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domingo, fevereiro 11, 2018

Dalva de Oliveira - Biografia


Dalva de Oliveira (Vicentina de Paula Oliveira), cantora, nasceu em Rio Claro-SP, em 5/5/1917, e faleceu no Rio de Janeiro-RJ, em 31/8/1972. Filha do carpinteiro, saxofonista e clarinetista Mário Oliveira, desde pequena acompanhava o conjunto amador do pai, os Oito Batutas, nas serenatas e festas de clubes em que se apresentava. Aos oito anos, quando ele morreu, foi mandada com as três irmãs para um orfanato, o Colégio Tamandaré, onde aprendeu piano, órgão e canto coral.


Três anos depois, largou os estudos, por causa de uma doença nos olhos. Foi para São Paulo, onde a mãe já trabalhava como governanta, e empregou-se como babá, arrumadeira, ajudante de cozinheira e, mais tarde, cozinheira do Hotel Metrópole. Em seguida, passou a fazer limpeza numa escola de dança, em que, após o serviço, costumava cantar e improvisar músicas ao piano. Ouvida por um dos professores, foi convidada para participar de uma tournee com o grupo de Antônio Zovetti.

Em 1933, acompanhada da mãe, viajou por várias cidades do interior e chegou a Belo Horizonte, mas Zovetti adoeceu e o grupo se desfez. Sem dinheiro, fez um teste na Rádio Mineira e, aprovada, passou a cantar com o nome de Dalva de Oliveira. No ano seguinte, foi para o Rio de Janeiro e empregou-se como costureira numa fábrica de chinelos, da qual Mílton Guita (Milonguita) — um dos diretores da Rádio Ipanema (hoje Mauá) — era um dos proprietários. Milonguita levou-a para fazer um teste em sua rádio, sendo aprovada.

Mudou-se depois para a Rádio Sociedade e Rádio Cruzeiro do Sul (nesta cantando ao lado de Noel Rosa e, finalmente, para a Rádio Philips. Entre o trabalho em uma e outra emissora, fez temporada popular na Casa de Caboclo, do Teatro Fenix, com Jararaca e Ratinho, Alvarenga e Ranchinho, Ema d’Avila e Antônio Marzullo, atuando como atriz. Ainda no Teatro Fênix, apresentou-se como cantora e atriz de pequenas cenas cômicas entre os números.

Em 1936 conheceu Herivelto Martins, da Companhia Pascoal Segreto, que então atuava no Cine Pátria. Juntou-se a Dupla Preto e Branco, formada por Herivelto Martins e Nilo Chagas, formando um trio que foi batizado por César Ladeira como Trio de Ouro. Foram contratados pela Radio Mayrink Veiga e gravaram em 1937, na Victor, as músicas Itaguari e Ceci e Peri (ambas de Príncipe Pretinho). Casou-se com Herivelto, com quem teve dois filhos: o cantor Peri Ribeiro e Ubiratã.

Em 1938 foram para a Rádio Tupi e, dois anos depois, para a Rádio Clube. Gravou com Francisco Alves, na Columbia, o samba Brasil (Benedito Lacerda e Aldo Cabral) e Valsa da despedida (Robert Burns). A partir dessa data, exibiram-se no Cassino da Urca, ao lado de Grande Otelo e outros artistas, até o encerramento das atividades dessa casa sob o governo Dutra, em 1946.

Com o Trio de Ouro, gravou dois grandes sucessos, os sambas: Praça Onze (Herivelto Martins e Grande Otelo), na Columbia, em 1942, e Ave Maria do morro (Herivelto Martins), na Odeon, em 1943. No ano seguinte participou do filme Berlim na batucada, dirigido por Luís de Barros, e, dois anos depois, em Caídos do céu, do mesmo diretor.

Gravou na Continental em 1945, com Carlos Galhardo e Os Trovadores, a adaptação de João de Barro para a história infantil Branca de Neve e os sete anões, em dois discos, com músicas de Radamés Gnattali. Em 1947 conseguiu Outro grande êxito com o samba-canção Segredo (Herivelto Martins e Marino Pinto), gravado na Odeon. Em 1949 deixou o trio, quando excursionavam pela Venezuela com a Companhia de Derci Gonçalves.

Em 1951 retomou a carreira solo, lançando os sambas Tudo acabado (J. Piedade e Osvaldo Martins) e Olhos verdes (Vicente Paiva) e o samba-canção Ave Maria (Vicente Paiva e Jaime Redondo), sendo os dois últimos grandes sucessos da cantora. No ano seguinte foi eleita Rainha do Rádio, e excursionou pela Argentina, apresentando-se na Rádio El Mundo, de Buenos Aires, na qual conheceu Tito Clemente, que se tornou seu empresário e depois marido. Ainda em 1951, filmou Maria da praia, dirigido por Paulo Wanderley, e Milagre de amor, dirigido por Moacir Fenelon.

Em 1952 realizou temporada com Walter Pinto, no Teatro Santana, em São Paulo, e participou do filme Tudo azul, dirigido por Moacir Fenelon. Viajou para a Europa, tendo-se apresentado em Portugal e Espanha e gravado vários discos com Roberto Inglês, em Londres (Inglaterra), destacando-se entre as faixas o baião Kalu (Humberto Teixeira).

Fixou residência na Argentina, vindo ao Rio de Janeiro e São Paulo para curtas temporadas, até 1963, quando então regressou ao Brasil. Separada de Tito Clemente, casou-se com Manuel Nuno Carpinteiro. Em 1965 sofreu acidente automobilístico, e foi obrigada a abandonar a carreira por algum tempo.

Em 1970 lançou a marcha-rancho Bandeira branca (Max Nunes e Laércio Alves), que fez sucesso no Carnaval. No ano seguinte, apresentou-se no Teatro Teresa Raquel, no Rio de Janeiro. No fim da carreira, novamente em evidência, apresentou-se em televisão, shows e casas noturnas.

Em 1997, Roberto Menescal produziu o álbum Tributo a Dalva de Oliveira, reunindo nomes como Elba Ramalho, Sidney Magal, Joanna, Caubi Peixoto, Lucho Gatica e Eduardo Dusek. No mesmo ano, foi lançado pela EMI o álbum A rainha da voz, com quatro CDs, contendo as suas gravações consideradas mais expressivas, num total de 80 músicas.

CDs Dalva de Oliveira: Saudade..., 1993, Revivendo RVCD 050; A rainha da voz (4 CDs), 1997, EMI 854933-2.

Algumas músicas


























Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora.

domingo, setembro 15, 2013

Morro

Morro (samba, 1944) - Dunga (Waldemar de Abreu) e Mário Rossi - Interpretação: Trio de Ouro

Disco 78 rpm / Título da música: Morro / Dunga (Compositor) / Mário Rossi (Compositor) / Trio de Ouro (Intérprete) / Dalva de Oliveira (Intérprete) / Herivelto Martins (Intérprete) / Nilo Chagas (Intérprete) / Claudionor Cruz e Seu Conjunto (Acomp.) / Gravadora: Odeon / Gravação: 26/09/1944 / Lançamento: 11/1944 / Nº do Álbum: 12511 / Nº da Matriz: 7666 / Gênero musical: Samba / Coleções de origem: Nirez

Tom: C  

(intro) Amaj7

Amaj7  A6   F#7
Mor  - ro,
                        Bm7(9)  Bm7
És o primeiro a dar bom di -     a
           E7           Bm7   E7
Ao sol que nasce no horizon - te
    Amaj7/C#   Cdim7    Bm7   E7
Depois da lua cheia desmaiar

 Bm7      F#7
Morro,
                   Bm7(9) Bm7
És o primeiro que rece   - be
         E7           Bm7   E7
O bom da noite das estre - las
           Amaj7       Bbmaj7  Amaj7  Bm7 E7(b9)
Que gostam tanto de te ouvir cantar.

Amaj7  A6   F#7
Mor  - ro,
                        Bm7(9)  Bm7
És o primeiro a dar bom di -     a
           E7           Bm7   E7
Ao sol que nasce no horizon - te
    Amaj7/C#   Cdim7    Bm7   E7
Depois da lua cheia desmaiar

 Bm7      F#7
Morro,
                   Bm7(9) Bm7
És o primeiro que rece   - be
         E7           Bm7   E7
O bom da noite das estre - las
           Amaj7       Bbmaj7  Amaj7  Bm7 E7(b9)
Que gostam tanto de te ouvir cantar.

     Am6                      Bm7(b5)
Teu povo não tem luxo, nem vaidade,
   E7           Bm7(b5)  E7   Am7  Am6
Porém existe em cada     barracão
   Gm7/E    A7           Dm7
Ao lado da maior simplicidade
      B7                        E7    Bm7  E7
De um sonho, uma estrela e um violão,

Morro,
És o primeiro a dar bom dia
Ao sol que nasce no horizonte
Depois da lua cheia desmaiar

Morro,
És o primeiro que recebe
O bom da noite das estrelas
Que gostam tanto de te ouvir cantar.



Fontes: Discografia Brasileira - IMS; Instituto Moreira Salles.

segunda-feira, junho 17, 2013

Trio Guarás

Após curta temporada na Tupi, o Trio seguirá para Buenos Aires (A Cena Muda - 22/10/1946)

Trio Guarás — Trio vocal e instrumental criado em meados da década de 1940 pelos irmãos Chalub: Juca no acordeom, Pimentinha no violão e Toninho no pandeiro.

Em 1945, o trio gravou pela Continental os sambas Advinhação e Palhaço apaixonado, ambos de Príncipe Pretinho. Seguiram-se apresentações em programas de Rádio e apresentações pelos estados do sudeste.

Em 1949, o trio atuou no filme Estou aí dirigido por José Cajado Filho na Cinédia.

Em 1955, o Trio lançou pela gravadora Rádio o LP Trio Guarás no qual foram interpretados o samba argentino Nostalgias Tucumanas, de Gabriel Ruiz, o baião Quexeramobim, de Gordurinha, o choro Papagaio indiscreto, de Donga e Valfrido Silva, o baião estilisado árabe Hakini Atelfon, de N. Hankach, o motivo gaúcho Dedilhando a gaita, de  Caco Velho, a valsa Encantos de Diamantina, de Genaro Cruz, o xote Pra casá, de Álvaro Xavier e A. Francisco, e o bolero árabe Banats Candari, tema tradicional árabe.

Ainda em meados dos anos 1950, o trio acompanhou o Trio de Ouro em excursão ao estado de São Paulo.

Discografia


(1945) Advinhação/Palhaço apaixonado • Continental • 78
(1954) Trio Guarás • Rádio • LP


_______________________________________________________
Fontes: Dicionário Cravo Albin da MPB; A Cena Muda..

segunda-feira, maio 20, 2013

Herivelto, Dalva e Trio de Ouro em 1948

Herivelto, Dalva e seus filhos - 1948
Esse artigo da "Revista do Rádio", de outubro de 1948, chama a atenção sobre o casal Herivelto Martins - Dalva de Oliveira. A separação deles, mais tarde, motivou um ganho expressivo e emocional nos sambas-canções chamados de "dor-de-cotovelo". Agora um registro disso nesse revista em 1948:

"Primeiramente, devo dizer que o Trio de Ouro não acabou”. O que se passou foi o seguinte: Terminando o nosso contrato com a Rádio Nacional, não me interessei pela sua reforma tão pouco cogitei de ir para outra estação, isto porque tinha recebido vantajosa proposta de uma nova empresa cinematográfica, com a qual assinara um contrato para ir a São Paulo, montar os estúdios a fim de, quando os mesmos ficassem prontos, iniciar simultaneamente três películas, nas quais me caberia o papel de diretor-artístico e, ainda, o de intérprete juntamente com o Trio de Ouro.

Como eu me ausentasse do Rio para ir a São Paulo fiscalizar as obras dos estúdios; como nós tivéssemos saído da PRE-8; como há vários meses não atuamos em nenhuma emissora e não aparecemos em público, isso veio dar motivo a que muita gente pensasse que o Trio de Ouro desaparecera.ília

No entanto, posso afirmar mais uma vez que o Trio de Ouro continua mais firme do que o Pão de Açúcar e mais unido do que nunca. E, agora que os estúdios já estão quase concluídos, devemos seguir para São Paulo dentro de breves dias, a fim de cumprirmos o nosso contrato.

Quando voltarmos, então vou estudar qual a mais vantajosa das propostas que três das nossas maiores emissoras nos fizeram. Eis aí tudo
 o que eu tenho a dizer e peço a vocês que divulguem, através das páginas da simpática Revista do Rádio, para todos os rádioóuvintes do Brasil, tudo isto que acabei de lhes declarar".

Dalva de Oliveira e Herivelto Martins são casados. Mas espalhou-se a notícia que eles se tinham separado. Então, Dalva e Herivelto resolveram posar para o nosso, em companhia dos seus dois filhos. Não pode haver desmentido melhor... O casal continua feliz. O casal só, não. O quarteto..."

____________________________________________________________________
Revista do Rádio - Edição de  Outubro de 1948.

sábado, dezembro 18, 2010

Arrependida

Arrependida (samba, 1950) - José Batista e Nóbrega de Macedo - Intérpretes: Nelson Gonçalves e Trio de Ouro Disco 78 rpm / Título da música: Arrependida / José Batista (Compositor) / Nóbrega de Macedo (Compositor) / Nelson Gonçalves (Intérprete) / Trio de Ouro (Intérprete) / Gravadora RCA Victor / Número do Álbum: 800736 / Matriz: S-092800 / Data de Gravação: Outubro/1950 / Data de Lançamento: Dezembro/1950 / Lado A / Gênero musical: Samba / Carnaval.



Arrependida
Ela tem que voltar
Arrependida
Implorando pra ficar
O lar que ela um dia deixou
Pedindo perdão que eu não dou

Arrependida
Ela tem que voltar
Arrependida
Implorando pra ficar
O lar que ela um dia deixou
Pedindo perdão que eu não dou

Eu não posso perdoar
O que ela me fez sofrer
Ela abandonou meu lar
Sem ter razão
Eu sinto muito
Mas não dou perdão

Eu não posso perdoar
O que ela me fez sofrer
Ela abandonou meu lar
Sem ter razão
Eu sinto muito
Mas não dou perdão

Arrependida
Ela tem que voltar
Arrependida
Implorando pra ficar
O lar que ela um dia deixou
Pedindo perdão que eu não dou

Dama, valete e rei

O Trio de Ouro em 1950 com Herivelto (na direita), Nilo Chagas e a cantora Noemi Cavalcanti.

Dama, valete e rei (samba, 1950) - Bide e Sebastião Gomes - Intérpretes: Nelson Gonçalves e Trio de Ouro

Disco 78 rpm / Título da música: Dama valete e rei / Alcebíades Barcelos (Bide) (Compositor) / Sebastião Gomes (Compositor) / Nelson Gonçalves (Intérprete) / Trio de Ouro (Intérprete) / Gravadora: RCA Victor / Número do Álbum: 800727 / Data de Gravação: 19/10/1950 / Data de lançamento: Novembro/1950 / Lado B / Gênero musical: Samba / Carnaval.



Tu és a dama, eu sou valete
Mas há o rei que põe
O nosso viver pra trás
Sei que me tens amizade
Mas por infelicidade
Eu não posso fazer
O que o rei faz

Tu és a dama, eu sou valete
Mas há o rei que põe
O nosso viver pra trás
Sei que me tens amizade
Mas por infelicidade
Eu não posso fazer
O que o rei faz

Eu tenho vontade
Mas estou pra trás
Pois sou um valete
Só valete, nada mais
E quem tem o reinado
Que me deixe em paz
Eu não posso fazer
O que o rei faz

Tu és a dama, eu sou valete
Mas há o rei que põe
O nosso viver pra trás
Sei que me tens amizade
Mas por infelicidade
Eu não posso fazer
O que o rei faz

Eu tenho vontade
Mas estou pra trás
Pois sou um valete
Só valete, nada mais
E quem tem o reinado
Que me deixe em paz
Eu não posso fazer
O que o rei faz

Toureiro

Toureiro (marcha, 1950) - Milton de Oliveira e Haroldo Lobo - Intérpretes: Nelson Gonçalves e Trio de Ouro

Disco 78 rpm / Título da música: Toureiro / Milton de Oliveira (Compositor) / Haroldo Lobo (Compositor) / Nelson Gonçalves (Intérprete) / Trio de Ouro (Intérprete) / Orquestra (Acomp.) / Gravadora: RCA Victor / Nº do Álbum: 800727-A / Nº da Matriz: S-092779 / Data de Gravação: 09/10/1950 / Data de Lançamento: Dezembro/1950 / Gênero musical: Marcha / Carnaval.



Toureiro
Sou toureiro de Madrid
Sou toureiro, sou valente
E nunca na arena
Pra um touro eu perdi
Mas, se eu sou um bom toureador
É porque Manolita bonita
Me deu o seu amor!

Toureiro
Sou toureiro de Madrid
Sou toureiro, sou valente
E nunca na arena
Pra um touro eu perdi
Mas, se eu sou um bom toureador
É porque Manolita bonita
Me deu o seu amor!

Se eu vou a qualquer
Parte da Espanha
Manolita me acompanha
Pra ela eu sou o maior toureador
E ela é o meu grande amor

Se eu vou a qualquer
Parte da Espanha
Manolita me acompanha
Pra ela eu sou o maior toureador
E ela é o meu grande amor

Toureiro
Sou toureiro de Madrid
Sou toureiro, sou valente
E nunca na arena
Pra um touro eu perdi
Mas, se eu sou um bom toureador
É porque Manolita bonita
Me deu o seu amor!

História do Pierrô

O beijo de Arlequim (1921)

História do Pierrô (marcha, 1950) - Benedito Lacerda e Herivelto Martins - Intérpretes: Nelson Gonçalves e Trio de Ouro

Disco 78 rpm / Título da música: História do Pierrô / Benedito Lacerda (Compositor) / Herivelto Martins (Compositor) / Nelson Gonçalves (Intérprete) / Trio de Ouro (Herivelto Martins, Noemi Cavalcanti e Nilo Chagas) (Intérprete) / Gravadora: RCA Victor / Número do Álbum: 800724 / Matriz: S-092781 / Data de Gravação: 09/10/1950 / Data de Lançamento: Dezembro/1950 / Lado A / Gênero musical: Marcha / Carnaval.



Quem não conhece
A história triste de um pierrô apaixonado
Jamais se esquece
Esse romance de um pobre mascarado
Sou também outro triste pierrô
Que uma colombina
No carnaval abandonou

Quem não conhece
A história triste de um pierrô apaixonado
Jamais se esquece
Esse romance de um pobre mascarado
Sou também outro triste pierrô
Que uma colombina
No carnaval abandonou

Colombina vem, colombina vem
Brincar
Eu te quero bem, eu te quero bem
Vem me consolar
Arlequim saiu pelo mundo inteiro
Espalhando o mal
Vamos deixar o passado
E brincar o carnaval!

Quem não conhece
A história triste de um pierrô apaixonado
Jamais se esquece
Esse romance de um pobre mascarado
Sou também outro triste pierrô
Que uma colombina
No carnaval abandonou

sábado, novembro 06, 2010

O azar é seu

Trio de Ouro - Nilo, Dalva e Heriberto
O azar é seu (marcha, 1948) - Gomes Cardim

Título da música: O azar é seu / Gênero musical:  Marcha  / Intérprete: Trio de Ouro  / Compositor: Cardim, Gomes / Gravadora Odeon / Número do Álbum: 12834 / Data de Gravação:  00/1947 / Data de Lançamento: 00/1948 / Lado: lado B  /Rotações: Disco 78 rpm:


Me dê a mão direita
Esquerda vou lhe dar
Vamos dar a meia volta
Volta e meia pra dançar (bis)

Acerta o passo
Pra você não me pisar
Me dê o braço
Para não escorregar

Tome cuidado
Esse pezinho é meu
Se lhe pisaram
O azar é seu! (bis)

quarta-feira, outubro 06, 2010

Senhor do Bonfim

Trio de Ouro
Senhor do Bonfim (samba-canção, 1947) - Herivelto Martins - Interpretação: Trio de Ouro

Disco 78 rpm / Título da música: Senhor do Bonfim / Herivelto Martins (Compositor) / Trio de Ouro (Intérprete) / Orquestra Odeon (Acomp.) / Gravadora: Odeon / Gravação: 06/05/1947 / Lançamento: 07/1947 / Nº do Álbum: 12792 / Nº da Matriz: 8219 / Gênero musical: Samba canção / Coleções de origem: IMS, Nirez


Ò meu Senhor do Bonfim
Pedimos tanto ao Senhor do Bonfim
Pra nos mandar a Bahia
A Bahia de São Salvador!

Senhor do Bonfim  / Nos ouvi...
Senhor do Bonfim  /  Atendei...
Quem nasceu e morreu
E não viu a Bahia
Não viveu...

Bahia!  / Cidade de três andares
Tão alta  /  Que tem elevadores
Até Senhor do Bomfim  

Mora no alto do morro

O morro tem tamborim / Tem violão e seresta
É bem feliz todo aquele  /  Que for ao Bonfim
No seu dia de festa  /  É bem feliz todo aquele
Que for ao Bonfim  / No seu dia de festa



Fontes: Discografia Brasileira - IMS; Instituto Moreira Salles.

sexta-feira, novembro 14, 2008

Ai, morena

Nelson Gonçalves
Ai, morena (marcha/carnaval, 1951) - Herivelto Martins e Benedito Lacerda - Intérpretes: Nelson Gonçalves e Trio de Ouro

Disco 78 rpm / Título da música: Ai morena / Benedito Lacerda, 1903-1958 (Compositor) / Herivelto Martins (Compositor) / Nelson Gonçalves, 1919-1998 (Intérprete) / Trio de Ouro (Intérprete) / Gravadora: RCA Victor / Gravação: 09/10/1950 / Lançamento: 12/1950 / Nº do álbum: 80-0733 / Nº da matriz: S-092780 / Gênero: Marcha


Ai, morena
Seria o meu maior prazer
Passar o Carnaval contigo
Beijar a tua boca e depois morrer

Morena nem queira saber
Se um dia isso acontecer
Serás uma rainha, mais rainha do que és
E o Rei Momo beijará teus pés!



Fontes: Discografia Brasileira - IMS; Instituto Moreira Salles.

terça-feira, novembro 04, 2008

Engole ele paletó

Samba de J. Audi e David Nasser de grande sucesso no carnaval de 1958, lançado em janeiro desse ano nas gravações do Trio de Ouro (RCA Victor) e João Dias (Copacabana), esta última aqui ouvida, em disco de 78 rpm 5854-A, matriz M-2073, que gerou polêmica e briga na justiça entre alguns grandes compositores de nossa MPB (ao lado o Vasco vai enfrentar um time da cidade de Bicas - Jornal Última Hora, 1958).

O compositor Antônio Almeida, com o apoio da UBC, ingressou na justiça contra o que considerou este samba um "plágio deslavado" de O que é que dou?, de sua autoria e do baiano Dorival Caymmi, gravado por Jorge Veiga em 1947. No final de janeiro de 1958, Caymmi, ausente do Rio, cumprindo sua agenda profissional na Bahia, recebeu um telegrama pedindo uma procuração sua, para dar início à busca e apreensão do disco. No entanto, Edigar de Alencar, em seu livro O carnaval carioca através da música, quando menciona Engole ele, paletó e seu autor assinala o samba como sendo de autoria discutida.

Na coluna de Stanislaw Ponte Preta e Lan, (charge ao lado) do Jornal Última Hora de 14/02/1958, relata o caso com bastante humor: "Em virtude do fundamentado despacho do Juiz Alcino Pinto Falcão, procedeu-se ontem à tarde, a busca e apreensão da música de carnaval "Engole ele, paletó", havida como cópia servil de outra, isto é, do samba de Dorival Caymmi e Antônio Almeida - "O que é que eu dou". 

E quem é o autor do plágio? Pois é Herivelto Martins (um dos dez mais apitos de 57), que já deu entrevista dizendo que "Engole ele" é plágio de um plágio, pois a música plagiada era plágio, não do plágio que se quer, mas de uma outra música plagiada pelos que lhe acusam de plagiador.

É, companheiros... nem só de teleco-teco vive o samba!."

Se os autores do suposto plágio são J. Audi e David Nasser, o que tem a haver Herivelto Martins, que apenas interpretava no Trio de Ouro, citado na coluna acima? As primeiras gravações, os discos, esgotaram-se rapidamente, tamanho o sucesso. Engole eu, confusão!

Engole ele paletó (samba/carnaval, 1958) - J. Audi e David Nasser - Interpretação de João Dias

Disco 78 rpm / Título da música: Engole ele, paletó / Audi, J (Compositor) / Nasser, David (Compositor) / Dias, João (Intérprete) / Imprenta [S.l.]: Copacabana, 1958 / Nº Álbum 5854 / Lado A / Matriz M-2073 / Gênero musical: Samba.



Engole ele / Engole ele, paletó
Engole ele, paletó / Que o dono dele era maior.

Paletó de gente pobre / Não tem tamanho nem cor
No verão é guarda-chuva / No inverno é cobertor.

Gente rica quando morre / Papai do céu quem levou
Gente pobre quando morre / Foi bebida quem matou.



Fontes: Jornal Última Hora, de 14/02/1958; Dorival Caymmi – O Mar e o Tempo – Editora 34, de Stella Caymmi; Samuel Machado Filho (Youtube).

terça-feira, julho 29, 2008

Salve a princesa

Trio de Ouro
Salve a princesa (samba/carnaval, 1948) - Paquito e Luís Soberano - Interpretação: Trio de Ouro

Disco 78 rpm / Título da música: Salve a princesa / Luiz Soberano, 1920-1981 (Compositor) / Paquito (Compositor) / Trio de Ouro (Intérprete) / Abel e Seu Conjunto (Acomp.) / Gravadora: Odeon / Gravação: 30/09/1947 / Lançamento: 11/1947 / Nº do Álbum: 12819 / Nº da Matriz: 8274 / Gênero musical: Samba / Coleções de origem: IMS, Nirez


Liberdade! Abre as asas sobre nós...

Salve a princesa Isabel
Deu liberdade a todos
Foi no dia 13 de maio
Preto não é mais lacaio
Preto não tem mais senhor

Foi no dia 13 de maio
Preto não é mais lacaio
Preto não tem mais senhor

Desde o dia em que a princesa assinou
A Lei Áurea concedendo abolição
Preto teve o direito de ser cidadão
Hoje o preto pode ser doutor
Deputado e senador
Não há mais preconceito de cor!



Fontes: Discografia Brasileira - IMS; Instituto Moreira Salles.

Minueto

Trio de Ouro
Lindíssima marcha composta inspirada no Minueto em Sol Maior, de Beethoven, e gravada pelo Trio de Ouro em 47. Destaque pros maravilhosos agudos de Dalva de Oliveira - segundo o pesquisador Abel Cardoso Júnior, ela, nesta música, "recriou os trinados da região do Tirol, nos Alpes".

Minueto (marcha/carnaval, 1948) - Herivelto Martins e Benedito Lacerda - Interpretação: Trio de Ouro

Disco 78 rpm / Título da música: Minueto / Benedito Lacerda, 1903-1958 (Compositor) / Herivelto Martins (Compositor) / Trio de Ouro (Intérprete) / Guari [Direção], Orquestra Odeon (Acomp.) / Gravadora: Odeon / Gravação: 27/11/1947 / Lançamento: 01/1948 / Nº do Álbum: 12830 / Nº da Matriz: 8299 / Gênero musical: Marcha / Coleções de origem: IMS, Nirez


Minueto tu és no Municipal
O maior sem igual
Mas no samba não tens medo só porque
Tu não és, tu não és
De Carnaval

Nosso samba foi sambar
No Tirol e virou tirolês
Mas chegando o Carnaval
Nosso samba voltou pro Brasil outra vez.



Fontes: São Coisas Nossas; Discografia Brasileira - IMS; Instituto Moreira Salles.

quarta-feira, março 26, 2008

Bom dia Avenida

Trio de Ouro
Bom dia Avenida (samba/carnaval, 1944) - Herivelto Martins e Grande Otelo - Interpretação: Trio de Ouro

Disco 78 rpm / Título da música: Bom dia avenida / Grande Otelo, 1915-1993 (Compositor) / Herivelto Martins (Compositor) / Trio de Ouro (Intérprete) / Benedito Lacerda [1903-1958] e Seu Conjunto (Acomp.) / Gravadora: Odeon / Gravação: 13/12/1943 / Lançamento: 01/1944 / Nº do Álbum: 12406 / Nº da Matriz: 7425-1 / Gênero musical: Samba / Coleções de origem: IMS, Nirez


Lá vem a nova avenida
Remodelando a cidade
Rompendo prédios e ruas
Os nossos patrimônios da saudade
É o progresso!
E o progresso é natural
Lá vem a nova avenida
Dizer à sua rival:
Bom dia Avenida Central!

A União das Escolas de Samba
Respeitosamente faz o seu apelo
Três e duzentos de selo
Requereu e quer saber
Se quem viu a Praça Onze acabar
Tem direito à Avenida
Em primeiro lugar
Nem que seja depois de inaugurar
Nem que seja depois de inaugurar!



Fontes: Discografia Brasileira - IMS; Instituto Moreira Salles.

terça-feira, março 25, 2008

Lá em Mangueira


Lá em Mangueira (samba/carnaval, 1943) - Herivelto Martins e Heitor dos Prazeres - Interpretação: Trio de Ouro

Disco 78 rpm / Título da música: Lá em Mangueira / Heitor dos Prazeres, 1898-1966 (Compositor) / Herivelto Martins (Compositor) / Trio de Ouro (Intérprete) / Benedito Lacerda e Seu Conjunto (Acomp.) / Gravadora: Odeon / Gravação: 15/10/1942 / Lançamento: 01/1943 / Nº do Álbum: 12242 / Nº da Matriz: 7095 / Gênero musical: Samba / Coleções de origem: Nirez


Lá em Mangueira
Aprendi a sapatear
Lá em mangueira
É que o samba tem seu lugar
Foi lá no morro
Um luar e um barracão
Lá eu gostei de alguém
Que me tratou bem
Eu dei meu coração.

No morro a gente
Leva a vida que quer
No morro a gente
Gosta de uma mulher
E quando a gente
Deixa o morro e vai embora
Quase sempre chora,
Chora, chora, chora....



Fontes: Discografia Brasileira - IMS; Instituto Moreira Salles.

sábado, março 01, 2008

Lourdinha Bittencourt

Lourdinha Bittencourt (Lourdes Bittencourt), cantora e atriz de cinema, nasceu em 30 de outubro de 1923, em São Paulo. Logo recém-nascida, ela é abandonada no Asilo Melo Matos. Ainda com quatro meses ela é adotada pela professora de música, Maria Bittencourt.

Desde pequena, Lourdinha teve boa desenvoltura na música e na dança, o que fez com que a professora investisse em sua carreira com cursos voltados a essas artes. Logo, a futura atriz e cantora já estava trabalhando profissionalmente no Cassino da Urca, como menina prodígio.

Em 1935, atua no filme Noites Cariocas; em 1936, nos filmes Maria Bonita e Cidade Mulher; É Proibido Sonhar (1943); Moleque Tião (1943); Asas do Brasil (1947); Obrigada Doutor e Poeira de Estrelas (1948); O Homem Que Passa e Não Me Digas Adeus (1949); Guerra ao Samba (1955); Pirata do Outro Mundo (1957); Samba na Vila (1957); e Com a Mão na Massa (1958).

Em 1952 se integra ao Trio de Ouro, nessa época formado pelo compositor Herivelto Martins e Raul Sampaio (Raul Coco, Cachoeiro de Itapemirim 1928—). Sua estréia foi marcada pela regravação de antigo sucesso, Ave Maria do morro, na Victor.

O trio assina contrato com a Rádio Nacional, do Rio de Janeiro, onde permanecem por dois anos. Excursionam pelo Norte do país, Minas Gerais e São Paulo. Faz temporadas na Argentina, Chile, Uruguai e Peru.

Atuaram também, por longo tempo, como atração da Rádio Clube de Pernambuco e lançou, na Victor, musicas carnavalescas, como os sambas Noite enluarada (Herivelto Martins e Heitor dos Prazeres) e Sereno (Herivelto Martins e Nelson Gonçalves), gravado na Victor, em 1952, ao lado do cantor Nelson Gonçalves.

Gravaram ainda a guarânia Índia (J. A. Flores e M. O Guerrero, versão de José Fortuna); o baião Caboclo abandonado (Herivelto Martins e Benedito Lacerda), a catira História cabocla (Herivelto Martins e Jose Messias), a rancheira Festa no Sul (Raul Sampaio e Rubens Silva), Negro telefone (Herivelto Martins e David Nasser), todos na Victor, em 1953; Saudades de Mangueira (Nelson Trigueiro e Bartolomeu Silva), Me deixa em paz (Jovelino Marques), ambas na Victor, para o Carnaval de 1954, e Boca fechada (Lupicínio Rodrigues), também na Victor em 1954.

Em 1957 o trio foi novamente dissolvido por problemas de saúde da cantora, que viria a falecer aos 55 anos no Rio de Janeiro, em 19 de agosto de 1979, vítima de derrame cerebral. .

Em 1970 Lourdinha atuou na telenovela Irmãos Coragem (como Manuela). Foi a segunda esposa do cantor Nelson Gonçalves.

Fontes: Cine Claquete - atores - Lurdinha Bittencourt; Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora.

Noemi Cavalcanti

Noemi Cavalcanti (Noemi Knupp Brustt), cantora, nascida em Cachoeiro de Itapemirim, Espírito Santo (1926), integrou, em 1950, o Trio de Ouro na sua segunda formação (Nilo Sérgio e Herivelto Martins), quando do desquite de Herivelto com Dalva de Oliveira.

Em 1952 Noemi e Nilo Chagas passaram a atuar em dupla, ocasionando uma nova formação no Trio de Ouro: Herivelto, Raul Sampaio (Raul Coco, Cachoeiro de Itapemirim 1928—) e Lourdinha Bittencourt (Lourdes Bittencourt, São Paulo, 30/10/1923—Rio de Janeiro, 19/08/1979).

Noemi formou também, com sua irmã Odemi, o duo Irmãs Cavalcanti. Em 1954, gravaram pela Columbia o baião Lumiô, lumiô, de autoria da dupla, e a guarânia Ponta Porã, de Pereirinha e Jamir da Silva Araújo. No mesmo ano gravaram os rasqueados Além das fronteiras, de Pereirinha, e Noites do Paraguai, de S. Aguayo e Herivelto Martins.

Em 1955, gravaram de Pereirinha e Noemi Cavalcanti o rasqueado Terra distante, e de autoria das irmãs a valsa Saudosa Minas Gerais.

Seu marido era maestro do cantor e barítono Vicente Celestino, que foi seu padrinho de casamento, com a cineasta Gilda de Abreu como madrinha. Morava em Friburgo-RJ quando contraiu tuberculose. Foi para a casa de seu filho em Bauru-SP, onde veio a falecer em 26 de abril de 2001. Nenhum jornal comentou a sua morte (pobre memória da nossa MPB!).

Fontes: Noemi Cavalcanti e o Trio de Ouro - de Roberto de Azevedo (forniturarob@ig.com.br) - Agenda do Samba & Choro; Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora - PubliFolha; Dicionário Cravo Albin da Música Popular Brasileira; Cine Claquete - atores - Lurdinha Bittencourt; Loronix: Challenge / What is the name of this vocal group and whohttp are they? (imagem de Noemi Cavalcanti).

domingo, dezembro 03, 2006

Trio de Ouro

Trio de Ouro: Nilo Chagas, Dalva e Herivelto - Coleção Herivelto Martins, Acervo MIS.

O conjunto vocal Trio de Ouro originou-se da Dupla Preto e Branco, formada em 1934 por Herivelto Martins e Francisco Sena (? - Rio de Janeiro RJ 1935), depois substituído por Nilo Chagas (Barra do Piraí RJ 1917 - Rio de Janeiro RJ 1973). Em 1936 conheceram a cantora Dalva de Oliveira, quando ensaiavam para se apresentar no Cine Pátria, em São Cristóvão. Passaram, então, a se apresentar como Dupla Preto e Branco com a cantora Dalva de Oliveira, embora mantendo o nome da dupla.

Depois foram batizados por César Ladeira de Trio de Ouro, que lançou, em 1937, o primeiro sucesso, com o batuque Itaquari e a marchinha Ceci e Peri (ambas de Príncipe Pretinho), gravadas na Victor. Nesse ano, contratado pela Radio Mayrink Veiga, o trio atuou no programa de César Ladeira.

Em 1938, cantou na Rádio Tupi, do Rio de Janeiro. Nesse mesmo ano, casavam-se Dalva e Herivelto. Em 1940, o conjunto transferiu se para a Rádio Clube do Brasil, atingindo nessa década o auge do sucesso, com o lançamento de músicas como Ave Maria do morro (Herivelto Martins), em 1942, na Odeon, e Praça Onze (Herivelto Marfins e Grande Otelo), gravada para o Carnaval de 1942, na Columbia, com o cantor Castro Barbosa.

Em 1950, com o desquite do casal, o trio se desfez. Herivelto refez o trio com a cantora Noemi Cavalcanti (Cachoeiro de Itapemirim-ES-1926), mas no ano de 1952 Noemi e Nilo Chagas passaram a atuar em dupla. Nesse ano, o Trio de Ouro reapareceu com nova formação: Herivelto, Raul Sampaio (Raul Coco, Cachoeiro de Itapemirim 1928—) e Lourdinha Bittencourt (Lourdes Bittencourt, Campinas SP 1928—Rio de Janeiro RJ 1979).
Em 1950 Herivelto (na direita) refez o trio com a cantora Noemi Cavalcanti.
Sua estreia foi marcada pela regravação de antigo sucesso, Ave Maria no morro, na Victor. Assinou contrato com a Rádio Nacional, do Rio de Janeiro, onde permaneceu por dois anos. Excursionou pelo Norte do país, Minas Gerais e São Paulo. Fez temporadas na Argentina, Chile, Uruguai e Peru.

O trio atuou também, por longo tempo, como atração da Rádio Clube de Pernambuco e lançou, na Victor, musicas carnavalescas, como os sambas Noite enluarada (Herivelto Martins e Heitor dos Prazeres) e Sereno (Herivelto Martins e Nelson Gonçalves), gravado na Victor, em 1952, ao lado do cantor Nelson Gonçalves.

Gravou ainda a guarânia Índia (J. A. Flores e M. O Guerrero, versão de José Fortuna); o baião Caboclo abandonado (Herivelto Martins e Benedito Lacerda), a catira História cabocla (Herivelto Martins e Jose Messias), a rancheira Festa no Sul (Raul Sampaio e Rubens Silva), Negro telefone (Herivelto Martins e David Nasser), todos na Victor, em 1953; Saudades de Mangueira (Nelson Trigueiro e Bartolomeu Silva), Me deixa em paz (Jovelino Marques), ambas na Victor, para o carnaval de 1954, e Boca fechada (Lupicínio Rodrigues), também na Victor em 1954.

Em 1957 o trio foi novamente dissolvido, por problemas de saúde da cantora.

CD Trio de Ouro, 1994, Revivendo RVCD 054.


Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e Publifolha, SP, 1998.