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segunda-feira, fevereiro 19, 2018

Nonô - Biografia

Nonô (Romualdo Peixoto), pianista e compositor, nasceu em Niterói/RJ em 7/2/1901 e faleceu em 13/11/1954. Sem nunca haver estudado música, aos nove anos já se apresentava em um clube, tocando piano.

Tio do sambista Ciro Monteiro, do pianista Moacir Peixoto, do trompetista Araquém Peixoto e do cantor Cauby Peixoto, em 1929 passou a integrar a Orquestra Brunswick, liderada pelo baterista J. Tomás.

No início da década de 1930, participou de diversos conjuntos e orquestras. Com Djalma Guimarães (trompete), Ismerino Cardoso (trombone), Valfrido Silva (bateria), Luperce Miranda (cavaquinho e bandolim), Tute (violão) e Custódio Mesquita (piano), integrou a orquestra que acompanhava as apresentações de Francisco Alves e Mário Reis, no Teatro Lírico, no Rio de Janeiro.

Atuava também na Rádio Philips, no Programa Casé, acompanhando os grandes cartazes do rádio, entre os quais Sílvio Caldas, Luís Barbosa, Noel Rosa e Marília Batista. Em 1932, com Noel Rosa, Mário Reis e Francisco Alves, excursionou a Porto Alegre/RS, onde se exibiu no Cine-Teatro Imperial. Nessa viagem, compôs com Noel Rosa o samba Vitória, criticando o cantor Francisco Alves, que não ficou ofendido e até participou do coro, quando a composição foi gravada por Sílvio Caldas, na Victor, em 1933.

Em 1932 gravou disco na Columbia, interpretando ao piano o choro de sua autoria Uma farra em Campo Grande. Participou depois da gravação de centenas de discos, como pianista de diversos conjuntos de estúdio, entre os quais Bambas do Estácio, Orquestra Copacabana (da Odeon), Gente Boa (da Odeon) e Gente do Choro.

Em 1933, embora seu nome não apareça no selo, acompanhou Mário Reis no disco da Columbia que incluía os sambas Esquina da vida (Noel Rosa e Francisco Matoso) e Meu barracão (Noel Rosa). Também de 1933 são vários discos da Odeon em que acompanhou cantores famosos da época, como Mário Reis, em Mulato bamba, de Noel Rosa; Francisco Alves, em Tristezas não pagam dívidas, de Ismael Silva; a dupla Mário Reis e Francisco Alves, em Estamos esperando, de Noel Rosa, e Rir, de José de Oliveira; Noel Rosa, em seu próprio samba Arranjei um fraseado; etc.

No ano seguinte, seu nome constou como pianista no selo de um disco da Victor com os sambas Alô, Moçoró! e Cheio de saudade (ambos de Mário Travassos de Araújo) interpretados por Sílvio Caldas e Luís Barbosa.

Como compositor, fez Perto do céu (com Francisco Matoso) gravado por Silvinha Melo, na Victor, em 1935; Vai-te embora (letra de Francisco Matoso), gravado por Mário Reis para o Carnaval de 1936, e ainda as valsas Cigana (com Paulo Roberto), gravada por Sílvio Caldas, na Odeon, em 1937; e Jardim de flores raras (com Francisco Matoso), gravada por Roberto Paiva, na Odeon, em 1938.

Apelidado por César Ladeira de O Chopin do Samba, atuou sobretudo nas décadas de 1930 e 1940, quando foi um dos mais destacados pianistas de samba, com execuções que marcaram época, pelo sentimento, emotividade e intuição.

Na década de 1950, já afastado dos meios musicais, foi funcionário da Secretaria da Viação e Obras Públicas do Estado do Rio de Janeiro. Em 1954, pouco antes de morrer, doente e sem recursos, foi homenageado num festival, promovido em Niterói por artistas do rádio e do disco. Em 1957, o pianista Fats Elpídio gravou na Victor o LP de dez polegadas Recordando Nonô.


Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e Publifolha, SP, 1998

sexta-feira, junho 01, 2012

Adriana Peixoto

Adriana Peixoto, cantora e compositora, nasceu em Niterói, RJ, em 23/4/1979. Vem de uma família tradicional no cenário musical brasileiro: é filha do pistonista Araken Peixoto (falecido em fevereiro de 2008) e sobrinha do cantor Cauby Peixoto, do maestro e pianista Moacyr Peixoto, e da cantora Andyara Peixoto (famosa nas décadas 40 e 50). Além disso, é sobrinha-neta do compositor e pianista Nonô, que acompanhava, entre outros, Noel Rosa e Carmen Miranda, e prima do sambista Ciro Monteiro e de Dalmo Medeiros, o mais novo integrante do grupo MPB4.

Atuou como cantora da noite na cidade de São Paulo durante 15 anos.

No ano de 2009 lançou o primeiro CD intitulado Adriana Peixoto, no qual fez dueto com Cauby Peixoto na faixa Altos e baixos (Sueli Costa e Aldir Blanc), além de interpretar Na batucada da vida, de Ary Barroso e Luiz Peixoto. No disco também foram incluídas as composições De cabeça pra baixo (Dalmo Medeiros e sua autoria), Zé Mané (Dalmo Medeiros e Marcelo Guimarães), Elizeth (Sueli Costa), Ação entre amigos (Danilo Caymmi), Encontro (Isolda), Outra vez nunca mais (Sueli Costa e Abel Silva), Passagem da ilusão (Miltinho e Paulo Cesar Pinheiro) e a regravação de Saudosa maloca, de Adoniran Barbosa, com arranjos do pianista cubano Yaniel Matos.

Neste mesmo ano de 2009 fez lançamento do CD no Teatro Rival BR, no Rio de Janeiro, em show que contou com a participação especial de Dalmo Medeiros. Neste mesmo ano fez temporada de shows no Bar Brahma, na cidade de São Paulo.

Em 2010 fez shows em casas noturnas como Bourbon Street, SESC Santos e temporada no Bar Brahma. No ano seguinte, em 2011, apresentou-se em vários espaços, entre os quais Café Paon, Teatro da Galeria Olido com o show Só samba e na casa noturna Na Mata Café.

Fontes: http://www.adrianapeixoto.com; Dicionário Cravo Alvin da MPB.

sexta-feira, outubro 14, 2011

Araken Peixoto

Araken Peixoto (Araquén Peixoto Barros), pistonista, nasceu em 10/10/1930, em Niterói, RJ, e faleceu em 20/2/2008, no Rio de Janeiro, RJ. Irmão do cantor Cauby Peixoto e do pianista Moacir Peixoto. Sobrinho do grande pianista Nonô e primo do falecido cantor Ciro Monteiro.

Aos 16 anos, recebeu orientação musical de um professor integrante da Orquestra Sinfônica Nacional. Aos 18 anos, ingressou no serviço militar obrigatório, integrando a Banda do Exército.

Sua carreira esteve sempre associada às casas noturnas, principalmente paulistas, onde firmou prestígio como músico. Gravou, em 1957, com seus irmãos, um LP intitulado Quando os Peixotos se encontram. Tocou no Captain's Bar, do Hotel Comodoro, em 1958; no Hotel Claridge, de 1959 a 1960, e no Rio, Au Bon Gourmet, em 1960.

Em 1962, passou a atuar na Boate Drink, no Rio de Janeiro, casa que alugou junto com Moacir e Cauby. Gravou seu primeiro LP em 1963, intitulado Drink. Em 1968, atuava no restaurante paulistano A Baiúca. Em 1973 foi relançado o LP Quando os Peixotos se encontram.

Faleceu em sua casa no bairro carioca de Copacabana, em 20/2/2008, vítima de diabetes.

Discografia

(1957) Quando os Peixotos se encontram • RGE • LP; (1989) Quando os Peixotos se encontram • RGE • LP; (1996) Um pistão dentro da noite-vol. 1 • Eldorado • CD; (1997) Um pistão dentro da noite-vol. 2 • Eldorado • CD.

Bibliografia Crítica

MARCONDES, Marcos Antônio. (ED). Enciclopédia da Música popular brasileira: erudita, folclórica e popular. 2. ed. São Paulo: Art Editora/Publifolha, 1999.

Fonte: Dicionário Cravo Albin da MPB.

sábado, março 15, 2008

Jardim de flores raras

Roberto Paiva
Jardim de flores raras (valsa, 1938) - Romualdo Peixoto (Nonô) e Francisco Matoso - Intérprete: Roberto Paiva

Disco 78 rpm / Título da música: Jardim de flores raras / Francisco Matoso(Compositor) / Romualdo Peixoto "Nonô" (Compositor) / Roberto Paiva (Intérprete) / Orquestra Odeon sob Direção de Simon Bountman (Acomp.) / Gravadora: Odeon / Gravação: 02/09/1938 / Lançamento: 10/1938 / Nº do Álbum: 11655 / Nº da Matriz: 5913 / Gênero: Valsa / Coleções de origem: IMS, Nirez


Era um jardim de flores muito raras
A espalhar fragrância de essências caras
E eram lindas elas
Tulipas amarelas
As rosas, vindas do Ceilão
Orquídeas de exposição
Ante a graça dos mais lindos Crisântemos

A felicidade um dia nós tivemos
Num cenário multicor
Nasceu um grande amor
Mas que durou a vida de uma flor.

E, quando anoitece, vagarosamente
Aumentando a dor de um coração que sente
E as rosas balançando ao luar
Eram como que fantasmas a errar
E ao amanhecer de um dia radiante
No jardim o orvalho era cintilante
Só no meu amor
Murcho, sem fulgor
Orvalho que encontrei
Foi o pranto que chorei.



Fontes: Discografia Brasileira - IMS; Instituto Moreira Salles.