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sábado, outubro 05, 2013

Eu também quero beijar


Eu Também Quero Beijar (1981) - Moraes Moreira, Pepeu Gomes e Fausto Nilo - Interpretação: Pepeu Gomes

LP Pepeu Gomes / Título da música: Eu Também Quero Beijar / Moraes Moreira (Compositor) / Pepeu Gomes (Compositor) / Fausto Nilo (Compositor) / Pepeu Gomes (Intérprete) / Gravadora: WEA / Ano: 1981 / Nº Álbum: BR 22.023 / Lado A / Faixa 1 / Gênero musical: MPB.


Tom: C

Introd.: 4x C7 C7M C6 C7M C6 C7M C6 Bb6 Bb7M Bb6

                           Dm7
A flor do desejo e do maracujá
     G7            C
Eu também quero beijar
Haja fogo, haja guerra,
               Dm7
haja guerra que há
      G7            C
Eu também quero beijar
Do farol da Barra
             Dm7
ao Jardim de Alá
      G7            C
Eu também quero beijar
Da pele morena
          Dm7
daquela acolá
      G7            C  G7
Eu também quero beijar
 C       Dm7
Beijo a flor
                   G7
Mas a flor que eu desejo
                 C   F#5-/7
eu não posso beijar
F7M  Em7
Ai amor
               A7
Haja fogo, haja guerra,
               Dm7
haja guerra que há
      G7
Teu cheiro
 C       Dm7
É o marinheiro
              G7
do barco fantasma
             C   F#5-/7
que vai me levar
 F7M  Em7
Mundo inteiro
                  A7
Haja fogo, haja guerra,
              Dm7
haja guerra que há
    G7
Festejo...

(intro)

quinta-feira, setembro 01, 2011

Luiz Galvão

Luiz Galvão (Luís Dias Galvão), compositor e escritor, nasceu em Juazeiro, BA, em 1937. Mudou-se para Salvador, onde conheceu Moraes Moreira e Paulinho Boca de Cantor, com os quais criou o conjunto Os Novos Baianos em 1968.

Conhecia João Gilberto desde a adolescência em Juazeiro, o que permitiu que, quando os Novos Baianos fossem para o Rio de Janeiro após realizarem É Ferro na Boneca (1970) em São Paulo, ele contatasse o pai da bossa nova e este influenciasse todo o grupo, culminando no álbum mais aclamado deles, Acabou Chorare (1972).

Sua trajetória na música popular brasileira é extensa. Em 1968, Galvão participou do V Festival de Música Popular Brasileira, da TV Record (SP), com a canção De Vera (em parceria com Moraes Moreira), interpretada pelo grupo Novos Baianos.

Nos anos 70, transferiu-se para o Rio de Janeiro, onde passou a viver comunitariamente com todos os músicos do grupo, em um sítio localizado em Vargem Grande, onde gravaram Acabou chorare, comunicando-se constantemente com Gilberto.

Escreveu a maioria das canções gravadas pelo conjunto, musicadas por Moraes Moreira, entre elas Acabou chorare, Preta pretinha e Mistério do planeta. O grupo se desfez em 1978, voltando a se reunir no final do século passado, para a gravação do CD ao vivo Infinito Circular.

Publicou, em 1997, o livro Anos 70: Novos e Baianos, lançado pela Editora 34 (SP), relatando a trajetória do grupo.

Hoje em dia mora em Salvador e tem dois cd's de poesias inéditas, lançados de forma independente.

Obras

A menina dança (c/ Moraes Moreira), Acabou chorare (c/ Moraes Moreira), Besta é tu (c/ Moraes Moreira e Pepeu Gomes), Casca de banana que eu pisei (c/ Moraes Moreira), Colégio de Aplicação (c/ Moraes Moreira), De Vera (c/ Moraes Moreira), É ferro na boneca (c/ Moraes Moreira), Felicidade no ar (c/ Moraes Moreira), Mistério do planeta (c/ Moraes Moreira), Preta pretinha (c/ Moraes Moreira), Só se não for brasileiro nessa hora (c/ Moraes Moreira), Sorrir e cantar como Bahia (c/ Moraes Moreira), Swing de Campo Grande (c/ Moraes Moreira e Paulinho Boca de Cantor), Tinindo trincando (c/ Moraes Moreira), Um bilhete para Didi (c/ Moraes Moreira)

Fonte: Wikipedia.

segunda-feira, janeiro 03, 2011

Armandinho (Armando Macedo)

Armando Macedo
Armandinho (Armando Macedo), instrumentista, nasceu em Salvador, Bahia, em 22/5/1953. Filho de Osmar Macedo, o Osmar do Trio Elétrico de Osmar e Dodô, pioneiro dos trios elétricos do Carnaval baiano.

Começou a tocar aos 9 anos, e aos 10 já se apresentava com seu próprio Trio Elétrico Mirim. Em 1967, passou para a guitarra e formou seu primeiro conjunto, os Hell’s Angels, para tocar rock e músicas da jovem guarda.

Um ano depois, conquistou o primeiro lugar na fase eliminatória do programa A Grande Chance, de Flávio Cavalcanti e, em 1969, na finalíssima do concurso, ganhou repercussão nacional tocando bandolim, o que lhe valeu um contrato com a TV Tupi, do Rio de Janeiro, e a gravação de seu primeiro disco (CODIL). Em seguida, lançou pela mesma gravadora um compacto duplo e seu primeiro LP. 

Em 1973 gravou com Caetano Veloso O frevo do Trio Elétrico de Dodô e Osmar. No ano seguinte, o trio elétrico de seu pai passou a se denominar Trio Elétrico de Armandinho, Dodô e Osmar. A partir de 1975, iniciaram a gravação de vários LPs do Trio Elétrico, tendo como produtor e cantor convidado o compositor Morais Moreira. 

No mesmo ano, formou um grupo, que, inicialmente, acompanhou Moraes Moreira e mais tarde se firmou como A Cor do Som, gravando cinco LPs (todos pela Warner) e consagrando sucessos como Abria porta e Beleza pura. Ainda em 1975, desenhou a “guitarra-cavaquinho”, fabricada por Dodô, e que passou a usar no Trio Elétrico. 

Em 1978, o Trio Elétrico lançou o LP Ligação, pela Continental. Ainda em 1978, Armandinho iniciou sua carreira internacional, apresentando-se com A Cor do Som no Festival de Montreux, Suíça, e, três anos mais tarde, em NewYork, EUA. 

Em 1982 voltou a se dedicar exclusivamente ao Trio Elétrico e, no ano seguinte, lançou Armandinho e o Trio Elétrico Dodô e Osmar, pela Som Livre. Em 1984, o Trio Elétrico apresentou- se em Roma, Itália, e um ano depois foi contratado para fazer o carnaval de rua de Toulouse, na França. Em 1986, o Trio Elétrico fez shows na França e no México, durante a Copa do Mundo de Futebol. 

Em 1987, apresentou o espetáculo solo Armandinho em concerto, no Teatro Maria Betânia, em Salvador, e um show com Raphael Rabello, no Jazzmania, do Rio de Janeiro. Em 1988 apresentou-se ao lado de Moraes Moreira nos EUA. No ano seguinte, gravou o LP instrumental Brasileirô, com a participação de Raphael Rabello, Moraes Moreira e Paulo Moura, entre outros. 

Em 1990 voltou a se apresentar com o Trio Elétrico em Paris, França. Em 1994 participou de show com o grupo A Cor do Som, no Circo Voador, no Rio de Janeiro. Gravado ao vivo, o show recebeu o Prêmio Sharp de 1996. Ainda em 1996, levou o show Armandinho em concerto, para o Festival de Música de Jerusalém, Israel. 

Também em 1996 apresentou-se com o Trio Elétrico no Festival de Montreux e no Festival de Música de Tübingen, Alemanha. Essas foram as últimas apresentações internacionais de Osmar, que viria a falecer em junho de 1997. 

Nesse ano, além do reencontro do grupo A Cor do Som no Teatro Rival, no Rio de laneiro, lançou os CDs Brasileirô (Movieplay, reedição do disco de 1989), Armandinho e Época de OuroO melhor do chorinho ao vivo, pela CID, e Raphael Rabello e Armandinho — Em concerto. Em outubro do mesmo ano, participou do Free Jazz Festival, em São Paulo.

Após o Carnaval de 1998, recebeu a Ordem do Mérito da Bahia, no Grau de Cavaleiro.

Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e PubliFolha.

sábado, fevereiro 06, 2010

Besta é tu


Besta É Tu (1972) - Pepeu Gomes, Luiz Galvão e Moraes Moreira - Interpretação: Moraes Moreira - Participação: Novos Baianos

LP Acabou Chorare / Título da música: Besta É Tu / Pepeu Gomes (Compositor) / Moraes Moreira (Compositor) / Galvão (Compositor) / Moraes Moreira (Intérprete) / Novos Baianos (Part.) / Gravadora: Som Livre / Ano: 1972 / Nº Álbum: SSIG 6004 / Lado B / Faixa 3 / Gênero musical: Samba / MPB.


E                   B7
Besta é tu! Besta é tu!
E
Besta é tu! Besta é tu!
B7
Besta é tu! Besta é tu!
E
Besta é tu! Besta é tu!
B7
Besta é tu! Besta é tu!

Besta é tu!
E
Não viver nesse mundo
B7
Besta é tu! Besta é tu!

Besta é tu!
E
Se não há outro mundo...
B7
Porque não viver?
E
Não viver esse mundo
B7
Porque não viver?
E
Se não há outro mundo
B7
Porque não viver?
E
Não viver outro mundo...

E                E7/9
E prá ter outro mundo
A7M A6
É preci-necessário
G#m7   C#7/9
Viver! Viver contanto
F#m7          B7/9
Em qualquer coisa
Am7  D7/9       G7M G6
Olha só, olha o sol
Am7    D7/9   Bm5-/7 E7
O maraca domingo
Am7   D7/9   G7M G6
O perigo na rua...
Am7    D7/9     Bm7 E7/9
O brinquedo menino
Am7          D7/9
A morena do Rio
G7M              G6
Pela morena eu passo o ano
Am7
Olhando o Rio
D7/9
Eu não posso
Bm7      E7/9
Com um simples requebro
Am7             D7/9
Eu me passo, me quebro
Dm7 G7
Entrego o ouro...
C7M
Mas isso é só
Am7        F#m7    B7
Porque ela se derrete toda
F#m7         Dm7 G7
Só porque eu sou baiano
C7M
Mas isso é só
Am7        F#m7    B7
Porque ela se derrete toda
F#m7          E
Só porque eu sou baiano
B7
Besta é tu! Besta é tu!

quinta-feira, janeiro 10, 2008

Palavras ao vento

Marisa Monte

Palavras ao vento - Marisa Monte e Moraes Moreira

Ando por aí querendo te encontrar
Em cada esquina paro em cada olhar
Deixo a tristeza e trago a esperança
Em seu lugar
Que o nosso amor pra sempre viva
Minha dádiva
Quero poder jurar que essa paixão jamais será
Palavras apenas
Palavras pequenas
Palavras momento
Palavras, palavras
Palavras, palavras
Palavras ao vento

Chuva no brejo

Marisa Monte


Chuva no brejo - Moraes Moreira
A    D      C#m    Bm
Olha como a chuva cai
E7             A
E molha a folha aqui na telha
A     C#m    Bm
Faz um som assim
E7          A
Um barulhinho bom
A     C#m    Bm
Faz um som assim
E7          A
Um barulhinho bom
A     D
Água nova
C#m   Bm
Vida veio ver-te
E7        A
Voa passarinho
A      C#m   Bm
No teu canto canta
E7          A
Antiga cantiga
A      C#m   Bm
No teu canto canta
E7          A
Antiga cantiga

domingo, janeiro 06, 2008

Novos Baianos

Os Novos Baianos foram um exemplo lapidar de um grupo pautado na base cultural brasileira, mas com toda uma preocupação de ter um som com elementos universais. Ativo entre os anos de 69 e 79, o grupo lançou oito trabalhos que viraram marcos no contexto da música popular brasileira e até do rock brasileiro dos anos setenta.

Utilizando-se de diversos gêneros musicais brasileiros, o grupo cozinhou em seu caldeirão João Gilberto, Luiz Gonzaga, choro, afoxé, e toda a parafernália eletrica de Dodô a Jimmy Hendrix. Os Novos Baianos tornaram-se emblemáticos dentro da indústria cultural brasileira pela constante referência às matrizes musicais nordestinas incorporando também tangos, sambas e boleros, operando a clássica infusão tropicalista, divulgada alguns anos antes pelos seus conterrâneos tropicalistas Caetano Veloso, Gal Costa, Gilberto Gil e Tom Zé.

Influenciados pela contracultura e pela emergente Tropicália, Luiz Dias Galvão (Juazeiro/Ba, letras) Moraes Moreira (Antônio Carlos de Moraes Pires Moreira -Ituaçu/Ba, 08/07/47), Paulinho Boca de Cantor (Paulo Roberto de Figueiredo -Santa Inês/Ba, 28/07/47), Baby do Brasil - ex-Baby Consuelo (Consuelo Bernadete Dinorah de Carvalho Cidade -Niterói/RJ, 12/05/52) tocam juntos pela primeira vez em Salvador, no show Desembarque dos Bichos Depois do Dilúvio, em 69. Ainda neste ano se inscrevem no V Festival de MPB da TV Record, com a música De Vera.

Primeiro LP com influência Tropicalista

O primeiro disco é tido como um petisco tropicalista para os colecionadores e marca a estréia musicada do poeta Galvão, que com seu lirismo louco e canábico soube retratar bem os vários temas ligados à sua geração e que mantém elo identificatório até com as gerações mais novas. Estrada, futebol, as ladeiras e belezas da Bahia, tudo foi cantado pela lira juazeirense de Galvão.

Nas apresentações em palco e gravações, o grupo era acompanhado inicialmente pelo grupo "Os Leifs" , do qual faziam parte Pepeu Gomes e seu irmão baterista, Jorginho Gomes. O guitarrista Pepeu Gomes, que logo iria s casar com a vocalista da banda, ao se incorporar definitivamente ao grupo, passa, juntamente com Moraes Moreira, a ter um papel de arranjador musical no Novos Baianos, o que ficou mais perceptível nos últimos discos.

Em 71, se fixam no Rio de Janeiro em uma cobertura e no ano seguinte mantém contato com João Gilberto, que passa alguns dias com eles. Sobre o episódio, Galvão comentaria mais tarde que, quando viu um senhor usando terno e gravata, achou que se tratava de um agente da Polícia Federal.

O estouro nacional com o segundo LP

A influência do já consagrado bossanovista foi sentida no próximo album, o clássico Acabou Chorare ,lançado pela Som Livre, e seria decisiva em outros albuns quando se tentou uma fusão de rock com MPB. Este disco se configurou no único momento de carreira da banda em que foram unanimidade de público e crítica.

A projeção nacional vem com os hits, Preta Pretinha , Besta é tu e a regravação de Brasil pandeiro, homenagem do grupo a outro baiano, o compositor santoamarense , Assis Valente.

Por essa época, o grupo incorpora à sua formação o subgrupo A Cor do Som, composto por Pepeu Gomes, seu irmão Jorginho Gomes (Jorge Eduardo de Oliveira Gomes -Salvador/Ba, 23/08/54) na bateria, Dadi (Eduardo Magalhães de Carvalho - Rio de Janeiro/RJ, 16/08/52), no baixo; e José Roberto Martins Macedo (São Paulo, 15/08/50), o Baixinho, na percussão e Bolacha (Carlos Alberto Oliveira) na percussão. O subgrupo acaba por servir de sólida base ritmica para o som elétrico dos Novos Baianos.

Com este novo núcleo eles tinham um regional onde os vários membros tocam percussão, bandolim, cavaquinho e pandeiro passeando prelos choros, rocks frevos e baiões como se tudo isso tivesse nascido junto . O núcleo vocal era formado por Baby Consuelo, Moraes e Paulinho Boca de Cantor.

Em 73, já fixados num sítio no bairro de Jacarepaguá, no Rio de Janeiro, passam a dividir o tempo entre a música e futebol contando com a presença de visitantes ilustres como o ex-atacante do Flamengo, Afonsinho. Neste aspecto, os Novos Baianos conseguiram realizar uma obra de qualidade duradoura e inovadora, em termos rítmicos e líricos.

Em pleno clima de fechamento das liberdades democráticas por conta do regime militar, viviam como uma comunidade quase que anárquica. Fruto dessa convivência existencial e artística, o grupo lança o álbum Novos Baianos Futebol Clube, de 73, lançado pela Continental.

Destaques desse LP são as faixas: O samba da minha terra, de Dorival Caymmi, numa releitura com arranjos que se dissolvem numa orgia de guitarras; e Alimente, um chorinho-baião instrumental. No ano seguinte, lançam Novos Baianos, ainda com Moraes Moreira, que parte para carreira-solo. Este álbum tem como destaque a faixa O rei da Bola, um frevo afro de Moraes, Pepeu e Galvão, que homenageia o futebol brasileiro.

O início do fim

Desfalcado de Moraes, co-autor da maioria das letras em parceria com Galvão, os Novos Baianos tem na figura de Pepeu Gomes o seu eixo instrumental, fato que fica perceptível no álbum seguinte Vamos para o Mundo. O grupo ganha o reforço do dançarino Gato Félix para dar maior enfoque cênico às apresentações. Neste álbum predominam as faixas instrumentais que são calcadas no choro, samba, baião e outros gêneros enraizados na cultura popular nordestina.

O próximo álbum, Caia na estrada e perigas ver pela gravadora Tapecar traz a regravação samba eletrizado Ziriguidum de Jackson do Pandeiro, e o choro Brasileirinho, de Waldir Azevedo. A faixa-título, um frevorock-carnavalizado, tem a letra baseada nos dísticos escritos em fundos de caminhões.

Em 76, Dadi deixa os Novos Baianos e forma um novo A Cor do Som, sendo substituído por outro irmão de Pepeu, Didi (Eduardo Gomes Oliveira Salvador/Ba ). As modificações na formação da banda incluem, também, a entrada de Charles Negrita na percussão e a saída de Gato Félix.

Já enfraquecidos pelo processo embrionário das carreiras-solo de Pepeu, Baby e Paulinho, o grupo lança, em 77, um disco cheio de frevos e sambas carnavalescos chamado Praga de Baiano. Neste momento os Novos Baianos já tinham se tornado uma banda de trio elétrico do carnaval de Salvador, tendo sido Baby a primeira cantora a cantar neste tipo de evento.

O último trabalho, Farol da Barra, lançado em 78, traz o último sucesso do grupo, a bossa que é a faixa título, parceria de Caetano Veloso e Galvão. Além disso dois compositores da tradicional MPB são homenageados: Ary Barroso, com Isto aqui, o que é? Dorival Caymmi com Lá vem a baiana. No ano seguinte, os integrantes do grupo de forma consensiosa resolvem encerrar as atividades.

Em 87, Baby , Pepeu, Morais e Paulinho Boca de Cantor voltam a se reunir para uma única apresentação na Concha Acústica do Teatro Castro Alves (TCA) na reabertura do espaço. Outro reencontro acontece no Carnaval de 90, quando Baby, Pepeu, Moraes e Paulinho cantam num trio elétrico nas ruas de Salvador. Neste mesmo ano, Moraes e Pepeu retomam a antiga parceria num novo LP e numa turnê pelo Brasil.

Em 97, o poeta, letrista e cantor Galvão depois de publicar a autobiografia do grupo intitulada Anos 70: Novos e Baianos consegue reunir a formação original da banda e lançar o CD (duplo) Infinito Circular, que reúne antigas e novas composições do grupo, dentre elas a faixa-título, cantada por Galvão, que faz um resumo da ideologia libertária destes. Para os velhos fãs, clássicos cantados por Moraes, Paulinho, Pepeu e Baby. O futuro do grupo de acordo com as últimas declarações depende da disponibilidade de tempo oferecida pelos projetos individuais de cada membro dos "Novos Baianos".

quinta-feira, abril 13, 2006

Moraes Moreira

Antônio Carlos Moreira Pires nasceu em Ituaçú BA em 08 de Julho de 1947. Desde cedo tocava sanfona, que mais tarde substituiu pelo violão e pela guitarra. Em 1966 mudou-se para Salvador BA e entrou em contato com o rock and roll, e também com as criações de Gilberto Gil, Caetano Veloso, Chico Buarque, Edu Lobo.


Arranjou emprego num banco, e em noitadas de violão na própria pensão onde morava, conheceu Paulinho Boca de Cantor e Luís Galvão, com os quais criaria o grupo Os Novos Baianos, que estreou em 1968.

Em 1975 deixou o grupo para seguir carreira individual. Em 1976 fez grande sucesso no Carnaval baiano, como cantor do Trio Elétrico de Dodô e Osmar. Lançou em 1978 Pombo correio, que se tornou grande êxito carnavalesco nacional.

A partir de 1983, passou a desenvolver o Projeto Brasil, uma série de shows pelas capitais do pais, com repertório carnavalesco, frevos e marchas como Grito de guerra e Festa do interior.

Comemorou 50 anos de idade em 1997, com o CD Estados, que incluiu o sucesso Sinal de vida. Lançou também pela Virgin o CD 50 Carnavais, com sete inéditas e cinco regravações de antigos sucessos.

Algumas músicas:



Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e Publifolha