendo Dolores Duran, que se tornaria intérprete de muitas de suas músicas.
Em 1951, quando começou a trabalhar como desenhista, teve seu samba Pra variar gravado pelos Anjos do Inferno, na Victor. A partir de 1953, sua carreira de compositor se firmou com diversas gravações de sambas seus, entre os quais Estatutos de gafieira, gravado em 1953 na Victor por Inesita Barroso, classificado como "crítica de costumes"; Grande verdade, gravado por Dick Farney pela Continental; e Tereza da praia (com Tom Jobim), lançado por Dick Farney e Lúcio Alves em disco Continental.
Lançou pela Continental, ainda em 1954, o LP Sinfonia do Rio de Janeiro, com 11 músicas e um tema, composto com Tom Jobim, que receberam arranjo de Radamés Gnattali e interpretação de Dick Farney, Gilberto Milton, Elizeth Cardoso, Emilinha Borba e outros. Essas músicas foram em parte aproveitadas no filme Esse Rio que eu amo, dirigido por Carlos Hugo Christensen e no musical de Carlos Machado, Rio de janeiro a janeiro. Em 1960, a Sinfonia do Rio de Janeiro foi regravada com outro elenco de cantores. Recebeu em 1955, do jornal carioca O Globo, o troféu Disco de Ouro e, em 1956, foram gravados, de sua autoria, Mocinho bonito , por Dóris Monteiro, na Columbia, e Pano legal, por Dolores Duran, na Continental.
Em 1957, o conjunto Os Cariocas lançou Não vou pra Brasília, música vetada pela censura por contrariar a propaganda governamental de incentivo à migração para a nova capital. Em 1958 fez Viva meu samba, gravado inicialmente por Sílvio Caldas pela Columbia, que se transformou num dos seus grandes sucessos, e Obrigado, excelências, comentando o Congresso Eucarístico, realizado no Rio de Janeiro. Teve, ainda em 1958, um LP inteiramente dedicado às suas músicas - Doutor em samba -, gravado por Paulo Marquês na Columbia.
No ano seguinte, marcando o auge de sua carreira como compositor, foram gravadas A banca do distinto, por Isaura Garcia, na Odeon; Piston de gafieira, por Sílvio Caldas, na CBS; Camelô, por Dolores Duran, na Copacabana; e foi convidado para gravar seus próprios sambas, pela Elenco, com arranjos de Oscar Castro Neves.
Em 1960, Lúcio Alves gravou pela Philips Samba triste (com Baden Powell). Apareceu em público pela primeira vez em 1964, contracenando num show, na boate carioca Zum-Zum, com Araci de Almeida, Sérgio Porto e o conjunto de Roberto Menescal, espetáculo que prosseguiu depois no Teatro Santa Rosa, do Rio de Janeiro.
Em 1965, no I FMPB, da TV Excelsior, de São Paulo, apresentou a música Rio do meu amor, em interpretação de Wilson Simonal, obtendo o quinto lugar. Classificou-se em 1968 em quarto lugar na I Bienal do Samba, promovida pela TV Record, de São Paulo, com Canto chorado, defendida por Jair Rodrigues, e, em 1974, escreveu as músicas da Sinfonia de São Paulo, gravada na marca Evento. Compôs ainda as trilhas sonoras do filme Crônica da cidade amada, de Carlos Hugo Christensen, 1965, e de algumas peças teatrais. Em 1996 lançou o livro Tirando de letra e música, pela Editora Record, do Rio de Janeiro.
Algumas cifras e letras:
Veja também:
Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e Publifolha, SP, 1998.
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