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sábado, março 03, 2018

Cuma é o nome dele - Manezinho Araújo

Cuma É o Nome Dele (embolada, 1956) - Manezinho Araújo - Intérprete: Manezinho Araújo

Disco 78 rpm / Título da música: Cuma É o Nome Dele / Manezinho Araújo (Compositor) / Manezinho Araújo (Intérprete) / Gravadora: Sinter / Ano: 1956 / Nº Álbum: 498-a / Lado A / Gênero musical: Embolada.


Tom: A
A                 E7                A
Cumá é o nome dele? /É Mané Fuloriano.
        E7  ref          A
Vi um sujeito/Discutindo co´a mulhé
                       E7
E pensem lá o que quisé
                   A             E7
Mas direito é que eu não acho/É que por cima
                    A                       E7
Pouca roupa ela usava/Além disso não gostava
                      A
De usar roupa por baixo
           E7  ref              A
Antigamente/Quando a gente se beijava
                        E7                    A
Num instante se separava/Pois o beijo não ilude

           E7                     A
Mas hoje um moço/Quando beija a namorada
                   E7                    A
Fica de boca grudada/Parece que leva grude
                  ref
       E7                A
De uma moça /Uma perna beliscando
                       E7                       A
Eu fiquei foi suspirando/Disso nunca a gente acha
         E7                    A
Mas de momento/Essa moça com bondade
                E7                           A
Foi dizendo: " É a vontade,/Minha perna é de borracha."
           ref
            E7                     A                   E7
Fui convidadO pr´a uma festa de rigô/Onde a gente de valô
            A            E7                    A
Ia toda encasacada/A minha sogra pra bancá a saliente
                E7               A
Levou roupa só na frente/Mas atrás não tinha nada
          ref

Letra:

Oi, Cuma é o nome dele?
É Mané Fuloriano

Antigamente
Quando a gente se beijava
Num instante separava
Pois o beijo não me ilude
Mas hoje o moço
Quando beija a namorada
Fica de boca grudada
Parece que leva grude
Cuma é o nome dele?
É Mané Fuloriano

E uma moça
Uma perna beliscando?
Fiquei foi suspirando
Disso nunca a gente acha
Mas de momento
Essa moça com bondade
Foi dizendo
E à vontade; minha perna é de borracha
Cuma é o nome dele?
É Mané Fuloriano

Vi um sujeito discutindo com a mulé
Pensem lá o que quiser
Mas direito é que eu não acho
E que por cima
Pouca roupa ela usava
Além disso não gostava de usar roupa por baixo
Cuma é o nome dele?
É Mané Fuloriano.

Pra onde vai valente - Manezinho Araújo

Pra Onde Vai Valente (embolada, 1934) - Manezinho Araújo - Intérprete: Manezinho Araújo

Disco 78 rpm / Título da música: Pra Onde Vai Valente / Manezinho Araújo (Compositor) / Manezinho Araújo (Intérprete) / Gravadora: Odeon / Ano: 1938 / Nº Álbum: 11.615-a / Lado B / Gênero musical: Embolada.


Tom: A
A                   E7                        A
Pra onde vai, valente?/Vou pra linha de frente
                  REF...
            E7                        A
Tava na feira/C'a pistola e um cravinote
                      E7                   A
0 muleque deu um pinote/Me chamou mode brigá
                E7                           A
Pego no meu punhá /Enfio a faca, o sangue pula
                    E7                  F#m
Moleque você não bula /Com Mané do Arraiá
               E7                  A
Veio um sordado/C'um boné arrevirado
                     E7                     F#m
Com dois oio abuticado /Que só cachorro do má

             E7 A
Botou-me a mão /Home disse, você tá preso
                          E7                      A
E eu fiquei c'um braço teso /Na cara lhe quis passá.
        E7                          A
Pra vadiá /Eu sou caboco bom na briga
                       E7                      A
Mas só gosto da intriga /Quando encontro especiá.
          E7                      A
Dedo do Cão /Moleque bom no gatilho
                       E7                   A
Se coçou, eu vi o brilho /Atirou pra me pegá
            E7                          A
Ele me atira,/Eu me baixo e a bala passa
                   E7                      A
E fico achando graça /Do baque que a bala dá
                REF...
         E7                       A
Saracoteia / bate o bumbo e o gansa
                     E7                   F#m
repique sino da aldeia / meio-dia vai reza
              E7                    F#m                      E7
Muié se ajoelha/pede a Nossa Senhora/que home não vá se embora
                   F#m          E7                      F#m
Se não vai dificulta/cuida da vida /ta ficando muito cara
                      E7                       F#m
Home agora é coisa rara / não se pode assim achar
        E7                     A                         E7
Só bumbum / a mulher e a cachaça/ num instante agente acha
                 A
não carece procurar
                    REF...
            E7                     A
Olha o danado / miseráve  Zé de Lima
                      E7                      A
Todos choram numa prima / pra mode me conquista
       E7                                     A
Segunda, terça, quarta, quinta, sexta e sábado.
                   E7                    A
Tu aqui bala cansado / na pancada do ganzá
           E7                    A
Aí o danado / miserável Zé de Lima
                        E7                      A
Todos choram em uma prima / pra mode me conquistar


           E7                A
Lá vem o pão/ topicuru zamirim
            E7                    A
Boca de siri/e boca de jataí-aripuá
              E7                           A
Inda essa noite / meu cachorro acoa um bicho
                      E7                   A
Mas eu levo de capricho / minha pistola mata
                      E7                       A
Marcelinho quando canta/ o mundo abala, mas não cai
                   E7                      A
Mulé qué acha marido /filho desconhece o pai
                        E7                      A
o menino que tá chorando / se cala não chora mais
                      E7                         A
Manezinho quando canta / se houve com trinta légua
                    E7                      A
Ando feito cabra cega/mode houvir o seu cantar
           E7                     A
Deu a macaca / que tava comendo mio
                      E7                  A
Trousse a mamãe um fio/Me chamou de especiá
             E7                     A
eu pra cantá / Commigo não quero sopa
                         E7                        A
Pra cantá  não mudo a roupa/ na embolada sou bonzinho
           E7                          A
Pra cantador /que canta samba não embola
                    E7                    A
nunca pegue na viola/Na frente de Manezinho
                  REF...
             E7                              A
Segunda, terça / quarta, quinta, sexta e sábado
                   E7                     A
Tu aqui bala cansado / na pancada do ganzá
                  E7                       A
Eu tenho uma prima / que é danada na corneta
                      E7                   A
mas que lá na clarineta / é danada pra tocar
                E7                        A
São João Batista/ por ser bom telegrafista
                  E7                   A
inventou fogo pista / e solta fogo no ar
           E7               A
menino corra/ acenda um beijo
                           E7                       A
vou pra frente, vou pra traz / mode a cobra num pegar
         E7                      A
a cobra vem / unha tá de fura vento
                          E7                    A
ai meu Deus peguei o vento/ mode o cachorro pular
                 REF...
Letra:

Pra onde vai, valente?
Vou pra linha de frente,

Tava na feira
C'a pistola e um cravinote
0 muleque deu um pinote
Me chamou mode brigá.

Pego no meu punhá
Enfio a faca, o sangue pula
Moleque você não bula
Com Mané do Arraiá.

Veio um sordado
C'um boné arrevirado
Com dois oio abuticado
Que só cachorro do má.

Botou-me a mão
Home, me disse, você tá preso
E eu fiquei c'um braço teso
Na cara lhe quis passá.

Pra vadiá
Eu sou caboco bom na briga
Mas só gosto da intriga
Quando encontro especiá.

Dedo do Cão
Moleque bom no gatilho
Se coçou, eu vi o brilho
Atirou pra me pegá.

Ele me atira
Eu me abaixo e a bala passa
E fico achando graça
Do baque que a bala dá.

Pra onde vai, valente?
Vou pra linha de frente.

sábado, dezembro 07, 2013

Manezinho Araújo - Dicionário Ilustrado

Manezinho Araújo — Cem quilos bem arredondados de simpatia — veio de Pernambuquinho Imortal depois de ter se tornado lá um continuador de Minona Carneiro, o grande fazedor de emboladas do nordeste. Manezinho veio numa época mais amena, quando o rádio ainda era uma criança. Francisco Alves ganhava cachê de 30 mangos, e ninguém rasgava as calças do Cauby Peixoto.

Manezinho fez sucesso cantando emboladas e transformou-se num dos maiores cartazes da música popular da época.

Foi mesmo o primeiro artista contratado com exclusividade por determinado patrocinador. Mas depois começou a chegar leva de nordestino. Vinha nordestino de Petrópolis (como o Luiz Vieira), vinha nordestino do Largo da Cancela (como o Jair Alves, que chama a gente de cabra da peste mas que do nordeste só conhece uma folhinha de um armazém de Olinda, que Fernando Lobo deu a ele de festas). Foi aí que Manezinho Araújo viu que a coisa estava com cara de macaco, e disse em casa: — “Eu vou saltar aqui”.

E de fato saltou. Saltou do rádio e nunca mais voltou. Trocou, inclusive, o disco pelo prato, fundando o Restaurante Cabeça Chata, onde passou a faturar melhor com vatapá e frigideira de siri.

Meio sobre o visionário, um dia estava jantando o Álvaro Lins com uns amigos. O hoje embaixador tomou calibrina demais e recebeu um santo protetor. Chamou Manezinho e disse que ia dar um jeito para que lhe fosse concedido um terreno na Lagoa, onde o Manezinho faria um novo e definitivo “Cabeça Chata”. Manezinho estava mais por fora que chefe de repartição e chegou a acreditar mesmo que o Álvaro Lins fosse de fazer alguma coisa pelos outros. Entusiasmou-se com a ideia do novo “Cabeça Chata”, traçou planos, comprometeu-se e, quando viu que tudo era bafo de boca, “se queimou se” e resolveu fazer a coisa na raça, fundando a “Angúbras’, isto é, uma Sociedade Anônima para construção do novo restaurante, com terreno pago e museu de folclore.

Aos poucos a coisa vai indo. Breve Mané inaugura a casa nova, para a devida reação contra os reacionários do tempero, que preferem “petit pois” a farofa de boião. Stanislaw não duvida do sucesso dele não.

Porque Manezinho é assim, quando toma uma resolução, toma com limão.


Fonte: Dicionário Ilustrado — Texto de Stanislaw Ponte Preta — Desenho de Lan — Jornal "Última Hora", de 15/01/1958.

sábado, novembro 06, 2010

Eu tenho uma nega

Jorge Veiga
 Eu tenho uma nega (marcha, 1954) - Gomes Cardim, Manezinho Araújo e David Raw

Título da música:  Eu tenho uma nega / Gênero musical:  Marcha / Intérprete: Jorge Veiga / Compositores: Raw, David - Cardim, Gomes - Araújo, Manezinho / Gravadora Copacabana / Número do Álbum: 5185 / Data de Gravação: 00/1953 / Data de Lançamento: 00/1954 / Lado: lado B /Rotações: Disco 78 rpm:


Eu tenho uma nega
O quê, o quê, o quê?
Uma nega só não chega
O que é que eu vou fazer? (bis)

Ai, quem me dera
Virar do avesso
E cair na gandaia
Com as negas, tudo isso
Ai, quem me dera
Ter cem de uma vez
Uma nega só não chega
Pra quem vem do português (bis)

sexta-feira, outubro 01, 2010

O carreté do Coroné

O carreté do Coroné (coco, 1939) - Manezinho Araújo - Intérprete: Manezinho Araújo

Disco 78 rpm / Título da música: O carreté do coroné / Manoel Araújo (Compositor) / Manoel Araújo "Manezinho Araújo" (Intérprete) / Boêmios da Cidade (Acomp.) / Gravadora: Odeon / Gravação: 11/04/1939 / Lançamento: 08/1939 / Nº do Álbum: 11745 / Nº da Matriz: 6057 / Gênero musical: Côco / Coleção de origem: Nirez



Seu Coroné comprô um automovi
Que todo dia sobe na ladeira do Migué
Seu Coroné comprô um automovi
Que todo dia sobe na ladeira do Migué

Tem um espeio que só à luz do dia
Pode sua famia passeiá quando quise
E o carreté imbolando pelo chão
Eu vou é trabaiá no caminhão do coroné

Seu dotozinho comprou um carro forte
Otra coisa mais mió garanto que ele não qué
Seu dotozinho comprou um carro forte
Otra coisa mais mió garanto que ele não qué

Quando ele chega e si dana lá pra usina
Apertando a buzina enche o carro de muié
E o carreté imbolando pelo chão
Eu vou é trabaiá no caminhão do coroné

Lá na usina chego dois caminhão
Qui carrega da estação cana modi faze mé
Lá na usina chego dois caminhão
Qui carrega da estação cana modi faze mé

Seu dotozinho carrega a mulé dos homi
Tá bancando o lobsomi tendo o carro chevrolé
E o carreté imbolando pelo chão
Eu vou é trabaiá no caminhão do coroné

Seu Tolentino que é chefe de um angá
Deu a fia pra casá ao fio do coroné
Seu Tolentino que é chefe de um angá
Deu a fia pra casá ao fio do coroné

E todo dia ele pega o seu amô
arremexe no motô ensinando a ser chofer
E o carreté imbolando pelo chão
Eu vou é trabaiá no caminhão do coroné

Doje por diante vo largá o meu emprego
Por causa do chamego do dotô com essas mulé
Doje por diante vo largá o meu emprego
Por causa do chamego do dotô com essas mulé

Esses passeio nesses carro no escuro
Isso é negócio duro só mesmo quem tem ané
E o carreté imbolando pelo chão
Quero ve quem trabaia mais no caminhão do coroné...



Fontes: Discografia Brasileira - IMS; Instituto Moreira Salles.

terça-feira, outubro 24, 2006

Cuma é o nome dele

Cuma É o Nome Dele (embolada, 1956) - Manezinho Araújo - Intérprete: Manezinho Araújo

Disco 78 rpm / Título da música: Cuma É o Nome Dele / Manezinho Araújo (Compositor) / Manezinho Araújo (Intérprete) / Gravadora: Sinter / Ano: 1956 / Nº Álbum: 498-a / Lado A / Gênero musical: Embolada.


Tom: A
A                 E7                A
Cumá é o nome dele? /É Mané Fuloriano.
        E7  ref          A
Vi um sujeito/Discutindo co´a mulhé
                       E7
E pensem lá o que quisé
                   A             E7
Mas direito é que eu não acho/É que por cima
                    A                       E7
Pouca roupa ela usava/Além disso não gostava
                      A
De usar roupa por baixo
           E7  ref              A
Antigamente/Quando a gente se beijava
                        E7                    A
Num instante se separava/Pois o beijo não ilude

           E7                     A
Mas hoje um moço/Quando beija a namorada
                   E7                    A
Fica de boca grudada/Parece que leva grude
                  ref
       E7                A
De uma moça /Uma perna beliscando
                       E7                       A
Eu fiquei foi suspirando/Disso nunca a gente acha
         E7                    A
Mas de momento/Essa moça com bondade
                E7                           A
Foi dizendo: " É a vontade,/Minha perna é de borracha."
           ref
            E7                     A                   E7
Fui convidadO pr´a uma festa de rigô/Onde a gente de valô
            A            E7                    A
Ia toda encasacada/A minha sogra pra bancá a saliente
                E7               A
Levou roupa só na frente/Mas atrás não tinha nada
          ref

Letra:

Oi, Cuma é o nome dele?
É Mané Fuloriano

Antigamente
Quando a gente se beijava
Num instante separava
Pois o beijo não me ilude
Mas hoje o moço
Quando beija a namorada
Fica de boca grudada
Parece que leva grude
Cuma é o nome dele?
É Mané Fuloriano

E uma moça
Uma perna beliscando?
Fiquei foi suspirando
Disso nunca a gente acha
Mas de momento
Essa moça com bondade
Foi dizendo
E à vontade; minha perna é de borracha
Cuma é o nome dele?
É Mané Fuloriano

Vi um sujeito discutindo com a mulé
Pensem lá o que quiser
Mas direito é que eu não acho
E que por cima
Pouca roupa ela usava
Além disso não gostava de usar roupa por baixo
Cuma é o nome dele?
É Mané Fuloriano.

Pra onde vai valente

Pra Onde Vai Valente (embolada, 1934) - Manezinho Araújo - Intérprete: Manezinho Araújo

Disco 78 rpm / Título da música: Pra Onde Vai Valente / Manezinho Araújo (Compositor) / Manezinho Araújo (Intérprete) / Gravadora: Odeon / Ano: 1938 / Nº Álbum: 11.615-a / Lado B / Gênero musical: Embolada.


Tom: A
A                   E7                        A
Pra onde vai, valente?/Vou pra linha de frente
                  REF...
            E7                        A
Tava na feira/C'a pistola e um cravinote
                      E7                   A
0 muleque deu um pinote/Me chamou mode brigá
                E7                           A
Pego no meu punhá /Enfio a faca, o sangue pula
                    E7                  F#m
Moleque você não bula /Com Mané do Arraiá
               E7                  A
Veio um sordado/C'um boné arrevirado
                     E7                     F#m
Com dois oio abuticado /Que só cachorro do má

             E7 A
Botou-me a mão /Home disse, você tá preso
                          E7                      A
E eu fiquei c'um braço teso /Na cara lhe quis passá.
        E7                          A
Pra vadiá /Eu sou caboco bom na briga
                       E7                      A
Mas só gosto da intriga /Quando encontro especiá.
          E7                      A
Dedo do Cão /Moleque bom no gatilho
                       E7                   A
Se coçou, eu vi o brilho /Atirou pra me pegá
            E7                          A
Ele me atira,/Eu me baixo e a bala passa
                   E7                      A
E fico achando graça /Do baque que a bala dá
                REF...
         E7                       A
Saracoteia / bate o bumbo e o gansa
                     E7                   F#m
repique sino da aldeia / meio-dia vai reza
              E7                    F#m                      E7
Muié se ajoelha/pede a Nossa Senhora/que home não vá se embora
                   F#m          E7                      F#m
Se não vai dificulta/cuida da vida /ta ficando muito cara
                      E7                       F#m
Home agora é coisa rara / não se pode assim achar
        E7                     A                         E7
Só bumbum / a mulher e a cachaça/ num instante agente acha
                 A
não carece procurar
                    REF...
            E7                     A
Olha o danado / miseráve  Zé de Lima
                      E7                      A
Todos choram numa prima / pra mode me conquista
       E7                                     A
Segunda, terça, quarta, quinta, sexta e sábado.
                   E7                    A
Tu aqui bala cansado / na pancada do ganzá
           E7                    A
Aí o danado / miserável Zé de Lima
                        E7                      A
Todos choram em uma prima / pra mode me conquistar


           E7                A
Lá vem o pão/ topicuru zamirim
            E7                    A
Boca de siri/e boca de jataí-aripuá
              E7                           A
Inda essa noite / meu cachorro acoa um bicho
                      E7                   A
Mas eu levo de capricho / minha pistola mata
                      E7                       A
Marcelinho quando canta/ o mundo abala, mas não cai
                   E7                      A
Mulé qué acha marido /filho desconhece o pai
                        E7                      A
o menino que tá chorando / se cala não chora mais
                      E7                         A
Manezinho quando canta / se houve com trinta légua
                    E7                      A
Ando feito cabra cega/mode houvir o seu cantar
           E7                     A
Deu a macaca / que tava comendo mio
                      E7                  A
Trousse a mamãe um fio/Me chamou de especiá
             E7                     A
eu pra cantá / Commigo não quero sopa
                         E7                        A
Pra cantá  não mudo a roupa/ na embolada sou bonzinho
           E7                          A
Pra cantador /que canta samba não embola
                    E7                    A
nunca pegue na viola/Na frente de Manezinho
                  REF...
             E7                              A
Segunda, terça / quarta, quinta, sexta e sábado
                   E7                     A
Tu aqui bala cansado / na pancada do ganzá
                  E7                       A
Eu tenho uma prima / que é danada na corneta
                      E7                   A
mas que lá na clarineta / é danada pra tocar
                E7                        A
São João Batista/ por ser bom telegrafista
                  E7                   A
inventou fogo pista / e solta fogo no ar
           E7               A
menino corra/ acenda um beijo
                           E7                       A
vou pra frente, vou pra traz / mode a cobra num pegar
         E7                      A
a cobra vem / unha tá de fura vento
                          E7                    A
ai meu Deus peguei o vento/ mode o cachorro pular
                 REF...
Letra:

Pra onde vai, valente?
Vou pra linha de frente,

Tava na feira
C'a pistola e um cravinote
0 muleque deu um pinote
Me chamou mode brigá.

Pego no meu punhá
Enfio a faca, o sangue pula
Moleque você não bula
Com Mané do Arraiá.

Veio um sordado
C'um boné arrevirado
Com dois oio abuticado
Que só cachorro do má.

Botou-me a mão
Home, me disse, você tá preso
E eu fiquei c'um braço teso
Na cara lhe quis passá.

Pra vadiá
Eu sou caboco bom na briga
Mas só gosto da intriga
Quando encontro especiá.

Dedo do Cão
Moleque bom no gatilho
Se coçou, eu vi o brilho
Atirou pra me pegá.

Ele me atira
Eu me abaixo e a bala passa
E fico achando graça
Do baque que a bala dá.

Pra onde vai, valente?
Vou pra linha de frente.

Manezinho Araújo

Manuel Pereira de Araújo
Cantor e compositor, Manuel Pereira de Araújo, o Manezinho Araújo, nasceu no município do Cabo/PE, a 27-09-1910. Tornou-se embolador no Recife, bairro de Casa Amarela, ouvindo Severino de Figueiredo Carneiro (conhecido como Mestre Minona) que foi o primeiro brasileiro a gravar uma embolada.

Durante a Revolução de 1930, era sargento e viajou, com um contingente do Exército, para combater os revoltosos no Rio de Janeiro. Pouco antes do navio chegar ao Rio, a revolução foi controlada e os militares tiveram que retornar ao Recife.

No mesmo navio, viajavam vários artistas famosos (entre os quais Almirante e Carmen Miranda) que resolveram fazer um show a bordo, para matar o tempo. Alguém, então, lembrou de um sargento "que fazia emboladas como ninguém"; Manezinho interpretou algumas de suas canções e, sob os aplausos de todos, recebeu o seguinte conselho de Carmem Miranda: "Volte ao Rio de Janeiro, cante assim vestido de soldado, que você vai fazer o maior sucesso".

Em 1933, com dois mil réis no bolso, Manezinho deixou o Recife seguiu para o Rio, onde logo participou de programas na Rádio Mayrink Veiga e, depois, gravaria o seu primeiro disco, com duas emboladas de sua autoria: "Minha Prantaforma" e "Se eu Fosse Interventô". Já fazendo sucesso no rádio e em shows, gravou o segundo disco em 1933, um 78 rotações, com duas emboladas: "Cuidado com o Coco" e "Festa no Arraiá".

De 1933 a meados da década de 1950, chegou a gravar 46 discos, com 92 músicas, quase todas de sua autoria. Apesar do sucesso, ganhou pouco dinheiro com a música e decidiu abandonar a carreira.

Em julho de 1956, realizou um show de despedida, no Tijuca Tênis Clube que ficou lotado por 15 mil pessoas. Com o dinheiro arrecadado no último show, realizou um desejo antigo: montou, no Rio de Janeiro, um restaurante especializado em comida baiana.

Além da música, atuou, também, no cinema, participando de filmes como "Maria Bonita" (1936) e "Laranja da China" (1940). Foi, ainda, pintor e o primeiro artista a gravar um jingle no Brasil, para o sabonete Lifeboy.

Morreu em São Paulo, a 23-05-1993. Principais obras: "Pra onde tu vai, valente?; "Cuma é o nome dele?"; "Caminhão do Coroné", etc. Era considerado o "rei da embolada".

Algumas músicas







Fonte: Pernambuco de A/Z