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domingo, março 25, 2018

Paulo Barbosa - Biografia

Paulo Barbosa, compositor, nasceu no Rio de Janeiro-RJ em 29/04/1900 e faleceu na mesma cidade em 04/12/1955.

Irmão do sambista Luís Barbosa e do comediante Barbosa Júnior compôs valsas como Cortina de veludo, com Osvaldo Santiago e Italiana com José Maria de Abreu e Osvaldo Santiago.

Em 1936, Carlos Galhardo gravou na Columbia a valsa Cortina de veludo e a canção Cantiga de ninar. No ano seguinte, o mesmo Carlos Galhardo gravou a valsa Italiana, Moacir Bueno da Rocha as valsas Tapete persa e Um beijo em cada dedo, parcerias com Osvaldo Santiago e o Bando da Lua a Marchinha do grande galo, parceria com Lamartine Babo, grande sucesso carnavalesco.

Em 1938, Castro Barbosa gravou a marcha Branco não tem coração, outra parceria com Osvaldo Santiago. No ano segunte, compôs com Silvino Neto a marcha Senhorita Pimpinela, gravada pelo próprio Silvino Neto na Victor.

Em 1940 compôs o samba Samba lelê e com Silvino Neto a marcha Laranja seleta, ambas gravadas por Carlos Galhardo na Victor. Em 1944, Dircinha Batista gravou a marcha Voltemos à Viena, parceria com Osvaldo Santiago e o samba Alarga a rua, parceria com Roberto Martins e Osvaldo Santiago.

Um de seus principais intérpretes foi o cantor Carlos Galhardo que gravou entre outras, as valsa Mulher, parceria com Rosa Floresta e Torre de marfim,parceria com José Maria de Abreu e Osvaldo Santiago.


Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e Publifolha, SP, 1998.

sábado, março 03, 2018

Luís Barbosa - Biografia

Luís Barbosa (Luís dos Santos Barbosa), cantor e compositor, nasceu no Rio de Janeiro, RJ, em 07/07/1910 e faleceu, na mesma cidade,em 08/10/1938. Irmão do compositor Paulo Barbosa, do humorista e cantor Barbosa Júnior e do radialista Henrique Barbosa, começou sua carreira na Rádio Mayrink Veiga, no Esplêndido Programa, de Valdo Abreu, em 1931, logo se destacando por sua personalidade na interpretação de sambas, reforçada pela novidade da utilização de “breques”.

Foi também o introdutor do chapéu de palha como acompanhamento rítmico, nos programas de rádio e em gravações. Seus primeiros sucessos foram as interpretações de Caixa Econômica (Nássara e Orestes Barbosa) e Seu Libório (João de Barro e Alberto Ribeiro).

Em 1931 gravou na Odeon seus primeiros discos: os sambas Meu santo (Pedro Brito), Silêncio (Vadico), Não gostei de seus modos (Amor) e Sou jogador (de sua autoria), e as marchas Vem, meu amor (Pedro Brito e Milton Amaral) e Pega, esta também de sua autoria.

Na Victor, em 1933, gravou o primeiro samba de Wilson Batista, Na estrada da vida, e em seguida o samba Adeus, vida de solteiro, além do samba-canção Jamais em tua vida, ambos do compositor e pianista Mano Travassos de Araújo, que o acompanhou ao piano. No mesmo ano, a convite de Jardel Jércolis, passou a se apresentar todas as noites no Teatro Carlos Gomes, cantando juntamente com Deo Maia o samba No tabuleiro da baiana (Ary Barroso), que seria gravado por ele em dupla com Carmen Miranda, na Odeon, em 1937.

Em seguida gravou, na Victor, a marcha Quem nunca comeu melado (com Jorge Murad), o samba Bebida, mulher e orgia (Luis Pimentel, Anis Murad e Manuel Rabaça), o samba Cadê o toucinho e a marcha Eu peço e você nao dá (ambos de Nássara e Antônio Almeida), e os sambas Lalá e Lelé (Jaime Brito e Manezinho Araújo), Risoleta (Raul Marques e Moacir Bernardino), Perdi a confiança (Rubens Soares e Ataulfo Alves) e Já paguei meus pecados (Leonel Azevedo e Germano Augusto).

Entre 1935 e 1937 gravou uma série de sambas de breque de Antônio Almeida e Ciro de Sousa, com acompanhamento ao piano de Mário Travassos de Araújo. No Carnaval de 1936, fez sucesso com a gravação da marchinha de Antônio Almeida e A. Godinho Ó! ó! não, que inicialmente era um anúncio da Drogaria Sul-Americana, do Rio de Janeiro.

A vida de boêmio interrompeu o sucesso de sua curta mas extraordinariamente marcante carreira, tendo morrido tuberculoso em casa de sua família, na Tijuca, em 1938.


Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e Publifolha, SP, 1998.

sexta-feira, fevereiro 02, 2018

Seja breve - Luís Barbosa e João Petra de Barros

Seja Breve (samba, 1932) - Noel Rosa - Intérpretes: João Petra de Barros e Luís Barbosa

Disco 78 rpm / Título da música: Seja breve / Rosa, Noel, 1910-1937 (Compositor) / Barros, João Petra de, 1915-1948 (Intérprete) / Barbosa, Luís, 1910-1938 (Intérprete) / Imprenta [S.l.]: Victor, 1933 / Nº Álbum 33701 / Lado A / Gênero musical: Samba.


Tom: D

      A7M  E7     A7M
Seja breve, seja breve
          E7                 A7M
Não percebi porque você se atreve
      F#7(b13)   F#7(b9) Bm7 Gm6
A prolongar sua conversa mole
      Bm7 Dm6    A7M
Seja breve, não amole
       Bm7                 C#m7
Senão acabo perdendo o controle
  F#7           B7          E7   A7M
E vou cobrar o tempo que você me deve

      A7M  E7     A7M
Seja breve, seja breve
          E7                 A7M
Não percebi porque você se atreve
      F#7(b13)   F#7(b9) Bm7 Gm6
A prolongar sua conversa mole
      Bm7 Dm6    A7M
Seja breve, não amole
       Bm7                 C#m7
Senão acabo perdendo o controle
  F#7           B7          E7   A7M
E vou cobrar o tempo que você me deve

       E7(9)        E7(#9)    E7   E7(#9)
Eu me ajoelho e fico de mãos postas
       E7(9)      E7(#9)   E7   E7(#9)
Só para ver você virar as costas
        E7(9)      E7(b9)  A7M
E quando vejo que você vai longe
       Bm7               C#m7         E7
Eu comemoro sua ausência com champanhe
             A7M       E7    A7M
Deus lhe acompanhe (e vá com Deus)
      A7M      E7       A7M
Seja breve (e vê se não volta)

      A7M
Seja breve
         Bm7                 C#m7
Não percebi porque você se atreve
      F#7(b13)           Bm7 Gm6
A prolongar sua conversa mole
      Bm7 Dm6    A7M
Seja breve, não amole
       Bm7                 C#m7
Senão acabo perdendo o controle
  F#7           B7          E7   A7M
E vou cobrar o tempo que você me deve

     E7(9)      E7(#9)  E7 E7(#9)
A sua vida nem você escreve
      E7(9)      E7(#9)    E7 E7(#9)
E além disso você tem mão leve
       E7(9)      E7(b9)   A7M
Eu só desejo ver você nas grades
         Bm7                C#m7      D7M
Pra te dizer baixinho sem fazer alarde
 E7       A7M             D7M
Deus lhe guarde (e vá com Deus)
 E7   A7M  D7M E7
Seja breve

Vou conservar a porta bem fechada
Com um cartaz: "é proibida a entrada"
E você passa a ser pessoa estranha
Meu bolso fica livre dos ataques seus
Graças a deus

segunda-feira, dezembro 09, 2013

Os três Barbosa

O cantor, o compositor e o engraçado...


Três, — diz um provérbio, — o diabo os fez... Isto, certo, não se aplica as “trincas” que se apresentam no “broadcasting” brasileiro. Quem não sabe, por aí, da existência das três Miranda, — Carmen, Aurora e Cecília? Das três Batistas, que não são irmãs de sangue, mas o são de arte — Dircinha, Linda e Marília? E dos três Barbosa, — Paulo, Luiz e Barbosa Júnior?

Certo, não há um só radiouvinte que não as conheça. A trinca Miranda deixou agora de ser trinca. Passou a quadra, com a incorporação de mais um elemento, Oscar Miranda, irmão das três cantoras, do “broadcasting”, na Rádio Mayrink Veiga. Os três Barbosa, como os Três Reis Magos, continuam, porém, a ser apenas três, embora cada um deles valha por quatro ou cinco.

Dos três Barbosa, o Júnior, paradoxalmente, é primeiro, na ordem com que vieram ao mundo.

— Barbosa Júnior?

— Hein?

— Como vai passando?

— Eu? Bem —... Bem. Depois que fiquei bom, melhorei um pouquinho...

É essa a sua chave de irradiação. Ficou logo popularíssima a sua entrada de programa, o sinal de sua presença no “broadcasting”. O público já sabe que é para rir e ri mesmo, com suas anedotas, seus “sketches”, suas paródias musicais. Barbosa Júnior tem feito teatro e cinema. No teatro, deu-nos um Carlito estupendo, numa peça de Henrique Pongeti. No cinema, pode-se dizer que foi um achado. No rádio, uma descoberta. Barbosa Júnior é engraçado por natureza. Damos aqui o testemunho de sua mamãe:

— O "Tutu” desde pequeno que é engraçado...

"Tutu" é o apelido familiar do mais velho dos três Barbosa, o Júnior...

O segundo é Paulo. Como o apóstolo, sabe ele que Roma não se fez num dia.

Por isso mesmo, vai pouco a pouco construindo sua reputação de compositor. É o homem que nos deu a célebre “Caninha verde”, do Carnaval passado, e que agora nos vai dar as marchas “Carlota”, “Olé, Carmen”, “Sou da folia”, “Casaquinho de tricô”, e outras, algumas das quais já gravadas por Carmen Miranda, José Lemos, Manoel Monteiro e Barbosa Júnior.

O terceiro Barbosa é Luiz, que, de fato, devia ser o júnior, como mais novo que é. Luiz Barbosa é um dos sambistas máximos do Brasil, é o Maurice Chevalier da nossa música popular, homem que elevou o chapéu de palha à categoria de instrumento musical, situando-o entre o tamborim e a cuíca. Nasceu em Macaé, a terra de Washington Luís, e ganhou há pouco, um concurso no Espírito Santo, para inauguração da Rádio Chanaan.

Dos três Barrymore, John, Ethel e Lionel, diz a imprensa americana que formam a “royal family da Broadway”. E os três Barbosa não serão o mesmo, para o nosso meio radiofônico?


Fonte: Carioca, de 04/01/1936.

quarta-feira, março 14, 2012

O Libório das três vizinhas

Luís Barbosa
Não. O Libório, aquele que tinha (ou tem) como vizinhas Manon, Margô e Fru-Fru não é o mesmo Libório (“Dr.”) que foi, no dizer de um conceituado matutino: “o primus inter pares dos carnavalescos suburbanos”. Esse, o momesco, foi paredro do desaparecido Pingas, grêmio que no Engenho de Dentro disputava a primazia na localidade durante os festejos dedicados ao soberano da galhofa. O outro foi um tipo imaginado pelos seus criadores, os famosos compositores João de Barro (Braguinha) e Alberto Ribeiro, aos quais se deve um punhado de bonitas e bastante difundidas canções até hoje relembradas.

Houve, no entanto, em 1935 e 1936, quando Luiz Barbosa lançou o sambinha satírico que relatava a estória do feliz personagem de vizinhança tão desejada por muitos, quem supusesse tratar-se do folião suburbano. Os que conheceram o “Dr. Libório” dos seus agitados tempos de carnavalesco incansável, sempre preocupado em sobrepujar os temidos rivais arregimentados no Pepinos, agremiação também existente na referida localidade, pensaram ser ele o focalizado. Nada disso. O Libório que “mandava” nas vizinhas, irradiante de felicidade, ignorava inteiramente o seu homônimo de intensa atuação foliã nos dias de 1913 a 1916.

Assim nasceu Libório

Convocados a depor “como, quando e onde” nasceu o Libório de vizinhas tão sedutoras apesar de sua diversidade (uma lourinha, outra queimadinha), Alberto e Braguinha afirmaram: “Foi ao acaso, uma brincadeira, imaginação.” Houve, porém, alguém (o “alguém” que se ligou ao ricaço coronel Limoeiro) sugerindo o tipo, a figura. “Um casal, ele aparentando 60 anos, ela 50, ambos sempre bem trajados, que passavam todas as tardes pela Cinelândia, deu-nos a idéia do sambinha”, ajuntaram, depois, os autores esclarecendo. Libório, nome fácil, sonante, surgiu espontaneamente e fixaram-no em definitivo para a canção.

Dias depois, Luiz Barbosa, cançonetista que juntava à sua interpretação o saber tamborilar com mestria o chapéu de palha, tinha em mãos a letra do sambinha com o qual deveria aparecer num filme produzido por Wallace Downey. Fita despretensiosa, de uma série realizada por esse cineasta norte-americano em nosso país com o fito de aproveitar os melhores intérpretes de música popular, ela logrou plenamente o objetivo visado. O saudoso ritmista do “palheta” tornou-se a principal atração cantando bem ao seu jeito: “Seu Libório tem três vizinhas:/ Manon, Margô e Fru-Fru,/ Saem todas as tardinhas/ Carregando o seu lulu...“.

O Libório das vizinhas e o outro

Descritiva, contando um pouco da vida amorosa de um homem certamente invejado pela graciosa vizinhança de que desfrutava, a letra posta em música fácil e graciosa prosseguia: “Ninguém sabe o que elas fazem,/ Porém todo mundo diz/ Que Seu Libório é quem manda./ Como o Libório é feliz!”. E, inegavelmente, o personagem assim apresentado deveria, como já proclamava a gíria, “estar com tudo e muito prosa”. Orgulho, contudo, bem diverso daquele que desfrutava seu homônimo, o carnavalesco do Engenho de Dentro, sem Manon, Margô e Fru-Fru nas proximidades, desejoso apenas de ver o Pingas derrotar o Pepinos nos desfiles alegóricos.

Numa época em que o Carnaval suburbano, mesmo no longínquo Realengo ou Santa Cruz, se realizava com grande animação tendo um punhado de sociedades que buscava cada qual a primazia, o “Dr. Libório” era inteiramente dedicado a Momo. No Engenho de Dentro, não só na Rua Dr. Manoel Victorino onde tinha sede o Pingas Carnavalescos, ou na Dr. Niemeyer em que estava instalado o Pepinos Carnavalescos, todos reconheciam sua fibra foilônica. A afanosa atividade clubística não lhe deixava tempo para atentar nas vizinhas que passeavam com ou sem “lulus”.

A homonímia e a suposição


Quando entre 1936 e 1938, já bem divulgado pelo cinema e rádio, através da interpretação de Luiz Barbosa, assim como pelo disco na voz do saudoso Vassourinhas, o retrato musical do Libório se tornou conhecidíssimo de toda a cidade, o nome do personagem também se popularizou. No Engenho de Dentro já não havia aquelas costumeiras reuniões, que em janeiro e fevereiro tinham como ponto de preferência a Confeitaria Paris para onde convergiam os carnavalescos do local. O Carnaval suburbano em franca decadência tinha ali apenas a velha guarda saudosa dos tempos movimentados do primeiro e segundo decênio deste século.

Foi, pois, um veterano, um daqueles que conheceram o “Dr. Libório” em seus tempos de dedicado ao Pingas quem levantou a suposição de ter sido ele o inspirador da parceria João de Barro-Alberto Ribeiro. Boêmio, tendo sempre galanteios para dirigir às moças que freqüentavam os bailes de sua agremiação, o carnavalesco poderia ter sugerido, com alguma invencionice dos compositores, a existência das três vizinhas e de seu cãozinho. Nos trens, nos bondes, nos encontros de rua, os antigos moradores que encontraram, muitas vezes, o “Dr. Libório” sobraçando o “livro de ouro” à cata de numerário para o Carnaval viram-no glosado na canção.

O personagem real e o imaginado

Braguinha e Alberto Ribeiro, a dupla de compositores que se formou por iniciativa de Mangionne, pois foi esse conhecido editor de músicas que apresentou um ao outro, jamais ouviram falar do “Dr. Libório” do Engenho de Dentro. O casal que lhes inspirou o samba satírico, malicioso, em sua costumeira passagem pelo bairro onde Francisco Serrador instalou a Cinelândia, também nunca lhe disse o nome pelo qual ele e ela atendiam. Libório aflorou na imaginação dos autores no momento em que Downey lhes pediu uma composição para o Luiz Barbosa cantar em “Alô, Alô, Brasil?” ou “Alô, Alô, Carnaval!” (eles não recordam qual).

Quando, agora, se lhes falou do “Dr. Libório”, classificado pelo famoso cronista Vagalume nas colunas do Jornal do Brasil como primus inter pares dos carnavalescos suburbanos, ficaram surpreendidos. Um deles, o João de Barro, teve então a frase oportuníssima ao conhecer a confusão que se teria estabelecido entre o Libório (apelido dado ao folião Coelho, do Engenho de Dentro) e o outro criado por ele e Alberto Ribeiro: “o personagem entrou na estória”. Não evocou Pirandello, mas quis, evidentemente, recordar aquelas seis pessoas que procuravam um autor. 

(O Jornal, 24/3/1963)
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Fonte: Figuras e Coisas da Música Popular Brasileira / Jota Efegê. - Apresentação de Carlos Drummond de Andrade e Ary Vasconcelos. — 2. ed. — Rio de Janeiro - Funarte, 2007.

terça-feira, setembro 04, 2007

Paulo Barbosa

Paulo Barbosa, compositor, nasceu no Rio de Janeiro-RJ em 29/04/1900 e faleceu na mesma cidade em 04/12/1955.

Irmão do sambista Luís Barbosa e do comediante Barbosa Júnior compôs valsas como Cortina de veludo, com Osvaldo Santiago e Italiana com José Maria de Abreu e Osvaldo Santiago.

Em 1936, Carlos Galhardo gravou na Columbia a valsa Cortina de veludo e a canção Cantiga de ninar. No ano seguinte, o mesmo Carlos Galhardo gravou a valsa Italiana, Moacir Bueno da Rocha as valsas Tapete persa e Um beijo em cada dedo, parcerias com Osvaldo Santiago e o Bando da Lua a Marchinha do grande galo, parceria com Lamartine Babo, grande sucesso carnavalesco.

Em 1938, Castro Barbosa gravou a marcha Branco não tem coração, outra parceria com Osvaldo Santiago. No ano segunte, compôs com Silvino Neto a marcha Senhorita Pimpinela, gravada pelo próprio Silvino Neto na Victor.

Em 1940 compôs o samba Samba lelê e com Silvino Neto a marcha Laranja seleta, ambas gravadas por Carlos Galhardo na Victor. Em 1944, Dircinha Batista gravou a marcha Voltemos à Viena, parceria com Osvaldo Santiago e o samba Alarga a rua, parceria com Roberto Martins e Osvaldo Santiago.

Um de seus principais intérpretes foi o cantor Carlos Galhardo que gravou entre outras, as valsa Mulher, parceria com Rosa Floresta e Torre de marfim,parceria com José Maria de Abreu e Osvaldo Santiago.


Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e Publifolha, SP, 1998.

terça-feira, outubro 24, 2006

Luís Barbosa

Luís Barbosa (Luís dos Santos Barbosa), cantor e compositor, nasceu no Rio de Janeiro, RJ, em 07/07/1910 e faleceu, na mesma cidade,em 08/10/1938. Irmão do compositor Paulo Barbosa, do humorista e cantor Barbosa Júnior e do radialista Henrique Barbosa, começou sua carreira na Rádio Mayrink Veiga, no Esplêndido Programa, de Valdo Abreu, em 1931, logo se destacando por sua personalidade na interpretação de sambas, reforçada pela novidade da utilização de “breques”.

Foi também o introdutor do chapéu de palha como acompanhamento rítmico, nos programas de rádio e em gravações. Seus primeiros sucessos foram as interpretações de Caixa Econômica (Nássara e Orestes Barbosa) e Seu Libório (João de Barro e Alberto Ribeiro).

Em 1931 gravou na Odeon seus primeiros discos: os sambas Meu santo (Pedro Brito), Silêncio (Vadico), Não gostei de seus modos (Amor) e Sou jogador (de sua autoria), e as marchas Vem, meu amor (Pedro Brito e Milton Amaral) e Pega, esta também de sua autoria.

Na Victor, em 1933, gravou o primeiro samba de Wilson Batista, Na estrada da vida, e em seguida o samba Adeus, vida de solteiro, além do samba-canção Jamais em tua vida, ambos do compositor e pianista Mano Travassos de Araújo, que o acompanhou ao piano. No mesmo ano, a convite de Jardel Jércolis, passou a se apresentar todas as noites no Teatro Carlos Gomes, cantando juntamente com Deo Maia o samba No tabuleiro da baiana (Ary Barroso), que seria gravado por ele em dupla com Carmen Miranda, na Odeon, em 1937.

Em seguida gravou, na Victor, a marcha Quem nunca comeu melado (com Jorge Murad), o samba Bebida, mulher e orgia (Luis Pimentel, Anis Murad e Manuel Rabaça), o samba Cadê o toucinho e a marcha Eu peço e você nao dá (ambos de Nássara e Antônio Almeida), e os sambas Lalá e Lelé (Jaime Brito e Manezinho Araújo), Risoleta (Raul Marques e Moacir Bernardino), Perdi a confiança (Rubens Soares e Ataulfo Alves) e Já paguei meus pecados (Leonel Azevedo e Germano Augusto).

Entre 1935 e 1937 gravou uma série de sambas de breque de Antônio Almeida e Ciro de Sousa, com acompanhamento ao piano de Mário Travassos de Araújo. No Carnaval de 1936, fez sucesso com a gravação da marchinha de Antônio Almeida e A. Godinho Ó! ó! não, que inicialmente era um anúncio da Drogaria Sul-Americana, do Rio de Janeiro.

A vida de boêmio interrompeu o sucesso de sua curta mas extraordinariamente marcante carreira, tendo morrido tuberculoso em casa de sua família, na Tijuca, em 1938.


Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e Publifolha, SP, 1998.