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domingo, setembro 25, 2011

Maurício Tapajós

Maurício Tapajós (Maurício Tapajós Gomes), compositor, instrumentista, cantor e produtor musical, nasceu no Rio de Janeiro, RJ, em 27/12/1943, e faleceu na mesma cidade, em 21/04/1995. Nascido em uma família carioca com forte ligação musical (o pai, Paulo Tapajós, era radialista, compositor e cantor e foi, com os irmãos, responsável pela estréia musical do poeta Vinícius de Moraes na parceria Loura ou morena, de 1928; o irmão Paulinho também é músico), começou a compor na década de 60.

Sua primeira composição gravada foi Carro de boi (com Cacaso), pelo conjunto Os Cariocas.

Em 1966, assinou a direção musical e a trilha sonora, em parceria com Hermínio Bello de Carvalho e Antonio Carlos Brito (Cacaso), da ópera popular João Amor e Maria, de autoria de Hermínio Bello de Carvalho. O musical foi encenado no Teatro Jovem (RJ), por um elenco formado por Betty Faria, Fernando Lébeis, José Wilker, José Damasceno, Cécil Thiré e os integrantes do grupo vocal MPB-4, com direção de Kleber Santos e Nélson Xavier e cenários de Marcos Flaksman. A trilha sonora do espetáculo, de sua parceria com Hermínio Bello de Carvalho, foi lançada em disco.

Em 1967, Mudando de conversa (com Hermínio Bello de Carvalho) obteve sucesso na interpretação de Dóris Monteiro.

Teve diversas músicas gravadas na década de 1970, incluindo o clássico anticensura Pesadelo, com Paulo César Pinheiro ("você corta um verso/ eu escrevo outro/ você me prende vivo/ eu escapo morto") e o hino da anistia To voltando. Criou sua própria gravadora, Saci (Sociedade de Artistas e Compositores Independentes). Pela Saci lançou Olha aí e o LP duplo Aldir Blanc & Maurício Tapajós.

Foi fundador da Amar (Associação dos Músicos, Arranjadores e Regentes) e presidente da entidade.

No ano de sua morte, foi realizado, no Teatro João Caetano (RJ), o show tributo "Amigos lembram Maurício Tapajós", com a participação de Paulinho Tapajós, Mu Carvalho, Chico Buarque, Paulinho da Viola, Carlinhos Vergueiro, João Nogueira, Sérgio Ricardo, Cristina Buarque, Miúcha, Os Cariocas, O Trio, Cristóvão Bastos, Zezé Gonzaga, Célia Vaz, Alaíde Costa, Moacyr Luz, Marco Sacramento, Paulo Malaguti, Elza Maria e Amélia Rabelo, entre outros.

Maurício Tapajós faleceu aos 51 anos, em 21 de abril de 1995.

Algumas músicas

À flor da pele
Carro de boi
Mudando de conversa
Perdão
Pesadelo
Querelas do Brasil
To voltando


Fontes: CliqueMusic; Memorial da Fama.

quinta-feira, janeiro 29, 2009

Pressentimento


Pressentimento (samba, 1968) - Elton Medeiros e Hermínio Bello de Carvalho - Intérprete: Marília Medalha

LP Marília Medalha / Título da música: Pressentimento / Élton Medeiros (Compositor) / Hermínio Bello de Carvalho (Compositor) / Marília Medalha (Intérprete) / Gravadora: Philips / Ano: 1968 / Nº Álbum: R 765.047 L / Lado B / Faixa 4 / Gênero musical: Samba / MPB.


Tom: C
Intro 2x: Am  Am7M  Am7  Am6  F  E7  Am  E7

Am   E7          Am
Ai, ardido peito
G7                             C
Quem irá entender o seu segredo?
Dm          E7             Am
Quem irá pousar em  teu destino?
F           F7      E7
e depois morrer do seu amor

Am E7         Am
A mas quem virá
G7                      C
Me pergunto  a toda hora
Dm     E7           Am     F7
E a resposta é um silêncio
        E7           Am
que atravessa a madrugada

A                C#m
Vem meu novo amor
D      E7           A
Vou deixar a casa aberta
Bm    E7            Am
Ja escuto os teus passos
B7                   E7
Procurando o meu abrigo

C                 G
Vem que o sol raiou
F      G             C
os jardins estao floridos
Dm    E7           Am7
tudo faz  pressentimento
         Dm        Am
Este é o tempo ansiado
     E7        Am
Para ter felicidade

quinta-feira, janeiro 01, 2009

Rosa de ouro


Rosa de ouro, (samba, 1965) - Elton Medeiros, Paulinho da Viola e Hermínio Bello de Carvalho

LP Rosa de Ouro - Araci Cortes, Clementina De Jesus e Conjunto Rosa De Ouro / Título da música: Rosa de ouro / Elton Medeiros (Compositor) / Paulinho da Viola (Compositor) / Hermínio Bello de Carvalho (Compositor) / Participação do Conjunto Rosa de Ouro (Élton Medeiros, Jair do Cavaquinho, Nelson Sargento, Anescar do Salgueiro e Paulinho da Viola) / Trilha Sonora do espetáculo musical produzido e dirigido por Hermínio Bello de Carvalho no Teatro Jovem - Rio de Janeiro / Gravadora: Odeon / Ano: 1965 / Álbum: MOFB 3430 / Lado A / Parte inicial da faixa 1 / Gênero musical: Samba.


    Cm              F7         Bb      Gm
Ela tem uma rosa de ouro nos cabelos
Cm         F7        Bb     Gm
E outras mais tão graciosas
Cm                   F7             Bb      Gm
Ela tem outras rosas que são os meus desvelos
Cm             F7  Bbº      Bb      Gm
E seu olhar faz de mim um cravo ciumento
Cm F7  Bb      Gm
Em seu jardim de rosas
Cm  F7  Bb  Gm      Cm     F7
Rosa de ouro, que tesouro
Bb                   G7
Ter essa rosa plantada em meu peito
Cm  F7  Bb  Gm      Cm
Rosa de ouro, que tesouro
F7                        Bb      Gm
Ter essa rosa plantada no fundo do peito
     Cm                  F7          Bb     Gm
Esta rosa de ouro que eu trago nos cabelos
Cm         F7        Bb     Gm
E outras mais tão graciosas
Cm              F7              Bb      Gm
Floresceu no lindo jardim dos meus desvelos
Cm         F7 Bbº       Bb       Gm
Brotou em meu coração e cravos ciumentos
Cm       F7       Bb      Gm
Querem colher - o quê? - a rosa
Cm  F7  Bb  Gm   Cm   F7
Rosa de ouro, singela
Bb                G7
Quero ofertar esta rosa tão bela
Cm  F7  Bb  Gm   Cm
Rosa de ouro, singela
F7                       Bb      Gm
Quero ofertar a você esta rosa tão bela
Cm              F7       Bb
Quero ofertar a você esta rosa tão bela

quarta-feira, dezembro 31, 2008

Folhas no ar


Folhas no ar (samba, 1965) - Elton Medeiros e Hermínio Bello de Carvalho - Intérprete: Elizeth Cardoso

LP Elizete Sobe o Morro / Título da música: Folhas no ar / Hermínio Bello de Carvalho (Compositor) / Elton Medeiros (Compositor) / Elizeth Cardoso (Intérprete) / Gravadora: Copacabana / Ano: 1965 / Álbum: CLP 11434 / Lado A / Faixa 3 / Gênero musical: Samba.



Vou buscar aquilo que foi meu
E que no mundo se perdeu
Qual folhas que o vento soltou no ar
Ter a mesma paz de antigamente
Sair cantando por cantar
Qualquer canção sob qualquer luar


Vou buscar aquele amor tão meu
Sair andando a perguntar
Qual o caminho por onde ele foi
E por onde for irei também
Até o coração achar
Que simplesmente não achou


E aí então vou entender
Que ao buscar eu me perdi
De tudo aquilo que eu sou 

terça-feira, agosto 07, 2007

Clementina de Jesus

Clementina de Jesus, cantora, nasceu no interior do estado do Rio, mudando-se com a família para a capital do estado e radicando-se no bairro de Oswaldo Cruz. Lá acompanhou de perto o surgimento e desenvolvimento da escola de samba Portela, freqüentando desde cedo as rodas de samba da região.

Em 1940 casou-se e mudou para a Mangueira. Trabalhou como doméstica por mais de 20 anos, até ser "descoberta" pelo compositor Hermínio Bello de Carvalho em 1963, que a levou para participar do show "Rosa de Ouro", que rodou algumas das capitais mais importantes do Brasil e virou disco pela Odeon, incluindo, entre outros, o jongo "Benguelê".

Devota de Nossa Senhora da Glória do Outeiro, participava de festas das igrejas da Penha e de São Jorge, cantando músicas de romaria.Considerada rainha do partido-alto, com seu timbre de voz inconfundível, foi homenageada por Elton Medeiros com o partido "Clementina, Cadê Você?".

Além deste gênero gravou corimás, jongos, cantos de trabalho etc., recuperando a memória da conexão afro-brasileira. Em 1968, com a produção de Hermínio Bello de Carvalho, registrou o histórico LP "Gente da Antiga" ao lado de Pixinguinha e João da Baiana.

Gravou quatro discos solo (dois com o título "Clementina de Jesus", "Clementina, Cadê Você?" e "Marinheiro Só") e fez diversas participações, como nos discos "Rosa de Ouro", "Cantos de Escravos" e "Milagre dos Peixes", de Milton Nascimento, em que interpretou a faixa "Escravos de Jó".

Em 1983 foi homenageada por um espetáculo no Teatro Municipal do Rio de Janeiro, com a participação de Paulinho da Viola, Joao Nogueira, Elizeth Cardoso e outros nomes do samba.

domingo, outubro 29, 2006

Hermínio Bello de Carvalho

Hermínio Bello de Carvalho nasceu na cidade do Rio de Janeiro, em 1935. Neto de violeiro e filho de ator, morava no bairro da Glória quando começou a freqüentar reuniões na casa do músico Burle Marx, onde conheceu Claudete Soares e Helena de Lima.

Adolescente, gostava muito de música clássica, tendo sido presidente do Centro Cívico Carlos Gomes, de sua escola. Aos 14 anos, cantava em coro de igreja e, em 1958, começou sua carreira na Rádio MEC, do Rio de Janeiro, tendo escrito, entre outros, os programas Violão de Ontem e de Hoje, Reminiscências do Rio de Janeiro, Retratos Musicais e Concertos para a Juventude.

Agitador cultural, poeta, produtor musical, compositor e descobridor de talentos, desde cedo Hermínio conviveu de perto com a música e com os músicos brasileiros. Em 1962, publicou seu primeiro livro de uma série de cerca de 20 que viriam depois, entre eles poesias e crônicas dos personagens da MPB.

Em 1964, com a inauguração do bar Zicartola, no Rio de Janeiro, aproximou-se de Cartola e de alguns de seus futuros parceiros como Paulinho da Viola, Elton Medeiros e Mauricio Tapajós, com quem fez sua primeira música, Mudando de conversa.

No ano seguinte, dirigiu um musical que marcou época, Rosa de ouro, apresentado no Teatro Jovem, no Rio de Janeiro, que contou com a participação de Clementina de Jesus e Araci Cortes, acompanhadas pelo conjunto Rosa de Ouro, liderado por Paulinho da Viola e Elton Medeiros, que se consagrariam a partir desse show. O musical foi transformado em disco gravado ao vivo – Rosa de Ouro, volume I –, considerado por unanimidade o melhor do ano.

Ainda em 1965 promoveu, com Edu Lobo, no Teatro Jovem, a Feira de Música Popular, reunindo nomes como Nara Leão, Caetano Veloso, Paulinho da Viola e Torquato Neto, realizou palestras sobre Villa-Lobos, em Lisboa, Portugal, Madrid, Espanha, e Paris, França, e compôs com Zé Keti o samba Cicatriz. Produziu mais de cem discos, como os de Radamés Gnattali, Dalva de Oliveira, Pixinguinha e Eliseth Cardoso. Foi o primeiro a fazer discos de Cartola, Nelson Cavaquinho e Carlos Cachaça.

Na primeira metade da década de 1960, dedicou-se a poesia, lançando vários livros: Chove azul em teus cabelos, Rio de Janeiro, 1961; Ária e percussão, Rio de Janeiro, 1962; Novíssima poesia brasileira, Rio de Janeiro, 1963; e Poemas do amor maldito, Rio de Janeiro, 1964.

A partir de 1964, iniciou movimento de integração da música popular e erudita, produzindo concertos mistos, num dos quais apresentou pela primeira vez em público Clementina de Jesus, acompanhada pelo violonista clássico Turíbio Santos.

Deixou a Funarte em 1989 após 13 anos no cargo de diretor adjunto da Divisão de Música Popular Brasileira. Neste período, esteve à frente dos seguintes projetos: Almirante, de recuperação de arquivos e gravação de discos pouco comerciais; Lúcio Rangel, de biografias de MPB; e, o mais conhecido, o Pixinguinha, de shows, uma reedição nacional do Projeto Seis e Meia, que reuniu duplas inesquecíveis para cantar pelo país. Foi membro fundador do Conselho de Música Popular do Museu da Imagem e do Som (MIS).

Em 1978 recebeu o Troféu Estácio de Sá, do MIS, por ter sido a personalidade que mais prestou serviços à musica naquele ano. Apresentou na TVE o musical "Água Viva", de 1976 a 1977 e de 1981 a 1983. Na comemoração dos seus 60 anos, em 1995, foi homenageado com shows e a exposição Isso é que é viverHomenagem aos 60 anos de Hermínio Bello de Carvalho, do Museu da Imagem e do Som, no Rio de Janeiro, quando autografou seu livro Umas e Outros.

Ainda em 1995 foram lançados o livro Sessão Passatempo pela Relume-Dumara, RJ, em que conta histórias sobre personalidades da música popular e dois CDs Alaíde Costa canta Hermínio Bello de Carvalho, com canções remasterizados do LP de 1982 e composições novas como a inédita O sabiá e o vento (com Vicente Barreto), e a coletânea de sua obra na série Mestres da MPB, da Warner, em que participam intérpretes como Dalva de Oliveira, Maria Bethânia, Elizeth Cardoso e Gal Costa.

Em 1997 idealizou o Centro de Memória da Mangueira, para a Secretaria de Estado de Educação e Cultura do Rio de Janeiro.

Algumas músicas













Fonte: Educarede

terça-feira, março 21, 2006

Fala baixinho

Hermínio B. de Carvalho
Fala baixinho (choro, 1964) - Música de Pixinguinha e letra de Hermínio Bello de Carvalho) - Intérprete: Elizeth Cardoso - Álbum: "Elizeth Cardoso - Uma Rosa para Pixinguinha"


Fala baixinho só pra eu ouvir
Porque ninguém vai mesmo compreender
Que o nosso amor é bem maior
Que tudo aquilo que eles sentem

Eu acho até que eles nem sentem, não
Espalham coisas só pra disfarçar
Daí então porque se dar
Ouvidos a quem nem sabe gostar

Olha só, meu bem, quando estamos sós
O mundo até parece que foi feito pra nós dois
Tanto amor assim que é melhor guardar
Pois que os invejosos vão querer roubar

A sinceridade é que vale mais
Pode a humanidade se roer de desamor
Vamos só nós dois / Sem olhar pra trás
Sem termos que ligar pra mais ninguém