Diana Pequeno, cantora e compositora, nasceu em Salvador, BA, em 25 de janeiro de 1958. Seu sobrenome realmente é Pequeno, morou na Saúde, no bairro de Nazaré (centro de Salvador) e estudou no famoso Colégio de Aplicação - um dos grandes referenciais em termos de educação nos anos 50 a 70, ganhou até canção dos Novos Baianos. Desse, partiu para a Universidade Federal da Bahia (UFBA), onde foi estudar Engenharia Elétrica.
Em um determinado momento, um amigo de seu pai, Bila, que lidava com música, perguntou se ele poderia indicar três boas cantoras para fazerem testes na RCA-Victor. A esta altura, Diana Pequeno já era conhecida nos meios universitários e midiáticos baianos; assim, seu pai resolveu indicá-la, meio que sem acreditar, junto com outras duas cantoras. Diana foi a única escolhida pela RCA-Victor - uma das gravadoras que mais projetou cantoras nos anos 70 - e, aos 19 anos, entrava em estúdio para gravar o seu primeiro disco.
Trabalhou com teatro e música no interior da Bahia. Radicou-se em São Paulo em 1978, quando lançou-se como cantora. Seu primeiro disco, Diana Pequeno, teve como carro-chefe uma versão para Blowin' In The Wind, de Bob Dylan e foi muito bem recebido pela crítica.
Estudou Engenharia Elétrica, trabalhou com teatro e música no interior da Bahia. Radicou-se em São Paulo em 1978, quando lançou-se como cantora. Seu primeiro disco, Diana Pequeno, teve como carro-chefe uma versão para Blowin' In The Wind, de Bob Dylan e foi muito bem recebido pela crítica.
No seu último disco, Cantigas, ela se voltou para os primórdios da música brasileira. São músicas raras de Chiquinha Gonzaga, Heitor Villa-Lobos, Alberto Nepomuceno, Catulo da Paixão Cearense e algumas mais novas de Edu Lobo, Dorival Caymmi, que se integram perfeitamente às demais. Dizem que ficou mais de um ano pesquisando repertório.
Em fins dos anos 1970, quando ainda era estudante de Engenharia Elétrica, destacou-se como cantora nos palcos universitários. Passou nessa época a dedicar-se à música, buscando um repertório caracteristicamente brasileiro, misturado a baladas românticas, além das influências medievais, orientais e africanas. Musicou poetas como Mário Quintana e Cecília Meireles.
Gravou seu primeiro disco pela BMG em 1978, com direção de criação de Osmar Zan e direção artística e de estúdio de Dércio Marques, com as participações especiais de Osvaldinho do Acordeom, Gereba, Grupo Bendegó, Dorothy Marques e Dércio Marques. Entre outras composições, gravou Cuitelinho, tema folclórico, adaptado por Paulo Vanzolini, Acalanto de Elomar, Los caminos de Pablo Milanez, Relvas de Dercio Marques e Claudio Murilo e a clássica balada Blowin'in the wind, do cantor e compositor norte americano Bob Dylan, com versão de sua autoria e acompanhamento ao violão de Dercio Marques, e que tornou-se seu grande sucesso.
O sucesso dela foi de maneira que, um dos músicos participantes do seu primeiro disco, acabou namorando e casando com ela. Trata-se do Dercio Marques, que a auxiliou na produção do seu segundo disco, Eterno como areia (RCA-Victor, 1979).
Em 1979 classificou-se para as finais do festival de música da extinta TV Tupi com a música Facho de fogo de João Bá e Vital França. Nesse ano, lançou o LP Eterno como areia, com destaque para Facho de fogo, de João Bá e Vidal França; Esse mar vai dar na Bahia, de Hilton Acioli; Cantiga de amigo, de Elomar e Camaleão, do folclore pernambucano, além da música título, de José Maria Giroldo.
Em 1980 foi classificada no festival MPB-80 da TV Globo, com a música Diversidade de Chico Maranhão. Apresentou-se, ao longo de seus mais de vinte anos de carreira, em diversos países, entre os quais, o Japão onde participou do 13º Festival Internacional da Canção Popular de Tóquio, onde recebeu o prêmio originalidade com a música Papagaio dos cajueiros. Naquele país oriental lançou os discos Sentimento meu e Mistérios.
Em 1981 lançou pela RCA o LP Sinal de amor, interpretando entre outras, as composições Busca-pé de João Bá e Vidal França, Vagando de Paulinho Morais, Regina tema folclórico com adaptação de sua autoria, As flores deste jardim de Ricardo Villas e Laura em pareceria com Luiz Llach. No ano seguinte,lançou o LP Sentimento meu, música título de Melão e Vladimir Diniz, além de Amor de índio, de Beto Guedes e Ronaldo Bastos, Paisagem (Canção da menina moça) e Missa da terra sem males, de sua autoria.
Em 1982 separou-se de Décio Marques.
Quando poderia ter se tornado uma das maiores cantoras do Brasil, Diana tomou a decisão de afastar-se do mainstream. Aproveitou o fim do seu contrato com a RCA-Victor e não o renovou. Voltou ao curso de engenharia. Graduou-se. Recomeçava a vida aos 27 anos. Sua última participação para o grande público foi com um tema de novela, algo que ela só havia feito uma vez, na Bandeirantes, com Amor de Índio, que foi usada na trilha-sonora da novela em Maçã do Amor: Haja Coração, que entrou na trilha da trama global De quina pra lua. Longe de ser uma canção ao estilo Diana Pequeno, só foi lançada no LP da novela.
Em 1989, com ajuda da irmã Eliana Pequeno, que sempre foi sua produtora particular, Diana Pequeno lançou um disco independente chamado Mistérios (erroneamente chamado de Acquarius por alguns - a confusão se dá pelo nome que aparece no rótulo do LP, na verdade "Acquarius" era a produtora da Eliana Pequeno). É um disco intimista, mezzo pop, mezzo regionalista. Lançou também Mulher rendeira. É o disco mais raro de Diana Pequeno, principalmente pelo fato de sua venda ter sido feita pelos correios. A capa é bastante simples, com a sua foto de perfil em preto e branco.
Para esse LP escreveu Serei teu bem, versão para You've Got a Friend, de Carole King. Em 1989, gravou de maneira independente o LP Acquarius, que tinha entre outras as músicas Olhos abertos, de Guarabyra e Zé Rodrix; As ilhas, de Joyce; Mulher rendeira, de Zé Martins e Zé do Norte; Mil melodias, de Guilherme Rondon e Paulo Simões e Tudo no olhar e Ser feliz é melhor que nada, de sua autoria.
Após isto, Diana não fez aparições durante os anos 90.
Em 2001, lançou seu sétimo disco, pelo selo Rádio Mec, com clássicos da música popular brasileira de autoria de Carlos Gomes, Villa-Lobos, Chiquinha Gonzaga e Guerra Peixe, além de canções folclóricas. Em 2002, apresentou-se na Sala Funarte no Rio de Janeiro onde interpretou entras músicas, Lua branca, de Catulo da Paixão Cearense e Canoeiro, de Dorival Caymmi. É chamada de "Joan Baez" brasileira, pela pesquisa de músicas engajadas, tanto latinas quanto de roda que incluiu em seu repertório.
No seu último disco, Cantigas, ela se voltou para os primórdios da música brasileira. São músicas raras de Chiquinha Gonzaga, Villa-Lobos, Alberto Nepomuceno, Catulo da Paixão Cearense e algumas mais novas de Edu Lobo, Dorival Caymmi, que se integram perfeitamente às demais. Dizem que ficou mais de um ano pesquisando repertório.
Diana Pequeno sempre encantou pelo seu jeito descontraído de cantar. Embora ela fosse séria e compenetrada na sua interpretação, a sua voz causava uma sensação de intimidade jamais percebida em outro artista da MPB. O seu sotaque dava à canção um verdadeiro meio-termo entre o urbano e o rural. Ela podia cantar tão bem uma canção pop como Serei teu bem (versão de "I've Got a Friend", de Carolyn King), quanto uma canção intimista como Cuitelinho.
Em 2003, apresentou-se no programa "A vida é um show", apresentado por Miéle na TVE, quando falou de sua vida e de sua carreira.
A última aparição pública conhecida de Diana Pequeno foi em sua terra natal, no ano de 2005. Mais precisamente no projeto "Pelourinho Dia e Noite". Desde então, ela fez aparições na mídia. Apenas pessoas como o percussionista Papete, o Zeca (moderador de sua comunidade no Orkut) e o Zé Roberto (presidente do fã-clube), ainda tiveram algum contato com ela. Alguns dizem que Dianna fechou-se como profissional de engenharia. Outros, que ela encontra-se em projetos futuros.
Discografia
Diana Pequeno (1978) RCA Victor LP
Eterno como areia (1979) RCA Victor LP
Sinal de amor (1981) RCA Victor LP
Sentimento meu (1982) RCA Victor LP
O mistério das estrelas (1985) RCA Victor LP
Mistérios (1989) Acquarius/Independente LP
Cantigas (2002) Selo Rádio MEC CD
Fonte: Wikipédia; Dicionário Cravo Albin da MPB.
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quarta-feira, dezembro 12, 2012
quinta-feira, setembro 16, 2010
Pudesse esta paixão
Pudesse esta paixão (polca-tango, 1912) - Chiquinha Gonzaga e Álvaro Colas
Disco selo: Odeon Record / Título da música: Pudesse esta paixão / Chiquinha Gonzaga (Compositora) / Grupo Chiquinha Gonzaga (Intérprete) / Flauta, cavaquinho e violão (acomp.) / Número do Álbum: 120586 / Gravação: 13/Julho/1913 / Lançamento: 1913 / Gênero musical: Polca-tango / Coleção de Origem: IMS, Nirez
Disco selo: Odeon Record / Título da música: Pudesse esta paixão / Chiquinha Gonzaga (Compositora) / Grupo Chiquinha Gonzaga (Intérprete) / Flauta, cavaquinho e violão (acomp.) / Número do Álbum: 120586 / Gravação: 13/Julho/1913 / Lançamento: 1913 / Gênero musical: Polca-tango / Coleção de Origem: IMS, Nirez
domingo, fevereiro 17, 2008
Ai, Filomena
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Hermes da Fonseca |
O texto faz referência a um sarau no Catete, em 1914, quando a primeira-dama Nair de Tefé tocou ao violão o Corta-jaca, maxixe de Chiquinha Gonzaga, causando grande escândalo. O episódio levou Rui Barbosa a ocupar a tribuna do Senado para classificar esse gênero de ritmo como "a mais vulgar e grosseira de nossas manifestações musicais".
Ai, Filomena (marcha, 1915) - J. Carvalho Bulhões - Interpretação: Bahiano
Disco selo: Odeon Record / Título da música: Ai!.. Philomena / J. Carvalho Bulhões (Compositor) / Bahiano (Intérprete) / Conjunto (Acomp.) / Nº Álbum: 120988 / Lançamento: 1915 / Gênero musical: Canção / Coleção de Origem: IMS, Nirez
Ai, minha sogra / Morreu em Caxambu / Com a tal urucubaca / Que lhe deu o seu Dudu // Ai, Filomena / Se eu fosse como tu / Tirava a urucubaca / Da careca do Dudu
Dudu quando casou / Quase que levou a breca / Por causa da urucubaca / Que ele tinha na careca // Ai, Filomena / Se eu fosse como tu / Tirava a urucubaca / Da cabeça do Dudu
Na careca do Dudu / Já trepou uma macaca / E por isso coitadinho / É que tem urucubaca // Ai, Filomena / Se eu fosse como tu / Tirava a urucubaca / Da careca do Dudu
Dudu tem uma casa / E com chave de ouro / Quem lhe deu foi o Conde / Com os cobres do Tesouro // Ai, Filomena / Se eu fosse como tu / Tirava a urucubaca / Da careca do Dudu
Se o Dudu sai a cavalo / O cavalo logo empaca / Só começa a andar / Ao ouvir o Corta-jaca // Ai, Filomena / Se eu fosse como tu / Tirava a urucubaca / Da careca do Dudu
Dudu tem uma casa / Que nada lhe custou / Porque nesse presente / Foi o povo que marchou // Ai, Filomena / Se eu fosse como tu / Tirava a urucubaca / Da careca do Dudu
Mas a rainha / Cavou o seu também / Dizendo no Senado / Tão somente "muito bem" // Ai, Filomena / Se eu fosse como tu / Tirava a urucubaca / Da careca do Dudu
Eu me arrependo / De ter ido ao Caju / E não ter vaiado / A saída do Dudu // Ai, Filomena / Se eu fosse como tu / Tirava a urucubaca / Da careca do Dudu
Bahiano: -Vocês estão falando, ele nem faz caso. Está comendo do bom e do melhor!
Fonte: Portal SESCSP - A MPB canta e conta nossa história
quinta-feira, dezembro 06, 2007
Helena de Carvalho

Começou a carreira em 1929 cantando no rádio. Em 1930, gravou seu primeiro disco, pela Victor, cantando o samba-canção Teus olhos me contam tudo (G. Viotti, XYZ e J. Canuto) e o samba Morena cor de canela (Ari Kerner V. de Castro).
No mesmo ano, gravou de Chiquinha Gonzaga e Viriato Corrêa o samba-canção Fogo foguinho, e as canções Sou morena e Chinelinha do meu amor, músicas lançadas em CD pela gravadora Revivendo no álbum duplo Chiquinha Gonzaga - A Maestrina.
Em 1931 participous do filme Coisas nossas, o primeiro filme sonoro produzido no Brasil, atuando ao lado de Stefana de Macedo, Zezé Lara, Batista Jr, Procópio Ferreira e outros nomes da época.
Entre outras rádios, atuou na Rádio Cultura de São Paulo, cantando três vezes por semana. Gravou um total de seis discos com 12 músicas pela Victor e Columbia. Faleceu precocemente, aos 28 anos de idade, de um ataque cardíaco em sua casa em São Paulo.
quinta-feira, março 23, 2006
Santa
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Chiquinha |
Creio no bem, creio em ti, / Quando teu lábio sorri.
Falas e me parece... / Que a tua voz é uma prece.
Creio no bem, creio em ti, / Quando teu lábio sorri.
Falas e me parece... / Que a tua voz é uma prece.
Ah, ahahaha... / Quem de ti pudera levar.
Ah ah haha... / Para te por num altar.
A brasileira
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Chiquinha |
Eu adoro uma morena sacudida / De olhos negros e faces cor de jambo / Lábios rubros, cabelos de azeviche / Que me mata, me enfeitiça, põe-me bambo / A cintura, Meu Deus, é delicada / O seu porte é faceiro e bem decente / As mãozinhas são enfeites, são berloques / Que fazem enlouquecer a toda gente
Ai morena a quem amo, a quem adoro / Não me sai um só momento da ideia / É faceira, dengosa e muito chique / Tem um pé... que beleza, que teteia!
Há segredos, quem diz, naquele corpo / Tremeliques, desmaios, sensações / Que nos põe a cabeça andar à roda / Sonhando com delícias, com paixões / Seus dentes são marfim de alto preço / Sua boca um cofre perfumado / O resto do corpinho uma delícia / O melhor é não dizer, ficar calado
Ai morena a quem amo, a quem adoro / Não me sai um só momento da ideia / É faceira, dengosa e muito chique / Tem um pé... que beleza, que teteia!
Machuca
Machuca - Chiquinha Gonzaga e Patrocínio Filho - Interpretação de Daniela Mercury
Sou morena bonita e galante / Tenho raios e setas no olhar / E nem pode uma lira de Dante / Os encantos que tenho cantar / Quando passo, os bilontras me olhando / De binóculo erguido com ardor / Dizem todos se bamboleando / Abrasados em chama de amor
Ai morena, morena querida / Tu nos põe a cabeça maluca / Pisa e mata, destrói essa vida / Ai morena, morena, machuca!
Eu machuco deveras a todos / Até fico contente por isso / Ao fitá-los os deixo por loucos / Pois fitando-os lhe deito o feitiço / Sou morena que quando passeio / Deixo calda de luz como um astro / É uma récua de gente que veio / Me dizendo, seguindo meu rastro
Ai morena, morena querida / Tu nos põe a cabeça maluca / Pisa e mata, destrói essa vida / Ai morena, morena, machuca!
Esses fogos que tenho nos olhos / E que tem até o dom de encantar / São na vida, no mundo os espólios / Onde os petos se vêm quebrar / Mas a culpa não é, não é minha / É dos homens que vêm com ardor / Me julgando dos céus a rainha / Me dizendo abrasados de amor / Ai morena, morena querida / Tu nos põe a cabeça maluca / Pisa e mata, destrói essa vida / Ai morena, morena, machuca!
Sou morena bonita e galante / Tenho raios e setas no olhar / E nem pode uma lira de Dante / Os encantos que tenho cantar / Quando passo, os bilontras me olhando / De binóculo erguido com ardor / Dizem todos se bamboleando / Abrasados em chama de amor
Ai morena, morena querida / Tu nos põe a cabeça maluca / Pisa e mata, destrói essa vida / Ai morena, morena, machuca!
Eu machuco deveras a todos / Até fico contente por isso / Ao fitá-los os deixo por loucos / Pois fitando-os lhe deito o feitiço / Sou morena que quando passeio / Deixo calda de luz como um astro / É uma récua de gente que veio / Me dizendo, seguindo meu rastro
Ai morena, morena querida / Tu nos põe a cabeça maluca / Pisa e mata, destrói essa vida / Ai morena, morena, machuca!
Esses fogos que tenho nos olhos / E que tem até o dom de encantar / São na vida, no mundo os espólios / Onde os petos se vêm quebrar / Mas a culpa não é, não é minha / É dos homens que vêm com ardor / Me julgando dos céus a rainha / Me dizendo abrasados de amor / Ai morena, morena querida / Tu nos põe a cabeça maluca / Pisa e mata, destrói essa vida / Ai morena, morena, machuca!
Casa de caboclo
Os versos desta canção "Numa casa de caboco / um é pouco / dois é bom / três é demais", consagraram-se como um verdadeiro dito popular. Este fato, por si só, comprova a grande popularidade alcançada pela composição, que tornou conhecido o seu lançador, o então jovem cantor Gastão Formenti.
Autores de "Casa de Caboclo", Hekel Tavares e Luiz Peixoto acabaram inspirando, juntamente com Joubert de Carvalho, uma onda de canções sobre motivos sertanejos, que proliferou no final dos anos vinte. Como acontece muitas vezes a músicas de sucesso, houve à época do lançamento quem considerasse "Casa de Caboclo" plágio de um tema de Chiquinha Gonzaga, levando a discussão aos jornais. Daí a informação que figura em algumas de suas regravações: "Canção baseada em motivos de Chiquinha Gonzaga".
Casa de caboclo (canção, 1929) - Chiquinha Gonzaga, Luiz Peixoto e Hekel Tavares - Intérprete: Gastão Formenti
Disco 78 rpm / Título da música: Casa de caboclo / Chiquinha Gonzaga (Compositora) / Hekel Tavares (Compositor) / Luiz Peixoto (Compositor) / Gastão Formenti (Intérprete) / Piano (Acomp.) / Violão (Acomp.) / Gravadora: Parlophon / Nº do Álbum: 12863-a / Nº da Matriz: 1994-I / Gravação: 21/09/1928 / Lancamento: Novembro/1928 / Gênero musical: Canção / Coleções: Nirez, José Ramos Tinhorão, Humberto Franceschi
(A)--------- Gb7--------- Bm--------- E7
Você tá vendo essa casinha simplesinha
-----------------------A-- E7-- A
Toda branca de sapê
-------------------------------E---------------- B7
Diz que ela véve no abandono não tem dono
---------------------------E7---- A
E se tem ninguém não vê
-------------Gb7--------- Bm--------------- E7
Uma roseira cobre a banda da varanda
------------------------A----- D
E num pé de cambuçá
-------------------------A--------------- E7
Quando o dia se alevanta Virge Santa
---------------------(A) (E) (A) (Db7) Gbm
Fica assim de sabiá
--------------------------Db7----------------- D7
Deixa falá toda essa gente maldizente
---------------------------Db7------ Gb7
Bem que tem um moradô
------------------------------B7 ----------------E7
Sabe quem mora dentro dela Zé Gazela
----------------------(A) (E) (A) (E) A
O maió dos cantadô
----------------Gb7------- Bm --------------E7
Quando Gazela viu siá Rita tão bonita
-----------------------A---- E7---- A
Pôs a mão no coração
---------------------------E------------------ B7
Ela pegou não disse nada deu risada
--------------------------E7----- A
Pondo os oinho no chão
------------Gb7----------- Bm --------------E7
E se casaram, mas um dia, que agonia
-----------------------------A ----------D
Quando em casa ele voltou
-----------------------A---------------- E7
Zé Gazela via siá Rita muito aflita
----------------------A (E) (A) (Db7) Gbm
Tava lá Mané Sinhô
---------------------------Db7-------------------- Gbm
Tem duas cruz entrelaçada bem na estrada
-----------------------Db7---- Gb7
Escrevero por detrás:
-----------------------B7----------------- E7
“Numa casa de caboclo um é pouco
--------------------------(A) (E) (A)
Dois é bom, três é demais”
Autores de "Casa de Caboclo", Hekel Tavares e Luiz Peixoto acabaram inspirando, juntamente com Joubert de Carvalho, uma onda de canções sobre motivos sertanejos, que proliferou no final dos anos vinte. Como acontece muitas vezes a músicas de sucesso, houve à época do lançamento quem considerasse "Casa de Caboclo" plágio de um tema de Chiquinha Gonzaga, levando a discussão aos jornais. Daí a informação que figura em algumas de suas regravações: "Canção baseada em motivos de Chiquinha Gonzaga".
Casa de caboclo (canção, 1929) - Chiquinha Gonzaga, Luiz Peixoto e Hekel Tavares - Intérprete: Gastão Formenti
Disco 78 rpm / Título da música: Casa de caboclo / Chiquinha Gonzaga (Compositora) / Hekel Tavares (Compositor) / Luiz Peixoto (Compositor) / Gastão Formenti (Intérprete) / Piano (Acomp.) / Violão (Acomp.) / Gravadora: Parlophon / Nº do Álbum: 12863-a / Nº da Matriz: 1994-I / Gravação: 21/09/1928 / Lancamento: Novembro/1928 / Gênero musical: Canção / Coleções: Nirez, José Ramos Tinhorão, Humberto Franceschi
(A)--------- Gb7--------- Bm--------- E7
Você tá vendo essa casinha simplesinha
-----------------------A-- E7-- A
Toda branca de sapê
-------------------------------E---------------- B7
Diz que ela véve no abandono não tem dono
---------------------------E7---- A
E se tem ninguém não vê
-------------Gb7--------- Bm--------------- E7
Uma roseira cobre a banda da varanda
------------------------A----- D
E num pé de cambuçá
-------------------------A--------------- E7
Quando o dia se alevanta Virge Santa
---------------------(A) (E) (A) (Db7) Gbm
Fica assim de sabiá
--------------------------Db7----------------- D7
Deixa falá toda essa gente maldizente
---------------------------Db7------ Gb7
Bem que tem um moradô
------------------------------B7 ----------------E7
Sabe quem mora dentro dela Zé Gazela
----------------------(A) (E) (A) (E) A
O maió dos cantadô
----------------Gb7------- Bm --------------E7
Quando Gazela viu siá Rita tão bonita
-----------------------A---- E7---- A
Pôs a mão no coração
---------------------------E------------------ B7
Ela pegou não disse nada deu risada
--------------------------E7----- A
Pondo os oinho no chão
------------Gb7----------- Bm --------------E7
E se casaram, mas um dia, que agonia
-----------------------------A ----------D
Quando em casa ele voltou
-----------------------A---------------- E7
Zé Gazela via siá Rita muito aflita
----------------------A (E) (A) (Db7) Gbm
Tava lá Mané Sinhô
---------------------------Db7-------------------- Gbm
Tem duas cruz entrelaçada bem na estrada
-----------------------Db7---- Gb7
Escrevero por detrás:
-----------------------B7----------------- E7
“Numa casa de caboclo um é pouco
--------------------------(A) (E) (A)
Dois é bom, três é demais”
Fonte: A Canção no Tempo - Jairo Severiano e Zuza Homem de Mello - Vol. 1 - Editora 34
Lua branca
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Chiquinha Gonzaga (12/10/1847 - 28/02/1935) |
"Compondo incessantemente, e oferecendo periodicamente ao público músicas saborosíssimas de caráter brasileiríssimo, Chiquinha Gonzaga conservou em toda sua longa existência a faculdade inalterável de imprimir às suas melodias um som enfeitiçador que as levava sempre ao fundo da alma dos que as ouviam.
Por isso, cada nova música sua era um êxito seguro. Vale lembrar até como bom exemplo uma certa canção que apresentou numa revista de Luís Peixoto e Carlos Bittencourt chamada “Forrobodó”, e que foi a canção marcante de uma peça em que dezenas de outras músicas se destacavam de modo especial. Mas a que perdurou por anos e anos foi a “Lua Branca” de Chiquinha Gonzaga" (Fonte: Almirante em O Pessoal da Velha Guarda de 15/10/1947).
Abaixo algumas interpretações:
Lua branca (modinha, 1911) - Chiquinha Gonzaga - Interpretação: Gastão Formenti
Disco 78 rpm / Título da música: Lua branca / Chiquinha Gonzaga (Compositora) / Gastão Formenti (Intérprete) / J. Otaviano (Piano) / Gravadora: Odeon / Nº do Álbum: 10420-a / Nº da Matriz: 2521-I / Gravação: 20/Abril/1929 / Lançamento: Julho/1929 / Gênero musical: Canção
Lua branca (modinha, 1911) - Chiquinha Gonzaga - Interpretação: Diana Pequeno
CD Cantigas / Título da música: Lua Branca / Chiquinha Gonzaga (Compositora) / Diana Pequeno (Intérprete) / Gravadora: Selo Rádio MEC / Álbum: RM003 / Ano: 2001 / Faixa: 11 / Gênero musical: Modinha.
(Am)------ E7------------------------ Am
Ó lua branca de fulgores e de encanto,
-----------A7--------------------------- Dm
Se é verdade que ao amor tu dás abrigo
-------------------------Dm6------- Am
vem tirar dos olhos meus, o pranto
---------------E7--------------------------- Am
Ai vem matar essa paixão que anda comigo,
Ó lua branca de fulgores e de encanto,
-----------A7--------------------------- Dm
Se é verdade que ao amor tu dás abrigo
-------------------------Dm6------- Am
vem tirar dos olhos meus, o pranto
---------------E7--------------------------- Am
Ai vem matar essa paixão que anda comigo,
------------------G7----------------------- C
Ai! Por quem és, desce do céu, ó lua branca
-------------A7------------------------------- Dm
Essa amargura do meu peito, ó vem e arranca
-----------------------Dm6------- Am
Dá-me o luar da tua compaixão
------------------E7--------------------- Am
Ó vem, por Deus, iluminar meu coração.
----------------E7----------------------- Am
E quantas vezes lá no céu me aparecias
----------A7-------------------------- Dm
A brilhar em noite calma e constelada,
---------------------Dm6------- Am
A sua luz então me surpreendia
-------------E7---------------------------- Am
Ajoelhado junto aos pés da minha amada
-------------G7----------------------- C
Ela a chorar, a soluçar, cheia de pejo
--------------------A7------------------------- Dm
Vinha em seus lábios me ofertar um doce beijo...
-----------------------Dm6------ Am
Ela partiu, me abandonou assim
------------E7---------------------------- (Am) (E7) (Am)
Ó lua branca, por quem és, tem dó de mim!...
Ò abre alas
Continuava em moda no primeiro ano do século um repertório herdado de décadas anteriores, não se destacando uma só canção datada de 1901. São composições como As laranjas da Sabina, O gondoleiro do amor, Perdão Emília e uma marcha-rancho intitulada Ò abre alas, composta por Chiquinha Gonzaga em 1899.
Esta despretensiosa marcha dedicada ao cordão Rosa de Ouro, tem todavia importância especial na obra de Chiquinha, pois lhe dá o pioneirismo da produção carnavalesca, antecipando-se em vinte anos à fixação do gênero. De acordo com Almirante, "Ò abre alas" foi a composição preferida dos foliões de 1901 e dos anos seguintes, até 1910 pelo menos.
Ò Abre Alas (marcha-rancho, 1901) - Chiquinha Gonzaga
Uma das primeiras gravações em 1911 pela Banda da Casa Edison:
Disco selo: Odeon Record / Título da música: Abre Alas / Chiquinha Gonzaga (Compositora) / Santos Bocot (Arranjo / Regência) / Banda da Casa Edison (Intérprete) / Nº do Álbum: 120174 / Nº da Matriz: Rx-1723 / Gravação: 19/Setembro/1911 / Lançamento: Fevereiro/1913 / Gênero musical: Dobrado / Coleção de Origem: IMS, Nirez
Versão da marcha de J. Piedade e Jorge Faraj, na interpretação de Jaime Brito, lançada em dezembro de 1939 para o Carnaval de 1940:
Disco 78 rpm / Título da música: Abre Alas / J. Piedade (Compositor) / Jorge Faraj (Compositor) / Jaime Brito (Intérprete) / Orquestra Odeon, Simon Bountman (Acomp.) / Gravadora: Odeon / Nº do Álbum:11794-a / Nº da Matriz: 6204 / Gravação: 25/Setembro/1939 / Lançamento: Dezembro/1939 / Gênero musical: Marcha / Coleção de Origem: IMS, Nirez
Esta despretensiosa marcha dedicada ao cordão Rosa de Ouro, tem todavia importância especial na obra de Chiquinha, pois lhe dá o pioneirismo da produção carnavalesca, antecipando-se em vinte anos à fixação do gênero. De acordo com Almirante, "Ò abre alas" foi a composição preferida dos foliões de 1901 e dos anos seguintes, até 1910 pelo menos.
Ò Abre Alas (marcha-rancho, 1901) - Chiquinha Gonzaga
Uma das primeiras gravações em 1911 pela Banda da Casa Edison:
Disco selo: Odeon Record / Título da música: Abre Alas / Chiquinha Gonzaga (Compositora) / Santos Bocot (Arranjo / Regência) / Banda da Casa Edison (Intérprete) / Nº do Álbum: 120174 / Nº da Matriz: Rx-1723 / Gravação: 19/Setembro/1911 / Lançamento: Fevereiro/1913 / Gênero musical: Dobrado / Coleção de Origem: IMS, Nirez
Versão da marcha de J. Piedade e Jorge Faraj, na interpretação de Jaime Brito, lançada em dezembro de 1939 para o Carnaval de 1940:
Disco 78 rpm / Título da música: Abre Alas / J. Piedade (Compositor) / Jorge Faraj (Compositor) / Jaime Brito (Intérprete) / Orquestra Odeon, Simon Bountman (Acomp.) / Gravadora: Odeon / Nº do Álbum:11794-a / Nº da Matriz: 6204 / Gravação: 25/Setembro/1939 / Lançamento: Dezembro/1939 / Gênero musical: Marcha / Coleção de Origem: IMS, Nirez
------------Dm---------A7--------Dm----------------------A7----------Dm
Ó Abre-Alas / Que eu quero passar / Ó Abre-Alas/ Que eu quero passar
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Eu sou da Lira não posso negar / Eu sou da Lira não posso negar
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Ò Abre-Alas que eu quero passar / Ó Abre-Alas que eu quero passar
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Rosa de Ouro é quem vai ganhar / Rosa de Ouro é quem vai ganhar
Fonte: Livro A Canção no Tempo - 85 anos de Música Brasileira Vol. 1: 1901-1957, 1a edição, 1997, editora 34
Corta-Jaca
Conhecido desde 1895, quando foi lançado na opereta-burlesca "Zizinha Maxixe", o tango "Corta-Jaca", cujo título original é "Gaúcho", teve a popularidade redobrada nove anos depois, ao reaparecer na revista Cá e Lá. Comprovam o sucesso as oito gravações que recebeu entre 1904 e 1912 e sua apresentação, em 26.10.1914, numa recepção oficial no Palácio do Catete, então sede do Governo Federal. Na ocasião, foi interpretado pela primeira dama, Sra. Nair de Teffé, fato explorado como escândalo pela oposição.
"Corta-Jaca" ou "Dança do Corta-Jaca", como está classificado em uma de suas edições, é na verdade um maxixe bem sacudido, característica que muito contribuiu para o seu êxito. A fim de ser cantado em Cá e Lá, ganhou letra de Tito Martins e Bandeira de Gouveia, autores da peça ("Ai! Ai! Que bom cortar a jaca / Ai! Sim, meu bem ataca, sem descansar...").
Corta-Jaca (Gaúcho) (tango, 1895) - Chiquinha Gonzaga e Machado Careca. Essa composição de Chiquinha recebeu as mais diversas definições de gênero musical nas gravações durante o séc. XX como se nota nos exemplos abaixo.
Interpretação de Os Geraldos, acompanhados ao piano, em 1906:
Disco selo: Odeon Record / Título da música: Corta Jaca / Chiquinha Gonzaga (Compositora) / Machado Careca (Compositor) / Os Geraldos (Intérprete) / Piano (Acomp.) / Nº do Álbum: 40454 /Lançamento: 1906 / Gênero musical: Duetto / Coleção de Origem: IMS, Nirez
Interpretação de Zé da Zilda, com o Conjunto Regional de Donga, em 1938:
Disco 78 rpm / Título da música: O Corta Jaca / Chiquinha Gonzaga (Compositora) / José Gonçalves [Zé da Zilda] (Intérprete) / Conjunto Regional de Donga (Acomp.) / Gravadora: Odeon / Nº do Álbum: 11661-a / Nº da Matriz: 5906 / Gravação: 30/Agosto/1938 / Lançamento: Novembro/1938 / Gênero musical: Corta Jaca / Coleção de Origem: IMS, Nirez
Interpretação de Guio de Moraes e Seus Parentes em 1953:
Disco 78 rpm / Título da música: Gaúcho (Corta Jaca) / Chiquinha Gonzaga (Compositora) / Guio de Moraes e Seus Parentes (Intérprete) / Gravadora: Odeon / Nº do Álbum: 13523-a / Nº da Matriz: 9792 / Gravação: 15/Julho/1953 / Lançamento: Outubro 1953 / Gênero musical: Choro / Coleção de Origem: Nirez
Ai, ai, como é bom dançar, ai! / Corta-jaca assim, assim, assim / Mexe com o pé! / Ai, ai, tem feitiço tem, ai! / Corta meu benzinho assim, assim!
Esta dança é buliçosa / tão dengosa / que todos querem dançar / Não há ricas baronesas / nem marquesas / que não saibam requebrar, requebrar
Este passo tem feitiço / tal ouriço / Faz qualquer homem coió / Não há velho carrancudo / nem sisudo / que não caia em trololó, trololó
Quem me vê assim alegre / no Flamengo / por certo se há de render / Não resiste com certeza / este jeito de mexer
"Corta-Jaca" ou "Dança do Corta-Jaca", como está classificado em uma de suas edições, é na verdade um maxixe bem sacudido, característica que muito contribuiu para o seu êxito. A fim de ser cantado em Cá e Lá, ganhou letra de Tito Martins e Bandeira de Gouveia, autores da peça ("Ai! Ai! Que bom cortar a jaca / Ai! Sim, meu bem ataca, sem descansar...").
Corta-Jaca (Gaúcho) (tango, 1895) - Chiquinha Gonzaga e Machado Careca. Essa composição de Chiquinha recebeu as mais diversas definições de gênero musical nas gravações durante o séc. XX como se nota nos exemplos abaixo.
Interpretação de Os Geraldos, acompanhados ao piano, em 1906:
Disco selo: Odeon Record / Título da música: Corta Jaca / Chiquinha Gonzaga (Compositora) / Machado Careca (Compositor) / Os Geraldos (Intérprete) / Piano (Acomp.) / Nº do Álbum: 40454 /Lançamento: 1906 / Gênero musical: Duetto / Coleção de Origem: IMS, Nirez
Interpretação de Zé da Zilda, com o Conjunto Regional de Donga, em 1938:
Disco 78 rpm / Título da música: O Corta Jaca / Chiquinha Gonzaga (Compositora) / José Gonçalves [Zé da Zilda] (Intérprete) / Conjunto Regional de Donga (Acomp.) / Gravadora: Odeon / Nº do Álbum: 11661-a / Nº da Matriz: 5906 / Gravação: 30/Agosto/1938 / Lançamento: Novembro/1938 / Gênero musical: Corta Jaca / Coleção de Origem: IMS, Nirez
Interpretação de Guio de Moraes e Seus Parentes em 1953:
Disco 78 rpm / Título da música: Gaúcho (Corta Jaca) / Chiquinha Gonzaga (Compositora) / Guio de Moraes e Seus Parentes (Intérprete) / Gravadora: Odeon / Nº do Álbum: 13523-a / Nº da Matriz: 9792 / Gravação: 15/Julho/1953 / Lançamento: Outubro 1953 / Gênero musical: Choro / Coleção de Origem: Nirez
Ai, ai, como é bom dançar, ai! / Corta-jaca assim, assim, assim / Mexe com o pé! / Ai, ai, tem feitiço tem, ai! / Corta meu benzinho assim, assim!
Esta dança é buliçosa / tão dengosa / que todos querem dançar / Não há ricas baronesas / nem marquesas / que não saibam requebrar, requebrar
Este passo tem feitiço / tal ouriço / Faz qualquer homem coió / Não há velho carrancudo / nem sisudo / que não caia em trololó, trololó
Quem me vê assim alegre / no Flamengo / por certo se há de render / Não resiste com certeza / este jeito de mexer
Fontes: A Canção no Tempo - Jairo Severiano e Zuza Homem de Mello - Editora 34; Instituto Moreira Salles.
segunda-feira, março 13, 2006
Joaquim Antônio da Silva Callado Jr.
Joaquim Antônio da Silva Callado, flautista e compositor, nasceu em 11 de julho de 1848 no Rio de Janeiro e faleceu em 20 de março de 1880. É considerado o pai dos chorões e foi o mais popular músico do Rio de Janeiro imperial.
Começou estudando flauta e piano em casa com seu pai, que era mestre da Banda Sociedade União de Artista, e aos oito anos já aprendia composição e regência com Henrique Alves de Mesquita.
Antes de completar 18 anos, já se apresentava em bailes e saraus familiares. Pouco depois, fez sua primeira apresentação em concerto, como flautista, para a família imperial.
Sua composição de estréia, "Querosene", foi feita em 1863, aos 15 anos, e o primeiro sucesso em 1867, uma quadrilha chamada "Carnaval". No mesmo dia do lançamento, 19 de junho, seu pai faleceu de endocardite aos 52 anos.
No dia 13 de janeiro de 1869, a sua primeira polca foi publicada, chamada “Querida por todos”, dedicada à Chiquinha Gonzaga. Em 1873, Callado compôs “Lundu Característico”, que foi o primeiro lundu apresentado num concerto. Este fez tanto sucesso que ele foi nomeado para a cadeira de flauta do Império no Conservatório de Música. Em 1875, foram publicadas as polcas “Como é bom” e “Cruzes, minha prima!”.
Neste mesmo período, Callado criou o primeiro grupo de choro. Inicialmente composto por dois violões, uma flauta e um cavaquinho. O grupo começou adotando a polca-de-serenata, que trazia passagens modulantes em ritmo acelerado. No começo, o choro possuía improvisações, em que os violões criavam o ambiente para a flauta solar e o cavaquinho fazia um papel intermediário entre eles.
Callado foi parceiro de Viriato Figueira da Silva, Ismael Correia, Lequinho e outros chorões. Era amigo do compositor de modinhas Chiquinho Albuquerque e do flautista belga Matheus André Reichert, que D. Pedro II contratou para animar os Saraus do Paço em 1859. Em 1879, Callado recebeu a mais alta condecoração do Império: A Ordem da Rosa. Um ano depois, no dia 20 de março de 1880, falece de meningo-encefalite perniciosa.
"Flor amorosa" - Disco 78 rpm - Interpretação de Jacó do Bandolim - Imprenta [S.l.]: Continental, 1948-1949 - Nº Álbum 16011 - Em gênero musical Choro
Depois de onze dias, foi colocada à venda sua última composição, a polca Flor amorosa. No dia 17 de dezembro de 1883, alguns músicos organizaram um festival e com a renda construíram um único mausoléu no cemitério de São Francisco Xavier para unir os restos mortais de Callado e Viriato Figueira da Silva, que faleceu em 1883. A transferência dos restos foi realizada no dia 27 de julho de 1885.
Obra completa
Adelaide, quadrilha, s.d.; Ai, que gozos, polca, s.d.; ; Aurora, quadrilha, s.d.; Capricho característico, polca, s.d.; Carnaval de 1867, quadrilha, 1867; Celeste, polca, s.d.; Choro, s.d.; As cinco deusas, quadrilha, s.d.; Como é bom, polca, 1875; Como é bom o que é bom!, quadrilha, s.d.; Conceição, polca, s.d.; Consoladora, polca, s.d.; Cruzes, minha prima!, polca, 1875; A dengosa, polca, s.d.; A desejada, polca, 1880; Ermelinda, polca, s.d.; Ernestina, polca, s.d.; Familia Meyer, quadrilha, s.d.; Fantasia para flauta, choro, s.d.; Flor amorosa (com versos de Catulo da Paixão Cearense), polca, 1880; As flores do coração, quadrilha, s.d.; Florinda, polca, s.d.; Hermenêutica, valsa, s.d.; Honorata, polca, s.d.; Imã, polca, 1873; Improviso, polca, s.d.; Isabel, polca, s.d.; Laudelina, quadrilha, s.d.; Lembrança do cais da Glória, polca, s.d.; Linguagem do coração, polca, 1872; Lírio fanado, recitativo, 1882; Lundu característico, 1873; Manuela, quadrilha, s.d.; Manuelita, quadrilha, s.d.; Maria, polca, s.d.; Maria Carlota, polca, s.d.; Mariquinhas, polca, s.d.; Mimosa, quadrilha, s.d.; Não digo, polca, s.d.; Uma noite de folia, quadrilha, s.d.; O que é bom, é bom!, quadrilha, s.d.; Olhos de Ana, polca, s.d.; Pagodeira, polca, s.d.; Pagodeira, quadrilha, s.d.; Perigosa, polca, s.d.; Perigoso, choro, s.d.; Polca em dó maior, s.d.; Polucena, polca, s.d.; Puladora, polca, s.d.; Quem tocar, toca sempre, polca, s.d.; Querida por todos, polca, 1869; O regresso de Chico Trigueira, polca, s.d.; Rosinha, polca, s.d.; Salomé, polca, s.d.; Saturnina, quadrilha, s.d.; Saudade do cais da Glória, polca, s.d.; Saudades de Inhaúma, quadrilha, s.d.; Saudosa, polca, s.d.; A sedutora, polca, s.d.; Sete de novembro, polca, s.d.; Sousinha, quadrilha, 1869; Suspiro, quadrilha, s.d.; Suspiros de uma donzela, quadrilha, s.d.; Último suspiro, polca, s.d.; União comercial, polca, s.d.; Valsa, s.d.; Vinte e Um de Agosto, polca, s.d.; Vinte e Um de Junho, polca, s.d.
Calado
"Callado foi um flauta de primeira grandeza, e ainda hoje é lembrado e chorado pelos músicos desta época, pois as suas composições musicais nunca perdem o seu valor, na sua flauta, quando em bailes, serenatas (que eram feitas em plena rua pois naquele tempo eram permitidas não havendo intervenção da polícia). Callado tornou-se um Deus para todos que tinham felicidade de ouvi-lo. Os acompanhamentos era violão, cavaquinho, oficlide, bombardão, instrumentos estes que naquela época faziam pulsar os corações dos chorões, quando eram manejados pelos batutas da velha guarda, como sejam: Silveira, Viriato, Luizinho, etc.
Callado e Viriato foram tão amigos em vida como na morte, e assim compreendendo os músicos daquela época organizaram um festival e com o produto do mesmo mandaram construir um mausoléu do lado direito do Cemitério de São Francisco Xavier, onde se acham os dois juntinhos dormindo o sonho da eternidade, dando assim uma recordação perpétua aos chorões de agora, que ao passarem naquele mausoléu curvam-se respeitosamente em homenagem a aquelas duas entidades, que as atuais gerações ainda não deram iguais.
Contavam alguns daqueles tempos que também já dormem o sono dos justos, que Callado foi chamado para um concerto num dos teatros desta cidade ao qual compareceu com a sua flauta maravilhosa, mas o grande músico deixando a sua flauta deitada na estante um oficial do mesmo ofício, desparafusou uma das chaves de seu instrumento sem que ele percebesse afim de quando fosse tocar a mesma pular, e Callado fazer um grande fiasco, mas o seu intento não deu o resultado esperado, pois apesar da chave ter saído fora do lugar, Callado, a força de beiço tocou toda a partitura sem perturbar-se, sendo muito abraçado e cumprimentado por aqueles que souberam do fato, estando neste meio o velho Imperador que condecorou com o título de Comendador.
Callado não era só músico para tocar de primeira vista, como também para compor qualquer choro de improviso, quantas vezes achava-se tocando em um baile de casamento, batizado, aniversário ou outra qualquer reunião e se nesta ocasião qualquer dama ou cavalheiro pedisse para escrever um choro em homenagem ao festejado, Callado, não dizia que não, passava a mão em qualquer papel quando não trazia o próprio, riscava a lápis e zaz! Punha-se a escrever, daí a momento entregava a um chorão presente que a executando tornava-se um delírio para todos os convivas pela clareza e pela linda inspiração da mesma. Callado foi o rei da música daquele tempo" (O Choro - Reminiscências dos chorões antigos - 1936 - Alexandre Gonçalves Pinto).
Fontes: WMmulher, Enciclopédia da música brasileira, Editora Art - PubliFolha, 1998 - São Paulo; O Choro - Reminiscências dos chorões antigos - 1936 - Alexandre Gonçalves Pinto.
sexta-feira, março 10, 2006
Chiquinha Gonzaga
Chiquinha Gonzaga (Francisca Edwiges Neves Gonzaga), compositora e instrumentista, nasceu no Rio de Janeiro em 17/10/1847 e faleceu em 28/02/1935. Filha bastarda do marechal-de-campo José Basileu Neves Gonzaga e de Rosa Maria, mulata e mãe solteira, nasceu na Rua do Príncipe e estudou piano com o maestro Lobo.
Aos 11 anos compôs sua primeira música, uma cantiga de Natal, “Canção dos Pastores”. Casou-se aos 13 anos, com o oficial de marinha mercante Jacinto Ribeiro do Amaral, escolhido por seus pais. Aos 18 anos abandonou o marido, levando consigo os filhos, e passou a viver com um engenheiro de estradas de ferro, de quem se separou pouco depois.
Sozinha, ensinava piano para obter sustento. Através do flautista Callado, passou a viver a frequentar as rodas dos chorões e a tocar em festas. Seu primeiro sucesso foi a polca “Atraente”, de 1877, composta ao piano, de improviso, durante uma festa em homenagem ao compositor Henrique Alves de Mesquita, que recebera do governo português a Comenda de São Tiago.
Publicada pelo Imperial Estabelecimento de Pianos e Músicas, de Artur Napoleão e Leopoldo Miguez, tornou-se também êxito popular, chegando a ganhar uma letra anônima, que fazia referências ferinas ao estilo de vida da autora. Nessa época, aperfeiçoou seus conhecimentos de piano com Artur Napoleão. Desejando ingressar no teatro, meio até então fechado às mulheres, musicou o libreto de Artur Azevedo “Viagem ao Parnaso”, recusado por todos os empresários. Não desistiu, escrevendo e musicando a peça em um ato “Festa de São João”, em 1883.
Em 1887 promoveu no Teatro São Pedro, no Rio de Janeiro, um concerto de cem violões. Participou ativamente do movimento pela libertação dos escravos, vendendo suas partituras de porta em porta para angariar fundos destinados à Confederação Libertadora. Com o produto da venda de sua partitura “Caramuru”, em 1888, comprou a alforria do escravo músico José Flauta, antecipando-se de poucos meses à Lei Áurea. Ligou-se também à campanha pela proclamação da República.
Em 1897 compôs no ritmo rural estilizado do corta-jaca o tango “Gaúcho”, lançado na peça “Zizinha Maxixe”, de Machado Careca. Este, que fazia grande sucesso dançando o tango “Gaúcho” com sua parceira Maria Lino, quatro anos depois escreveu uma letra para a composição, que passou a se chamar “Corta-Jaca”. A música continuava sendo um êxito: foi incluída na revista luso-brasileira “Cá e lá”, encenada em Portugal e executada numa audição no Palácio do Catete, por indicação da esposa do presidente Hermes da Fonseca, Nair de Tefé. Em 1899, a pedido do Cordão Rosa de Ouro, do Andaraí, escreveu a primeira marcha carnavalesca “Ò abre alas” (figura ao lado: a jovem Francisca aos 18 anos).
Entre 1902 e 1910 fez várias viagens à Europa, percorrendo na primeira delas, Portugal, Espanha, Itália, França, Alemanha, Bélgica, Inglaterra e Escócia. Em 1904 apresentou-se no salão Neuparth, de Lisboa, e na igreja de Nossa Senhora do Amparo, em Benfica, Lisboa. Na sua terceira viagem a Portugal, em 1906, tornou-se bastante conhecida do público ao musicar várias peças portuguesas, entre elas “As três graças” (com Luís Galhardo) e “A bota do diabo” (com Avelino Andrade). Voltou ao Brasil em 1912, para assistir à estréia de “Forrobodó”, opereta em três atos de Luís Peixoto e Carlos Bittencourt, que musicou. A opereta teve 1.500 apresentações.
Em 1915 musicou a peça “A sertaneja”, de Viriato Correia. A 27 de setembro de 1917 participou da fundação da sociedade arrecadadora SBAT. Em 1919 lançou uma campanha de fundos, destinada à construção de uma nova sepultura para Francisco Manuel da Silva, compositor do “Hino Nacional Brasileiro”. Seu último trabalho data de 1933: a música da peça “Maria”, de Viriato Correia, Entre 1885 e 1933, musicou 77 peças teatrais, das quais cinco inéditas. Sua obra reúne composições nos mais variados gêneros: valsas, polcas, tangos, maxixes, lundus, quadrilhas, fados, gavotas, mazurcas, barcarolas, habaneras, serenatas e algumas músicas sacras (figura ao lado: Chiquinha Gonzaga aos 78 anos).
Em 1984 foi lançada a biografia “Chiquinha Gonzaga, uma história de vida”, pela escritora Edinha Diniz (Ed. Rosa dos Tempos, Rio de Janeiro), que revelou arquivo pessoal, inédito, cuidado durante décadas por Joãozinho Gonzaga. Em 1997, por ocasião dos 150 anos do seu nascimento, foram lançados o livro “Sofri e chorei... tive muito amor”, de Dalva Lazarone (Editora Nova Fronteira) e os CDs “Chiquinha com jazz”, do pianista e arranjador Antonio Adolfo, que inclui oito músicas inéditas, e “Chiquinha Gonzaga”, 150 anos”(Eldorado), da pianista Rosária Gatti.
Algumas obras com letras
Obra completa de Chiquinha
À memória do general Osório, marcha fúnebre, A.N., s.d.; À Nossa Senhora das Dores, 1909; Ada, polca, s.d.; Agnus-Dei, s.d.; Água do vintém, tango, B.G., s.d.; Aguará (Garça vermelha), valsa para flauta, 1932; Aguará, valsa para piano, s.d.; Ai, morena, B.G.. s.d.; Ai, que broma! (com Ernesto Matoso), bolero, 1885; Alegre-se, viúva, B.G., s.d.; Amarguras (com Paulo Araújo), balada, s.d.; Amendoim, cançoneta, s.d.; Amor (com João de Deus Falcão), canção, s.d.; Angá (Antoinette), mazurca, s.d.; Angá-catu-rama, rancheira, 1932; L'Ange du Seigneur, s.d.; Angelitude (com Gonzaga Filho), s.d.; Animatógrafo, valsa, s.d.; Anita, polca, B.G.. s.d.; Aracê (O dia sai), choro, 1932; Araribóia, polca, s.d.; Arcádia, B.G, s.d.; Ari (Filha do céu), valsa, s.d.; Atraente, polca, A.N., 1877; Aurora, fado, 1909; Ave Maria, 1909; A avezinha (com Mário Monteiro), serenata, 1917; A baiana dos pastéis, A.E., s.d.; Balada, s.d.; O bandolim, s.d.; Barcarola, s.d.; O beijo (com J.Brito), canção, s.d.; Beijos (com Luís Murat e Alfredo de Sousa), s.d.; Beijos do céu (Um sonho) (com Raimundo Correia), romance, B.G., s.d.; A bela jardineira, valsa, B.G., s.d.; Bela rosa (com Cardoso Júnior), modinha, s.d.; Bella fanciulla io t'amo, valsa, V.M., s.d.; Bijou, tango, N.S., 1909; Bionne, tango, B.G., s.d.; Borboleta, valsa-choro, 1932; A bota do diabo (com Avelino de Andrade), maxixe, 1907; O boulevard da imprensa, s.d.; A brasileira (com José Sena), canção, A.E., 1910; Brasileira, B.G., s.d.; Burro de carga, B.G., s.d.; Cá por cousas (com Oscar Pedrneiras), V.M., s.d.; Cá e lá, tango, s.d.; Camila, polca, A.N., 1884; Cananéia, valsa, B.G., 1913; Canção brasileira (com Carlos Galhardo), canção, s.d.; Canção de Lauro (com Viriato Correia), canção, 1933, Candomblé (com Augusto de Castro), batuque, 1888; Caobimpará (Mar azul), polca, s.d.; Caramuru, B.G., 1888; Carijó, choro, s.d.; Carioca, polca, s.d.; Cariri, valsa, s.d.; Carlindo, B.G., s.d.; Carlos Gomes, valsa, A.N., s.d.; Carmencita, B.G., s.d.; Carnavalesco (com Luís Peixoto e C. Cordeiro), dobrado, s.d.; Carta à Zitinha (com Filinto Almeida), B.G., s.d.; Casa de caboclo (com Luís Peixoto), V.M., s.d.; Catita, polca, B.G., s.d.; Ceci, valsa, s.d.; Coco velho, 1902; O coió (com Luís Ribeiro), B.G., s.d.; Colégio de senhoritas (Os pombos) (com Paulo Araújo), dueto, s.d.; Compensação (com Orlando Teixeira), cançoneta, s.d.; Conspiradores, B.G., s.d.; Cora (com Furtado Coelho), romance, s.d.; Corcundinha (com Viriato Correia), canção, 1919; Corta-jaca, 1901; A corte na roça (com Francisco Sodré), balada, B.G., 1885; O cozinheiro, canção, s.d.; Cuatemoc (com Avelino de Andrade), marcha, s.d.; Cubanita, B.G., s.d.; Dama de ouros, valsa, B.G., s.d.; Dança brasileira, polca, 1892; Dança das fadas, valsa, B.G., s.d.; Dança n. 1 (tempo de minueto). s.d.; Dança n. 2, s.d.; Day-break, B.G., s.d.; Democrático, s.d.; Desalento, valsa, A.N., s.d.; Desejos (com Esculápio), V.M., s.d.; A desfilada dos mortos (com Paulo Araújo), hino, s.d.; Deus de fogo, B.G., 1888; Diabinho, tango, A.N., s.d.; Diálogo, valsa-canção, s.d.; Diário de notícias, polca, B.G., s.d.; Djanira, polca, B.G., s.d.; Doce fado, fado, s.d.; Dona Adelaide (com Patrocínio Filho), B.G., s.d.; Duas horas (Oh! Mon étoile). A.N., s.d.; Dueto de amor, s.d.; Duquesne, marcha, s.d.; É enorme, polca, B.G., s.d.; Eis a sedutora, B.G., s.d.; Elvira (com Bruno Nunes), B.G., s.d.; Em guarda, B.G., s.d.; Escandanhas/Mulata (com Luís Peixoto e Carlos Bittencourt), 1912; O esfolado (com Raul Pederneiras e Vicente Reis), 1902; Espanha e o Brasil (com Patrocínio Filho), V.M., s.d.; Estrela-d'alva (com Mário Monteiro), fado, 1920; Eu já volto, polca, B.G., s.d.; Eu te adoro, tango, 1886; Eu te amo, B.G., s.d.; Evoé, B.G., s.d.; Faceira, B.G., s.d., Faceira, escuta, R.B., s.d.; Um fado, s.d.; Fado de Coimbra, s.d.; Falena, valsa, B.G., s.d.; Fani, valsa, B.G., s.d.; Fantasia, s.d.; Feijoada do Brasil, A.N., s.d., Fênix, B.G., s.d.; Feno de Atkinsons, valsa, s.d.; Festa de São João, romance, 1883; A fiandeira (com Maria Cunha), raconto, s.d.; A filha da noite, polca, B.G., s.d.; Fogo-foguinho (com Viriato Correia), 1919; Foi um sonho (com Ernesto de Sousa), s.d.; Forrobodó (com Luís Peixoto e Carlos Bittencourt), 1912; Gaúcho (Corta-jaca), tango, V.M., 1897; Genéia (com Paulo Araújo), valsa-canção, s.d.; General Osório, B.G., s.d.; Gondoleira, s.d.; Gonza (Manobras do amor) (com Osório Duque Estrada), s.d.; Grata esperança, valsa, B.G., s.d.; Gruta das flores, polca, B.G., s.d.; Guaianases, polca, s.d.; Guasca, polca, s.d.; A guitarra (com Raul Pederneiras), fado, s.d.; Há alguma novidade? (com Moreiro Sampaio), cançoneta, s.d.; Habanera, s.d.; Harmonia das esferas, valsa, A.N., s.d.; Harmonias do coração, valsa, A.N., s.d.; Heloísa, valsa, B.G., s.d.; Heróica, marcha, s.d.; Hip, B.G., s.d.; Iaiá fazendo etc e tal (com Almeida Júnior), V.M., s.d.; Iara, valsa, B.G., s.d.; Invocação, s.d.; Ismênia, valsa, A.N., s.d.; Itararé, polca, B.G., s.d.; Jagunço, tango, A.N., s.d.; A Jandira (com Rubem Gil e Alfredo Breda), canção, 1921; Janiquinha, B.G., s.d.; Júlia, A.N., s.d.; Juraci, valsa, B.G., s.d.; A juriti (com Viriato Correia), prelúdio, 1919; Laurita, B.G., s.d.; Leontina, B.G., s.d.; Lídia (com Batista Cardoso Júnior), 1902; Linda Morena, valsa, s.d.; Lua branca, V.M, 1912; Machuca (com Patrocínio Filho), s.d.; Manhãs de amor (com C. C.), A.N., s.d.; O mar (com Holanda Cunha), balada, s.d.; Marcha do cordão, marcha, s.d.; Meditação, habanera, 1893; Meia-noite, polca, B.G., s.d.; Menina faceira, canção, s.d.; Os mineiros, chula, s.d.; Minha pátria, B.G., s.d.; Minho em festa (com Cândido Costa), romance, s.d.; Morena (com Guerra Junqueiro), B.G., s.d.; Morena, morena (com Ernesto de Sousa), B.G., s.d.; Morgadinha, polca, N.C., s.s.; A mulatinha (com Patrocínio Filho), B.G., s.d.; Mulher-homem, polca, B.G., s.d.; Musiciana, polca, B.G., 1885; Os namorados da lua, B.G. s.d.; O namoro (com Frederico Júnior), B.G., s.d.; Não insistas, rapariga, polca, A.N., 1881; Não morreu, polca, s.d.; Não se impressione (com Luís Peixoto e Carlos Bittencourt), tango, 1912; Não sonhes (com Lutegarda Caires), romance, s.d.; Não venhas (com Batista Coelho e Batista Cardoso Júnior), 1902; A noite, gavota, s.d.; A noiva, valsa-canção, s.d.; Noivado (com Lúcio de Mendonça), s.d.; Nossa Senhora das Dores, s.d.; Nu e cru (com Antonio Quintiliano), 1907; Ò abre-alas, marcha carnavalesca, 1899; Oh! Não me iludas, I.B., s.d.; Os Oito Batutas, tango, s.d.; Os olhos dela, polca, A.N., s.d.; Olhos irresistíveis, polca, s.d.; Ortruda, valsa, A.N., s.d.; O padre Amaro, valsa, B.G., s.d.; Uma página triste, s.d.; Palaciana, marcha, s.d.; Para a cera do Santíssimo (com Artur Azevedo), B.G., s.d.; Paraguaçu, choro, s.d.; Os passos no choro, polca, 1911; Pedrinho (com Batista Cardoso Júnior), 1902; O perdão (com Avelino Andrade), romance, s.d.; A peroba (com Antonio Quintiliano), s.d.; Piu-dudo (Beija-flor), batuque, 1889; Plangente, valsa, s.d.; Platina, valsa, s.d.; Poesia e amor (com Cassimiro de Abreu), s.d.; Polca militar, polca, B.G., s.d.; As pombas (com Raimundo Correia), B.G., s.d.; Por que choras (com Vitor Cunha), romance, s.d.; Os portugueses (com Batista Cardoso Júnior), 1902; Prece à Virgem, s.d.; Prelúdio, s.d.; Primeira gaivota, B.G., s.d.; Promessa (com Paulo Araújo), valsa-canção, s.d.; Psiquê, choro, s.d.; Pudesse essa paixão (com Álvaro Colás), valsa, 1913; Pwhó-Pequim, B.G., s.d.; O que é - simpatia (com Casimiro de Abreu), s.d.; Radiante, polca, s.d.; A redentora, hino, 1888; Redes ao mar (com Mário Monteiro), barcarola, s.d.; A República, B.G., s.d.; Robertinha, valsa, B.G., s.d.; Roda, ioiô (com Ernesto de Sousa), s.d.; Romeu e Julieta (Mário e Beatriz) (com Renato Viana), dueto. s.d.; Rondolini-rondolinão (com Oscar Pederneiras), s.d.; Rosa, valsa, B.G., s.d.; Sabiá da mata, polca, s.d.; Saci Pererê, s.d.; Saci-pererê, batuque, s.d.; Sada, tango, s.d.; Santa (com Alberto de Oliveira), B.G., s.d.; São Paulo, tango, 1902; Satã, lundu, 1891; Saudade, valsa, s.d.; SBAT, 1917; Se o ferreta está de veneta, polca, B.G., s.d.; Sedutor, tango, s.d.; Sereia (com Aluísio Azevedo), balada, s.d.; Serenata (com Aluísio Azevedo), balada, s.d.; A sertaneja (com Viriato Correia), desafio, 1915; O sertanejo (com Antonio Quintiliano), 1907; Si fuera verdad, s.d.; Só na flauta, polca, 1911; Só no choro, s.d.; Soberano, B.G., s.d.; Sonhando, habanera, A.N., 1897; A sorte grande (com A. Armando), canção, s.d.; Sultana, polca, A.N., 1882; Suspiro, tango, A.N., s.d.; Os talheres (com Antonio Quintiliano), cançoneta, 1907; Tambiquererê, B.G., s.d.; Tamoio, choro. s.d.; Tango brasileiro, 1880; Tango característico, 1887; Tapuia, choro, s.d.; Te amo, 1911; Techi, romance, s.d.; Teu sorriso, polca, A.N., s.s.; Teus olhares (com Avelino Andrade), canção, s.d.; Tim-tim, B.G., s.d.; Timbira, valsa, s.d.; Toujours et encore, polca, B.G., s.d.; As três Graças (com Luís Galhardo), fado, 1906; As tricanas de Coimbra, fado, s.d.; Trigueira (com Júlio Dinis), s.d.; Tuniquins, valsa, s.d.; Tupã, tango, 1890; Tupi, valsa, s.d.; Tupiniquina, valsa, s.d.; Valquíria, valsa, B.G., 1885; Vamos à missa, s.d.; Vida ou morte, dobrado, s.d.; Vilancete (com Haddock Lobo), balada, s.d.; Vinde!, vinde!, s.d.; La violette, s.d.; Viva la gracia, valsa, B.G., s.d.; Viva o Carnaval, polca, B.G., 1884; Viver e folgar (Filha do Guedes), valsa, B.G., s.d.; Vou dar um banho em minha sogra, polca, A.N., s.d.; Xi!, B.G., s.d.; Yo te adoro!, B.G. , s.d.
Fontes: A Canção no Tempo - Jairo Severiano e Zuza Homem de Mello - Editora 34; Enciclopédia da Música Brasileira- Art Editora e Publifolha
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