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quinta-feira, março 22, 2018

Índio quer apito - Walter Levita

Inspirado em uma anedota irreverente, meio escatológica, Haroldo Lobo escreveu a marcha “Índio Quer Apito”: “Ê ê ê ê / índio quer apito / se não der / pau vai comer...” Como a anedota era muito conhecida e se referia a um político famoso, “Índio Quer Apito” fez sucesso e acabou entrando para o rol das marchinhas que são repetidas em todos os bailes de carnaval.

Bom conhecedor do gosto popular, Haroldo tinha a capacidade de transformar em músicas de sucesso fatos do cotidiano brasileiro, reinando por quase trinta anos como compositor carnavalesco.

Índio quer apito (marcha/carnaval, 1961) - Haroldo Lobo e Milton de Oliveira - Intérprete: Walter Levita

Disco 78 rpm / Título da música: Índio quer apito / Lobo, Haroldo (Compositor) / Oliveira, Milton de (Compositor) / Levita, Walter (Intérprete) / Gravadora: Continental / Ano: 1960 / Álbum 17.845 / Lado B / Gênero musical: Marcha.


Dm      F              Gm 
Ê ê ê ê ê índio quer apito
      A7            Dm    A7  
Se não der pau vai comer
Dm      F              Gm 
Ê ê ê ê ê índio quer apito
      A7            Dm      
Se não der pau vai comer

                          F
Lá no bananal mulher de branco
         Gm      A7       Dm 
Levou pra índio colar esquisito
                           F
Índio viu presente mais bonito
             Gm    A7
Eu não quer colar
             Dm
Índio quer apito


A Canção no Tempo - Vol.2 - Jairo Severiano e Zuza Homem de Mello - Editora 34

sábado, dezembro 03, 2011

Walter Levita

Walter Levita, cantor e compositor, nasceu em 1920 na Bahia. Iniciou a carreira cantando músicas românticas, mas se especializaria depois no repertório carnavalesco, tendo participado de mais de 20 coletâneas do gênero, além de lançar outros 16 discos pelas gravadoras Copacabana, Continental e Odeon.

Os críticos o apontam como seus maiores sucessos Índio quer apito e A Maria tá, até hoje lembradas em antologias carnavalescas.

Estreou em discos em 1952 na gravadora Star lançando o baião Vamô misturá, de sua autoria e Mary Monteiro, cantado em dueto com Maria Celeste, e o samba Dilema, de Ataulfo Alves e Aldo Cabral.

No mesmo ano, teve o samba Uma mulher é pouco, com Ernâni Seve, gravado na RCA Victor por Francisco Carlos, e na Copacabana o samba-canção Disfarce, com Mary Monteiro, registrado pelo cantor Hélio Chaves.

Em 1953, foi contratado pela Odeon e gravou com acompanhamento de orquestra os xaxados Xaxado não é baião, de sua autoria e Rodrigues Filho, e Não me condenes, de Altamiro Carrilho e Armando Nunes. Em seguida, gravou também com acompanhamento de orquestra o fox Chora, de Kolman e Lourival Faissal, e o samba-canção Não devemos fingir, de José Batista e Jorge Faraj.

No ano seguinte, gravou o bolero Sinceridade, de G. Perez e Ghiaroni, e a toada Meu erro, meu castigo, de Orlando Trindade e José Batista. Gravou, com acompanhamento de orquestra e coro em 1955, a marcha Montanha russa, de Arlindo Marques Júnior e Roberto Roberti, e o samba-canção Falam tanto de mim, de Alcir Pires Vermelho e Ivon Curi.

Em seguida, gravou com acompanhamento de conjunto coral e orquestra de Severino Filho a toada Vento malvado, de Orlando Trindade e José Batista, e o samba-canção Drama conjugal, de Armando Nunes e Cícero Nunes.

Para o carnaval de 1956, lançou com acompanhamento de orquestra e coro o samba Eu sou a fonte, de Monsueto Menezes, Geraldo Queiróz e José Batista, que foi incluida também no LP Carnaval!... Carnaval!... da gravadora Odeon, e a marcha Cabeça prateada, de Aldacir Louro, Edgard Cavalcânti e Anísio Bichara.

Nesse ano, fez sucesso com o samba Favela, de Roberto Martins e Valdemar Silva. Gravou ainda, já visando o carnaval do ano seguinte, os sambas Até você chorou e Comissário Valdemar, ambos de Haroldo Lobo e Raul Sampaio.

Em 1960, gravou pela Continental com acompanhamento de orquestra carnavalesca as marchas Vaca de presépio e Índio quer apito, ambas de autoria da dupla Haroldo Lobo e Milton de Oliveira. Esta última foi um grande sucesso na época, e mesmo posteriormente, além de incluída no LP Carnaval de 1961, que a gravadora Continental lançou com diversos artistas.

Ainda em 1960, gravou pela Discobras a marcha A Maria tá, com a qual se tornou campeão do carnaval, e o samba Primeiro amor, ambas de Haroldo Lobo, Milton de Oliveira e Jair Noronha.

Em 1961,gravou na Continental a marcha Nega do Congo, de Haroldo Lobo e Milton de Oliveira, e o samba Incerteza, de Jorge Martins, José Garcia e Maragogipe. No mesmo ano, lançou pela gravadora Copacabana o bolero Até sempre, de Mário Clavel e Teixeira Filho, e o samba Vai, tristeza, de Haroldo Lobo e Milton de Oliveira.

No ano seguinte, suas interpretações para as marchas Garota que vai pra lua, de João de Barro e Jota Júnior, e Metade homem, metade mulher, de Haroldo Lobo e Milton de Oliveira, foram incluídas no LP Carnaval de 1963 produzido pela gravadora Continental com a participação de vários artistas.

Em 1963, gravou as marchas Espanhola, de Renato Mendonça e Jairo Simões, e Espeta o vudu, de Haroldo Lobo e Milton de Oliveira, e os sambas Tindô-le-lê, de sua autoria e Renato Mendonça, e Ora meu bem, de Henrique de Almeida e Carlos Marques.

Em 1964, participou de duas coletâneas destinadas ao carnaval: no LP Carnaval de ontem e de hoje do selo Audience com a marcha A Maria tá, de Haroldo Lobo e Milton de Oliveira, e do LP Carnaval RIO/65 da Continental para o qual gravou especialmente as marchas Stripe-tease, de Haroldo Lobo e Milton de Oliveira, e Vaca malhadinha, de sua autoria e Fernando Noronha.

Em 1966, participou dos dois volumes da série Carnaval RCA 1967 da RCA Camden, lançados para o carnaval do ano seguinte. Gravando para o volume 1 a marcha Quando vira a maré, de sua autoria, Aloísio Vinagre e João Laurindo, e para o volume dois a marcha Bananeira, de Rutinaldo e Milton de Oliveira.

Participou no ano de 1967, da coletânea Carnaval de verdade 1968 volumes 1 e 2 da gravadora Philips, que reuniu entre outros os nomes de Orlando Silva, Blecaute, Marlene, Dircinha Batista, e Zé Keti. Para o volume 1 gravou a marcha Deixa o coração cantar, de Luiz Bonfá e Maria Helena Toledo, e para o volume 2 registrou a marcha Felicidade, de Francis Hime e Vinícius de Moraes.

Em 1968, participou de nova coletânea, sempre gravada no segundo semestre do ano, visando o carnaval do ano seguinte. Assim, pela RCA Candem gravou a marcha Adão ficou tantã (Marcha da pílula anticoncepcional), de Antônio Almeida.

Em 1969, Walter Levita participou do LP Festival de carnaval da Polydor registrando as marchas A lua conquistada, de Milton de Oliveira e Roberto Jorge, que glosava com a chegada do homem à lua, e Bela napolitana, de Milton de Oliveira e Élton Menezes.

Em 1970, gravou as marchas Um dois três (O que é que faz com ele), de Moacir Paulo e Fernando Noronha, e Benvenuta garota enxuta, de Milton de Oliveira, para o LP Carnaval 1971 da Entré/CBS.

Em 1972, participou do LP Carnaval de vanguarda, da Premier/RGE, interpretando a marcha Boneca de Alode, de Milton de Oliveira.

No mesmo ano, voltou a gravar um disco solo interpretando canções românticas: o LP Uma seresta na fossa, do selo Itamaraty/CID, no qual cantou as músicas Inimigo ciúme, de Umberto Silva e O. Trindade, A serenata que ela não ouviu, de Jacobina e Taba, Fracasso, de Mário Lago, Chão de estrelas, de Silvio Caldas e Orestes Barbosa, entre outras.

Em 1976, num momento em que as músicas carnavalescas já se encontravam em pleno declínio voltou a participar de uma coletânea do gênero no LP Carnaval 76 da Musicolor/Continental, para o qual interpretou a marcha Brinca com o meu coração, de Cid Magalhães e Milton de Oliveira. Três anos depois, cantou as marchas Não é disco voador, de Dozinho e Cláudio Paraíba, e O burro sou eu, de Cláudio Paraíba, para o LP Gandaia carnaval de 1980, uma gravação independente.

Obra

Cobra que não anda (c/ Zé Trindade), Disfarce (c/ Mary Monteiro), Quando vira a maré (c/ Aloísio Vinagre e João Laurindo), Tindô-le-lê (c/ Renato Mendonça), Uma mulher é pouco (c/ Ernâni Seve), Vaca malhadinha (c/ Fernando Noronha), Vamô misturá (c/ Mary Monteiro), Xaxado não é baião (c/ Rodrigues Filho).

Fontes: Diário da Música; Dicionário Cravo Albin da MPB.

sábado, dezembro 18, 2010

Toureiro

Toureiro (marcha, 1950) - Milton de Oliveira e Haroldo Lobo - Intérpretes: Nelson Gonçalves e Trio de Ouro

Disco 78 rpm / Título da música: Toureiro / Milton de Oliveira (Compositor) / Haroldo Lobo (Compositor) / Nelson Gonçalves (Intérprete) / Trio de Ouro (Intérprete) / Orquestra (Acomp.) / Gravadora: RCA Victor / Nº do Álbum: 800727-A / Nº da Matriz: S-092779 / Data de Gravação: 09/10/1950 / Data de Lançamento: Dezembro/1950 / Gênero musical: Marcha / Carnaval.



Toureiro
Sou toureiro de Madrid
Sou toureiro, sou valente
E nunca na arena
Pra um touro eu perdi
Mas, se eu sou um bom toureador
É porque Manolita bonita
Me deu o seu amor!

Toureiro
Sou toureiro de Madrid
Sou toureiro, sou valente
E nunca na arena
Pra um touro eu perdi
Mas, se eu sou um bom toureador
É porque Manolita bonita
Me deu o seu amor!

Se eu vou a qualquer
Parte da Espanha
Manolita me acompanha
Pra ela eu sou o maior toureador
E ela é o meu grande amor

Se eu vou a qualquer
Parte da Espanha
Manolita me acompanha
Pra ela eu sou o maior toureador
E ela é o meu grande amor

Toureiro
Sou toureiro de Madrid
Sou toureiro, sou valente
E nunca na arena
Pra um touro eu perdi
Mas, se eu sou um bom toureador
É porque Manolita bonita
Me deu o seu amor!

sexta-feira, dezembro 03, 2010

Fingiu que não me viu

Nelson Gonçalves

Fingiu que não me viu (samba, 1941) - Milton de Oliveira e Haroldo Lobo - Intérprete: Nelson Gonçalves

Disco 78 rpm / Título da música: Fingiu que não me viu / Haroldo Lobo (Compositor) / Milton de Oliveira (Compositor) / Nelson Gonçalves (Intérprete) / Gravadora: RCA Victor, 1941 / Número do Álbum: 34839 / Matriz: S-052365 / Lado A / Gênero musical: Samba



Jamais eu imaginei
Que você fosse ingrata assim
Passou bem pertinho de mim
Que dor que meu coração sentiu
Pois você teve a coragem
De fingir que não me viu

Jamais eu imaginei
Que você fosse ingrata assim
Passou bem pertinho de mim
Que dor que meu coração sentiu
Pois você teve a coragem
De fingir que não me viu

Não sei nem posso explicar
Porque assim procedeu
Passou por perto de mim
Fingiu que não conheceu
Mas tenho plena certeza
Que nada eu fiz de mal
Sofrer assim por amor
É natural

Jamais eu imaginei
Que você fosse ingrata assim
Passou bem pertinho de mim
Que dor que meu coração sentiu
Pois você teve a coragem
De fingir que não me viu

Jamais eu imaginei
Que você fosse ingrata assim
Passou bem pertinho de mim
Que dor que meu coração sentiu
Pois você teve a coragem
De fingir que não me viu

sábado, novembro 22, 2008

Coitado do Abdala

César de Alencar
Coitado do Abdala (marcha/carnaval, 1954) - Haroldo Lobo e Milton de Oliveira - Interpretação: César de Alencar

Disco RCA Victor / Título da música: Coitado do Abdala / Autoria: Milton de Oliveira (Compositor) / Haroldo Lobo (Compositor) / César de Alencar (Intérprete) / Orquestra (Acompanhante) / Coro (Acompanhante) / Nº Álbum: 80-1253 / Matriz: BE3-VB-0317 / Gravação: Novembro/1953 / Lançamento: Janeiro/1954 / Lado A / Gênero musical: Marcha



Rala, rala, rala
Coitado do Abdala.

(bis)

Sobe e desce o morro
Carregando a sua mala
Chega o fim do mês
Ninguém paga o Abdala.

Pra comprar fiado
Todo o mundo quer comprar
Mas no fim do mês
Como é duro de cobrar. ( oi )

sexta-feira, novembro 21, 2008

O soro e os velhinhos

Linda Batista
O soro e os velhinhos (marcha/carnaval, 1950) - Haroldo Lobo e Milton de Oliveira - Intérprete: Linda Batista

Disco 78 rpm / Título da música: O soro e os velhinhos / Haroldo Lobo (Compositor) / Milton de Oliveira, 1919-1986 (Compositor) / Linda Batista, 1919-1988 (Intérprete) / Orquestra (Acomp.) / Gravadora: RCA Victor / Gravação: 12/10/1949 / Lançamento: 01/1950 / Nº do álbum: 80-0631 / Nº da matriz: S-078950 / Gênero musical: Marcha


Quá, quá, quá, quá
O sôro, vai ser um maná
Os velhos, velhinhos
Vão ser outra vez brotinhos.

(bis)

Tem velhos assim na fila
Doidinhos pro soro chegar
Cansados e aposentados
Querendo outra vez brilhar.



Fontes: Discografia Brasileira - IMS; Instituto Moreira Salles.

sábado, novembro 15, 2008

Pescador

Pescador (marcha/carnaval, 1953) - Haroldo Lobo e Milton de Oliveira - Intérprete: Quatro Ases e um Coringa

Disco 78 rpm / Título da música: Pescador / Lobo, Haroldo (Compositor) / Oliveira, Milton de, 1919-1986 (Compositor) / Quatro Ases e um Coringa (Intérprete) / Coro (Acompanhante) / Orquestra (Acompanhante) / Imprenta [S.l.]: RCA Victor, 1952 / Nº Álbum 801038 / Gênero musical: Marcha.



Domingo é dia, de pescaria, oi
Lá vou eu, de caniço e samburá
Maré tá cheia
Fico na areia
Porque na areia dá mais peixe, que no mar.

Todo bom pescador, ama o sol
Todo bom pescador, pesca em pé
Não precisa pescar de anzol
É só com os olhos, feito, jacaré... é.

sexta-feira, novembro 14, 2008

A índia vai ter neném

Dircinha Batista
A índia vai ter neném (marcha/carnaval, 1964) - Haroldo Lobo e Milton de Oliveira - Interpretação: Dircinha Batista.

Disco 78 rpm / Título da música: A índia vai ter neném / Autoria: Lobo, Haroldo (Compositor) / Oliveira, Milton de, 1919-1986 (Compositor) / Batista, Dircinha, 1922-1999 (Intérprete) / Imprenta [S.l.]: Mocambo, Indefinida / Nº Álbum 15543 / Lado B / Lançamento: Janeiro/1964 / Gênero musical: Marcha.


A índia vai ter neném!
Mais um, mais um
Mais um que vem! (bis)

Depois que vem o "baby",
Chefe pinta "baby" de urucum,
E fica a tribo toda só na boca:
Mais um, mais um, mais um!

domingo, abril 20, 2008

Vou sambar em Madureira

Jorge Veiga
Vou sambar em Madureira (samba/carnaval, 1946) - Haroldo Lobo e Milton de Oliveira - Intérprete: Jorge Veiga

Disco 78 rpm / Título da música: Vou sambar em Madureira / Haroldo Lobo (Compositor) / Milton de Oliveira, 1919-1986 (Compositor) / Jorge Veiga (Intérprete) / Benedito Lacerda e Seu Grande Conjunto (Acomp.) / Gravadora: Continental / Gravação: 1945 / Lançamento: 12/1945 / Nº do Álbum: 15490 / Nº da Matriz: 1313-1 / Gênero: Samba / Coleções de origem: IMS, Nirez


Se ela for sambar em Madureira
Eu também vou
Ai, ai, ai, Madalena meu amor
Topo qualquer samba
Seja ele onde for
Mas só vou se a Madalena for.

No largo de Madureira
Só não samba quem não quer
De domingo a terça-feira
Todos brincam prá xuxu
Não precisa ter dinheiro
Só precisa um pandeiro
Pra sambar em Madureira
Vem gente até de Bangu.



Fontes: Discografia Brasileira - IMS; Instituto Moreira Salles.

sexta-feira, março 21, 2008

A mulher do leiteiro

Aracy de Almeida
A mulher do leiteiro (marcha/carnaval, 1942) - Haroldo Lobo e Mílton de Oliveira - Intérprete: Araci de Almeida

Disco 78 rpm / Título da música: A mulher do leiteiro / Haroldo Lobo (Compositor) / Milton de Oliveira, 1919-1986 (Compositor) / Araci de Almeida, 1914-1988 (Intérprete) / Passos e Sua Orquestra (Acomp.) / Gravadora: Victor / Gravação: 10/10/1941 / Lançamento: 12/1941 / Nº do Álbum: 34845 / Nº da Matriz: S-052390-2 / Gênero musical: Marcha


Todo mundo diz que sofre
Sofre, sofre neste mundo
Mas a mulher do leiteiro sofre mais;
Ela passa, lava e cose
E controla a freguesia
E ainda lava as garrafas vazias.


E o leiteiro, coitado!
Não conhece feriado
Se encontra satisfeito
Toda noite é sereno
E a mulher dele
Que trabalha até demais
Diz que tudo que ela faz
Ainda é café pequeno.



Fontes: Discografia Brasileira - IMS; Instituto Moreira Salles.

Passo do canguru

Passo do canguru (marcha/carnaval, 1941) - Haroldo Lobo e Mílton de Oliveira - Intérprete: Araci de Almeida

Disco 78 rpm / Título da música: Passo do canguru / Haroldo Lobo (Compositor) / Milton de Oliveira, 1919-1986 (Compositor) / Araci de Almeida, 1914-1988 (Intérprete) / Orquestra (Acomp.) / Gravadora: Victor / Gravação: 14/11/1940 / Lançamento: 12/1940 / Nº do Álbum: 34692 / Nº da Matriz: 52051 / Gênero musical: Marcha



Eu nesse passo vou até Honolulu
Ô, ô, ô - Ô, ô, ô devagar
Lá no meu clube
Só se dança o canguru
Das dez às três sem parar

Parece valsa, foxtrote

Tango, rumba
Ula-ula e macumba
E até maracatu. Uei!
Pois lá no clube
Muita gente cai na dança
Leva no colo a criança
Pensa até que é canguru



Fontes: Discografia Brasileira - IMS; Instituto Moreira Salles.

sábado, março 15, 2008

Juro

J. B. de Carvalho
Juro (samba/carnaval, 1938) - Haroldo Lobo e Mílton de Oliveira - Intérprete: J. B. de Carvalho

Disco 78 rpm / Título da música: Juro / Haroldo Lobo (Compositor) / Milton de Oliveira, 1919-1986 (Compositor) / J. B. de Carvalho, 1901-1979 (Intérprete) / Conjunto Tupi (Acomp.) / Gravadora: Victor / Gravação: 05/08/1937 / Lançamento: 12/1937 / Nº do Álbum: 34243 / Nº da Matriz: 80569-1 / Gênero musical: Samba


Juro
Nunca mais tive alegria
Depois daquele dia
Que te abandonei
Quando eu me vi sozinho
Tão distante do teu carinho
Chorei
Eu te juro que chorei

Eu não sabia

Que ia sofrer tanto assim
Ela gostava de mim
Eu sabia e não liguei
Ela não quer mais me ver
Nem quer me perdoar
Eu me contento em chorar
Pois sorrir nem sei

Juro
Nunca mais tive alegria
Depois daquele dia
Que te abandonei
Quando eu me vi sozinho
Tão distante do teu carinho
Chorei
Eu te juro que chorei



Fontes: Discografia Brasileira - IMS; Instituto Moreira Salles.

quinta-feira, março 13, 2008

Sabiá laranjeira

Sabiá laranjeira (samba, 1937) - Max Bulhões e Mílton de Oliveira - Intérprete: Patrício Teixeira

Disco 78 rpm / Título da música: Sabiá laranjeira / Max Bulhões, 1903-1977 (Compositor) / Milton de Oliveira, 1919-1986 (Compositor) / Patrício Teixeira (Intérprete) / Conjunto Regional RCA Victor (Acomp.) / Gravadora: Victor / Gravação: 13/05/1937 / Lançamento: 08/1937 / Nº do Álbum: 34193 / Nº da Matriz: 80404-1 / Gênero: Samba


refrão:

Sabiá laranjeira
Ouvi o teu cantar bem perto (x2)

Eu saí te procurando
Mas a noite foi chegando
Me perdi no deserto (x2)


Ao cair da tardinha
Quando vinhas me saudar
Bem baixo da laranjeira
Eu deitado numa esteira
Ouvia seu cantar

(refrão)

Só me resta uma gaiola
Que comprei pra sabiá

Sabiá é forasteira
Vive solta a vida inteira
Não quer mais voltar

(refrão)


Fontes: Discografia Brasileira - IMS; Instituto Moreira Salles.

quinta-feira, julho 19, 2007

Índio quer apito

Inspirado em uma anedota irreverente, meio escatológica, Haroldo Lobo escreveu a marcha “Índio Quer Apito”: “Ê ê ê ê / índio quer apito / se não der / pau vai comer...” Como a anedota era muito conhecida e se referia a um político famoso, “Índio Quer Apito” fez sucesso e acabou entrando para o rol das marchinhas que são repetidas em todos os bailes de carnaval.

Bom conhecedor do gosto popular, Haroldo tinha a capacidade de transformar em músicas de sucesso fatos do cotidiano brasileiro, reinando por quase trinta anos como compositor carnavalesco.

Índio quer apito (marcha/carnaval, 1961) - Haroldo Lobo e Milton de Oliveira - Intérprete: Walter Levita

Disco 78 rpm / Título da música: Índio quer apito / Lobo, Haroldo (Compositor) / Oliveira, Milton de (Compositor) / Levita, Walter (Intérprete) / Gravadora: Continental / Ano: 1960 / Álbum 17.845 / Lado B / Gênero musical: Marcha.


Dm      F              Gm 
Ê ê ê ê ê índio quer apito
      A7            Dm    A7  
Se não der pau vai comer
Dm      F              Gm 
Ê ê ê ê ê índio quer apito
      A7            Dm      
Se não der pau vai comer

                          F
Lá no bananal mulher de branco
         Gm      A7       Dm 
Levou pra índio colar esquisito
                           F
Índio viu presente mais bonito
             Gm    A7
Eu não quer colar
             Dm
Índio quer apito


A Canção no Tempo - Vol.2 - Jairo Severiano e Zuza Homem de Mello - Editora 34

quinta-feira, abril 06, 2006

Milton de Oliveira

Milton de Oliveira, compositor, nasceu no Rio de Janeiro RJ em 25/1/1916 e faleceu em 12/12/1986. Criado no bairro de São Cristóvão, ande cursou até o terceiro ano ginasial, começou a trabalhar numa papelaria e tipografia aos 12 anos de idade. Aos 16, era auxiliar de revisão no jornal A Nação. Por essa época fez sua primeira composição, o samba Já mandei meu bem.


Conhecendo Murilo Caldas, irmão de Sílvio Caldas, entrou por seu intermédio para o meio artístico em 1934, ano em que o cantor Jaime Vogeler gravou na Odeon o samba És louca (com Djalma Esteves).

Em 1937 compôs com Max Bulhões os sambas Sabiá laranjeira e Não tenho lágrimas, ambos gravados por Patrício Teixeira. O segundo foi um de seus maiores êxitos, tendo tido mais de cinqüenta gravações, inclusive no exterior, por Nat King Cole, Xavier Cugat e outros. No ano seguinte, com Haroldo Lobo, seu principal parceiro, obteve o primeiro lugar no concurso da prefeitura carioca com a música Juro, cantada por J. B. de Carvalho.

Em 1940 foi sucesso a marcha O passarinho do relógio, interpretada por Araci de Almeida, que no Carnaval do ano seguinte gravou Passo do canguru (ambas com Haroldo Lobo). No mesmo ano destacou-se ainda O bonde do horário já passou (com Haroldo Lobo), lançada por Patrício Teixeira, e no ano seguinte, A mulher do leiteiro ( com Haroldo Lobo), lançado por Araci de Almeida.

Em 1945, Linda Batista gravou a valsinha Baile na roça, um de seus sucessos fora do Carnaval. Em 1946, Vou sambar em Madureira (com Haroldo Lobo) foi gravado por Jorge Veiga. Foi um dos fundadores da SBACEM, onde foi fiscal até 1957.

Em 1947 Jorge Veiga gravou a marcha antes censurada, Eu quero é rosetar (com Haroldo Lobo), um de seus inúmeros êxitos carnavalescos. Em 1948 obteve, com Haroldo Lobo, o segundo lugar em concurso com Não vou morrer, cantado por Jorge Veiga e, um ano depois, compuseram mais dois sucessos: Quem chorou fui eu, interpretado também por Jorge Veiga, e O passo da girafa, gravação de Araci de Almeida.

Em 1951, foi sucesso da dupla em todo o Brasil Pra seu governo, que obteve o primeiro lugar no concurso carnavalesco carioca em gravação de Gilberto Milfont. Três anos depois, foi lançada por Jorge Veiga a marcha A história da maçã, novo êxito em parceria com Haroldo Lobo. Walter Levita gravou em 1960 A Maria tá e no ano seguinte Índio quer apito (ambos com Haroldo Lobo). Em 1964 Ari Cordovil fez sucesso com Pistoleira (com Haroldo Lobo).

É considerado o criador da caitituagem, isto é, da promoção de suas músicas em rádios.

Algumas músicas























Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e PubliFolha.