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quinta-feira, abril 12, 2018

Os Mutantes - Biografia


Os Mutantes. Conjunto vocal e instrumental formado em 1966, em São Paulo SP, por Arnaldo (Arnaldo Dias Batista, São Paulo 1948—), piano, contrabaixo e composição; Sérgio (Sérgio Dias Batista, São Paulo 1951—), guitarra, violão e composição; e Rita Lee, flauta, harpa e composição.


O grupo começou com o nome de Wooden Faces, passando mais tarde a chamar-se Six Sided Rockers, com seis integrantes. Apresentaram-se em programas de televisão, como Astros do Disco e Jovem Guarda, ambos na TV Record, de São Paulo. Com a saída de três integrantes, o grupo mudou o nome para O Conjunto, e gravou um compacto pela Continental com o rock O suicida (de sua autoria). Trocando novamente o nome para Os Mutantes, estrearam na programa O Pequeno Mundo de Ronnie Von, na TV Record, em 1966.

Ainda nesse ano, fizeram o coro para a gravação de Nana Caymmi de Bom-dia (Gilberto Gil). Depois dessa experiência, foram convidados para acompanhar Gilberto Gil na música Domingo no parque, no III FMPB, da TV Record, em 1967. Nesse mesmo ano, lançaram pela Polydor o primeiro disco como Os Mutantes: um compacto com O relógio (de sua autoria).

Com Gilberto Gil, Caetano Veloso, Gal Costa, Tom Zé e Nara Leão, gravaram em 1968 o LP Tropicália ou Panis et circensis, pela Philips, e sozinhos, pela mesma gravadora, o seu primeiro LP Mutantes, com O relógio, Batmacumba (Gilberto Gil e Caetano Veloso) e Trem fantasma (com Caetano Veloso). No mesmo ano, acompanharam Caetano Veloso na música É proibido proibir, na eliminatória paulista do III FIC, da TV Globo, do Rio de Janeiro. Na parte final desse festival, defenderam, de autoria dos três, Caminhante noturno, que obteve o sétimo lugar.

Apresentaram também no IV FMPB, em 1968, as músicas Dom Quixote (de sua autoria) e 2001 (Rita Lee e Tom Zé). Em 1969, com o grupo baiano, fizeram um show na boate Sucata, no Rio de Janeiro, e lançaram o segundo LP Mutantes, onde interpretaram suas músicas Dom Quixote, Caminhante noturno e Algo mais. Nesse ano, foram à Europa e apresentaram-se no MIDEM, em Cannes, França, e em Lisboa, Portugal. De volta ao Brasil, fizeram o show O planeta dos Mutantes, no Teatro Casa Grande, no Rio de Janeiro. Voltaram à França para um espetáculo no Olympia, de Paris. O conjunto aumentou com a entrada do baterista Dinho e do baixista Liminha.

Em 1970 concorreram ao V FIC com a música Ando meio desligado (Arnaldo e Sérgio) e lançaram o LP A divina comédia com Ando meio desligado e Desculpe, baby (Arnaldo e Rita Lee).

Em 1971 lançaram pela Polydor o LP Jardim elétrico com a faixa-título, Technicolor e It’s very nice pra chuchu (todas de sua autoria). Em 1972, depois de apresentar Mande um abraço pra velha (de sua autoria) e lançar o LP No país dos Bauretz, o grupo se desfez com a saída de Rita Lee, que passou a atuar sozinha.

Em 1973 o conjunto reapareceu com Sérgio (guitarra), Liminha (baixo), Dinho (bateria) e Manito (teclados). Arnaldo lançou em 1974, pela Philips, um LP individual, Loki, com Será que eu vou virar bolor? e Cê tá pensando que eu sou loki? (ambas de sua autoria). Com a saída de Manito e Dinho do conjunto, em 1974, entraram Túlio (teclados) e Rui Mota (baixo). Em 1975, Liminha foi substituído por Antônio Pedro Medeiros e, com essa formação, lançaram os LPs Tudo foi feito pelo Sol, 1975, e Mutantes ao vivo, 1977; e um compacto, Cavaleiros negros, 1976, todos pela Som Livre.. Em 1982, Arnaldo Batista lançou seu segundo disco solo, Singin’ alone, pela gravadora independente Baratos Afins.

Pianista exímio, de formação erudita, Arnaldo é considerado o elo entre o pop tropicalista dos anos de 1960 e 1970 e o rock brasileiro renascido a partir da década de 1980. Por volta de 1988, o grupo norte-americano Toter Totz gravou um LP independente que incluiu vários samplers dos Mutantes e uma regravação de Batmacumba.

Em sua fase progressiva, sem Rita Lee, os Mutantes gravaram em 1973 o LP A e o Z, lançado somente em 1992. Em 1996 foi lançado o disco-tributo aos Mutantes, Triângulo sem bermudas, pela gravadora Natasha, com vários artistas, incluindo Kid Abelha, Pato Eu, Lulu Santos, Arnaldo Antunes e Planet Hemp, interpretando clássicos do grupo.


Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e Publifolha, SP, 1998.

domingo, fevereiro 18, 2018

Bandido corazon - Ney Matogrosso


Bandido Corazon (1976) - Rita Lee - Intérprete: Ney Matogrosso

LP Ney Matogrosso - Bandido / Título da música: Bandido Corazon / Rita Lee (Compositor) / Ney Matogrosso (Intérprete) / Gravadora: Continental / Ano: 1976 / Nº Álbum: 1.36.404.002 / Lado A / Faixa 1.


Tom: G

Int.: (G7+ C/D)

Am           D      G    G7+
Bandido, bandido corazón
    C/D
No deja de te amar
Am        D          G  G7+
Bandido, bandido corazón
C/D
No puedo controlar
A                         D
Quero te pedir minhas desculpas
B7                Em
Isso sempre acontece
A                            Am
Tenho um coração que é desvairado
D           G   G7+
E nunca me obedece
Am                        D
Eu já sou um cara meio estranho
B7                    Em
Alguém me disse isso uma vez
A                  Am
Meu coração é de cigano
D                            G
Mas o que salva é a minha insensatez

Estribilho

Am                   D
Eu que sempre fui chegado
B7                 Em
Ao romance e aventura
A                   Am
Eu talvez seja condenado
D                   G    Am
A viver perto da loucura
                                  D      B7
Por isso quero te pedir minhas desculpas
                  Em  A
Eu canto mais uma vez
                   Am
Meu coração é desvairado, eu sei
D                            G
Mas o que estraga é a sua timidez

Estribilho

Balada do Louco - Os Mutantes


Balada do Louco (1972) - Arnaldo Baptista e Rita Lee - Interpretação: Os Mutantes

LP Mutantes E Seus Cometas No País Dos Baurets / Título da música: Balada do Louco / Arnaldo Baptista (Compositor) / Rita Lee (Compositora) / Os Mutantes (Intérprete) / Gravadora: Polydor / Ano: 1972 / Nº Álbum: 2451 010 / Lado B / Faixa 1 / Gênero musical: Balada / Tropicalismo / Rock.


B7/4(9)    B7    D#°     E
Dizem que sou louco
D#°         B7     E
Por pensar assim
B7/4(9)             D#°    E
Se eu sou mui-to louco
D#°            B7     C#m
Por eu ser  feliz
C#m/B    Bbm7(b5)     A7M
Mas louco   é quem      me diz
E
E não é feliz
B7/4(9)                E
Não é feliz
B7/4(9)      B7     D#°     E
Se eles   são   bonitos
D#°        B7      E
Sou Alain Delon
B7/4(9)         D#°   E
Se eles são famosos
D#°        B7   C#m
Sou Napo-leão   
C#m/B  Bbm7(b5)   A7M        E        B7/4(9)
Mas louco é quem    me diz  e não é feliz       não é feliz           

E     E7              A    F#m      E7
Eu juro que é melhor       
A      F#m     E7
Não ser um normal
F#7                  B7
Se eu posso pensar     Que Deus sou eu  
E7                           A    E7    A    E7
(E, brrrrrrrrrl)     E, tchan, tchan, tchan!)


B7/4(9)    B7   D#°      E   
Se eles têm três carros
D#°        B7   E     
Eu posso voar
B7/4(9)         D#°    E
Se eles re-zam muito
D#°          B7     C#m
Eu já estou no céu
C#m/B    Bbm7(b5)    A7M
Mas louco  é quem     me diz
E
E não é feliz
B7/4(9)             E    E7
Não é feliz                

A    F#m     E7
Eu juro que é melhor           
A        F#m
Não ser um normal           
E7                 F#7
Se eu posso pensar
B7    E7     A     E7     A     E7
Que Deus sou eu 

B7/4(9)   B7       D#°   E
Sim, sou muito louco
D#°          B7    E
Não vou me curar
B7/4(9)         D#°   E
Já não sou o único
D#°           B7     C#m
Que encontrou a paz
C#m/B     Bbm7(b5)       A7M
Mas louco   é  quem        me diz
E
E não é feliz
B7/4(9)                E
Eu sou feliz!

quinta-feira, janeiro 04, 2018

Rita Lee - Biografia


Rita Lee Jones, cantora, compositora e instrumentista, nasceu em São Paulo no dia 31 de dezembro de 1947. Desde criança conviveu com a música, pois sua mãe tocava piano. Sem ter aprendido a tocar nenhum instrumento, aos dezoito anos formou um conjunto com mais quatro garotas, as Teen Age Singers, que participavam de shows e de festas colegiais.


Descobertas pelo cantor Tony Campello, passaram a fazer coro para as gravações dos Jet Blacks, Demetrius e Prini Lopez. Depois de conhecer Arnaldo Dias Batista, que tinha um conjunto, o Wooden Faces, começou a aprender contrabaixo, integrando mais tarde o grupo, que passou a se chamar Six Sided Rockers. Com a saída de três elementos, mudaram o nome para O Conjunto, gravando um compacto com o rock Suícida (com Arnaldo e Sérgio Dias Batista).

Rita Lee no Rock in Rio, em 1984

Em 1966 estrearam no programa O Pequeno Mundo de Ronnie Von, já com o nome de Os Mutantes. Em 1969 gravou seu primeiro LP individual, Build-up, pela Philips, sem deixar entretanto suas atividades no grupo, ao qual permaneceu ligada até 1972. Nesse ano, gravou seu segundo LP individual, Hoje é o primeiro dia do resto de sua vida, pela PhiIips.

No ano seguinte apresentou-se no show Phono 73, em dupla com a guitarrista e compositora Lúcia Turnbull, e formou o conjunto Tutti Frutti, com Lúcia e outros músicos, montando o show Tutti Frutti, dirigido pelo dramaturgo Antônio Bivar.

Em 1974 o novo grupo lançou o LP Atrás do porto tem uma cidade, pela Philips. Ainda nesse ano realizou um show no Teatro Teresa Raquel, no Rio de Janeiro, e percorreu o Brasil apresentando o disco. No ano seguinte, sem Lúcia Turnbull, o Tutti Frutti gravou seu segundo LP, Fruto proibido, na Som Livre, com as músicas de um show realizado em várias regiões do país.

Em 1977 o Tutti Frutti se desfez; gravou então, com Gilberto Gil o LP Refestança (Som Livre) incluindo suas parcerias com o compositor É proibido fumar, Refestança, De leve (versão de Get back, dos Beatles).

No final da década de 1970 e início da de 1980, com um estilo pop-rock característico, lançou seus maiores sucessos. Em 1979 passou a ter como parceiro o músico Roberto de Carvalho; lançaram o LP Rita Lee (Som Livre), com Doce vampiro, Chega mais e Mania de você, estas duas da dupla.


Em 1980 atingiu enorme sucesso com o LP Rita Lee, que incluiu, entre outras, Lança perfume e Caso sério, ambas em parceria com Roberto de Carvalho, além de Ôrra meu! e Baila comigo. Ainda no início dos anos de 1980, gravou Joujou e balangandãs, ao lado de João Gilberto.

Em 1982 lançou o LP Rita Lee & Roberto de Carvalho (Som Livre), que incluía os sucessos Flagra e Cor-de-rosa-choque, além da homenagem a João Gilberto, Brasil com S, todas composições da dupla. Em 1983, o LP Bombom, todo em parceria com Roberto de Carvalho, obteve grande repercussão. Nesse mesmo ano, realizou tournée por todo o Brasil, dando início aos mega-shows.


Em 1987 transferiu-se para a EMI, lançando o LP Flerte fatal. Em 1988 participou do filme Dias melhores virão, com Cacá Diegues, e gravou o LP Zona zen, sem muita repercussão.

Em 1992 fez sozinha o show e o LP Bossa and Roll, em que se aventurou pela bossa nova mas, em 1995, retornou ao rock debochado e apresentou o espetáculo A marca da Zorra, em parceria com Roberto de Carvalho. Em 1996, foi homenageada por Ná Ozzetti, que gravou o CD Lovelee Rita, só com suas músicas.

Em maio de 1997 recebeu o Prêmio Sharp de personalidade da música brasileira, pelo conjunto de sua obra tornando-se a primeira mulher a ganhar este prêmio. Em julho de 1997 lançou seu vigésimo sexto disco, Santa Rita de Sampa, pela Polygram.

Algumas músicas


Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e Publifolha, SP, 1998; MPB Compositores - Editora Globo.

sexta-feira, outubro 11, 2013

On the rocks

On The Rocks (1983) - Roberto de Carvalho e Rita Lee - Intérprete: Rita Lee

LP Bom Bom / Título da música: On The Rocks / Roberto de Carvalho (Compositor) / Rita Lee (Compositora) / Rita Lee (Intérprete) / Gravadora: Som Livre / Ano: 1983 / Nº Álbum: 403.6296 / Lado A / Faixa 1 / Gênero musical: Rock.


Tom: D 

E                   
Passo o dia inteiro 
       G              D   A
  imaginando o meu bem
    E               
Na cama, no chuveiro, 
       G                   D
  no trampo é sempre tão blasê.
A         B    G       A
É uma neurose, um overdose.
                   E G D A G
Sou dependente do amor
E                           G          D A
Meus amigos dizem que esta coisa vicia...
   E                         G         D
Andaram até jurando que era anorexia ê, ê...
A       B    G       A
Uma neurose, um overdose.
                    E G D A
Sou dependente do amor
E                        G                A
Baby, meu coquetel de paixão, com mel e limão,
         B             G             A
On the rocks, on the rocks, on the rocks.

segunda-feira, outubro 07, 2013

Saúde

Saúde (1982) - Roberto de Carvalho e Rita Lee - Intérprete: Rita Lee

LP Saúde / Título da música: Saúde / Rita Lee (Compositora) / Roberto de Carvalho (Compositor) / Rita Lee (Intérprete) / Gravadora: Som Livre / Ano: 1981 / Nº Álbum: 403.6243 / Lado A / Faixa 1 / Gênero musical: Rock.


Tom: A  

Intro: E4  E  E4  E  D4  D  D4  D

D            A
Me cansei de lero-lero
E                    A     G/B   Cº  A7/C#
   Dá licença mas eu vou sair do sério
D         A
Quero mais saúde
E                   D        A
   Me cansei de escutar opiniões
   E           E7      A7/4   A7
De como ter um mundo melhor
       D           D#º
Mas ninguém sai de cima
      A         F#
Nesse chove não molha
   Bm       C#m
Eu sei que agora
   D        C#7/4       F#m F#m7+ F#m7 Eb7/5- Dm7 F/G
Eu vou é cuidar mais de mim
A7+   F/G
F#7/4   E7/4
D         A
Como vai? Tudo bem
E                 A   G/B Cº    A7/C#
   Apesar contudo todavia mas porém
   D                    A
As águas vão rolar, não vou chorar
E                  D          A
   Se por acaso morrer do coração
E           E7     A7/4   A7
É sinal que amei demais
      D            D#º
Mas enquanto estou viva
A        F#
Cheia de graça
   Bm        C#m
Talvez ainda faça
   D        C#7/4   F#m F#m7+ F#m7 Eb7/5- Dm7 F/G
Um monte de gente feliz
A7+   F/G   A7+

domingo, outubro 06, 2013

Flagra

Flagra (1982) - Roberto de Carvalho e Rita Lee - Intérprete: Rita Lee

LP Rita Lee & Roberto De Carvalho / Título da música: Flagra / Rita Lee (Compositora) / Roberto de Carvalho (Compositor) / Rita Lee (Intérprete) / Gravadora: Som Livre / Ano: 1982 / Nº Álbum: 403.6266 / Lado A / Faixa 1 / Gênero musical: Rock.


Tom: A  

(intro) A C#7 D E E5+

                  A
No escurinho do cinema
                   C#7
Chupando drops de aniz
                     D
Longe de qualquer problema
                      Dm
Perto de um final feliz

                                A
Se a Deborah Kerr que o Gregory Peck
                    C#7
Não vou bancar o santinho
                   D
Minha garota é Mae West
                    Dm
Eu sou o Sheik Valentino

         C#m             F#m
Mas de repente o filme pifou
    C#m               F#m
E a turma toda logo vaiou
B7            C7    C#7      D7
Acenderam as luzes, cruzes!
    E
Que flagra!
    F#m
Que flagra!
    Gm  G#m Dm
Que flagra!

Banho de espuma

Banho de Espuma (1982) - Roberto de Carvalho e Rita Lee - Intérprete: Rita Lee

LP Saúde / Título da música: Banho de Espuma / Roberto de Carvalho (Compositor) / Rita Lee (Compositora) / Rita Lee (Intérprete) / Gravadora: Som Livre / Ano: 1981 / Nº Álbum: 403.6243 / Lado B / Faixa 1 / Gênero musical: Rock.


Tom: C7

C7             C7/4(9)
   Que tal nós dois
C7(9)                 F7M
   Numa banheira de espuma
D7/4(9) D7(9)    Gm7
     El cuerpo caliente
      C7       Gm7
   Um dolce farniente
       C7      A7/4(9)  A7(9)
   Sem culpa nenhu......ma
     Bb7M   
   Fazendo massagem
Bm7(b5)          F/C   Cm6/Eb
   Relaxando a tensão
D7/4(9)     D7(9)  Gm7
   Em plena vagabundagem
            C7
   Com toda disposição
F          Dm7(9)  Gm7
   Falando muita bobagem
                  C7       F      
   Esfregando com água e sabão

C7/4(9)  C7(9)  C7/4(9)  C7(9)  C7/4(9)  C7(9)  C7/4(9) 
 
C7             C7/4(9)
   Que tal nós dois
C7(9)                 F7M
   Numa banheira de espuma
D7/4(9) D7(9)    Gm7
     El cuerpo caliente
      C7       Gm7
   Um dolce farniente
       C7      A7/4(9)  A7(9)
   Sem culpa nenhu......ma
     Bb7M   
   Fazendo massagem
Bm7(b5)          F/C   Cm6/Eb
   Relaxando a tensão
D7/4(9)     D7(9)  Gm7
   Em plena vagabundagem
            C7
   Com toda disposição
F          Dm7(9)  Gm7
   Falando muita bobagem
                  C7       F      
   Esfregando com água e sabão
   Cm7            F7  Bb7M
   Lá no reino de Afrodite
     Dm7        G7    C7M
   O amor passa dos limites
   Cm7                F7  Bb7M
   Quem quiser que se habilite
     Dm7             G7   C7/4(9)  C7
   O que não falta é ape..tite!

quinta-feira, outubro 03, 2013

Roberto de Carvalho

Roberto de Carvalho (Roberto Zenóbio Affonso de Carvalho), compositor e instrumentista, nasceu no Rio de Janeiro, RJ, em 16/11/1952. Vivendo junto com Rita Lee desde 1976 (os dois se casaram em 13 de dezembro de 1996 no civil), mantém uma parceria musical muito bem sucedida com a cantora, tendo composto a seu lado grandes sucessos da música brasileira, como Lança perfume, Saúde, Jardins da Babilônia, Doce vampiro, Nem luxo, nem lixo, Flagra, Desculpe o auê, Mania de você, Caso sério, Baila comigo, Amor e sexo dentre outros.

O casal tem três filhos: Beto Lee, João e Antônio, nascidos em 1977, 1979 e 1981, respectivamente. Toca violão, teclado, guitarra, ajuda nos vocais e é maestro da banda de Rita.

Participou de uma das formações finais da banda Tutti Frutti. Embora sejam a maioria de suas composições parcerias com Rita Lee, Roberto já trabalhou com nomes como Ney Matogrosso, Jorge Mautner, Arnaldo Antunes e Arnaldo Jabor, entre outros. Além disso, em 1991, gravou um CD solo.
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Fontes: Wikipédia; Página oficial - www.RitaLee.com.br.

Alô, alô marciano

Alô, Alô Marciano (1980) - Roberto de Carvalho e Rita Lee - Intérprete: Elis Regina

LP Elis Regina – Saudade Do Brasil / Título da música: Alô, Alô Marciano / Rita Lee (Compositora) / Roberto de Carvalho (Compositor) / Elis Regina (Intérprete) / Gravadora: Elektra / Ano: 1980 / Nº Álbum: BR 32.054 / Lado A / Faixa: 3 / Gênero musical: MPB.


Tom: G  

Intro:  Em  F#m7  G7+  F#m7  F7+

Em            A/B
Alô, alô, marciano
  Em                A/B
Aqui quem fala é da Terra
Em          A/B
Pra variar estamos em guerra
 Em
                      A/C#
Você não imagina a loucura
        C7+               A/B
O ser humano tá na maior fissura
       Em
porque Tá cada vez mais
       Bb7/9
down o high society
Am          D7      G7+     C7+
Down, down, down O high society
F#m7        B7/9   Em      A/C#
Down, down, down O high society
C7+                Bm       E7
Down, down, down O high society
Am           D7
Down, down, down

Em            A/B
Alô, alô, marciano
        Em          A/B
A crise tá virando zona
Em                  A/B
Cada um por si todo mundo na lona
 Em                A/C#
E lá se foi a mordomia
          C7                 A/B
Tem muito rei aí pedindo alforria porque
 Em              Bb7/9
Tá cada vez mais down o high society

Em           A/B
Alô, alô, marciano
 Em                A/B
A coisa tá ficando russa
Em              A/B
Muita patrulha, muita bagunça
 Em                A/C#
O muro começou a pichar
           C7+             A/B
Tem sempre um aiatolá pra atola Alá
  Em             Bb7/9
Tá cada vez mais down o high society

quinta-feira, dezembro 29, 2011

Perigosa


Perigosa (1978) - Rita Lee, Roberto de Carvalho e Nelson Motta - Intérprete: As Frenéticas

LP Frenéticas / Título da música: Perigosa / Rita Lee (Compositora) / Roberto de Carvalho (Compositor) / Nelson Motta (Compositor) / As Frenéticas (Intérprete) / Gravadora: WEA / Ano: 1977 / Nº Álbum: BR 30.039 / Lado A / Faixa 1 / Gênero musical: Rock.


Tom: E

E          
Sei que eu sou bonita e gostosa 
    F# 
E sei que você me olha e me quer 
       E 
Eu sou uma fera de pele macia 
       F#                    B 
Cuidado, garoto, eu sou perigosa 
      A 
Eu tenho veneno no doce da boca 
      B 
Eu tenho o demônio guardado no peito 
      A 
eu tenho uma faca no brilho dos olhos 
      B 
eu tenho uma louca dentro de mim 

E 
Sei que eu sou bonita e gostosa 
    F# 
E sei que você me olha e me quer 
      E 
eu sou uma fera depele macia 
       F#                    B 
cuidado, garoto, eu sou perigosa 
      A 
eu posso te dar um pouco de fogo 
      B 
eu posso prender você meu escravo 
      A 
eu faço você feliz e sem medo 
      B 
eu vou fazer você ficar louco 
 
muito louco, muito louco 
                 E 
dentro de mim 
           A 
muito louco, muito louco 
                 E 
dentro de mim 
           A 
muito louco, muito louco 
                 E 
dentro de mim

Letra:

Eu sei que eu sou bonita e gostosa
E sei que você me olha e me quer
Eu sou uma fera de pele macia
Cuidado, garoto, eu sou perigosa

Eu tenho um veneno no doce da boca
Eu tenho um demônio guardado no peito
Eu tenho uma faca no brilho dos olhos
Eu tenho uma louca, dentro de mim

Eu sei que eu sou bonita e gostosa
E sei que você me olha e me quer
Eu sou uma fera de pele macia
Cuidado, garoto, eu sou perigosa

Eu posso te dar um pouco de fogo
Eu posso prender,você é meu escravo
Eu faço você feliz e sem medo
Eu fazer você ficar louco

Muito louco,
Muito louco, muito louco
Dentro de mim

Eu sei que eu sou bonita e gostosa
E sei que você me olha e me quer
Eu sou uma fera de pele macia
Cuidado, garoto, eu sou perigosa

Eu posso te dar um pouco de fogo
Eu posso prender,você é meu escravo
Eu faço você feliz e sem medo
Eu fazer você ficar louco

Muito louco,
Muito louco, muito louco
Dentro de mim

segunda-feira, junho 13, 2011

Arrombou a festa


Arrombou a Festa (1977) - Rita Lee e Paulo Coelho - Intérprete: Rita Lee e Tutti Frutti

Compacto simples (7") / Título da música: Arrombou A Festa / Rita Lee (Compositora) / Paulo Coelho (Compositor) / Rita Lee (Intérprete) / Tutti Frutti (Intérprete) / Gravadora: Som Livre / Ano: 1976 / Nº Álbum: 401.6094 / Lado A / Gênero musical: Rock.


Tom: G
Intr.: G

 G
Ai, ai, meu Deus, o que foi que aconteceu
      A        C     Cm   G    D
Com a música popular brasileira?
G 
Todos falam sério, todos eles levam a sério
      A        C         Cm      G
Mas esse sério me parece brincadeira 

   C
Benito lá de Paula com o amigo Charlie Brown
  D
Revivem nesses tempos o velho e chato Simonal
   C
Martinho vem da Vila lá do fundo do quintal
    D
Tornando diferente aquela coisa sempre igual

   C
Um tal de Raul Seixas vem de disco voador 
    D
E Gil vai refazendo seu xodó com muito amor
  C
Dez anos e Roberto não mudou de profissão
     D
Na festa de arromba ainda está com seu carrão

Parei pra pesquisar
 
 G
Ai, ai, meu Deus, o que foi que aconteceu
      A        C     Cm   G    D
Com a música popular brasileira?
G 
Todos falam sério, todos eles levam a sério
      A        C         Cm      G
Mas esse sério me parece brincadeira 

C 
O Odair José é o terror das empregadas
   D
Distribuindo beijos, arranjando namoradas 
  C
Até o Chico Anísio já bateu pra tu batê
       D
Pois faturar em música é mais fácil que entender
   C
Celly Campello quase foi parar na rua
     D
Pois esperavam dela mais que um banho de lua
    C
E o mano Caetano tá pra lá do Teerã
   D
De olho no sucesso da boutique da irmã

  G 
Bilú, bilú, fafá, faró, faró, tetéia
  A      C     Cm      G
Severina e o filho da véia
   A     C       Cm         G
A música popular brasileira
  A      C   Cm
A música popular

G 
Sou a garota papo firme que o Roberto falou 
   A      C   Cm
Da música popular
G
O tico-tico nu, o tico-tico cu, o tico-tico pá rá rá rá
A      C   Cm
Música popular
G
Olha que coisa mais linda, mais cheia de... 
A      C   Cm
Música popular
         G
Mamãe eu quero, mamãe eu quero
                 A      C       Cm     G
Mamãe eu quero a música popular brasilera
  G   D      G
Pega, mata e come!

terça-feira, outubro 23, 2007

Arnaldo Batista

Arnaldo Batista (Arnaldo Dias Baptista), cantor e compositor, nasceu em São Paulo-SP no dia 6 de julho de 1948. É mais conhecido por seu trabalho com Os Mutantes. Sua carreira musical tem início em 1962, quando ele forma com seu irmão Cláudio César o grupo The Thunders.

Em 1966, convida seu outro irmão, Sérgio Dias, a se juntar ao grupo Six Sided Rockers, que já contava com a presença de Rita Lee. O grupo daria origem aos Mutantes.

Ali ele desenvolve seus talentos de compositor e arranjador, mas depois de vários problemas e brigas internas, causadas principalmente por seu vício em drogas, ele sai da banda em 1973. Segue, então, carreira de produtor musical, mas o insucesso o motiva a tentar carreira solo.

Lança Lóki? em 1974, considerado seu melhor trabalho. Em 1977 recusa o convite de seu irmão Sérgio para retornar ao Mutantes, formando o grupo Patrulha do Espaço. O novo projeto não vai muito longe, apesar da gravação de um disco de estúdio que só seria lançado parcialmente dez anos depois com o nome de Elo Perdido, assim como uma gravação ao vivo de um show da banda (Faremos Uma Noitada Excelente).

Deixa a Patrulha em 1978, que continua no underground rockeiro. Em 1982 lança outro marco em sua carreira, Singin' Alone, altamente lisérgico, desesperado, decepcionado, obra que cria um rock profundamente experimental, geradora de novos padrões estéticos. No mesmo ano é internado na ala psiquiátrica do Hospital do Servidor Público de São Paulo devido a seu comportamento agressivo, causado pelo uso excessivo de drogas. Durante a internação Arnaldo sofre um acidente, caindo da janela do terceiro andar. Passou quatro meses e onze dias em coma, mas sobreviveu, com uma séria fratura no crânio que deixaria seqüelas permanentes. Continuou gravando.

Em 1987 lança sua mais radical experiência. Pelo selo independente Baratos e Afins sai a gravação caseira Disco Voador. A gravação é feita em dois canais e surge como um disco quase "terapêutico" para Arnaldo. Há de se considerar ainda, que em 1989, o produtor Carlos Eduardo Miranda produz o álbum tributo Sanguinho Novo - Arnaldo Baptista Revisitado com bandas ascendentes no rock nacional como Sepultura, Ratos de Porão entre outros nomes.

Em 1996 foi contratado pela gravadora Virgin para o relançamento de Singin' Alone. Aproveitou para regravar o clássico dos Mutantes Balada do louco, que foi lançado como faixa-bônus. Em 2004 lançou seu último trabalho solo de inéditas, Let It Bed, produzido por John Ulhoa, do Pato Fu.

Em 2006 ocorre o retorno do grupo Mutantes e Arnaldo volta a tocar ao lado do irmão Sérgio Dias e do baterista Dinho Leme após 33 anos de sua saída da banda e 30 do fim do grupo. Rita Lee, vocal feminino na formação original, e que fora casada com Arnaldo (especula-se que desentendimentos conjugais teriam levado a saída desta do grupo) não retorna à banda. Zélia Duncan aceita integrar o conjunto.

Esta formação recente durou até Setembro de 2007, quando Zélia comunicou sua saída do grupo para retomar sua carreira solo. Poucos dias depois do anúncio, Arnaldo comunicou que também deixaria a banda para cuidar de projetos pessoais.

Há quinze anos morando em um pacato sítio em Juiz de Fora, Minas Gerais com sua esposa Lucinha Barbosa, Arnaldo passa seu tempo pintando quadros, escrevendo, tocando e compondo.

Fonte: dados retirados da Wikipédia.

quarta-feira, outubro 10, 2007

Os Mutantes


Os Mutantes. Conjunto vocal e instrumental formado em 1966, em São Paulo SP, por Arnaldo (Arnaldo Dias Batista, São Paulo 1948—), piano, contrabaixo e composição; Sérgio (Sérgio Dias Batista, São Paulo 1951—), guitarra, violão e composição; e Rita Lee, flauta, harpa e composição.


O grupo começou com o nome de Wooden Faces, passando mais tarde a chamar-se Six Sided Rockers, com seis integrantes. Apresentaram-se em programas de televisão, como Astros do Disco e Jovem Guarda, ambos na TV Record, de São Paulo. Com a saída de três integrantes, o grupo mudou o nome para O Conjunto, e gravou um compacto pela Continental com o rock O suicida (de sua autoria). Trocando novamente o nome para Os Mutantes, estrearam na programa O Pequeno Mundo de Ronnie Von, na TV Record, em 1966.

Ainda nesse ano, fizeram o coro para a gravação de Nana Caymmi de Bom-dia (Gilberto Gil). Depois dessa experiência, foram convidados para acompanhar Gilberto Gil na música Domingo no parque, no III FMPB, da TV Record, em 1967. Nesse mesmo ano, lançaram pela Polydor o primeiro disco como Os Mutantes: um compacto com O relógio (de sua autoria).

Com Gilberto Gil, Caetano Veloso, Gal Costa, Tom Zé e Nara Leão, gravaram em 1968 o LP Tropicália ou Panis et circensis, pela Philips, e sozinhos, pela mesma gravadora, o seu primeiro LP Mutantes, com O relógio, Batmacumba (Gilberto Gil e Caetano Veloso) e Trem fantasma (com Caetano Veloso). No mesmo ano, acompanharam Caetano Veloso na música É proibido proibir, na eliminatória paulista do III FIC, da TV Globo, do Rio de Janeiro. Na parte final desse festival, defenderam, de autoria dos três, Caminhante noturno, que obteve o sétimo lugar.

Apresentaram também no IV FMPB, em 1968, as músicas Dom Quixote (de sua autoria) e 2001 (Rita Lee e Tom Zé). Em 1969, com o grupo baiano, fizeram um show na boate Sucata, no Rio de Janeiro, e lançaram o segundo LP Mutantes, onde interpretaram suas músicas Dom Quixote, Caminhante noturno e Algo mais. Nesse ano, foram à Europa e apresentaram-se no MIDEM, em Cannes, França, e em Lisboa, Portugal. De volta ao Brasil, fizeram o show O planeta dos Mutantes, no Teatro Casa Grande, no Rio de Janeiro. Voltaram à França para um espetáculo no Olympia, de Paris. O conjunto aumentou com a entrada do baterista Dinho e do baixista Liminha.

Em 1970 concorreram ao V FIC com a música Ando meio desligado (Arnaldo e Sérgio) e lançaram o LP A divina comédia com Ando meio desligado e Desculpe, baby (Arnaldo e Rita Lee).

Em 1971 lançaram pela Polydor o LP Jardim elétrico com a faixa-título, Technicolor e It’s very nice pra chuchu (todas de sua autoria). Em 1972, depois de apresentar Mande um abraço pra velha (de sua autoria) e lançar o LP No país dos Bauretz, o grupo se desfez com a saída de Rita Lee, que passou a atuar sozinha.

Em 1973 o conjunto reapareceu com Sérgio (guitarra), Liminha (baixo), Dinho (bateria) e Manito (teclados). Arnaldo lançou em 1974, pela Philips, um LP individual, Loki, com Será que eu vou virar bolor? e Cê tá pensando que eu sou loki? (ambas de sua autoria). Com a saída de Manito e Dinho do conjunto, em 1974, entraram Túlio (teclados) e Rui Mota (baixo). Em 1975, Liminha foi substituído por Antônio Pedro Medeiros e, com essa formação, lançaram os LPs Tudo foi feito pelo Sol, 1975, e Mutantes ao vivo, 1977; e um compacto, Cavaleiros negros, 1976, todos pela Som Livre.. Em 1982, Arnaldo Batista lançou seu segundo disco solo, Singin’ alone, pela gravadora independente Baratos Afins.

Pianista exímio, de formação erudita, Arnaldo é considerado o elo entre o pop tropicalista dos anos de 1960 e 1970 e o rock brasileiro renascido a partir da década de 1980. Por volta de 1988, o grupo norte-americano Toter Totz gravou um LP independente que incluiu vários samplers dos Mutantes e uma regravação de Batmacumba.

Em sua fase progressiva, sem Rita Lee, os Mutantes gravaram em 1973 o LP A e o Z, lançado somente em 1992. Em 1996 foi lançado o disco-tributo aos Mutantes, Triângulo sem bermudas, pela gravadora Natasha, com vários artistas, incluindo Kid Abelha, Pato Eu, Lulu Santos, Arnaldo Antunes e Planet Hemp, interpretando clássicos do grupo.


Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e Publifolha, SP, 1998.

sexta-feira, abril 14, 2006

Rita Lee


Rita Lee Jones, cantora, compositora e instrumentista, nasceu em São Paulo no dia 31 de dezembro de 1947. Desde criança conviveu com a música, pois sua mãe tocava piano. Sem ter aprendido a tocar nenhum instrumento, aos dezoito anos formou um conjunto com mais quatro garotas, as Teen Age Singers, que participavam de shows e de festas colegiais.


Descobertas pelo cantor Tony Campello, passaram a fazer coro para as gravações dos Jet Blacks, Demetrius e Prini Lopez. Depois de conhecer Arnaldo Dias Batista, que tinha um conjunto, o Wooden Faces, começou a aprender contrabaixo, integrando mais tarde o grupo, que passou a se chamar Six Sided Rockers. Com a saída de três elementos, mudaram o nome para O Conjunto, gravando um compacto com o rock Suícida (com Arnaldo e Sérgio Dias Batista).

Rita Lee no Rock in Rio, em 1984

Em 1966 estrearam no programa O Pequeno Mundo de Ronnie Von, já com o nome de Os Mutantes. Em 1969 gravou seu primeiro LP individual, Build-up, pela Philips, sem deixar entretanto suas atividades no grupo, ao qual permaneceu ligada até 1972. Nesse ano, gravou seu segundo LP individual, Hoje é o primeiro dia do resto de sua vida, pela PhiIips.

No ano seguinte apresentou-se no show Phono 73, em dupla com a guitarrista e compositora Lúcia Turnbull, e formou o conjunto Tutti Frutti, com Lúcia e outros músicos, montando o show Tutti Frutti, dirigido pelo dramaturgo Antônio Bivar.

Em 1974 o novo grupo lançou o LP Atrás do porto tem uma cidade, pela Philips. Ainda nesse ano realizou um show no Teatro Teresa Raquel, no Rio de Janeiro, e percorreu o Brasil apresentando o disco. No ano seguinte, sem Lúcia Turnbull, o Tutti Frutti gravou seu segundo LP, Fruto proibido, na Som Livre, com as músicas de um show realizado em várias regiões do país.

Em 1977 o Tutti Frutti se desfez; gravou então, com Gilberto Gil o LP Refestança (Som Livre) incluindo suas parcerias com o compositor É proibido fumar, Refestança, De leve (versão de Get back, dos Beatles).

No final da década de 1970 e início da de 1980, com um estilo pop-rock característico, lançou seus maiores sucessos. Em 1979 passou a ter como parceiro o músico Roberto de Carvalho; lançaram o LP Rita Lee (Som Livre), com Doce vampiro, Chega mais e Mania de você, estas duas da dupla.


Em 1980 atingiu enorme sucesso com o LP Rita Lee, que incluiu, entre outras, Lança perfume e Caso sério, ambas em parceria com Roberto de Carvalho, além de Ôrra meu! e Baila comigo. Ainda no início dos anos de 1980, gravou Joujou e balangandãs, ao lado de João Gilberto.

Em 1982 lançou o LP Rita Lee & Roberto de Carvalho (Som Livre), que incluía os sucessos Flagra e Cor-de-rosa-choque, além da homenagem a João Gilberto, Brasil com S, todas composições da dupla. Em 1983, o LP Bombom, todo em parceria com Roberto de Carvalho, obteve grande repercussão. Nesse mesmo ano, realizou tournée por todo o Brasil, dando início aos mega-shows.


Em 1987 transferiu-se para a EMI, lançando o LP Flerte fatal. Em 1988 participou do filme Dias melhores virão, com Cacá Diegues, e gravou o LP Zona zen, sem muita repercussão.

Em 1992 fez sozinha o show e o LP Bossa and Roll, em que se aventurou pela bossa nova mas, em 1995, retornou ao rock debochado e apresentou o espetáculo A marca da Zorra, em parceria com Roberto de Carvalho. Em 1996, foi homenageada por Ná Ozzetti, que gravou o CD Lovelee Rita, só com suas músicas.

Em maio de 1997 recebeu o Prêmio Sharp de personalidade da música brasileira, pelo conjunto de sua obra tornando-se a primeira mulher a ganhar este prêmio. Em julho de 1997 lançou seu vigésimo sexto disco, Santa Rita de Sampa, pela Polygram.

Algumas músicas


Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e Publifolha, SP, 1998; MPB Compositores - Editora Globo.