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segunda-feira, agosto 27, 2018

Zé Carioca - Moreira da Silva

Zé Carioca(samba, 1959) - Zé da Zilda (José Gonçalves) e Zilda do Zé (Zilda Gonçalves) - Intérprete: Moreira da Silva

LP Moreira Da Silva - A Volta Do Malandro / Título da música: Zé Carioca / Zé da Zilda (Compositor) / Zilda do Zé (Compositora) / Moreira da Silva (Intérprete) / Gravadora: Odeon / Nº Álbum: MOFB 3096 / Ano: 1959 / Lado B /Faixa 6 / Gênero musical: Samba / Samba-de-breque.



História de papagaio
Eu conheço bastante
Vou contar nesse instante uma bem interessante
Quando eu cheguei aqui
Fui tomar um café
Na Praça Tiradentes
No botequim do seu Vicente
Vi um pássaro verde
Em cima de um palanque
Que eu não conhecia
Eu perguntei a freguesia
Me disseram que era
O papagaio Zé Carioca
Professor de português
(Fala francês, italiano e até inglês, um bom freguês)
Ele ficou meu amigo,
E me levou consigo a uma gafieira
(Onde eu sambei a noite inteira)
De madrugada uma dama fuleira fez um tempo quente
E o papagaio pulou na frente
Deixa comigo que eu sou carne de pescoço
Quem mexer com meu amigo tem que mastigar um osso
Não tenha medo isso é café pequeno eu resolvo só
(Pulou pra trás e arrancou o paletó, meu Deus que nó
eu vou fugir, pra Maceió, com minha vó)*
E, mas de repente a polícia chegou e o baile acabou
E todo mundo se pirou
E o papagaio saiu debaixo da mesa todo rasgado
Completamente depenado
Os dançarinos ficaram com pena de ver seu estado
(Disseram: coitado)
Ele saiu gingando se rebolando todo cheio de visagem
É dos pelados que elas gostam mais
É dos depenados que elas gostam mais.

quarta-feira, janeiro 24, 2018

Só pra chatear - Zé e Zilda

Zilda Gonçalves e José Gonçalves - 1940's.

Só Pra Chatear (samba, 1947) - Príncipe Pretinho - Intérpretes: Zé da Zilda e Zilda do Zé

Disco 78 rpm / Título da música: Só Pra Chatear / Príncipe Pretinho (Compositor) / Zé da Zilda (Intérprete) / Zilda do Zé (Intérprete) / Gravadora: Continental / Ano: 1947 / Nº Álbum: 15.856-A / Lado A / Gênero musical: Samba.


Tom: C

(intro) A7 Dm6  Am6  Fmaj7 B7 E7 Am6

      A7           Dm6
Eu mandei fazer um terno
Dm         G7
Só pra chatear
       G7     Cmaj7
Com a gola amarela
         Am7
Só pra chatear.

         Am7        Bm7(b5)
Mandei bordar na lapela
           E7
Só pra chatear
           Bm7(b5)    E7     Am7
O nome que não        era o dela.
Am6        Am6
So pra chatear.

(repete)

    G7          Dm7 G7   Cmaj7 C6
Comprei um par de sapatos brancos,
    Bm7(b5)         E7        Am6  A7
Mas sei que ela só gosta de marrom,
Dm6
Só pra chatear,
Am6
Só pra chatear,
Fmaj7      B7             E7  Em7  A7
Cada pé de sapato tem um tom.

     Dm7       Dm6         Am7          Am6
Comprei um bangalô pra chatear lá na favela,
    B7            E7         Am6
Mas vou morar na Lapa perto dela.

(instrumental)

    G7          Dm7 G7   Cmaj7 C6
Comprei um par de sapatos brancos,
    Bm7(b5)         E7        Am6  A7
Mas sei que ela só gosta de marrom,
Dm6
Só pra chatear,
Am6
Só pra chatear,
Fmaj7      B7             E7  Em7  A7
Cada pé de sapato tem um tom.

     Dm7       Dm6         Am7          Am6
Comprei um bangalô pra chatear lá na favela,
    B7            E7         Am6
Mas vou morar na Lapa perto dela.

quarta-feira, outubro 05, 2011

Waldir Machado

Waldir Machado, compositor, cantor, radialista, advogado e jornalista, nasceu no Rio de Janeiro, RJ, em 26/10/1923. Considerado um compositor essencialmente carnavalesco embora tenha transitado pelo chamado repertório romântico.

Em 1943, iniciou a carreira artística cantando em cinemas, igrejas e clubes imitando Orlando Silva. Sua primeira apresentação radiofõnica foi no "Programa Acadêmico", na Rádio Philips do Brasil. Apresentou-se também nas rádios Nacional, Tamoio, Tupi e Transmissora.

Apresentou por 16 anos o "Programa Waldir Machado" na Rádio Mauá. Como compositor, fez principalmente marchas e boleros. Teve composições gravadas entre outros por J. B. de Carvalho, Linda Batista, Bill Farr, Orlando Dias e Osvaldo Borba.

Em 1952 Dircinha Batista gravou na Odeon o samba Fugindo de mim parceria com Arnaldo Passos e Geraldo Pereira. Em 1953, J. B. de Carvalho gravou na Todamérica o ponto de macumba São Benedito, parceria com J. B. de Carvalho e Rossini Pacheco.

Em 1954, Diamantino Gomes gravou na Odeon o samba Não sabe o que diz, parceria com José Gonçalves. No mesmo ano a dupla Zé da Zilda e Zilda do Zé gravou a rancheira São João do Rancho Fundo, parceria com José Gonçalves. No mesmo ano, fez grande sucesso com a marcha Saca rolha, parceria com Zé da Zilda e Zilda do Zé e gravada na Odeon pelo casal Zé e Zilda, que se tornou um clássico do repertório carnavalesco.

Em 1957, Afrânio Rodrigues gravou na Polydor a marcha Sou o maior e Heleninha Costa na Copacabana o samba Revelarei, com Claudionor Santos. No mesmo ano, obteve sucesso com a marcha Dinheiro de borracha, parceria com Djalma Machado e Antônio Nunes.

Em 1958, Diana Montez gravou na Polydor o bolero Espera um pouco mais. No mesmo ano, Bill Farr gravou a marcha Cara bonita, pela Continental. No início dos anos 1960 teve diversas de suas composições gravadas por Orlando Dias na Odeon, a quem dedicou mais de 40 composições.

Em 1960 foram os boleros Quem ama perdoa, Perdoa-me pelo bem que te quero e Que me importa, gravada também no mesmo ano pelas Primas Miranda, Lusinho, Zezinha e Limeira. Em 1961 foram os boleros Eu te quero tanto, O maior amor do mundo e Se tu soubesses, este último em parceria com David Montenegro. Ainda em 1961, teve as músicas Perdoa-me pelo bem que te quero, Espera um pouco mais, Que me importa, Eu te quero tanto, Se eu pudesse e Quem ama perdoa gravadas pela pianista  Carolina Cardoso de Meneses no LP "Caroilina e o sucesso" da Odeon.

Em 1962 o samba-canção Será que tu não entendes os meus olhos e o bolero Se a vida fosse um sonho bom. No mesmo ano gravou pela Philips os boleros Feliz contigo e Em teus braços minha cruz, ambos de sua autoria. Em 1963 o bolero Quisera envolver-me em teus braços foi gravado por Orlando Dias. Seu maior sucesso foi a marcha carnavalesca Saca rolha, parceria com Zé da Zilda e Zilda do Zé.

Em seu programa de rádio foi responsável pelo lançamento do cantor Anísio Silva e da cantora Diana Montez. Teve composições gravadas também por Chitãozinho e Xororó, Elimar Santos e Bruno e Marrone. Em 2003, lançou o CD "Waldir Machado revive seus sucessos através dos tempos", no qual interpretou sucessos como Tenho ciúmes de tudo, Tu hás de pensar em mim e Nunca mais, além da inédita Quem ama não trai

Obras

A chama do amor, Agonia de amor (c/ Adelino Moreira), Anágua (c/ Benê Guimarães), Até eu, Beija-me pela última vez, Canjira (c/ Paulo Rodrigues), Cara linda, Dinheiro de borracha (c/ Djalma Machado e Antônio Nunes), Em teus braços minha cruz, Espera um pouco mais, Eu sempre te amei, Eu sou de mola (c/ Antônio Nunes), Eu te quero tanto, Feliz contigo, Fruta madura (c/ Rubens Machado), Fugindo de mim (c/ Arnaldo Passos e Geraldo Pereira), Lembranças tantas de ti, Não posso conter meu pranto, Não sabe o que diz (c/ José Gonçalves), Nasci para te amar, Nos braços dela (c/ Osvaldo Lira), Nunca mais, O maior amor do mundo, Perdoa-me pelo bem que te quero, Play-boy Valdemar (c/ Rubens Machado), Que me importa, Quem ama não trai, Quem ama perdoa, Quisera envolver-me em teus braços, Revelarei (c/ Claudionor Santos), Saca-rolha (c/ José Gonçalves e Zilda Gonçalves), São Benedito (c/ J. B. de Carvalho e Rossini Pacheco), São João do Rancho fundo (c/ José Gonçalves), Se a vida fosse um sonho bom, Se eu pudesse, Se tu soubesses, Será que tu não entendes os meus olhos, Só eu sei (c/ Rubens Machado), Sou camarada, Sou eu (c/ Rubens Machado), Sou o maior, Tenho ciúmes de tudo, Tu hás de pensar em mim, Vem com titio.

Discografia

(2003) Waldir Machado revive seus sucessos através dos tempos • Independente • CD; (1962) Feliz contigo / Em teus braços minha cruz • Philips • 78.

Fonte: Dicionário Cravo Albin da MPB

segunda-feira, novembro 29, 2010

Funga-funga

Marlene
Funga-Funga (marcha, 1954) - Adelino Moreira e José Gonçalves (Zé da Zilda)

Título da música: Funga-funga / Gênero musical: Marcha / Intérprete: Marlene / Compositores: Moreira, Adelino - Gonçalves, José / Gravadora Continental / Número do Álbum 16891 / Data de Gravação 00/1954 / Data de Lançamento 00/1954 / Lado B / Disco 78 rpm:



No baile do clube do Funga-funga
Jogaram um negócio no salão
E as damas espirravam feito gato
E os homens fungavam feito um leão

No baile do clube do Funga-funga
Jogaram um negócio no salão
E as damas espirravam feito gato
E os homens fungavam feito um leão

Oi, funga-funga-funga, oi
Todo mundo a fungar
Funga-funga-funga
Até o baile acabar

Funga-funga-funga, oi
Todo mundo a fungar
Funga-funga-funga
Até o baile acabar

No baile do clube do Funga-funga
Jogaram um negócio no salão
E as damas espirravam feito gato
E os homens fungavam feito um leão

Funga-funga-funga, oi
Todo mundo a fungar
Funga-funga-funga
Até o baile acabar

Olha o côco Sinhá

Zé da Zilda - 1946
Olha o côco Sinhá (samba, 1954) - J. Reis, Zé da Zilda (José Gonçalves) e Adelino Moreira

Título da música: Olha o coco Sinhá / Gênero musical: Samba / Intérpretes: Zé da Zilda e Zilda do Zé / Compositores: Moreira, Adelino - Reis, J - Gonçalves, José / Gravadora Odeon / Número do Álbum 13588 / Data de Gravação 00/1953 / Data de Lançamento 00/1954 / Lado A / Disco 78 rpm:



Olha a cal / Olha a cal
Olha o côco, Sinhá!
Olha a cal / De pintá?
Olha o côco, Sinhá!

Olha a cal / Olha a cal
Olha o côco, Sinhá!
Olha a cal / De pintá?
Olha o côco, Sinhá!

Bota água nessa cal
Deixa a cal se desmanchar
Bota cinza nesse côco
Deixa o côco madurar

Olha a cal / Olha a cal
Olha o côco, Sinhá!
Olha a cal / Que qui tá?
Olha o côco, Sinhá!

Olha a cal / Olha a cal
Olha o côco, Sinhá!
Olha a cal / Que qui tá?
Olha o côco, Sinhá!

Bota água nessa cal
Deixa a cal se desmanchar
Bota cinza nesse côco
Deixa o côco madurar

Olha a cal / Olha a cal
Olha o côco, Sinhá!
Olha a cal / Que qui tá?
Olha o côco, Sinhá!

Nego da calça amarela

Zilda do Zé
Nego da calça amarela (bambu, 1952) - Adelino Moreira, O. Silva e Zé da Zilda

Título da música: Nego da calça amarela / Gênero musical: Bambu / Intérpretes: Zé da Zilda e Zilda do Zé / Compositores: Moreira, Adelino - Silva, O - Zé / Acompanhamento Regional / Gravadora Odeon / Número do Álbum 13335 / Data de Gravação 23/07/1952 / Data de Lançamento 10/1952 / Lado A / Disco 78 rpm:



Nego da calça amarela / Onde tu foi passeá?
Nego tu vem banzeiro / Que nem pode si aprumá?
Nego da calça amarela / Onde tu foi passeá?
Nego tu vem banzeiro / Que nem pode si aprumá?

Onde esse nego passa / Todo mundo dá por ela
Só se vê dizendo: / Óia o nego da calça amarela!

Óia o nego da calça amarela!
Óia o nego da calça amarela!
Óia o nego da calça amarela!
Óia o nego da calça amarela!

Esse nego andô bebendo!
Ele ainda tá banzeiro!
Esse nego andô brigando
Ele ainda tá banzeiro!
Esse nego andô caindo!
Ele ainda tá banzeiro, tá!

Inda tá banzeiro, tá!
Inda tá banzeiro, tá!
Inda tá banzeiro, tá!
Inda tá banzeiro, tá!

Esse nego andô bebendo!
Ele ainda tá banzeiro!
Esse nego andô brigando
Ele ainda tá banzeiro!
Esse nego andô caindo!
Ele ainda tá banzeiro, tá!

Inda tá banzeiro, tá!
Inda tá banzeiro, tá!
Inda tá banzeiro, tá!
Inda tá banzeiro, tá!

Nego da calça amarela / Onde tu foi passeá?
Nego tu vem banzeiro / Que nem pode si aprumá?
Nego da calça amarela / Onde tu foi passeá?
Nego tu vem banzero / Que nem pode si aprumá?

Onde esse nego passa / Todo mundo dá por ela
Só se vê dizendo: / Óia o nego da calça amarela!

Óia o nego da calça amarela!
Óia o nego da calça amarela!
Óia o nego da calça amarela!
Óia o nego da calça amarela!

Esse nego andô bebendo!
Ele ainda tá banzeiro!
Esse nego andô brigando
Ele ainda tá banzeiro!
Esse nego andô caindo!
Ele ainda tá banzeiro, tá!

Inda tá banzeiro, tá!
Inda tá banzeiro, tá!
Inda tá banzeiro, tá!
Inda tá banzeiro, tá!

sábado, novembro 27, 2010

Promete

Zilda Gonçalves
Promete (samba, 1947) - Oldemar Magalhães, Alcino Vieira e Ademar Muharran

Título da música: Promete / Gênero musical: Samba / Intérpretes: Zé da Zilda e Zilda do Zé / Compositores: Muharran, Ademar - Vieira, Alcino - Magalhães, Oldemar / Gravadora Continental / Número do Álbum 15842 / Data de Gravação 15/09/1947 / Data de Lançamento 12/1947 / Lado B / Disco 78 rpm


Quando dissesses pra mim
Tudo entre nós terminou!
Chorei, confesso, chorei de dor
Por me faltar no meu lar
O seu amor
Eu prometo perdoar
Agora promete
Que vai voltar ao meu lar
Promete!

Voltarás a ser a minha
Voltar pra aquele lar abandonado
E serás minha rainha!
Voltarás a ser a minha
Voltar pra aquele lar abandonado
E serás minha rainha

Promete, promete, promete!
Voltarás a ser a minha
Voltar pra aquele lar abandonado
E serás minha rainha!
Promete, promete, promete!
Voltarás a ser a minha
Voltar pra aquele lar abandonado
E serás minha rainha!

Cidade Alta

Zilda Gonçalves
Cidade Alta (samba, 1949) - Oldemar Magalhães e José Gonçalves (Zé da Zilda)

Título da música: Cidade alta / Gênero musical: Samba / Intérpretes: Zé da Zilda e Zilda do Zé / Compositores: Gonçalves, José - Magalhães, Oldemar / Gravadora Star / Número do Álbum 136 / Data de Gravação: 1947-1949 / Data de Lançamento 00/1949 / Lado A / Disco 78 rpm:


Quem olha da Cidade Alta / Pra Cidade Baixa
O que é que vê? / Vê uma baiana queimada, tostada
Da cor do azeite de dendê

Ela tem felicidade / Tem simplicidade e é bondosa!
Por aí, a gente vê / Que a baiana tem tudo
E não tem prosa!

Quem olha da Cidade Alta / Pra Cidade Baixa
O que é que vê? / Vê uma baiana queimada, tostada
Da cor do azeite de dendê

Ela tem felicidade / Tem simplicidade e é bondosa!
Por aí, a gente vê / Que a baiana tem tudo
E não tem prosa!

Tem beleza no andar (tem!) / Tem chamego no pisar (tem!)
Tem perfume de matar (tem!) / Um sorriso que provoca
Seu olhar é feiticeiro / Que faz qualquer carioca
Lhe dar todo o seu dinheiro!

Quem olha da Cidade Alta / Pra Cidade Baixa
O que é que vê? / Vê uma baiana queimada, tostada
Da cor do azeite de dendê

Ela tem felicidade / Tem simplicidade e é bondosa!
Por aí, a gente vê / Que a baiana tem tudo
E não tem prosa!

Tem beleza no andar (tem!) / Tem chamego no pisar (tem!)
Tem moleza no gingar (tem!) / Um sorriso que provoca
Seu olhar é feiticeiro / Que faz qualquer carioca
Lhe dar todo o seu dinheiro!

Morena do Brasil

Zilda Gonçalves
Morena do Brasil (marcha, 1946) - Oldemar Magalhães e Zilda do Zé

Título da música: Morena do Brasil / Gênero musical: Marcha / Intérpretes: Zé da Zilda e Zilda do Zé / Compositores: Magalhães, Oldemar - Gonçalves, Zilda / Gravadora Continental / Data de Gravação 00/1946 / Data de Lançamento 00/1946 / Lado B / Disco 78 rpm:


Amei uma francesa / Depois uma chinesa
Até uma portuguesa / Mas não dei meu coração
O que de fato tem razão / O que de fato tem razão

Amei uma havaiana / Depois uma cigana
Até uma mexicana / Mas não dei meu coração
O que de fato tem razão / O que de fato tem razão

Que importa / Que digam no meu rosto
Que eu não tenho gosto / E que sou da oposição
Debaixo do grande céu de anil / Tem uma bela(?)
Com morena do Brasil!

Amei uma havaiana / Depois uma cigana
Até uma mexicana / Mas não dei meu coração
O que de fato tem razão / O que de fato tem razão

domingo, novembro 21, 2010

Jura

Zilda e Zé
Jura (samba, 1954) - Adolfo Macedo, Marcelino Ramos e Zé da Zilda

Título da música: Jura / Gênero musical: Samba / Intérpretes: Diamantina Gomes, Zé da Zilda e Zilda do Zé / Compositores: Macedo, Adolfo - Gonçalves, José - Ramos, Marcelino / Gravadora Odeon / Número do Álbum 13584 / Data de Gravação 00/1953 / Data de Lançamento 00/1954 / Lado B / Disco 78 rpm:


Foi uma jura
Que fiz de nunca mais amar
Foi uma jura
Que fiz de nunca mais amar

Ai, ai, ai, meu Deus
Pra que que eu jurei
Todo mundo sabe
Quebrei minha jura, quebrei.


(Repete tudo)

Vendedor de pirulito

Zilda e Zé
Vendedor de pirulito (marcha, 1954) - Zé da Zilda e Zilda do Zé

Título da música: Vendedor de pirulito / Gênero musical: Marcha / Intérpretes: Diamantina Gomes, Zé da Zilda e Zilda do Zé / Compositores: Gonçalves, José - Gonçalves, Zilda / Gravadora Odeon / Número do Álbum 13584 / Data de Gravação 00/1953 / Data de Lançamento 00/1954 / Lado A / Disco 78 rpm:


O que que há
Com seu Clemente,
Que está ficando,
Cada vez mais renitente,
Você quer ver ele contente
Compra um pirulito,
E dá pra ele de presente.

O que que há
Com seu Clemente,
Que está ficando,
Cada vez mais renitente,
Você quer ver ele contente ?
Compra um pirulito,
E dá pra ele de presente.

Lá vem o vendedor de pirulito,
Trazendo nas costas o latão,
Com a mão direita, toca castanhola,
Vende pirulito, com a outra mão...

domingo, agosto 24, 2008

Falam de mim

Noel de Oliveira
Falam de mim (samba/carnaval, 1949) - Noel Rosa de Oliveira, Eden Silva e Aníbal Silva - Intérpretes: Zé da Zilda e Zilda do Zé

Disco 78 rpm / Título da música: Falam de mim / Aníbal Silva (Compositor) / Eden Silva (Compositor) / Noel Rosa de Oliveira (Compositor) / Zé da Zilda (Intérprete) / Zilda do Zé (Intérprete) / Escola de Samba (Acomp.) / Gravadora: Continental / Gravação: 13/10/1948 / Lançamento: 01/1949 / Nº do Álbum: 15984 / Nº da Matriz: 1981 / Gênero musical: Samba / Coleções de origem: IMS, Nirez


Falam de mim
Mas eu não ligo
Todo mundo sabe
Que sempre fui amigo

Um rapaz como eu
Não merece essa ingratidão
Falam de mim, falam de mim
Mas quem fala não tem razão

Por ciúme ou por despeito
Falam de mim
Não está direito
Procederem assim

Meu coração
Não merece essa ingratidão
Falam de mim, falam de mim
Mas quem fala não tem razão



Fontes: Discografia Brasileira - IMS; Instituto Moreira Salles.

domingo, março 23, 2008

Quem mente perde a razão

Nelson Gonçalves

Quem mente perde a razão (samba, 1942) - Zé da Zilda e Edgard Nunes - Interpretação: Nelson Gonçalves

Disco 78 rpm / Título da música: Quem mente perde a razão / Edgard Nunes (Compositor) / José Gonçalves [Zé da Zilda] (Compositor) / Nelson Gonçalves, 1919-1998 (Intérprete) / Luiz Americano e Seu Regional (Acomp.) / Gravadora: Victor / Gravação: 10/02/1942 / Lançamento: 04/1942 / Nº do Álbum: 34896 / Nº da Matriz: S-052477 / Gênero musical: Samba


Mentirosa
Foste tu, que um dia
Perante Santa Maria
Prometeste ser fiel
Quem mente, perde a razão
E acaba de déo em déo
Não tem sossego na terra
E nem perdão, lá no céu

A tua promessa faliu
A tua jura também se quebrou
Mentiste ao meu coração
Mentiste ao Nosso Senhor
Eu sei que tu vives bem
Sem ter os carinhos meus
Mas não podes ser feliz
Sem ter a Graça de Deus
(mentirosa fingida)



Fontes: Discografia Brasileira - IMS; Instituto Moreira Salles.

terça-feira, janeiro 29, 2008

Zé Carioca

Zé Carioca(samba, 1959) - Zé da Zilda (José Gonçalves) e Zilda do Zé (Zilda Gonçalves) - Intérprete: Moreira da Silva

LP Moreira Da Silva - A Volta Do Malandro / Título da música: Zé Carioca / Zé da Zilda (Compositor) / Zilda do Zé (Compositora) / Moreira da Silva (Intérprete) / Gravadora: Odeon / Nº Álbum: MOFB 3096 / Ano: 1959 / Lado B /Faixa 6 / Gênero musical: Samba / Samba-de-breque.



História de papagaio
Eu conheço bastante
Vou contar nesse instante uma bem interessante
Quando eu cheguei aqui
Fui tomar um café
Na Praça Tiradentes
No botequim do seu Vicente
Vi um pássaro verde
Em cima de um palanque
Que eu não conhecia
Eu perguntei a freguesia
Me disseram que era
O papagaio Zé Carioca
Professor de português
(Fala francês, italiano e até inglês, um bom freguês)
Ele ficou meu amigo,
E me levou consigo a uma gafieira
(Onde eu sambei a noite inteira)
De madrugada uma dama fuleira fez um tempo quente
E o papagaio pulou na frente
Deixa comigo que eu sou carne de pescoço
Quem mexer com meu amigo tem que mastigar um osso
Não tenha medo isso é café pequeno eu resolvo só
(Pulou pra trás e arrancou o paletó, meu Deus que nó
eu vou fugir, pra Maceió, com minha vó)*
E, mas de repente a polícia chegou e o baile acabou
E todo mundo se pirou
E o papagaio saiu debaixo da mesa todo rasgado
Completamente depenado
Os dançarinos ficaram com pena de ver seu estado
(Disseram: coitado)
Ele saiu gingando se rebolando todo cheio de visagem
É dos pelados que elas gostam mais
É dos depenados que elas gostam mais.

domingo, abril 09, 2006

Zé da Zilda

Zé da Zilda (José Gonçalves), compositor e cantor nasceu no Rio de Janeiro RJ em 6/1/1908 e faleceu em 10/10/1954. Filho de músico, nascido no subúrbio de Campo Grande, aos cinco anos começou a se interessar pelo cavaquinho, aprendendo os rudimentos de música com o pai. Por volta de 1920 morava no morro da Mangueira, onde fez amizade com vários sambistas, entre os quais Cartola, que mais tarde seria seu parceiro.


Na companhia teatral Casa de Caboclo, organizada por Duque, começou a cantar emboladas e sambas, acompanhando-se ao cavaquinho e violão, e interpretando o personagem Zé com Fome, que durante muito tempo foi seu nome artístico.

A convite de Duque, ingressou na Rádio Educadora, formando dupla com Pente Fino (Claudionor Cruz). Depois foi para a Rádio Transmissora, já como chefe de um regional e com programa próprio, no qual conheceu a cantora Zilda, que fazia sua estréia. Com ela formou inicialmente a Dupla da Harmonia.

No Carnaval de 1936, seu samba Não quero mais (com Cartola e Carlos Cachaça), foi cantado com grande sucesso pelo G.R.E.S. Estação Primeira de Mangueira, na Praça Onze, gravado no ano seguinte por Araci de Almeida, na Victor, e mais tarde relançado por Paulinho da Viola, no LP Nervos de aço, com o nome de Não quero mais amar a ninguém .

Em 1938 casou com Zilda e passaram a atuar na Rádio Clube do Brasil. Em seguida, Orlando Silva gravou na Victor Meu pranto ninguém vê (com Ataulfo Alves). Em 1939 a dupla passou a atuar na Rádio Cruzeiro do Sul, no programa de Paulo Roberto, que os batizou de Zé da Zilda e Zilda do Zé, nome que adotaram em suas apresentações, inclusive em circos.

Em 1940, participou da gravação de Leopold Stokowski no navio Uruguai, para o álbum de música brasileira editado nos EUA pela Columbia. No ano seguinte compôs, com Marino Pinto, o samba Aos pés da cruz, gravado por Orlando Silva na Victor com grande sucesso.

Com seus choros Fim de eixo e Levanta, José, a dupla estreou em disco, na Victor, em 1944. A partir dessa época realizaram várias gravações de músicas suas e de outros compositores, como Só pra chatear (Príncipe Pretinho). Em 1945 começaram, com grande sucesso, a gravar para o Carnaval, estreando com Conversa, Laurindo (com Ari Monteiro), na Continental, e ao mesmo tempo trabalharam na Rádio Mayrink Veiga.

Do Carnaval de 1954 é o grande sucesso da dupla, em parceria com Zilda e Valdir Machado, a marcha Saca-rolha, conhecida por seu primeiro verso, "As águas vão rolar...", que eles mesmos gravaram na Odeon. No mesmo ano lançaram para o Carnaval o samba Jura (com Marcelino Ramos e Adolfo Macedo).

Pouco antes de morrer, deixou gravados com Zilda, para o Carnaval de 1955, a marcha Ressaca(da dupla com Valdir Machado) e o samba Império do Samba (da dupla). No ano seguinte Zilda homenageou sua memória com o samba Vai que depois eu vou (com Zilda do Zé, Adolfo Macedo e Aírton Amorim), lançado pela Odeon, com enorme sucesso. Voltou a lembrar o marido, com o samba Vem me buscar (Zilda com Adolfo Macedo).

Outras músicas de sua autoria, entre as quais os sambas de breque Nega zura, Mulher malandra e Garota Copacabana, foram gravadas e relançadas por Jorge Veiga em 1975, no seu LP O melhor de Jorge Veiga, pela Copacabana.

Obra

Aos pés da cruz (c/Marino Pinto), samba, 1942; Conversa, Laurindo (c/Ari Monteiro), samba, 1945; Fim de eixo, choro, 1944; Garota Copacabana, samba, 1975; Império do samba (c/Zilda do Zé), samba, 1954; Jura (c/Marcelino Ramos e Adolfo Macedo), samba, 1954; Levanta José, choro, 1944; Meu pranto ninguém vê (c/Ataulfo Alves), samba, 1938; Mulher malandra, samba, 1975; Não quero mais (Não quero mais amar a ninguém) (c/Cartola e Carlos Cachaça), samba, 1937; Nega zura, samba, 1938; Quem mente perde a razão (c/Edgard Nunes), samba, 1942; Ressaca (c/Zilda do Zé e Valdir Machado), marcha, 1953; Saca-rolha (c/Zilda do Zé e Valdir Machado), 1953; Santo Antônio amigo (c/Marino Pinto e J. Cascata), samba, 1941.


Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e Publifolha.

quinta-feira, março 23, 2006

Corta-Jaca


Conhecido desde 1895, quando foi lançado na opereta-burlesca "Zizinha Maxixe", o tango "Corta-Jaca", cujo título original é "Gaúcho", teve a popularidade redobrada nove anos depois, ao reaparecer na revista Cá e Lá. Comprovam o sucesso as oito gravações que recebeu entre 1904 e 1912 e sua apresentação, em 26.10.1914, numa recepção oficial no Palácio do Catete, então sede do Governo Federal. Na ocasião, foi interpretado pela primeira dama, Sra. Nair de Teffé, fato explorado como escândalo pela oposição.

"Corta-Jaca" ou "Dança do Corta-Jaca", como está classificado em uma de suas edições, é na verdade um maxixe bem sacudido, característica que muito contribuiu para o seu êxito. A fim de ser cantado em Cá e Lá, ganhou letra de Tito Martins e Bandeira de Gouveia, autores da peça ("Ai! Ai! Que bom cortar a jaca / Ai! Sim, meu bem ataca, sem descansar...").
"Não há razão para censurar o Corta-jaca, minha senhora. O tango nasceu nos cabarets escusos, mas... chegou aos salões mais finos... Fez-se por si" (Careta - Rio de Janeiro, ed. 333, de 07/11/1914). No sarau do Catete, em 1914, a primeira-dama Nair de Tefé tocou ao violão o Corta-jaca, maxixe de Chiquinha Gonzaga, causando grande escândalo. O episódio levou Rui Barbosa a ocupar a tribuna do Senado para classificar esse gênero de ritmo como "a mais vulgar e grosseira de nossas manifestações musicais".

Corta-Jaca (Gaúcho) (tango, 1895) - Chiquinha Gonzaga e Machado Careca. Essa composição de Chiquinha recebeu as mais diversas definições de gênero musical nas gravações durante o séc. XX como se nota nos exemplos abaixo.

Interpretação de Os Geraldos, acompanhados ao piano, em 1906:

Disco selo: Odeon Record / Título da música: Corta Jaca / Chiquinha Gonzaga (Compositora) / Machado Careca (Compositor) / Os Geraldos (Intérprete) / Piano (Acomp.) / Nº do Álbum: 40454 /Lançamento: 1906 / Gênero musical: Duetto / Coleção de Origem: IMS, Nirez



Interpretação de Zé da Zilda, com o Conjunto Regional de Donga, em 1938:

Disco 78 rpm / Título da música: O Corta Jaca / Chiquinha Gonzaga (Compositora) / José Gonçalves [Zé da Zilda] (Intérprete) / Conjunto Regional de Donga (Acomp.) / Gravadora: Odeon / Nº do Álbum: 11661-a / Nº da Matriz: 5906 / Gravação: 30/Agosto/1938 / Lançamento: Novembro/1938 / Gênero musical: Corta Jaca / Coleção de Origem: IMS, Nirez



Interpretação de Guio de Moraes e Seus Parentes em 1953:

Disco 78 rpm / Título da música: Gaúcho (Corta Jaca) / Chiquinha Gonzaga (Compositora) / Guio de Moraes e Seus Parentes (Intérprete) / Gravadora: Odeon / Nº do Álbum: 13523-a / Nº da Matriz: 9792 / Gravação: 15/Julho/1953 / Lançamento: Outubro 1953 / Gênero musical: Choro / Coleção de Origem: Nirez



Ai, ai, como é bom dançar, ai! / Corta-jaca assim, assim, assim / Mexe com o pé! / Ai, ai, tem feitiço tem, ai! / Corta meu benzinho assim, assim!

Esta dança é buliçosa / tão dengosa / que todos querem dançar / Não há ricas baronesas / nem marquesas / que não saibam requebrar, requebrar

Este passo tem feitiço / tal ouriço / Faz qualquer homem coió / Não há velho carrancudo / nem sisudo / que não caia em trololó, trololó

Quem me vê assim alegre / no Flamengo / por certo se há de render / Não resiste com certeza / este jeito de mexer



Fontes: A Canção no Tempo - Jairo Severiano e Zuza Homem de Mello - Editora 34​; Instituto Moreira Salles.