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sábado, setembro 01, 2018

Sidney Miller -Biografia


Sidney Miller (Sidney Álvaro Miller Filho), compositor, nasceu e faleceu no Rio de Janeiro- RJ ( 18 de Abril de 1945 - 16 de Julho de 1980). Natural de Santa Teresa despontou como compositor no cenário musical brasileiro durante a década de 1960, participando com algum destaque em festivais da Música Popular Brasileira.


Cursou Sociologia e Economia, porém sem concluir nenhum dos cursos. No início da carreira chegou a ser comparado com o também estreante Chico Buarque, uma vez que tinham em comum, além da timidez, a temática urbana e um especial cuidado na construção das letras.

Além disso, a cantora Nara Leão, famosa por revelar novos compositores, teve grande importância na estréia dos dois - inclusive gravando, em 1967, o disco Vento de Maio, no qual dividiam quase todo o repertório: Chico Buarque assinou quatro canções, enquanto Sidney Miller era o autor de outras cinco.

O primeiro registro importante como compositor foi em 1965 no I Festival de Música Popular Brasileira da TV Excelsior (SP), obtendo o 4º lugar com a música Queixa, composta em parceria com Paulo Thiago e Zé Keti, interpretada por Ciro Monteiro.

Em 1967 pelo famoso selo Elenco de Aloysio de Oliveira lançou o primeiro disco, na qual se destaca por retrabalhar temas populares e cantigas de roda como Circo, Passa passa gavião, Marré-de-cy e Menina da agulha.

Sidney Miller compôs juntamente com Théo de Barros, Caetano Veloso e Gilberto Gil a trilha sonora para a peça Arena conta Tiradentes, dos dramaturgos Augusto Boal e Gianfrancesco Guarnieri. Nesse mesmo ano, ao lado de Nara Leão interpretou a música A Estrada e o violeiro no III Festival de Música Popular Brasileira da TV Record (SP), conquistando o prêmio de melhor letra.

Em 1968, também pelo selo Elenco lançou o Lp Brasil, do Guarani ao Guaraná, que contou com as participações especiais de diversos artistas como Paulinho da Viola, Gal Costa, Nara Leão, MPB-4, Gracinha Leporace, Jards Macalé, entre outros. O maior destaque do disco ficou por conta toada Pois é, pra quê.

A partir de então Sidney Miller intensificou a carreira na área de produção. Juntamente com Paulo Afonso Grisolli organizou no Teatro Casa Grande (RJ) o espetáculo Yes, nós temos Braguinha, com o compositor João de Barro. Também com Grisolli, relançou a cantora Marlene, no show Carnavália, que fez bastante sucesso.

Em 1969 produziu e criou os arranjos do Lp de Nara Leão Coisas do Mundo. Ainda em 69, ao lado de Paulo Afonso Grisolli, Tite de Lemos, Luís Carlos Maciel, Sueli Costa, Marcos Flaksmann e Marlene organizou o espetáculo Alice no País do Divino Maravilhoso, além de compor a trilha sonora do filme Os Senhores da Terra, do cineasta Paulo Thiago. Também para cinema, Sidney Miller foi o autor da trilha dos filmes Vida de Artista (1971) e Ovelha Negra (1974), ambos dirigidos por Haroldo Marinho Barbosa.

Sidney Miller foi autor da trilha sonora das peças Por mares nunca dantes navegados (1972), de Orlando Miranda, na qual musicou alguns sonetos de Camões, e do espetáculo a A torre em concurso (1974), de Joaquim Manuel de Macedo.

Em 1974 lançou pela Som Livre o último disco de carreira o Lp Línguas de Fogo. Nos últimos anos de vida Sidney Miller estava afastado do circuito comercial. Tinha planos de voltar a gravar, agora de forma independente, um Lp que se chamaria Longo Circuito. Trabalhava na Funarte, quando morreu prematuramente aos 35 anos. A sala em que trabalhava passou a se chamar Sala Funarte Sidney Miller e foi transformada num teatro.

Algumas cifras e letras: A estrada e o violeiro, Alô fevereiro, Circo, É isso aí, Ora, acho que vou me embora, Pede passagem.


Fonte: Wikipédia

sexta-feira, fevereiro 16, 2018

Ora acho que vou-me embora - Dóris Monteiro


Ora Acho Que Vou-me Embora (samba, 1972) - Sidney Miller - Interpretação: Dóris Monteiro

LP Dóris Monteiro - Doris / Título da música: Ora Acho Que Vou-me Embora / Sidney Miller (Compositor) / Dóris Monteiro (Intérprete) / Gravadora: Odeon / Ano: 1972 / Nº Álbum: SMOFB 3744 / Lado A / Faixa 1 / Gênero musical: Samba.



Fiz um samba de primeira
Pra lhe dar em serenata
Ensaiei a tarde inteira
Pra cantar da forma exata
Nem ouviu, não disse nada
Me deixou ficar de fora
Inda pede agora pra voltar
Ora, acho que vou me embora

Convidei para o cinema
Ela disse: vou agora
Precisei de uma cadeira
Pra aturar sua demora
Até hoje estou esperando
Brincadeira assim tem hora
Inda pede agora pra voltar
Ora, acho que vou me embora

Vaidade não sossega
Quando a sorte anda por perto
Mas o tempo se encarrega
De mostrar quem esteve certo
Fez de mim o que queria
E hoje vem como quem chora
Me pedindo pra lhe perdoar

Ora, acho que vou me embora
Ora, acho que vou me embora
Ora, acho que vou me embora
Ora, acho que vou me embora...

É isso aí - Dóris Monteiro


É Isso Aí (samba, 1971) - Sidney Miller - Intérprete: Dóris Monteiro

LP Dóris Monteiro ‎– Doris / Título da música: É Isso Aí / Sidney Miller (Compositor) / Dóris Monteiro (Intérprete) / Gravadora: Odeon / Ano: 1971 / Nº Álbum: MOFB 3698 / Lado A / Faixa 1 / Gênero musical: Samba.


Tom: A

Intro :  4/4 [ : A  /  A  :]

A
Preparei uma roda de samba só pra ele
                G7                     A
Mas se ele não sambar isso é problema dele
A
Entreguei um palpite seguro só pra ele
                 G7                   A
Mas se ele não jogar isso é problema dele

                 D   G                  A   E7
Isso é problema dele   Isso é problema dele
                 D   G                     A
Isso é problema dele   Esse problema é só dele

      D                 G                     A
Tô cansada de andar por ai curtindo o que não é
      D                    G           A  G#m F#m E7
Preocupada em pintar uma jogada que da pé
        D                       G                   A
Só que tem que eu to numa tão certa que ninguém me diz
         D               G                 C7    E7
Quem eu sou o que devo fazer o que eu não fiz

   A    
Separei um pedaço de bolo só pra ele
                G7                     A
Mas se ele não provar isso é problema dele
     A                                                
Inventei na semana um domingo só pra ele
                 G7                   A
Se ele for trabalhar isso é problema dele

     A 
Comprei roupa sandália e sapato só pra ele
                G7                    A
Mas se ele não usar isso é problema dele
      A    
Aluguei uma roda gigante só pra ele
                G7                    A
Mas se ele não rodar isso é problema dele

refrão

terça-feira, janeiro 06, 2009

Pede passagem

Sidney Miller
Pede passagem (samba, 1966) - Sidney Miller - Intérprete: Nara Leão

LP Nara Pede Passagem / Título da música: Pede passagem / Sidney Miller (Compositor) / Nara Leão (Intérprete) / Gravadora: Philips / Ano: 1966 Álbum: P-632.787-L / Lado A / Faixa 1 / Gênero musical: Samba.


Chegou a hora da escola de samba sair
Deixar morrendo no asfalto uma dor que não quis
Quem não soube o que é ter alegria na vida
Tem toda avenida pra ser muito feliz

Vai, arrasta a felicidade pela rua
Esquece a quarta-feira e continua
Vivendo, chegando
Traz unido o povo, cantando com vontade
Levante em teu estandarte uma verdade
Seu coração

Vai, balança a bandeira colorida
Pede passagem pra viver a vida

sexta-feira, fevereiro 01, 2008

Sidney Miller


Sidney Miller (Sidney Álvaro Miller Filho), compositor, nasceu e faleceu no Rio de Janeiro- RJ ( 18 de Abril de 1945 - 16 de Julho de 1980). Natural de Santa Teresa despontou como compositor no cenário musical brasileiro durante a década de 1960, participando com algum destaque em festivais da Música Popular Brasileira.


Cursou Sociologia e Economia, porém sem concluir nenhum dos cursos. No início da carreira chegou a ser comparado com o também estreante Chico Buarque, uma vez que tinham em comum, além da timidez, a temática urbana e um especial cuidado na construção das letras.

Além disso, a cantora Nara Leão, famosa por revelar novos compositores, teve grande importância na estréia dos dois - inclusive gravando, em 1967, o disco Vento de Maio, no qual dividiam quase todo o repertório: Chico Buarque assinou quatro canções, enquanto Sidney Miller era o autor de outras cinco.

O primeiro registro importante como compositor foi em 1965 no I Festival de Música Popular Brasileira da TV Excelsior (SP), obtendo o 4º lugar com a música Queixa, composta em parceria com Paulo Thiago e Zé Keti, interpretada por Ciro Monteiro.

Em 1967 pelo famoso selo Elenco de Aloysio de Oliveira lançou o primeiro disco, na qual se destaca por retrabalhar temas populares e cantigas de roda como Circo, Passa passa gavião, Marré-de-cy e Menina da agulha.

Sidney Miller compôs juntamente com Théo de Barros, Caetano Veloso e Gilberto Gil a trilha sonora para a peça Arena conta Tiradentes, dos dramaturgos Augusto Boal e Gianfrancesco Guarnieri. Nesse mesmo ano, ao lado de Nara Leão interpretou a música A Estrada e o violeiro no III Festival de Música Popular Brasileira da TV Record (SP), conquistando o prêmio de melhor letra.

Em 1968, também pelo selo Elenco lançou o Lp Brasil, do Guarani ao Guaraná, que contou com as participações especiais de diversos artistas como Paulinho da Viola, Gal Costa, Nara Leão, MPB-4, Gracinha Leporace, Jards Macalé, entre outros. O maior destaque do disco ficou por conta toada Pois é, pra quê.

A partir de então Sidney Miller intensificou a carreira na área de produção. Juntamente com Paulo Afonso Grisolli organizou no Teatro Casa Grande (RJ) o espetáculo Yes, nós temos Braguinha, com o compositor João de Barro. Também com Grisolli, relançou a cantora Marlene, no show Carnavália, que fez bastante sucesso.

Em 1969 produziu e criou os arranjos do Lp de Nara Leão Coisas do Mundo. Ainda em 69, ao lado de Paulo Afonso Grisolli, Tite de Lemos, Luís Carlos Maciel, Sueli Costa, Marcos Flaksmann e Marlene organizou o espetáculo Alice no País do Divino Maravilhoso, além de compor a trilha sonora do filme Os Senhores da Terra, do cineasta Paulo Thiago. Também para cinema, Sidney Miller foi o autor da trilha dos filmes Vida de Artista (1971) e Ovelha Negra (1974), ambos dirigidos por Haroldo Marinho Barbosa.

Sidney Miller foi autor da trilha sonora das peças Por mares nunca dantes navegados (1972), de Orlando Miranda, na qual musicou alguns sonetos de Camões, e do espetáculo a A torre em concurso (1974), de Joaquim Manuel de Macedo.

Em 1974 lançou pela Som Livre o último disco de carreira o Lp Línguas de Fogo. Nos últimos anos de vida Sidney Miller estava afastado do circuito comercial. Tinha planos de voltar a gravar, agora de forma independente, um Lp que se chamaria Longo Circuito. Trabalhava na Funarte, quando morreu prematuramente aos 35 anos. A sala em que trabalhava passou a se chamar Sala Funarte Sidney Miller e foi transformada num teatro.

Algumas cifras e letras: A estrada e o violeiro, Alô fevereiro, Circo, É isso aí, Ora, acho que vou me embora, Pede passagem.


Fonte: Wikipédia

quarta-feira, janeiro 16, 2008

A estrada e o violeiro

Sidney Miller
A estrada e o violeiro - Sidney Miller

Tom: A

A                 E      A                      G       A
Sou violeiro caminhando só, por uma estrada caminhando só
G      A                    C Bm A
Sou uma estrada procurando só levar o povo pra cidade só
B           E        A
Parece um cordão sem ponta, pelo chão desenrolado
B         E             A
Rasgando tudo que encontra, a terra de lado a lado
F#m               C#m           F#m           C#m
Estrada de Sul a Norte, eu que passo, penso e peço
F#m               A        A7                D
Notícias de toda sorte, de dias que eu não alcanço
B                E                               A
De noites que eu desconheço, de amor, de vida e de morte
B       E               A
Eu que já corri o mundo cavalgando a terra nua
B             E              A
Tenho o peito mais profundo e a visão maior que a sua
F#m          C#m        F#m           C#m
Muitas coisas tenho visto nos lugares onde eu passo
F#m           A             A7           D
Mas cantando agora insisto neste aviso que ora faço
B              E                           A   G A
Não existe um só compasso pra contar o que eu assisto
E   A                     G     A
Trago comigo uma viola só, para dizer uma palavra só
G     A                      C Bm   A
Para cantar o meu caminho só, porque sozinho vou à pé e pó
B                 E           A
Guarde sempre na lembrança que esta estrada não é sua
B            E       A
Sua vista pouco alcança, mas a terra continua
F#m      C#m               F#m       C#m
Segue em frente, violeiro, que eu lhe dou a garantia
F#m            A         A7          D
De que alguém passou primeiro na procura da alegria
B                E                            A
Pois quem anda noite e dia sempre encontra um companheiro
B              E           A
Minha estrada, meu caminho, me responda de repente
B              E              A
Se eu aqui não vou sozinho, quem vai lá na minha frente?
F#m         C#m          F#m           C#m
Tanta gente, tão ligeira, que eu até perdi a conta
F#m       A            A7                  D
Mas lhe afirmo, violeiro, fora a dor que a dor não conta
B              E                             A
Fora a morte quando encontra, vai na frente um povo inteiro
E    A                      G    A
Sou uma estrada procurando só levar o povo pra cidade só
G    A
Se meu destino é ter um rumo só,
C   Bm  A
choro em meu pranto é pau, é pedra, é pó
B           E            A
Se esse rumo assim foi feito, sem aprumo e sem destino
B       E          A
Saio fora desse leito, desafio e desafino
F#m         C#m           F#m          C#m
Mudo a sorte do meu canto, mudo o Norte dessa estrada
F#m          A             A7            D
Em meu povo não há santo, não há força, não há forte
B             E                       A
Não há morte, não há nada que me faça sofrer tanto
B         E               A
Vai, violeiro, me leva pra outro lugar
B       E          A
Eu também quero um dia poder levar
F#m         C#m F#m C#m
Toda gente que virá
F#m   A   A7      D
Caminhando, procurando
B      E          A
Na certeza de encontrar

Circo

Sidney Miller
Sidney Miller

Tom: Dm

Intro: A D
     Dm          C7           C
Vai, vai, vai começar a brincadeira
       A7                      D
Tem charanga tocando a noite inteira
              B7               Em
Vem, vem, vem ver o circo de verdade
           Dm    G7             C
Tem, tem, tem picadeiro de qualidade
                      C                        G7
Corre, corre, minha gente que é preciso ser esperto
                                                    C
Quem quiser que vá na frente, vê melhor quem vê de perto
                 A7                      Dm
Mas no meio da folia, noite alta, céu aberto
                      E7                          Am
Sopra o vento que protesta, cai no teto, rompe a lona
                    Dm           G7          C
Pra que a lua de carona também possa ver a festa
...
                     C                        G7
Bem me lembro o trapezista que mortal era seu salto
                                      C
Balançando lá no alto parecia de brinquedo
                 A7                      Dm
Mas fazia tanto medo que o Zezinho do Trombone
             E7                          Am
De renome consagrado esquecia o próprio nome
                Dm          G7          C
E abraçava o microfone pra tocar o seu dobrado
...
                   C                        G7
Faço versos pro palhaço que na vida já foi tudo
                                           C
Foi soldado, carpinteiro, seresteiro e vagabundo
                 A7                     Dm
Sem juízo e sem juízo fez feliz a todo mundo
                   E7                     Am
Mas no fundo não sabia que em seu rosto coloria
                  Dm             G7         C
Todo encanto do sorriso que seu povo não sorria
...
                 C                        G7
De chicote e cara feia domador fica mais forte
                                           C
Meia volta, volta e meia, meia vida, meia morte
                 A7                       Dm
Terminando seu batente de repente a fera some
                   E7                     Am
Domador que era valente noutras feras se consome
               Dm          G7         C
Seu amor indiferente, sua vida e sua fome
...
                  C                        G7
Fala o fole da sanfona, fala a flauta pequenina
                                             C
Que o melhor vai vir agora que desponta a bailarina
                       A7                         Dm
Que o seu corpo é de senhora, que seu rosto é de menina
                     E7                     Am
Quem chorava já não chora, quem cantava desafina
                    Dm               G7         C
Porque a dança só termina quando a noite for embora
          Dm      G7           C
Vai, vai, vai terminar a brincadeira
          A7                    D
Que a charanga tocou a noite inteira
          B7   
Morre o circo, renasce na lembrança
  Dm      G7                    C   Dm G7 C
Foi-se embora e eu ainda era criança