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segunda-feira, fevereiro 19, 2018

Nonô - Biografia

Nonô (Romualdo Peixoto), pianista e compositor, nasceu em Niterói/RJ em 7/2/1901 e faleceu em 13/11/1954. Sem nunca haver estudado música, aos nove anos já se apresentava em um clube, tocando piano.

Tio do sambista Ciro Monteiro, do pianista Moacir Peixoto, do trompetista Araquém Peixoto e do cantor Cauby Peixoto, em 1929 passou a integrar a Orquestra Brunswick, liderada pelo baterista J. Tomás.

No início da década de 1930, participou de diversos conjuntos e orquestras. Com Djalma Guimarães (trompete), Ismerino Cardoso (trombone), Valfrido Silva (bateria), Luperce Miranda (cavaquinho e bandolim), Tute (violão) e Custódio Mesquita (piano), integrou a orquestra que acompanhava as apresentações de Francisco Alves e Mário Reis, no Teatro Lírico, no Rio de Janeiro.

Atuava também na Rádio Philips, no Programa Casé, acompanhando os grandes cartazes do rádio, entre os quais Sílvio Caldas, Luís Barbosa, Noel Rosa e Marília Batista. Em 1932, com Noel Rosa, Mário Reis e Francisco Alves, excursionou a Porto Alegre/RS, onde se exibiu no Cine-Teatro Imperial. Nessa viagem, compôs com Noel Rosa o samba Vitória, criticando o cantor Francisco Alves, que não ficou ofendido e até participou do coro, quando a composição foi gravada por Sílvio Caldas, na Victor, em 1933.

Em 1932 gravou disco na Columbia, interpretando ao piano o choro de sua autoria Uma farra em Campo Grande. Participou depois da gravação de centenas de discos, como pianista de diversos conjuntos de estúdio, entre os quais Bambas do Estácio, Orquestra Copacabana (da Odeon), Gente Boa (da Odeon) e Gente do Choro.

Em 1933, embora seu nome não apareça no selo, acompanhou Mário Reis no disco da Columbia que incluía os sambas Esquina da vida (Noel Rosa e Francisco Matoso) e Meu barracão (Noel Rosa). Também de 1933 são vários discos da Odeon em que acompanhou cantores famosos da época, como Mário Reis, em Mulato bamba, de Noel Rosa; Francisco Alves, em Tristezas não pagam dívidas, de Ismael Silva; a dupla Mário Reis e Francisco Alves, em Estamos esperando, de Noel Rosa, e Rir, de José de Oliveira; Noel Rosa, em seu próprio samba Arranjei um fraseado; etc.

No ano seguinte, seu nome constou como pianista no selo de um disco da Victor com os sambas Alô, Moçoró! e Cheio de saudade (ambos de Mário Travassos de Araújo) interpretados por Sílvio Caldas e Luís Barbosa.

Como compositor, fez Perto do céu (com Francisco Matoso) gravado por Silvinha Melo, na Victor, em 1935; Vai-te embora (letra de Francisco Matoso), gravado por Mário Reis para o Carnaval de 1936, e ainda as valsas Cigana (com Paulo Roberto), gravada por Sílvio Caldas, na Odeon, em 1937; e Jardim de flores raras (com Francisco Matoso), gravada por Roberto Paiva, na Odeon, em 1938.

Apelidado por César Ladeira de O Chopin do Samba, atuou sobretudo nas décadas de 1930 e 1940, quando foi um dos mais destacados pianistas de samba, com execuções que marcaram época, pelo sentimento, emotividade e intuição.

Na década de 1950, já afastado dos meios musicais, foi funcionário da Secretaria da Viação e Obras Públicas do Estado do Rio de Janeiro. Em 1954, pouco antes de morrer, doente e sem recursos, foi homenageado num festival, promovido em Niterói por artistas do rádio e do disco. Em 1957, o pianista Fats Elpídio gravou na Victor o LP de dez polegadas Recordando Nonô.


Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e Publifolha, SP, 1998

Nono mandamento - Cauby Peixoto

Cauby Peixoto
Nono Mandamento (samba-canção, 1958) - René Bittencourt e Raul Sampaio - Intérprete: Cauby Peixoto

Disco 78 rpm / Título da música: Nono Mandamento / Sampaio, Raul (Compositor) / Bittencourt, René (Compositor) / Peixoto, Cauby (Intérprete) / Orquestra (Acompanhante) / Imprenta [S.l.]: Rca victor, 20/12/1957 / Nº Álbum 801928 / Gênero musical: Samba.


Tom: G
    Em 
Senhor, 
                   Am 
Aqui estou eu de joelhos 
                      B7 
Trazendo os olhos vermelhos 
                      Em   Am   B7 
De chorar, porque pequei 

    Em 
Senhor, 
                  Bm 
Por um erro de momento 
                   C7 
Não cumpri o mandamento 
                 B7 
O nono de vossa lei 

    Em 
Senhor, 
                  Am 
Eu gostava tanto dela 
                  B7 
Mas não sabia que ela 
                  Em   E7 
A um outro pertencia 

    Am 
Perdão, 
                       Em 
Por este amor que foi cego 
                      Am 
Por esta cruz que carrego 
       B7             Em    E7 
Dia e noite, noite e dia 

    Am 
Senhor, 
                    Em 
Dai-me a vossa penitência 
                       F#7 
Quase sempre a inconsciência 
  B7              Em   E7 
Traz o remorso depois 

    Am 
Mandai, 
     B7           Em 
Para este caso comum 
                 B7 
Conformação para um 
                Em 
Felicidade pra dois...

Cauby Peixoto - Biografia


Cauby Peixoto (Caubi Peixoto Barros), cantor, nasceu em Niterói-RJ, na Rua Joaquim Norberto, bairro de Fonseca, em 10/2/1934, e faleceu em São Paulo, em 15/05/2016. De família de artistas populares, o pai, conhecido por Cadete, tocava violão, a mãe tocava bandolim, o tio, Nonô (Romualdo Peixoto) era pianista e homem de rádio, o primo Ciro Monteiro foi cantor e compositor famoso, os irmãos Moacir e Araquém tornaram-se instrumentistas e a irmã Andiara foi cantora.


Estudou num colégio de padres salesianos no Rio de Janeiro, e já no tempo de estudante cantava no coral da igreja. Mais tarde, quando trabalhava no comércio, apresentou-se no programa de calouros da Rádio Tupi, Hora dos Comerciários, patrocinado pelo SESC e dirigido pelo pianista Babi de Oliveira, conseguindo então chamar a atenção da Revista do Rádio, em 1949.

Cantou também no conjunto de seu irmão Moacir, na boate carioca Casablanca e, em 1951, gravou seu primeiro disco, pela Som, lançando o samba Saia branca (Geraldo Medeiros), para o Carnaval. Em 1952, mudou-se para São Paulo, passando a cantar nas boates Oásis e Arpège, e na Rádio Excelsior, destacando-se sempre com repertório de músicas estrangeiras.

Por volta de 1954, foi ouvido pelo empresário Di Veras, que, pretendendo renovar o elenco da Rádio Nacional, do Rio de Janeiro, então dominado por ídolos como Emilinha Borba e Orlando Silva, o convidou para atuar naquela emissora. Seu lançamento na rádio foi preparado nos moldes norte-americanos, com grande publicidade e muita promoção, e, em pouco tempo, ele também se tornaria um ídolo, adorado e perseguido pelas fãs.

Sua imagem foi forjada para agradar: vestindo-se de maneira extravagante para a época, e colocando trinados e versos inexistentes em suas canções, criou um tipo diferente, obtendo sucesso imediato.

Ainda em 1954, gravou com êxito o fox Blue Gardenia (Bob Russel e Lester Lee, versão de Antônio Almeida e João de Barro) e, nos cinco anos seguintes, foi considerado o cantor mais popular do país.

Em 1956 gravou em disco de 78 rpm, pela Columbia, Conceição (Jair Amorim e Dunga), que se transformou no maior sucesso de seu repertório. Da Rádio Nacional, passou para a Rádio Tupi e gravou Nono mandamento (René Bittencourt e Raul Sampaio), em 1957; Prece de amor (René Bittencourt), em 1958; Ninguém é de ninguém (Humberto Silva, Toso Gomes e Luís Mergulhão) e É tão sublime o amor (P. Francis Webster e Sammy Fain, versão de Antônio Carlos).

Depois de aparecer na revista norte-americana Time como o maior ídolo da canção popular brasileira, foi convidado para uma excursão aos E.U.A., onde gravou, com o nome de Ron Coby, um LP com a orquestra de Paul Weston, cantando em inglês. De volta ao Brasil, comprou, em sociedade com os irmãos, a boate carioca Drink, passando a se dedicar mais a administração da casa e interrompendo, assim, suas apresentações.

Em 1959, retornou aos E.U.A. para uma temporada de 14 meses, durante os quais realizou espetáculos, apresentou-se na televisão e gravou, em inglês, Maracangalha (Dorival Caymmi), que recebeu o titulo de I Go. Numa terceira visita aos E.U.A., algum tempo depois, participou do filme Jamboree, da Warner Brothers.

Durante toda a decada de 1960, limitou-se a apresentações em boates e clubes. Em 1970 reapareceu como vencedor do Festival de San Remo, na Itália, classificando em primeiro lugar a música que defendeu, Zingara (R. Alberteli, versão de Nazareno de Brito). Em 1971 participou do VI FIC da TV Globo, no Rio de Janeiro, cantando Verão vermelho (Sergio Ferreira da Cruz).

A partir da década de 1970, passou a se apresentar em programas de televisão no Rio de Janeiro, e a realizar pequenas temporadas em casas de diversão noturnas do Rio de Janeiro e de São Paulo. Em 1979 apresentou-se também em Vitória-ES e Recife-PE, no Projeto Pixinguinha da Funarte, ao lado de Zezé Gonzaga.

Em 1980, em comemoração aos 25 anos de carreira, lançou pela Som Livre o disco Caubi, Caubi, com músicas feitas especialmente para ele por Caetano Veloso (Caubi, Caubi), Chico Buarque (Bastidores), Tom Jobim (Oficina), Roberto e Erasmo Carlos (Brigas de amor) e outros. No mesmo ano, apresentou-se nos shows Bastidores, da Funarte, Rio de Janeiro, e Caubi, Caubi, os bons tempos voltaram, na boate Flag, São Paulo.

Em 1982 apresentou no 150 Nigth Club, em São Paulo, ao lado dos irmãos Moacir (piano) e Araken (piston) e lançou o LP Ângela e Caubi, o primeiro encontro dos dois cantores em disco, com sucessos como Começaria tudo outra vez (Gonzaguinha), Recuerdos de Ypacaraí (Z. de Mirkin e Demétrio Ortiz) e a valsa Boa noite, amor (José Maria de Abreu e Francisco Matoso).

Em 1989, os 35 anos de carreira foram comemorados no bar e restaurante A Baiúca, em São Paulo, ao lado dos irmãos Moacir, Araquen e Iracema e Andiara (vozes). No mesmo ano, a RGE relançou o LP Quando os Peixotos se encontram, de 1957. Em 1993 foi o grande homenageado, ao lado de Ângela Maria, no Prêmio Sharp de Música. Em 1996, foi lançada pela Columbia caixa com 2 CDs abrangendo suas gravações de 1953 a 1959, com sucessos como Conceição.

Foi considerado "o maior cantor do Brasil" por personalidades como Roberto Carlos, Emílio Santiago, Cid Moreira, Jô Soares, Aracy Balabanian, José Messias e tantos e tantos outros colegas seus. Foi, também, tratado carinhosamente pelos colegas de "O Professor", o que caracteriza respeito e admiração.

CD: Caubi Peixoto (2 CDs), 1996, Columbia 729.046/2- 479285.


Fontes: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora - 1998; Geraldo Freire - Biografia de Cauby Peixoto.

domingo, dezembro 08, 2013

Cauby, o ídolo da juventude brasileira

Foi noutro dia. O Paulo Gracindo, que é um dos maiores gozadores deste país de gozadores, já tinha, maquiavelicamente, imaginado tudo. Chamou o Cauby Peixoto — que vocês devem conhecer ao menos de nome — e propôs:

— Cauby, você vai ser o ídolo da juventude brasileira!

Cauby ficou vermelho de encabulado. Vocês podem pensar que é brincadeira nossa, pois um camarada que se deixa rasgar na rua por macacas contratadas não é de encabular. Mas Stanislaw garante que dessa vez ele encabulou.

Sabem como é, bucho também tem seu dia de vedete, e Cauby, ao ouvir a proposta do Gracindo (Pelópitas para os íntimos) ficou que nem o Ribeiro Fortes quando foi receber o prêmio de melhor ator do ano; sem graça, sem graça!!!

Pelópitas (Gracindo para os de cerimônia), no entanto, insistiu. Que estava falando sério, que a juventude andava mesmo transviada e que ele — Cauby — seria um representante legalérrimo. Depois, sabe como é, a Rádio Nacional estava ali mesmo para oficializar o ídolo. Era só organizar um programa, salpicar umas macacas no auditório e berrar que Cauby era ídolo. As macacas apoiariam e o resto era sopa: mctia-se uma coroa de ídolo na cabeça do “Cauba” e estava oficializado o vexame.

Rapaz de espírito fraco, muito influenciável, Cauby nem percebeu que, por trás dos óculos escuros, Paulo Gracindo satirizava. Recusou ainda, sem muita ênfase e, quando Gracindo já ia desistir dele e começava a pensar no Chico Carlos, falou:

— Então está bem. Eu mando fazer a coroa no meu fornecedor de faixas.

O resto foi realmente um barbada. Naquele programa que o Pelópita faz para chatear o César de Alencar, quando o auditório estava no máximo do seu habitual histerismo, Pelópitas pegou o microfone e anunciou:

— E agora... CA-U-BY PEIXOTO!!! (Gritos de macacas). Atenção, minhas senhoras (senhoras eram as macacas) ... É com a mais subida honra que tenho uma missão a cumprir neste momento (expectativa símia)... Neste instante, aqui neste palco, vai acontecer o maior evento artístico dos últimos tempos. Vou colocar sobre a cabeça de Cauby... (mais gritos das macacas) — a coroa de “Ídolo da Juventude Brasileira”...

Meninos! Parecia que aquela joça vinha abaixo. Delírio na platéia, lágrimas nos olhos de Cauby, rasgação de roupa, o diabo. De pinico na cabeça, a amassar o topete, Cauby se sentia o Tarzan — rapaz que, noutra época, também foi rei dos macacos. Os gritos de “rasga, rasga, rasga” partiam de todos os cantos.

Cauby fugiu para os bastidores com Pelópitas atrás a dizer que ficara uma gracinha, que tinha sido um sucesso, que a juventude afinal ganhara o seu guia espiritual. E Cauby já ia sair para rua com aquilo no alto do quengo, quando Gracindo percebeu e pediu para que ele tirasse a coroa. Não valia a pena sair pra rua assim. Tem muita juventude por aí que não compreende certas coisas e talvez quisesse desagravar a geração.

Mas Stanislaw, que manja Gracindo e sabe que ele é um gozador dos mais lídimos, sabe também que elc está torcendo para haver desagravo. Quanto mais rebolado der a coisa, melhor para o seu programa. No fundo, no fundo o que Pelópitas (Gracindo para os desconhecidos) quer é ver a caveira do Cauby, só para poder anunciar no microfone:

— E agora, senhoras e senhores... a prisão de CA-U-BY PEI-XO-TO!! Sob o alto patrocínio das Lojas Mi Despe, vamos irradiar com exclusividade a prisão de Cauby...

Isto talvez não aconteça, pois até agora a Suipa não protestou contra a eleição do ídolo. Agora, que Paulo Gracindo está torcendo para que aconteça, Stanislaw jura pelas caspas de Jânio Quadros.


Fonte: Jornal "Última Hora", de 16/01/1958 — "Reportagem de Bolso", uma coluna de Stanislaw Ponte Preta.

quarta-feira, dezembro 12, 2012

Adilson Ramos


Adilson Ramos (Adilson Ramos de Ataíde), cantor e compositor, nasceu no Rio de Janeiro, RJ, em 7 de abril de 1945). Iniciou-se na música aos nove anos de idade, quando recebeu de seu pai uma sanfona de quatro baixos e mais tarde um acordeom. Ainda na infância ingressou em uma escola de música. Sua primeira composição foi aos 11 anos de idade, dedicada à sua mãe. De estilo romântico, sempre apresentou boa vendagem de discos, atuando em shows em todo o Brasil.

Iniciando sua carreira de cantor e compositor antes da Jovem Guarda, inspirou-se no rock de Paul Anka e Neil Sedaka e nos brasileiros Cauby Peixoto e Orlando Dias. Antes de seguir carreira solo, fez parte do grupo Os Cometas.

Em 1963 compôs Sonhar contigo, em parceria com Armelindo Leandro, sucesso que o acompanha. Já foi gravado por Agnaldo Timóteo, Elymar Santos, Tânia Alves, Bienvenido Granda, Orquestra Namorados do Caribe etc. Foi, também, trilha sonora do seriado Hilda Furacão, da TV Globo.

Após fazer os primeiros sucessos na MPB, afastou-se em 1967, retornando em 1972 onde gravou Fale baixinho, versão de The Godfather, de Nino Rota, que fez parte da trilha sonora do filme O poderoso chefão.

Em 1977 gravou um disco que até hoje está no catálogo, com vários sucessos: Sonhar contigo, Sonhei com você, Duas flores, O relógio (versão de Nely B. Pinto da composição El reloj, de Roberto Cantoral), Tão somente uma vez (outra versão, de Solamente una vez), etc.

Em 1982, mudou-se para o Recife, onde reside até hoje.

Em 1984 o LP Em nome do amor pôs 8 faixas entre as mais tocadas. Em 1985, Só liguei porque te amo, versão de I just call to say I love you de Stevie Wonder, foi outro sucesso.

Atualmente alterna sua atividade de cantor com a de industrial e comerciante.

Outras composições: Leda (com Gentil Barros), Matinê, Olga (com Armelindo Leandro), Sheila (com Darcy Silva), Silêncio (com Darcy Silva) e Solidão (com Paulo Ramos).

Discografia

(1963) Sonhar contigo/Sina que Deus me deu • RCA Victor • 78
(1963) Sonhar contigo • RCA Victor • LP
(1964) Sonhei com você • RCA Victor • Compacto simples
(1964) Mãe • RCA Victor • Compacto simples
(1964) Sucessos de ouro • RCA Victor • Compacto Duplo
(1965) Feliz por te amar • RCA Victor • LP
(1966) Vou sair dos lábios seus • RCA Victor • Compacto simples
(1966) Vou sair dos lábios seus • RCA Victor • LP
(1967) Sonhar contigo e outros grandes suc.de Adilson Ramos • RCA Victor • LP
(1968) Tintim por tintim • RCA Victor • Compacto simples
(1971) Caprichos do amor • Polydor • Compacto simples
(1972) Fale baixinho • Polydor • Compacto simples
(1973) Amada minha • Polydor • Compacto Duplo
(1974) Prece • Polydor • LP
(1975) Adilson Ramos • Continental • LP
(1977) Eu e o tempo • Copacabana • LP
(1979) Meu segredo • Continental • Compacto Duplo
(1981) Pena azul e lua cheia • Continental • Compacto simples
(1984) Em nome do amor • RCA Victor • LP
(1984) Adilson Ramos • Continental • LP
(1985) Só liguei • RCA Victor • LP
(1986) Iluminado • RCA Victor • LP
(1986) O melhor de Adilson Ramos • Polydor • LP
(1989) O carismático • Continental • LP
(1993) Sempre romântico • RCA Victor • CD
(1994) Boleros e boleros • Continental • LP
(1994) Boleros e boleros • Continental • CD
(1994) Popularidade • Polydor • CD
(1994) Eu e o tempo • Movie Play • CD
(1996) 20 Super Sucessos-Adilson Ramos • Polydisc/Sony • CD
(1998) 20 Super Sucessos-Adilson Ramos vol. II • Polydisc/Sony • CD
(1998) Minha história • PolyGram • CD
(1998) Grandes sucessos-Adilson Ramos • RCA • CD
(1999) Eu e vocês "ao vivo" • RGE • CD
(2004) Adilson Ramos - Grandes sucessos • CD

Fontes: Wikipédia; Dicionário Cravo Albin da MPB.  

quarta-feira, outubro 03, 2012

Guadalupe da Vila

Guadalupe da Vila, falecido em 2004, tinha o samba na veia, e a veia do samba carioca da gema, genuíno de Vila Isabel, lugar onde nasceu no ano de 1923. Instrumentista, intérprete e cantor, poeta e compositor, foi artista de destaque, consagrado pelo mundo do samba, onde seu nome se misturou com a sempre distinta cultura artística do tradicional bairro carioca.

Cresceu e viveu à Rua Duque de Caxias, pertinho da Praça Barão de Drummond (a Praça Sete), sob a atmosfera da música de Noel, e da inspiração romântica e artística tão abundante naquela época. O samba–canção, o samba de roda, partido alto, e todas as outras nuances do samba carioca não escapavam ao punho, à imaginação, à inspiração ou à arte do Guadalupe.

Compôs sozinho grande número de canções, e também em parceria com alguns renomados autores - dentre eles o Dunga - autor da famosa Conceição, que consagrou Cauby Peixoto. Criou músicas que visitam diversas nuances do samba: de enredo, de quadra, choro, e toadas, guarânias, além dos boleros e baladas românticas tradicionais.

Freqüentou a Rádio Nacional, na sua época de ouro, onde conheceu e conviveu com os consagrados nomes da nossa Música, participando como cantor e violonista de importantes programas musicais, e de maior audiência naquela ocasião. 

Os sambas Por amor, Cantar Pra Viver, Sem essa de tristeza, Feito de Fel, Um Mar aberto – são algumas das composições do Guadalupe que atestam o seu talento, interpretadas, atualmente, na voz de Christina Paz (www.christinapaz.com.br), sua sobrinha cantora.

(Biografia gentilmente enviada por Christina Paz)

Fonte: Revivendo Músicas - Biografias

sexta-feira, junho 01, 2012

Adriana Peixoto

Adriana Peixoto, cantora e compositora, nasceu em Niterói, RJ, em 23/4/1979. Vem de uma família tradicional no cenário musical brasileiro: é filha do pistonista Araken Peixoto (falecido em fevereiro de 2008) e sobrinha do cantor Cauby Peixoto, do maestro e pianista Moacyr Peixoto, e da cantora Andyara Peixoto (famosa nas décadas 40 e 50). Além disso, é sobrinha-neta do compositor e pianista Nonô, que acompanhava, entre outros, Noel Rosa e Carmen Miranda, e prima do sambista Ciro Monteiro e de Dalmo Medeiros, o mais novo integrante do grupo MPB4.

Atuou como cantora da noite na cidade de São Paulo durante 15 anos.

No ano de 2009 lançou o primeiro CD intitulado Adriana Peixoto, no qual fez dueto com Cauby Peixoto na faixa Altos e baixos (Sueli Costa e Aldir Blanc), além de interpretar Na batucada da vida, de Ary Barroso e Luiz Peixoto. No disco também foram incluídas as composições De cabeça pra baixo (Dalmo Medeiros e sua autoria), Zé Mané (Dalmo Medeiros e Marcelo Guimarães), Elizeth (Sueli Costa), Ação entre amigos (Danilo Caymmi), Encontro (Isolda), Outra vez nunca mais (Sueli Costa e Abel Silva), Passagem da ilusão (Miltinho e Paulo Cesar Pinheiro) e a regravação de Saudosa maloca, de Adoniran Barbosa, com arranjos do pianista cubano Yaniel Matos.

Neste mesmo ano de 2009 fez lançamento do CD no Teatro Rival BR, no Rio de Janeiro, em show que contou com a participação especial de Dalmo Medeiros. Neste mesmo ano fez temporada de shows no Bar Brahma, na cidade de São Paulo.

Em 2010 fez shows em casas noturnas como Bourbon Street, SESC Santos e temporada no Bar Brahma. No ano seguinte, em 2011, apresentou-se em vários espaços, entre os quais Café Paon, Teatro da Galeria Olido com o show Só samba e na casa noturna Na Mata Café.

Fontes: http://www.adrianapeixoto.com; Dicionário Cravo Alvin da MPB.

sexta-feira, outubro 14, 2011

Araken Peixoto

Araken Peixoto (Araquén Peixoto Barros), pistonista, nasceu em 10/10/1930, em Niterói, RJ, e faleceu em 20/2/2008, no Rio de Janeiro, RJ. Irmão do cantor Cauby Peixoto e do pianista Moacir Peixoto. Sobrinho do grande pianista Nonô e primo do falecido cantor Ciro Monteiro.

Aos 16 anos, recebeu orientação musical de um professor integrante da Orquestra Sinfônica Nacional. Aos 18 anos, ingressou no serviço militar obrigatório, integrando a Banda do Exército.

Sua carreira esteve sempre associada às casas noturnas, principalmente paulistas, onde firmou prestígio como músico. Gravou, em 1957, com seus irmãos, um LP intitulado Quando os Peixotos se encontram. Tocou no Captain's Bar, do Hotel Comodoro, em 1958; no Hotel Claridge, de 1959 a 1960, e no Rio, Au Bon Gourmet, em 1960.

Em 1962, passou a atuar na Boate Drink, no Rio de Janeiro, casa que alugou junto com Moacir e Cauby. Gravou seu primeiro LP em 1963, intitulado Drink. Em 1968, atuava no restaurante paulistano A Baiúca. Em 1973 foi relançado o LP Quando os Peixotos se encontram.

Faleceu em sua casa no bairro carioca de Copacabana, em 20/2/2008, vítima de diabetes.

Discografia

(1957) Quando os Peixotos se encontram • RGE • LP; (1989) Quando os Peixotos se encontram • RGE • LP; (1996) Um pistão dentro da noite-vol. 1 • Eldorado • CD; (1997) Um pistão dentro da noite-vol. 2 • Eldorado • CD.

Bibliografia Crítica

MARCONDES, Marcos Antônio. (ED). Enciclopédia da Música popular brasileira: erudita, folclórica e popular. 2. ed. São Paulo: Art Editora/Publifolha, 1999.

Fonte: Dicionário Cravo Albin da MPB.

domingo, novembro 09, 2008

Perdão para dois

Cauby Peixoto
Perdão para dois (balada, 1961) - Palmeira e Alfredo Corletto - Intérprete: Cauby Peixoto

Disco 78 rpm / Título da música: Perdão para dois / Corletto, Alfredo (Compositor) / Palmeira (Compositor) / Peixoto, Cauby (Intérprete) / Orquestra (Acompanhante) / Imprenta [S.l.]: RCA Victor, 11/11/1960 / Nº Álbum 802286 / Gênero musical: Balada.


C          G   
Santa Maria mãe de Jesus    
Dm6        C   
Aqui estou  ao pé da cruz    
C7/G       F   
venho pedir  Sua benção   
Bm5  F5/A  C/G     G      C   
    e   tam - bém  o seu perdão    

C           G    
Se ela pecou foi por amor    
Dm6          C   
eu também sou um pecador    
C7             F   
Se o nosso amor não pode ser    
Bm5  F5/A   C/G  G         C   
   de    a  -  mor  quero morrer    

                G7   
O mundo é contra  nós    
                 C   
a lei de Deus também    
                  G   
mas a primeira pedra    
              C   
não atirou ninguém    

               G7   
Por isso Virgem Santa    
              C   
te peço com fervor    
                 G   
perdão para nós dois    
                  C   
perdão pro nosso amor  
 
(repete a partir da 2ª estrofe)