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quinta-feira, janeiro 04, 2018

Sylvia Telles - Biografia

Sylvia Telles, cantora, nasceu no Rio de Janeiro RJ, em 27/8/1934 e faleceu em Maricá RJ , em 17/12/1966. Irmã do letrista e cantor Mário Telles, iniciou carreira em 1955 na revista Gente bem e champanhota, encenada no Teatro Follies, em Copacabana, no Rio de Janeiro, cantando o samba Amendoim torradinho (Augusto Garcez e Ciro de Sousa), gravada no mesmo ano.


Seu primeiro LP Carícia, de 10 polegadas, foi lançado pela Odeon em 1957 com Chove lá fora (Tito Madi), Se todos fossem iguais a você (Tom Jobim e Vinícius de Moraes) e Canção da volta (Ismael Neto e Antônio Maria).

Com a efervescência da Bossa Nova, alcançou seu momento de maior sucesso.

Em julho de 1959 gravou, ainda na Odeon, o LP Sylvia, que incluía Estrada do sol (Tom Jobim e Dolores Duran) e Mágoa (Tito Madi). Em outubro do mesmo ano gravou o LP Amor de gente moça, com A felicidade, Sem você, O que tinha de ser (todas de Tom Jobim e Vinícius de Morais) e Só em teus braços (Tom Jobim). Consagrada definitivamente a partir desse disco (que usava orquestra ao invés dos pequenos conjuntos característicos da bossa nova), Sylvia tornou-se a primeira cantora profissional do grupo, ainda amador, de bossa nova.


Sylvia Telles com Tom Jobim e Marcos Valle.

Em 1961 viajou para os EUA, onde gravou o LP Sylvia Telles USA com Canção que morre no ar (Carlos Lira e Ronaldo Bôscoli e Manhã de Carnaval (Luiz Bonfá e Antônio Maria), entre outras. A produção e direção do disco ficou a cargo de Aloysio de Oliveira, com quem casou em 1963.

No decorrer de sua carreira, gravou músicas dos principais compositores ligados à Bossa Nova, entre as quais Corcovado (Tom Jobim), Se é tarde, me perdoa (Ronaldo Bôscoli e Carlos Lyra), ambas no LP Sylvia Telles-Amor em hi-fi, Philips, Amor e paz e Insensatez (ambas de Tom Jobim e Vinícius de Morais), no LP Bossa, balanço & balada, Elenco; Você ( Roberto Menescal e Ronaldo Bôscoli), Balanço Zona Sul (Tito Madi) e Eu preciso aprender a ser só (Marcos Vale e Paulo Sérgio Vale), no LP The Face I love, da Kapp, não editado no Brasil; e Eu preciso de você (Tom Jobim e Aluísio de Oliveira), no LP The music of Mr. Jobim, Elenco.

Em 1966 excursionou à República Federal da Alemanha com Edu Lobo e grupo. De volta ao Brasil, preparava-se para viajar para os EUA quando, na Rodovia Amaral Peixoto, sofreu desastre automobilístico.

Algumas músicas


Veja também:

sábado, junho 15, 2013

Airton Barbosa

Airton Barbosa (Airton Lima Barbosa), instrumentista, compositor e professor, nasceu em Bom Jardim, PE, em 20/09/1942, e faleceu na cidade do Rio de Janeiro, RJ, em 31/05/1980. Iniciou seus estudos musicais aos 14 anos de idade, em sua cidade natal, onde, pouco tempo depois, começou a tocar saxofone na banda local.

Selecionado para o projeto "Jovens Talentos", iniciativa do Ministério da Educação e Cultura, mudou-se para o Rio de Janeiro em 1960, onde passou a estudar fagote com o francês Noel Devos, integrante da Orquestra Sinfônica Brasileira.

Em 1962, fundou Quinteto Villa-Lobos, com o qual atuou até o final da vida e lançou os seguintes LPs: Quinteto Villa-Lobos (1966), Reencontro (1966), este gravado ao vivo no Teatro Santa Rosa (RJ) ao lado de Sylvia Telles, Edu Lobo e Tamba Trio, Vanguarda (1972), ao lado de Luís Eça, Quinteto Villa-Lobos interpreta (1977) e Mário Tavares, Radamés Gnattali e Ernest Widmer (1979).

Ainda nos anos 1960, foi aprovado em concurso para integrar o naipe de fagotes das orquestras do Teatro Municipal do Rio de Janeiro e da Sinfônica Nacional da Rádio MEC.

Na década de 1970, começou a se dedicar também à composição de trilhas sonoras para cinema, com destaque para os seguintes filmes: Ajuricaba, o rebelde da Amazônia (1975), de Osvaldo Caldeira; Morte e Vida Severina (1977), de Zelito Viana - sobre poema de João Cabral de Melo Neto musicado por Chico Buarque de Hollanda -, para o qual compôs a música incidental, lançada em disco pela gravadora Marcus Pereira; e O Grande Palhaço (1979), também lançada em disco.

Ainda em 1977, fundou, em parceria com Mario de Aratanha, a gravadora Kuarup. Foi também o fundador da Cooperativa dos Músicos do Estado do Rio de Janeiro.

Seu último trabalho foi a produção do LP Saudades de um clarinete, homenagem a K-Ximbinho. O disco contou com a  participação do Quinteto Villa-Lobos e de outros instrumentistas brasileiros e só veio a ser lançado em 1981, após seu falecimento.

Ao longo de sua carreira, participou de gravações com vários outros artistas, como Edu Lobo, João Donato, Milton Nascimento, Paulinho da Viola, Flora Purim, Francisco Mário e Luiz Eça, entre outros.

Obra


As ciganas (c/ João Cabral de Melo Neto), Báscula, Chegada ao Recife (c/ João Cabral de Melo Neto), De sua formosura (c/ João Cabral de Melo Neto), Despedida do agreste (c/ João Cabral de Melo Neto), Encontro com o Canavial (c/ João Cabral de Melo Neto), Fala do Mestre Carpina (c/ João Cabral de Melo Neto), Homens de pedra (c/ João Cabral de Melo Neto), Marcha final, Mulher na corda, Mulher na janela (c/ Chico Buarque e João Cabral de Melo Neto), Notícias do alto sertão (c/ João Cabral de Melo Neto), O mágico, O outro Recife (c/ João Cabral de Melo Neto), O rio (c/ João Cabral de Melo Neto), Severino (c/ João Cabral de Melo Neto), Todo o Céu e a Terra (c/ João Cabral de Melo Neto), Toureiros, Trapézio da morte.

Discografia


1966 Quinteto Villa-Lobos (Quinteto Villa-Lobos) • Forma • LP; 1966 Reencontro (Silvinha Telles, Edu Lobo, Tamba Trio e Quinteto Villa-Lobos) • Elenco; 1966 Morte e Vida Severina - Trilha sonora do filme (autoral) • Marcus Pereira • LP; 1972 Vanguarda (Quinteto Villa-Lobos e Luizinho Eça) • Odeon; 1977 Quinteto Villa-Lobos interpreta (Quinteto Villa-Lobos) • Marcus Pereira; 1979 Mário Tavares, Radamés Gnattali e Ernest Widmer (Quinteto Villa-Lobos) • Funarte • LP; 1979 O grande palhaço - Trilha sonora do filme (autoral) • Coomusa.

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Fonte: Enciclopédia do Nordeste; Bibliografia Crítica: TAUBKIN, Miriam (org). Um Sopro de Brasil. Projeto Memória Brasileira, 2006.

segunda-feira, dezembro 26, 2011

Cláudia Telles

Cláudia Telles (Cláudia Telles de Mello Mattos), cantora e compositora, nasceu no Rio de Janeiro, RJ, em 26/08/1957. Filha do violonista Candinho e de uma das precursoras da bossa nova, a cantora Sylvia Telles, ainda menina, foi convidada pela mãe para subir ao palco do Teatro Santa Rosa (RJ) no último show da temporada do espetáculo "Reencontro", que reuniu Sylvia Telles, Edu Lobo, Tamba Trio e Quinteto Villa-Lobos, para cantar Arrastão (de Edu Lobo e Vinícius de Moraes).

Cláudia iniciou sua carreira fazendo coro para artistas famosos em suas gravações, entre eles The Fevers, Roberto Carlos, José Augusto, Gilberto Gil, Jerry Adriani, Jorge Ben, Belchior, SimoneRita Lee, Fafá de Belém, entre vários outros. Sua chance de "brilhar" veio, entretanto, quando uma amiga do Trio Esperança, Regina, precisou se afastar do grupo por causa da gravidez, Cláudia a substituiu em gravações e shows, ganhando experiência de público. Daí para frente ela se dedicaria completamente à arte musical.

Além das gravações em estúdio, foi crooner do conjunto de Chiquinho do Acordeon, um dos mais conceituados da época, durante um ano. Saiu quando Walter D'Ávila Filho, ao escutar uma música nova de seu parceiro e também produtor na época da CBS (hoje Sony Music) Mauro Motta, se lembrou dela e de sua voz - um pouco parecida com a da mãe, mas com um timbre metálico, diferente das vozes que havia no mercado e deu-lhe, a título de experiência a “tal” música para gravar. O sucesso foi estrondoso.

A música logo passou aos primeiros lugares das paradas. Todos queriam saber de quem era aquela voz suave e vieram os diversos convites para programas de televisão. O público jovem se identificou imediatamente com aquela menina de cabelos escorridos, tímida, que lhes derramava versos de amor. Fim de tarde foi um dos grandes sucessos daquele ano de 1976 e agora menina-mulher, amadurecida pelo tempo e pelas circunstâncias, conhecia a fama. Foram vendidas mais de 500 mil cópias do compacto simples, o que lhe valeu o primeiro disco de ouro da carreira, oportunidades para excursionar e também para gravar a música em inglês e espanhol.

Aos 19 anos, Cláudia se projetava nos mesmos caminhos antes trilhados com incomparável êxito pela mãe. Passou então a ser requisitada para shows, cantando do samba ao bolero. Mas sua paixão era a Bossa Nova, chegando a ser considerada a mais perfeita intérprete de Dindi, uma das muitas músicas que havia feito de sua mãe uma celebridade e unanimidade nacional, ultrapassando as fronteiras do Brasil.

No seu primeiro LP, em 1977, Cláudia regrava Dindi, de Tom Jobim e Aloysio de Oliveira, grande sucesso na voz de sua mãe, e faz mais dois grandes sucessos, Eu preciso te esquecer e Aprenda a amar.

Cláudia nunca escondeu de ninguém o prazer que sentiu ao gravar Dindi, um dos grandes sucessos de Sylvinha Telles: "Foi uma forma de homenageá-la". A homenagem foi além, veio em forma de batalha. A mesma batalha empreendida por Sylvinha para mostrar o que queria e do que era capaz, apenas com uma diferença: a dura comparação do seu trabalho com o da mãe, a eterna luta para provar que chegou onde quis sem nunca contar apenas com o fato de ser mais uma filha da mãe famosa.

Quatro anos após o sucesso de Fim de tarde, em entrevista à revista O Cruzeiro, contou do seu desejo de resgatar à memória os sucessos da Bossa Nova. Seria um tributo a sua mãe e ao maior movimento da história da música brasileira. Entrou em contato com sua gravadora e discutiram esta possibilidade. A idéia, entretanto, nunca saiu da gaveta, deixando seu sonho adormecido por algum tempo.

"O importante não é fazer coisas grandes, mas saber ser grande nas coisas que se pode fazer", foi graças a esta mentalidade que Cláudia conseguiu ultrapassar inúmeras barreiras, muitas vezes impostas pelo próprio mercado fonográfico.

Obra

Aprenda a amar (c/ Walter D’Ávila), É preciso tentar (c/ Casinho Terra), Foi bom te conhecer, Meu valor, Nossa farsa (c/ Alceu Maia), Pra sempre (c/ Lincoln Olivetti e Ronaldo), Sem ter você (c/ Lincoln Olivetti), Simplesmente amo, Só de você (c/Mauro Motta), Tente reviver, Tristezas de ontem (c/ Peninha).

Discografia - Álbuns

"Claudia Telles" (1977, CBS/Sony Music)
"Miragem" (1978, CBS/Sony Music)
"Eu quero ser igual a todo mundo" (1979, CBS/Sony Music)
"Solidão pra que" (1988, RGE)
"Claudia Telles interpreta Nelson Cavaquinho e Cartola" (1995, CID)
"Por causa de você" (1997, CID)
"Chega de Saudade - Tributo a Vinicius de Moraes" (2000, CID)
"Sambas e Bossas" (2002, CID)
"Tributo a Tom Jobim" (2004, CID)
"Quem sabe você" (2009, Lua Music)

Discografia - Compactos

"Fim de Tarde" (1976, CBS/Sony Music)
"Eu Preciso Te Esquecer" (1977, CBS/Sony Music)
"Aprenda a amar" (1977, CBS/Sony Music)
"Por eu não saber" (1978, CBS/Sony Music)
"Eu voltei" (1980, CBS/Sony Music)
"Tanto amor" (1982, Lança Discos)

Fonte: Wikipédia.

segunda-feira, novembro 03, 2008

Sucedeu assim



Sucedeu assim (samba-canção, 1957) - Tom Jobim e Marino Pinto - Interpretação: Sylvia Telles

Disco LP 10" 33 1/3 rpm / Título da música: Sucedeu assim / Jobim, Antônio Carlos (Compositor) / Pinto, Marino (Compositor) / Telles, Silvia (Intérprete) / Imprenta [S.l.]: Odeon, 1957 / Nº Álbum MOB-3076 / Gênero musical: Samba-canção.


Tom: C 
[Intro]  Dm7 A7(9-)
 
Dm7    A7(9-)           Dm7   G7(9)
Assim        Começou assim
                Dm7
Uma coisa sem graça
                G7(9)
Coisa boba que passa
                  Em     Dm7   A7
Que ninguém percebeu não
      Dm7   A7(9-)
Assim...
               Dm7   G7(9)
Depois ficou assim
                 Dm7
Quis fazer um carinho
               G7(9)
Receber um carinho
             E7   F7  E7
E você percebeu

F7M                  F#m11
Fez-se uma pausa no tempo
   C/G                 Am7
Cessou todo o meu pensamento
    D7
E como acontece uma flor
    E9-/G
Também acontece o amor
    Dm7 A7(9-)           Dm7   G7(9)
Assim,         sucedeu assim...

                Dm7
E foi tão de repente
                 G7(9)
Que a cabeça da gente
            E7   F7   E7
Vira só coração
F7M           F#m11
Não poderia supor
       C/G                 Am7
Que o amor nos pudesse prender
   Dm7                     E9-/G
Abriu-se em meu peito um vulcão
             E5/C
E nasceu a paixão 

sexta-feira, abril 14, 2006

Sylvia Telles

Sylvia Telles, cantora, nasceu no Rio de Janeiro RJ, em 27/8/1934 e faleceu em Maricá RJ , em 17/12/1966. Irmã do letrista e cantor Mário Telles, iniciou carreira em 1955 na revista Gente bem e champanhota, encenada no Teatro Follies, em Copacabana, no Rio de Janeiro, cantando o samba Amendoim torradinho (Augusto Garcez e Ciro de Sousa), gravada no mesmo ano.


Seu primeiro LP Carícia, de 10 polegadas, foi lançado pela Odeon em 1957 com Chove lá fora (Tito Madi), Se todos fossem iguais a você (Tom Jobim e Vinícius de Moraes) e Canção da volta (Ismael Neto e Antônio Maria).

Com a efervescência da Bossa Nova, alcançou seu momento de maior sucesso.

Em julho de 1959 gravou, ainda na Odeon, o LP Sylvia, que incluía Estrada do sol (Tom Jobim e Dolores Duran) e Mágoa (Tito Madi). Em outubro do mesmo ano gravou o LP Amor de gente moça, com A felicidade, Sem você, O que tinha de ser (todas de Tom Jobim e Vinícius de Morais) e Só em teus braços (Tom Jobim). Consagrada definitivamente a partir desse disco (que usava orquestra ao invés dos pequenos conjuntos característicos da bossa nova), Sylvia tornou-se a primeira cantora profissional do grupo, ainda amador, de bossa nova.


Sylvia Telles com Tom Jobim e Marcos Valle.

Em 1961 viajou para os EUA, onde gravou o LP Sylvia Telles USA com Canção que morre no ar (Carlos Lira e Ronaldo Bôscoli e Manhã de Carnaval (Luiz Bonfá e Antônio Maria), entre outras. A produção e direção do disco ficou a cargo de Aloysio de Oliveira, com quem casou em 1963.

No decorrer de sua carreira, gravou músicas dos principais compositores ligados à Bossa Nova, entre as quais Corcovado (Tom Jobim), Se é tarde, me perdoa (Ronaldo Bôscoli e Carlos Lyra), ambas no LP Sylvia Telles-Amor em hi-fi, Philips, Amor e paz e Insensatez (ambas de Tom Jobim e Vinícius de Morais), no LP Bossa, balanço & balada, Elenco; Você ( Roberto Menescal e Ronaldo Bôscoli), Balanço Zona Sul (Tito Madi) e Eu preciso aprender a ser só (Marcos Vale e Paulo Sérgio Vale), no LP The Face I love, da Kapp, não editado no Brasil; e Eu preciso de você (Tom Jobim e Aluísio de Oliveira), no LP The music of Mr. Jobim, Elenco.

Em 1966 excursionou à República Federal da Alemanha com Edu Lobo e grupo. De volta ao Brasil, preparava-se para viajar para os EUA quando, na Rodovia Amaral Peixoto, sofreu desastre automobilístico.

Algumas músicas


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