Zé Carioca(samba, 1959) - Zé da Zilda (José Gonçalves) e Zilda do Zé (Zilda Gonçalves) - Intérprete: Moreira da Silva
LP Moreira Da Silva - A Volta Do Malandro / Título da música: Zé Carioca / Zé da Zilda (Compositor) / Zilda do Zé (Compositora) / Moreira da Silva (Intérprete) / Gravadora: Odeon / Nº Álbum: MOFB 3096 / Ano: 1959 / Lado B /Faixa 6 / Gênero musical: Samba / Samba-de-breque.
História de papagaio
Eu conheço bastante
Vou contar nesse instante uma bem interessante
Quando eu cheguei aqui
Fui tomar um café
Na Praça Tiradentes
No botequim do seu Vicente
Vi um pássaro verde
Em cima de um palanque
Que eu não conhecia
Eu perguntei a freguesia
Me disseram que era
O papagaio Zé Carioca
Professor de português
(Fala francês, italiano e até inglês, um bom freguês)
Ele ficou meu amigo,
E me levou consigo a uma gafieira
(Onde eu sambei a noite inteira)
De madrugada uma dama fuleira fez um tempo quente
E o papagaio pulou na frente
Deixa comigo que eu sou carne de pescoço
Quem mexer com meu amigo tem que mastigar um osso
Não tenha medo isso é café pequeno eu resolvo só
(Pulou pra trás e arrancou o paletó, meu Deus que nó
eu vou fugir, pra Maceió, com minha vó)*
E, mas de repente a polícia chegou e o baile acabou
E todo mundo se pirou
E o papagaio saiu debaixo da mesa todo rasgado
Completamente depenado
Os dançarinos ficaram com pena de ver seu estado
(Disseram: coitado)
Ele saiu gingando se rebolando todo cheio de visagem
É dos pelados que elas gostam mais
É dos depenados que elas gostam mais.
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segunda-feira, agosto 27, 2018
sábado, agosto 25, 2018
O sequestro de Ringo - Moreira da Silva
O ciclo mais notório de continuações na música brasileira foi o dos sambas de breque de Miguel Gustavo para Moreira da Silva, em que o cantor era apresentado inicialmente como um herói de faroeste (passando depois para agente secreto e até cangaceiro!), Kid Morengueira, em gravações que pareciam capítulos de radionovela, com atores, narrador e sonoplastia. São seis os sambas: O Rei do Gatilho (1962), O Último dos Moicanos (1963), Os Intocáveis (1968), Morengueira Contra 007 (1965), O Sequestro de Ringo (1970) e Rei do Cangaço (1973).
O Sequestro de Ringo (samba, 1970) - Miguel Gustavo - Interpretação: Moreira da Silva
LP Moreira Da Silva - Mo "Ringo" Eira / Título da música: O Sequestro de Ringo / Miguel Gustavo (Compositor) / Moreira da Silva (Intérprete) / Gravadora: Continental / Nº Álbum: PPL 12466 / Ano: 1970 / Lado A / Faixa 1 / Gênero musical: Samba.
Filme estrelado por: Moreira da Silva
Correu pela Itália o grito de guerra
O Ringo está preso, quem foi que prendeu
O Ringo famoso sofrendo torturas
Nas celas escuras, quase morreu
Mandaram uma carta pedindo resgate
Sua noiva tão linda tem que ser entregue
Exigem em troca montanhas de liras, procuram os tiras
E o filme prossegue
Ringo é aquele pão de ló
Que já esteve no Brasil
Dólar de prata que exibiu-se
Na buzina do Chacrinha
Criatura sem frescura
Meia porção de simpatia
Apaixonado pela Beth Faria.
Tá na Cecília aquela ilha
Onde a máfia predomina
Mão assassina, traição
Tem um canhão na sua boca
Comida pouca, sem bebida
A trinta dias maltratado
Pelos bandidos da Calábria
Mas não dá o recado.
Moreira da Silva embarcou pela Varig
Depois do apelo que o papa lhe fez
Prá ver se salvava o Ringo da morte
Cuidado Moreira!
Chegou tua vez.
Levou na garupa montanhas de liras
Falou com os bandidos na língua de gang
Salvou Juliano e já ia saindo
Com a cara feliz de quem está triunfante.
Mas os bandidos começaram a contar a dinheirama
E foram vendo que os pacotes estavam cheios de jornal
Foram no papo do Moreira e começou o tiroteio
Com estampido e ruído espacial
Tiro prá cá, tiro prá lá
Ringo só tinha uma bala
Mas não se cala é quando a bomba ia cruzando pelo ar
Atira certo, a bomba cai
Morremos todos na explosão
Esta é a razão porque eu não posso mais cantar.
Tá morto o Ringo
Grande herói
Com toda a Itália a soluçar.
Mas já no próximo domingo
Aguardem a volta de Ringo.
O último dos moicanos - Moreira da Silva
O Último dos Moicanos (samba, 1963) - Miguel Gustavo - Interpretação: Moreira da Silva
LP Moreira da Silva - O Último Dos Mohicanos / Título da música: O Último dos Moicanos / Miguel Gustavo (Compositor) / Moreira da Silva (Intérprete) / Gravadora: Odeon / Nº Álbum: MOFB 3351 / Ano: 1963 / Lado A / Faixa 1 / Gênero musical: Samba.
Tinha jurado à minha mãe por toda vida
Não me meter em mais nenhuma trapalhada
Depois daquela do bandido em que o índio me salvara
Eu decidi levar a vida sossegada
Comprei um sítio e já ia criar galinhas
Quando a notícia no jornal me encheu de ódio
Um bandoleiro aprisionara aquele índio
Que me salvara no primeiro episódio
"Cuidado Moreiraaaaaaaa"
E tal viúva do bandido que eu matara
Com quem case perante o padre no local
Roubou meu sítio e fugiu para Nevada
Apaixonada por um velho marginal
E minha noiva por quem tanto eu lutara
Estava dançando em um saloon fora da linha
Como é que pode um pistoleiro aposentado
Comprar um sítio e querer criar galinhas
"pó, pó pó pó, pó ó "
Montei de novo num cavalo mais ligeiro
Em Hollywood Harry Stone me esperava
E Moacyr chamava os extras para a cena
Enquanto a câmera já me focalizava
A luta agora era com os índios Moicanos
Que pelos canos nos empurram devagar
Me disfarcei, pintei a cara e apanhei a machadinha
E com a princesa comecei a namorar
"Índio cara-pálida chamar Morengueira"
"Morengueira que não é mané vai dar no pé"
Voltei à vila e arrasei os inimigos
Salvei o índio, minha dívida paguei
Dei uma surra na viúva e minha noiva
Naquele mesmo cabaré a desposei
E assim termina mais um filme americano
Com Hollywood já meio desminliguida
Eu vou passar para o cinema italiano
Pra descansar eu vou filmar La Dolce Vita
Não filme agora que a censura está sendo proibida
Perto de mim o Mastroianni não dá nem pra partida
Sofia Loren vem chegando mas já estou de saída
Arrivederti Roma ...
LP Moreira da Silva - O Último Dos Mohicanos / Título da música: O Último dos Moicanos / Miguel Gustavo (Compositor) / Moreira da Silva (Intérprete) / Gravadora: Odeon / Nº Álbum: MOFB 3351 / Ano: 1963 / Lado A / Faixa 1 / Gênero musical: Samba.
Tinha jurado à minha mãe por toda vida
Não me meter em mais nenhuma trapalhada
Depois daquela do bandido em que o índio me salvara
Eu decidi levar a vida sossegada
Comprei um sítio e já ia criar galinhas
Quando a notícia no jornal me encheu de ódio
Um bandoleiro aprisionara aquele índio
Que me salvara no primeiro episódio
"Cuidado Moreiraaaaaaaa"
E tal viúva do bandido que eu matara
Com quem case perante o padre no local
Roubou meu sítio e fugiu para Nevada
Apaixonada por um velho marginal
E minha noiva por quem tanto eu lutara
Estava dançando em um saloon fora da linha
Como é que pode um pistoleiro aposentado
Comprar um sítio e querer criar galinhas
"pó, pó pó pó, pó ó "
Montei de novo num cavalo mais ligeiro
Em Hollywood Harry Stone me esperava
E Moacyr chamava os extras para a cena
Enquanto a câmera já me focalizava
A luta agora era com os índios Moicanos
Que pelos canos nos empurram devagar
Me disfarcei, pintei a cara e apanhei a machadinha
E com a princesa comecei a namorar
"Índio cara-pálida chamar Morengueira"
"Morengueira que não é mané vai dar no pé"
Voltei à vila e arrasei os inimigos
Salvei o índio, minha dívida paguei
Dei uma surra na viúva e minha noiva
Naquele mesmo cabaré a desposei
E assim termina mais um filme americano
Com Hollywood já meio desminliguida
Eu vou passar para o cinema italiano
Pra descansar eu vou filmar La Dolce Vita
Não filme agora que a censura está sendo proibida
Perto de mim o Mastroianni não dá nem pra partida
Sofia Loren vem chegando mas já estou de saída
Arrivederti Roma ...
Morengueira contra 007 - Moreira da Silva
O ciclo mais notório de continuações na música brasileira foi o dos sambas de breque de Miguel Gustavo para Moreira da Silva, em que o cantor era apresentado inicialmente como um herói de faroeste (passando depois para agente secreto e até cangaceiro!), Kid Morengueira, em gravações que pareciam capítulos de radionovela, com atores, narrador e sonoplastia.
São seis os sambas: O Rei do Gatilho (1962), O Último dos Moicanos (1963), Os Intocáveis (1968), Morengueira Contra 007 (1968), O Sequestro de Ringo (1970) e Rei do Cangaço (1973).
Em "Morengueira Contra 007", além de Moreira da Silva e o agente britânico, estrelam Pelé e Cláudia Cardinale. James Bond dá um flagrante em Pelé, que beijava a estrela italiana. Moreira dá um soco em Bond e livra a cara do rei. Mais tarde, ela confessa ser apaixonada pelo sambista e diz que só esteve no Brasil para sequestrar Pelé e evitar que ele jogasse contra a seleção inglesa.
Morengueira Contra 007 (samba, 1965 (sucesso em 1968) - Miguel Gustavo - Intérprete: Moreira da Silva
Primeira gravação: Compacto simples (7", vinil) Moreira Da Silva – Morengueira Contra 007 / Título da música: Morengueira Contra 007 / Miguel Gustavo (Compositor) / Moreira da Silva (Intérprete) / Gravadora: Odeon / Nº Álbum: 7B-117 / Ano: 1965 / Lado A / Gênero musical: Samba / A gravação a seguir é de 1968.
Narrador (introdução):
"Moreira da Silva contra 007. Sexo e violência no mais espetacular filme de espionagem do famoso diretor americano Abelardo 'Chacrinha' Barbosa. Com James Bond, Cláudia Cardinale e Edson Arantes do Nascimento."
Começa o filme com o 007
Saltando em Santos com a Cláudia Cardinale
Com seu decote italiano ela é tão bela
Que ninguém vê o James Bond junto dela
Os dois se hospedam na concentração do Santos
E, entre tantos, ninguém sabe por que é
Que ela desfila de biquíni na piscina
E na maior intimidade com o Pelé
Breque:
A bonitinha não percebe a tabelinha que ele faz.
Pelé controla a Cardinale, dá-lhe um beijo e avança mais.
Gol do Brasil!
O temperamento latino é fogo!...
O James Bond nesse instante dá o flagrante
Diz que Pelé tem que pagar pelo que fez
Entram em luta corporal e o '07
Vai abater o jogador com um soco-inglês
Porém, Moreira, que assistia a toda a cena,
Entra sem pena, vai no '7 e manda o pé
Rabo-de-arraia e antes que caia dá-lhe um coco
Apara o soco e livra a cara do Pelé
Moreira leva James Bond para o DOPS
E na fofoca mais fofoca que eu já vi
Vem jornalista, embaixador inglês sem vida
E entra na fita todo o Itamaraty
Aí Moreira leva a Cláudia Cardinale
Para jogar um pif-paf em Guarujá
Vão no boliche e comem pizza lá no Braz
E cantam samba de Vinícius de Morais
Cláudia confessa o seu amor por Morengueira
Faz a besteira de dizer que o ama com fé
Só foi a Santos com o 007
Para ajudá-lo a raptar nosso Pelé.
Roubar Pelé pra não jogar contra a Inglaterra
Porque os ingleses sofrem de alucinação
E toda noite vêm um fantasma de chuteiras
Fazendo gol no gol da sua seleção
Breque:
E vem o time brasileiro se sagrando campeão
Termina o filme com Moreira dando um drible no espião
O James é derrotado e acabou sua missão.
Fontes: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e Publifolha - São Paulo, 1998; Dicionário Cravo Albin da MPB; A Canção no Tempo - Volume 2 - Jairo Severiano e Zuza Homem de Mello - Editora 34; Moreira da Silva - Discografia de vinil.
quinta-feira, agosto 23, 2018
Judia rara - Moreira da Silva
Moreira da Silva - 1938 |
Motorista de lotação e sambista, o cantor Moreira da Silva namorou por 18 anos uma polaca: a russa Estera Gladkowicer, que chegou ao Brasil com 20 anos em 1927, foi dona de bordel no Mangue e se matou em 68, ingerindo barbitúricos.
Para ela, Moreira compôs Judia Rara: "A rosa não se compara / A essa judia rara / Criada no meu país / Rosa de amor sem espinhos / Diz que são meus seus carinhos / E eu sou um homem feliz" (Fonte: Homenagens em músicas e poemas - Aventuras na História ).
Judia Rara (samba, 1964) - Jorge Faraj e Moreira da Silva - Intérprete: Moreira da Silva
LP Moreira da Silva - Morengueira 64 / Título da música: Judia rara / Jorge Faraj (Compositor) / Moreira da Silva (Compositor) / Moreira da Silva (Intérprete) / Imprenta [S.l.]: Odeon, 1964 / Nº Álbum: MOFB 3385 / Lado B / Faixa 9 / Gênero musical: Samba.
Tom: C Introd.: Dm Am E7 A7 Dm Am F7 E7 Am Bm7/5b E7 Am A rosa não se compara A7 Dm A essa judia rara E7 Am A7 Criada no meu país (virada) Dm C Rosa de amor sem espinhos C7 Dm7 Diz que são meus seus carinhos Bm7/5b E7 Am E eu sou um homem feliz G7 C Nos olhos dessa judia, F7 Am Cheios de amor e poesia, Dm7 Am Dorme o mistério da noite, E7 Am Brilha o milagre do dia. G7 C A sua boca vermelha G7 F7 Am É uma flor singular. Dm7 Am E o meu desejo, uma abelha Bm7/5b E7 Am Ebm torno dela a bailar. G7 C Nos olhos dessa judia, F7 Am Cheios de amor e poesia, Dm7 Am Dorme o mistério da noite, E7 Am Brilha o milagre do dia. G7 C A sua boca vermelha G7 F7 Am É uma flor singular. Dm7 Am E o meu desejo, uma abelha Bm7/5b E7 Am Em torno dela a bailar Bm7/5b E7 Am Em torno dela a bailar Bm7/5b E7 Am Em torno dela a bailar.
Esta noite eu tive um sonho - Moreira da Silva
Esta Noite Eu Tive Um Sonho (samba, 1941) - Wilson Batista e Moreira da Silva - Interpretação: Moreira da Silva
Disco 78 rpm / Título da música: Esta Noite Eu Tive Um Sonho / Autoria: Silva, Moreira da (Compositor) / Batista, Wilson, 1913-1968 (Compositor) / Silva, Moreira da (Intérprete) / Imprenta [S.l.]: Victor, 1941 / Nº Álbum 34754 / Lado A / Gênero musical: Samba.
Saltei em Berlim, entrei num botequim,
Pedi café, pão e manteiga pra mim,
O garçom respondeu: não pode ser não !
Fiquei furioso e fui "hablar" ao patrão,
Que me recebeu com duas pedras na mão,
E me disse quatro frases em Alemão,
Néris disso, sou doutor em samba,
Venho de outra nação !
Tive vontade de comer uns bifes,
Ich nag dich, seu Fritz,
Não se resolve assim não,
Venho do Brasil,
Trago um presente pro senhor,
Esta ganha e esta perde,
Na voltinha que eu dou,
Já tinha ganho todos os marcos para mim,
Quando ouvi o ruído de um Zeppelin,
Eu acordei, tinha caído no chão,
Salsicha à noite, não faz boa digestão.
terça-feira, agosto 21, 2018
Idade não é documento - Moreira da Silva
Idade Não é Documento (samba, 1979) - Ciro Aguiar e Moreira da Silva - Intérprete: Moreira da Silva
LP Moreira Da Silva - O Jovem Moreira / Título da música: Idade Não é Documento / Aguiar, Ciro (Compositor) / Silva, Moreira da (Compositor) / Silva, Moreira da (Intérprete) / Imprenta [S.l.]: Polydor, 1979 / Nº Álbum: 2451 138 / Lado A / Faixa 1 / Gênero musical: Samba.
No domingo passado / eu fui tomar um banho
na Barra da Tijuca / Pra esfriar a minha cuca
puxei meu carango no buteco
eu fiz uma rango e mandei pendurar:
(-Escuta qui meu camarada eu estou escovando
no burro / chamando o pavão de meu louro)
Camisa listrada, piteira francesa e anel de doutor
pra dar mais pinta de credor
Calção rosa choque, chapéu de palinha
Que retirei do penhor
(estava dando uma de horror)
No meio da praia fui logo cercado por lindas garotas
umas gostosas outras marotas
enquanto os playboys de água na boca paqueravam de lado
(olhos de jacaré dopado)
E eu e seu Silva num papo avançado
com o seu Lapa sorrindo aquele grupo feminino
convidei a primeira para dar um mergulho na água gelada
(para acalmar minha vanguarda)
Enquanto na praia as outras pequenas se inspiravam
dizendo: -Esse Moreira é um veneno
Sai todo prosa convidei a segunda e depois a terceira
para entrar na brincadeira beijei todas elas peguei
meu carango e sai do local
(foi um tremendo carnaval)
Enquanto a moçada de longe me olhava
com água na boca
Deixei a turma quase louca
( muitos anos de vivência corpo limpo sem varizes
já enfrentei o leão da metro e com ele eu posso).
LP Moreira Da Silva - O Jovem Moreira / Título da música: Idade Não é Documento / Aguiar, Ciro (Compositor) / Silva, Moreira da (Compositor) / Silva, Moreira da (Intérprete) / Imprenta [S.l.]: Polydor, 1979 / Nº Álbum: 2451 138 / Lado A / Faixa 1 / Gênero musical: Samba.
No domingo passado / eu fui tomar um banho
na Barra da Tijuca / Pra esfriar a minha cuca
puxei meu carango no buteco
eu fiz uma rango e mandei pendurar:
(-Escuta qui meu camarada eu estou escovando
no burro / chamando o pavão de meu louro)
Camisa listrada, piteira francesa e anel de doutor
pra dar mais pinta de credor
Calção rosa choque, chapéu de palinha
Que retirei do penhor
(estava dando uma de horror)
No meio da praia fui logo cercado por lindas garotas
umas gostosas outras marotas
enquanto os playboys de água na boca paqueravam de lado
(olhos de jacaré dopado)
E eu e seu Silva num papo avançado
com o seu Lapa sorrindo aquele grupo feminino
convidei a primeira para dar um mergulho na água gelada
(para acalmar minha vanguarda)
Enquanto na praia as outras pequenas se inspiravam
dizendo: -Esse Moreira é um veneno
Sai todo prosa convidei a segunda e depois a terceira
para entrar na brincadeira beijei todas elas peguei
meu carango e sai do local
(foi um tremendo carnaval)
Enquanto a moçada de longe me olhava
com água na boca
Deixei a turma quase louca
( muitos anos de vivência corpo limpo sem varizes
já enfrentei o leão da metro e com ele eu posso).
Cachorro de madame - Moreira da Silva
Cachorro de Madame (samba, 1961) - Moreira da Silva e Wilson Pires
LP Moreira Da Silva - Malandro Em Sinuca / Título da música: Cachorro de Madame / Moreira da Silva (Compositor) / Wilson Pires (Compositor) / Moreira da Silva (Intérprete) / Imprenta [S.l.]: Odeon, 1961 / Nº Álbum: MOFB3207 / Lado B / Faixa 04 / Gênero: Samba de breque.
Há cachorro que tem
Vida melhor do que a minha
Enquanto eu tomo caldo de baleia
É, seu Zé, o seu menu é galinha
Há cachorro que tem
Para dormir no macio colchão
Enquanto eu trabalho no duro, Zé pão duro
E a noite vou dormir no chão
Há dias eu não tenho no bolso
Cinco cruzeiros pra tomar um bonde
E ao passo que um cachorro tem um automóvel
Para passear não sei aonde
É por isso que eu quero ser cachorro
Agora quero ser o meu patrão
Pra quando chegar as cinco horas
Eu vou lhe esperar com latido no portão
Eu quero ter o meu reclame... Au, au, au
Vou ser cachorro de madame... Au, au, au
LP Moreira Da Silva - Malandro Em Sinuca / Título da música: Cachorro de Madame / Moreira da Silva (Compositor) / Wilson Pires (Compositor) / Moreira da Silva (Intérprete) / Imprenta [S.l.]: Odeon, 1961 / Nº Álbum: MOFB3207 / Lado B / Faixa 04 / Gênero: Samba de breque.
Há cachorro que tem
Vida melhor do que a minha
Enquanto eu tomo caldo de baleia
É, seu Zé, o seu menu é galinha
Há cachorro que tem
Para dormir no macio colchão
Enquanto eu trabalho no duro, Zé pão duro
E a noite vou dormir no chão
Há dias eu não tenho no bolso
Cinco cruzeiros pra tomar um bonde
E ao passo que um cachorro tem um automóvel
Para passear não sei aonde
É por isso que eu quero ser cachorro
Agora quero ser o meu patrão
Pra quando chegar as cinco horas
Eu vou lhe esperar com latido no portão
Eu quero ter o meu reclame... Au, au, au
Vou ser cachorro de madame... Au, au, au
quinta-feira, fevereiro 15, 2018
Olha o Padilha - Moreira da Silva
Moreira da Silva |
Disco 78 rpm / Título da música: Olha o Padilha / Bruno Gomes (Compositor) / Ferreira Gomes (Compositor) / Moreira da Silva (Compositor) / Moreira da Silva (Intérprete) / Gravadora: Continental, 1952 / Nº Álbum: 16587 / Lado A / Gênero musical: Samba.
Tom: C Intr: Ab Fm C Am D7 D79 Gaug C9+ C G7 Prá se topar numa encrenca, basta andar distraído, C C Que ela um dia aparece - não adianta fazer prece. C7 F Eu vinha anteontem, lá da gafieira, com minha nega Cecília. - Quando gritaram - Olha o Padilha! Fm Antes que eu me desguiasse, um tira forte e aborrecido C Me abotoou, e disse: - Tu és o nonô! Heim? Dm G7 “Mas eu me chamo Francisco, trabalho como mouro, C Sou estivador - Posso provar ao senhor.” E7 Nisso o moço de óculos 'Raibam’, Am Me deu um pescoção: - bati com a cara no chão. A7 E foi dizendo, “Eu só queria saber Dm Quem disse que és trabalhador. - Tu és salafra, achacador F G6 Esta macaca ao teu lado, é uma mina mais forte C Que o Banco do Brasil - Eu manjo ao longe este tiziu” Dm G7 E jogou uma melancia, pela minha calça adentro, C A = Que engasgou no funil, - Eu bambeei, ele sorriu. Dm G7 Apanhou uma tesoura, e o resultado C Desta operação: - É que a calça virou calção C7 Na chefatura um barbeiro sorridente F Estava à minha espera. - Ele ordenou: “Raspa o cabelo desta fera” Fm “Não está direito, seu Padilha, me deixar C Com o coco raspado - Eu já apanhei um resfriado Dm G7 Isto não é brincadeira, pois o meu apelido era C Chico Cabeleira.” - Não volto mais à gafieira. (solo) C G7 C C7 F Fm C B Bb A7 Dm G7 C (A) (Ele quer ver minha caveira. Eu, heim? Se eu não me desguio a tempo Ele me raspa até as axilas. O homem é de morte…) Dm G7 C9+
Na subida do morro - Moreira da Silva
Clássico do samba de breque, de autoria de Geraldo Pereira, que o compôs especialmente para uma peça teatral apresentada no Morro de Mangueira, onde Geraldo então morava, escrita, dirigida e interpretada por ele mesmo, como número de encerramento. Anos mais tarde, Moreira da Silva comprou de Geraldo Pereira os direitos autorais e de gravação da música por um conto e trezentos.
O lançamento se deu pela Continental, em maio-junho de 1952, disco 16553-B, matriz C-2816, mas no selo original e na edição impressa apareceram apenas os nomes de Moreira da Silva e Ribeiro Cunha (fabricante dos chapéus do cantor), sendo o de Geraldo Pereira omitido.
O próprio Moreira reconhecia ser Geraldo o verdadeiro e único autor de "Na subida do morro", e regravaria a música em outras oportunidades, além de interpretá-la no filme "Maria 38" (1959), de Watson Macedo, estrelado pela sobrinha do cineasta, Eliana (Fonte: Samuel Machado Filho - Youtube).
Na Subida do Morro (samba, 1952) - Moreira da Silva e Ribeiro Cunha - Intérprete: Moreira da Silva
Disco 78 rpm / Título da música: Na Subida do Morro / Silva, Moreira da (Compositor) / Cunha, Ribeiro (Compositor) / Silva, Moreira da (Intérprete) / Orquestra Tabajara (Acomp.) / Araújo, Severino (Acomp.) / Imprenta [S.l.]: Continental, 1951-1952 / Nº Álbum 16553 / Lado B / Lançamento: 1952 / Gênero musical: Samba de breque.
O lançamento se deu pela Continental, em maio-junho de 1952, disco 16553-B, matriz C-2816, mas no selo original e na edição impressa apareceram apenas os nomes de Moreira da Silva e Ribeiro Cunha (fabricante dos chapéus do cantor), sendo o de Geraldo Pereira omitido.
O próprio Moreira reconhecia ser Geraldo o verdadeiro e único autor de "Na subida do morro", e regravaria a música em outras oportunidades, além de interpretá-la no filme "Maria 38" (1959), de Watson Macedo, estrelado pela sobrinha do cineasta, Eliana (Fonte: Samuel Machado Filho - Youtube).
Na Subida do Morro (samba, 1952) - Moreira da Silva e Ribeiro Cunha - Intérprete: Moreira da Silva
Disco 78 rpm / Título da música: Na Subida do Morro / Silva, Moreira da (Compositor) / Cunha, Ribeiro (Compositor) / Silva, Moreira da (Intérprete) / Orquestra Tabajara (Acomp.) / Araújo, Severino (Acomp.) / Imprenta [S.l.]: Continental, 1951-1952 / Nº Álbum 16553 / Lado B / Lançamento: 1952 / Gênero musical: Samba de breque.
(A) Na subida do morro, me contaram (breque) A E7 A Que você bateu na minha nega A7 Isto não é direito ( D ) Bater numa mulher que não é sua (breque) ( D ) Deixou a nega quase crua (breque) Dm ( A ) No meio da rua / A nega quase que virou presunto (breque) ( A ) Bm Eu não gostei daquele assunto (breque) / Hoje venho resolvido E7 ( A ) Vou lhe mandar para a cidade de pé junto (breque) ( A ) Vou lhe tornar em um defunto Db7 (Gbm) Você mesmo sabe que já fui um malandro malvado (breque) (Gbm) Gb7 Somente estou regenerado (breque) / Cheio de malícia ( Bm ) Dei trabalho à polícia pra cachorro (breque) (Bm) Dei até no dono do morro(breque) Bm Db7 (Gbm) Mas nunca abusei de uma mulher que fosse de um amigo (breque) (Gbm) Bm Agora me zanguei consigo(breque) / Hoje venho animado E7 ( A ) A lhe deixar todo cortado / Vou dar-lhe um castigo (breque) Meto-lhe o aço no abdome e tiro fora o seu umbigo (breque) “Aí meti-lhe o aço, hum! Quando ele ia caindo disse: Moringueira você me feriu; Eu então disse-lhe: É claro, você me desrespeitou, mexeu com a minha nega. Você sabe quem em casa de vagabundo malandro não pede emprego; Como é que você vem com xavecada, está armado; eu quero é ver gordura que a banha está cara. Aí meti a mão lá na duana, na peixeira, é porque eu sou de Pernambuco, cidade pequena, porém decente, peguei o Vargolino pelo abdome, desci pelo duodeno, vesícula biliar e fiz-lhe uma tubagem; ele caiu, bum, todo ensanguentado; E as senhoras como sempre nervosas: Meu Deus esse homem morre, moço. Coitado olha aí está se esvaindo em sangue; Ora minha senhora, dê-lhe óleo canforado, penicilina, estreptomicina crebiosa, engrazida e até vacina Salk; Mas o homem já estava frio; Agora o malandro que é malandro não denuncia o outro, espera para tirar a forra. Então diz o malandro:” Db7 (Gbm) Vocês não se afobem que o homem desta vez não vai morrer (breque) (Gbm) Se ele voltar dou pra valer (breque) Gb7 Vocês botem terra nesse sangue ( Bm ) Não é guerra / É brincadeira (breque) ( Bm ) Vou desguiando na carreira (breque) Bm A jungusta já vem Db7 ( Gbm ) E vocês digam que eu estou me aprontando ( breque) ( A ) Enquanto eu vou me desguiando (breque) Bm Vocês vão ao distrito E7 ( A ) Ao delerusca, se desculpando (breque) Foi um malandro apaixonado ( A ) Que acabou se suicidando.
Chang-Lang - Moreira da Silva
Chang-Lang (samba, 1957) - Moreira da Silva e Ribeiro Cunha - Intérprete: Moreira da Silva
LP Moreira Da Silva - O Último Malandro / Título da música: Chang-Lang / Moreira da Silva (Compositor) / Ribeiro Cunha (Compositor) / Moreira da Silva (Intérprete) / Gravadora: Odeon, 1958 / Nº Álbum: MOFB 3058 / Lado B / Faixa 06 / Gênero: Samba de breque.
Tom:F Intr.: Bb Bbm F D7 Gm C7 F F7 Bb Bbm F D7 Gm C7 F C7 F Eu fui ao restaurante chinês, F#° Gm e peguei o gordurame, sem ter o arame. C7 E disse ao China, “prá semana pagarei” - F O Chang-Lang se queimou comigo sem ter razão. D7 É, na durindana disse: “Aqui não é pensão, Gm se você quer comer de graça, você tem que trabalhar. Bb B° F/C D7 Ou deixe em depósito seu chapéu de palha. Gm C7 F Vá se embora por favor, que eu não sou seu pai” A7 Dm D7 Na alta roda de malandros sempre fui considerado, Gm um batuqueiro respeitado. Dm Me queimei com a ignorância do chinês, E7 A7 e dei-lhe uma fritada pra servir de lição. E disse: “Chang, se aguenta. Vá por mim que eu sou direito. Dm D7 Gm Se eu me agarro com você derrubo todas prateleiras. ‘Time is money’ quer dizer Dm Tempo é dinheiro, E7 A7 Dm o velho tempo é grana e eu estou na durindana. Eu pago a conta prá semana. Agüenta aí”. A7 Dm Dificilmente o malandro perde o controle. D7 Eu disse: “Está bem, vou pagar”, Gm Meti a mão lá na aduana. Dm Mas ao invés de grana puxei da minha navalha. E7 A7 Tomei o meu chapéu de palha prá poder me desguiar “Mas Chang, o que é que há? Tá desconfiando do seu camarada? Dm D7 Gm Se eu me agarro com você derrubo todas prateleiras. ‘Time is money’ quer dizer Dm Tempo é dinheiro, E7 A7 Dm o velho tempo é grana e eu estou na durindana. Eu pago a conta prá semana. Agüenta aí” (solo): F F#° Gm C7 F D7 Gm Bb B° F/C D7 Gm C7 F A7 Dificilmente o malandro perde o controle. Dm D7 Eu disse: “Está bem, vou pagar”, Gm Meti a mão lá na aduana. Dm Mas ao invés de grana puxei da minha navalha. E7 A7 Tomei o meu chapéu de palha prá poder me desguiar E disse: “O Chang, o que é que há? Eu conheço a tua terra, hein? Dm D7 Gm Se eu me agarro com você derrubo todas prateleiras. Dm ‘Time is money’ quer dizer tempo é dinheiro, E7 A7 Dm o velho tempo é grana e eu estou na durindana. Eu pago a conta prá semana” - Neca. Gm A7 D
quarta-feira, fevereiro 14, 2018
Cassino de malandro - Moreira da Silva
Cassino de Malandro (samba, 1961) - Raul Marques e Tancredo da Silva - Intérprete: Moreira da Silva
LP Moreira Da Silva - Malandro Em Sinuca / Título da música: Cassino de Malandro / Raul Marques (Compositor) / Tancredo da Silva (Compositor) / Moreira da Silva (Intérprete) / Gravadora: Odeon, 1961 / Nº Álbum: MOFB 3207 / Lado B / Faixa 07 / Gênero musical: Samba de breque.
Tonalidade: F Intro: Bb Bo F Dm Gm C7 F F Bo Lá no meu cassino, tipo mal acabado, F D7 Gm desengonçado pela ventania C7 Gm Lá não cessa o vira-baixo noite e dia, C7 F dando trabalho à delegacia B° F Se o otário ganha, vai sair daquele jeito, D7 Gm Porque entre malandros isto é falta de respeito Bb Bo F Tem peteleco, teco-teco, solinjada D7 Gm C7 F Quando a jungusta chega nunca houve nada Aqui são todos camaradas - Pode entrar, doutor. A casa é sua. São estivadores, trabalhadores da borracha - C7 Na ronda sou rei, vou lhe explicar porque falei, F Muito considerado, escutem só o meu babado… D7 Mata, tripa, esfolha, e assim fico Gm A° Gm Esperando o freguês, porque o otário não tem vez. Bbm Tenho um bom golpe, e no baralho F D7 Conheço todos os cortes. Não admito Gm C7 Que algum Vargulino vá lá no meu cassino F Soltar o fricote - Eu pulo logo no cangote C7 Tenho bons parceiros, sempre cheios de dinheiro F No meu famoso cassino, lá também dá bom grã-fino. D7 Promovo a bebida, e no final da partida Gm F#° Gm O otário é quem perdeu, e quem ganhou tudo fui eu. Bbm F Tenho licença, faço e desfaço tudo com inteligência. D7 Gm Tenho um criado, que fica a noite inteira C7 F no alto da pedreira fazendo o sinal: “Fiiiii - Corre pessoal! E vem a turma da Central!” Bb Bo F D7 Gm C7 F Que quando chega baixa o pau.
sexta-feira, janeiro 19, 2018
Moreira da Silva - O Rei do Gatilho
O ciclo mais notório de continuações na música brasileira foi o dos sambas de breque de Miguel Gustavo para Moreira da Silva, em que o cantor era apresentado inicialmente como um herói de faroeste (passando depois para agente secreto e até cangaceiro!), Kid Morengueira, em gravações que pareciam capítulos de radionovela, com atores, narrador e sonoplastia.
São seis os sambas: O rei do gatilho (1962), O último dos moicanos (1963), Os Intocáveis (1968), Morengueira contra 007 (1968), O seqüestro de Ringo (1970) e Rei do Cangaço (1973).
O Rei do Gatilho (samba, 1962) - Miguel Gustavo - Intérprete: Moreira da Silva
LP Moreira Da Silva, O "Tal"... Malandro / Título da música: O Rei do Gatilho / Miguel Gustavo (Compositor) / Moreira da Silva (Intérprete) / Gravadora: Odeon / Ano: 1962 / Nº Álbum: MOFB 3299 / Lado A / Faixa 1 / Gênero musical: Samba-de-breque.
"O rei do gatilho, o mais temido pistoleiro de Wichita. Temido pelos bandidos pois só atirava em nome da lei. O rei do gatilho". Dm Gm Começa o filme com um garoto me entregando A7 Dm Um telegrama do Arizona onde um bandido de lascar, Gm Um bandoleiro transviado, que era o bamba lá da zona A7 Dm A7 E não deixava nem defunto descansar. Dm Gm Pedia urgente que eu seguisse em seu socorro, A7 Dm A diligência do Oeste nesse dia ia levar Gm Vinte mil dólares do Rancho Águia de Prata A7 Dm A7 Onde a mocinha costumava me encontrar. "Venha urgente pois estou morta de medo. Só tu poderá salvar-nos. Beijos da tua Mary". C7 F Botei na cinta os dois revólveres que atiram A7 Dm Sem que eu precise, nem ao menos, me coçar. "Fiiiuu!" Gm Dm Assoviei para um cavalo que passava do outro lado A7 Dm E com o bandido mascarado fui lutar. C7 F Cheguei na Vila e nem dei bola pro xerife, A7 Dm Entrei direto no saloon, fui me encostando no balcão. Gm Dm Com o chapéu em cima dos olhos nem dei conta A7 Dm De que o bandido me esperava à traição. "Cuidado, Moreira!" Dm Gm Era o índio, meu parceiro, que sabia A7 Dm Das intenções do bandoleiro contra mim Gm E advertia seu amigo do perigo que corria A7 Dm A7 Devo-lhe a vida mas isto não fica assim. Dm Gm À essa altura o cabaré em polvorosa A7 Dm Já tinha um cheiro de cadáver se espalhando. Gm Houve um suspense de matar o Hitchcock A7 Dm E eu em close-up pro bandido fui chegando. C7 F Parou o show e as bailarinas desmaiaram, A7 Dm Fugiram todos, só ficando ele e eu. Gm Dm Eu atirei, ele atirou e nós trocamos tanto tiro A7 Dm Que até hoje ninguém sabe quem morreu... "Eu garanto que foi ele, ele garante que fui eu!" C7 F Só sei dizer que a mulher dele hoje é viúva A7 Dm Que eu nunca fui de dar refresco ao inimigo Gm Dm E como filme bang-bang, bang-bang vale tudo, A7 Dm O casamento da viúva foi comigo. "Tem o final mas o final é meio impróprio e eu não digo, volte na próxima semana se quiser ser meu amigo. Eu de cow-boy fico gaiato mas não fujo do perigo". Final: Gm Dm A7 Dm (A7 Dm).
quinta-feira, julho 16, 2015
Minha palhoça
Minha Palhoça (samba, 1935) - J. Cascata - Intérprete: Moreira da Silva
LP Moreira da Silva - Conversa de botequim / Título da música: Minha palhoça / Cascata, J, 1912-1961 (Compositor) / Moreira da Silva (Intérprete) / Imprenta [S.l.]: Odeon / Ano: 1966 / Nº Álbum: MOFB 3450 / Lado A / Faixa 3 / Gênero: Samba de breque
LP Moreira da Silva - Conversa de botequim / Título da música: Minha palhoça / Cascata, J, 1912-1961 (Compositor) / Moreira da Silva (Intérprete) / Imprenta [S.l.]: Odeon / Ano: 1966 / Nº Álbum: MOFB 3450 / Lado A / Faixa 3 / Gênero: Samba de breque
D7M A7 D7M Mas se você quisesse, morar na minha palhoça A7 – Lá tem troça e se faz bossa – D7M Eb° Em7 Fica lá na roça, à beira de um riachão – E à noite tem violão – F#7 Bm7 Uma roseira, cobre a banda da varanda e B7 E7 Db7 Ao romper da madrugada, vem a passarada, A7 abençoar nossa união. Em A7 Tem um cavalo, que eu comprei à prestação D e que não estranha a pista Tem jornal; lá tem revista. D7 G Uma Kodak para tirar nossas fotografias – Vai ter retrato todo dia – Gm D7M Um papagaio, que eu mandei vir do Pará. Bm Em7 A7 D7M Um aparelho de rádio batata, e um violão que desacata. E7 Meu Deus do céu que bom seria… D7M A7 D7M Mas se você quisesse, morar na minha palhoça – A7 Lá tem troça e se faz bossa – D7M Eb° Em7 Fica lá na roça, à beira de um riachão – E à noite tem violão – F#7 Bm7 Uma roseira, cobre a banda da varanda e B7 E7 Ao romper da madrugada, vem a passarada Db7 A7 abençoar nossa união. Em A7 Tem um pomar, que é pequenino, é uma beleza D - É mesmo uma gracinha – Criação, lá tem galinha – D7 G Um rouxinol, que nos acorda ao amanhecer – Isso é verdade, podes crer – Gm D7M A patativa quando canta faz chorar, Bm Em7 A7 D7M Há uma fonte na encosta do monte, a cantar – chuá… chuá…
Juracy
Juracy (samba, 1941) - Antônio Almeida e Ciro de Souza - Intérprete: Moreira da Silva
LP Moreira Da Silva – A Volta Do Malandro / Título da música: Juracy / Almeida, Antônio (Compositor) / Souza, Ciro de (Compositor) / Moreira da Silva (Intérprete) / Imprenta [S.l.]: Odeon, 1959 / Nº Álbum: MOFB 3.096 / Lado B / Faixa 04 / Gênero: Samba
LP Moreira Da Silva – A Volta Do Malandro / Título da música: Juracy / Almeida, Antônio (Compositor) / Souza, Ciro de (Compositor) / Moreira da Silva (Intérprete) / Imprenta [S.l.]: Odeon, 1959 / Nº Álbum: MOFB 3.096 / Lado B / Faixa 04 / Gênero: Samba
G D7 Desde o dia em que eu te vi Juracy G Nunca mais tive alegria D7 Meu coração ficou daquele jeito G dando pinote dentro do meu peito D7 Mas agora eu quero, eu quero saber G qual a sua opinião D7 Pra resolver nossa situação C D7 G pode ser ou tá difícil coração
D7 Eu trabalhei durante um ano inteiro G pra conseguir juntar algum dinheiro D7 fiz uma casa que é um amor G pois tem rádio, geladeira e ventilador
D7 D7 Nossa casinha lá na Marambaia B7 Em fica a dois passos da beira da praia C C#7 D7 e se você achar que lhe convém C D7 G eu lhe garanto tudo isso e o céu também
Gago apaixonado
Gago apaixonado (samba, 1931) - Noel Rosa - Intérprete: Moreira da Silva
LP Moreira Da Silva – A Volta Do Malandro / Título da música: Gago apaixonado / Noel Rosa (Compositor) / Moreira da Silva (Intérprete) / Imprenta [S.l.]: Odeon, 1959 / Nº Álbum: MOFB 3.096 / Lado: A / Faixa: 1 / Gênero: Samba
LP Moreira Da Silva – A Volta Do Malandro / Título da música: Gago apaixonado / Noel Rosa (Compositor) / Moreira da Silva (Intérprete) / Imprenta [S.l.]: Odeon, 1959 / Nº Álbum: MOFB 3.096 / Lado: A / Faixa: 1 / Gênero: Samba
Intr.:(E° G° G/B E7/G# A7 D7/F# G G/F E° G° G/B E7/G# A7 D7/F# G) G A#° G/B Mu... mu... mulher, em mim fi... zeste um estrago A#° G/B E7 Am Eu de nervoso esto... tou fi... ficando gago E7/B Am B7 B7/D# Em Não po... posso com a cru... crueldade A7/C# A7 Da saudade, Que... que mal... maldade D7 D/C Vi... vivo sem afago G Tem tem... tem pe... pena D7 G Em Deste mo... mo... moribundo, que... que já virou B7 Em E7/G# Va... va... va... va... ga... gabundo Am Só... só... só... só... Cm6/Eb C#° G/D Por ter so... so... sofri... frido E7 Tu... tu... tu... tu... tu... tu... tu... tu... A7 D7 G Tu tens um co... coração fi... fi... fingido *Repete Introdução* G A#° G/B Mu... mu... mulher, em mim fi... zeste um estrago A#° G/B E7 Am Eu de nervoso esto... tou fi... ficando gago E7/B Am B7 B7/D# Em Não po... posso com a cru... crueldade A7/C# A7 Da saudade, Que... que mal... maldade D7 D/C Vi... vivo sem afago G D7 G Teu teu co... coração me entregaste Em De... de... pois... pois... B7 Em E7/G# De mim tu to... toma... maste Am Cm6/Eb G/D Tu... tua falsi... si... sidade é pro... profunda E7 Tu... tu... tu... tu... tu... tu... tu... tu... A7 D7 G Tua vais fi... fi... ficar corcunda!
Faustina
Faustina (samba-choro, 1937) - Gadé - Intérprete: Moreira da Silva
LP Moreira da Silva - Conversa de botequim / Título da música: Faustina / Gadé, 1904-1969 (Compositor) / Moreira da Silva (Intérprete) / Imprenta [S.l.]: Odeon / Ano: 1966 / Nº Álbum: MOFB 3450 / Lado B / Faixa 6 / Gênero: Samba
LP Moreira da Silva - Conversa de botequim / Título da música: Faustina / Gadé, 1904-1969 (Compositor) / Moreira da Silva (Intérprete) / Imprenta [S.l.]: Odeon / Ano: 1966 / Nº Álbum: MOFB 3450 / Lado B / Faixa 6 / Gênero: Samba
------------Am
Xiii…Faustina
E7 -----------------Am
Faustina, corre aqui depressa,
E7 --------------A7
Olha quem está no portão.
Dm
É minha sogra com as malas
--------B7------------------------- E7----- Am
Ela vem resolvida a morar no porão.
-------E7------------ A7-------------------- Dm
Vai ser o diabo, vamos ter sururu com o vizinho.
-----------------Am
Não estou prá isto, eu vou dar o fora,
---------B7---------------- E7------- Am
Decididamente, eu vou morar sozinho.
Bis
-------G -----------G7 -----------C7M
É minha sogra, mas tenha paciência.
---------B7 --------------------------Am
Não há quem possa com essa jararaca.
---------Dm ----------Eb° ------Em7 ---Am
Meu sogro foi de maca prá assistên_cia,
------------D7--------------------- G
Com o corpo todo retalhado à faca.
----G7 ----------------C7M
Mas comigo é diferente,
--0-------B7 -------------------Am
Não tenho medo desta cara feia,
-----Dm ------------Eb°------- Em7 ---Am
Pego a pistola e desperdiço um pen_te,
D7------------------- G----------- C
Ela descansa e eu vou prá cadeia.
E7 Am A7 Dm Dm Am B7 E7 Am
domingo, julho 12, 2015
Conversa de botequim
Conversa de botequim (samba, 1935) - Noel Rosa e Vadico - Intérprete: Moreira da Silva
LP Moreira da Silva - Conversa de botequim / Título da música: Conversa de botequim / Rosa, Noel, 1910-1937 (Compositor) / Vadico (Compositor) / Moreira da Silva (Intérprete) / Imprenta [S.l.]: Odeon / Ano: 1966 / Nº Álbum: MOFB 3450 / Lado: A / Faixa: 1 / Gênero: Samba de breque
LP Moreira da Silva - Conversa de botequim / Título da música: Conversa de botequim / Rosa, Noel, 1910-1937 (Compositor) / Vadico (Compositor) / Moreira da Silva (Intérprete) / Imprenta [S.l.]: Odeon / Ano: 1966 / Nº Álbum: MOFB 3450 / Lado: A / Faixa: 1 / Gênero: Samba de breque
Tom: F C D7 Seu garçom, faça o favor G7 C de me trazer depressa A7 Dm7 Uma boa média G7 Gm C7 que não seja requentada F E7 Am Um pão bem quente com manteiga à beça D7 G7 um guardanapo, um copo d'água bem gelada G7 Fecha a porta da direita G7 C com muito cuidado A7 D7 G7 Que eu não estou disposto a ficar GM C7 exposto ao sol F E7 Am Vá perguntar ao seu freguês do lado A7 D7 G7 C Qual foi o resultado do futebol F A7 Dm7 F7 Se você ficar limpando a mesa A# Não me levanto A7 nem pago a despesa D7 G7 Vá pedir ao seu patrão uma caneta, um tinteiro C7 um envelope, e um cartão F A7 Dm F7 Não se esqueça de me dar palito A# A7 e um cigarro pra espantar mosquito D7 G7 vá dizer ao charuteiro C7 que me empreste uma revista F um cinzeiro e um isqueiro ESTRIBILHO F A7 Dm F7 Telefone ao menos uma vez A# A7 Para 34-43-33 D7 G7 E ordene ao seu Osório que me mande um guarda-chuva C7 aqui pro nosso escritório F A7 Dm Seu garçom, me empreste algum dinheiro A# A7 que eu deixei o meu com o bicheiro D7 G7 vá dizer ao seu gerente C7 que pendure essa despesa F no cabide ali em frente C D7 Seu garçom, faça o favor...
quinta-feira, maio 15, 2014
A volta de Ivete Canejo
Yvette Canejo - Carioca de 27/2/1937 |
A sua ausência dos microfones cariocas que tanto vinha inquietando os seus fãs, parece que terá fim: Ivete chegou há dias do Sul, onde estava cantando na PRF-9 e voltará dentro de breves dias para uma das nossas emissoras.
Ivete gostou de Porto Alegre. Divertiu-se e cantou muito. Levou aos gaúchos o samba carioca que ela, como poucas, conhece.
Com Moreno da Silva, um dos cantores mais populares do Rio, apresentou alguns sucessos cariocas que se transformaram em autênticos êxitos locais. "Cadê o toucinho", foi a música que mais agradou ao público gaúcho:
— Diariamente — diz-nos Ivete, Moreira da Silva e eu, éramos obrigados a cantá-lo, pois os pedidos telefônicos e pessoais não paravam. A música de Nássara, conseguiu, pois, um autêntico e completo triunfo.
— Que impressão trouxe do Sul?
— Gostei imensamente. Porto Alegre é uma cidade moderna e encantadora. Em cada habitante encontramos um amigo. As gentilezas para conosco foram tantas, que se torna difícil enumerá-las.
— Sobre o ambiente radiofônico?
— Os colegas locais, bons camaradas. Sobre os valores, não há nomes a destacar. Direi apenas que há gente boa e capaz de fazer sucesso no Rio.
— Quem lhe agradou mais? — insistimos.
— Há uma menina que na minha opinião é a mais interessante das artistas de Porto Alegre. Chama-se Zilda Bueno e canta com muito jeito, os sambas e as marchinhas tão de gosto dos cariocas. Em palco ela é um autêntico sucesso e, nos festivais que realizamos, Zilda foi um dos elementos destacados: tem muita vida e muita cadência. Chamam-na de Shirley Temple brasileira.
— E, agora, quais são os seus projetos?
— Voltarei para uma das nossas emissoras, para o que já tenho propostas em estudo e talvez, em junho, realize outro passeio ao Sul — concluiu Ivete, sorridente."
Fonte: Revista Semanal CARIOCA, de 27/2/1937 (texto atualizado mais a foto).
domingo, maio 11, 2014
Moreira da Silva gostou do Sul ...
Foto: CARIOCA, 20/2/1937 |
"Arrasta a sandália, aí, morena!
Arrasta a sandália, aí, morena!
Quem não se recorda deste samba de grande sucesso de 1933? E mais tarde:
Implorar
Só a Deus
Mesmo assim
Às vezes não sou atendido ...
Dois autênticos sucessos do passado e as duas maiores criações de Moreira da Silva, um cantor conhecido do público carioca e que felizmente não figura nos calendários radiofônicos ao lado dos "medalhões" ...
Moreira da Silva é o mais carioca dos cantores da cidade. Como nenhum outro, através do ritmo de um samba, ele sabe contar a simplicidade da vida dos nossos morros e de seus habitantes.
Artista original, como poucos do nosso broadcasting, Moreira vai lançar uma série de sambas novos, tipo "Jogo proibido", todos ainda desconhecidos do público carioca.
Há muito, porém, ele não se apresenta frente aos microfones cariocas. Porto Alegre com seus encantos e o seu público sempre acolhedor, prendeu-o por mais de um mês. Lá, segundo o testemunho dos jornais locais, o seu sucesso foi grande. "Cadê o toucinho?", "Vara criminal", "Trabalho me deu o bolo" e outras músicas genuinamente cariocas e 100 por cento Moreira da Silva, foram verdadeiros sucessos na PRF-9, Rádio Difusora de Porto Alegre.
Moreira é amigo de CARIOCA. Chegando ao Rio, tivemos logo a primazia de sua visita. Mostra-se encantado com o que viu e com a recepção que teve:
— Porto Alegre é uma cidade linda. Tem passeios encantadores e uma população amabilíssima com os artistas cariocas. Tivemos, Joel e Gaúcho, Ivette Canejo e eu, uma recepção, sob todos os aspectos, magnífica. Tantas foram as gentilezas que, nem sei como agradecer. Apenas em Porto Alegre há uma coisa que não me agradou: os mosquitos ... No dia que a Prefeitura resolver acabar com eles, creio que a capital rio-grandense será uma verdadeira sucursal do Paraíso ...
— E o ambiente radiofônico?
— O "pessoal" é igual. Há um sambista interessantíssimo: Lupiscínio Gonçalves (1). Algumas composições dele já são conhecidas do Rio. Trago, porém, comigo, outras inéditas, que serão lançadas brevemente.
Fazia-se tarde. Moreira já de pé se retirava, quando lançamos a última pergunta:
— E agora, que vamos fazer?
— Voltar para o Sul dentro de breves dias ...”
(1) Equívoco da reportagem ou de Moreira? Ele provavelmente falava de Lupicínio Rodrigues ou de Alcides Gonçalves, a dupla de compositores gaúchos.
Fonte: Revista Semanal CARIOCA, de 20/02/1937.
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