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domingo, janeiro 21, 2018

Se papai fosse eleito - Dolores Duran


Se Papai Fosse Eleito (samba, 1957) - Billy Blanco - Intérprete: Dolores Duran

LP Dolores Duran ‎– Canta Para Você Dançar / Título da música: Se Papai Fosse Eleito / Billy Blanco (Compositor) / Dolores Duran (Intérprete) / Gravadora: Copacabana / Ano: 1957 / Nº Álbum: CLP-11011 / Lado B / Faixa 3 / Gênero musical: Samba.


Tom: F

Intro: G7  G7 G7 Dm7 G7 C

                    C
Ainda hei de ser bacana
      Cmaj7            C6
Ainda hei de andar de carro
          Am7      Dm7  G7
Com a plaquinha do cd
                  G7
Motocicletas na frente
                   Dm7
Assustando toda a gente
       G7         Cmaj7 Am7 Dm7 G7 C6
Pondo banca com você
   Dm7       G7    C
Já pensou papai eleito
  Cmaj7         C6
Vereador ou prefeito
       A7         Dm Gm7 C7 F
Dessa grande capital?

        F#dim7 B7        Em7
Aí vai haver   disse-me-disse
     A7           Dm7
Uma nega vai ser vice
             G7
Com faixa, coroa
            Cmaj7 C6
Com tudo legal

Am7    Dm6
Quero ver
       G7         Cmaj7
Lá no morro o alvoroço
            Am7                Dm7
As negas brigando por causa do moço
         G7           Cmaj7 Bb7 A7
Nessa altura um bom rapaz

      Dm7
Até você, risoleta
D#dim7         C
Que não me dá bola
        Am7         Dm7
Me enxergando de cartola
          G7       Cmaj7
Vai cair dura pra trás

(Instrumental)

Am7    Dm6
Quero ver
       G7         Cmaj7
Lá no morro o alvoroço
            Am7                Dm7
As negas brigando por causa do moço
         G7           Cmaj7 Bb7 A7
Nessa altura um bom rapaz

      Dm7
Até você, risoleta
D#dim7         C
Que não me dá bola
        Am7         Dm7
Me enxergando de cartola
          G7       Cmaj7
Vai cair dura pra trás

sábado, janeiro 20, 2018

O Morro - Agostinho dos Santos


O Morro (samba-canção, 1954) - Billy Blanco e Tom Jobim - Interpretação: Agostinho dos Santos

LP Agostinho dos Santos - Inimitável / Título da música: O Morro / Billy Blanco (Compositor) / Tom Jobim (Compositor) / Agostinho dos Santos (Intérprete) / Gravadora: RGE / Ano: 1959 / Nº Álbum: XRLP 5057 / Lado B / Faixa 3 / Gênero musical: Samba-canção.



Morro
Eu conheço a tua história
Um passado que é só glória
Mesmo sem orquestração
Morro
Da desforra e da intriga
Até mesmo numa briga
Vais buscar inspiração
Morro
Se na roupa és mal-vestido
Deus te fez o escolhido
Pra fazer samba melhor
O morro
Bem distante do pó da cidade
Onde samba é Brasil de verdade
E o progresso ainda não corrompeu
O morro
Onde o dono de todo barraco
É forte no samba
O samba é seu fraco
E o samba é tão bom
Que a cidade esqueceu
Rio de Janeiro
Que eu sempre hei de amar

Estatuto de boite - Dolores Duran


Estatuto de Boite (samba, 1957) - Billy Blanco - Intérprete: Dolores Duran

LP Dolores Duran ‎– Canta Para Você Dançar / Título da música: Estatuto de Boite (Boate) / Billy Blanco (Compositor) / Dolores Duran (Intérprete) / Gravadora: Copacabana / Ano: 1957 / Nº Álbum: CLP-11011 / Lado B / Faixa 7 / Gênero musical: Samba.


Tom: C

Intro: Cmaj7 D#dim7 Dm7 G7

   Cmaj7(9)       D#dim7   Dm7
Gafieira de gente bem, é boate,
       G7                Dm7       G7   Cmaj7 Dm7 G7
Onde a noite esconde a bobagem que acontece,
        C              Em7  A7   Dm7  G7
Onde o whysky lava qualquer disparate,
    Dm7            G7              C6  D#dim7 Dm7
Amanhã, um sal de fruta a gente esquece.

G7 Cmaj7          D#dim7  Dm7
Gafieira de gente bem, é boate,
      G7                Dm7       G7   Cmaj7 Dm7 G7
Onde a noite esconde a bobagem que acontece,
        C              Em7  A7   Dm7  G7
Onde o whysky lava qualquer disparate,
    Dm7            G7              C6  Em7
Amanhã, um sal de fruta a gente esquece.

  A7      Dm7   G7
Vamos com calma,
           Cmaj7 C6
Olha o respeito,
          F#m7
Cuida do corpo,
         B7               Em   A7
Que a alma, não tem mais jeito,
      Dm        D#dim7
O estatuto não prevê,
            C
Mas eu lhe digo,
         Am7           Dm7
Traga a sua mulher de casa,
            G7        Cmaj7
E deixa em paz a do amigo.

(Instrumental)

 Dm7   G7
Vamos com calma,
           Cmaj7 C6
Olha o respeito,
          F#m7
Cuida do corpo,
         B7               Em   A7
Que a alma, não tem mais jeito,
      Dm        D#dim7
O estatuto não prevê,
            C
Mas eu lhe digo,
         Am7           Dm7
Traga a sua mulher de casa,
            G7        Cmaj7
E deixa em paz a do amigo.

Encontro com a saudade - Hebe Camargo


Encontro Com a Saudade (samba-canção, 1960) - Nilo Queiroz e Billy Blanco - Intérprete: Hebe Camargo

LP Hebe Camargo - Sou Eu / Título da música: Encontro Com A Saudade / Billy Blanco (Compositor) / Nilo Queiroz (Compositor) / Hebe Camargo (Intérprete) / Gravadora: Odeon / Ano: 1960 / Nº Álbum: MOFB 3174 / Lado A / Faixa 5 / Gênero musical: Samba-canção.



Você chegou assim como o sol da manhã
Me iluminando, só veio dar bom dia
E foi ficando
E agora não tem jeito de partir
Meu bem como vai ser
Se um dia este amor chegar ao fim
Eu que me acostumei tanto a você
E ter você já faz parte de mim
Acho bom eu até combinar
Encontro com a saudade de você
Saudade faz parte também do amor

Lágrima flor - Wilson Simonal


Lágrima Flor (1963) - Billy Blanco - Intérprete: Wilson Simonal

LP Tem "Algo Mais" / Título da música: Lágrima Flor / Billy Blanco (Compositor) / Wilson Simonal (Intérprete) / Gravadora: Odeon / Ano: 1963 / Nº Álbum: MOFB 3370 / Lado B / Faixa 1 / Gênero musical: Canção / MPB.


Em                 B7         Em 
Na vida há sempre um pedaço de saudade 
                          F 
Escondido num vulto de mulher 
    G                 D         Em    F#m    B7 
Ninguém consegue escolher felicida....de 
   Em             B7              Em     B7 
Porém aquela é a dor que a gente quer 
 Em         Em7+  
Deixa pra lá 
                  Em7         Em6     
Deixa assim com está para ver 
               F 
Para ver como fica este amor 
 Dm                Em           B7 
Que não teve um momento de paz 
 Em             Em7+ 
Chora que é bom 
                  Em7         Em6 
Mas não deixa ninguém perceber 
                F 
Pois a lágrima feita de amor 
 Dm             Em               B7 
Vira flor, pelo bem que ela faz 
 Em          Em7+ 
Lágrima flor 
                   Em7             Em6 
Flor que morre, perfuma quem corta 
                   F 
E prossegue, enfeitando já morta, 
 Dm                   B7 
Mesmo a quem não lhe quer 
 Em        Em7+ 
Ela diz não 
                 Em7                Em6 
Mas depois vem o bom do amor e o talvez 
      F               Dm           Em 
E amanhã diz que sim, como toda mulher. 

Rio do meu amor - Wilson Simonal


Rio do Meu Amor (samba, 1965) - Billy Blanco - Intérprete: Wilson Simonal

LP Wilson Simonal / Título da música: Rio do Meu Amor / Billy Blanco (Compositor) / Wilson Simonal (Intérprete) / Gravadora: Odeon / Ano: 1965 / Nº Álbum: MOFB 3419 / Lado B / Faixa 1 / Gênero musical: Samba.



Rio,
Estácio no passado fez este presente,
E deu abençoado três vezes à gente,
Pois Deus é africano, índio e português,
Como o babalaô, como o padre e o pajé,
A macumba, a crendice, a missa e a fé,
Teu bonito até mesmo com chuva cresceu,
Foi surgindo, todo lindo se fez.

Rio
De Pedro que primeiro foi compositor,
Foi grande seresteiro imenso imperador,
Amigo do chalaça,
Que a história faça mas não diz,
Era o dono das francesas lá da Ouvidor,
De marquesas balançou o coração,
Da tristeza de partir partiu feliz,
Por saber que inaugurou meu filme ouviu,
Como a capital do amor deste pais.

Rio,
De Vasco e Botafogo, América e Bangu,
Maracanã vibrando em dia de Fla-Flu,
Do bonde que a saudade ornamentando praça,
Do tostão que era bom como a Lapa já foi,
Da boneca dourada que passa, que engana,
Enfeitando calçada de Copacabana,
Ipanema, Leblon e Arpoador.

Rio,
Do grande carnaval, do 1º de abril,
Da Vila que desceu, do dólar que caiu,
De São Judas Tadeu,
São Jorge e Cosme Damião.

Rio,
de São Sebastião que é de janeiro,
Redentor que Paulo VI iluminou,
Rio de Deus que é brasileiro e do lugar,
Rio do bicho que não deu mas ia dá,
Festival de anedotas, luz e cor,
Foi aqui que descobri que a vida é,
E encontrei o meu amor,
Rio, Rio de Janeiro, Rio de Janeiro,
Rio de Janeiro, Brasil, Brasil....

Pistom de gafieira - Sílvio Caldas


Pistom de Gafieira (samba, 1958) - Billy Blanco - Interpretação: Sílvio Caldas

LP Cabelos Brancos / Título da música: Pistom de Gafieira / Billy Blanco (Compositor) / Sílvio Caldas (Intérprete) / Gravadora: Columbia / Ano: 1958 / Nº Álbum: Columbia / Lado B / Faixa 4 / Gênero musical: Samba.


C                A7         Dm    Dm/C
Na gafieira segue o baile calmamente
           G7                    C     G7
Com muita gente dando volta no salão
          C                           G
Tudo vai bem, mas eis porém que de repente
        D7                           G7
Um pé subiu e alguém de cara foi ao chão 

             C         A7          Dm   Dm/C
Não é que o Doca, um crioulo comportado
       G7                  C      C7
Ficou tarado quando viu a Dagmar
      F                 Fm          C
Toda soltinha dentro de um vestido saco
          A7            D7
Tendo ao lado um cara fraco
       G7             C
E foi tirá-la pra dançar 

       C7                   F
O moço era faixa preta simplesmente
         G7                  C
E fez o Doca rebolar sem bambolê
                                       G
A porta fecha enquanto o duro vai não vai
                    D7                          G7
Quem está fora não entra  / Quem está dentro não sai

          C             A7         Dm
Mas a orquestra sempre toma  providência
         G7                    C     C7
Tocando alto pra polícia não manjar
          F         Fm          C
E nessa altura como parte da rotina
   A7               D7            G7         C
O piston tira a surdina e põe as coisas no lugar.

A banca do distinto - Dolores Duran


A Banca do Distinto (samba, 1959) - Billy Blanco - Intérprete: Dolores Duran

Compacto duplo EP 45 rpm / Dolores Duran No Michel De São Paulo / Título da música: A Banca do Distinto / Billy Blanco (Compositor) / Dolores Duran (Intérprete) / Gravadora: Copacabana / Ano: 1959 / Nº Álbum: CEP-4568 / Lado A / Faixa 1 / Gênero musical: Samba / Obs.: Embora o título sugira, não foi gravado ao vivo.


Intr.: A7+ D/E A7+ G7+ A7+ G#m7
       C#7/9 F#m7 E7+ D7+ D/E

D/E            Bm7                E7/9
Não fala com pobre, não dá mão a preto
                A7+
Não carrega embrulho
               Bm7
Pra que tanta pose, doutor
E7/9            A7+
Pra que esse orgulho
Bb/C C7/9     Bm7              E7/9
A bruxa que é cega esbarra na gente
            A7+
E a vida estanca
               Bm7
O enfarte lhe pega, doutor
E7/9          A7+
E acaba essa banca
Eb7/9         D7+                 G#5+/7
A vaidade é assim, põe o bobo no alto
              G7/13
E retira a escada
              F#5+/7            Bm7/9
Mas fica por perto esperando sentada
      F7/9         E7/9              F#/G#
Mais cedo ou mais tarde ele acaba no chão
A7+             D7+              D#°            A7+
Mais alto o coqueiro, maior é o tombo do coco afinal
                F#7/13       F#5+/7 Bm7/9
Todo mundo é igual quando a vida termina
              E7/9           A7+
Com terra em cima e na horizontal

Pano legal - Dolores Duran

Billy Blanco
Pano Legal (samba, 1956) - Billy Blanco - Intérprete: Dolores Duran

Disco 78 rpm / Título da música: Pano Legal / Billy Blanco (Compositor) / Dolores Duran (Intérprete) / Gravadora: Copacabana / Ano: 1956 / Nº Álbum: 5.654 / Lado B / Gênero musical: Samba.



Certo dia, fui levada,
A um samba diferente,
Entre a gente da gravata e do plastrom, ai, ai,
Bebida servida em taça,
Champanha em vez de cachaça,
Mesmo assim, o samba lá é bom.

Certo dia, fui levada,
A um samba diferente,
Entre a gente da gravata e do plastrom, ai, ai,
Bebida servida em taça,
Champanha em vez de cachaça,
Mesmo assim, o samba lá é bom.

Eu vi muita grã-fina, rebolando, sambado,
Não sabia que as distintas eram assim,
Se eu soubesse também, como era o ambiente, decente,
Jogava um pano legal, por cima de mim.

Eu vi muita grã-fina, rebolando, sambado,
Não sabia que as distintas eram assim,
Se eu soubesse também, como era o ambiente, decente,
Jogava um pano legal, por cima de mim....

Prece de um sambista - Linda Batista

Billy Blanco
Prece de Um Sambista (samba, 1952) - Billy Blanco - Intérprete: Linda Batista

Disco 78 rpm / Título da música: Prece De Um Sambista / Billy Blanco (Compositor) / Linda Batista (Intérprete) / Gravadora: RCA Victor / Ano: 1952 / Nº Álbum: 80-1058 / Lado B / Gênero musical: Samba.



Quando morre um sambista,
No céu é motivo de festa,
Pois os anjos, que são da seresta,
Se alegram também,
E no meio de tanta alegria,
Todo o céu, se transforma em terreiro,
Os clarins, dão lugar ao pandeiro,
Que marca a chegada de alguém,
O Noel, que nosso santo do samba,
E chegou lá primeiro,
É o chefe do santo terreiro,
De Nosso Senhor,
Imploro a Deus,
Conservai-me um sambista decente,
Para merecer algum dia,
Sambar com esta gente,
De tanto valor !

quarta-feira, maio 29, 2013

Leda Barbosa


Leda Barbosa (Leda Barbosa de Sant'Ana), cantora, nasceu no Rio de Janeiro, RJ, em 03/03/1923, e faleceu em princípios de março de 2013. Com 60 anos de carreira e tia do cantor Jorge Vercilo de quem foi grande incentivadora da carreira artística, viveu a época dourada da Rádio Nacional. Atuou no Copacabana Palace e no Cassino Atlântico. Em 1946, lançou na Rádio Nacional o samba Samba de morro, de Billy Blanco.

Estreou em discos em 1948 quando registrou pela gravadora Star a marcha Mulher geniosa, de Sá Róris e Alcir Pires Vermelho, e o samba Está quase na hora, de Pedro Caetano e Alcir Pires Vermelho. Ainda na década de 1940, participou de uma edição do programa radiofônico "Dicionário Toddy" apresentado por Fernando Lobo na Rádio Tupi no qual interpretou a modinha Ontem ao luar (Choro e poesia), de Catulo da Paixão Cearense e Pedro de Alcântara.

Em 1950, tomou parte do programa "Poemas sonoros" escrito por Eurico Silva e apresentado por Manoel Barcelos com a participação da orquestra do maestro Léo Peracchi no qual interpretou canções como Minha prece, Dois corações, e Minha saudade.

Em 1963, gravou pelo selo Pawal os sambas Pergunto se ele tem, de Barbosa de Souza, e Samba, mulata samba, de H. Expedito e L. Vieira. No ano seguinte, já pelo selo Ritmos gravou os sambas Não tem jeito, de Nelson Trigueiro, e Lágrimas de culpa, de João Grimaldi. Ainda por essa época, gravou pelo selo Tiger a marcha Você vai, de Toledo Cruz.

Em 1969, participou do disco independente Estórias de amor com obras do compositor Leonel Azevedo no qual interpretou os sambas Sonho desfeito, de Leonel Azevedo e Adelmo Lima, e Saudade teimosa, de Leonel Azevedo. Em 1972, participou do LP Alma do sertão lançado pela gravadora Copacabana com gravações do programa "Alma do sertão" apresentado por Renato Murce interpretando a toada Sabiá da mata, de Renato Murce.

Em 2002, sua interpretação para o samba Sonho desfeito, foi incluída no volume 1 da série de três CDs que o selo Revivendo lançou com o título Leonel Azevedo - o Compositor em Estórias de Amor - Volumes 1, 2 e 3.

Em 2006, retomou a carreira artística com o lançamento do CD A meiga presença produzido por Jorge Vercílio disco no qual interpretou entre outras as músicas Chove lá fora, de Tito Madi, Ronda, de Paulo Vanzolini, Pergunto se ele tem, de Barbosa de Souza, e Trovões e vendavais, de Jorge Vercilio.

A jovem intérprete da Nacional

"O interesse com que a Rádio Nacional seleciona valores para o seu «case» constitui justo prêmio àqueles que de fato possuem mérito, como no caso de Leda Barbosa, uma jovem e futurosa intérprete de nossas melodias populares.

Surgindo através da «Hora do Guri», quando ainda vestia o uniforme de aluna da Escola Superior de Comércio, Leda Barbosa foi galgando todos os postos ambicionados por uma «estréia», tendo passado pelo «cast» da Transmissora, nos áureos tempos de Dermeval Costa Lima; pela Educadora, então dirigida por Gastão Lamounier; pela Globo, na sua grande fase; na Cruzeiro do Sul, quando esse prefixo contava com Ari Barroso e Paulo Roberto; e, finalmente, agora se encontra na P.R.E-8, animando a programação de estúdio desse prefixo.

Bastante jovem, com um futuro risonho à sua frente, Leda Barbosa além de cantora, sabe dedilhar um violão, embora não o faça publicamente. Tendo começado como cantora de foxes e blues, hoje prefere a canção e o samba-canção, gênero em que é uma das primeiras, não só pela maneira com que os interpreta, como ainda pela bonita voz que possui.

Fluminense de nascimento, pois nasceu em Niterói, a graciosa cantora possui o diploma de contadora, sabe falar inglês, gosta de praticar natação, desconhece o que seja superstição e frequenta assiduamente os cinemas. Conhece alguns Estados do Brasil, inclusive o de Minas Gerais, onde cantou na Rádio Inconfidência, com verdadeiro sucesso." (Revista da Semana n° 48 – 29/05/1948)

Discografia

(2006) A meiga presença • CD
(1964) Não tem jeito/Lágrimas de culpa • Ritmos • 78
(1964) Você vai • Tiger • 78
(1963) Pergunto se ele tem/Samba, mulata samba • Pawal • 78
(1948) Mulher geniosa/Está quase na hora • Star • 78

______________________________________________________________________
Fontes: Dicionário Cravo Albin da MPB; Revista da Semana de 29/05/1948; Revista do Rádio de 05/06/1950.

domingo, abril 09, 2006

Billy Blanco


Billy Blanco (William Blanco de Abrunhosa Trindade), compositor e cantor, nasceu em Belém PA (8/5/1924). Quando ainda cursava o ginásio, começou a aprender violão com Wandick Almanajás, contra a vontade do pai, que preferia que estudasse violino. Aos 18 anos, passou a se apresentar na Hora Juvenil, programa dominical da Rádio Clube de Belém, e depois no Cassino Marajó, integrando o conjunto Os Gaviões do Samba. Pouco depois, mudou-se para São Paulo SP, iniciando, em 1946, o curso da Faculdade de Arquitetura da Universidade Mackenzie, onde participou do show de abertura de tradicional competição esportiva entre a Faculdade de Medicina e o Mackenzie.


Foi nessa época que ganhou o nome artístico de Billy Blanco, dado por um colega. Em 1946 compôs Samba de morro, que Leda Barbosa cantou na Rádio Nacional. Ainda em São Paulo, fez Rotina, Outono e Prece de um sambista, que Linda Batista gravaria por ocasião da morte de Francisco Alves, em 1952. Transferiu-se para o Rio de Janeiro RJ em 1948, matriculando-se na Faculdade de Arquitetura da Universidade do Brasil, onde terminou seu curso. Formou em seguida o Sexteto Billy Blanco, para tocar em festas e clubes. Morava então ao lado de Carolina Cardoso de Meneses, que lhe escrevia os sambas na pauta, e começou a travar relações no meio musical carioca, conhecendo Dolores Duran, que se tornaria intérprete de muitas de suas músicas.

Em 1951, quando começou a trabalhar como desenhista, teve seu samba Pra variar gravado pelos Anjos do Inferno, na Victor. A partir de 1953, sua carreira de compositor se firmou com diversas gravações de sambas seus, entre os quais Estatutos de gafieira, gravado em 1953 na Victor por Inesita Barroso, classificado como "crítica de costumes"; Grande verdade, gravado por Dick Farney pela Continental; e Tereza da praia (com Tom Jobim), lançado por Dick Farney e Lúcio Alves em disco Continental.

Lançou pela Continental, ainda em 1954, o LP Sinfonia do Rio de Janeiro, com 11 músicas e um tema, composto com Tom Jobim, que receberam arranjo de Radamés Gnattali e interpretação de Dick Farney, Gilberto Milton, Elizeth Cardoso, Emilinha Borba e outros. Essas músicas foram em parte aproveitadas no filme Esse Rio que eu amo, dirigido por Carlos Hugo Christensen e no musical de Carlos Machado, Rio de janeiro a janeiro. Em 1960, a Sinfonia do Rio de Janeiro foi regravada com outro elenco de cantores. Recebeu em 1955, do jornal carioca O Globo, o troféu Disco de Ouro e, em 1956, foram gravados, de sua autoria, Mocinho bonito , por Dóris Monteiro, na Columbia, e Pano legal, por Dolores Duran, na Continental.

Em 1957, o conjunto Os Cariocas lançou Não vou pra Brasília, música vetada pela censura por contrariar a propaganda governamental de incentivo à migração para a nova capital. Em 1958 fez Viva meu samba, gravado inicialmente por Sílvio Caldas pela Columbia, que se transformou num dos seus grandes sucessos, e Obrigado, excelências, comentando o Congresso Eucarístico, realizado no Rio de Janeiro. Teve, ainda em 1958, um LP inteiramente dedicado às suas músicas - Doutor em samba -, gravado por Paulo Marquês na Columbia.

No ano seguinte, marcando o auge de sua carreira como compositor, foram gravadas A banca do distinto, por Isaura Garcia, na Odeon; Piston de gafieira, por Sílvio Caldas, na CBS; Camelô, por Dolores Duran, na Copacabana; e foi convidado para gravar seus próprios sambas, pela Elenco, com arranjos de Oscar Castro Neves.

Em 1960, Lúcio Alves gravou pela Philips Samba triste (com Baden Powell). Apareceu em público pela primeira vez em 1964, contracenando num show, na boate carioca Zum-Zum, com Araci de Almeida, Sérgio Porto e o conjunto de Roberto Menescal, espetáculo que prosseguiu depois no Teatro Santa Rosa, do Rio de Janeiro.

Em 1965, no I FMPB, da TV Excelsior, de São Paulo, apresentou a música Rio do meu amor, em interpretação de Wilson Simonal, obtendo o quinto lugar. Classificou-se em 1968 em quarto lugar na I Bienal do Samba, promovida pela TV Record, de São Paulo, com Canto chorado, defendida por Jair Rodrigues, e, em 1974, escreveu as músicas da Sinfonia de São Paulo, gravada na marca Evento. Compôs ainda as trilhas sonoras do filme Crônica da cidade amada, de Carlos Hugo Christensen, 1965, e de algumas peças teatrais. Em 1996 lançou o livro Tirando de letra e música, pela Editora Record, do Rio de Janeiro.

Algumas cifras e letras:


Veja também:



Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e Publifolha, SP, 1998.