Canção do abandono (1932) / Compositores: Joubert de Carvalho e Olegário Mariano / Interpretações: Alda Verona e César Pereira Braga / Acompanhamento: Harry Kosarin e Seus Almirantes / Disco Victor 33584-b / Gravação: 14-Junho-1932 / Nº da matriz 65385-4 / Lançamento: Março 1933 / Gênero musical: Valsa.
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domingo, setembro 04, 2022
Canção do abandono
Canção do abandono (1932) / Compositores: Joubert de Carvalho e Olegário Mariano / Interpretações: Alda Verona e César Pereira Braga / Acompanhamento: Harry Kosarin e Seus Almirantes / Disco Victor 33584-b / Gravação: 14-Junho-1932 / Nº da matriz 65385-4 / Lançamento: Março 1933 / Gênero musical: Valsa.
terça-feira, fevereiro 06, 2018
Arrependimento - Gastão Formenti
Gastão Lamounier |
Disco 78 rpm / Título da música: Arrependimento / Lamounier, Gastão, 1893-1984 (Compositor) / Mariano, Olegário, 1889-1958 (Compositor) / Formenti, Gastão (Intérprete) / Piano (Acompanhante) / Imprenta [S.l.]: Odeon, 28/03/1929 / Nº Álbum 11012 / Lado B / Gênero musical: Valsa.
Meu amor, porque pensas ainda em mim ?
Não chores a vida passada,
Porque todo romance tem fim...
Teu olhar, quando vejo cair no meu,
O que sinto não posso dizer-te,
Porque minha voz na garganta morreu...
Hoje em dia, eu vivo sozinho,
Recordando o calor que te dei,
Ao invés de saudade ou carinho,
Tenho horror de lembrar que te amei !
Se ainda falo da antiga promessa,
Que tua boca, tremendo, dizia,
É que nunca supus que hoje em dia,
Se esquecesse um amor tão depressa
Guarda bem, na lembrança e no ouvido,
O que penso, ao lembrar-me de ti,
Não recordo teu beijo, fanado e esquecido,
Nem lamento este amor que perdi !
quinta-feira, setembro 26, 2013
A carícia de um beijo
O cantor Floriano Belham (foto) durante dois anos apresentou-se em espetáculos teatrais, até que começou a gravar na Victor em 1930. Por ser de estatura pequena, magro e ter
voz infantil, passava por ter menos idade, saindo nos selos dos discos como “menino Floriano Belham”. Em 1931, lançou o fox-canção A carícia de um beijo (Joubert de Carvalho e Olegário Mariano).
A carícia de um beijo (fox-canção, 1931) - Joubert de Carvalho e Olegário Mariano - Intérprete: Floriano Belham
Disco 78 rpm / Título da música: A Carícia de Um Beijo / Joubert de Carvalho (Compositor) / Olegário Mariano (Compositor) / Floriano Belham (Intérprete) / Gravadora: Victor / Nº Álbum: 33448-A / Matriz: 65029 / Data da gravação: 19//11/1930 / Data de lançamento: Julho/1931 / Gênero musical: Fox-canção
Aquele que perdeu o amor na vida
Que penas mil sofreu e renunciou
Tem um consolo quando fica a reportar...
A carícia de um beijo
Me faz voltar à ilusão
E ter de novo a primavera
Dentro d'alma
E todo em flor o coração!...
E a voz que emudeceu nos seus ouvidos
Parece me falar do antigo bem
E reviver por um momento
O amor de alguém...
A carícia de um beijo
Me faz voltar à ilusão
E ter de novo a primavera
Dentro d'alma
E todo em flor o coração!...
segunda-feira, setembro 16, 2013
Sapo Cururu
"Os ritmos vão criando paisagens e, enquanto o ouvido se perde no curso livre da onda lírica, o olhar se enriquece do panorama local que vai se levantando pela força da persuasão melódica. Assim, a música de Hekel Tavares não enche somente nossos ouvidos de acordes agradáveis: também nos enche os olhos de imagens deliciosas...
E do seu conjunto vem, naturalmente, essa ideia de mata soturna, em que o sol não consegue penetrar, dourando apenas o cimo das árvores. Isso pela predominância da misteriosa tristeza dos motivos agrestes, que formam a estrutura da ceração sonora de Hekel, por onde passa, de vez em quando, bem de leve e no alto, um frêmito de alegria doida e clara, como na página festiva de D. Domitília.
Mas, já em Mamãe preta geme toda a escravidão com o trabalho sem fim dos dias escuros e com a vistosa aristocracia dos "sinhôs-moços", a quem, por desvio da maternidade submissa, as negras entregam toda a sua ternura deslumbrada. E em Sapo Cururu esboçam as gordas lagoas noturnas dentro do deserto verdejante, cortado de gritos indecifráveis, e de onde de levantam, com a cumplicidade dos luares solenes, assombrações e arrepios..." (Chronica Social - Correio Paulistano)
Sapo cururu (acalanto, 1929) - Hekel Tavares e letra de Olegário Mariano - Intérprete: Francisco Alves - Disco selo Odeon, 1929 - Gênero musical: canção / acalanto - Nº Álbum 10365 - Data de lançamento: 1929 - Lado A.
"Sapo Cururu
Na beira do rio
Quando o sapo canta, maninha
Diz que está com frio..."
Na casa grande do engenho
Preta véia tá cantando
Prá sinhozinho drumi
Sarta o bacurao na estrada
E a lua entra na ginela
Parece que vem ouvi.
Preta véia então se alembra
Da vida que ali viveu
Deu o peito a Sinhô-Moço
E na rede de seus braço
Seu Sinhô-Moço cresceu.
Hoje cria Sinhozinho
Branquinho que nem jasmim
Tem sempre os óinho aberto
Só drome quando se canta
Preta véia canta assim:
Sapo Cururu
Na beira do rio
Quando o sapo canta, maninha
Cururu tem frio...
Na casa grande de engenho
Preta véia tá cantando
Pra Sinhozinho drumi...
______________________________________________________________________
Fonte: Música Popular Brasileira - Mariza - Jornal do Brasil, de 24/01/1937; Correio Paulistano de 17/04/1928.
E do seu conjunto vem, naturalmente, essa ideia de mata soturna, em que o sol não consegue penetrar, dourando apenas o cimo das árvores. Isso pela predominância da misteriosa tristeza dos motivos agrestes, que formam a estrutura da ceração sonora de Hekel, por onde passa, de vez em quando, bem de leve e no alto, um frêmito de alegria doida e clara, como na página festiva de D. Domitília.
Mas, já em Mamãe preta geme toda a escravidão com o trabalho sem fim dos dias escuros e com a vistosa aristocracia dos "sinhôs-moços", a quem, por desvio da maternidade submissa, as negras entregam toda a sua ternura deslumbrada. E em Sapo Cururu esboçam as gordas lagoas noturnas dentro do deserto verdejante, cortado de gritos indecifráveis, e de onde de levantam, com a cumplicidade dos luares solenes, assombrações e arrepios..." (Chronica Social - Correio Paulistano)
Sapo cururu (acalanto, 1929) - Hekel Tavares e letra de Olegário Mariano - Intérprete: Francisco Alves - Disco selo Odeon, 1929 - Gênero musical: canção / acalanto - Nº Álbum 10365 - Data de lançamento: 1929 - Lado A.
"Sapo Cururu
Na beira do rio
Quando o sapo canta, maninha
Diz que está com frio..."
Na casa grande do engenho
Preta véia tá cantando
Prá sinhozinho drumi
Sarta o bacurao na estrada
E a lua entra na ginela
Parece que vem ouvi.
Preta véia então se alembra
Da vida que ali viveu
Deu o peito a Sinhô-Moço
E na rede de seus braço
Seu Sinhô-Moço cresceu.
Hoje cria Sinhozinho
Branquinho que nem jasmim
Tem sempre os óinho aberto
Só drome quando se canta
Preta véia canta assim:
Sapo Cururu
Na beira do rio
Quando o sapo canta, maninha
Cururu tem frio...
Na casa grande de engenho
Preta véia tá cantando
Pra Sinhozinho drumi...
______________________________________________________________________
Fonte: Música Popular Brasileira - Mariza - Jornal do Brasil, de 24/01/1937; Correio Paulistano de 17/04/1928.
quinta-feira, maio 09, 2013
Mário Penaforte
Mário Penaforte, instrumentista, pianista e compositor, nasceu em Minas Gerais em 23/07/1876 e faleceu na cidade do Rio de Janeiro em 08/07/1928. Ainda criança passou a residir no Rio de Janeiro. Foi tesoureiro da Tesouraria Geral do Tesouro Nacional. Ficou famoso como autor de valsas românticas.
Por volta de 1914, viajou para Paris onde participou de um concurso de valsas no qual tirou o primeiro lugar com a valsa Baiser suprême regressando em seguida ao Rio de Janeiro. Escreveu diversas valsas para piano, entre as quais, Chute d'or, Emoções, Último olhar, e Dolorosa, que recebeu letra do poeta Olegário Mariano.
Para piano e canto fez, entre outras, as valsas "Folhas que caem", "Idolatria" e "Desejada". Compôs ainda o xote Mística, a canção Saudades, o tango-sertanejo Rio-jornal, o tango-carnavalesco Quem é bom não se mistura, e os maxixes Cem por dia e Comigo eles não podem.
Em 1946, teve a valsa Dolorosa gravada pelo pianista Mário de Azevedo em disco Continental. Foi homenageado pelo escritor Onestaldo de Pennafort com o livro Um rei da valsa publicado em 1958. Deixou mais de vinte composições especialmente valsas, o forte de sua produção.
Obras
Baiser suprême, Baiser volé, Cem por dia, Chute d'or, Comigo eles não podem, Cory, Desalento, Desejada, Dolorosa, Emoções, Flirt no Alvear, Folhas que caem, Idolatria, Mar Del Plata, Meu destino, Mística, Nem dou confiança, Novos amores, O poder da saudade, Quem é bom não se mistura, Reine des Perles, Rio-jornal, Saudades, Último olhar.
Fonte: Dicionário Cravo Albin da MPB.
Por volta de 1914, viajou para Paris onde participou de um concurso de valsas no qual tirou o primeiro lugar com a valsa Baiser suprême regressando em seguida ao Rio de Janeiro. Escreveu diversas valsas para piano, entre as quais, Chute d'or, Emoções, Último olhar, e Dolorosa, que recebeu letra do poeta Olegário Mariano.
Para piano e canto fez, entre outras, as valsas "Folhas que caem", "Idolatria" e "Desejada". Compôs ainda o xote Mística, a canção Saudades, o tango-sertanejo Rio-jornal, o tango-carnavalesco Quem é bom não se mistura, e os maxixes Cem por dia e Comigo eles não podem.
Em 1946, teve a valsa Dolorosa gravada pelo pianista Mário de Azevedo em disco Continental. Foi homenageado pelo escritor Onestaldo de Pennafort com o livro Um rei da valsa publicado em 1958. Deixou mais de vinte composições especialmente valsas, o forte de sua produção.
Obras
Baiser suprême, Baiser volé, Cem por dia, Chute d'or, Comigo eles não podem, Cory, Desalento, Desejada, Dolorosa, Emoções, Flirt no Alvear, Folhas que caem, Idolatria, Mar Del Plata, Meu destino, Mística, Nem dou confiança, Novos amores, O poder da saudade, Quem é bom não se mistura, Reine des Perles, Rio-jornal, Saudades, Último olhar.
Fonte: Dicionário Cravo Albin da MPB.
segunda-feira, setembro 27, 2010
Tu qué tomá meu home
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Araci Cortes |
Tu qué tomá meu home (samba, 1929) - Ary Barroso e Olegário Mariano - Intérprete: Araci Cortes
Disco 78 rpm / Título da música: Tu qué tomá meu home / Ary Barroso (Compositor) / Olegário Mariano, 1889-1958 (Compositor) / Araci Cortes (Intérprete) / Orquestra Pan American (Acomp.) / Gravadora: Odeon / Nº do Álbum: 10446-a / Nº da Matriz: 2764 / Lançamento: Agosto/1929 / Gênero musical: Samba / Coleções: IMS, Nirez
Disco 78 rpm / Título da música: Tu qué tomá meu home / Ary Barroso (Compositor) / Olegário Mariano, 1889-1958 (Compositor) / Araci Cortes (Intérprete) / Orquestra Pan American (Acomp.) / Gravadora: Odeon / Nº do Álbum: 10446-a / Nº da Matriz: 2764 / Lançamento: Agosto/1929 / Gênero musical: Samba / Coleções: IMS, Nirez
Por Deus, me deixa sossegar
Tu que tomou meu home
Mas meu home eu não te dou
Eu gosto é de levar pancada
E até de passar fome
Por amor do meu amor
Pra esse home eu esquecer
Estou dando pra beber
Estou dando pra roubar
Se a polícia me prender
Já sei que foi você
Que foi me denunciar
Não faz isso assim, não
Tenha compaixão, sim
Não queira me encrencar
Mulher malvada e má
Você me deixa a vida desgraçada
Não faz isso assim, não
Tenha compaixão, sim
Não queira me encrencar
Nem me prender, porque
Assim meu destino é só sofrer
quarta-feira, março 05, 2008
Meu Brasil
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Olegário Mariano |
Disco 78 rpm / Título da música: Meu Brasil / Olegário Mariano, 1889-1958 (Compositor) / Pedro de Sá Pereira, 1892-1955 (Compositor) / Vicente Celestino (Intérprete) / Orquestra de Concertos Columbia (Acomp.) / Gravadora: Columbia / Data de lançamento: Abril/1932 / Nº do Álbum: 22105-b / Nº da Matriz: 381198-1 / Gênero musical: Canção patriótica / Coleções: Nirez, José Ramos Tinhorão, Humberto Franceschi
A minha terra,
Tesouros mil, no seio encerra
E linda e pura
Como no mundo não existe igual
Tanta fartura
A natureza, o céu a reflorir
Tem a ventura
Tem o condão de seduzir
Tem o condão de seduzir
A minha terra
Tesouros mil no seio encerra
Mulher amada
Abençoada por seu povo
No Mundo Novo
Não há quem tenha tal fulgor
Tanta riqueza
Tanto encanto e tanto amor
Diante de ti, Brasil
Meu céu azul, de anil
Não há no mundo alguém
Que não te queira bem
A natureza jogou em ti em luz
Tanta beleza
Que ninguém pode admirar
Sem se ajoelhar
Diante de ti, Brasil
Meu céu azul, de anil
Não há no mundo alguém
Que não te queira bem
A natureza jogou em ti sem ver
Tanta beleza
Que ninguém pode entender
Meu Brasil de um céu de anil
Fontes: Instituto Moreira Salles; Discografia Brasileira - IMS.
quinta-feira, fevereiro 21, 2008
Tutu Marambá
Em 1929 Joubert de Carvalho mostrou para Olegário Mariano as melodias para dois poemas seus, o Cai, cai, balão e Tutu Marambá, gravadas por Gastão Formenti, dando início a uma parceria de 24 composições.
Tutu Marambá (canção, 1929) - Joubert de Carvalho e Olegário Mariano
Disco 78 rpm / Título da música: Tutu Marambá / Joubert de Carvalho (Compositor) / Olegário Mariano, 1889-1958 (Compositor) / Gastão Formenti (Intérprete) / Gravadora: Odeon / Nº do Álbum: 10333 / Nº da Matriz: 2250 / Lançamento: Março/1929 / Gênero musical: Canção / Coleções: IMS, Nirez
Tutu Marambá (canção, 1929) - Joubert de Carvalho e Olegário Mariano
Disco 78 rpm / Título da música: Tutu Marambá / Joubert de Carvalho (Compositor) / Olegário Mariano, 1889-1958 (Compositor) / Gastão Formenti (Intérprete) / Gravadora: Odeon / Nº do Álbum: 10333 / Nº da Matriz: 2250 / Lançamento: Março/1929 / Gênero musical: Canção / Coleções: IMS, Nirez
Tutu Marambá não venhas mais cá
Que o pai do menino te manda matar...
No seu berço de renda
Com brocardo de oiro
Os olhinhos redondos
De espanto e alegria!
Ele olha a vida
Como quem olha um tesoiro
Meu filho
É o mais lindo dessa freguesia!
O filho da coruja
A boquinha em rosa
A mãozinha suja
Com os dedinhos gordos
Já dá adeus!
Fala uma língua que ninguém compreende
Toda a gente que o vê se surpreende
Tão bonitinho
Benza Deus!
É redondo
Como uma bola
O seu polichinelo
Como um grande riso
É a única cousa que o consola:
Meu filho é o meu melhor sorriso...
De noite clara
Anda lá fora
O luar entra no quarto mais lindo
Com a expressão angélica de beijar
Roça o berço
O menino está dormindo
Então a voz de maldizente
Vai cantando maquinalmente:
Tutu Marambá não venhas mais cá
Que o pai do menino te manda matar...
quarta-feira, fevereiro 20, 2008
Hula
Joubert de Carvalho |
Disco 78 rpm / Título da música: Hula / Joubert de Carvalho (Compositor) / Olegário Mariano, 1889-1958 (Compositor) / Gastão Formenti (Intérprete) / Gravadora: Parlophon / Nº do Álbum: 12982-a / Nº da Matriz: 2689 / Gravação: Junho/1929 / Lançamento: Julho/1929 / Gênero musical: Valsa / Coleções: Nirez, Humberto Franceschi
Ao teu olhar meu coração se incendeia
Abrindo em luz as candeias do amor
Mas quem sabe se o tempo faz apagar
A maldição da minha dor ...
Hula, Hula
Fala baixinho
E deixa seguir meu caminho
Hula, Hula
Como padeço
Humilhado porque não te esqueço
Tudo na vida eu farei
Para dar-te um dia
Um beijo que nunca te dei ...
O meu perdão
Tu não terás nessa vida
Porque malvada és, fingida demais
O que punge mais fundo
É a recordação de um tempo bom
Que não vem mais ...
Hula, Hula
Tenho desfeito teu sonho
Cá dentro do peito
Hula, Hula
Quanta saudade
Meus olhos parados invade
Como eu seria feliz se esquecer pudesse
O bem que na vida te quis ...
Fonte: Discografia Brasileira - IMS.
sexta-feira, abril 07, 2006
Olegário Mariano
Olegário Mariano (Olegário Mariano Carneiro da Cunha), poeta, nasceu no Recife PE 24/3/1889, e faleceu no Rio de Janeiro RJ, em 28/11/1958. Aos oito anos transferiu-se para o Rio de Janeiro, indo residir na Rua Conde de Baependi, entre os bairros do Catete e Laranjeiras, perto de um teatro de operetas, onde se deu seu primeiro contato com o meio artístico.
Dedicou-se à literatura, tendo publicado o primeiro livro de versos, Ângelus, aos doze anos, iniciando obra volumosa em que se destacavam Xlll Sonetos (1912), Água corrente (1917) e Últimas cigarras (1920).
Em 1926 foi eleito para a Academia Brasileira de Letras. Muito popular e conhecido como O poeta das cigarras, também dono de cartório, inspetor do ensino secundário, censor de teatro, constituinte eleito em 1933 e encarregado de algumas missões diplomáticas, teve seu busto inaugurado em 1938, no Passeio Público.
No ano anterior, em concurso da revista Fon-Fon, com votos dos intelectuais, recebeu o título de Príncipe dos poetas brasileiros, sucedendo a Alberto de Oliveira. Jaime Ovalle musicou sua poesia Seu Zé Raimundo, primeira a ser gravada por Patrício Teixeira, em 1926.
Em 1928, outras foram musicadas por Hekel Tavares, tendo também declamado em discos seus poemas Duas sombras, O soldadinho que passa e Meu Brasil, o mesmo fazendo o ator Procópio Ferreira com Kremesse, Intriga , O flirt e Telefonema.
Em 1929 Joubert de Carvalho lhe mostrou as melodias para dois poemas seus, o Cai, cai, balão e Tutu Marambá, gravadas por Gastão Formenti, dando início a uma parceria de 24 composições. Dentre elas a valsa Hula (1929), o cateretê De papo pro ar (1931) e a canção Zíngara (1931), gravadas por Gastão Formenti; o fox-blue Dor de Recordar (1929), gravada por Francisco Alves; as marchas Absolutamente (1931) e Se você quer (1931) e o fox-canção Bom-dia, meu amor (1933), gravadas por Carmen Miranda.
Também foram seus parceiros, entre outros, Hekel Tavares (Sapo cururu, acalanto, gravação de Francisco Alves, 1929), Ary Barroso (Tu qué tomá meu home, samba, gravação de Araci Cortes, 1929), Gastão Lamounier (Arrependimento, valsa, gravação de Gastão Formenti, 1929).
De 1926 a 1935, teve gravadas sete declamações e 42 músicas, e deixou outras apenas editadas. Para o teatro de revista escreveu em 1929 Laranja da China e Vamos deixar de intimidade, e, em 1930, Brasil maior. Com Cláudio de Sousa escreveu, em 1933, o libreto da opereta Mariúsa (música de Joubert de Carvalho).
Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e Publifolha.
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