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domingo, agosto 19, 2018

Pisei num despacho - Cyro Monteiro

Ciro Monteiro
Pisei Num Despacho (samba, 1947) - Geraldo Pereira e Elpídio Viana - Intérprete: Cyro Monteiro.

Disco 78 rpm / Título da música: Pisei Num Despacho / Autoria: Viana, Elpídio (Compositor) / Pereira, Geraldo (Compositor) / Cyro Monteiro (Intérprete) / Regional (Acompanhante) / Imprenta [S.l.]: RCA Victor, 17/04/1947 / Nº Álbum 800518 / Lado A / Lançamento: Junho/1947 / Gênero musical: Samba.



Desde o dia em que passei
Numa esquina e pisei no despacho
Entro no samba e meu corpo está duro
Bem que procuro a cadência e não acho

Meu samba e meu verso não fazem sucesso
Há sempre um porém
Vou à gafieira
Fico a noite inteira
E no fim não dou sorte com ninguém

Mas eu vou num canto
Vou num pai de santo pedir
Qualquer dia
Que me dê um despacho
Um banho de erva e uma guia

Tenho aqui um endereço
Um senhor que eu conheço me deu
Há três dias
O mais velho é batata diz tudo na exata
É uma casa em Caxias

terça-feira, fevereiro 06, 2018

Mais cedo ou mais tarde - Déo

Geraldo Pereira
Mais Cedo ou Mais Tarde (samba, 1945) - Geraldo Pereira - Intérprete: Déo

Disco 78 rpm / Título da música: Mais Cedo Ou Mais Tarde / Geraldo Pereira (Compositor) / Déo (Intérprete) / Gravadora: Continental / Ano: 1945 / Nº Álbum: 15299 / Lado A / Gênero musical: Samba.


Tom: A7+

  A7+                     F#5+/7
Ah, mais cedo ou mais tarde
              B7
Ela tem que voltar
     C#m  E7               A7+
Meu Deus, não posso me conformar
À outra meu coração não entrego
Confesso, não nego
Sem ela não posso continuar
A7+         A#º          Bm
Outra meu coração não aceita
                   E7
Parece até coisa feita
                      A7+
Mas seja o que Deus quiser
 F#7                       Bm
Quero seguir para outro caminho
Buscar um novo carinho
           E         A7+
Mas meu coração não quer

Cabritada mal sucedida - Geraldo Pereira


Aventurando-se como cantor e também assinando com uma gravadora de maior porte, a RCA Victor, em 1953, o compositor Geraldo Pereira lançou o samba "Cabritada Mal Sucedida". Se não foi um real sucesso popular, a música é hoje considerada, por praticamente todos os pesquisadores da música popular brasileira, como um dos grandes sambas brasileiros e um dos melhores de Geraldo (Fonte: Década de 50).

Cabritada Mal Sucedida (samba, 1953) - Geraldo Pereira e Wilton Vanderley - Intérprete: Geraldo Pereira

Disco 78 rpm / Título da música: Cabritada Mal Sucedida / Pereira, Geraldo (Compositor) / Vanderley, Wilton (Compositor) / Pereira, Geraldo (Intérprete) / Imprenta [S.l.]: RCA Victor, 1953 / Nº Álbum 801192 / Lado B / Gênero musical: Samba.



Bento fez anos,
E para almoçar me convidou,
Me disse que ia matar um cabrito,
Onde tem cabrito eu tou,
E quando o "Comes e Bebe" começou,
No melhor da cabritada,
A Polícia e o dono do bicho chegou.

Puseram a gente sem culpa,
No carro de Rádio Patrulha e levaram,
Levaram também o cabrito,
E toda a bebida que tinha, quebraram,
Seu Comissário, zangado,
Não tava querendo ninguém dispensar,
O patrão da Sebastiana,
É que foi ao distrito,
E mandou me soltar.


(Bis)

Puseram a raça sem culpa,
No carro da Rádio-Patrulha e levaram,
Levaram também o cabrito....

segunda-feira, junho 03, 2013

Arnaldo Passos

Arnaldo Passos, compositor, nasceu no Rio de Janeiro, RJ, em 24/02/1915, e faleceu na mesma cidade em 1964. Foi parceiro de nomes como Luís Vieira, Monsueto e Geraldo Pereira e as composições das quais foi parceiro foram gravadas por nomes como Nara Leão, Helena de Lima, Ivon Curi e Marlene, entre outros. Na verdade, essas parcerias eram as chamadas "parcerias de divugação", ou seja, o seu nome entrava não por ter feito as composições, mas por ajudar a divulgá-las junto a gravadoras, intérpretes e Rádios.

Assinou como parceiro de Luís Vieira a toada Menino de Braçanã, estrondoso sucesso na década de 1950 que foi gravada, entre outros, por Lúcio Alves em 1959 no LP Lúcio Alves, sua voz íntima, sua bossa nova, interpretando sambas em 3-D, da Odeon. Em 1951, o LP Carnaval da Capitol que reuniu diferentes intérpretes incluiu o samba Ela, com Osvaldo Lobo, na voz de Geraldo Pereira.

Em 1956, o LP Carnaval de 1956 Nº 2 da gravadora Copacabana incluiu a marcha Ai amor, com Manoel Casanova e Rosa de Oliveira, na interpretação de Ângela Maria. No mesmo ano, teve o samba Canta menina canta, com Monsueto Menezes, na gravação de Marlene incluído no LP Vamos dançar com Marlene e seus sucessos da gravadora Sinter, e o cantor Risadinha no LP Na batida do samba da Continental regravou o samba Escurinha.

Ainda em 1956, mais duas composições assinadas por ele foram gravadas: a marcha Na casa de Corongondó, com Monsueto, na voz de Marlene para o LP "Dez sucessos para o carnaval" da Sinter, e a marcha Nem toda flor tem perfume, com Monsueto, registrada por Cauby Peixoto para o LP Carnaval 1956, da Columbia.

Em 1958, o LP Foi a noite" da gravadora Odeon, com a cantora Isaura Garcia e o instrumentista Walter Wanderley, incluiu o samba-canção Quatro paredes, com Geraldo Queiroz. Em 1962, o samba Mora na filosofia, com Monsueto, foi incluído no LP Mora na filosofia dos sambas de Monsueto da gravadora Odeon. Em 1963, Rildo Hora gravou Menino de Braçanã no LP Em ritmo de dança da Som/Copacabana.

Em 1966, Rosa Maria no LP Uma Rosa com bossa da Odeon relançou Menino de Braçanã. Em 1968, o samba-canção Quatro paredes, com Geraldo Queiroz, foi gravado pelos Trigêmeos Vocalistas no LP A volta dos  Trigêmeos Vocalistas da Beverly.

Ao longo do tempo a toada Menino de Braçanã, conheceu inúmeras gravações: em 1969, Regininha, no LP Me ajuda que a voz não dá!!! da Polydor;  Fábio, em 1972, no LP Os frutos de mi tierra da Polydor; Marisa Gata Mansa, no LP Viagem, em 1973, pela Odeon; Nara Leão no LP Meu primeiro amor de 1975, da Philips; pelo Trio Irakitan no LP Eternamente de 1976, da RCA Camden; por Ivon Cury no LP De corpo inteiro - Um nu artístico, e por Luiz Gonzaga em 1989, no LP Aquarela nordestina da gravadora Copacabana, entre outras gravações.

Em 1973, o cantor Noite Ilustrada, no LP Irmão do samba da gravadora Continental, relançou o samba Ela, que nessa nova versão contou com o nome de Geraldo Pereira como um dos autores, diferentemente da gravação original dos anos 1950. Em 1976, Roberto Silva no LP Interpreta Haroldo Lobo, Geraldo Pereira e seus parceiros, da gravadora Som/Copacabana, incluiu o samba Os caprichos meus, com Geraldo Pereira.

Em 1977, no LP Sambistas de bossa & sambas de breque, da série Documento da RCA Camden, foram incluídos dois sambas seus na interpretação de Geraldo Pereira: Dama ideal, com Alcebíades Nogueira, e A coitadinha fracassou, com Hélio Nascimento.

Em 1979, seu samba Escurinha, com Geraldo Pereira, foi relançado por Raul de Barros no LP O som da gafieira, da gravadora CID. No ano seguinte, o samba "Escurinha", com Geraldo Pereira, na interpretação de João Nogueira foi incluído no LP Geraldo Pereira - Evocação V que o selo Eldorado lançou em homenagem ao sambista Geraldo Pereira.

Em 1983, o LP Geraldo Pereira - Pedrinho Rodrigues e Bebel Gilberto lançado pela Funarte como um tributo ao sambista Geraldo Pereira incluiu quatro parcerias suas com ele: Boca rica; Escurinha; Ministério da Economia e Que samba bom. Em 1985, o cantor  Francisco Carlos no LP Francisco Carlos - O cantor namorado do Brasil, da RCA Camden, registrou a toada Promessa de um caboclo, de Geraldo Pereira.

Em 1987, o samba Escurinha foi gravado de forma instrumental pelo pianista Pedrinho Rodrigues em LP do selo Recarey. Em 1995, Luis Melodia no LP Relíquias da EMI-Odeon regravou A coitadinha fracassou, com Geraldo Pereira.


___________________________________________________________________
Fontes: Dicionário Cravo Albin da MPB; Revista do Rádio.

quarta-feira, maio 29, 2013

Djalma Mafra

Djalma Mafra, compositor, nasceu no bairro do Irajá, no Rio de Janeiro, RJ, em 02/11/1916, e faleceu na mesma cidade, em 24/12/1974. Em 1942, Odete Amaral gravou na Odeon a marcha Vitaminas, com Amaro Silva e Domício Augusto.

No ano seguinte, o samba Antes porém, com Ciro Monteiro, foi gravado na Odeon por Moreira da Silva. Também na Odeon, Ataulfo Alves e Sua Escola de Samba gravaram o samba Leonor, parceria com Ataulfo Alves, e a dupla vocal Joel e Gaúcho registrou a marcha "Cavalinho bom", com Joel de Almeida.

Ainda em 1943, o samba Jamais acontecerá, com Geraldo Pereira, foi gravado na Odeon pela cantora Odete Amaral, e os sambas Domine sua paixão, com João Bastos Filho, e Oh! Seu Djalma, com Raul Marques, e a batucada Tire a mão do meu bolso, com Nicola Bruni, foram registrados por Ciro Monteiro na Victor. Também na Victor a cantora Marilu lançou os sambas Desta vez vou ser feliz e Réu primário, ambos com Amaro Silva.

Em 1944, a marcha Salve o inventor da mulher, com Amaro Silva, foi gravada na Odeon por Odete Amaral. No ano seguinte, Ciro Monteiro gravou na Victor o samba Obrigação, com Alcides Rosa, e Odete Amaral, também na Victor, lançou o samba Na chave do portão, com Alberto Maia. Em 1945, o samba Abriu-se o pano, com Alcides Rosa, foi gravado por Ciro Monteiro na Victor. O mesmo Ciro Monteiro gravou em seguida a marcha Ôp, ô, ôp, com Ari Monteiro, e o samba Dentro da capela, com Alcides Rosa. No ano seguinte, Jorge Veiga gravou na Continental o samba A vida tem dessas coisas, com Raul Marques.

Em 1947, pela Continental, Roberto Silva gravou o samba O errado sou eu, com Erasmo de Andrade. No ano seguinte, Hélio Sindô gravou na Continental o samba Embrulho, com Osvaldo dos Santos. Hélio Sindô gravou em 1949, o samba Pobre no pedir, com Osvaldo dos Santos. No mesmo ano, Sílvio César, com sua orquestra, gravou na Continental o fox-trot Eu não sou marinheiro e o choro Aguenta o tempo, e Ataulfo Alves também na Continental o samba Banco de réu.

Em 1952, Odete Amaral lançou pela Odeon o choro Beija-flor, com Alcides Rosa. Também na Odeon, o cantor Risadinha lançou o samba Marinheiro de primeira viagem, com Alvaiade. Em 1955, Risadinha gravou o samba Embrulho que eu carrego, com Osvaldo dos Santos. No mesmo ano, o samba Todo mundo sabe, com Nelson Silva, foi gravado por Louis Cole no LP Uma noite no Vogue - Louis Cole e Seu Sexteto do selo Rádio. No ano seguinte, Severino Araújo e sua Orquestra Tabajara gravaram pela Continental o choro Comprando barulho, com Jorge Tavares. Em 1958, o cantor Raimundo Olavo lançou pela gravadora Todamérica o LP Esquina do Nice no qual registrou o samba Destino traiçoeiro, com Raimundo Olavo.

Em 1960, o conjunto Conjunto Brasília Ritmos gravou pela Odeon o LP Ritmos do Brasil - Vol. 2 no qual foi incluído o samba Comprando barulho. No mesmo ano, Roberto Silva gravou o samba Domine a sua paixão, com João Bastos Filho, no LP Descendo o morro Nº 3 da gravadora Copacabana. Em 1961, o samba Eu não sou marinheiro, um de seus maiores sucessos, foi gravado no LP Peça bis em Hi-Fi - Hugo Master e Sua Orquestra, e por Lauro Paiva e Conjunto no LP Sucessos com Lauro Paiva. Dois anos depois, o samba Eu fui o culpado, com Álvaro Castilho, foi gravado por Alcides Gerardi no LP Enquanto o tempo passa da CBS. O mesmo cantor gravaria um ano depois o samba Outras foram, com A. Castilho, no LP Amor sem ter amor.

Em 1966, Alcides Gerardi gravou o samba-canção Agora se acabou, com Augusta de Oliveira, no LP Desejo da CBS. Em 1969, o samba Banco de réu, foi gravado pelo cantor Noite Ilustrada no LP Revivendo o Mestre Ataulfo, lançado por ele pela gravadora Continental. No mesmo ano, o samba Embrulho que eu carrego, com Alvaiade, recebeu duas gravações. De Ciro Monteiro e Elizeth Cardoso no LP A bossa eterna de Elizeth e Cyro - Volume 2 da gravadora Copacabana, e a de Elza Soares e Miltinho no LP Elza, Miltinho e samba - Volume 3 da Odeon.

Em 1974, Zuzuca gravou o samba Obrigação, com Alcides Rosa, em LP CBS, e o conjunto Samba 4 também na CBS regravou o samba Banco de réu. Em 1978, Roberto Müller gravou na Tapecar o samba-canção Outras foram.

Em 1991, o samba Vitaminas, interpretação de Odete Amaral, foi incluído no LP A coroa do Rei com gravações de Francisco Alves, Rosina Pagã, Dircinha Batista e Odete Amaral do selo Revivendo.

Sua carreira artística transcorreu principalmente nas décadas de 1950 e 1960, quando foi parceiro de nomes como Geraldo Pereira, Alvaiade, Ataulfo Alves e Joel de Almeida entre outros. Suas composições, especialmente sambas e marchas, foram gravadas por nomes como Odete Amaral, Ciro Monteiro, Ataulfo Alves, Joel e Gaúcho, Jorge Veiga, Risadinha e Roberto Silva. Sempre foi muito ligado ao carnaval, especialmente o de Madureira, do qual foi grande folião.

Obra

A vida tem dessas coisas (c/ Raul Marques), Abriu-se o pano (c/ Alcides Rosa), Agora se acabou (c/ Augusta de Oliveira), Aguenta o tempo, Antes porém (c/ Ciro Monteiro), Banco de réu (c/ Alvaiade), Beija-flor (c/ Alcides Rosa), Brigas de amor (c/ Alvaiade), Cavalinho bom (c/ Joel de Almeida),  Comprando barulho (c/Jorge Tavares), Dentro da capela (c/ Alcides Rosa), Desta vez vou ser feliz (c/ Amaro Silva), Destino traiçoeiro (c/ Raimundo Olavo), Domine a sua paixão (c/ João Bastos Filho), Domine sua paixão (c/ João Bastos Filho), Embrulho (c/ Osvaldo dos Santos), Embrulho que eu carrego (c/ Alvaiade),  Embrulho que eu carrego (c/ Osvaldo dos Santos), Eu fui o culpado (c/ Álvaro Castilho), Eu não sou marinheiro (c/ Alvaiade), Falsidade (c/ João Pereira Lucena), Jamais acontecerá (c/ Geraldo Pereira), Leonor (c/ Ataulfo Alves), Marinheiro de primeira viagem (c/ Alvaiade), Na chave do portão (c/ Alberto Maia), O errado sou eu (c/ Erasmo de Andrade), Obrigação (c/ Alcides Rosa), Oh! Seu Djalma (c/ Raul Marques), Ôp, ô, ôp (c/ Ari Monteiro), Outras foram (c/ A. Castilho), Pobre no pedir (c/ Osvaldo dos Santos), Réu primário (c/ Amaro Silva), Salve o inventor da mulher (c/ Amaro Silva), Tire a mão do meu bolso (c/ Nicola Bruni), Todo mundo sabe (c/ Nelson Silva), Vitaminas (c/ Amaro Silva e Domicio Augusto).

Fontes: Dicionário Cravo Albin da MPB; Revista do Rádio.

quarta-feira, novembro 24, 2010

Você está sumindo

Cyro Monteiro
Você está sumindo (samba, 1943) - Geraldo Pereira e Jorge de Castro

Disco 78 rpm / Título da música: Você está sumindo / Autoria: Pereira, Geraldo (Compositor) / Castro, Jorge de (Compositor) / Ciro Monteiro (Intérprete) / Regional (Acompanhante) / Imprenta [S.l.]: Victor, 02/04/1943 / Nº Álbum 800085 / Lado A / Lançamento: 06/1943 / Gênero musical: Samba /

Nega, vem cá / Vem ver só
Como é que teu nego ficou
Depois do tal dia, neguinha
Que você me deixou
Quem me conhece / Passa por mim
Jogando piada / Sorrindo:
-Você tá ficando acabado! e
-Você tá sumindo!

Você foi embora, criança
Minh'alma ficou quase louca
Não tiro você da lembrança
Não tiro seu nome da boca
Eu sinto-me tão acabado
Estou que não posso de dor
Não queira saber de tanto pensar
No seu amor

quinta-feira, setembro 18, 2008

Ministério da Economia

Geraldo Pereira
Ministério da Economia (samba, 1951) - Geraldo Pereira e Arnaldo Passos - Intérprete: Geraldo Pereira

Disco 78 rpm: Título da música: Ministério da economia / Geraldo Pereira (Compositor) / Arnaldo Passos (Compositor) / Geraldo Pereira (Intérprete) / Regional (Acomp.) / Gravadora: Sinter / Gravação: 1951 / Lançamento: 08/1951 / Nº do álbum: Sinter 00-00071 / Nº da matriz: S-150 / Gênero: Samba


Seu Presidente
Sua excelência mostrou que é de fato
Agora tudo vai ficar barato
Agora o pobre já pode comer
( Pra você ver )


Seu Presidente
Pois era isso que o povo queria
O Ministério da Economia
Parece que vai resolver


Seu Presidente
Graças a Deus não vou comer mais gato
Carne de vaca no açougue é mato
Com meu amor eu já posso viver


Eu vou buscar a minha nega
Prá morar comigo
Porque já vi que não há perigo
Ela de fome já não vai morrer

A vida tava tão difícil

Que eu mandei
A minha nega bacana
Meter os peitos na cozinha

Da madame lá em Copacabana

Agora vou buscar minha nega
Porque gosto dela prá cachorro
Os gatos é que vão dar gargalhada
De alegria lá no morro.



Fontes: Discografia Brasileira - IMS; Instituto Moreira Salles.

terça-feira, setembro 16, 2008

Que samba bom

Blecaute
Que samba bom (samba/carnaval, 1949) - Geraldo Pereira e Arnaldo Passos - Intérprete: Blecaute

Disco 78 rpm / Título da música: Que samba bom / Arnaldo Passos (Compositor) / Geraldo Pereira (Compositor) / Blecaute (Intérprete) / Conjunto Regional (Acomp.) / Gravadora: Continental / Gravação: 1948 / Lançamento: 01/1949 / Nº do Álbum: 15981 / Nº da Matriz: 2002 / Gênero: Samba / Coleções de origem: IMS, Nirez


Ô, que samba bom
Ô, que coisa louca
Eu também tô aí
Tô aí, que é que há
Também tô nessa boca

Ô, que samba bom
Ô, que coisa louca
Eu também tô aí
Tô aí, que é que há
Também tô nessa boca

Muita bebida
Mulher sobrando
Tem até trouxa
Nesse samba se arrumando

Eu nesse samba
Vou me acabar
Num samba desses
Vale a pena a gente entrar



Fontes: Discografia Brasileira - IMS; Instituto Moreira Salles.

sábado, abril 12, 2008

Até hoje não voltou

Geraldo Pereira
Até hoje não voltou (samba, 1946) - Geraldo Pereira e J. Portela - Intérprete: Ciro Monteiro

Disco 78 rpm / Título da música: Até hoje não voltou / Geraldo Pereira (Compositor) / J Portela (Compositor) / Ciro Monteiro (Intérprete) / Gravadora: Victor / Gravação: 28/05/1946 / Lançamento: 09/1946 / Nº do Álbum: 80-0437 / Nº da Matriz: S-078530-2 / Gênero musical: Samba


Eu fui buscar uma mulher na roça
Que não gostasse de samba
E nem gostasse de troça
Uma semana depois que aqui chegou
Mandou esticar os cabelos
E as unhas dos pés pintou
Foi dançar na gafieira
E até hoje não voltou

Ela não tinha um vestido
Um sapato que se apresentasse
Eu comprei
Chegou toda errada
Falar não sabia
Fui eu que ensinei

Perdi tanto tempo
Gastei meu dinheiro
Fui tão longe à toa
Mas vi que sou muito infeliz
É melhor eu viver sem patroa...



Fontes: Discografia Brasileira - IMS; Instituto Moreira Salles.

quarta-feira, março 26, 2008

Resignação

Odete Amaral
Resignação (samba, 1943) - Geraldo Pereira e Arnô Provenzano - Intérprete: Odete Amaral

Disco 78 rpm / Título da música: Resignação / Arnô Provenzano (Compositor) / Geraldo Pereira (Compositor) / Odete Amaral (Intérprete) / Zacarias e Seu Conjunto (Acomp.) / Gravadora: Odeon / Gravação: 02/06/1943 / Lançamento: 07/1943 / Nº do Álbum: 12330 / Nº da Matriz: 7305 / Gênero musical: Samba / Coleções de origem: IMS, Nirez


Quem é que lava a roupa
Pra você dançar?
Quem é que não marca hora
Para você chegar?
Quem é que sofre com resignação
Quando você traz a gola do terno
Suja de batom?

Mas ontem você faltou
Com o respeito para mim
Trazendo o lenço manchado de carmim.

Não vá dizer que a dama
Dançou em seu bolso
Pois não é possível
Nem tampouco
O meu rosto você limpou
É preciso mudar de pensar
Porque a minha paciência
Pode se esgotar...



Fontes: Discografia Brasileira - IMS; Instituto Moreira Salles.

quinta-feira, janeiro 24, 2008

Pisei num despacho

Ciro Monteiro
Pisei Num Despacho (samba, 1947) - Geraldo Pereira e Elpídio Viana - Intérprete: Cyro Monteiro.

Disco 78 rpm / Título da música: Pisei Num Despacho / Autoria: Viana, Elpídio (Compositor) / Pereira, Geraldo (Compositor) / Cyro Monteiro (Intérprete) / Regional (Acompanhante) / Imprenta [S.l.]: RCA Victor, 17/04/1947 / Nº Álbum 800518 / Lado A / Lançamento: Junho/1947 / Gênero musical: Samba.



Desde o dia em que passei
Numa esquina e pisei no despacho
Entro no samba e meu corpo está duro
Bem que procuro a cadência e não acho

Meu samba e meu verso não fazem sucesso
Há sempre um porém
Vou à gafieira
Fico a noite inteira
E no fim não dou sorte com ninguém

Mas eu vou num canto
Vou num pai de santo pedir
Qualquer dia
Que me dê um despacho
Um banho de erva e uma guia

Tenho aqui um endereço
Um senhor que eu conheço me deu
Há três dias
O mais velho é batata diz tudo na exata
É uma casa em Caxias

quinta-feira, abril 06, 2006

Geraldo Pereira

Geraldo Pereira (Geraldo Teodoro Pereira), compositor e cantor, nasceu em Juiz de Fora MG, em 23/4/1918, e faleceu no Rio de Janeiro RJ, em 8/5/1955. Chegou ao Rio de Janeiro em 1930, indo morar com o irmão mais velho no morro de Santo Antônio, na zona central da cidade. Terminou o curso primário e, adolescente ainda, já compunha sambas para a escola Unidos de Mangueira, hoje extinta. Logo fez amizades com os bambas do morro e aprendeu violão com Cartola e Aloísio Dias.


Aos 18 anos, deixou o morro para viver no subúrbio de Engenho de Dentro. Logo mudou-se para a Lapa, empregando-se na Prefeitura do Rio de Janeiro como motorista de caminhão de limpeza urbana, emprego que manteve por toda a vida. Passou a frequentar os bares da cidade, inclusive o Café Nice, ponto de encontro de sambistas e da boêmia carioca. Com parceria de Nelson Teixeira, compôs o samba Se você sair chorando, gravado em 1939 em disco Odeon pelo cantor Roberto Paiva. Inscrita no concurso carnavalesco promovido em 1940 pelo D.l.P., a música classificou-se entre as finalistas.

Ainda em 1940, compôs, de parceria com Wilson Batista, o samba de breque Acertei no milhar, gravado na Odeon por Moreira da Silva. Por essa época vivia com Isabel, inspiradora de muitos de seus sambas, entre eles Acabou a sopa (com Augusto Garcez). Gravado em 1940 na Victor, marcou o início de sua amizade com Ciro Monteiro, que se tornaria um de seus mais fiéis interpretes e o principal divulgador de suas obras. Nos anos seguintes, diversas músicas suas foram gravadas por cantores de destaque: os sambas Falta de sorte e Pode ser? (ambos com Marino Pinto), foram gravados respectivamente por Araci de Almeida e Isaura Garoa, em 1941.

Nos anos de 1942-1943, Odete Amaral, Moreira da Silva e o grupo Quatro Ases e Um Curinga lançaram composições suas. Em 1943 apresentou-se no programa Vesperal das Moças, na Rádio Tamoio do Rio de Janeiro. Durante essa época, fez amizade com Valdir Machado, que o incentivava a cantar e que se tornou seu parceiro. Fez algumas apresentações esporádicas na Rádio Nacional. Em 1944 participou do filme Berlim na batucada, de Luís de Barros, interpretando o papel do cabo Laurindo. Foi também em 1944 que conseguiu seu primeiro grande sucesso, com a gravação de Falsa baiana, por Ciro Monteiro. Inspirado na esposa do compositor Roberto Martins, incapaz de sambar com sua fantasia de baiana no Carnaval, o samba deu-lhe renome nacional.

Bolinha de papel, gravado pelos Anjos do Inferno em 1945, repetiu o êxito do ano anterior. Ainda em 1945, depois de aprovado num teste da Continental, o sambista estreou como cantor, interpretando os dois lados de um 78 rpm: Mais um milagre e Bonde de Piedade (com Ari Monteiro). O disco não alcançou sucesso e ele preferiu lançar suas criações seguintes por meio de outros cantores.

Em 1949, Blecaute gravou Que samba bom, um dos maiores sucessos de venda da década. Em 1950, o próprio compositor gravou Pedro do pedregulho, lançando-se definitivamente como intérprete de suas composições a partir de 1951, quando Ciro Monteiro se encontrava impossibilitado de gravar, por doença nos pulmões. Gravou o samba Escurinha (com Arnaldo Passos) na Sinter. Ainda no mesmo ano, tornou a compor em parceria com Wilson Batista, saindo pela Continental o samba Cego de amor, na voz de Deo.

Em 1952 participou do filme O rei do samba, de Luís de Barros. Interpretado por ele, a Victor lançou, em 1953, Cabritada malsucedida (com Jorge Gebara). O ano de 1954 marcou seu último grande sucesso: Escurinho, gravado na Todamérica por Ciro Monteiro. Participou ainda do espetáculo Clarins em fá, na boato Esplanada, em São Paulo, fazendo muito sucesso com seu samba Pau peroba (com Buci Moreira e Albertina Rocha). Nesse ano, registrou na Columbia suas últimas produções: Maior desacerto (com Silva Júnior e Ari Garcia) e Eu vou partir, título que parecia prever o fim prematuro de sua vida atribulada.

Em maio de 1954, aos 37 anos, encerrava uma carreira de grande sambista, e em muitos pontos inovadora. Após sua morte, diversas composições suas foram regravadas. Nos anos de 1960, João Gilberto regravou Bolinha de papel. Em 1971, Paulinho da Viola regravou Você está sumindo. Em 1980 foi lançado o disco Wilson, Geraldo e Noel, no qual João Nogueira interpreta composições de Geraldo Pereira, Noel Rosa e Wilson Batista, com Escurinha e Você está sumindo.

Em 1981, a gravadora Eldorado lançou o LP Evocação V, inteiramente dedicado ao compositor, interpretad0 por Elton Medeiros, Monarco e Jackson do Pandeiro entre outros. Sua música Se você sair chorando foi regravada nesse disco por um coro de oito cantores. No Carnaval de 1982, o compositor foi homenageado no enredo Geraldo Pereira, eterna glória do samba (de João Ramos Pacheco), da Escola de Samba Unidos do Jacarezinho.

Em 1990, Chico Buarque regravou Sem compromisso (com Nelson Trigueiro). Em 1995 foi lançado o livro Um escurinho direitinho: A vida e a obra de Geraldo Pereira, de autoria de Luís Fernando Vieira, Luís Pimentel e Suetônio Valença (Relume-Dumará, Rio de Janeiro). Em 1996, Zizi Possi cantou Escurinha em seu show e, em 1997, Gal Costa regravou com grande sucesso o samba Falsa baiana, em seu CD Acústico MTV (BMG/RCA).

Comentários de artistas

Bucy Moreira - (compositor e percussionista da "Velha guarda," que trabalhou com ele) - "Sempre se vestia com terno branco, muito elegante. Uma pessoa muito agradável. Era de uma família muito tradicional da Mangueira, os Araújos.

Aloísio Dias - (compositor e seu professor de violão) - A imagem do homem que conheci é bem diferente da que vemos nas revistas e jornais. Não era gordo e nem tinha aquela cara redonda que aparece nas fotografias. Tinha dedos longos, dedos de violonista, suas mãos eram grandes e muito fortes. Suas pernas eram longas e quando andava rápido, era difícil de acompanhá-lo. E também era muito calmo.

Teresinha Santos - (sua sobrinha) - Ele não era de briga. Mas não gostava de levar desaforo pra casa. Mas tinha um defeito: muitas mulheres, tinha muitos problemas disso. Perdemos até a conta.

Moreira da Silva - (cantor) - Era um cara alegre. Gostava de mulheres, mas era ingênuo. Acreditava nelas. Quando queria coisa não sossegava enquanto não conseguia. Com as damas, (era assim que ele chamava as mulheres) era muito educado. Tinha um sorriso agradável e era humilde. Quando o conheci em 1940, não era alcoólatra, mas gostava de beber. Era vaidoso, e aonde estavam as mulheres, era aí que você; o encontrava.

João Gilberto - (cantor e violonista, responsável pela introdução de Geraldo à geração dos anos 60) - Eu ainda cantava no conjunto "Garotos da Lua", e nem sonhava em cantar sozinho, quando um dia ele me convidou a ir a um bar lá na Lapa. Enquanto estávamos tomando uns drinks, entraram uns caras e me estranharam. O que é que vocês estão olhando, perguntou Geraldo, esse aqui é meu, e botou os caras pra correr. Seu Samba era leve, e cheio de divisões rítmicas, e sempre me chamou a atenção. Ele não tinha consciência disto, mas era o inovador da Música Brasileira nos anos 40.

Cifras e letras
















Obra completa

Abaixo de Deus foi ela (c/Elpídio Viana), samba, 1946; Acabou a sopa (c/Augusto Garcez), samba, 1940; Acertei no milhar (c/Wilson Batista), samba de breque, 1940; Adeus (c/Augusto Garcez), samba, 1942; Ai, mãezinha (c/Ari Monteiro), samba, 1946; Ai, que saudade dela (c/Ari Monteiro), samba, 1942; Ainda sou seu amigo, samba, 1946; Aquele amor (c/Arnaldo Passos), samba, 1951; Até hoje não voltou (c/J. Portela), samba, 1946; Até quarta-feira (c/Jorge de Castro), samba, 1942; Boca rica (c/Arnaldo Passos), samba, 1949; Bolinha de papel, samba, 1945; Bom crioulo (c/Raul Longras), samba, 1947; Bonde de Piedade (c/Ari Monteiro), samba, 1945; Brigaram pra valer (c/J. Batista), samba, 1948; Cabritada malsucedida (c/Jorge Gebara), samba, 1953; Os caprichos meus (c/Arnaldo Passos) samba, 1949; Carta fatal (c/Ari Monteiro), samba, 1944; Cego de amor (c/Wilson Batista), samba, 1950; Chegou a bonitona (c/José Batista), samba, 1948; Chegou o dia (c/Elpídio Viana), samba, 1945; Conversa fiada (c/Ciro de Sousa), samba, 1945; Ela (c/Badu e Arnaldo Passos), samba, 1951; Ela não teve paciência (c/Augusto Garcez), samba, 1941: Escurinha (c/Arnaldo Passos), samba, 1952; Escurinho, samba, 1954; Eu vou partir, samba, 1954; Falsa baiana, samba, 1944; Falta de sorte (c/Marino Pinto), samba, 1940; Fugindo de mim (c/Arnaldo Passos e Valdir Machado), samba, 1951; Golpe errado (c/Cristóvão de Alencar e Davi Nasser), samba, 1945; Humilde teto (c/Elpídio Viana), samba, 1945; Já tenho outra em seu lugar (c/Ari Monteiro), samba, 1943; Jamais acontecerá (c/Djalma Mafra), samba, 1943; Juraci (c/Plinio Costa), samba, 1954; Jurei (c/Cristóvão de Alencar), samba, 1945; Lar desabitado (c/Arnaldo Passos), samba, 1952; Lembranças da Bahia (c/Moreira da Silva), samba-choro, 1942; Lembras-te daquela zinha (c/Augusto Garcez), samba, 1941; Liberta meu coração (c/José Batista), samba, 1947; Maior desacerto (c/Silva Júnior e Ari Garcia), samba, 1953; Mais cedo ou mais tarde, samba, 1945; Mais um milagre, samba, 1945; Mambo da bonitona (c/José Batista), 1954; Mexe, mulher (c/Arnaldo Passos), samba, 1950; Minha companheira, samba, 1949; Ministério de economia (c/Arnaldo Passos), samba, 1951; Não consigo esquecer (c/Arnaldo Passos), samba, 1952; Não quero você (c/Arnaldo Passos), samba, 1951; Olha a cara dela (c/Moreira da Silva), marcha, 1940; Onde está a Florisbela? (c/Ari Monteiro), samba, 1944; O pagamento ainda não saiu (c/Ariel Nogueira), samba, 1946; Pau peroba (Olha o peroba) (c/Buci Moreira e Albertina Rocha), samba, 1953; Pedro do pedregulho, samba, 1950; Perdi meu lar (c/Arnaldo Passes), samba, 1950; Pisei num despacho(c/Elpidio Viana), samba, 1947; Pode ser?(c/Marino Pinto), samba, 1941; Polícia no morro (c/Arnaldo Passos), samba, 1951; Promessa de um caboclo (c/Arnaldo Passos), samba, 1952; Quando ela samba (c/J. Portela), samba, 1942; Que samba bom (c/Arnaldo Passos), samba, 1948; Resignação (c/Arnô Provenzano), samba, 1943; Roubaram o livro de ouro (c/Arnaldo Passos), samba, 1948; Samba pro concurso (c/Moreira da Silva), 1943; Se você sair chorando (c/Nelson Teixeira), samba, 1939; Sem compromisso (c/Nelson Trigueiro), samba, 1944; Sem destino (c/Oldemar Magalhães), samba, 1950; Sinhá Rosinha (c/Célio Ferreira), samba, 1942; Só quis meu nome, samba, 1946; Tenha santa paciência (c/Augusto Garcez), samba, 1942; Tribo do Caramuru (c/Helio Ribeiro e Álvaro Xavier), marcha, 1951; Vai, samba, 1961; Vai que depois eu vou, samba, 1945; Você esta sumindo (c/Jorge de Castro), samba, 1943; Voltei, mas era tarde (com Príncipe Pretinho), samba, 1944; Vou dar o serviço (com José Batista), samba, 1948; A voz do morro (com Moreira da Silva), samba, 1942.


Fontes: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e Publifolha.