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segunda-feira, agosto 27, 2018

Aquela mascarada - Orlando Silva

Orlando Silva
Aquela Mascarada (fox-bolero, 1953) - Cyro Monteiro e Dias da Cruz - Interpretação de Orlando Silva

Disco 78 rpm / Título da música: Aquela Mascarada / Cyro Monteiro (Compositor) / Dias da Cruz (Compositor) / Gravadora: Copacabana / Nº Álbum: 5.113-a / Ano: 1953 / Lado A.



Aquela mascarada no / carnaval passado
De olhos tentadores / ternos, sonhadores
Lábios de pecado

Na sensação de um beijo / encheu-me de desejo
Mente-se de mulher / amor feito quimera
Sol de primavera e dor

Aquela mascarada / deixou-me na retira
Na sombra querida / de uma saudade imensa
E na harmonia / dessa minha canção
Deixo a mascarada / da minha ilusão

Aquela mascarada / deixou-me na retira
Na sombra querida / de uma saudade imensa
E na harmonia / dessa minha canção
Deixo a mascarada / da minha ilusão

domingo, agosto 19, 2018

Pisei num despacho - Cyro Monteiro

Ciro Monteiro
Pisei Num Despacho (samba, 1947) - Geraldo Pereira e Elpídio Viana - Intérprete: Cyro Monteiro.

Disco 78 rpm / Título da música: Pisei Num Despacho / Autoria: Viana, Elpídio (Compositor) / Pereira, Geraldo (Compositor) / Cyro Monteiro (Intérprete) / Regional (Acompanhante) / Imprenta [S.l.]: RCA Victor, 17/04/1947 / Nº Álbum 800518 / Lado A / Lançamento: Junho/1947 / Gênero musical: Samba.



Desde o dia em que passei
Numa esquina e pisei no despacho
Entro no samba e meu corpo está duro
Bem que procuro a cadência e não acho

Meu samba e meu verso não fazem sucesso
Há sempre um porém
Vou à gafieira
Fico a noite inteira
E no fim não dou sorte com ninguém

Mas eu vou num canto
Vou num pai de santo pedir
Qualquer dia
Que me dê um despacho
Um banho de erva e uma guia

Tenho aqui um endereço
Um senhor que eu conheço me deu
Há três dias
O mais velho é batata diz tudo na exata
É uma casa em Caxias

terça-feira, janeiro 30, 2018

Nega Luzia - Ciro Monteiro

Ciro Monteiro
Nega Luzia (samba, 1957) - Jorge de Castro e Wilson Batista - Intérprete: Ciro Monteiro

Disco 78 rpm / Título da música: Nega Luzia / Autoria: Castro, Jorge de (Compositor) / Batista, Wilson, 1913-1968 (Compositor) / Ciro Monteiro (Intérprete) / Conjunto (Acompanhante) / Imprenta [S.l.]: Todamérica, 02/08/1956 / Nº Álbum 5630 / Lançamento 01/1957 / Lado B / Gênero: Samba.



Lá vem a nega Luzia
No meio da cavalaria
Vai correr lista lá na vizinhança
Pra pagar mais uma fiança
Foi cangebrina demais
Lá no xadrez
Ninguém vai dormir em paz

Vou contar pra vocês
O que a nega fez
Era de madrugada
Todos dormiam
O silêncio foi quebrado
Por um grito de socorro
A nega recebeu um Nero
Queria botar fogo no morro

Mania da falecida - Ciro Monteiro

Ataulfo Alves
Mania da Falecida (samba, 1939) - Ataulfo Alves e Wilson Batista - Intérprete: Ciro Monteiro

Disco 78 rpm / Título da música: Mania da Falecida / Autoria: Alves, Ataulfo, 1909-1969 (Compositor) / Batista, Wilson, 1913-1968 (Compositor) / Ciro Monteiro (Intérprete) / Imprenta [S.l.]: Victor, 1939 / Álbum número 34470 / Gênero musical: Samba.



Não quero que você beba,
Quem bebe não tem juízo,
Tome cuidado com a sua vida,
Eu não quero ver você,
Com a mesma mania da falecida,
Mulher. (bis)

Você tem o direito, meu bem,
Pode ir brincar,
Pode entrar no samba,
E ficar até o sol raiar,
Eu só não quero,
Que perca a linha,
Tome cuidado,
Com a língua da vizinha....

terça-feira, junho 25, 2013

Osvaldo Silva

Osvaldo Silva - 1953
Osvaldo Silva, cantor, nasceu no Rio de Janeiro, RJ, em 13/02/1920. Inicialmente corretor de imóveis, começou a cantar na Rádio Cultura do Município fluminense de Campos, quando, depois, foi levado pelo "formigão" Ciro Monteiro, para a Rádio Mayrink Veiga.

Estreou em disco em 1953, quando lançou pela gravadora Copacabana os sambas-canção Carnaval, de Luís Soberano e Washington Fernandes, e Quando, de Oscar Bellandi, Chico Anísio e Wilson Silva, com acompanhamento de orquestra.

No ano seguinte, também pela Copacabana, gravou a marcha Maria Pirua, de Geraldo Queiroz, Dantas Ruas e Gildo Pinheiro, e o samba Vida incerta, de Arnô Provenzano, Gildo Pinheiro e J. Reis.

Em 1955, contratado pela gravadora Columbia, lançou disco com o tango A toca do José, de R. Adler, J. Ross e Ghiaroni, e o samba-canção Ela vai voltar, de Armando Nunes e Cícero Nunes. Nesse ano, sua gravação do tango A toca do José foi incluída no LP Meus favoritos - Vol. 3 da gravadora Columbia.

Em 1956, assinou contrato com a Organização Victor Costa para atuar nas Rádios Nacional do Rio e de São Paulo, além das Rádios Mayrink Veiga e Mundial.

Em 1957, foi contratado pela gravadora pernambucana Mocambo e no disco de estreia gravou a marcha Velho Rio, de Paulo Serpa e Jorge da Costa, e o samba Lágrima sentida, de J. Piedade, Flora Matos e Arnô Canegal.

Em 1960, gravou pelo pequeno selo Lord o samba Obrigado, de Paulo Marquese J. Ferreira, e o samba-canção Minha súplica, de Adelino Moreira. No ano seguinte, lançou pelo selo Santa Anita a marcha Tirrim, tirrim e o samba Couro de cabrito, da dupla Santos Garcia e Aldacir Louro.

Em 1962, gravou o samba Senhor, de J. G. Ricoca e Alice Queirós, e a marcha Não me chamo Antônio, de Campos, Cabuçu, Alice Queirós e A. Guedes, em disco do selo Serenata.

Gravou discos pelas gravadoras Copacabana, Columbia e Mocambo, e teve seu melhor momento na carreira em meados da década de 1950 quando assinou contratado com várias emissoras de Rádio, passando a ser ouvido e reconhecido, embora por pouco tempo e sem consolidação definitiva.

Playlist






Discografia


1953 Carnaval/Quando • Copacabana • 78
1954 Maria Pirua/Vida incerta • Copacabana • 78
1955 A toca do José/Ela vai voltar • Columbia • 78
1957 Velho Rio/Lágrima sentida • Mocambo • 78
1960 Obrigado/Minha súplica • Lord • 78
1961 Tirrim, tirrim/Couro de cabrito • Santa Anita • 78
1962 Senhor/Não me chamo Antônio • Serenata • 78

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Fontes: Revista do Rádio; Dicionário da MPB. 

quinta-feira, maio 30, 2013

Quarteto de Bronze

O Quarteto de Bronze: um conjunto vitorioso (Foto: A Noite - Supplemento, 7/4/1942).

Grupo vocal. O grupo foi formado no final da década de 1930 e era formado pelas irmãs Eulina, Eulália e Osmarina e, pelo violonista Euclides Machado, também responsável pelos arranjos vocais. No início da década de 1940, o grupo fez apresentações nas Rádios Mayrink Veiga, Nacional, Tupi e outras.

Gravaram pela primeira vez em 1940, pela Odeon cantando com a cantora sertaneja Nhá Zefa a canção Adeus, palavra malvada, de Arlindo Marques Júnior e Luiz Batista Júnior. O lado B desse disco trazia uma gravação de Nhô Pai e Nhá Zefa.

Em 1941, assinaram contrato com a gravadora Victor e gravaram com Mário Petra de Barros e Napoleão Tavares e Sua Orquestra os sambas Nega, meu bem e Sapateia morena, de Haroldo Lobo e Milton de Oliveira. No mesmo ano, gravaram com Ciro Monteiro os sambas Ai, ai, ai, ai, ai! Eu gosto de você e Chica, Chica, bum, chic, de H. Warren e Osvaldo Santiago. Pouco depois gravaram o primeiro disco solo com a marcha Firim-fim fonfon, de Peterpan e Milton de Oliveira e o samba Vamos dançar, de Paquito e Vilarinho.

Em 1942, o quarteto gravou o corta-jaca Trem do ferro, de Buci Moreira, Carlos de Souza e E . De Almeida e o batuque O barco virou, de Constantino Silva. Para o carnaval do ano seguinte gravaram a marcha A vontade do papai, de Roberto Martins e Mário Rossi e o samba Já não sinto saudades, de Luiz Soberano, Orlando M. Braga e Vasco Gomes.

As dificuldades da Segunda Guerra Mundial fizeram com que muitos artistas ficassem afastados das gravações. É o que parece ter acontecido com esse quarteto, que somente voltou a gravar em 1945, lançando pela Odeon a canção Rio Amazonas, de Alberto Montalvão e o batuque Ogum, de Milton Bittencourt.

Por volta de 1948, fizeram longa excursão ao Uruguai e à Argentina. De retorno ao Brasil em 1949, voltaram a se apresentar na Rádio Mayrink Veiga. Nesse ano, gravaram com a cantora Carmélia Alves o choro O tic-tac do meu coração, de Valdemar de Abreu, o Dunga e que foi um dos destaques daquele ano.

Depois de gravar nove discos com 16 músicas pelas gravadoras Victor, Odeon e Continental junto com astros como Ciro Monteiro e Carmélia Alves, o grupo se dissolveu no começo dos anos 1950.

Discografia

(1940) Adeus, palavra malvada • Odeon • 78
(1941) Ai ai ai ai ai! Eu gosto de você/Chica, Chica, bum, chic • Victor • 78
(1941) Firim-fim fonfon/Vamos dançar • Victor • 78
(1941) Nega, meu bem/Sapateia morena • Victor • 78
(1942) Trem do ferro/O barco virou • Victor • 78
(1942) Meu santo orixá/O pé de manjericão • Victor • 78
(1942) A vontade do papai/Já não sinto saudades • Victor • 78
(1945) Rio Amazonas/Ogum • Odeon • 78
(1949) Tic-Tac do meu coração • Continental • 78

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Fontes: Dicionário Cravo Albin da MPB;  "A Noite - Supplemento", de 07/04/1942..

quarta-feira, maio 29, 2013

Djalma Mafra

Djalma Mafra, compositor, nasceu no bairro do Irajá, no Rio de Janeiro, RJ, em 02/11/1916, e faleceu na mesma cidade, em 24/12/1974. Em 1942, Odete Amaral gravou na Odeon a marcha Vitaminas, com Amaro Silva e Domício Augusto.

No ano seguinte, o samba Antes porém, com Ciro Monteiro, foi gravado na Odeon por Moreira da Silva. Também na Odeon, Ataulfo Alves e Sua Escola de Samba gravaram o samba Leonor, parceria com Ataulfo Alves, e a dupla vocal Joel e Gaúcho registrou a marcha "Cavalinho bom", com Joel de Almeida.

Ainda em 1943, o samba Jamais acontecerá, com Geraldo Pereira, foi gravado na Odeon pela cantora Odete Amaral, e os sambas Domine sua paixão, com João Bastos Filho, e Oh! Seu Djalma, com Raul Marques, e a batucada Tire a mão do meu bolso, com Nicola Bruni, foram registrados por Ciro Monteiro na Victor. Também na Victor a cantora Marilu lançou os sambas Desta vez vou ser feliz e Réu primário, ambos com Amaro Silva.

Em 1944, a marcha Salve o inventor da mulher, com Amaro Silva, foi gravada na Odeon por Odete Amaral. No ano seguinte, Ciro Monteiro gravou na Victor o samba Obrigação, com Alcides Rosa, e Odete Amaral, também na Victor, lançou o samba Na chave do portão, com Alberto Maia. Em 1945, o samba Abriu-se o pano, com Alcides Rosa, foi gravado por Ciro Monteiro na Victor. O mesmo Ciro Monteiro gravou em seguida a marcha Ôp, ô, ôp, com Ari Monteiro, e o samba Dentro da capela, com Alcides Rosa. No ano seguinte, Jorge Veiga gravou na Continental o samba A vida tem dessas coisas, com Raul Marques.

Em 1947, pela Continental, Roberto Silva gravou o samba O errado sou eu, com Erasmo de Andrade. No ano seguinte, Hélio Sindô gravou na Continental o samba Embrulho, com Osvaldo dos Santos. Hélio Sindô gravou em 1949, o samba Pobre no pedir, com Osvaldo dos Santos. No mesmo ano, Sílvio César, com sua orquestra, gravou na Continental o fox-trot Eu não sou marinheiro e o choro Aguenta o tempo, e Ataulfo Alves também na Continental o samba Banco de réu.

Em 1952, Odete Amaral lançou pela Odeon o choro Beija-flor, com Alcides Rosa. Também na Odeon, o cantor Risadinha lançou o samba Marinheiro de primeira viagem, com Alvaiade. Em 1955, Risadinha gravou o samba Embrulho que eu carrego, com Osvaldo dos Santos. No mesmo ano, o samba Todo mundo sabe, com Nelson Silva, foi gravado por Louis Cole no LP Uma noite no Vogue - Louis Cole e Seu Sexteto do selo Rádio. No ano seguinte, Severino Araújo e sua Orquestra Tabajara gravaram pela Continental o choro Comprando barulho, com Jorge Tavares. Em 1958, o cantor Raimundo Olavo lançou pela gravadora Todamérica o LP Esquina do Nice no qual registrou o samba Destino traiçoeiro, com Raimundo Olavo.

Em 1960, o conjunto Conjunto Brasília Ritmos gravou pela Odeon o LP Ritmos do Brasil - Vol. 2 no qual foi incluído o samba Comprando barulho. No mesmo ano, Roberto Silva gravou o samba Domine a sua paixão, com João Bastos Filho, no LP Descendo o morro Nº 3 da gravadora Copacabana. Em 1961, o samba Eu não sou marinheiro, um de seus maiores sucessos, foi gravado no LP Peça bis em Hi-Fi - Hugo Master e Sua Orquestra, e por Lauro Paiva e Conjunto no LP Sucessos com Lauro Paiva. Dois anos depois, o samba Eu fui o culpado, com Álvaro Castilho, foi gravado por Alcides Gerardi no LP Enquanto o tempo passa da CBS. O mesmo cantor gravaria um ano depois o samba Outras foram, com A. Castilho, no LP Amor sem ter amor.

Em 1966, Alcides Gerardi gravou o samba-canção Agora se acabou, com Augusta de Oliveira, no LP Desejo da CBS. Em 1969, o samba Banco de réu, foi gravado pelo cantor Noite Ilustrada no LP Revivendo o Mestre Ataulfo, lançado por ele pela gravadora Continental. No mesmo ano, o samba Embrulho que eu carrego, com Alvaiade, recebeu duas gravações. De Ciro Monteiro e Elizeth Cardoso no LP A bossa eterna de Elizeth e Cyro - Volume 2 da gravadora Copacabana, e a de Elza Soares e Miltinho no LP Elza, Miltinho e samba - Volume 3 da Odeon.

Em 1974, Zuzuca gravou o samba Obrigação, com Alcides Rosa, em LP CBS, e o conjunto Samba 4 também na CBS regravou o samba Banco de réu. Em 1978, Roberto Müller gravou na Tapecar o samba-canção Outras foram.

Em 1991, o samba Vitaminas, interpretação de Odete Amaral, foi incluído no LP A coroa do Rei com gravações de Francisco Alves, Rosina Pagã, Dircinha Batista e Odete Amaral do selo Revivendo.

Sua carreira artística transcorreu principalmente nas décadas de 1950 e 1960, quando foi parceiro de nomes como Geraldo Pereira, Alvaiade, Ataulfo Alves e Joel de Almeida entre outros. Suas composições, especialmente sambas e marchas, foram gravadas por nomes como Odete Amaral, Ciro Monteiro, Ataulfo Alves, Joel e Gaúcho, Jorge Veiga, Risadinha e Roberto Silva. Sempre foi muito ligado ao carnaval, especialmente o de Madureira, do qual foi grande folião.

Obra

A vida tem dessas coisas (c/ Raul Marques), Abriu-se o pano (c/ Alcides Rosa), Agora se acabou (c/ Augusta de Oliveira), Aguenta o tempo, Antes porém (c/ Ciro Monteiro), Banco de réu (c/ Alvaiade), Beija-flor (c/ Alcides Rosa), Brigas de amor (c/ Alvaiade), Cavalinho bom (c/ Joel de Almeida),  Comprando barulho (c/Jorge Tavares), Dentro da capela (c/ Alcides Rosa), Desta vez vou ser feliz (c/ Amaro Silva), Destino traiçoeiro (c/ Raimundo Olavo), Domine a sua paixão (c/ João Bastos Filho), Domine sua paixão (c/ João Bastos Filho), Embrulho (c/ Osvaldo dos Santos), Embrulho que eu carrego (c/ Alvaiade),  Embrulho que eu carrego (c/ Osvaldo dos Santos), Eu fui o culpado (c/ Álvaro Castilho), Eu não sou marinheiro (c/ Alvaiade), Falsidade (c/ João Pereira Lucena), Jamais acontecerá (c/ Geraldo Pereira), Leonor (c/ Ataulfo Alves), Marinheiro de primeira viagem (c/ Alvaiade), Na chave do portão (c/ Alberto Maia), O errado sou eu (c/ Erasmo de Andrade), Obrigação (c/ Alcides Rosa), Oh! Seu Djalma (c/ Raul Marques), Ôp, ô, ôp (c/ Ari Monteiro), Outras foram (c/ A. Castilho), Pobre no pedir (c/ Osvaldo dos Santos), Réu primário (c/ Amaro Silva), Salve o inventor da mulher (c/ Amaro Silva), Tire a mão do meu bolso (c/ Nicola Bruni), Todo mundo sabe (c/ Nelson Silva), Vitaminas (c/ Amaro Silva e Domicio Augusto).

Fontes: Dicionário Cravo Albin da MPB; Revista do Rádio.

sexta-feira, outubro 14, 2011

Araken Peixoto

Araken Peixoto (Araquén Peixoto Barros), pistonista, nasceu em 10/10/1930, em Niterói, RJ, e faleceu em 20/2/2008, no Rio de Janeiro, RJ. Irmão do cantor Cauby Peixoto e do pianista Moacir Peixoto. Sobrinho do grande pianista Nonô e primo do falecido cantor Ciro Monteiro.

Aos 16 anos, recebeu orientação musical de um professor integrante da Orquestra Sinfônica Nacional. Aos 18 anos, ingressou no serviço militar obrigatório, integrando a Banda do Exército.

Sua carreira esteve sempre associada às casas noturnas, principalmente paulistas, onde firmou prestígio como músico. Gravou, em 1957, com seus irmãos, um LP intitulado Quando os Peixotos se encontram. Tocou no Captain's Bar, do Hotel Comodoro, em 1958; no Hotel Claridge, de 1959 a 1960, e no Rio, Au Bon Gourmet, em 1960.

Em 1962, passou a atuar na Boate Drink, no Rio de Janeiro, casa que alugou junto com Moacir e Cauby. Gravou seu primeiro LP em 1963, intitulado Drink. Em 1968, atuava no restaurante paulistano A Baiúca. Em 1973 foi relançado o LP Quando os Peixotos se encontram.

Faleceu em sua casa no bairro carioca de Copacabana, em 20/2/2008, vítima de diabetes.

Discografia

(1957) Quando os Peixotos se encontram • RGE • LP; (1989) Quando os Peixotos se encontram • RGE • LP; (1996) Um pistão dentro da noite-vol. 1 • Eldorado • CD; (1997) Um pistão dentro da noite-vol. 2 • Eldorado • CD.

Bibliografia Crítica

MARCONDES, Marcos Antônio. (ED). Enciclopédia da Música popular brasileira: erudita, folclórica e popular. 2. ed. São Paulo: Art Editora/Publifolha, 1999.

Fonte: Dicionário Cravo Albin da MPB.

sexta-feira, dezembro 03, 2010

O diabo da mulher

Cyro Monteiro

O diabo da mulher (batucada, 1943) - Benedito Lacerda e Ciro Monteiro - Intérpretes: Ciro Monteiro e Nelson Gonçalves

Disco 78 rpm / Título da música: O diabo da mulher / Benedito Lacerda (Compositor) / Ciro Monteiro (Compositor) / Nelson Gonçalves (Intérprete) / Ciro Monteiro (Intérprete) / Escola de Samba (Acomp.) / Gravadora: RCA Victor / Nº do Álbum: 800052 / Nº da Matriz: S-052677 / Data Gravação: 14/12/1942 / Data Lançamento: Fevereiro/1943 / Lado: B / Gênero musical: Samba / Batucada.



Você que vive sozinho nesse mundo
Não dá satisfação, vai onde quer
Se quiser viver assim por toda vida
Tome cuidado com o diabo da mulher
(ela faz o quer!)

Você que vive sozinho nesse mundo
Não dá satisfação, vai onde quer
Se quiser viver assim por toda vida
Tome cuidado com o diabo da mulher

Tenho inveja de você
Do seu modo de viver
Você vive neste mundo
Sem ninguém lhe aborrecer

Você está insinuando
Meu amigo, tem razão
Eu não vivo tão sozinho
Tenho alguém no coração
(que bom, que bom!)

Você que vive sozinho nesse mundo
Não dá satisfação, vai onde quer
Se quiser viver assim por toda vida
Tome cuidado com o diabo da mulher

Você que vive sozinho nesse mundo
Não dá satisfação, vai onde quer
Se quiser viver assim por toda vida
Tome cuidado com o diabo da mulher

Se você tem compromisso
E tem tanta liberdade
Me ensine esse feitiço
Pra minha felicidade

Ora, essa é muito boa!
Se eu ando sozinho assim
É porque minha patroa
Tem confiança em mim

Você que vive sozinho nesse mundo
Não dá satisfação, vai onde quer
Se quiser viver assim por toda vida
Tome cuidado com o diabo da mulher

Vem surgindo a Avenida

Carnaval no Rio de Janeiro, 1943 - Life Magazine

Vem surgindo a Avenida (batucada, 1943) - Benedito Lacerda e Gastão Viana - Intérpretes: Ciro Monteiro e Nelson Gonçalves

Disco 78 rpm / Título da música: Vem surgindo a avenida / Benedito Lacerda (Compositor) / Gastão Viana (Compositor) / Ciro Monteiro (Intérprete) / Nelson Gonçalves (Intérprete) / Escola de Samba (Acomp.) / Gravadora: Victor / Número do Álbum: 800052-a / Nº da Matriz: S-052676 / Gravação: 14/12/1942 / Lançamento: Fevereiro/1943 / Gênero musical: Samba / Carnaval



Desapareceu a Praça 11
Mas o samba se faz em qualquer local
Ressurgindo a Avenida Getúlio Vargas
Que terá orgulho dessa linda capital

Desapareceu a Praça 11
Mas o samba se faz em qualquer local
Ressurgindo a Avenida Getúlio Vargas
Que terá orgulho dessa linda capital

Eu não quero ser ingrato
Não esqueço a velha paraça
Que já fez tanto mulato
Batuqueiro bom de raça
E foi lá que eu encontrei
Minha vida, meu amor
A farra abandonei
Hoje sou trabalhador

Desapareceu a Praça 11
Mas o samba se faz em qualquer local
Ressurgindo a Avenida Getúlio Vargas
Que terá orgulho dessa linda capital

Desapareceu a Praça 11
Mas o samba se faz em qualquer local
Ressurgindo a Avenida Getúlio Vargas
Que terá orgulho dessa linda capital

Salve Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte
Todo mundo é brasileiro
Água da mesma fonte
Eu sou filho desta terra
Que Jesus abençoou
Que nunca perdeu na guerra
Pela paz sempre lutou

Desapareceu a Praça 11
Mas o samba se faz em qualquer local
Ressurgindo a Avenida Getúlio Vargas
Que terá orgulho dessa linda capital

Desapareceu a Praça 11
Mas o samba se faz em qualquer local
Ressurgindo a Avenida Getúlio Vargas
Que terá orgulho dessa linda capital

quinta-feira, novembro 25, 2010

Balbina

Cyro Monteiro
Balbina (samba, 1944) - Paulo Marques e Jorge de Castro

Título da música: Balbina / Gênero musical: Samba / Intérprete: Ciro Monteiro / Compositores: Castro, Jorge de - Marques, Paulo / Gravadora Rca victor / Número do Álbum 800199 / Data de Gravação 00/1944 / Data de Lançamento 00/1944 / Lado A / Disco 78 rpm


Balbina, escute uma coisa / Não quero mais discussão
Arrume o que lhe pertence / E deixe o meu barracão
Eu fico amargurado / O meu sofrer é demais
Venho pra casa cansado / Você não me deixa em paz

Não perde a triste mania / De ter ciúmes de mim
E fica nesta agonia / Me destratando assim
Por isso achei bem melhor / Tomar essa resolução
Viver, embora pior / Sozinho em meu barracão

Não perde a triste mania / De ter ciúmes de mim
E fica nesta agonia / Me destratando assim
Por isso achei bem melhor / Tomar essa resolução
Viver, embora pior / Sozinho em meu barracão

Balbina, escute uma coisa / Não quero mais discussão
Arrume o que lhe pertence / E deixe o meu barracão
Eu fico amargurado / O meu sofrer é demais
Venho pra casa cansado / Você não me deixa em paz

quarta-feira, novembro 24, 2010

A maior mulher do mundo

Cyro Monteiro
A maior mulher do mundo (samba, 1944) - Jorge de Castro

Título da música: A maior mulher do mundo / Gênero musical: Samba / Intérprete: Monteiro, Ciro / Compositor: Castro, Jorge de / Gravadora Rca victor / Número do Álbum 800210 / Data de Gravação 00/1944 / Data de Lançamento 00/1944 / Lado B / Disco 78 rpm


A minha Rosinha é
Melhor que doce de côco
Eu provei do seu amor
Fiquei louco!
Ninguém pode calcular
O sabor de um beijo seu
A melhor mulher do mundo
Deus escolheu
E me deu (toma lá!)

A minha Rosinha é
Melhor que doce de côco
Eu provei do seu amor
Fiquei louco!
Ninguém pode calcular
O sabor de um beijo seu
A melhor mulher do mundo
Deus escolheu
E me deu (toma lá!)

Rosinha lava e cozinha
E passa com perfeição
Não sai de casa sozinha
Nem gosta de discussão
Só ela me faz carinho
Só ela me dá prazer
Mulher igual a Rosinha
Ainda está para nascer
(pode crer!)

Você está sumindo

Cyro Monteiro
Você está sumindo (samba, 1943) - Geraldo Pereira e Jorge de Castro

Disco 78 rpm / Título da música: Você está sumindo / Autoria: Pereira, Geraldo (Compositor) / Castro, Jorge de (Compositor) / Ciro Monteiro (Intérprete) / Regional (Acompanhante) / Imprenta [S.l.]: Victor, 02/04/1943 / Nº Álbum 800085 / Lado A / Lançamento: 06/1943 / Gênero musical: Samba /

Nega, vem cá / Vem ver só
Como é que teu nego ficou
Depois do tal dia, neguinha
Que você me deixou
Quem me conhece / Passa por mim
Jogando piada / Sorrindo:
-Você tá ficando acabado! e
-Você tá sumindo!

Você foi embora, criança
Minh'alma ficou quase louca
Não tiro você da lembrança
Não tiro seu nome da boca
Eu sinto-me tão acabado
Estou que não posso de dor
Não queira saber de tanto pensar
No seu amor

domingo, abril 20, 2008

O que se leva dessa vida

Ciro Monteiro
O que se leva dessa vida (samba, 1946) - Pedro Caetano - Intérprete: Ciro Monteiro

Disco 78 rpm / Título da música: O que se leva dessa vida / Pedro Caetano (Compositor) / Ciro Monteiro (Intérprete) / Benedito Lacerda [1903-1958] e Seu Regional (Acomp.) / Gravadora: Victor / Gravação: 21/03/1946 / Lançamento: 05/1946 / Nº do Álbum: 80-0406 / Nº da Matriz: S-078449-1 / Gênero musical: Samba choro


O que se leva dessa vida
O que se come, que se bebe
Que se brinca, ai, ai
O que se leva dessa vida
O que se come, que se bebe
Que se brinca, ai, ai

Ai, como sofre o usurário que tem tanto
Que não sabe o que fazer
Como trafega o coitadinho
Que se mata sem ganhar nem pra comer

Eu nada tive, o que tenho nesta vida
São as ruas pra andar
Mas meu consolo é que essa gente
Que tem tudo
Pro caixão não vai levar


Fontes: Discografia Brasileira - IMS; Instituto Moreira Salles.

sábado, abril 12, 2008

Até hoje não voltou

Geraldo Pereira
Até hoje não voltou (samba, 1946) - Geraldo Pereira e J. Portela - Intérprete: Ciro Monteiro

Disco 78 rpm / Título da música: Até hoje não voltou / Geraldo Pereira (Compositor) / J Portela (Compositor) / Ciro Monteiro (Intérprete) / Gravadora: Victor / Gravação: 28/05/1946 / Lançamento: 09/1946 / Nº do Álbum: 80-0437 / Nº da Matriz: S-078530-2 / Gênero musical: Samba


Eu fui buscar uma mulher na roça
Que não gostasse de samba
E nem gostasse de troça
Uma semana depois que aqui chegou
Mandou esticar os cabelos
E as unhas dos pés pintou
Foi dançar na gafieira
E até hoje não voltou

Ela não tinha um vestido
Um sapato que se apresentasse
Eu comprei
Chegou toda errada
Falar não sabia
Fui eu que ensinei

Perdi tanto tempo
Gastei meu dinheiro
Fui tão longe à toa
Mas vi que sou muito infeliz
É melhor eu viver sem patroa...



Fontes: Discografia Brasileira - IMS; Instituto Moreira Salles.

terça-feira, março 25, 2008

Beija-me

Ciro Monteiro
Beija-me (samba, 1943) - Roberto Martins e Mário Rossi - Intérprete: Ciro Monteiro

Disco 78 rpm / Título da música: Beija-me / Mário Rossi, 1911-1981 (Compositor) / Roberto Martins (Compositor) / Ciro Monteiro (Intérprete) / Regional (Acompanhante) / Gravadora: Victor / Gravação: 08/02/1943 / Lançamento: 04/1943 / Nº do Álbum: 80-0070 / Nº da Matriz: S-052714-1 / Gênero musical: Samba


Beija-me, deixa o teu rosto
Coladinho ao meu
Beija-me, eu dou a vida
Pelo beijo teu
Beija-me, quero sentir o teu perfume
Beija-me com todo o teu amor
Se não eu morro de ciúme.

Ai, ai, ai, que coisa boa
O beijinho do meu bem
Dito assim, parece atoa
O feitiço que ele tem.

Ai, ai, ai, que coisa boa
Que gostinho divinal
Quando eu ponho a minha boca
Nos teus lábios de coral.

Beija-me, beija-me, beija-me...



Fontes: Discografia Brasileira - IMS; Instituto Moreira Salles.

sábado, março 22, 2008

Essa mulher tem qualquer coisa na cabeça

Ciro Monteiro
Essa mulher tem qualquer coisa na cabeça (samba, 1942) - Wilson Batista e Cristóvão de Alencar - Intérprete: Ciro Monteiro

Disco 78 rpm / Título da música: Essa mulher tem qualquer coisa na cabeça / Cristóvão de Alencar, 1910-1983 (Compositor) / Wilson Batista, 1913-1968 (Compositor) / Ciro Monteiro (Intérprete) / Regional (Acomp.) / Gravadora: Victor / Gravação: 13/05/1942 / Lançamento: 07/1942 / Nº do Álbum: 34940 / Nº da Matriz: S-052519 / Gênero musical: Samba


Tudo que ela quis eu dei
Tudo que ela pediu eu fiz
Por sua causa quase me arruinei
E ela ainda acha que não é feliz
Só peço a Deus que ela desapareça
Essa mulher tem qualquer coisa na cabeça


Tudo que ela quis eu dei...

Eu não vivo satisfeito
Depois de tudo que fiz
Ela não tem o direito de me fazer infeliz
Já perdi a paciência
Ela que não me aborreça
Essa mulher tem qualquer coisa na cabeça



Fontes: Discografia Brasileira - IMS; Instituto Moreira Salles.

quinta-feira, março 20, 2008

A mulher que eu gosto

Ciro Monteiro
A mulher que eu gosto (samba, 1941) - Wilson Batista e Ciro de Souza - Intérprete: Ciro Monteiro

Disco 78 rpm / Título da música: A mulher que eu gosto / Ciro de Souza (Compositor) / Wilson Batista, 1913-1968 (Compositor) / Ciro Monteiro (Intérprete) / Regional (Acomp.) / Gravadora: Victor / Gravação: 28/03/1941 / Lançamento: 06/1941 / Nº do Álbum: 34745 / Nº da matriz: 52164-2 / Gênero: Samba


Lá vem a mulher que eu gosto
De braço com meu amigo
Ai, meu Deus
Até parece castigo
É uma dupla traição
Ao meu pobre coração

Eu gosto dessa malvada
E ele é meu camarada

Há muito tempo ela sabe
Que eu lhe tenho um grande amor
Preferiu o meu amigo
Fez de mim um sofredor
Ele também é culpado
Da nossa situação
Pois sabia que ela era
Dona do meu coração

segunda-feira, março 17, 2008

Briga de amor

Lupicínio Rodrigues
Briga de amor (samba, 1940) - Lupicínio Rodrigues e Felisberto Martins - Intérprete: Ciro Monteiro

Disco 78 rpm / Título da música: Briga de amor / Felisberto Martins (Compositor) / Lupicínio Rodrigues, 1914-1974 (Compositor) / Ciro Monteiro (Intérprete) / Regional (Acomp.) / Gravadora: Victor / Gravação: 08/07/1940 / Lançamento: 09/1940 / Nº do Álbum: 34646 / Nº da Matriz: 33460-1 / Gênero musical: Samba


Depois de uma hora de briga
Com meu amor
Um beijo é tão bom
Tem tanto sabor
Que a gente brigando uma vez
Tem que acostumar
E depois não pode viver sem brigar.

Já estou bem acostumado
Não estou contrariado
Até chego a procurar
Por querer, chego atrasado
Pra meu bem ficar zangado
E me estranhar.



Fontes: Discografia Brasileira - IMS; Instituto Moreira Salles.

sábado, março 01, 2008

Dilermando Pinheiro

Dilermando Pinheiro nasceu em 28 de setembro de 1917 e passou sua vida no Morro do Pinto, situado no bairro carioca de São Cristóvão. Em 1930, foi pandeirista na Banda de Seu Basílio, da Polícia Militar (foto: Ciro Monteiro e Dilermando Pinheiro no show Telecoteco Opus nº 1).

Por influência de Luís Barbosa, que conheceu na Rádio Sociedade, passou a utilizar um chapéu de palha no acompanhamento de samba, que apelidou como "Stradivarius", e no qual batucou por aproximadamente 20 anos. Tentou a sorte no programa de calouros de Ary Barroso, apresentado na Rádio Cruzeiro do Sul, não obtendo sucesso nessa investida. Ao se afastar da vida artística, empregou-se como inspetor no Colégio Anglo-Americano.

Reiniciou sua carreira artística em 1936, na Rádio Guanabara, tendo ainda se apresentado nas Rádios Tupi e Nacional. Em 1939, formou dupla com o cantor Ciro Monteiro, intitulada "A Dupla Onze" (pela magreza dos dois), que se apresentava na Rádio Mayrink Veiga. Destacou-se com sua interpretação dos sambas Risoleta (Raul Marques e Moacir Bernardino) e Seu Libório (João de Barro e Alberto Ribeiro).

Em 1956, gravou seu primeiro LP, Sambas do passado, na Musidisc, onde entre outras composições gravou Emília (Wilson Batista e Haroldo Lobo) e Minha palhoça (J. Cascata).

Passou por um período de ostracismo, até que o jornalista Sérgio Cabral o convidou a participar junto com Cyro Monteiro do show Telecoteco Opus nº 1, lançado em disco com o mesmo nome. Reeditada, a dupla virou Dez (somente Dilermando permanecia magro). O disco se tornaria uma obra de referência entre as gravações de samba, ao começo dos anos 60. Em 1974, o LP foi reeditado pela Fontana. Recentemente, foi editado em CD. Outro relançamento de Dilermando em CD (pela série Odeon 100 Anos) é do disco Batuque na Palhinha, editado em 1977 por Marcus Pereira.

Conta Renato Vivacqua que Dilermando “... tocava também pandeiro e, ao conhecer Luiz Barbosa, resolveu adotar o palhinha e ser cantor. Foi gongado por Ary Barroso, passando a cantar em circos. Finalmente, conseguiu estrear em 1936. A partir das primeiras tentativas levou vinte anos para gravar o primeiro disco.

Biriteiro durante mais de trinta anos, renegou a cachaça, dizendo que ela hoje tem flit e criolina. Com verve explicava; ‘Sou igual a cobra de farmácia, conservado em álcool não incho’. A encheção de cara diária trouxe-lhe alguns contratempos como, certa tarde, na qual se apresentou para cantar na Rádio Nacional foi expulso, já que seu compromisso era na Rádio Tupi.

Recriou os maiores sucessos de Luiz Barbosa, como Risoleta, Lalá e Lelé; de Vassourinha, como Seu Libório, O trem atrasou (Patrão o trem atrasou / Por isso estou chegando agora).”

“Estourou no carnaval de 41 na voz de Roberto Silva, mas só permaneceu lembrado graças a Dilermando que regravou. Minha Palhoça, de J. Cascata, tornou-se marcante interpretada com seu molho inconfundível:

Se você quisesse
Morar na minha palhoça
Lá tem troça, se faz bossa
Fica lá na roça
À beira de um riachão
.”

Lulu de Madame foi outro sucesso:

Queria ser lulu de madame francesa
Pra passear de dia em uma cadilaque
Apreciando a maravilha da natureza
A vida assim é uma beleza
.”

“Mesmo tendo gravado apreciável número de discos e ter sido junto com Moreira da Silva, um dos ases do samba de breque, nunca se consagrou numa criação. Foi na realidade uma espécie de termostato do sucesso alheio, mantendo em evidência músicas que provavelmente teriam êxito passageiro.”

Dilermando Pinheiro faleceu em 10 de maio de 1975, vitimado por ataque cardíaco, minutos antes de se apresentar no programa "Rio dá samba", da TV Rio, uma homenagem aos 20 anos de morte do compositor Geraldo Pereira.

Fontes: Dicionário Cravo Albin da MPB; Renato Vivacqua em: Música Popular Brasileira – História de Sua Gente, Cap. 9 (A Agonia do Chapéu de Palha)(www.renatovivacqua.com).