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quarta-feira, fevereiro 28, 2018

Jackson do Pandeiro - Biografia


Primeiro grande artista paraibano, surgido em plena era do rádio, Jackson do Pandeiro nasceu José Gomes Filho em Alagoa Grande no dia 31 de agosto de 1919, filho de José Gomes e de Flora Maria da Conceição.


Cantava no interior da Paraíba desde sua adolescência e fez algumas duplas antes de sagrar-se como artista solo. Ainda como Jack do Pandeiro, montou primeiramente uma dupla com Zé Lacerda em Campina Grande.

Em 1947, às vésperas de começar a ganhar popularidade nas rádios locais, e de ser rebatizado artisticamente como Jackson do Pandeiro, formou a dupla Café com Leite com Rosil Cavalcanti em João Pessoa. A dupla durou apenas um ano, mas a amizade e a parceria refletiriam no início da carreira solo de Jackson.

Sebastiana fez sucesso no Carnaval de 1953 e Jackson foi contratado pela Rádio Jornal do Commercio, ganhando - já aos 34 anos de idade - uma notoriedade nacional que acabou despertando o interesse das gravadoras. É nessa época que conhece Luiz Gonzaga, que imediatamente propõe encaminhá-lo à diretoria da RCA (atual BMG Ariola) no Rio de Janeiro, mas Jackson - recém-casado com a cantora pernambucana Almira Castilho - acaba preferindo a Copacabana (atual EMI Music), por esta ter um escritório no Nordeste.

O cantor utiliza o estúdio da rádio para gravar dez faixas para a gravadora, que antes do Natal de 1953 colocou nas lojas um 78 rpm com Forró em Limoeiro e Sebastiana. Há 50 anos, começava o sucesso nacional de Jackson do Pandeiro, cujo primeiro disco ultrapassaria as 50 mil cópias vendidas antes do Carnaval de 1954.

Com a boa vendagem, Jackson é então contratado pela Copacabana por dois anos. Assustado com o sucesso, isola-se no Nordeste e, somente após o sucesso do segundo 78 rpm, 1 x 1 e A mulher do Aníbal, resolve visitar o Sudeste - mas de navio, já que tinha pavor da idéia de sequer embarcar num avião. Após três dias a bordo do lendário Vera Cruz, Jackson do Pandeiro e Almira Castilho chegaram ao Rio de Janeiro em 18 de abril de 1954.

A mídia encanta-se com os dois, que - apesar de já desfrutando de uma vida mais confortável - não abriam mão de residir no Nordeste. Passam alguns meses viajando, enquanto a gravadora fecha o restante do ano lançando mais 78 rpm´s - com as outras seis faixas gravadas inicialmente. Vou Gargalhar, lançada para o Carnaval de 1955, faz enorme sucesso e beira as 50 mil cópias vendidas em poucas semanas.

Somente depois do carnaval, Jackson entra finalmente em estúdio para novas gravações e Forró em Caruaru é lançada enquanto o artista negocia a liberação de seu contrato de exclusividade com a rádio nordestina, para com isso poder trabalhar melhor a mídia nacional.

Durante a passagem pelo Recife, Jackson e Almira acabam sendo agredidos fisicamente durante uma festa e resolvem finalmente mudar-se para o Rio de Janeiro. Estabelecem-se na Glória, a poucos minutos do centro do Rio, e Jackson lança seu primeiro LP de 10 polegadas, que rende diversas aparições na televisão e convites para participações em filmes.

Um segundo álbum de 8 faixas é lançado em 1956, trazendo pela primeira vez uma foto de Jackson e Almira na capa. Mesclando com sabedoria temas carnavalescos, juninos e até natalinos, os discos passariam a animar qualquer ocasião. Jackson faz enorme sucesso no eixo Rio-São Paulo e também em Minas Gerais, numa época em que O canto da ema não parava de tocar e já garantia seu posto como um dos grandes sucessos do artista.

Após lançar um terceiro LP em 1957, ao final de quatro anos de contrato com a Copacabana, Jackson anuncia sua decisão de assinar com a Columbia (atual Sony Music) - por onde passaria a lançar discos em 1958, tão logo a Copacabana terminasse de lançar o material recentemente gravado.

Jackson gravaria na nova gravadora por apenas dois anos, e a partir de 1960 desenvolveria uma carreira de cinco anos pela Philips (atual Universal) - onde efetivamente gravou diversos LPs e compactos. Nos anos 60 ainda gravou pela Continental e pela Cantagalo, e durante os anos 70 participou de diversos projetos.

Jackson do Pandeiro faleceu aos 63 anos no Hospital de Base de Brasília no dia 10 de julho de 1982, em decorrência de um coma diabético. Outros sucessos: Chiclete com banana, Falsa patroa e Cantiga do sapo.

Sua biografia “Jackson do Pandeiro, O Rei do Ritmo”, escrita por Fernando Moura e Antônio Vicente e lançada pela Editora 34 em 2001, é referência obrigatória. (Marcelo Fróes - Janeiro, 2004)

Algumas músicas


















Fonte: EMI MUSIC

sexta-feira, outubro 25, 2013

Roubei a moça

Confissão de um namorado anapolino, que fugiu com a filha de importante coronel nos idos de 1950/60. Quando o sogro “carinhosamente armado” perguntou aonde ele havia escondido a sua filha, acabou confessando: “Torei o Pau, / Eu mesmo fiz a gamela (antiga embarcação pluvial), / eu mesmo roubei a moça, / eu mesmo casei com ela!”, que se tornou marchinha de carnaval. .

O "Romeu" quase baleado acabou confessando para o importante sogro, que desatou a rir, concluindo, que o mesmo havia navegado com a sua filha, pelo mais belo rio daquela época, o Rialma, no município de mesmo nome, na BR-153, a Belém-Brasília.

Em 1975 Jackson do Pandeiro fez um arranjo sobre a música de Luiz Bandeira, "Torei o pau", como se segue abaixo:

Roubei a moça (1975) - Arranjo de José Gomes Filho - Interpretação: Jackson do Pandeiro (Lp “A Tuba da ‘Muié’ – Jackson do Pandeiro e Seu Conjunto”, Alvorada/Chantecler, 210407111 / 1975)



O pau rolou, caiu
Lá na mata ninguém viu

(coro repete)

Torei o pau
Eu mesmo fiz a gamela
Eu mesmo roubei a moça
Eu mesmo casei com ela

(coro repete)


Fontes: Jornal Estado de Goiás - Observatório; Discografia - Sesc SP; Jackson do Pandeiro - Cronologia de Vida e Obra; Forró em Vinil.

quinta-feira, maio 23, 2013

Sebastião Lopes

Sebastião Lopes (Sebastião Odilon Lopes de Albuquerque), compositor e cantor, nasceu em Goiana, PE, em 01/01/1905, e faleceu em Recife, PE, em 19/12/1974. Destacou-se como compositor de frevos sendo considerado um dos grandes nomes do carnaval pernambucano.

Mudou-se para Recife na década de 1930, quando começou a carreira artística como cantor na Rádio Clube de Pernambuco.

Nesse período, começou também a compor e, como tal, consagraria sucessos como o frevo-canção Tô sentindo uma coisa, gravada em 1954 por Nelson Gonçalves na RCA Victor, Italiana, lançada também pelo mesmo cantor no ano seguinte, e Me dá um cheirinho, esta última, gravada por Jackson do Pandeiro em 1956. Nesse ano, gravou, pela gravadora pernambucana Mocambo o maracatu Cruz do patrão, de sua autoria, e Bumba-meu-boi, parceria com Ascenso Ferreira.

Em 1957, o frevo-canção Vegetariano foi gravado por José Orlando. No mesmo ano a dupla Céu e Mar gravou a marcha Pisei na fogueira, e Nerize Paiva gravou o frevo- canção Operação Macaco, parcerias com Nelson Ferreira.

Em 1958, Claudionor Germano gravou, também pela Mocambo, o frevo- canção Caiu a sopa no mel, parceria com Nelson Ferreira e Aldemar Paiva. Ainda no mesmo ano, o trio Os Três Boêmios gravou o coco Tirador de improviso, também com Nelson Ferreira.

Em 1962, Evaldo França gravou o frevo-canção Mesmo que queijo e a Turma dos frevolentos gravou o frevo-canção O amor vem da sorte e o maracatu Dona santa, enquanto Bianor Batista lançou o frevo-canção Chegou o Biu das moças, parceria com Nelson Ferreira.

Em 1964, Francisco de Assis gravou o frevo-canção Mariana. Seus maiores sucessos foram Operação Macaco, com Nelson Ferreira, Qual é o pó, Caiu a sopa no mel, com Nelson Ferreira, Mesmo que queijo, Olhe o dedinho, Mariana e Quem morre de véspera é peru.

Suas obras foram quase que exclusivamente dedicadas ao carnaval pernambucano, somando frevos-canções, maracatus, marchas, cocos e frevos-de bloco, entre outros ritmos característicos daquela região.

Obras

Bumba meu boi (c/Ascenso Ferreira), Caiu a sopa no mel (c/ Nelson Ferreira), Chegou o Biu das moças (c/ Nelson Ferreira), Cruz do patrão, Dona santa, Italiana, Mariana, Me dá um cheirinho, Mesmo que queijo, O amor vem da sorte, Olhe o dedinho, Operação Macaco (c/ Nelson Ferreira), Pisei na fogueira, Qual é o pó, Quem morre de véspera é peru, Tirador de improviso (c/ Nelson Ferreira), Tô sentindo uma coisa, Vegetariano.

Discografia

(1956) Cruz do patrão/Bumba meu boi • Mocambo • 78

Fontes: Enciclopédia Nordeste; Dicionário Cravo Albin da MPB; Revista do Rádio;

terça-feira, outubro 11, 2011

Almira Castilho

Almira Castilho (Almira Castilho Figueiredo), cantora, compositora e radioatriz, nasceu em 24/8/1924, em Olinda, PE, e faleceu em 26/2/2011, em Recife, PE. Quando, em 1954, aceitou um convite para participar do coro da música Sebastiana, que seria cantada por Jackson do Pandeiro, não imaginou o quanto aquilo iria afetar sua vida.

Natural de Olinda, a ex-professora iniciaria uma promissora carreira na Rádio Jornal do Commercio como rumbeira e radioatriz. Morena bonita, alta, corpo violão, olhos claros, descendente de espanhóis, dificilmente se poderia pensar que ela se enamorasse de Jackson do Pandeiro, um paraibano, baixinho, de físico mirrado, feio por qualquer padrão de beleza a que fosse comparado. E mais: nem era ainda famoso, estava contratado pela rádio como simples pandeirista.

Porém, assim como era exímio intérprete de frevos, cocos, xotes e o que mais viesse, o paraibano era também bom de papo e, logo, ele e Almira Castilho não apenas namoravam como começaram uma das mais famosas duplas da música brasileira. Uma parceria que durou 12 anos e foi responsável por uma série invejável de sucessos que até hoje ecoam pelo Brasil afora: 1x1, A mulher do Aníbal, Forró em Limoeiro, dentre muitos outros.

Naquele mesmo ano a dupla começou a fazer apresentações. Quando viajavam ficavam em quartos separados, "Eu ainda era virgem", faz questão de ressaltar Almira, garantindo que Jackson do Pandeiro só dormiu na mesma cama em que ela depois de casados", brinca e relembra o cuidado que Jackson do Pandeiro dedicava à noiva, numa viagem que fizeram ao interior, para um show em uma vaquejada.

"Depois da apresentação nós fomos para o hotel. Quando me preparo pra dormir, avistei uma barata enorme e soltei aquele grito. Em um segundo, Jackson estava batendo na minha porta, abro e lá está ele com a maior peixeira na mão."

Recife era então a terceira maior cidade do país, e com um dos maiores conglomerados de comunicação do Brasil, comandado pelo senador F. Pessoa de Queiroz, que reunia dois jornais, uma TV e várias emissoras de rádio. Isto implicava que o artista que fazia sucesso aqui tinha fama espalhada por diversas regiões da federação. Dava para inclusive viver da profissão sem deixar o Recife.

Foi exatamente a fama da dupla que fez com Almira Castilho e Jackson do Pandeiro fossem obrigados emigrar para o Rio.

Jackson, Almira e o conjunto que os acompanhavam foram contratados para animar uma festa nos jardins da mansão do presidente do Náutico, Eládio Barros de Carvalho. O episódio que aconteceu naquela noite ficou meio lendário, e muita gente teima que aconteceu na sede do Clube Náutico.

Os rapazes vidrados na dança de Almira Castilho, que usava por baixo da saia rodada, uma espécie de perneira, exigência do marido. Enquanto Jackson do Pandeiro desfiava seus sucessos, Almira dançava e os rapazes, aditivados por scotch e lança-perfume começaram a pegar nos tornozelos dela. Jackson do Pandeiro, enciumado, pediu para a mulher maneirar mais no rebolado e afastar-se dos "playboys".

Mas não adiantou muito. O assédio continuou e de repente era como se o Forró em Limoeiro virasse um Forró nos Aflitos. De repente, Jackson do Pandeiro e seu conjunto distribuíam pernadas entre o distinto público, mas estavam inferiorizados em número. Agredidos a pontapés, socos, cadeiradas eles foram obrigados a bater em retirada. Almira Castilho recorda que ela e o Jackson escaparam do linchamento saltando o muro da mansão: "Quando chegamos do outro lado foi que notei que um dos olhos dele estava fora do globo ocular, pendurado."

O caso foi muito comentado na cidade mas discretamente abordado pela imprensa. Afinal, pela ótica conservadora de então, os agredidos tinham sido dois simples artistas de rádio, enquanto os demais envolvidos era a fina flor da high society pernambucana. De vítima a dupla passou a vilã.

Não houve nenhuma solidariedade vinda dos patrões de Almira Castilho e Jackson do Pandeiro. Os dois decidiram então rescindir contrato com a rádio, o que para o senador Pessoa de Queiroz foi tomado quase como uma afronta pessoal. Ele acabou liberando o casal, mas os discos deles durante muito tempo entraram no index da emissora, que ignorou os sucessos de Jackson do Pandeiro e Almira mesmo quando eles viraram ídolos nacionais.

Almira Castilho e Jackson do Pandeiro
Jackson do Pandeiro e Almira Castilho mudaram-se para o Rio e foram trabalhar na rádio Nacional. Com o grupo "Os Borboremas", criado em 1958, ele lançou sucessos como Chiclete com banana e O canto da ema. Chegaram a ser recordista de venda nas décadas de 50 e 60 e participou de vários filmes da Atlântida.

Uma das principais recordações de Almira Castilho em relação a Jackson do Padeiro é o ciúme: "Quando morávamos no Rio, ele nunca me deixou tomar banho de mar em Copacabana, porque não queria que eu colocasse maiô. A única vez que permitiu foi em um passeio de barco no Amazonas, onde estávamos fazendo show, mas biquíni nem pensar".

Almira ensinou o marido a ler e a escrever. Era o eixo dele em termos profissionais e emocionais. Era também empresária e tesoureira, e enquanto isso ele ficava livre para só pensar em música.

Almira Castilho e Jackson do Pandeiro separaram-se em 1967, após 12 anos de união. Com o fim do casamento, a dupla se desfez. Fizeram uma dupla de sucesso, ele cantando e ela dançando ao seu lado, tendo participado de dezenas de filmes nacionais. A paixão por Almira era tão grande que Jackson chegou a colocar várias músicas no nome dela. Em seguida, Jackson casou-se com a baiana Neuza Flores dos Anjos, de quem também se separou pouco antes de falecer.

O autor da biografia de Jackson Pandeiro, Fernando Moura, conta que existem mais de 30 composições atribuídas a Almira Castilho, algumas feitas depois do fim do casamento com Jackson. Embora ela não tenha continuado com a mesma projeção que tinha ao lado dele, a separação não interrompeu a carreira de Almira como cantora, comediante e dançarina, que morou muito tempo na Europa e que depois residiu no Recife.

Sobre a música Chiclete com Banana, Fernando Moura perguntou a Almira da parceria. Ela confirmou e até narrou o encontro. Gordurinha chegou com a melodia e a letra já esboçadas. Jackson ficou à parte e eles finalizaram a obra.

Por outro lado, ainda segundo Fernando Moura, Neusa, a segunda mulher de Jackson, diz que o compositor costumava registrar músicas no nome de parentes como um legado para garantir uma renda futura ao beneficiado. As de Neusa, que admite não entender nada de música, foram as composições com autoria atribuída a um tal de Mascote.

Outro aspecto que levava Jackson a "diversificar" a autoria das composições era a falta de confiança no sistema arrecadador das sociedades de autores. É por isso que ele tem obras registradas com o nome artístico e outras como José Gomes - em sociedades diferentes.

No cinema, Almira Castilho participou dos filmes Bom Mesmo É Carnaval (1962), Aí Vem a Alegria (1960), O Viúvo Alegre (1960), Pequeno por Fora (1960), Minha Sogra É da Polícia (1958), O Batedor de Carteiras (1958), Cala a Boca, Etelvina (1960) e Rio à Noite (1962).

Almira faleceu enquanto dormia, aos 87 anos, na cidade de Recife, na madrugada de 26/2/2011. Sofria do mal de Alzheimer há dois anos.

Fonte: Enciclopédia Nordeste - Almira Castilho.

sábado, outubro 01, 2011

Antônio Barros

Antônio Barros (Antônio Barros Silva), cantor, compositor e poeta, nasceu em 11/3/1930, no pequeno Município de Queimadas de Campina Grande, Paraíba. Casado com a compositora e cantora Cecéu, fixou residência em São Paulo.

Nos anos 1960 morou no Rio de Janeiro e tocou triângulo no regional de Luiz Gonzaga, na casa de quem morou na Ilha do Governador. Trabalhou como contrabaixista no navio Ana Neri, que fazia cruzeiros turísticos pelo litoral brasileiro.

Em 1970, numa dessas viagens compôs Procurando tu, a partir de lembranças da infância e entregou a música para gravação pelo Trio Nordestino. Aceitou a parceria de J. Luna disc-jóquei baiano que ajudou a divulgar a música no nordeste, tornando-se um dos sucessos daquele ano e regravada por ele mesmo, Ivon Curi e Jackson do Pandeiro, entre outros. Outros de seus sucessos gravados pelo Trio Nordestino foram, Corte o bolo, Cuidado com as coisas, É madrugada e Faz tempo não lhe vejo.

Em 1974 teve a música Vou ver Luiza, parceria com Lindolfo Barbosa gravada por Bastinho Calixto pela EMI. Um dos muitos grupos que gravaram suas composições e obteve sucesso foi o trio Os Três do Nordeste, que alcançou as paradas de sucesso com É proibido cochilar, Forró do poeirão, Forró de tamanco e Homem com H.

Em 1981 teve a música Estrela de ouro, com José Batista gravada por Luiz Gonzaga e Gonzaguinha e Quebra pote, pelo Trio Mossoró, na gravadora Copacabana. No mesmo ano conheceu outro grande sucesso, Homem com H, composta anos antes para a novela O bem amado e gravada dessa vez por Ney Matogrosso e tornando-se um dos grandes sucesso do ano.Também no mesmo ano, Zé Piata gravou na Copacabana o forró Procurando tu, parceria com J. Luna.

Em 1982 obteve outro grande sucesso com o xote Bate coração, parceria com a mulher Cecéu e gravada ao vivo no ano anterior por Elba Ramalho no festival de Montreux na Suiça.

Em 1983 Dominguinhos gravou É madrugada. Em 1985 o mesmo Dominguinhos gravou Forró do quem quer, parceria com Oseinha. Em 1986 Luiz Gonzaga gravou Forró da matadeira e em 1988, com participação de Carmélia Alves, Vamos ajuntar os troços.

Em 1992 Dominguinhos gravou Coisa linda, parceria com Cecéu. Em 1996 teve gravada Com você na cabeça, com Cecéu, por Jorge de Altinho. Em 2001 Flávio José gravou O que a gente faz.

Compôs mais de 700 músicas ao longo da carreira. Em 2004, É proibido cochilar, de sua autoria foi incluída no segundo CD do grupo Cabruêra, ganhando nova leitura. Nesse ano, as músicas Xaxado bossa nova e Já faz um tempo não lhe vejo foram gravadas pelo Trio Nordestino no CD Baú do Trio Nordestino 2.

Em 2005, teve o xote Já faz tempo não lhe vejo gravado pelo sanfoneiro Waldonis, no CD Anjo querubim, lançado pela Kuarup Discos. Em 2007, teve a música Procurando tu, com J. Luna, gravada pelo cantor e compositor Kojak do Forró, no álbum ao vivo O afilhado do rei do ritmo Jackson do Pandeiro. O CD/DVD, de lançamento independente, produzido por Kleber Matos, foi uma homenagem ao cantor e compositor Jackson do Pandeiro.

Obras

Açúcar na café Bate coração (c/ Cecéu), Burra namoradeira, Coisa linda (c/ Cecéu), Com você na cabeça (c/ Cecéu), Como eu sou (c/ Cecéu), Coração em festa, Corte o bolo, Cuidado com as coisas, É madrugada, É proibido cochilar, Esse Brasil é meu (c/ Cecéu), Estrela de ouro (c/ José Batista), Fogo na "paia" (c/ Cecéu), Forró da maiadeira, Forró de tamanco, Forró do poeirão, Forró do quem quer (c/ Oseinha), Homem com "H", Já faz tempo não lhe vejo, Ninguém pode com você, O pavio e o lampião (c/ Cecéu), O que a gente faz, Pra eu e tu (c/ Cecéu), Procurando tu (c/ J. Luna), Quadrilha do Manoel, Quebra pote, Saudade que dói, Só voltarei amanhã, Vamos ajuntar os troços, Vou ver Luiza (c/ Lindolfo Barbosa), Xaxado bossa nova, Xote do bêbado.

Fontes: Site do compositor Antônio Barros; Dicionário Cravo Albin da MPB.

sábado, julho 02, 2011

Genival Lacerda

Genival Lacerda, cantor e compositor do gênero forró, nasceu em Campina Grande, PB, em 5 de abril de 1931. Seus principais sucessos foram Severina Xique Xique, De quem é esse jegue? e Radinho de pilha.

Sua carreira começou na Região Nordeste e ao longo dela gravou 70 discos. Morando em Campina Grande, Paraíba, ainda cumpre sua agenda de shows e recentemente fez uma participação no filme Foliar Brasil, sem data para estrear nos cinemas.

Na década de 50 foi morar em Pernambuco e em 1955 decide gravar seu primeiro disco de 78 rotações, obtendo sucesso com a faixa Coco de 56. Em 1964, incentivado por Jackson do Pandeiro, seu concunhado, foi para o Rio de Janeiro, onde trabalhou em casas de forró e chegou a gravar um LP. 

Contudo, o sucesso só chegou mesmo em 1975, com a música Severina Xique-Xique, cujo verso "ele tá de olho é na butique dela" se tornou o mais popular do compositor. Graças a essa composição de sua autoria e João Gonçalves ele vendeu cerca de 800 mil cópias. 

Em 1976, lança o disco Vamos Mariquinha, que contém as faixas É aí que você se engana, Forró da gente, Sanfoneiro alagoano, Eu preciso namorar e A mulher da cocada.

Em abril de 2010, a cantora Ivete Sangalo (que se preparava para um show no Madison Square Garden, de Nova York, no fim do mesmo ano), gravou em dueto com o cantor campinense a música O Chevette da menina. A música, cuja personagem central se chama Ivete, narra, num tom jocoso e de duplo sentido, a história de uma moça que supostamente empresta seu Chevette a um conhecido e o recebe todo machucado. O refrão diz:

"Coitadinha da Ivete
Facilitou, estragaram seu Chevette
Mas coitadinha da Ivete
Em menos de uma semana estragaram seu Chevette..."

Ainda no decorrer de 2010, outro que também prestou homenagem ao cantor paraibano (desta vez de forma lúdica) foi o apresentador Rodrigo Faro, no seu programa Melhor do Brasil, na Record.

Fonte;: Wikipedia - A Enciclopédia Livre.

quarta-feira, junho 01, 2011

Alventino Cavalcanti

Alventino Cavalcanti - 1968
Alventino Cavalcanti (Alventino Cavalcanti de Souza), cantor e compositor, pernambucano nascido em 1920, começou a atuar artísticamente como compositor na década de 1950, sendo que sua primeira composição gravada foi a marcha Cadê Manolo, parceria com Ângelo de Oliveira, gravada em 1951, no selo Carnaval, por Celso Barroso.

Em 1954, no LP Sua Majestade, O Rei do ritmo, de Jackson do Pandeiro, teve gravado  O canto da ema, de sua autoria em parceria com João do Vale e Ayres Vianna, seu maior sucesso, e o Coco de improviso, com Edson Menezes e Jackson do Pandeiro. No mesmo ano, a dupla Venâncio e Corumbá gravou, pela Todamérica, o baião Gavião, parceria com Uzias da Silva.

Em 1955, fez com João do Vale e José Cândido o coco Aroeira, gravado na Continental por Aldair Soares. Em 1957, Jackson do Pandeiro gravou, na Copacabana, a marcha Mão na toca, parceria com João Rosa e Jackson do Pandeiro. Ainda nesse ano, Almira, mulher de Jackson do Pandeiro, gravou a polca Chico Bendegó, parceria com Uzias da Silva e Aires Viana.

Em 1958, Zito Borborema e Seus Cabras da Peste gravaram, na RGE, o baião-coco O bom vaqueiro, parceria com Aires Viana, e Rosália Gomes lançou, pela Copacabana, valsa Nosso bem querer, parceria com Wilson Silva e Aires Viana. No mesmo ano, teve duas composições gravadas por Jackson do Pandeiro pela gravadora Columbia: o baião Boa noite, com Tito Neto e Jackson do Pandeiro, e o samba Linda, com Jackson do Pandeiro e Ari Monteiro.

Em 1960, teve a Marcha do pintinho, com Hilton Gomes e Oldemar Cavalcanti, gravada por Emilinha Borba na Columbia. Em 1961, gravou, pela Columbia, as marchas No tempo da vovó, parceria com João Rosa e Rossini Pinto, e Marcha do urubu, de Uzias Silva e Adolfo Barros. Nesse ano, teve as músicas A fogueira do coroné, com Jackson do Pandeiro, e O que é o que é, gravadas por Jackson do Pandeiro, no LP A tuba da muié da gravadora Copacabana.

Em 1976, no LP Mutirão, lançado por Jackson do Pandeiro, pela gravadora Alvorada/Chantecler, teve gravada a música Dona Totonha, com Tony Garça, em interpretação de Jackson do Pandeiro. Nesse disco, interpretou as músicas Vamos recordar, de Avarese, e Pegando balão, de sua parceria com João Rosa. Em 1977, teve outra composição gravada por Jackson do Pandeiro: Eu caso com você, parceria dos dois, registrada no LP Um Nordestino alegre, da gravadora Alvorada/Chantecler.

Em 1981, no LP Forró in concert", lançado por Oswaldinho do Acordeom, pela Continental, teve gravada o coco Coco de improviso, com Édson Menezes. Em 1983, Sérgio Reis regravou, pela RCA Victor, a toada Leva eu (Sodade), com Tito Neto.

Em 1996, Zé Ramalho gravou Leva eu sodade, com Ayres Viana no CD Cidades e lendas. Dois anos depois, O canto da ema foi regravada no CD Tributo a Jackson do Pandeiro na voz de Genival Lacerda. Em 1999, Carlos Malta e Pife Muderno regravaram, em CD lançado pelo selo Rob Digital , a toada O canto da ema, com Ayres Vianna e João do Vale. Essa toada foi também relançada, no mesmo ano, por Carmélia Alves no CD Carmélia Alves abraça Jackson do Pandeiro e Gordurinha, pelo selo CPC-UMES.

Em 2000, O canto da ema foi regravado pelo Trio Nordestino no CD Trio Nordestino - Xodó do Brasil, que marcou a volta do Trio Nordestino em nova formação. No mesmo ano, teve relançada a toada Leva eu Sodade, com Tito Neto, no CD Seleção de ouro - 20 sucessos - Nilo Amaro e Seus Cantores de Ébano, da EMI Brasil, sendo ainda relançada também, no mesmo ano, na voz de Sergio Reis, na série de cinco CDs intitulada 40 anos de estrada, lançada pelo cantor, pela BMG Brasil.

Fontes: Alventino Cavalcanti – Não bata no meu louro; Dicionário Cravo Albin da MPB.

segunda-feira, maio 02, 2011

Rosil Cavalcanti

Rosil Cavalcanti, compositor, ator e animador de programas de rádio e televisão, nasceu em Macaparana-PE, em 20/12/1915, e faleceu em Campina Grande-PB, em 10/07/1968. Nasceu no Engenho Zebelê, na localidade de Macaparana. Fez os cursos primário e ginasial no Recife.

Em 1936 entrou para o 22º Batalhão de Caçadores da 7º Região Militar na cidade de Aracaju, em Sergipe. Em 1937, licenciou-se do Batalhão de Caçadores e passou a trabalhar no Fomento Agrícola de Sergipe. Nesse período sagrou-se como jogador tri- campeão de futebol sergipano pelo Cotinguiba Sport Clube.

Em 1941 foi trabalhar na Secretaria de Agricultura da Paraíba, na cidade de João Pessoa. Em 1943 mudou-se para Campina Grande, onde permaneceu até 1947, quando retornou a João Pessoa. No mesmo ano, passou a trabalhar na firma Brasil Oiticica S. A na cidade de Pombal.

Em 1942 iniciou a carreira artística fazendo com Jackson do Pandeiro a dupla "Café com leite", que atuou na Rádio Jornal do Comércio, em Recife.

Em 1951, passou a trabalhar como redator na Rádio Caturité de Campina Grande, onde lançou o programa Rádio Atrações. Em 1953, Jackson do Pandeiro gravou um dos maiores sucessos de sua carreira e o maior da carreira de Rosil, o coco Sebastiana, que seria regravada, em 1969, por Gal Costa e Gilberto Gil, em LP da cantora baiana. 

No mesmo ano, passou a trabalhar na Rádio Borborema, também de Campina Grande, e a cantora Ademilde Fonseca gravou na Todamérica o baião Meu cariri, de sua autoria. Outros grandes sucessos de Rosil gravados por Jackson do Pandeiro foram Cabo Tenório e Moxotó. Com Jackson do Pandeiro compôs, entre outras, Quadro-negro, Cumpadre João e Os cabelos de Maria

Em 1955, o Trio Orixá gravou o baião Meu Cariri, em parceria com Dilu Melo. Em 1956 Jackson do Pandeiro gravou na Copacaba o xote Moxotó. Em 1958, Marinês e sua Gente gravaram os baiões Aquarela nordestina e Saudade de Campina Grande

Em 1962 teve a marchinha Faz força, Zé e o xote Ô véio macho, gravados na RCA Victor por Luiz Gonzaga e o baião Forró de Zé Lagoa gravado por Genival Lacerda na Mocambo. 

Em 1989, o cantor e compositor paraibano Biliu de Campina gravou o disco Tributo a Jackson e Rosil, em que interpretou, entre outras, Forró na gafieira, Chapéu de couro e Coco do Norte. Entre outros, também gravaram músicas de sua autoria o Trio Nordestino, Pedro Sertanejo, Trio Orixá, Jacinto Silva, Gilvan Chaves e Zito Borborema.

Em 2003, teve a sua música, A festa do milho, gravada no álbum Canções joaninas, do cantor e sanfoneiro Targino Gondim. Em 2007, teve a música de sua autoria Sebastiana gravada pelo cantor e compositor Kojak do forró, no álbum ao vivo O afilhado do rei do ritmo Jackson do Pandeiro. O CD/DVD, de lançamento independente, produzido por Kleber Matos, foi uma homenagem ao cantor e compositor Jackson do Pandeiro.

Como animador, usava o nome de "Zé Lagoa", um tipo engraçado que criou e que fez muito sucesso na televisão e, sobretudo, no rádio. Nunca gravou uma de suas canções porque reconhecia que tinha "pouca voz".

Morreu em Campina Grande, Paraíba, em 10/07/1968, vítima de infarte do miocárdio.

Fonte: Pernambuco de A-Z; Wikipedia; Dicionário Cravo Albin da MPB.

sexta-feira, novembro 05, 2010

Tum-tum-tum

Jackson do Pandeiro
Tum-tum-tum (baião, 1958) - Ari Monteiro e Cristóvão de Alencar

Gravação original: disco 78 rpm / Título: Tum tum tum / Autoria: Monteiro, Ari (Compositor) / Alencar, Cristovão de, 1910-1983 (Compositor) / Jackson do Pandeiro (Intérprete) / Imprenta [S.l.]: Columbia, 1958 / Nº Álbum 11062 / Lado A / Gênero musical: Baião.



No tempo que eu era só
E não tinha amor nenhum
Meu coração batia mansinho:
Tum... tum... tum...
(coro repete)

Depois veio você
O meu amor número um
E o meu coração
Pôs-se a bater
Tum-tum-tum, tum-tum-tum...

quinta-feira, maio 28, 2009

Procurando tu

Procurando Tu (1970) - Antônio Barros e J. Luna - Interpretação: Jackson do Pandeiro

Compacto simples / Título da música: Procurando Tu / Antônio Barros (Compositor) / J. Luna (Compositor) / Jackson do Pandeiro (Intérprete) / Gravadora: Fontana / Philips / Ano: 1970 / Nº Álbum: A 06001 / Lado B / Gênero musical: Regional.


Introdução- D  G C F E Am E7 Am E7  

Refrão: 
        Am                  E7 
Morena diga onde é que tu tava    
                                   Am  
Onde é que tu tava, onde é que tava tu  
          Dm               Am  
Passei a noite procurando tu  
           E7              Am  
Procurando tu, procurando tu  
          Dm               Am 
Passei a noite procurando tu,  
           E7             Am  
Procurando tu procurando tu  


          G7                 C     
Eu vivo triste, meu amor me beija  
               G7             C 
Mesmo que não seja beijo de amor  
          G7                  C   
Esse teu beijo sei que me envenena  
               G7            C  
Mas não tenha pena se é matador  
             F                 C 
||:Eu quero um beijo de lascar o cano  
              G7               C  
Pois eu sou baiano cabra beijador:|| 


Refrão 

           G7                 C 
Chega prá perto, me dá um arrocho  
              G7              C 
Que eu já tô rocho de tanto roer  
          G7               C 
Acende o fogo da minha fogueira  
               G7                    C 
Que a noite inteira eu so faltei morrer  
         F                  C     
||:Te procurando, meu amor te dando  
           G7                  C  
E tu me negando, fazendo eu sofrer:|| 

sexta-feira, novembro 21, 2008

O velho gagá

O velho gagá (marcha, 1961) - Almira Castilho e Paulo Gracindo - Interpretação de Jackson do Pandeiro

Disco 78 rpm / Título da música: O velho gagá / Almira Castilho (Compositora) / Paulo Gracindo (Compositor) / Jackson do Pandeiro (Intérprete) / Gravadora: Philips / Ano: 1961 / Álbum: P-61.064-H / Gênero musical: Marcha.



O velho gagá já deu o que tinha que dar
O velho gagá já deu o que tinha que dar

(bis)

O velho gagá gagueja
No baile do Municipal
Quando arranja um broto
Que parece uma pimenta
O velho se arrebenta
E noutro dia passa mal....

O velho gagá já deu o que tinha que dar
O velho gagá já deu o que tinha que dar

sábado, novembro 15, 2008

Boi da cara preta

Em 1959 os jornais noticiam que a ingestão de carne bovina, onde foi usado algum tipo de hormônio, pode influenciar na masculinidade dos "machões". Paquito, Romeu Gentil e José Gomes fazem sucesso no Carnaval deste ano, numa vitoriosa interpretação de Jackson do Pandeiro.

Boi da cara preta (marcha/carnaval, 1959) - Paquito, Romeu Gentil e José Gomes



Olha o boi da cara preta
Olha o boi da cara preta
(Menino)

Olha o boi da cara preta
Olha o boi da cara preta

Coitado do Valdemar
Tá dando o que falar
Comeu carne de boi e falou fino
E deu pra se rebolar
(Que azar!)

terça-feira, novembro 11, 2008

Vou ter um troço

Vou ter um troço (marcha/carnaval, 1962) - Arnô Provenzano, Otolindo Lopes e Jackson do Pandeiro - Interpretação: Jackson do Pandeiro

Disco 78 rpm / Título da música: Vou ter um troço / Arnô Provenzano (Compositor) / Otolindo Lopes (Compositor) / Jackson do Pandeiro (Compositor) / Jackson do Pandeiro (Intérprete) / Gravadora: Philips / Ano: 1962 / Álbum: P-61.114-H / Gênero musical: Marcha.


 A6        E7/9         A
Garota você é uma gostosura
 F#7     Bm7
Foi proibida
 E7       A     A7/13
Pela censura

 D              E7
Sai de perto de mim
 A                  F#7
Olhar pra você eu não posso
 Bm                       E7
Me segura que eu vou ter um troço
(A,F#7,Bm,E7)
Me segura que eu vou ter um troço
Me segura que eu vou ter um troço
Me segura que eu vou ter um troço.

domingo, outubro 19, 2008

Um a um

Um a um (coco, 1954) - Edgar Ferreira - Interpretação: Jackson do Pandeiro

Disco 78 rpm / Título da música: 1 x 1 / Ferreira, Edgard (Compositor) / Jackson do Pandeiro, 1919-1982 (Intérprete) / Conjunto (Acompanhante) / Gaúcho (Acompanhante) / Imprenta [S.l.]: Copacabana, 1953 / Nº Álbum 5234 / Gênero musical: Coco.



Esse jogo não é um a um
Se o meu time perder tem zum-zum-zum
Esse jogo não pode ser um a um
O meu clube tem time de primeira
Sua linha atacante é artilheira
A linha média é tal qual uma barreira
O center-forward corre bem na dianteira


A defesa é segura e tem rojão
E o goleiro é igual um paredão
É encarnado e branco e preto
É encarnado e branco
É encarnado e preto e branco
É encarnado e preto


O meu time jogando, eu aposto
Quer jogar, um empate é pra você
Eu dou um zurra a quem aparecer
Um empate pra mim já é derrota
Eu confio nos craques da pelota
E o meu clube só joga pra vencer

sábado, outubro 04, 2008

A mulher do Aníbal


A mulher do Aníbal (coco, 1954) - Genival Macedo e Nestor de Paula - Intérprete: Jackson do Pandeiro

Gravação original: Disco 78 rpm / Título da música: A mulher do Aníbal / Macedo, Genival (Compositor) / Paula, Nestor de (Compositor) / Jackson do Pandeiro, 1919-1982 (Intérprete) / Conjunto (Acompanhante) / Gaúcho (Acompanhante) / Imprenta [S.l.]: Copacabana, 1953 / Nº Álbum 5234 / Gênero musical: Coco.



Que briga é aquela que tem acolá
É a mulher do Anibal com Zé do Angá
Numa brincadeira lá no brejo do véio
A mulher do Anibal foi pra lá dançar
Vocês não sabem o que aconteceu
O Zé, inxirido, quis lhe conquistar
De madrugada terminada da festa
Era gente à beça a se retirar
No meio da estrada o pau tava comendo
Era a mulher do Aníbal e Zé do Angá
Que briga é aquela que tem acolá...

Perguntei:"por que brigam vocês dois agora?"
Ela diz: "este cabra quis me conquistar
Então fui obrigada a quebrar-lhe a cara
Para mulher de homem saber respeitar"
O dotô Xumara, subdelegado
Veio ver o ocorrido
Quando chegou no local da luta
O Zé do Angá havia morrido
Que briga é aquela que tem acolá

sexta-feira, setembro 22, 2006

Jackson do Pandeiro


Primeiro grande artista paraibano, surgido em plena era do rádio, Jackson do Pandeiro nasceu José Gomes Filho em Alagoa Grande no dia 31 de agosto de 1919, filho de José Gomes e de Flora Maria da Conceição.


Cantava no interior da Paraíba desde sua adolescência e fez algumas duplas antes de sagrar-se como artista solo. Ainda como Jack do Pandeiro, montou primeiramente uma dupla com Zé Lacerda em Campina Grande.

Em 1947, às vésperas de começar a ganhar popularidade nas rádios locais, e de ser rebatizado artisticamente como Jackson do Pandeiro, formou a dupla Café com Leite com Rosil Cavalcanti em João Pessoa. A dupla durou apenas um ano, mas a amizade e a parceria refletiriam no início da carreira solo de Jackson.

Sebastiana fez sucesso no Carnaval de 1953 e Jackson foi contratado pela Rádio Jornal do Commercio, ganhando - já aos 34 anos de idade - uma notoriedade nacional que acabou despertando o interesse das gravadoras. É nessa época que conhece Luiz Gonzaga, que imediatamente propõe encaminhá-lo à diretoria da RCA (atual BMG Ariola) no Rio de Janeiro, mas Jackson - recém-casado com a cantora pernambucana Almira Castilho - acaba preferindo a Copacabana (atual EMI Music), por esta ter um escritório no Nordeste.

O cantor utiliza o estúdio da rádio para gravar dez faixas para a gravadora, que antes do Natal de 1953 colocou nas lojas um 78 rpm com Forró em Limoeiro e Sebastiana. Há 50 anos, começava o sucesso nacional de Jackson do Pandeiro, cujo primeiro disco ultrapassaria as 50 mil cópias vendidas antes do Carnaval de 1954.

Com a boa vendagem, Jackson é então contratado pela Copacabana por dois anos. Assustado com o sucesso, isola-se no Nordeste e, somente após o sucesso do segundo 78 rpm, 1 x 1 e A mulher do Aníbal, resolve visitar o Sudeste - mas de navio, já que tinha pavor da idéia de sequer embarcar num avião. Após três dias a bordo do lendário Vera Cruz, Jackson do Pandeiro e Almira Castilho chegaram ao Rio de Janeiro em 18 de abril de 1954.

A mídia encanta-se com os dois, que - apesar de já desfrutando de uma vida mais confortável - não abriam mão de residir no Nordeste. Passam alguns meses viajando, enquanto a gravadora fecha o restante do ano lançando mais 78 rpm´s - com as outras seis faixas gravadas inicialmente. Vou Gargalhar, lançada para o Carnaval de 1955, faz enorme sucesso e beira as 50 mil cópias vendidas em poucas semanas.

Somente depois do carnaval, Jackson entra finalmente em estúdio para novas gravações e Forró em Caruaru é lançada enquanto o artista negocia a liberação de seu contrato de exclusividade com a rádio nordestina, para com isso poder trabalhar melhor a mídia nacional.

Durante a passagem pelo Recife, Jackson e Almira acabam sendo agredidos fisicamente durante uma festa e resolvem finalmente mudar-se para o Rio de Janeiro. Estabelecem-se na Glória, a poucos minutos do centro do Rio, e Jackson lança seu primeiro LP de 10 polegadas, que rende diversas aparições na televisão e convites para participações em filmes.

Um segundo álbum de 8 faixas é lançado em 1956, trazendo pela primeira vez uma foto de Jackson e Almira na capa. Mesclando com sabedoria temas carnavalescos, juninos e até natalinos, os discos passariam a animar qualquer ocasião. Jackson faz enorme sucesso no eixo Rio-São Paulo e também em Minas Gerais, numa época em que O canto da ema não parava de tocar e já garantia seu posto como um dos grandes sucessos do artista.

Após lançar um terceiro LP em 1957, ao final de quatro anos de contrato com a Copacabana, Jackson anuncia sua decisão de assinar com a Columbia (atual Sony Music) - por onde passaria a lançar discos em 1958, tão logo a Copacabana terminasse de lançar o material recentemente gravado.

Jackson gravaria na nova gravadora por apenas dois anos, e a partir de 1960 desenvolveria uma carreira de cinco anos pela Philips (atual Universal) - onde efetivamente gravou diversos LPs e compactos. Nos anos 60 ainda gravou pela Continental e pela Cantagalo, e durante os anos 70 participou de diversos projetos.

Jackson do Pandeiro faleceu aos 63 anos no Hospital de Base de Brasília no dia 10 de julho de 1982, em decorrência de um coma diabético. Outros sucessos: Chiclete com banana, Falsa patroa e Cantiga do sapo.

Sua biografia “Jackson do Pandeiro, O Rei do Ritmo”, escrita por Fernando Moura e Antônio Vicente e lançada pela Editora 34 em 2001, é referência obrigatória. (Marcelo Fróes - Janeiro, 2004)

Algumas músicas


















Fonte: EMI MUSIC

Falsa patroa

Falsa Patroa (samba, 1954) - Geraldo Jacques e Isaías de Freitas - Interpretação: Jackson do Pandeiro

Disco 78 rpm / Título da música: Falsa Patroa / Jacques, Geraldo (Compositor) / Freitas, Isaías de (Compositor) / Jackson do Pandeiro, 1919-1982 (Intérprete) / Imprenta: [S.l.]: Copacabana, 1954 / Nº Álbum: 5412 / Gênero musical: Samba.


Tom: A  

A7+          G#º F#7                     Bm7 
Doutor delegado, eu não tive culpa 
                      E7/9  E7/9-  A7+
Foi a sua criada que me convidou 
  C#m7   Cº                 Bm7
Dizendo que o apartamento era dela 
                              E7/9  E7/9-         A7+
Me pegou pelo braço para jantar com ela 
A7+          G#º F#7               
O senhor compreende 
                    Bm7
A cabrocha é boa 
D7/9                A7+     Bm7               E7/9    A7+
Eu fiquei iludido pensando que ela fosse a patroa 
F#7                     Bm7              E7/9    A7+
Eu quero ir embora doutor, estou muito aflito 
F#7                     Bm7              E7/9    A7+
Não me sinto bem dentro do distrito 
F#7                     Bm7              E7/9    A7+               F#7
Passe um sabão nela doutor, dê isso por acabado 
  Bm7                          Gº                   F#7
Eu sei, se houver processo eu serei condenado 
    Bm7 
Que vergonha ver meu nome no jornal 
D7/9                A7+     Bm7               E7/9    A7+
Sou de boa família e não quero deixar minha gente mal 
 
(breque: doutor delegado, doutor, pelas cinco chagas de nada, 
doutor, pelo leite de mamão, deixe eu ir embora, nego veio). 

Cantiga do sapo

Cantiga do Sapo (baião, 1959) - Jackson do Pandeiro e Buco do Pandeiro - Intérprete: Jackson do Pandeiro

Disco 78 rpm / Título da música: Cantiga do Sapo / Jackson do Pandeiro, 1919-1982 (Compositor) / Búco do Pandeiro (Compositor) / Jackson do Pandeiro, 1919-1982 (Intérprete) / Imprenta [S.l.]: Columbia, 1959 / Nº Álbum: 11146 / Gênero musical: Baião.


Tom: A  

(intro) A E B7 E7 A E B7 E

     A7              B7         E
É assim que o sapo canta na lagoa
      D                       E
Sua toada improvisada em dez pés (2x)

- Tião

  D
- Oi!

   A7
- Fosse?

   E
- Fui!

- Comprasse?
      A
- Comprei!
     B7
- Pagasse?
      E
- Paguei!
                 A
- Me diz quanto foi?
           B7     E
- Foi quinhentos réis

          A7         B7    E
É tão gostoso morar lá na roça
         D                      E
Numa palhoça perto da beira do rio
                E7                 A
Quando a chuva cai o sapo fica contente
      B7          E             A7
Que até alegra a gente com seu desafio

Chiclete com banana

Radicado no Rio desde 1952, o cantor e compositor baiano Gordurinha (Waldeck Artur de Macedo) teve sua primeira oportunidade artística ao gravar em dupla com Léo Vilar duas músicas para o carnaval de 56. O sucesso, porém, só aconteceria um pouco adiante com “Vendedor de Caranguejo” (1958), “Súplica Cearense” (1960) e principalmente com a gravação de “Chiclete com Banana” por Jackson do Pandeiro em 1959.

Um sacudido sambabop (embora na letra declare-se “samba-rock”), a composição propõe uma divertida troca de influências entre as músicas brasileira e americana: “Eu só boto be-bop no meu samba / quando o Tio Sam tocar um tamborim / quando ele pegar num pandeiro e num zabumba / quando ele aprender que o samba não é rumba / aí eu vou misturar Miami com Copacabana / chiclete eu misturo com banana / e o meu samba vai ficar assim...”.

Além de inspirar um espetáculo de Augusto Boal, “Chiclete com Banana” deu nome a uma bem-sucedida banda baiana e às tiras de quadrinhos do cartunista Angeli. Em 1972, voltou a fazer sucesso ao ser incluída por Gilberto Gil no disco que marcou o seu retorno do exílio londrino. Assinada a princípio somente por Gordurinha, é em algumas gravações apresentada com o nome de José Gomes como co-autor e em outras com o de Almira Castilho.

Chiclete com banana (samba, 1959) - Gordurinha e Almira Castilho - Intérprete: Jackson do Pandeiro


Intro:34 35/25/28/17/15/10 
      Bm7 E7/9- / A7/13 A7/5+ / G7/13 G7/5+ 
      34 35/25/28/17/15/10 
      Bm7 E7/9- / Am7 / A7/13 / G / Eb7/9+ D7/9+ 

        G      E7/9-      A7/13 
Eu só ponho bib-bop no meu samba 
A7/5+        Am7      D7/9     G 
Quando o Tio Sam tocar o tamborim             
            E7/9-                   A7/13 
Quando ele pegar no pandeiro e no zabumba                 
                D7/9             G7 G7  F#7 F7 E7 
Quando ele aprender que o samba não é   rum-ba-a                
                A7    D7/9           G 
Aí eu vou misturar, Miami com Copacabana    
   E7/9-                  A7/13 
Chicletes eu misturo com banana          
         D7/9               G                    
Eu o meu samba vai ficar assim  

Gb G // C7/9 // Bm7 / E7/9  

   Am7         D7/9         G          
Eu quero ver a grande confusão 

Gb G // C7/9 // Bm7 / E7/9          

   Am7         D7/9         G      
Olha aí o samba-rock meu irmão 
G G#º            Am7 A#º   
  É, mas em compensação          
         E7/9-         A7 
Eu quero ver o Boogie-woogie       
      D7/9       Dm7/9  G7/13 
De pandeiro e violão  

C7+         C#º G6          E7/9- 
Quero ver o Tio Sam de frigideira,  
 A7     D7/9 Dm7/9 G7/13 
numa batucada brasileira 
C7+         C#º G6          E7/9- 
Quero ver o Tio Sam de frigideira,  
 A7     D7/9 Dm7/9 G7/13 
numa batucada brasileira 


A Canção no Tempo - Vol.2 - Jairo Severiano e Zuza Homem de Mello - Editora 34