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segunda-feira, janeiro 21, 2019

Sul: Música Gaúcha ou Nativista

Música nativista é um gênero musical brasileiro característico do Sul do Brasil e que tem como temas principais o amor pelas coisas dos estados, pelo campo, pelo cavalo, pelos rios e pela mulher. É construída em cima de um andamento mais lento e intimista, com letras bastante elaboradas, conotativas e metafóricas.

A música gaúcha de origem tradicionalista parece ter origem na escola literária do parnasianismo, por sua semelhança quando canta coisas da natureza e do ambiente como: a terra, o chão, os costumes, o cavalo - e pela musicalidade, sempre buscando a rima num arranjo muito acertado com as melodias, criando entre letra, música e dramatização, uma dinâmica que rebusca origens e paixões. Vale a pena estudar este aspecto e descobrir que por outras origens históricas podemos enriquecer nossas culturas.

O estilo musical gauchesco mostra também origens fortes na música flamenca espanhola, e na música portuguesa. Os campos harmônicos bem arranjados, denotam ritmos bem elaborados e melodias com dois ou mais violões. Com uma formação harmônica/melódica complexa, a música tradicionalista torna-se difícil de ser interpretada em alguns casos, por outros grupos ou músicos que não possuem ligação direta com a cultura gaúcha.

Festivais

A partir de 1971 surgiu em Uruguaiana a Califórnia da Canção Nativa, festival considerado a mãe de todos os festivais nativistas, dando origem a festivais de música nativista nos estado de Santa Catarina e Rio Grande do Sul.  Após a Califórnia da Canção Nativa surgiram:

Escaramuça da Canção Gaudéria, em Triunfo;  Tertúlia Musical Nativista, em Santa Maria; Festival da Barranca, em São Borja; Coxilha Nativista, em 1981 Cruz Alta; Musicanto Sul-americano de Nativismo, em Santa Rosa; Canto sem Fronteira, em Bagé; Tafona da Canção Nativa, em Osório; Acorde da Canção Nativa, em Camaquã;  Estância da Canção Gaúcha, em São Gabriel;  Semeadura da Canção Nativa, em Tupanciretã;  Sapecada da Canção Nativa, em Lages;  Um Canto para Martín Fierro, em Santana do Livramento;  Carijo da Canção Gaúcha, em Palmeira das Missões;  Encontro Internacional de Chamameceros, em São Luiz Gonzaga;  Cante uma Canção, em Vacaria;  Gauderiada da Canção Gaúcha, em Rosário do Sul;  Comparsa da Canção Gaúcha, em Pinheiro Machado;  Grito do Nativismo Gaúcho, em Jaguari;  Reponte da Canção, em São Lourenço do Sul;  Vigília do Canto Gaúcho de Cachoeira do Sul;  Salamanca da Canção Nativa de Quaraí;  Laçador do Canto Nativo, em Porto Alegre;  Canoa do Canto Nativo, em Canoas;  Bicuíra da Canção Nativa, em Rio Grande;  Acampamento da Canção Nativa, em Campo Bom;  Galponeira, em Bagé;  entre outros.

Ritmos musicais

Existem vários ritmos que fazem parte da folclore riograndense, mas a maioria deles são variações de danças de salão centro-européias populares no século XIX. Esses ritmos, derivados da valsa, do xote, da polca e da mazurca, foram adaptados como vaneira, vaneirão, chamamé, milonga, rancheira, xote, polonaise e chimarrita, entre outras.

O único ritmo riograndense é o bugio, criado pelo gaiteiro Wenceslau da Silva Gomes, o Neneca Gomes, em 1928, na região de São Francisco de Assis. Inspirado no ronco dos bugios, macacos que habitam as matas do Sul da América, o ritmo foi banido por ser considerado obsceno, mas foi mantido em São Francisco de Paula, onde hoje se realiza um festival "nativista" conhecido como "O Ronco do Bugio".

A partir de 1970, com a criação da Califórnia da Canção Nativa em Uruguaiana, começaram a surgir os festivais, que serviram de incentivo para músicos e compositores lançarem novos estilos, popularmente chamados de "música nativista". Essa música é formada por ritmos pré-existentes, especialmente a milonga e o chamamé, porém com canções mais elaboradas e com letras quase sempre dedicadas ao Rio Grande do Sul.

No Rio Grande do Sul também existe um ritmo chamado Tchê music, que incorpora ritmos tradicionalistas com influências do Maxixe nordestino. Também é comum neste estado, entre os descendentes de alemães, a Música folclórica alemã, em festivais como a Oktoberfest de Igrejinha

Nativismo e tradicionalismo

Apesar de tratar dos mesmos temas que os tradicionalistas, os nativistas discordam destes em alguns pontos. Entre os pontos de maior divergência estão o passado do Rio Grande do Sul e Santa Catarina e a influência espanhola dos países vizinhos.

São divergências bastante sutis, mas podem ser percebidas em certas canções, como por exemplo "Sabe, Moço", cantada por Leopoldo Rassier, que fala da tristeza de um soldado que lutou nas guerras históricas dos estados e recebeu cicatrizes em vez de medalhas. É um assunto que dificilmente seria abordado pelos tradicionalistas, que preferem ver glória e heroísmo nas mesmas guerras.

Quanto à influência espanhola, os tradicionalistas têm um certo desprezo por considerar que os espanhóis muitas vezes no passado foram inimigos nas guerras em que os estados se envolveram. Os nativistas, por outro lado, não se envergonham de admitir que muitas características culturais e folclóricas são originárias dos países vizinhos (Argentina e Uruguai), muitos chegam a gravar músicas em espanhol e até se fala em "três pátrias gaúchas" (Argentina, Uruguai e Sul do Brasil).

Outro ponto de divergência entre tradicionalistas e nativistas é a religião. Tradicionalistas na maioria das vezes são católicos fervorosos, enquanto alguns nativistas poucas vezes falam em Deus, e há letras que chegam a falar em Ateísmo (como por exemplo a canção Changueiro de vida e lida, cantada por Adair de Freitas, Jari Terres e Luiz Marenco).

Nativismo e Tchê Music

Existe um certo atrito entre os artistas nativistas e os representantes da Tchê Music. A principal razão disso é cultural: enquanto os nativistas buscam o retorno às raízes da música gaúcha, os "tchê's" buscam modernizá-la, adicionando elementos de ritmos brasileiros e até estrangeiros - o que faz com que os nativistas afirmem que a música deles já não é mais tipicamente gaúcha, o quê lhes dá razão.

As acusações geralmente incluem também, por parte dos nativistas, o fato de os representantes da Tchê Music trabalharem para tornar seu som o mais dançante e comercial possível. Os "tchês", por sua vez, acusam os nativistas e tradicionalistas de tentarem prejudicar seu trabalho, impedindo-os de tocar em CTG's, bailes tradicionais e eventos diversos realizados pelo MTG ou por outras entidades tradicionalistas e/ou nativistas.

Algumas músicas gaúchas cifradas

A morte não marca hora, A partida, A vida que véio mandô, A volta do tordilho negro, A.M.M.M, Abraçada com a tristezaAbram cancha pro Rio Grande, Abre o fole tio Bilia, Amor de contrabando, Amor de infância, Amor de verão, Ao som de um gaitaço, Apenas uma florBaile da Mariquinha, Baile de candeeiro, Baile nas Cabritas, Baita macho, Barbaridade, Bate-coxa no Totonho, Bebum, Bem gauchão, Boi Barroso, Bombacha preta, Bugio da fronteira, Burro picaço, Canarinho cantador, Canção do Araguaia, Canta meu povo, Canto alegretense, Canto dos livres, Capão de mato, Céu, sol, sul, Céu, sol sul terra e cor,  Chacoaiando as mondonguêra, Chamamento, Churrasco lá em casa, Cinzeiro amigo, Cobra sucuri, Coração de luto, DesgarradosDoce amargo do amor, Domingueiro, É disso que o velho gosta, É meu, é só meu, Engarupado, Estância do meu pai, Eu quisera, Eu só peço a Deus, Facão três listas, Falso amigo,  Fica comigo, Filha de gente valente, Fim do nosso amor, Gaita e violão, Gaita velha do seu Ary, Gauchinha Bem-Querer, Gaúcho amigo, Gaúcho da Passo Fundo, Grito dos livres, Infância frustrada, Já me cansei, Judiaria, Lendário avô, Limpa banco, Lindo rancho, Majestade no Pampa, Mala de garupa, Menino potro, Mercedita, Meu sistema, Mocinho aventureiro, Morena Rosa, Morocha nãoNa casa do Zé do Guincho, Não vá, Negrinho do pastoreio, O bugioO colono, Olhar feiticeiro, Passo Fundo do coração, Prenda minha, Que droga de vida, Que saudadeQuerência amada, Rastro de bugio, Recordações de Ypacaraí, Relho trançado, Retoço de gaita e pandeiro, Roda de chimarrão, Santa Catarina, Seguindo o vento, Sistema antigo, Só espero ser feliz, Só restou, Tempo de guri, Tertúlia, Tordilho negro, Trem da fronteira, Trem da saudade, Triste madrugada, Tropeiro velho, Última carta, Última ginetiada, Um mundo de amor, Vai, vai no balanço do Tchê, Vai cantador, Vai começar, Vamo rapaziada, Vaneirinha das prendasVanerão da noite inteira, Velho casarão, Veneno da terra, Verde e amarelo, Veterano, Vida de solteiro, Yahoo.




Fonte: Wikipédia.

sábado, junho 07, 2014

Gutta Pinho, o "Sabiá dos Pampas"

Intérprete de canções gaúchas e tangos argentinos, Gutta Pinho fez seu nome em Pelotas e na Rádio Farroupilha. Teve relativo sucesso no Rio de Janeiro, em fins dos 1930, ao microfone da Rádio Cruzeiro do Sul. Não possui biografia em enciclopédias musicais, nem em "dicionários virtuais". Há somente este artigo que transcrevo do semanário "Carioca" de 17/4/1937.

"Gutta Pinho ainda não é um nome feito no "broadcasting" carioca. Ele chegou aqui no Carnaval, época péssima para os cantores do seu gênero. Canta canções sul-rio-grandenses e tangos argentinos. Faz sucesso, o sucesso preciso para merecer um destaque.

Gutta Pinho nasceu em Pelotas, Estado do Rio Grande do Sul. Seus estudos foram feitos no Ginásio Gonzaga, na mesma cidade. Aí ele vivei e se criou. Seu primeiro emprego foi no escritório comercial de uma fábrica de chapéus. Depois trabalhou no comércio pelotense por sua própria conta. Começou a cantar em festivais e reuniões sociais.

Quando estava exercendo um cargo no escritório da Empresa Cinematográfica Xavier & Santos, ainda em Pelotas, ele começou a cantar junto ao microfone. Foi sua estreia nos estúdios da Sociedade Rádio Cultura de Pelotas. Era então avulso. Agradou muito a sua atuação. Daí ele pedir licença a seus patrões a aumentar os seus números na Rádio Cultura, PRH-4. Chegou ao ponto de ser contratado. Esteve algum tempo afastado do microfone mas voltou. Mais vitorioso do que nunca.

O diretor-artístico da Rádio Farroupilha teve ocasião de ouvi-lo cantar. Ficou extasiado. Dias depois Gutta Pinho, o "Sabiá dos Pampas", como o chamava a imprensa do Estado, foi atender a um contrato na Farroupilha. Esteve nessa nova estação dois meses, com pleno sucesso, e voltou a Pelotas. De novo, ele atuou na PRH-8.

Daí ele veio para o Rio. Tinha em vistas um ótimo contrato com a Mayrink Veiga, porém, não o pode atender devido a uma enfermidade hepática que o atacou. Chegou à Cidade Maravilhosa em fevereiro, no reinado de Momo. No entretanto não esqueceu a PRA-9 e foi ocupar o seu microfone em programas avulsos.

Finalmente o "Sabiá dos Pampas", o "Gardel brasileiro", veio conhecer a Rádio Cruzeiro do Sul. Aí ele fez algumas atuações como cantor avulso. Firmou seu nome. Os ouvintes gostaram da sua voz agradável. A PRD-2 gostou também e compreendeu os seus merecimentos.

Ele foi, afinal, contratado por esta emissora. A assinatura do seu contrato data de semana passada. E é na Cruzeiro que ele ainda se acha, encontrando, enfim, no Rio, uma posição lisonjeira que lhe permitirá ratificar a fama que adquiriu no sul ..."


Fonte: "CARIOCA" - edição 78, de 17/4/1937 (artigo atualizado e foto).

quinta-feira, abril 15, 2010

Gaúcho da Fronteira


Gaúcho da Fronteira (Heber Artigas Fróis), compositor e instrumentista, nasceu em Santana do Livramento-RS, em 23/6/ 1947. Aos sete anos de idade, iniciou-se na gaita de botão com quatro baixos; aos nove, já tocava acordeom, bandoneom e violão.

Foi motorista de táxi e de caminhão até 1968, quando ingressou no conjunto Os Vaqueanos, com o qual trabalharia oito anos e gravaria dois discos. Em 1975 gravou pela Beverly seu primeiro LP individual, Gaúcho da Fronteira, consolidando o apelido pelo qual já era conhecido.

Em 1979 mudou-se para Porto Alegre-RS e foi convidado pela gravadora WEA para inaugurar o selo Rodeio com Meu rasto, seu terceiro LP individual, que incluiu seu maior sucesso, o vanerão Nhecovari Nhecofum.

Representante da cultura e das tradições do Rio Grande do Sul, conquistou popularidade em todo o Brasil com sua música bem-humorada, que mistura os ritmos sulinos ao samba, forró, country e até rock.

Em 1989 foi uma das atrações do 1 Festival Internacional de Música Country, apresentando-se em São Paulo, Rio de Janeiro, Goiânia e Belo Horizonte. Em seus 30 anos de carreira, gravou, entre outros, os discos:

Gaita companheira (1982, WEA/Rodeio), O toque do gaiteiro (1987, WEA), Gaitaço (1990, Continental/Chantecler), Gaúcho negro (1991, Som Livre), Tão pedindo um vanerão (1994, Chantecler), Amizade de gaiteiro (1996).

segunda-feira, janeiro 12, 2009

Pára Pedro


Pára Pedro (rancheira, 1967) - José Mendes e José Portela Delavy - Interpretação: José Mendes

LP Pá...ra Pedro! / Título da música: Pára Pedro / José Mendes (Compositor) / José Portela Delavy (Compositor) / José Mendes (Intérprete) / Gravadora: Copacabana / Ano: 1967 / Nº Álbum: CLP 11515 / Lado A / Faixa 1 / Gênero musical: Rancheira / Regional / Música gauchesca / Outras edições: Som/Copacabana SOLP 40.308 (1973).


Introd.: E B7 E 
 
                    B7                    E 
Era um baile lá na serra na fazenda da ramada 
                          B7                      E 
Foi por lá que um tal de Pedro se chegou de madrugada 
                   B7                   E 
Só escutei um zum-zum mas não sabia de nada 
                      B7                       E 
Só ouvia a mulher gritando este Pedro é uma parada 
 
                    B7                       E 
(Pára Pedro, Pedro pára, pára, Pedro, Pedro pára 
                  B7                      E 
Pedro para, para Pedro pára Pedro, Pedro pára) 
                    B7                      E 
Era o Pedro lá num canto beliscando as namorada 
 
Int. 
                     B7                           E 
Quando foi lá pelas tantas que a farra estava animada 
                B7                     E 
Apagaram o lampião e a bagunça foi formada 
                  B7                     E 
As véias se revoltaram Pedroca não é de nada 
                         B7                       E 
E o Pedro brigou com as véias e deu uma peleia danada 
 
( ) 
                 B7                     E 
Fazia cosca nas véia e as véia davam risada 
 
( )Int. 
                      B7                      E 
Pedro foi dançar um chote com uma véia apaixonada 
                   B7                       E 
Surgiu o velho da véia e a coisa foi complicada 
                    B7                           E 
Pedro correu pelos fundos e entrou numa porta errada 
                       B7                      E 
E as moças levaram um susto e gritavam desesperadas 
 
( ) 
                  B7                     
Velha grudada no Pedro e velho no Pedro agarrado 

sábado, abril 15, 2006

Teixeirinha


Vítor Mateus Teixeira, cantor e compositor, o Teixeirinha, nasceu em Rolante RS (3/3/1927) e faleceu em Porto Alegre RS (4/12/1985). Filho de carreteiro, tinha seis anos de idade quando o pai morreu. Três anos depois perdeu a mãe, vítima de um incêndio, e passou a sustentar-se fazendo biscates como entregador e vendedor ambulante.


Lançou-se artisticamente em circos e emissoras gaúchas do interior do Estado, apresentando-se depois em Porto Alegre RS, onde começou a obter popularidade cantando em churrascarias e programas folclóricos, acompanhando-se ao violão.

Fazendo programa na emissora de Passo Fundo RS, recebeu convite para gravar em São Paulo SP, estreando na Chantecler em 1959 como intérprete e autor de Xote Soledade e Briga de batizado.

Os primeiros discos não alcançaram repercussão, mas em 1961 tornou-se sucesso nacional com o lançamento de Coração de luto, toada em que narrava a morte da mãe, gravada em disco Copacabana. No mesmo ano, excursionando por cidades gaúchas, conheceu em Bagé a menina Mary Teresinha, acordeonista e cantora na rádio local, que se tornou sua acompanhante efetiva.

Obtendo enorme popularidade como autor e intérprete de um gênero misto de regionalista e sertanejo dirigido a um público bastante específico, passou a atuar no cinema, produzindo cinco filmes, dos quais foi também o argumentista e o ator principal: o primeiro foi o autobiográfico Coração de luto, de 1966, dirigido por Eduardo Llorenti, seguindo-se Motorista sem limites (1969) e Teixeirinha a sete provas (1972), ambos de Milton Barragan, e Ela tornou-se freira (1971) e Pobre João (1974), estes com direção de Pereira Dias.

Com mais de 40 LPs gravados, comandou na Rádio Farroupilha, de Porto Alegre, os programas Teixeirinha Canta para o Povo do Brasil e Teixeirinha Amanhece Cantando. Um dos líderes nacionais em vendagem de discos, sua vida foi até transformada em história em quadrinhos. Morreu no dia em que lançaria seu 119°disco, o LP Amor aos passarinhos.

Ao longo de 27 anos de carreira, compôs mais de 700 músicas, ganhou 13 discos de ouro no Brasil e um Galo de Ouro em Portugal. Em 1995, por ocasião dos dez anos de sua morte, foi homenageado em Porto Alegre com uma série de eventos.

Algumas músicas:


















































Veja também:


Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e Publifolha, SP, 1998.

sexta-feira, abril 14, 2006

Pedro Raimundo

O grande catarinense Pedro Raimundo

Pedro Raimundo, compositor, cantor e instrumentista, nasceu em Imaruí (SC) em 29/6/1906, e faleceu no Rio de Janeiro (RJ)  em 9/7/1973. Filho do pescador e sanfoneiro João Felisberto Raimundo, começou a tocar sanfona aos oito anos.


Mais tarde integrou, em sua cidade, a banda Amor à Ordem, além de se apresentar em festinhas. Foi pescador até os 17 anos, quando passou a trabalhar na construção da Estrada de Ferro Esplanada-Rio Deserto( SC).

Casado desde 1926, morou em Lauro Muller, Blumenau e Laguna (SC), fixando-se em Porto Alegre (RS) em 1929. Na capital gaúcha foi condutor de bondes e inspetor de tráfego, tocando sanfona em cafés do Mercado, nas horas de folga.

Em 1939 foi chamado a trabalhar na Rádio Farroupilha, de Porto Alegre, onde organizou o Quarteto dos Tauras. Em 1942 excursionou pelo interior do Rio Grande do Sul e no ano seguinte foi ao Rio de Janeiro, onde se apresentou no Show Muraro, da Rádio Mayrink Veiga, e em programas da Rádio Tupi.

Em seguida Almirante o levou para a Rádio Nacional. Contratado pela emissora, transferiu-se definitivamente para o Rio de Janeiro, lançando ainda em 1943, pela Columbia, seu primeiro disco, com o choro Tico-tico no terreiro e o xótis Adeus Mariana (ambos de sua autoria).

Sua descontração e exuberância valeram-lhe o slogan de O gaúcho alegre do rádio: alternava, em suas apresentações, músicas alegres com outras sentimentais. Foi o primeiro artista típico gaúcho a alcançar fama nacional. Apresentava-se com bombachas, lenço no pescoço, botas, esporas, chapéu e guaiaca. Percebendo a aceitação do seu traje regional, Luiz Gonzaga sentiu-se estimulado a apresentar-se como sertanejo nordestino.

Atuou nos filmes Uma luz na estrada, de Alberto Pieralise, em 1949, e Natureza gaúcha, de Rafael Mancini, em 1958.



Obra

Adeus, Mariana, xótis, 1943; Adeus, moçada, polca, 1944; Chico da roda, chorinho, 1947; Escadaria, choro, 1944; Gaúcho largado, toada, 1944; Mágoas de amor, tango, 1945; Meu coração te fala, valsa, 1945; Na casa do Zé Bedeu, polquinha, 1947; Oriental, baião, 1954; Prece, tango, 1950; Sanfoninha, velha amiga, polca, 1961; Saudade de Laguna, valsa, 1943; Se Deus quiser, xótis, 1943; Tá tudo errado (c/Jeová Rodrigues Portela.); polca, 1948; Tico-tico no terreiro, choro, 1943.

Músicas: 










Veja também: 













Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e Publifolha, SP, 1998.