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quinta-feira, março 22, 2018

Disparada - Jair Rodrigues

Geraldo Vandré
Em 1966, o compositor Geraldo Vandré participou vitoriosamente de três grandes festivais musicais promovidos pela televisão: em junho, foi 1° lugar na TV Excelsior, com “Porta Estandarte” (parceria de Fernando Lona); em outubro, tirou o 10º lugar na TV Record, com “Disparada” (parceria de Téo de Barros); e ainda em outubro, ficou em 2° lugar na TV Rio (1° Festival Internacional da Canção), com “O Cavaleiro” (parceria de Tuca).

Dessas três composições, a de maior repercussão seria inegavelmente “Disparada”, a mais vigorosa canção de protesto surgida até então, um verdadeiro cântico revolucionário. Musicado por Téo sobre uma versalhada que Vandré havia escrito durante uma viagem, “Disparada” é uma moda-de-viola com sotaque nordestino. “A intenção era compor uma moda-de-viola baseada no folclore da região Centro-Sul, porém nossas raízes se infiltraram no processo e resultou uma catira de chapéu de couro”, esclarece Téo na contracapa de seu primeiro elepê.

Para apresentar “Disparada”, os autores escolheram Jair Rodrigues, então no auge da popularidade, entregando o acompanhamento ao Trio Novo — Téo (viola), Heraldo do Monte (violão) e Airto Moreira (percussão) — reforçado pelo Trio Marayá. O Trio Novo atuou na eliminatória e na gravação de estúdio, mas não pôde participar da final (por já ter compromisso agendado para a data), sendo os seus músicos substituídos por Aires (viola), Gianulo (violão) e Manini (percussão).

Mas nas duas fases o resultado foi excelente, com a canção sendo ruidosamente aclamada pela facção mais politizada da platéia — principalmente em trechos como “Mas o mundo foi rodando / nas patas do meu cavalo / e já que um dia montei / agora sou cavaleiro / laço firme, braço forte / de um reino que não tem rei...” — que rivalizava em número e entusiasmo com os partidários de “A Banda”. Em vista disso, embora “A Banda” tenha ganho pelos votos dos jurados, a direção da Record resolveu considerar as duas concorrentes empatadas na primeira colocação, a fim de evitar um confronto entre os torcedores.

Uma nota pitoresca na apresentação de “Disparada” foi a utilização de uma queixada de burro como instrumento de percussão. A novidade, descoberta por Airto Moreira numa loja em Santo André, emprestou maior rusticidade ao acompanhamento, além de evocar uma visão forte da seca (A Canção no Tempo – Vol. 2 – Jairo Severiano e Zuza Homem de Mello – Editora 34).

Disparada - (moda-de-viola, 1966), Geraldo Vandré e Theo de Barros - Interpretação: Jair Rodrigues.

LP O Sorriso do Jair / Título da música: Disparada / Geraldo Vandré (Compositor) / Theo de Barros (Compositor) / Jair Rodrigues (Intérprete) / Gravadora: Philips / Ano: 1966 / Álbum: P-765.004-P / Lado A / Faixa 1 / Gênero musical: Moda-de-viola.

    D             G          D                  G
Prepare o seu coração pras coisas que eu vou contar
C           Bm        C     Am D    G
Eu venho lá do sertão, eu venho lá do sertão
B7      Em      C      Am D      G
Eu venho lá do sertão e posso não lhe agradar
D             G          D          G
Aprendi a dizer não, ver a morte sem chorar
C               Bm       C    Am  D     G
E a morte, o destino tudo, a morte o destino tudo
B7      Em        C    Am    D   G
Estava fora de lugar, eu vivo pra consertar
G7          C          A7        D
Na boiada já fui boi, mas um dia me montei
B7        Em     D                      G
Não por um motivo meu ou de com quem comigo houvesse
B7              Em         B7        C
Que qualquer querer tivesse porém por necessidade
Am      D   G C      Am     D   G
Do dono de uma boiada cujo vaqueiro morreu
D              G          D              G
Boiadeiro muito tempo, laço firme, braço forte
C          Bm    C     Am  D   G
Muito gado, muita gente pela vida segurei
B7       Em       C     Am   D      G
Seguia como num sonho que boiadeiro era um rei
D          G         D             G
Mas o mundo foi rodando nas patas do meu cavalo
C                G        Am   D       G
E nos sonhos que fui sonhando as visões se clareando
B7          Em      C         Am  D    G
As visões se clareando, até que um dia acordei
D            G        D               G
Então não pude seguir, valente em lugar tenente
C              G            Am      D      G
E o dono de gado e gente, porque gado a gente marca
B7      Em       C              Am D      G
Tange, ferra, engorda e mata, mas com gente é diferente
D             G          D           G
Se você não concordar, não posso me desculpar
C         Bm          Am      D      G
Não canto pra enganar, vou pegar minha viola
B7            Em   C    Am       D     G
Vou deixar você de lado, vou cantar noutro lugar
G7          C        A7           D
Na boiada já fui boi, boiadeiro já fui rei
B7             Em         C      Am  D    G
Não por mim nem por ninguém que junto comigo houvesse
B7              C            B7               C
Que quisesse ou que pudesse, por qualquer coisa de seu
B7                C               Am    D   G
Por qualquer coisa de seu querer ir mais longe que eu
D          G         D              G
Mas o mundo foi rodando nas patas do meu cavalo
C               Bm      C            G
E já que um dia montei agora sou cavaleiro
B7            Em       C       Am      D   G
Laço firme, braço forte de um reino que não tem rei

Deixa isso pra lá - Jair Rodrigues


O samba “Deixa Isso pra Lá”, que tornou conhecido Jair Rodrigues, tem apenas uma metade cantada, sendo a outra falada. Por isso era “música para ser vista”, pois ao recitar sua primeira parte — “Deixa que digam / que pensem / que falem / deixa isso pra lá / vem pra cá / o que é que tem / eu não estou fazendo nada / você também...” — Jair aproximava-se da platéia gingando e gesticulando com a mão direita espalmada. Esta encenação, um tanto maliciosa, foi a razão do sucesso.

Musicalmente inexpressivo, “Deixa Isso pra Lá” é, pode-se dizer, um rap precursor em ritmo de samba (A Canção no Tempo - Vol. 2 - Jairo Severiano e Zuza Homem de Mello - Editora 34).

Deixa isso pra lá (samba, 1964) - Alberto Paz e Edson Menezes

LP Vou de Samba Com Você / Título da música: Deixa isso pra lá / Alberto Paz (Compositor) / Edson Menezes (Compositor) / Jair Rodrigues (Intérprete) / Gravadora: Philips / Ano: 1964 / Álbum: P-632.717-L / Lado B / Faixa 1 / Gênero musical: Samba.

G7M
Deixa que digam 
        C7/9
Que pensem 
  
Que falem 
 G7M
 deixa isso pralá 
          C7/9
 vem pra cá 
  
O que que tem 
           G7M
 eu não estou fazendo nada 
C7/9
 você tambem 
   G7M
 faz mal bater um papo 
            C7/9
 assim gostoso com alguem ? 
  
C#m7/5-    Cm6
 vai,vai,por mim 
              G/B           Bbº
Balanço de amor,é assim 
                            Am              Ab7M
 mãozinhas com mãozinhas pra lá 
                        G7M         C7/9
 beijinhos com beijinhos pra cá 
 C#m7/5-    Cm6
 vem balançar 
                  G/B           Bbº
Amor é balanceiro meu bem 
                     Am               Ab7M
 só vai no meu balanço que tem 
                 G7M
 carinho pra dar

sexta-feira, junho 01, 2012

Adonis Karan

Adonis Karan, produtor cultural, nasceu na cidade de Novo Horizonte, SP, em 28/06/1943. Foi diretor nacional de projetos e eventos especiais da Rede Tupi de Televisão e coordenador geral de eventos da Rede Globo.

Durante seis anos, Karan viveu em Paris, como correspondente da Rede Globo. Nessa ocasião , foi ainda diretor artístico da casa noturna "Via Brasil", que levava artistas brasileiros e os divulgava na Europa. E foi assim que levou Martinho da Vila, Beth Carvalho, Jorge Ben Jor, Jair Rodrigues, Tânia Maria, Baden Powell e outros.

Para a RTF- Antenne 2, realizou um curta-metragem com Martinho de Vila. E dirigiu o documentário: "Bresil Insolite".

Além disso, organizou e coordenou festivais de música popular brasileira, como o" MPB-TV" Record em São Paulo; o "Brasil Canta no Rio", pela TV Excelsior; o "Festival Universitário" e de "Músicas para o Carnaval", da Rede Tupi; o "MPB Shell", para a Rede Globo; o "Som das Águas", para a Rede Manchete. Foram esses festivais que revelaram nossos principais compositores e compositores, tais como: Chico Buarque, Ivan Lins, Caetano Veloso. Gilberto Gil, Alceu Valença, Geraldo Vandré, Martinho da Vila e muitos outros.

Tendo essa ligação tão forte com todos esses artistas, produziu e dirigiu shows com todos eles, tanto  no Brasil, como nos Estados Unidos, onde, além dos citados acima, promoveu show com Elba Ramalho, João Gilberto, Carlos Lyra.

Karan foi diretor geral  da comemoração dos 50 anos de carreira de Sérgio Ricardo, que aconteceu no Rio de Janeiro e que contou com a presença de inúmeros outros artistas de relevância e também da Orquestra Sinfônica do Theatro Municipal do Rio.

Foi ainda produtor e coordenador geral do " Festival de Choro do Estado do Rio de Janeiro', que foi transmitido pela TVE- Rede Brasil.

Fonte: Museu da TV.

sábado, outubro 01, 2011

Jorge Costa

Jorge Costa, compositor, nasceu no Estado de Alagoas em 1922 (não consegui o dia e o mês) e viveu parte de sua juventude em Recife, Pernambuco.

Filho de família humilde, sem nenhuma formação profissional, depois de servir ao Exército Brasileiro, durante a Segunda Guerra Mundial, iniciou a sua trajetória para o sucesso.

Com sua vocação musical batendo mais forte, sempre dividiu seu tempo para se aproximar do mundo que o consagraria, principalmente quando no Rio, morando no Morro da Mangueira e se aproximando dos bambas da Verde e Rosa, como Nelson Cavaquinho, passando a integrar a Ala de compositores.

Em São Paulo, passa a participar de programas de Calouros em rádio e tv e a cantar em Boates, que eram os grandes templos da MPB. Reconhecido, passa a viver somente da música e para a música, com centenas de gravações de renomados artistas e orquestras.

Autor de muito vários sambas de sucesso: Triste madrugada, Baile do risca faca, Maria Simplicidade, Lar sem pão, Brigamos e muitos outros, Jorge Costa teve suas músicas gravadas por diversos cantores famosos tais como: Ângela Maria, Jair Rodrigues, Germano Mathias, Benito Di Paula, Noite Ilustrada, Beth Carvalho, Demônios da Garoa entre outros.

Sua carreira como cantor foi pequena. Gravou apenas dois LPs, que se tornaram raridade: Samba Sem Mentira (1968) e Jorge Costa e Seus Sambas (1973).

Jorge Costa morreu em 1995 e ainda hoje é pouco lembrado no mundo do samba.

Fontes: Escola do Samba; Dabliú Discos; Diário da Música; Vermute com Amendoim.

Niltinho Tristeza

Niltinho Tristeza
Niltinho Tristeza (Nilton de Souza), compositor e cantor, nasceu na Rua Real Grandeza, bairro de Botafogo, Rio de Janeiro, RJ, em 15/10/1936. Fez parte da ala de compositores do bloco carnavalesco Foliões de Botafogo. A partir de 1971 passou a integrar a Ala de Compositores da Escola de Samba Imperatriz Leopoldinense.

Seu primeiro sucesso nacional foi a composição Tristeza, feita em parceria com Haroldo Lobo e gravada inicialmente pelo cantor Ary Cordovil. Sucesso que o próprio parceiro Haroldo Lobo, que levara a música para o cantor, não chegou a presenciar, pois havia falecido duas semanas antes da gravação.

A música, segundo o próprio Niltinho, havia sido composta para o bloco carnavalesco Foliões de Botafogo no ano de 1963 e tinha uma letra caudalosa (18 versos) e um pouco diferente da que seria regravada várias vezes. Segundo o próprio compositor Niltinho, o letrista Haroldo Lobo sugeriu que a letra fosse diminuída e vários versos alterados, ficando apenas com oito versos. De imediato, ele entrou na parceria em 1965.

Em 1966 sua composição Tristeza foi regravada com sucesso por Elizeth Cardoso no LP Muito Elizeth, pela Discos Copacabana. Neste mesmo ano, a dupla Elis Regina e Jair Rodrigues no disco Dois na bossa, regravou a composição.

Um de seus muitos sucessos foi o samba-enredo Barra de ouro, barra de rio, barra de saia (c/ Zé Catimba), de 1971, composto para a Imperatriz Leopoldinense, com o qual a escola classificou-se em 7º lugar do Grupo 1 no desfile daquele ano.

Em 1975, a dupla Toquinho e Vinícius de Moraes regravou Tristeza no disco O poeta e o violão. No ano de 1979 no LP Se o caminho é meu, Paulinho Mocidade  interpetou de sua autoria A onda do mar levou, parceria com Nonô.

Em 1988, Regina do Santo lançou, pela gravadora Hórus (Espanha), o disco Meu carnaval - Disco de samba. Neste LP interpretou de sua autoria  Tristeza. No ano seguinte, o samba-enredo Liberdade, liberdade, abre as asas sobre nós, composta em parceria com Preto Jóia, Vicentino e Jurandir, colocou a Imperatriz Leopoldinense em primeiro lugar do Grupo 1. Nesse mesmo ano a composição foi regravada por Dominguinhos do Estácio no LP Gosto de festa, lançado pela RGE.

Em 2001, ao lado de Nei Lopes, Nelson Sargento, Dona Ivone Lara, Baianinho, Luiz Grande, Casquinha, Zé Luiz, Nilton Campolino, Jair do Cavaquinho, Elton Medeiros, Monarco, Jurandir da Mangueira e Aluízio Machado, participou do show Meninos do Rio, apresentado no Centro Cultural Banco do Brasil, no Rio de Janeiro. Neste mesmo ano, foi lançado o CD homônimo, pelo selo Carioca Discos.

No ano 2002 a gravadora Universal Music lançou o CD duplo 20 Anos de saudade, de Elis Regina. Neste disco foram compiladas gravações pouco divulgadas da cantora, entre elas, Tristeza, gravada anteriormente pela dupla Elis Regina e Jair Rodrigues no disco Dois na bossa.

Em 2003, ao lado de Noca da Portela, Darcy da Mangueira e Roberto Serrão, foi um dos convidados de Leandro Fregonesi no Bar e Café Cultural Sacrilégio, na Lapa, centro boêmio do Rio de Janeiro.

Em 2010 foi homenageado no Crico Voador, na Lapa, no festival "Samba de Quadra", quando apresentou seus grandes sucessos, apresentado pelo crítica Haroldo Costa.

Sua composição mais famosa Tristeza contabiliza mais de 586 intérpretes diferentes por todo o mundo, entre os quais Simonal, Elizeth Cardoso, Ary Cordovil, Elis Regina, Jair Rodrigues, Paul Mauriat, Sérgio Mendes, Julio Iglesias e Maysa, entre muitos outros. Tem mais de 150 músicas gravadas.

Obras

A onda do mar levou (c/ Nonô), Barra de ouro, barra de rio, barra de saia (Zé Catimba), Chinelo novo (c/ João Nogueira),  Liberdade, liberdade, abre as asas sobre nós (c/ Preto Jóia, Vicentino e Jurandir), Tristeza (c/ Haroldo Lobo)

Fontes: Dr. Zem; Dicionário Cravo Albin da MPB.

quinta-feira, setembro 02, 2010

O importante é ser fevereiro

Wando
O importante é ser fevereiro  (samba, 1973) -Wando e Nilo Amaro

Laiá, laiá, laiá, laiá,
Laiá, laiá, laiá, laiá,

O importante é ser fevereiro
E ter carnaval pra gente sambar
O importante é ser fevereiro
E ter carnaval pra gente sambar

Vem amor
Enxugue as lágrimas dos olhos seus
Deixe o passado pelo amor de Deus
Tristeza aqui não tem lugar
Pra que chorar

Olha amor
A praça toda iluminada
Tem tanta gente nas calçadas
Meu bloco tem que desfilar

O importante é ser fevereiro
E ter carnaval pra gente sambar
O importante é ser fevereiro
E ter carnaval pra gente sambar

Laiá, laiá, laiá, laiá,
Laiá, laiá, laiá, laiá,

Vem amor
Enxugue as lágrimas dos olhos seus
Deixe o passado pelo amor de Deus
Tristeza aqui não tem lugar
Pra que chorar amor

Olha amor
A praça toda iluminada
Tem tanta gente nas calçadas
Meu bloco tem que desfilar

O importante é ser fevereiro
E ter carnaval pra gente sambar
O importante é ser fevereiro
E ter carnaval pra gente sambar

Laiá, laiá, laiá, laiá,
Laiá, laiá, laiá, laiá,

O importante e ser fevereiro
E ter carnaval pra gente sambar

quarta-feira, junho 23, 2010

Orgulho de um sambista


Orgulho De Um Sambista (1973) - Gilson de Souza - Intérprete: Jair Rodrigues

LP Orgulho De Um Sambista / Título da música: Orgulho De Um Sambista / Gilson de Souza (Compositor) / Jair Rodrigues (Intérprete) / Gravadora: Philips / Ano: 1973 / Nº Álbum: 6349 081 / Lado B / Faixa 7 / Gênero musical: Samba / MPB.


       Am
Você falou
                              B7
Que junto de mim não mais desfilava
       Dm             E7
Se a minha escola perdesse
           Am B7 E7
Você nem ligava
   Am                    C
Ensaiei, fiz meu samba-enredo
            Dm
Pra minha escola ganhar
                     G7
E na ala de porta-bandeira
           C        E7
Você não quis desfilar
        Am
O meu povo inteiro chorou
   Dm
E você sorria
       G7
Pois trocou nossa escola de tempos
          C               E7
Por um simples amor de três dias
    Dm                 A7
Sufoquei minha dor em sorrisos
     Dm
Pra não chorar
                         E7      Am  B7 E7
Tudo isso ajudou minha escola a ganhar
       Am
Esse orgulho vou levar comigo
       B7
Pro resto da vida
      Dm                E7
Me contaram que você chorou
            Am         E7
Quando eu passei na avenida
      Am                 C
Viu outra de porta-bandeira
     Dm
Desfilando em seu lugar
                     G7
Comissão julgadora presente
           C             E7
Falou que meu samba ia ganhar
     A      Bm    Dbm Gb7
Meu bem, o azar foi seu
             Bm
Ganhei o carnaval
     E7      A      Bm       E7
E você me perdeu, e me perdeu 

terça-feira, junho 16, 2009

Bloco da solidão


Bloco da Solidão (marcha-rancho/carnaval, 1971) - Evaldo Gouveia e Jair Amorim - Intérprete: Altemar Dutra

LP Companheiro / Título da música: Bloco da Solidão / Jair Amorim (Compositor) / Evaldo Gouveia (Compositor) / Altemar Dutra (Intérprete) / Gravadora: Odeon / Ano: 1971 / Nº Álbum: MOFB 3660 / Lado A / Faixa 5 / Gênero musical: Marcha-rancho / Carnaval.


Fm        Bb7   Eb7      Ab7
Laia laia laia laia laia laia 
             D7 G7 Cm
La laia laia la laia 
   Cm
Angústia solidão
            G/B
Um triste adeus em cada mão
    Bbm7
Lá vai meu bloco vai
          F/A
Só desse jeito é que ele sai
    Fm7        Bb7             Eb7M
Na frente sigo eu levo um estandarte
                D7
De um amor do amor que se perdeu
      G5+
No carnaval lá vai meu bloco
   Cm
E lá vou eu também
         G/B
Mais uma vez sem ter ninguém
    Bbm7                            F/A
No sábado e domingo segunda e terça-feira
   Fm           F#°          Cm/G
E quarta-feira vem o ano inteiro
        Ab7M                 Dm7/5-  G5+
É todo assim por isso quando eu passar
                  Cm
Batam palmas pra mim
   Bb7
Aplaudam quem sorrir
            Eb7M
Trazendo lágrimas no olhar
   Bbm7          C7
Merecem uma homenagem
         Fm7
Quem tem forças pra cantar
                   F#°          Cm/G
Tão grande a minha dor pede passagem
        Ab7M       D7
Quando sai comigo só
     G7            Cm C7
Lá vai meu bloco vai
  Fm        Bb7   Eb7      Ab7
Laia laia laia laia laia laia 
              D7  G7 Cm
La laia laia la laia la ia

sexta-feira, janeiro 02, 2009

Louvação


Louvação (canção, 1966) - Gilberto Gil e Torquato Neto - Interpretação: Elis Regina e Jair Rodrigues

LP/CD Dois Na Bossa Número 2 - Elis Regina e Jair Rodrigues / Título da música: Louvação / Gilberto Gil (Compositor) / Torquato Neto (Compositor) / Elis Regina (Intérprete) / Jair Rodrigues (Intérprete) / Luis Loy Quinteto (Acomp.) / Bossa Jazz Trio (Acomp.) / Gravadora: Philips / Ano: 1966 / Álbum: P-632.792-L / Faixa 6 / Gênero musical: Canção.



Vou fazer a louvação - louvação, louvação
Do que deve ser louvado - ser louvado, ser louvado
Meu povo, preste atenção - atenção, atenção
Repare se estou errado
Louvando o que bem merece
Deixo o que é ruim de lado

E louvo, pra começar
Da vida o que é bem maior
Louvo a esperança da gente
Na vida, pra ser melhor
Quem espera sempre alcança
Três vezes salve a esperança!

Louvo quem espera sabendo
Que pra melhor esperar
Procede bem quem não pára
De sempre mais trabalhar
Que só espera sentado
Quem se acha conformado

Vou fazendo a louvação - louvação, louvação
Do que deve ser louvado - ser louvado, ser louvado
Quem 'tiver me escutando - atenção, atenção
Que me escute com cuidado
Louvando o que bem merece
Deixo o que é ruim de lado

Louvo agora e louvo sempre
O que grande sempre é
Louvo a força do homem
E a beleza da mulher
Louvo a paz pra haver na terra
Louvo o amor que espanta a guerra

Louvo a amizade do amigo
Que comigo há de morrer
Louvo a vida merecida
De quem morre pra viver
Louvo a luta repetida
Da vida pra não morrer

Vou fazendo a louvação - louvação, louvação
Do que deve ser louvado - ser louvado, ser louvado
De todos peço atenção - atenção, atenção
Falo de peito lavado
Louvando o que bem merece
Deixo o que é ruim de lado

Louvo a casa onde se mora
De junto da companheira
Louvo o jardim que se planta
Pra ver crescer a roseira
Louvo a canção que se canta
Pra chamar a primavera

Louvo quem canta e não canta
Porque não sabe cantar
Mas que cantará na certa
Quando enfim se apresentar
O dia certo e preciso
De toda a gente cantar

E assim fiz a louvação - louvação, louvação
Do que vi pra ser louvado - ser louvado, ser louvado
Se me ouviram com atenção - atenção, atenção
Saberão se estive errado
Louvando o que bem merece
Deixando o ruim de lado

sábado, agosto 30, 2008

Vem chegando a madrugada


Vem chegando a madrugada (samba, 1966) - Zuzuca e Noel Rosa de Oliveira

LP O Sorriso do Jair / Título da música: Vem Chegando A Madrugada / Noel Rosa de Oliveira (Compositor) / Zuzuca (Compositor) / Jair Rodrigues (Intérprete) / Gravadora: Philips / Ano: 1966 / Álbum: P-765.004-P / Lado A /Faixa 2 / Gênero musical: Samba.


  G                  Am
Vem chegando a madrugada,  ôi
D7            G
O sereno vem caindo    -   bis

E7       Am            D7
Cai,  cai,  sereno devagar
G
O meu amor está dormindo - bis


E7       Am
Deixa dormir em paz
D7           G
Uma noite não é nada

E7       Am
Não acorde o meu amor
D7              G
Sereno   da   madrugada! 

domingo, julho 22, 2007

Deixa isso pra lá


O samba “Deixa Isso pra Lá”, que tornou conhecido Jair Rodrigues, tem apenas uma metade cantada, sendo a outra falada. Por isso era “música para ser vista”, pois ao recitar sua primeira parte — “Deixa que digam / que pensem / que falem / deixa isso pra lá / vem pra cá / o que é que tem / eu não estou fazendo nada / você também...” — Jair aproximava-se da platéia gingando e gesticulando com a mão direita espalmada. Esta encenação, um tanto maliciosa, foi a razão do sucesso.

Musicalmente inexpressivo, “Deixa Isso pra Lá” é, pode-se dizer, um rap precursor em ritmo de samba (A Canção no Tempo - Vol. 2 - Jairo Severiano e Zuza Homem de Mello - Editora 34).

Deixa isso pra lá (samba, 1964) - Alberto Paz e Edson Menezes

LP Vou de Samba Com Você / Título da música: Deixa isso pra lá / Alberto Paz (Compositor) / Edson Menezes (Compositor) / Jair Rodrigues (Intérprete) / Gravadora: Philips / Ano: 1964 / Álbum: P-632.717-L / Lado B / Faixa 1 / Gênero musical: Samba.

G7M
Deixa que digam 
        C7/9
Que pensem 
  
Que falem 
 G7M
 deixa isso pralá 
          C7/9
 vem pra cá 
  
O que que tem 
           G7M
 eu não estou fazendo nada 
C7/9
 você tambem 
   G7M
 faz mal bater um papo 
            C7/9
 assim gostoso com alguem ? 
  
C#m7/5-    Cm6
 vai,vai,por mim 
              G/B           Bbº
Balanço de amor,é assim 
                            Am              Ab7M
 mãozinhas com mãozinhas pra lá 
                        G7M         C7/9
 beijinhos com beijinhos pra cá 
 C#m7/5-    Cm6
 vem balançar 
                  G/B           Bbº
Amor é balanceiro meu bem 
                     Am               Ab7M
 só vai no meu balanço que tem 
                 G7M
 carinho pra dar

quarta-feira, janeiro 24, 2007

Jair Rodrigues


O cantor Jair Rodrigues (Jair Rodrigues de Oliveira) nasceu em Igarapava, São Paulo, em 06/2/1939. Em criança, cantava hinos sacros na igreja de Nova Europa SP, para onde se mudara com um ano de idade. Trabalhou como engraxate, mecânico, servente de pedreiro e ajudante de alfaiate, antes de se apresentar várias vezes num programa de calouros, em São Carlos SP, em 1958.


Transferiu-se então, para São Paulo, trabalhando na Alfaiataria Primor como ajudante. Depois de classificar-se em primeiro lugar como calouro no Programa de Cláudio de Luna, na Rádio Cultura, começou a cantar nas boates paulistas Asteca, Urca, São Bento, Djalma e La Vie en Rose.

Em 1962 estreou na Rádio Tupi, em São Paulo, e gravou pela Philips, especialmente para ser tocada pela Rádio Record, a música Marechal da vitória (Alfredo Borba), dedicada a Paulo Machado de Carvalho, chefe da delegação brasileira que foi bicampeã mundial de futebol. Lançou ainda um compacto simples pela mesma gravadora, com Balada do homem sem Deus (Fernando César e Agostinho dos Santos) e Coincidência (Venâncio e Corumbá).

No ano seguinte, gravou na Philips seu primeiro LP O samba como ele é, e por volta de 1964, quando se apresentava na boate paulista Stardust, conheceu Alberto Paz e Edson Meneses, compositores de Deixa isso pra lá, música que, ao ser gravada em 1964, no LP Vou de samba com você (Philips), se tornou grande sucesso, lançando seu nome nas paradas de disco.

Em abril do ano seguinte, foi convidado às pressas pelo produtor Walter Silva para participar de um show no Teatro Paramount, em São Paulo, substituindo Baden Powell. Participou do espetáculo, ao lado de Elis Regina e do Jongo Trio, sendo pouco depois lançado o LP Dois na bossa, gravado ao vivo nessa ocasião pela Philips e que se tornou um dos LPs mais vendidos no Brasil.

Com Elis Regina, foi contratado em maio de 1965 pela TV Record, de São Paulo, para o programa O Fino da Bossa, no qual os dois funcionavam como intérpretes principais e apresentadores. Defendeu ao lado do Trio Marayá (vocal) e Trio Novo (instrumental), no II FMPB, da TV Record, de São Paulo, em 1966, a música Disparada (Geraldo Vandré e Teo de Barros), incluída no seu LP O sorriso do Jair, dividindo o primeiro lugar com A banda (Chico Buarque). Nesse ano, lançou pela Philips um de seus maiores sucessos, o samba Tristeza (Niltinho e Haroldo Lobo).

Ao lado de Elis Regina e do Zimbo Trio, excursionou, no ano seguinte, por Portugal (Cassino Estoril), Argentina (Teatro Famoso), Angola (Cine Ávis) e ainda pelo Uruguai e Brasil. Com Elis, gravou ao vivo ainda mais dois volumes na série Dois na bossa (1966 e 1967) e lançou sozinho o LP Jair, que incluía o samba Triste madrugada (Jorge Costa), que fez muito sucesso.

Sua primeira composição foi Na brincadeira do mundo, feita em 1969 com Carlos Odilon e incluida no mesmo ano no LP Jair de todos os sambas, no qual outro grande sucesso foi Casa de bamba (Martinho da Vila).

Em 1971, com Os Originais do Samba, apresentou- se no MIDEM, em Cannes, França, e em Estocolmo, Suécia, participando, no ano seguinte, do Festival de Carnaval, do Waldorf Astoria, em New York, EUA. Em 1972, seu sucesso foi Tengo-tengo (ou Mangueira, minha querida madrinha), samba-enredo do Salgueiro, de Zuzuca, que repetiu o êxito do ano anterior, Festa para um rei negro, do mesmo autor e escola.

Ainda em 1972, sua composição Se Deus quiser (com Wando) foi gravada em seu LP Com a corda toda. Tendo gravado novos LPs em 1973 (Orgulho de um sambista) e 1974 (Abra um sorriso novamente e Jair Rodrigues dez anos depois), participou novamente do MIDEM, em 1975, ano em que cantou no Teatro Olympia, em Paris, França, espetáculo de que resultou um disco gravado ao vivo. No mesmo ano, gravou seu 17° LP Eu sou o samba, que incluía Vai, meu samba (Ari do Cavaco e Otacílio de Sousa).

Nas décadas seguintes continuou sendo um dos cantores que mais vendeu discos no Brasil, gravando: Minha hora e vez (1976); Estou com o samba e não abro (1977); Pisei chão (1978); Couro comendo e Antologia da seresta n 1 (1979); Estou lhe devendo um sorriso (1980); Antologia da seresta n 2 e Alegria de um povo (1981); Jair Rodrigues de Oliveira (1982); Carinhoso (1983); Luzes do prazer (1984); Jair Rodrigues (1985); Jair Rodrigues (1988); Lamento sertanejo (1991); Viva meu samba (1994); Eu sou (1996).

Jair Rodrigues faleceu em 08/05/2014, em Cotia, na grande São Paulo, por um infarto agudo do miocárdio.

Algumas músicas










Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e Publifolha, SP, 1998.