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quinta-feira, agosto 23, 2018

Esta noite eu tive um sonho - Moreira da Silva

De Wilson Batista é o samba-de-breque Esta noite eu tive um sonho, feita em parceria com Moreira da Silva. A composição, de 1941, foi lançado numa gravação antológica de Kid Morengueira, e ambienta o malandro em plena Alemanha da Segunda Guerra, entre Graaf Zeppelins e salsichas, com direito à possivelmente única citação do mundo do samba na língua de Goethe: Ich nag dich (Foto: Moreira da Silva em 1938).

Esta Noite Eu Tive Um Sonho (samba, 1941) - Wilson Batista e Moreira da Silva - Interpretação: Moreira da Silva

Disco 78 rpm / Título da música: Esta Noite Eu Tive Um Sonho / Autoria: Silva, Moreira da (Compositor) / Batista, Wilson, 1913-1968 (Compositor) / Silva, Moreira da (Intérprete) / Imprenta [S.l.]: Victor, 1941 / Nº Álbum 34754 / Lado A / Gênero musical: Samba.



Saltei em Berlim, entrei num botequim,
Pedi café, pão e manteiga pra mim,
O garçom respondeu: não pode ser não !
Fiquei furioso e fui "hablar" ao patrão,
Que me recebeu com duas pedras na mão,
E me disse quatro frases em Alemão,
Néris disso, sou doutor em samba,
Venho de outra nação !

Tive vontade de comer uns bifes,
Ich nag dich, seu Fritz,
Não se resolve assim não,
Venho do Brasil,
Trago um presente pro senhor,
Esta ganha e esta perde,
Na voltinha que eu dou,
Já tinha ganho todos os marcos para mim,
Quando ouvi o ruído de um Zeppelin,
Eu acordei, tinha caído no chão,
Salsicha à noite, não faz boa digestão.

terça-feira, janeiro 30, 2018

Wilson Batista - Algumas músicas






















Nega Luzia - Ciro Monteiro

Ciro Monteiro
Nega Luzia (samba, 1957) - Jorge de Castro e Wilson Batista - Intérprete: Ciro Monteiro

Disco 78 rpm / Título da música: Nega Luzia / Autoria: Castro, Jorge de (Compositor) / Batista, Wilson, 1913-1968 (Compositor) / Ciro Monteiro (Intérprete) / Conjunto (Acompanhante) / Imprenta [S.l.]: Todamérica, 02/08/1956 / Nº Álbum 5630 / Lançamento 01/1957 / Lado B / Gênero: Samba.



Lá vem a nega Luzia
No meio da cavalaria
Vai correr lista lá na vizinhança
Pra pagar mais uma fiança
Foi cangebrina demais
Lá no xadrez
Ninguém vai dormir em paz

Vou contar pra vocês
O que a nega fez
Era de madrugada
Todos dormiam
O silêncio foi quebrado
Por um grito de socorro
A nega recebeu um Nero
Queria botar fogo no morro

Louco (ela é o seu mundo) - Araci de Almeida

Araci de Almeida
Louco (Ela é seu mundo) (samba, 1946) - Wilson Batista e Henrique de Almeida - Intérprete: Araci de Almeida

Disco 78 rpm / Título da música: Louco (ela é o seu mundo) / Autoria: Almeida, Henrique de, 1917-1985 (Compositor) / Batista, Wilson, 1913-1968 (Compositor) / Araci de Almeida, 1914-1988 (Intérprete) / Lacerda, Benedito, 1903-1958 (Acompanhante) / Conjunto (Acompanhante) / Imprenta [S.l.]: Odeon, 11/10/1946 / Nº Álbum 12742 / Gênero musica: Samba.



Louco, pelas ruas ele andava
E o coitado chorava
Transformou-se até num vagabundo
Louco, para ele a vida não valia nada
Para ele a mulher amada
Era seu mundo

Conselhos eu lhe dei
Pra ele esquecer
Aquele falso amor
Ele se convenceu
Que ela nunca mereceu
Nem reparou
Sua grande dor
Que louco!

Deus no céu e ela na terra - Carlos Galhardo

Carlos Galhardo
Deus no Céu e Ela na Terra (samba, 1940) - Wilson Batista e Marino Pinto - Intérprete: Carlos Galhardo

Disco 78 rpm / Título da música: Deus no Céu e Ela na Terra / Autoria: Pinto, Marino (Compositor) / Batista, Wilson, 1913-1968 (Compositor) / Carlos Galhardo, 1913-1985 (Intérprete) / Regional (Acompanhante) / Imprenta [S.l.]: Victor, 1940 / Nº Álbum 34643 / Gênero musical: Samba.



Eu sei
Que outra no meu lar
Não vai viver bem
Só ela
Conhece os meus defeitos
E as virtudes também
Por isso já mandei construir
Uma casinha na serra
Pra ela
É Deus no céu e eu na terra

Não existe ninguém perfeito
Quando se tem amizade
Desaparece o defeito
Eu finjo não saber que ela erra
Pra poder dizer:
Deus no céu e ela na terra

Rosalina - Jorge Veiga

Jorge Veiga
Rosalina (samba, 1945) - Wilson Batista e Haroldo Lobo - Intérprete: Jorge Veiga

Disco 78 rpm / Título da música: Rosalina / Autoria: Lobo, Haroldo (Compositor) / Batista, Wilson, 1913-1968 (Compositor) / Jorge Veiga (Intérprete) / Lacerda, Benedito, 1903-1958 (Acompanhante) / Conjunto (Acompanhante) / Imprenta [S.l.]: Continental, 1944 / Nº Álbum 15249 / Gênero musical: Samba


Sou eu, sou eu que vou batendo surdo
De porta-estandarte, é Rosalina quem vai
Mas já vou prevenir
Se eu não sair
Rosalina, também não sai

Fizeram veneno de mim, lá na Escola
Que eu já não dou mais no couro
Que ando batendo surdo, mal
Mas Rosalina, que é minha do peito
Diz que é falta de respeito
Que vai protestar, no jornal!

Mania da falecida - Ciro Monteiro

Ataulfo Alves
Mania da Falecida (samba, 1939) - Ataulfo Alves e Wilson Batista - Intérprete: Ciro Monteiro

Disco 78 rpm / Título da música: Mania da Falecida / Autoria: Alves, Ataulfo, 1909-1969 (Compositor) / Batista, Wilson, 1913-1968 (Compositor) / Ciro Monteiro (Intérprete) / Imprenta [S.l.]: Victor, 1939 / Álbum número 34470 / Gênero musical: Samba.



Não quero que você beba,
Quem bebe não tem juízo,
Tome cuidado com a sua vida,
Eu não quero ver você,
Com a mesma mania da falecida,
Mulher. (bis)

Você tem o direito, meu bem,
Pode ir brincar,
Pode entrar no samba,
E ficar até o sol raiar,
Eu só não quero,
Que perca a linha,
Tome cuidado,
Com a língua da vizinha....

Terra de cego - Jorge Veiga


Terra de Cego (samba, 1935) - Wilson Batista - Intérprete: Jorge Veiga ( Noel Rosa x Wilson Batista - Série Temas e Figuras da Música Popular Brasileira - Volume 1 - Roberto Paiva e Jorge Veiga - Studio Hara - 1974).



Perde a mania de bamba
Todos sabem qual é
O teu diploma no samba
És o abafa da Vila, eu bem sei
Mas na terra de cego
Quem tem um olho, é rei !

Para terminar a discussão
Não deves apelar
Para um baralho à mão
Em versos podes bem abafar
Pois não fica bonito
Um bacharel brigar.

Frankenstein da Vila - Jorge Veiga


Frankenstein da Vila (samba, 1935) - Wilson Batista - Intérprete: Jorge Veiga (Noel Rosa x Wilson Batista - Série Temas e Figuras da Música Popular Brasileira - Volume 1 - Roberto Paiva e Jorge Veiga - Studio Hara - 1974).



Boa impressão nunca se tem
Quando se encontra um certo alguém
Mas como diz o refrão,
"Por uma cara feia
Perde-se um bom coração "

Entre os feios,
Estás na primeira fila
Eu te batizo,
Fantasma da Vila

Esta indireta é contigo
E depois não vás dizer
Que eu não sei o que digo
Sou teu amigo...

segunda-feira, janeiro 29, 2018

Conversa fiada - Jorge Veiga

Desde que sua canção "Mocinho da Vila" fora ignorada por Noel Rosa, Wilson Batista estava fora de cena. Ainda fiel ao sonho de ser famoso e sabedor de que nenhum compositor popular brasileiro estava tão em evidência quanto Noel, Wilson não perdeu tempo e escreveu "Conversa Fiada".

Noel não podia ignorar a nova canção. O ajustamento de ritmo e a bela melodia já continham elementos que permitiam antever o grande sambista que Wilson Batista seria. A música era indiscutivelmente bem-feita, e o bairro de Vila Isabel tinha sido debochadamente atacado. O contra-ataque tinha que ser definitivo, mortal e em grande estilo. Veio na forma de um samba intitulado "Palpite Infeliz" - um dos mais populares e bem elaborados de toda a obra de Noel (Fonte: Portal Vermelho).

Conversa Fiada (samba, 1934) - Wilson Batista - Intérprete: Jorge Veiga (Noel Rosa x Wilson Batista - Série Temas e Figuras da Música Popular Brasileira - Volume 1 - Roberto Paiva e Jorge Veiga - Studio Hara - 1974)



É conversa fiada
Dizerem que os sambas
Na Vila têm feitiço,
Eu fui ver para crer
E não vi nada disso.

A Vila é tranqüila 
Porém é preciso cuidado:
Antes de irem dormir
Dêem duas voltas no cadeado.

Eu fui lá na Vila ver o arvoredo se mexer
E conhecer o berço dos folgados...
A luz nessa noite demorou tanto,
Me assassinaram uma samba,
Veio daí o meu pranto.

Rapaz folgado - Araci de Almeida

Wilson Batista, um jovem compositor de 20 anos de idade, lançou um samba chamado Lenço no pescoço, gravado por Sílvio Caldas (''Meu chapéu de lado / Tamanco arrastando / Lenço no pescoço / Navalha no bolso (...) / Eu tenho orgulho de ser vadio''.

Orestes Barbosa espinafrou o samba em sua coluna no jornal A hora: ''Causou má impressão o novo samba de Sílvio Caldas 'Lenço no pescoço, navalha no bolso'. O malandro, hoje, não usa mais lenço no pescoço, como nos tempos dos Nagoas e Guaximi. Além disso, no momento em que se faz a higiene do samba, a nova produção de Sílvio Caldas, pregando o crime por música, não tem perdão.''

Noel Rosa, provavelmente, influenciado por Orestes Barbosa, compôs Rapaz folgado, como uma resposta a Wilson Batista. Este, por sua vez, replicou e estabeleceu-se a famosa polêmica entre os dois compositores.

Rapaz folgado (samba, 1933) - Noel Rosa - Interpretação: Araci de Almeida

Disco 78 rpm / Título da música: Rapaz folgado / Autoria: Rosa, Noel, 1910-1937 (Compositor) / Araci de Almeida, 1914-1988 (Intérprete) / Conjunto Regional RCA Victor (Acompanhante) / Imprenta [S.l.]: Victor, 1938 / Nº Álbum 34368 / Lado B / Gênero musical: Samba.


Intr.:(F Fm/Ab C/G A7 D7 G7 C C/Bb
F/A Fm/Ab C/G A7 D7 G7 C)
C               D7    G7  C
Deixa de arrastar o teu tamanco
G7           E7
Pois tamanco nunca foi sandália
A7                           Dm
E tira do pescoço o lenço branco
D7
Compra sapato e gravata
G7               Fm6/Ab  G7
Joga fora essa navalha que te atrapa......lha
C                D7   G7    C
Com chapéu do lado deste rata
G7          E7
Da polícia quero que escapes
A7                  Dm         F     F#°    C/G
Fazendo samba-canção, já te dei papel e lápis
A7        D7    G7     C    C/Bb
Arranja um amor e um violão
F/A       Fm/Ab        C/G
Malandro é palavra derrotista
Dm7           G7       Gm6/Bb  A7
Que só serve pra tirar todo o valor do sambis.....ta
Dm/F           D7/F#  C/G
Proponho ao povo civili..zado
A7       D7
Não te chamar de malandro
G7     C
E sim de rapaz folgado


Fontes: Instituto Moreira Salles - Acervo musical; A Canção no Tempo - Volume 1 - Jairo Severiano e Zuza Homem de Mello - Editora 34.

Lenço no pescoço - Sílvio Caldas

Wilson Batista
Lenço no Pescoço (samba, 1933) - Wilson Batista - Intérprete: Sílvio Caldas

Disco 78 rpm / Título da música: Lenço no Pescoço / Batista, Wilson, 1913-1968 (Compositor) / Sílvio Caldas (Intérprete) / Imprenta [S.l.]: Victor, 1933 / Nº Álbum 33712 / Gênero musical: Samba


Tom: D  

A7          D 
Meu chapéu do lado 
A7           D 
tamanco arrastando 
            Gm6 
lenço no pescoço 
                D 
uma navalha no bolso 
            B7                 Em 
eu passo gingando provoco e desafio 
 
     Gm6    D        A7       D 
Eu tenho orgulho em ser tão vadio 
      F#7                           Bm7 
    sei que eles falam deste meu proceder 
                                  F#7         B7 
                eu vejo quem  trabalha andar no "miserê" 
                          Em          F#7      Bm7 
                eu sou vadio porque tive inclinaçao 
                                   C#7      F#7     Bm7 
                no meu tempo de criança tirava samba-cançao 
 
                 A#7   A7   ... 
                        meu chapéu 

sábado, setembro 14, 2013

Não é economia (Alô padeiro)

Deo (Ferjalla Rizkalla)
Na época em que esse samba foi lançado - logo após o carnaval de 1943 -, o mundo estava em guerra e, entre os vários problemas consequentes, havia o racionamento de farinha de trigo no Brasil, o que levava a uma forçada economia no consumo de pão. Haroldo Lobo e Wilson Batista tiveram a ideia de utilizar a separação de um casal como justificativa para a suspensão do fornecimento de pão (numa clara crítica ao racionamento).

O samba foi editado somente como "Não é economia", mas no disco constava o título "Alô, padeiro" (Não é economia). Destinada por Wilson Batista ao cantor Deo (então em grande evidência, com o sugestivo cognome "o ditador de sucessos"), a música teve grande aceitação e ainda hoje inscreve-se entre as mais importantes criações de Haroldo Lobo. (Fonte: Nova História da Musica Popular Brasileira - Haroldo Lobo, fascículo + disco - Abril Cultural, 2a.edição, 1978).

Não é economia (Alô padeiro) (samba, 1943) - Wilson Batista e Haroldo Lobo - Intérprete: Déo

Disco 78 rpm / Título da música: Não é economia (Alô padeiro) / Haroldo Lobo (Compositor) / Wilson Batista, 1913-1968 (Compositor) / Déo (Intérprete) / Regional Columbia (Acomp.) / Gravadora: Columbia / Gravação: 25/03/1943 / Lançamento: 04/1943 / Nº do Álbum: 55419 / Nº da Matriz: 620-1 / Gênero musical: Samba / Coleções de origem: Nirez


Alô, padeiro, bom dia.
De amanhã em diante
eu vou suspender o pão.
Eu explico a razão:
não é economia.

É que aqui em casa
eu agora estou sozinho,
aquela morena
já não me faz companhia.

Alô padeiro (breque)
avise ao quitandeiro
que eu briguei com a Dulcineca
sem ela, pra que legumes (neca, neca).

Vendi o rádio, a nossa cama
e o fogão
e vou comer de colher
numa boa pensão
neca de pão (breque).



Fontes: Discografia Brasileira - IMS; Instituto Moreira Salles.

terça-feira, maio 21, 2013

Erasmo Silva

Erasmo Silva, compositor e cantor, nasceu em Salvador, BA, em 07/10/1911, e faleceu no Rio de Janeiro, RJ, em 10/1/1985. Mudou-se da Bahia para o Rio onde, em 1935, foi chofer de praça, conhecendo no Café Nice o compositor Wilson Batista, com quem formou um conjunto com Lauro Paiva ao piano e Roberto Moreno na percussão.

Com o conjunto, realizou apresentações em Campos, RJ, e de volta à cidade do Rio de Janeiro, formou, em 1936, com Wilson Batista a Dupla Verde e Amarelo, que participou da vocalização da orquestra argentina Almirante Jonas, que estava de passagem no Rio de Janeiro, seguindo com ela para Buenos Aires, Argentina, onde ficaram por três meses, ainda em 1936.

De volta ao Brasil, trabalharam durante mais de um ano na Rádio Atlântica, de Santos SP, e depois, na Rádio Record, da capital paulista, onde também gravaram, com as Irmãs Vidal, pela Columbia, seu primeiro disco com Adeus, adeus, de Francisco Malfitano e Frazão, e Ela não voltou, de Francisco Malfitano, Frazão e Aluísio Silva Araújo. Obtendo certo sucesso, seguiram para uma temporada em Porto Alegre RS, voltando a São Paulo para trabalhar na Rádio Tupi. Como integrante da Dupla Verde e Amarelo, gravou nove discos com dezoito músicas. Foi também parceiro de Wilson Batista em algumas composições.

Em 1945, gravou com o Coro Odeon os sambas Irene, de Humberto de Carvalho, Henrique de Almeida e Augusto Garcez, e Ela chora até hoje, de Humberto de Carvalho, Henrique de Almeida e Estanislau Silva. No mesmo ano, gravou na Continental os sambas Só eu sei, de Henrique de Almeida, Nelson Trigueiro e Milton de Oliveira, e A conversa está boa, de Henrique de Almeida e Nelson Trigueiro. Em 1946, teve a marcha Balu, com Jorge Tavares, gravada por Dircinha Batista.

No carnaval de 1947, fez sucesso com o samba Gilda, parceria com Mário Lago, uma explícita citação do filme de sucesso de mesmo nome, estrelado pela atriz de enorme êxito Rita Hayworth, e lançado por Sílvio Caldas pela Continental. Nesse ano, sua parceria com Marina Batista, o samba Deixa eu bater meu tamborim, foi gravado pelo grupo Namorados da Lua na Continental.

Em 1949, o samba Cadê a Jane?, com Wilson Batista, foi gravado na Continental pelo grupo vocal Os Cariocas, e o samba Volta meu amor, também com Wilson Batista foi gravado por Ruth Barros na Star. No mesmo ano, gravou como integrante da dupla Verde e Amarelo o samba Casa vazia, de sua autoria e Wilson Batista. Em 1950, o samba Homem marcado, com Wilson Batista, foi registrado por Sílvio Caldas pela Continental, e a marcha Senhor açougueiro, com Wilson Batista, foi gravada pela dupla Verde e Amarelo na Continental.

Em 1951, o samba O mundo vai se admirar, com Wilson Batista foi lançado na Sinter pela dupla Verde e Amarelo. No ano seguinte, Jamelão lançou pela Sinter a marcha Só apanho resfriado, com Wilson Batista, e Gilberto Alves registrou pela RCA Victor o samba Me maltratou, com Roberto Martins. Ainda em 1952, foram gravadas por Elizeth Cardoso na Todamérica, as músicas Dá-me tuas mãos, com Jorge Castro, e Nosso amor, nossa comédia, com Adolar Costa. Também no mesmo ano, gravou pela RCA Victor os sambas Não apareceu e Vai levando seu Godofredo, ambos de sua parceria com Ari Monteiro.

Em 1953, nova parceria com Wilson Batista chegou aos discos, o samba Tu não me dizes, lançado por Gilberto Milfont pela Victor. Em 1954, o samba-canção Ambição, com Américo Seixas, foi gravado na RCA Victor por Wilson Roberto. Nesse ano, o samba-canção Passaporte do amor, com Américo Seixas, foi lançado na RCA Victor por Carlos Galhardo.

Em 1955, registrou pela gravadora pernambucana Mocambo o samba Eu já chorei, parceria com Magno de Oliveira, e a marcha Pataco-taco, de sua autoria e Max Nunes. No mesmo ano, o samba Escrava da saudade, com Américo Seixas, foi gravado por Nelson Gonçalves na RCA Victor.

Obras

A felicidade acabou (c/ Oldemar Magalhães), Abre a porta por favor (c/ Átila Nunes), Ambição (c/ Américo Seixas), Amor que não chora, Balu (c/ Jorge Tavares), Cadê a Jane? (c/ Wilson Batista), Casa vazia (c/ Wilson Batista), Dá-me tuas mãos (c/ Jorge Castro), Deixa eu bater meu tamborim (c/ Marina Batista), Deixa o povo falar (c/ Geraldo Gomes), Ela não voltou (c/ Mário Lago), Escrava da saudade (c/ Américo Seixas), Eu já chorei (c/ Magno de Oliveira), Eu quero amar, Felicidade não tem cor (c/ Laércio Alves), Gilda (c/ Mário Lago), Gosto de gente que samba, Homem marcado (c/ Wilson Batista), Insônia (c/ Geraldo Serafim), Mais um cabelo branco, Me maltratou (c/ Roberto Martins), Menina, quem foi seu mestre?, Não apareceu (c/ Ari Monteiro), Nosso amor, nossa comédia (c/ Adolar Costa), O coração é meu (c/ Wilson Batista), O mundo vai se admirar (c/ Wilson Batista), Passaporte do amor (c/ Américo Seixas), Pataco-taco (c/ Max Nunes), Poema dos teus olhos (c/ Paulo Aguiar), Qual é o caso (c/ Jorge de Castro), Sambar... e balançar, Saúde, paz e amor, Senhor açougueiro (c/ Wilson Batista), Só apanho resfriado (c/ Wilson Batista), Tu não me dizes (c/ Wilson Batista), Vai levando seu Godofredo (c/ Ari Monteiro), Verdadeiro amor, Volta meu amor (c/ Wilson Batista).

Discografia

(1945) Só eu sei/A conversa está boa • Continental • 78
(1945) Irene/Ela chora até hoje • Odeon • 78
(1952) Não apareceu/Vai levando seu Godofredo • RCA Victor • 78
(1955) Eu já chorei/Pataco-taco • Mocambo • 78
([S/D]) Dina/Coração é meu • Santa Anita • 78

Fonte: Dicionário Cravo Albin da MPB.

Dupla Verde e Amarelo

Dupla Verde e Amarelo - Duo vocal formado em 1935 pelos compositores Wilson Batista e Erasmo Silva, que se conheceram no Café Nice, na Avenida Rio Branco, e que, segundo o radialista César Ladeira, tinha "cores diferentes - vozes iguais".

Inicialmente, formaram um conjunto, com Lauro Paiva ao piano e Roberto Moreno na percussão. Com o conjunto, realizaram apresentações em Campos RJ. De volta ao Rio de Janeiro, formou-se a dupla.

Em 1936, a dupla participou da vocalização da orquestra argentina Almirante Jonas, que estava de passagem no Rio de Janeiro, seguindo com ela para Buenos Aires, Argentina, onde ficaram por três meses. De volta ao Brasil, trabalharam durante mais de um ano na Rádio Atlântica, de Santos SP, e, depois, na Record, da capital paulista.

A dupla estreou em discos em 1936, registrando com as Irmãs Vidal, pela Columbia, a marcha E ela não voltou", de Francisco Malfitano, Aloísio Silva Araújo e A. Frazão, e o samba Adeus...adeus..., de Francisco Malfitano e A. Frazão. Nesse ano, realizaram excursão ao sul do país, apresentando-se em cidades como Porto Alegre e Pelotas, no Rio Grande do Sul, além de apresentações na Argentina.

Em 1937, registraram com o acompanhamento do Conjunto Regional de Benedito Lacerda, os sambas Receita médica, e Se você fosse inteligente, de Francisco Malfitano e Eratóstenes Frazão, Já sei, de Wilson Batista e L. Paiva, e Não devemos brigar, de Wilson Batista. Após essas gravações a dupla não teve continuidade e seus integrantes prosseguiram em suas carreiras solo de compositores.

Em 1948, a dupla se formou novamente, contratada pela gravadora Continental, e lançou disco interpretando com acompanhamento de conjunto regional os sambas Casa vazia, de Wilson Batista e Erasmo Silva, e Quebrou meu cavaquinho, de Jorge de Castro e Roberto Martins. O segundo disco foi lançado quase dois anos depois, com acompanhamento de Severino Araújo e sua orquestra Tabajara, com o samba Escravo do trabalho, de Antônio Almeida e Oldemar Magalhães, e a marcha Senhor açougueiro, de Wilson Batista e Erasmo Silva. No mesmo período, gravaram pela Star o maracatu Bango-ê bango-á, de Erasmo Silva e Arnaldo Tavares, e o samba Samba Brasil, de Ataulfo Alves e Aldo Cabral.

Ainda em 1950, gravaram pela Todamérica, com acompanhamento de orquestra, as marchas Viver em paz, de Nássara e Salvador Miceli, e Mundo cruel, de Wilson Batista e Paulo Marques. Em 1951, gravaram com acompanhamento de orquestra, os sambas Não tou charlando, de Wilson Batista e Jorge de Castro, e Rir para não chorar, de Erasmo Silva e Magno de Oliveira.

Em seguida, gravaram também com acompanhamento de orquestra os sambas O mundo vai se admirar, de Wilson Batista e Erasmo Silva, Maria tá rica, de Wilson Batista e Oldemar Magalhães, e Vai passear, de Luiz Antônio e Oldemar Magalhães, além da marcha Dona Elvira, de Wilson Batista e Aldo Cabral.

Após essas gravações, a dupla dissolveu-se definitivamente, após lançar dez discos pelas gravadoras Columbia, Star, Sinter, Todamérica e Continental.

A dupla que volta!

Revista do Rádio - Outubro/1948
"Depois de um longo período de ausência dos nossos microfones, voltou a atuar na Rádio Tupi a interessante dupla Verde e Amarelo, composta por dois dos nossos mais destacados compositores populares, Wilson Batista e Erasmo Silva.

Com repertório inteiramente novo e apresentando números bem arranjados, onde podemos ressaltar Cadê a Jane, Iaiá não desça a saia e A Maria ficou rica, e 'reintrée' da dupla Verde e Amarelo constitui um autêntico sucesso.

Wilson Batista e Erasmo Silva, já estão selecionando uma série de de sambas e marchas para o próximo carnaval e, podemos adiantar aos nossos leitores, pelo menos duas das quatro músicas que eles vão gravar na Continental, estão fadadas a cair no agrado do público,

Está de parabéns a direção artística da Tupi, por tão brilhante aquisição e fazemos votos para que a dupla Verde e Amarelo venha a figurar como um dos grandes cartazes da radiofonia brasileira."  (Revista do Rádio - Outubro de 1948)

Discografia

(1936) E ela não voltou/Adeus...adeus... • Columbia • 78
(1937) Receita médica/Já sei • Columbia • 78
(1937) Não devemos brigar/Se você fosse inteligente • Columbia • 78
(1948) Casa vazia/Quebrou meu cavaquinho • Continental • 78
(1950) Escravo do trabalho/Senhor açougueiro • Continental • 78
(1950) Bango-ê bango-á/Samba Brasil • Star • 78
(1950) Viver em paz/Mundo cruel • Todamérica • 78
(1951) Não tou charlando/Rir para não chorar • Sinter • 78
(1951) O mundo vai se admirar/Maria tá rica • Sinter • 78
(1951) Vai passear/Dona Elvira • Sinter • 78

Fontes: Dicionário Cravo Albin da MPB; Revista do Rádio.

sábado, fevereiro 16, 2013

Angelita Martinez


Angelita Martinez, atriz, cantora e bailarina, nasceu em São Paulo, SP, em 17/05/1931, e faleceu na mesma cidade em 13/01/1980. Era filha do jogador Bartô Guarani, que fez sucesso no Clube Paulistano. Começou sua carreira artística na década de 1950, no  Teatro de Revista. Foi uma vedete de um visual incrível, tanto que figurou na lista das "Certinhas do Lalau".

Entre vários prêmios que recebeu, destaca-se o de "Rainha das Vedetes", em 1958. Estreou no cinema em 1960, no filme Pequeno por Fora.

Em 1962 Angelita alcançou enorme sucesso com a marcha Mané Garrincha, em homenagem ao jogador de futebol Garrinha, composta por Jorge de Castro, Wilson Batista e Nóbrega de Macedo.

Em 1966, fez o filme 007 1/2 no Carnaval. Fez poucos filmes, dedicando-se mais à carreira de cantora e bailarina.

Na década de 1960, apresentou na televisão o programa "Espetáculos Tonelux". Morreu em 13 de Janeiro de 1980, aos 48 anos de idade, vítima de leucemia, em São Paulo.



Gravações

Bolha d'água (Jorge de Castro e Wilson Batista) 1959 Marcha
Coitada da Madame Butterfly (C. Morais, L. de Carvalho e Utrini) 1964 Marcha
Ilha do sol (Jota Junior e João de Barro) 1966 Marcha
Mais uma taça (sobre basquetebol) (Jorge de Castro e Wilson Batista) 1958 Samba
Mané Garrincha (Jorge de Castro, W. Batista e Nóbrega de Macedo) 1958 Marcha
Mangueira meu berço (Wilson Batista, Jorge de Castro e Átila Nunes) 1959 Samba
Marcha da Tosca (Carlos Moraes) 1966 Marcha
Maus conselhos (Nóbrega de Macedo e Jose Batista) 1958 Samba
Rainha da Mangueira (Ary Barroso) com Jorge Veiga 1971 Samba

Fonte: Memória da MPB

domingo, setembro 25, 2011

Datilógrafa

Datilógrafa (samba-canção, 1953) - Jorge Faraj, Wilson Batista, Celso Cavalcanti e Flávio Cavalcanti - Intérprete: Nelson Gonçalves

Disco 78 rpm / Título: Datilógrafa / Autoria: Faraj, Jorge (Compositor) / Batista, Wilson, 1913-1968 (Compositor) / Cavalcanti, Celso (Compositor) / Cavalcanti, Flávio (Compositor) / Gonçalves, Nelson, 1919-1998 (Intérprete) / Orquestra (Acomp.) / Imprenta [S.l.]: RCA Victor / Nº Álbum: 801182 / Matriz: BE3VB-0135 / Data da gravação: 25/05/1953 / Data de lançamento: Setembro/1953 / Lado A / Gênero musical: Samba.



De manhã no mesmo bonde / Você vem não sei de onde
Para o escritório cruel / Onde a máquina lhe espera
E você se desespera / Para dar vida ao papel

De manhã no mesmo bonde / Você vem não sei de onde
Para o escritório cruel / Onde a máquina lhe espera
E você se desespera / Para dar vida ao papel

Datilógrafa querida / Eu queria ser borracha
Pra seus erros apagar / Datilógrafa querida
Eu queria ser patrão / Pra você não trabalhar

Datilógrafa querida / Você tem na minha vida
Emprego de mais valor / Venha escrever eu lhe peço
Sem erro e sem retrocesso / A história do nosso amor

sábado, novembro 27, 2010

Volúvel

Déo
Volúvel (samba, 1953) - César Brasil, Oldemar Magalhães e Wilson Batista

Disco 78 rpm / Título da música: Volúvel / Autoria: Brasil, César (Compositor) / Magalhães, Oldemar (Compositor) / Batista, Wilson, 1913-1968 (Compositor) / Déo (Intérprete) / Imprenta [S.l.]: Sinter, 1952-1953 / Nº Álbum 251 / Lado A / Lançamento: 1953 / Gênero: Samba /

Volúvel / Sem coração
Eu já sofri demais / Sem merecer
Volúvel / Sem coração
Guarde seus beijos ardentes
Para quem não lhe conheceu

Meus sonhos / Continuam enxutos
Quando ela passa por mim
Com um / Dos meus substitutos

A poeira do meu sapato
É testemunha como eu caminhei
No rastro dessa mulher
Há tempos atrás

Se hoje / No livro da minha vida
Ela é / Uma folha demais...

sexta-feira, novembro 26, 2010

Dia dos meninos

Nuno Roland
Dia dos meninos (samba, data indefinida) -  Jorge de Castro e Wilson Batista

Título da música: Dia dos meninos / Gênero musical: Samba / Intérprete: Nuno Roland / Compositores: Castro, Jorge de - Batista, Wilson / Acompanhamento Coro / Orquestra / Gravadora Popular / Número do Álbum 11 / Lado A / Disco 78 rpm:


Vinte e sete setembro / É o dia dos pequeninos
Ai, ai, ai / Vou dar doces aos meninos
Vinte e sete setembro / É o dia dos pequeninos
Ai, ai, ai / Vou dar doces aos meninos

Na casa do Jorge Veiga / No Largo da Abolição
Todo ano se festeja / São Cosme e Damião
Tem foguete, tem cocada / Tem violão, tem artista
Vamos todos, meninada / Lá pra festa dos artistas

Vinte e sete setembro / É o dia dos pequeninos
Ai, ai, ai / Vou dar doces aos meninos
Vinte e sete setembro / É o dia dos pequeninos
Ai, ai, ai / Vou dar doces aos meninos

Prece ao sol

Prece ao sol (samba, 1958) - Jorge de Castro e Wilson Batista - Intérprete: Nelson Gonçalves

Disco 78 rpm / Título da música: Prece ao sol / Jorge de Castro (Compositor) / Wilson Batista (Compositor) / Nelson Gonçalves (Intérprete) / Orquestra (Acomp.) / Gravadora: RCA Victor / Nº do Álbum: 801993 / Nº da Matriz: 13-J2PB-0467 / Data de Gravação: 07/08/1958 / Data de Lançamento: Outubro/1958 / Lado: A / Gênero musical: Samba.

LP Nelson Gonçalves - Escultura / Título da música: Prece ao sol / Jorge de Castro (Compositor) / Wilson Batista (Compositor) / Nelson Gonçalves (Intérprete) / Gravadora: RCA Victor / Nº do Álbum: BBL 1001 / Ano: 1958 / Lado: B / Faixa: 5 / Gênero musical: Samba.



Ò sol
Tu que és o rei dos astros
Tu que tens tanta luz
E iluminas o mar e a montanha

Ò sol
A lua não me deu ouvidos
Não quis matar a saudade
Esta sombra que me acompanha

Ò sol
Tu que todas as manhãs
Tu beijas o rosto dela

Ò sol
Por favor diz a essa mulher
Pra não pensar mais em mim
Que eu não pensarei mais nela

Ò sol
Por favor diz a essa mulher
Pra não pensar mais em mim
Que eu não pensarei mais nela