Vinícius de Moraes - Algumas letras, cifras e músicas
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quinta-feira, dezembro 14, 2017
terça-feira, dezembro 05, 2017
Elizeth Cardoso - Canção do amor demais
Canção Do Amor Demais (1958) - Tom Jobim e Vinícius de Moraes - Interpretação: Elizeth Cardoso
LP Canção Do Amor Demais / Título da música: Canção do Amor Demais / Vinícius de Moraes (Compositor) / Tom Jobim (Compositor) / Elizeth Cardoso (Intérprete) / Gravadora: Festa / Ano: 1958 / Nº Álbum: LDV 6002 / Lado B / Faixa 7 / Gênero musical: Canção / MPB / Obs.: Arranjos e Regência: Tom Jobim. Gravado no Estúdio da Odeon (três canais), no Rio de Janeiro, em janeiro de 1958.
Tom: Em Em F#7 B7 Em Quero chorar porque te amei demais F#7 Quero morrer B7 E7(4) porque me deste a vida E7 Am7 A#º Bm7 Oh! meu amor será que nunca hei de ter paz A#º Será que tudo que há em mim Am7 F#7 Só quer sentir saudade E já nem sei B7 Em o que vai ser de mim F#7 B7 E7(4) E7 Tudo me diz que amar será meu fim Am7 A#º Que desespero traz o amor Em/B C Eu nem sabia o que era o amor F#m7(b5) Cm6 Em Agora sei porque não sou felizLetra:
Quero chorar porque te amei demais
Quero morrer porque me deste a vida
Oh, meu amor, será que nunca hei de ter paz
Será que tudo que há em mim
Só quer sentir saudade
E já nem sei o que vai ser de mim
Tudo me diz que amar será meu fim
Que desespero traz o amor!
Eu nem sabia o que era o amor
Agora sei porque não sou feliz
quarta-feira, maio 29, 2013
Almir Ribeiro
Almir Ribeiro (Aldimir Torres Ribeiro), cantor, nasceu em São João da Boa Vista, SP, em 09/12/1935, e faleceu em Punta Del Este, Uruguai, em 18/02/1958. Com cinco anos de idade mudou com a família para a cidade paulista de Itapetininga, na qual viveu até 1955 quando mudou-se para a cidade de São Paulo.
Iniciou sua carreira como locutor da Rádio PRD-9, de Itapetininga, com apenas 18 anos de idade. Em 1955, mudou-se para São Paulo onde pretendia dar sequência à carreira de locutor, acabando entretanto por seguir a carreira de cantor. Fez testes na Rádio e TV Tupi, estreando no programa musical de Cassiano Gabus Mendes, então diretor da Tupi, quando interpretou a canção My little one, adotando por sugestão do próprio Cassiano Gabus Mendes o nome artístico de Almir Ribeiro.
Em 1956, foi levado por Abelardo Figueiredo, que o vira cantar no programa de Cassiano Gabus Mendes, para ser o artista exclusivo do programa "Spot Light Popelinita" apresentado na TV Tupi. Depois, levado por Jordão de Magalhães, apresentou-se na boate Cave, fazendo depois temporada na boate "Beguin". Nesse ano, foi contratado pela gravadora Copacabana.
Em janeiro de 1957, lançou seu primeiro disco, interpretando com acompanhamento de Rafael Puglielli e sua orquestra o fox Amar outra vez, de M. Stollof sobre música de Chopin, com versão de G. Sidney, e o beguine Canção do mar, de Ferrer Trindade e Frederico de Brito. Em seguida, gravou o beguine Pra bem longe de ti, de Sherman, com versão de Nelson Figueiredo, e o samba-canção Onde estou?..., de Hervé Cordovil e Vicente Leporace.
No mesmo ano, gravou a toada Pezinho pra frente, de Aloísio Figueiredo, e o samba-canção Contra-senso, de Antônio Bruno. Nesse período, participou do filme Absolutamente Certo, de Anselmo Duarte, no qual interpretou o samba-canção Onde estou?. Em março do mesmo ano, lançou o LP Uma noite no Cave, no qual interpretou os sambas Fui eu, de Aloysio Figueiredo e Nelson Figueiredo, e Se todos fossem iguais a você, de Tom Jobim e Vinícius de Moraes, os sambas-canção Sempre teu, de Aloysio Figueiredo e Edson Borges, e Falaram de você, de Hervê Cordovil e Renê Cordovil, entre outros.
Em março de 1958, foram lançados três discos em 78 rpm com gravações suas feitas no início do ano, nas quais interpretou, com acompanhamento de Antonio Sergi e sua orquestra, o fox Tarde demais para esquecer, de Adamen e Carey, com versão de Alberto Ribeiro, e o samba-canção No meio da noite, de Aloísio Figueiredo e José Marques da Costa, os sambas-canção Foi a noite, de Tom Jobim e Newton Mendonça, e Laura, clássico de João de Barro e Alcir Pires Vermelho, e com o conjunto da Boate Cave, dirigida por Aloísio Figueiredo, o samba-canção Se todos fossem iguais a você" de Tom e Vinícius, e o fox Without my love, de Gerard, Michel e Guiton. Logo em seguida, foi lançado o LP Almir Ribeiro, também com tapes gravados no início do ano, e que além de quatro faixas lançadas em 78 rpm, trazia ainda as músicas Risque e Folha morta, de Ary Barroso, Dora, de Dorival Caymmi, Maria, de Ary Barroso e Luiz Peixoto, e Tarde fria, de Poly e Henrique Lobo.
Com uma carreira ascendente, faleceu precocemente afogado numa praia de Punta Del Este no Uruguai após gravar seis discos em 78 rpm e dois LPs. Após sua trágica morte a Copacabana lançou o LP Spot Light - Nº 2 - focaliza Almir Ribeiro, com doze interpretações do cantor no programa Spot Light registradas ao vivo.
Discografia
(1957) Amar outra vez/Canção do mar • Copacaban • 78
(1957) Pra bem longe de ti/Onde estou?... • Copacabana • 78
(1957) Pezinho pra frente/Contra-senso • Copacabana • 78
(1957) Uma noite no Cave • Copacabana • LP
(1958) Tarde demais para esquecer/No meio da noite • Copacabana • 78
(1958) Foi a noite/Laura • Copacabana • 78
(1958) Se todos fossem iguas a você/Without my love • Copacabana • 78
(1958) Almir Ribeiro • Copacabana • LP
(1958) Spot Light - Nº 2 - Focaliza Almir Ribeiro • Copacabana • LP
Fonte: Dicionário Cravo Albin da MPB.
segunda-feira, janeiro 14, 2013
Daisy Paiva
Daisy Paiva (Daisy Paiva Ribeiro), vedete, cantora e atriz, filha do maestro e compositor Vicente Paiva, nasceu no Rio de Janeiro, RJ, em 4/1/1938, e faleceu na mesma cidade em 21/4/2001. Iniciou a carreira artística em 1955, quando fazia vestibular para o curso de Arquitetura e viajou de férias para São Paulo.
Nessa época seu pai apresentava com Humberto Cunha no Teatro de Alumínio a revista Alô, alô São Paulo, cujo destaque era a atriz Nélia Paula. Também faziam parte da revista, entre outros, os atores Paulo Celestino, Pedro Dias, Manuel Vieira, Odilon Del Grande e Mauricio de Loyola.
Uma vez em São Paulo foi direto ao Teatro de Alumínio, lá chegando durante a matinê. O teatro estava cheio, já às escuras e para entreter o público que aguardava o começo da revista, seu pai a mandou cantar sem microfone. E ela assim o fez, cantando por cerca de 50 minutos e sendo bastante aplaudida sem que ninguém soubesse quem era que estava cantando. A atriz Nelia Paula então a apresentou e explicou que ela não estava no elenco da revista.
No dia seguinte, vários jornais paulistas comentaram seu sucesso e ela passou então a fazer parte do elenco. Foi em seguida convidada para um entrevista na Rádio Record, e a partir daí abandonou a idéia de seguir carreira de arquiteta. Pouco depois, retornou ao Rio de Janeiro, convidada pelo teatrólogo e compositor Chianca de Garcia para estrelar a comédia musical Gente bem no morro, no Teatro da Tijuca, com músicas de seu pai Vicente Paiva e atuando ao lado de Grande Otelo.
Nessa época, o poeta e compositor Vinícius de Moraes estava preparando a peça musical Orfeu da Conceição. Comparecendo ao Teatro da Tijuca a viu cantar. Após o espetáculo foi ao camarim e a convidou para fazer o papel de Eurídice na peça que estava escrevendo.
Em 1956, participou da montagem de Orfeu da Conceição no papel de Eurídice no Teatro Municipal com cenários de Oscar Niemeyer, pinturas de Carlos Scliar, caricaturas de Lan, e regência da orquestra sinfonica dirigida pelo Maestro Leo Peracchi. O espetáculo foi depois apresentado no Teatro República, na Avenida Gomes Freire.
Em 1959, estrelou no Teatro João Caetano, com Conchita Mascarenhas, Luz del Fuego e Ivaná, primeiro transformista francês trazido para o Brasil por Walter Pinto, a revista Boa é apelido, de Vicente Paiva, que contou ainda com as participações de Magico Dimitrius, Nilo Amaro, Jairo Aguiar, The Golden Boys, Darlene Glória e mais um elenco de 80 artistas. Essa revista ficou em cartaz no Rio de Janeiro durante dois meses, e se apresentou em seguida em São Paulo no Teatro Paramount, na Brigadeiro Luiz Antonio durante mais três meses.
Foi em seguida contratada pela TV Record e atuou na novela Banzo ao lado de Francisco Cuoco. Atuou ainda nos programas Show 713, Grande show, União dos bairros, Show do dia 7, Chocolate e seus bombons, Prêmio Roquete Pinto, e Golden show. Ainda na Tv Record apresentou diversos artistas estrangeiros que se apresentaram no Brasil, entre os quais, Sammy Davis Jr e Ella Fitzgerald.
Em 1960, integrou a Companhia de Teatro criada por seu pai para excursionar pelo sul do país indo de Porto Alegre a Curitiba, e da qual fizeram parte também o cômico Manula Dimitrius, o transformista Ivaná, Riva Ketter, Amalia Ribeiro, que era a sua mãe, Manuel Restife, o ator Pedro Ivan e a grande orquestra de seu irmão Décio Paiva. As apresentações eram realizados em teatros e clubes e incluiam um show e um baile. Com seu pai e seu irmão criou um conjunto de danças.
De volta a São Paulo continuou atuando na TV Record e também fazendo shows pelo Brasil. Foi convidada a participar do Festival de Berlim, mas não chegou a viajar. Ainda em 1960, gravou pela Copacabana com acompanhamento de orquestra o samba Malandro, de Vicente Paiva e Luiz Iglesias, e o samba-canção Se eu quizesse, de José Saccomani e José Gonçalves.
Em 1963, gravou, também pela Copacabana, com acompanhamento de orquestra e coro, o samba Naié, Naié, de Vicente Paiva e Chianca de Garcia. Apresentou-se durante muito tempo como cantora no programa de Cleo Meireles na TV de Salvador. Apresentou-se também semanalmente na TV de Recife e em quase todo o Nordeste do país.
Em 1975, retornou ao Rio de Janeiro. Em 1982, criou com a família o restaurante O Italianinho no bairro carioca de Copacabana. Dois anos depois, adquiriu uma fazenda que foi vendida em 1986, ano em que abandonou a carreira artística depois de mais de 30 anos de atuação.
Discografia
(1960) Malandro / Se eu quizesse • Copacabana • 78
(1963) Naié, Naié • Copacabana • 78
Fonte: Dicionário Cravo Albin da MPB
Nessa época seu pai apresentava com Humberto Cunha no Teatro de Alumínio a revista Alô, alô São Paulo, cujo destaque era a atriz Nélia Paula. Também faziam parte da revista, entre outros, os atores Paulo Celestino, Pedro Dias, Manuel Vieira, Odilon Del Grande e Mauricio de Loyola.
Uma vez em São Paulo foi direto ao Teatro de Alumínio, lá chegando durante a matinê. O teatro estava cheio, já às escuras e para entreter o público que aguardava o começo da revista, seu pai a mandou cantar sem microfone. E ela assim o fez, cantando por cerca de 50 minutos e sendo bastante aplaudida sem que ninguém soubesse quem era que estava cantando. A atriz Nelia Paula então a apresentou e explicou que ela não estava no elenco da revista.
No dia seguinte, vários jornais paulistas comentaram seu sucesso e ela passou então a fazer parte do elenco. Foi em seguida convidada para um entrevista na Rádio Record, e a partir daí abandonou a idéia de seguir carreira de arquiteta. Pouco depois, retornou ao Rio de Janeiro, convidada pelo teatrólogo e compositor Chianca de Garcia para estrelar a comédia musical Gente bem no morro, no Teatro da Tijuca, com músicas de seu pai Vicente Paiva e atuando ao lado de Grande Otelo.
Nessa época, o poeta e compositor Vinícius de Moraes estava preparando a peça musical Orfeu da Conceição. Comparecendo ao Teatro da Tijuca a viu cantar. Após o espetáculo foi ao camarim e a convidou para fazer o papel de Eurídice na peça que estava escrevendo.
Em 1956, participou da montagem de Orfeu da Conceição no papel de Eurídice no Teatro Municipal com cenários de Oscar Niemeyer, pinturas de Carlos Scliar, caricaturas de Lan, e regência da orquestra sinfonica dirigida pelo Maestro Leo Peracchi. O espetáculo foi depois apresentado no Teatro República, na Avenida Gomes Freire.
Em 1959, estrelou no Teatro João Caetano, com Conchita Mascarenhas, Luz del Fuego e Ivaná, primeiro transformista francês trazido para o Brasil por Walter Pinto, a revista Boa é apelido, de Vicente Paiva, que contou ainda com as participações de Magico Dimitrius, Nilo Amaro, Jairo Aguiar, The Golden Boys, Darlene Glória e mais um elenco de 80 artistas. Essa revista ficou em cartaz no Rio de Janeiro durante dois meses, e se apresentou em seguida em São Paulo no Teatro Paramount, na Brigadeiro Luiz Antonio durante mais três meses.
Foi em seguida contratada pela TV Record e atuou na novela Banzo ao lado de Francisco Cuoco. Atuou ainda nos programas Show 713, Grande show, União dos bairros, Show do dia 7, Chocolate e seus bombons, Prêmio Roquete Pinto, e Golden show. Ainda na Tv Record apresentou diversos artistas estrangeiros que se apresentaram no Brasil, entre os quais, Sammy Davis Jr e Ella Fitzgerald.
Em 1960, integrou a Companhia de Teatro criada por seu pai para excursionar pelo sul do país indo de Porto Alegre a Curitiba, e da qual fizeram parte também o cômico Manula Dimitrius, o transformista Ivaná, Riva Ketter, Amalia Ribeiro, que era a sua mãe, Manuel Restife, o ator Pedro Ivan e a grande orquestra de seu irmão Décio Paiva. As apresentações eram realizados em teatros e clubes e incluiam um show e um baile. Com seu pai e seu irmão criou um conjunto de danças.
De volta a São Paulo continuou atuando na TV Record e também fazendo shows pelo Brasil. Foi convidada a participar do Festival de Berlim, mas não chegou a viajar. Ainda em 1960, gravou pela Copacabana com acompanhamento de orquestra o samba Malandro, de Vicente Paiva e Luiz Iglesias, e o samba-canção Se eu quizesse, de José Saccomani e José Gonçalves.
Em 1963, gravou, também pela Copacabana, com acompanhamento de orquestra e coro, o samba Naié, Naié, de Vicente Paiva e Chianca de Garcia. Apresentou-se durante muito tempo como cantora no programa de Cleo Meireles na TV de Salvador. Apresentou-se também semanalmente na TV de Recife e em quase todo o Nordeste do país.
Em 1975, retornou ao Rio de Janeiro. Em 1982, criou com a família o restaurante O Italianinho no bairro carioca de Copacabana. Dois anos depois, adquiriu uma fazenda que foi vendida em 1986, ano em que abandonou a carreira artística depois de mais de 30 anos de atuação.
Discografia
(1960) Malandro / Se eu quizesse • Copacabana • 78
(1963) Naié, Naié • Copacabana • 78
Fonte: Dicionário Cravo Albin da MPB
segunda-feira, maio 02, 2011
Henrique de Mello Moraes
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Bororó e Henrique Mello Moraes, o palhaço alegre e a bailarina triste do Carnaval de 1932 |
Henrique de Mello Moraes, cantor, compositor e instrumentista, nasceu no Rio de Janeiro RJ, em 8/12/1912. Seu nascimento foi comemorado com música, pois o pai trouxe uma banda para tocar em casa e convidou vários amigos, entre os quais o caricaturista e compositor J. Carlos.
Desde criança gostava de cantar, sendo apelidado de Pequeno Caruso pela família. Foi funcionário da Estrada de Ferro Central do Brasil, onde conheceu o compositor Cândido das Neves, o Índio. Com outros amigos, entre os quais Bororó, Osvaldo Simões e Rogério Guimarães, fazia serestas pelas madrugadas, no bairro da Gávea, acompanhando-se ao violão.
Iniciou a carreira no rádio por 1932, cantando na Rádio Educadora do Brasil, do Rio de Janeiro, no programa de Gastão Lamounier com Albenzio Perrone. Apresentava-se também em outros programas da emissora, atuando ainda na Rádio Clube e Mayrink Veiga. Paralelamente, fazia serestas pelos bairros cariocas.
Por essa época, deixou a Central do Brasil, gravando seu primeiro disco pela Parlophon, com Eduardo Souto, em 1932, com as músicas Velho solar (André Filho) e a fantasia Un peu d’amour (J. Carlos).
Em seguida, gravou três músicas de Índio, a Rosa morena, Luar de minha terra, nas quais o compositor participou fazendo a segunda voz, e Versos de longe, composta especialmente para ele.
Formado em direito em 1934, assumiu o cargo de delegado de polícia, deixando a Rádio Educadora e suas atividades artísticas. Tio de Vinícius de Moraes, é conhecido como Henriquinho.
Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora.
segunda-feira, janeiro 10, 2011
Tom Jobim: biografia e obra
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Tom fez parte do núcleo embrionário da bossa. Tempos de bom gosto e poesia na música... e agora? |
Tom Jobim (Antônio Carlos Brasileiro de Almeida Jobim), compositor, instrumentista, regente e arranjador, nasceu no Rio de Janeiro, RJ, em 25/1/1927, e faleceu em Nova York, Estados Unidos, em 08/12/1994. Nascido no bairro da Tijuca, na Zona Norte, ainda criança foi morar em Ipanema.
terça-feira, novembro 11, 2008
Deixa
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Vinícius de Moraes |
LP Vinicius & Odette Lara / Título da música: Deixa / Baden Powell (Compositor) / Vinícius de Moraes (Compositor) / Vinícius de Moraes (Intérprete) / Odette Lara (Intérprete) / Gravadora: Elenco / Ano: 1963 / Álbum: ME-1 / Lado A / Faixa 3 / Gênero musical: Samba.
Am7 Deixa F7M G7 C7M Gm7 C7 Fale quem quiser falar meu bem F7M Deixa Dm7 E7 Am7 Deixa o coração falar também F7M Am7 Porque ele tem razão demais quando se queixa Em7 Então a gente B7 Em7 E7 Am7 Deixa, deixa , deixa ,deixa F7M G7 C7M Gm7 C7 Ninguem vive mais do que uma vez F7M Deixa Dm7 E7 Am7 Diz que sim pra não dizer talvez B7 Deixa E7 Am7 A paixão também existe F#° Deixa E7 Am7 Não me deixes ficar triste
domingo, novembro 09, 2008
Rancho das flores
Rancho das flores (marcha-rancho, 1961) - Letra de Vinícius de Moraes e música de Johann Sebastian Bach (Jesus, alegria dos homens) - Interpretação: Luiz Cláudio
Disco 78 rpm / Título da música: Rancho das flores / Bach, Johann Sebastian (Compositor) / Moraes, Vinicius de, 1913-1980 (Compositor) / Luiz Cláudio (Intérprete) / Coro (Acompanhante) / Orquestra (Acompanhante) / Imprenta [S.l.]: RCA Victor, 06/11/1961 / Nº Álbum 802418 / Gênero musical: Marcha-rancho.
Entre as prendas com que a natureza
Alegrou este mundo onde há tanta tristeza
A beleza das flores realça em primeiro lugar
É um milagre do aroma florido
Mais lindo que todas as graças do céu
E até mesmo do mar
Olhem bem para a rosa
Não há mais formosa
É flor dos amantes
É rosa-mulher
Que em perfume e em nobreza
Vem antes do cravo
E do lírio e da Hortência
E da dália e do bom crisântemo
E até mesmo do puro e gentil malmequer
E reparem no cravo o escravo da rosa
Que é flor mais cheirosa
De enfeite sutil
E no lírio que causa o delírio da rosa
O martírio da alma da rosa
Que é a flor mais vaidosa e mais prosa
Entre as flores do nosso Brasil
Abram alas pra dália garbosa
Da cor mais vistosa
Do grande jardim da existência das flores
Tão cheias de cores gentis
E também para a Hortência inocente
A flor mais contente
No azul do seu corpo macio e feliz
Satisfeita da vida
Vem a margarida
Que é a flor preferida dos que tem paixão
E agora é a vez da papoula vermelha
A que dá tanto mel pras abelhas
E alegra este mundo tão triste
No amor que é o meu coração
E agora que temos o bom crisântemo
Seu nome cantemos em verso e em prosa
Porém que não tem a beleza da rosa
Que uma rosa não é só uma flor
Uma rosa é uma rosa, é uma rosa
É a mulher rescendendo de amor
quarta-feira, março 05, 2008
Loura ou morena
Disco 78 rpm / Título da música: Loura ou morena / Haroldo Tapajós (Compositor) / Vinícius de Moraes, 1913-1980 (Compositor) / Irmãos Tapajós [Paulo Tapajós e Haroldo Tapajós] (Intérprete) / Gravadora: Columbia / Lançamento: 07/1932 / Nº do Álbum: 22138-b / Nº da Matriz: 381292-2 / Gênero musical: Fox / Coleções de origem: Nirez, Humberto Franceschi
Se por acaso o amor me agarrar
Quero uma loira pra namorar
Corpo bem feito, magro e perfeito
E o azul do céu no olhar
Quero também que saiba dançar
Que seja clara como o luar
Se isso se der
Posso dizer que amo uma mulher
Mas se uma loura eu não encontrar
Uma morena é o tom
Uma pequena, linda morena
Meu Deus, que bom
Uma morena era o ideal
Mas a loirinha não era mau
Cabelo louro vale um tesouro
É um tipo fenomenal
Cabelos negros têm seu lugar
Pele morena convida a amar
Que vou fazer?
Ah, eu não sei como é que vai ser
Olho as mulheres, que desespero
Que desespero de amor
É a loirinha, é a moreninha
Meu Deus, que horror!
Se da morena vou me lembrar
Logo na loura fico a pensar
Louras, morenas
Eu quero apenas a todas glorificar
Sou bem constante no amor leal
Louras, morenas, sois o ideal
Haja o que houver
Eu amo em todas somente a mulher
Fontes: Instituto Moreira Salles; Discografia Brasileira - IMS.
segunda-feira, abril 17, 2006
Chega de saudade
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Tom Jobim |
“Minha mãe criou uma menina, que também se chamava Nilza (nome da mãe do Tom) e me pediu para comprar um método de violão para ela, que tinha boa voz. Comprei o método do Canhoto que trazia (...) aquele sistema antigo (de acordes) primeira, segunda, terceira. (...)
Fui obrigado a explicar para ela naquele método (...) e acabei me envolvendo com aquela seqüência de acordes, completamente fáceis. Inventei uma sucessão de acordes, que é a coisa mais clássica do mundo, e botei ali uma melodia.
Mais tarde, Vinícius colocou a letra. De certa forma, sentindo a novidade da bossa nova, do João Gilberto e daquele meio em que a gente vivia, talvez Vinicius tenha sido levado a intitular a música ‘Chega de Saudade’. (...) Esse título é engraçado porque a música tem algo de saudade desde a introdução. Lembra aquelas introduções de conjuntos de violão e cavaquinho, tipo regional. (...).
Na segunda parte, passa para maior (modo maior). Acontecem todas aquelas modulações clássicas que você encontra na música antiga. Isso cria um absurdo: o ‘Chega de saudade’ já é uma saudade jogando fora a saudade!”.
Realmente, a bossa nova de “Chega de Saudade” está quase toda na harmonia, nos acordes alterados, pouco utilizados por nossos músicos da época, e na nova batida de violão executada por João Gilberto. A novidade rítmica fica muito clara, especialmente sob os versos “dentro dos meus braços os abraços / hão de ser milhões de abraços / apertado assim...”, com o violão indo na contramão da forma institucionalizada de se tocar samba. Aliás, a inovação já está presente na gravação de Elizeth Cardoso, a primeira de “Chega de Saudade”, feita para o elepê Canção do amor demais, que tem a participação de João Gilberto como violonista.
Esse disco, lançado pela pequena marca Festa, do produtor Irineu Garcia, é considerado por Tom Jobim (em depoimento a Zuza Homem de Mello, em outubro de 68) “um marco, um ponto de fissão, de quebra com o passado”. No dia 10.7.58, seis meses depois da gravação da Elizeth, aconteceu a do João, naturalmente repetindo a mesma batida de violão e apresentando o seu estilo bossa nova de cantar.
Este disco histórico, que traz na outra face o baiãozinho “Bim-Bom” (classificado no selo como samba), provocaria a pitoresca e mal-humorada reação de Álvaro Ramos, gerente das Lojas Assunção, quebrando o disco, indignado com o que o Rio lhe mandava. Atribuída no anedotário da bossa nova a Osvaldo Gurzoni, diretor de vendas da Odeon em São Paulo (que também não gostara do disco), a verdadeira identidade do autor da façanha (Ramos) seria revelada por Ruy Castro no livro Chega de saudade. Esse episódio aconteceu em São Paulo, em agosto de 58, às vésperas do lançamento do disco de 78 rotações, que precedeu em alguns meses o elepê homônimo (Fonte: A Canção no Tempo - Jairo Severiano e Zuza Homem de Mello - Vol.2 - 1958-1985).
Chega de saudade (bossa nova, 1958) - Tom Jobim e Vinícius de Moraes - Interpretação: João Gilberto
LP Chega De Saudade / Título da música: Chega de Saudade / Tom Jobim (Compositor) / Vinícius de Moraes (Compositor) / João Gilberto (Intérprete) / Gravadora: Odeon / Ano: 1959 / Nº Álbum: MOFB 3073 / Lado A / Faixa 1 / Gênero musical: Samba / Bossa Nova.
Chega de saudade (bossa nova, 1958) - Tom Jobim e Vinícius de Moraes - Interpretação: João Gilberto
LP Chega De Saudade / Título da música: Chega de Saudade / Tom Jobim (Compositor) / Vinícius de Moraes (Compositor) / João Gilberto (Intérprete) / Gravadora: Odeon / Ano: 1959 / Nº Álbum: MOFB 3073 / Lado A / Faixa 1 / Gênero musical: Samba / Bossa Nova.
Dm7 Bº Bbm6 Vai minha tristeza e diz a ela Dm7 A7 Que sem ela não pode ser Dm7 E7 Am7 Bb7 Diz-lhe numa prece que ela regresse A7 A7/5+ Porque eu não posso mais sofrer Dm7 Bº Chega de saudade, Bbm6 Am6 D7/9- A realidade é que sem ela não há paz, Gm7 A7 Dm7 Não há beleza, é só tristeza Bº e a melancolia que não sai de mim Bbm6 Dm7 Em7 A7 Não sai de mim, não sai D7+ E7 Mas se ela voltar, se ela voltar, G/A A7 D7+ Qua coisa linda, que coisa louca Fº Em7 Pois há menos peixinhos a nadar no mar E7 Bbm6 A7 Do que os beijinhos que eu darei na sua bo .. ca D7+ E7 F#7 Dentro dos meus braços os abraços Bm7 Bbm7 Am7 hão de ser milhões de abraços D9 G7+ Gm7 F#m7 Apertado assim, calado assim, colado assim Fº E7 A7 F#7 Abraços e beijinhos e carinhos sem ter fim B7/5+ E7 Que é prá acabar com esse negócio A7 D7+/9 de você viver sem mim
segunda-feira, abril 10, 2006
Vinícius de Moraes
Consagrado no movimento da bossa, Vinícius compôs, junto com Tom Jobim a música Garota de Ipanema, símbolo de uma época. Dentre outras suas parcerias musicais temos Baden Powell (Samba em prelúdio), Carlos Lyra (Minha namorada), Ary Barroso (Rancho das namoradas), Chico Buarque (Valsinha), e o seu amigo Toquinho, onde costumava dizer que tinham a melhor relação possível entre eles, e que "só não havia sexo!".
Com ele, Vinícius compôs diversas canções como A tonga da mironga do kabuletê, Tarde em Itapoã, Samba da Rosa, dentre outras. A banheira de sua casa era onde gostava de dar algumas entrevistas quando estava de muita preguiça, e sempre com um copo de uísque ao lado (onde tinha o carinhoso jeito de dizer que o uísque era o melhor companheiro do homem, era "um cachorro engarrafado").
A obra poética de Vinícius de Moraes é dividida habitualmente em duas fases: uma de sentido místico e lírico, e outra mais sensual e de linguagem mais simples, que ele mostra também nas composições populares. Seu domínio da linguagem culta foi decisivo para conferir qualidade literária à música popular brasileira, enriquecida com suas letras.
Vinícius de Moraes nasceu no Rio de Janeiro RJ em 19 de outubro de 1913. Devido a uma brincadeira de Manuel Bandeira, num de seus poemas de circunstância, muitos acreditam que seu nome completo fosse Marcus Vinícius da Cruz de Melo Moraes, o que não é verdade.
Formou-se em direito em 1933, ano em que lançou seu primeiro livro de poemas. Nessa época já era amigo dos poetas Manuel Bandeira, Mário de Andrade e Oswald de Andrade. Em 1938 foi para Oxford, na Inglaterra, com uma bolsa de estudos em língua e literatura inglesas. De volta ao Brasil, trabalhou em jornais como crítico de cinema até 1943, quando ingressou na carreira diplomática, da qual foi afastado pelo governo militar em 1968. Serviu em Los Angeles, Paris e Montevidéu.
Obra poética - A carreira literária de Vinícius de Moraes começou com o livro de poemas O caminho para a distância (1933) que, como Forma e exegese (1935) e Ariana, a mulher (1936), revela as preocupações místicas e transcendentais do autor, de estilo poético ainda indefinido. O quarto livro, Novos poemas (1938), também se inclui nessa primeira fase.
Dois livros - Cinco elegias (1943) e Poemas, sonetos e baladas (1946) - marcam a transição para uma nova fase, mais voltada para a participação política e social, além da sensualidade. São desse período a Antologia poética (1955), o Livro dos sonetos (1957) e Novos poemas II (1959), que traz o poema "Receita de mulher". Na década de 1960 publicou mais três livros: Procura-se uma rosa, Para viver um grande amor (ambos de 1962) e Para uma menina com uma flor (1966), de crônicas. A Arca de Noé (1970) é um livro de poesia para crianças.
Um dos grandes representantes do lirismo amoroso dos tempos atuais, Vinícius conseguiu, como poucos, exprimir com realismo característico a relação de amor entre o homem e a mulher. Após a primeira fase, mais mística e de individualismo nostálgico, assumiu por completo o papel de poeta do amor, da matéria, do mundo e da mulher, em versos altamente musicais.
Especialmente apreciados, os sonetos de Vinícius surpreendem pela capacidade de atualizar a lírica de Camões. O "Soneto da fidelidade", de Poemas, sonetos e baladas, figura entre os melhores momentos do autor nessa forma. A preocupação política e social se revela em poemas como "Operário em construção", de Novos poemas II.
Música popular - O interesse de Vinícius pela música data de 1927, quando começou a compor com Paulo e Haroldo Tapajós, mas só se firmou a partir da década de 1950. Em 1956 Antônio Carlos Jobim (Tom Jobim) musicou sua peça Orfeu da Conceição, premiada no concurso de teatro do IV Centenário de São Paulo. Montada no mesmo ano no Rio de Janeiro, a peça ajudou a popularizar composições de Tom e Vinícius, como Se todos fossem iguais a você. A versão cinematográfica Orphée noir (Orfeu do carnaval, de Marcel Camus, ganhou a Palma de Ouro em Cannes em 1959 e o Oscar de melhor filme estrangeiro.
Cada vez mais voltado para a música, escreveu letras para músicas inéditas de Tom Jobim, como Lamento no morro e Mulher, sempre mulher, gravadas em 1956. Dois anos depois, o disco Canção do amor demais, de Elizeth Cardoso, com canções de Tom e Vinícius, marcou o início da bossa nova.
Em 1961, no Teatro Santa Rosa, no Rio de Janeiro, estreou sua peça Procura-se uma rosa. No mesmo ano, Vinícius conheceu Carlos Lyra, seu parceiro em Minha namorada (1964) e outras canções. A parceria com o violonista Baden Powell, a partir de 1962, rendeu mais de cinquenta músicas, entre elas sucessos como Berimbau e Samba em prelúdio. Com Pixinguinha, Vinícius fez a música do filme Sol sobre a lama (1962), de Alex Viany, e com Francis Hime compôs, entre outras canções, Sem mais adeus (1963).
O maior sucesso de Vinícius foi Garota de Ipanema (1963), em parceria com Tom Jobim. Em 1965, Arrastão, de Edu Lobo e Vinícius, venceu o I Festival de Música Popular Brasileira da TV Excelsior. Edu seria seu parceiro em outro sucesso, Canção do amanhecer. Seu último parceiro, a partir de 1970, foi o violonista Toquinho (Antonio Pecci Filho), com quem compôs Morena flor, Tarde em Itapoan, Essa menina etc.
Vinícius também fez música para poemas seus, como Serenata do adeus e Medo de amar. Vinícius de Moraes morreu no Rio de Janeiro, em 9 de julho de 1980.
Algumas músicas
A um passarinho, 1980; A uma mulher, s.d.; As abelhas (c/Bacalov), 1980; Acalanto da rosa (c/Cláudio Santoro), 1969; Água de beber (c/Tom Jobim), 1963; Ai de quem ama (c/Nilo Queirós), s.d.; Ai quem me dera, 1963; Além do tempo (c/Edu Lobo), 1976; Algum lugar (c/Marília Medalha), 1972; Amei tanto, 1963; Amigo amado (c/Alaíde Costa), s.d.; Amigos meus (c/Toquinho), 1980; Amor e lágrimas (c/Cláudio Santoro), s.d.; Amor em paz (c/Tom Jobim), 1961; O amor só traz tristeza (c/Tom Jobim), s.d.; Andam dizendo (c/Tom Jobim), 1962; Apelo (c/Baden Powell), 1966; O ar (O vento) (c/Bacalov e Toquinho), 1981; A arca de Noé (c/Toquinho), 1980; Arrastão (c/Edu Lobo), 1965; O astronauta (c/Baden Powell), 1964; Até rolar pelo chão (c/Mutinho), 1980; Aula de piano (c/Toquinho), 1980; Ausência (c/Marília Medalha), 1972; Bachiana (c/Baden Powell), 1972; Balada do mangue, 1978; Bate, coração (c/Antônio Maria), samba-canção, 1960; O beijo que você não quis dar, 1933; O bem-amado (c/Toquinho), 1977; A bênção, Bahia (c/Toquinho e Marília Medalha), 1971; Berceuse (c/Baden Powell), 1972; Berimbau (c/Baden Powell), 1964; Os bichinhos e o homem (c/Toquinho), 1981; Blues para Emmet (c/Toquinho), 1971; Bocoxe (c/Baden Powell), 1965; Bom dia, amigo (c/Baden Powell), 1962; Bom-dia, tristeza (c/Adoniran Barbosa), 1957; Brasília, sinfonia da alvorada (c/Tom Jobim), 1961; Brigas nunca mais (c/Tom Jobim), 1959; Broto maroto (c/Carlos Lira), s.d.; Broto triste (c/Carlos Lira), 1964; A cachorrinha (c/Tom Jobim), 1981; Cala, meu amor (c/Tom Jobim), 1959; Calmaria e vendaval (c/Toquinho), s.d.; Caminho de pedra (c/Tom Jobim), 1958; Caminhos sem fim (c/Tom Jobim), s.d.; Canção da canção que nasceu (c/Marília Medalha), 1972; Canção da eterna despedida (c/Tom Jobim), 1959; Canção da noite (c/Paulo Tapajós), 1955; Canção de amor e paz (c/Tom Jobim), 1967; Canção de enganar tristeza (c/Baden Powell), 1966; Canção de ninar meu bem (c/Baden Powell), 1966; Canção de nós dois, 1961; Canção do amanhecer (c/Edu Lobo), 1965; Canção do amor amigo (c/Baden Powehl), 1966; Canção do amor ausente (c/Baden Powell), 1963; Canção do amor demais (c/Tom Jobim), 1958; Canção do amor que chegou (c/Carlos Lira), 1964; Canção do homem só (c/Carlos Lira), 1966; Canção em modo menor (Coração em prece) (c/Tom Jobim), 1962; Canção para alguém (c/Haroldo Tapajós), valsa, 1933; Canção para o grande amor (c/Marília Medalha), 1972; Canta, canta mais (c/Tom Jobim), 1959; Cântico, s.d.; Canto de lemanjá (c/Baden Powell), 1966; Canto de Ossanha (c/Baden Powell), 1966; Canto de Oxalufá (c/Toquinho), 1972; O canto de Oxum (c/Toquinho), 1971; Canto de pedra (c/Baden Powell), 1966; Canto de pedra preta (c/Baden Powehl), 1966; Canto de Xangô (c/Baden Powell), 1966; Canto do Caboclo Pedra Preta (c/Baden Powell), 1966; Canto e contraponto (c/Baden Powell), 1966; Canto em contraponto (c/Toquinho), 1974; Canto triste (c/Edu Lobo), 1967; Cara de pau (c/Edu Lobo), 1976; Carioca (c/Carlos Lira), 1966; Caro Raul (c/Toquinho), 1980; Carta ao Tom 74 (c/Toquinho), 1974; Carta do Tom (c/Chico Buarque, Tom Jobim e Toquinho), 1977; A carta que não foi mandada (c/Toquinho), 1974; Cartão de visita (c/Carlos Lira), 1964; A casa, s.d.; Cavalo-marinho (c/Baden Powell), 1966; Cem por cento, s.d.; Certa Maria (c/Ciro Monteiro), 1969; Chanson d’hiver (c/Baden Powell), 1972; Chega de saudade (c/Tom Jobim), 1958; A chegada dos candangos (c/Tom Jobim), 1961; Chora, coração (c/Tom Jobim), 1973; Chorando pedia, s.d.; Chorando pra Pixinguinha (c/Toquinho), 1972; Choro chorado para Paulinho Nogueira (c/Paulinho Nogueira eToquinho), 1975; Choro para metrônomo (c/Baden Powell), 1966; Cidadão da Gávea (c/Tom Jobim), 1980; Coisa mais linda (c/Carlos Lira), 1961; Com você é pior (c/Carlos Lira), s.d.; Como dizia o poeta (c/Toquinho), 1971; Como é duro trabalhar (c/Toquinho), 1974; Conjugação da ausente, 1975; Consolação (c/Baden Powell), 1967; Coral (c/Tom Jobim), 1961; As cores de abril (c/Toquinho), 1974; A corujinha (c/Toquinho), 1980; Cotidiano (c/Toquinho), 1970; Cotidiano n 2 (c/Toquinho), 1972; Decididamente (c/Edu Lobo), 1976; Deixa (c/Baden Powell), 1966; Derradeira primavera (c/Tom Jobim), 1962; Desalento (c/Chico Buarque), 1970; O desespero da piedade, s.d.; Deve ser amor (c/Baden Powell), 1966; Dia da criação, 1976; Dialética, 1980; Diálogo (c/Toquinho), 1977; Diga, moreninha (c/Haroldo Tapajós), 1934; Distante (c/Marília Medalha), 1972; Dobrado de amor a São Paulo (c/Antônio Maria), 1954; Doce ilusão (c/Haroldo Tapajós), 1934; Dor de uma saudade (c/José Medina), fox, 1933; É hoje só (c/Baden Powell), 1962; É preciso dizer adeus (c/Tom Jobim), 1958; Ela é carioca (c/Tom Jobim), 1963; Essa menina (c/Toquinho), 1971, Estrada branca (c/Tom Jobim), 1958; Eu agradeço (c/Edu Lobo), 1976; Eu e o meu amor (c/Tom Jobim), 1956; Eu não existo sem você (c/Tom Jobim), 1957; Eu não tenho nada a ver com isso (c/Toquinho), 1971; Eu sei que vou te amar (c/Tom Jobim), 1959; Eu te amo, amor (c/Francis Hime), 1967; Eurídice, 1988; Exaltação ao amor (c/Tom Jobim), s.d.; Fala, meu amor (c/Tom Jobim), 1967; O falso mendigo, s.d.; Favela (c/Tom Jobim), 1963; A felicidade (c/Tom Jobim), 1959; O filho que eu quero ter (c/Toquinho), 1974; A flor e a noite (c/Toquinho), 1971; Fluido de saudade (c/Baden Powell), 1972; A foca (c/Toquinho), 1980; Fogo sob terra (c/Toquinho), 1974; A formiga (c/Paulo Soledade), 1981; Formosa (c/Baden Powell), 1967; Frevo (c/Tom Jobim), 1959; Frevo de Orfeu (c/Tom Jobim), 1996; A galinha d’Angola (c/Toquinho), 1981; Garota de Ipanema (c/Tom Jobim), 1960; Garota prerongondon (c/Baden Powell), 1966; O gato (c/Bacalov e Toquinho), 1980; Gente humilde (c/Chico Buarque e Garoto), 1970; Gente do morro (c/Carlos Lira), 1972; Gilda (c/Toquinho), 1980; O girassol (c/Toquinho), 1981; Golpe errado (c/Toquinho), 1980; O grande amor (c/Tom Jobim), 1960; O grande apelo (c/Marília Medalha), 1971; O haver, 1980; Hendulu, 1934; História antiga (c/Baden PoweIl), 1966; O homem (c/Tom Jobim), 1961; Honolulu (c/Paulo Tapajós), s.d.; Iemanjá (c/Baden PowelI), 1969; Ilhéus (c/Tom Jobim), 1983; Improviso em bossa nova (c/Baden Powell), 1972; Indiscretion (c/Baden Powell), 1972; Insensatez (c/Tom Jobim), 1960; Insônia (c/Baden Powell), 1972; Io so che ti amero (c/Tom Jobim e Sérgio Bardotti), 1991; Já era tempo (c/Ari Barroso), 1962; Janelas abertas (c/Tom Jobim), 1958; João Não-tem-de quê (c/Edu Lobo), 1976; Labaredas (c/Baden PoweII), 1972; Labirinto (c/Edu Lobo), 1976; Lamento (c/Pixinguinha), 1962; Lamento de Exu (c/Baden Powell), 1966; Lamento de João (c/Edu Lobo), 1976; Lamento no morro (c/Tom Jobim), 1956; O leão (inspirado em William Blake) (c/Fagner), 1981; Lembre-se (c/Moacir Santos), s.d.; Linda baiana (c/Baden Powell), 1966; Loura ou morena (c/Haroldo Tapajós), fox-trot, 1932; Luar de meu bem (c/Cláudio Santoro), 1969; Luciana (c/Tom Jobim), 1958; O mais-que-perfeito (c/Macalé), 1973; Mais um adeus (c/Toquinho), 1971; Marcha da Quarta feira de Cinzas (c/Carlos Lira), 1962; Marcha do amanhecer (c/Carlos Lira), 1964; Maria (c/Francis Hime), 1966; Maria da Graça (c/Tom Jobim), 1958; Maria Moita (c/Carlos Lira), 1964; Maria-vai-com-as-outras (c/Toquinho), 1971; Medo de amar, 1962; Melancia e coco verde, 1971; Melhor era tudo se acabar (c/Baden Powell), 1966; Menina (c/Toquinho), 1980; Menina das duas tranças (c/Toquinho), 1972; Menino travesso (c/Moacir Santos), s.d ; Mensagem, 1978; Meu pai Oxalá (c/Toquinho), 1970; Meu tempo (c/Marília Medalha), 1972; Minha desventura (c/Carlos Lira), 1964; Minha namorada (c/Carlos Lira), 1964; Mister Toquinho (c/Marília Medalha), 1972; Modinha (c/Tom Jobim), 1958; Moinho d’agua (c/Marília Medalha), 1972; Monólogo de Orfeu (c/Tom Jobim), 1956; Morena flor (c/Toquinho), 1971; O morro não tem vez (c/Tom Jobim), 1963; Morte de Orfeu (Macumba) (c/Tom Jobim), 1956; Mulher carioca (c/Baden Powell), 1966; Mulher, sempre mulher (c/Tom Jobim), 1956; Mundo melhor (c/Pixinguinha), 1967; Na hora do adeus (c/Tom Jobim), 1960; Nada como ter amor (c/Carlos Lira), 1961; Namorado da lua (c/Haroldo Tapajós), 1934; Ninguém é melhor do que..., 1980; No colo da serra (c/Toquinho), 1972; No more blues (c/Tom Jobim e Jessei Hendricks), 1962; Um nome de mulher (C/Tom Jobim), 1956; O nosso amor (c/Tom Jobim), 1959; O nosso amor de criança (c/Haroldo Tapajós), 1934; Olha, Maria (Amparo) (c/Tom Jobim e Chico Buarque), 1970; Onde anda você (c/Hermano Silva), 1975; Onde andará o amor? (c/Tom Jobim), s.d.; O que é que tem sentido nesta vida? (c/Edu Lobo), 1976; O que tinha de ser (c/Tom Jobim), 1959; Orfeu da Conceição (Overture) (c/Tom Jobim), 1956; Outra vez (c/Tom Jobim) 1958; Paiol de pólvora (c/Toquinho), 1970; Para fazer um bom café (c/Baden Powell), 1966; Para viver um grande amor (c/Toquinho), 1972; Paris toute grise (c/Baden Powell), 1972; O pato(c/Toquinho), 1980; Pátria minha, 1980; Pau-de-arara (c/Carlos Lira), 1964; Pedro, meu filho, 1975; Pela luz dos olhos seus (c/Toquinho), 1975; Pelos caminhos da vida (c/Tom Jobim), 1959; O peru (c/Toquinho e Paulo Soledade), 1981; O pingüim (c/Toquinho e Paulo Soledade), 1981; O pintinho (c/Gilda Matoso, Pipo Caruso, Sérgio Bardotti e Toquinho), 1980; O planalto deserto (c/Tom Jobim), 1961; Planta baixa (c/Toquinho), s.d.; Pobre de mim (c/Edu Lobo), 1976; Pobre menina rica (c/Carlos Lira), 1964; Poema dos olhos da amada (c/Paulo Soledade), 1954; O poeta aprendiz (c/Toquinho), 1971; Porque será? (c/Toquinho e Carlinhos Vergueiro), 1980; Por toda a minha vida (c/Tom Jobim), 1959; O porquinho (c/Toquinho), 1981; A porta (c/Toquinho), 1980; Pour toi, Marie (c/Baden Powell), 1966; Pra que chorar (c/Baden Powell), 1966; Praia branca (c/Tom Jobim), 1958; Precedented (c/Baden Powell), 1972; Pregão da saudade (c/Cláudio Santoro), 1969; Prelúdio ao coração (c/Baden Powell), sd.; A primavera (c/Carlos Lira), 1964; Primeira namorada (c/Carlos Lira), 1961; A pulga, 1980; Quando tu passas por mim (c/Antonio Maria), samba, 1953; Quarta-feira de Cinzas (c/Amauri), sd.; Quarto soneto de meditação, s.d.; Que trouxe essa canção? (c/Baden Powell), 1972; As razões do coração (c/Toquinho), 1975; Regra-três (c/Toquinho), 1972; O relógio (c/Paulo Soledade), 1980; Rosa de Hiroshima (c/João Ricardo), 1975; A rosa desfolhada (c/Toquinho), 1971; Uma rosa em minha mão (c/Toquinho), 1974; Rua das Acácias, 1980; Sabe você (c/Carlos Lira), 1964; Sagarana (c/Marília Medalha), 1972; Samba Belo Horizonte (c/Tom Jobim), s.d.; Samba da bênção (c/Baden Powell), 1966; Samba da rosa (c/Toquinho), 1971; Samba da volta (c/Toquinho), 1974; Samba de Gesse, 1971; Samba de Maria (c/Francis Hime), 1967; Samba de nós dois (c/Baden PoweIl), só.; Samba de Orly (c/Toquinho e Chico Buarque), 1969; Samba de Oxóssi (c/Baden Powell), 1966; Samba do carioca (c/Carlos Lira), sd.; Samba do jato (c/Toquinho), 1974; Samba do Veloso (c/Baden Powell), 1966; Samba em chá-cha-chá (c/Baden PoweIl), 1966; Samba em prelúdio (c/Baden Powell), 1962; Samba fúnebre (c/Pixinguinha), 1972; Samba pra Endrigo (c/Toquinho), 1980; Samba pra Vinícius (c/Chico Buarque e Toquinho), 1977; Samba saravá (c/Baden Powell), 1966; Samba triste (c/Baden Powell), só.; Samblues do dinheiro (c/Edu Lobo), 1976; São demais os perigos desta vida (c/Toquinho), 1972; São Francisco (c/Paulo Soledade), 1956; Saravá (c/Baden Powell), s.d.; Saudade de amar (c/Francis Hime), s.d.; Saudades do Brasil em Portugal (c/Homem Cristo), 1978; Se ela quisesse (c/Toquinho), 1975; Se o amor pudesse (c/Marília Medalha), 1972; Se todos fossem iguais a você (c/Tom Jobim), 1956; Se você disser que sim (c/Moacir Santos), s.d.; Sei lá... a vida tem sempre razão (c/Toquinho), 1971; Seja feliz (c/Baden Powell), 1962; Sem mais adeus (c/Francis Hime), 1963; Sem medo (c/Toquinho), 1974; Sem razão de ser (c/Marília Medalha), 1972; Sem você (c/Tom Jobim), 1959; Sempre a esperar (c/Osvaldo Coghiano), s.d.; Separação, 1975; Serenata do adeus, 1958; Simplesmente (c/Baden Powell), s.d.; Só amor (c/Carlos Lira), s.d.; Só danço samba (c/Tom Jobim), 1962; Só me fez bem (c/Edu Lobo), 1967; Só por amor (c/Baden Powell), 1962; Sob o Trópico de Câncer, s.d.; Soneto a K. Mansfield, sd.; Soneto à Lua, 1980; Soneto da intimidade, s.d.; Soneto da separação (c/Tom Jobim), 1959; Soneto de contrição, 1980; Sonho de amor e paz (c/Baden Powell), 1966; Tá difícil (c/Edu Lobo), 1976; Tarde em Itapoã (c/Toquinho), 1971; Tatamircs (cf/Toquinho), 1972; Telecoteco, 1961; Tem dó (c/Baden Powell), 1966; Tempo da flor (c/Francis Hime), 1967; Tempo de amor (c/Baden Powell), 1966; Tempo de paz (c/Baden Powell), 1966; Tempo feliz (Vê o sol raiar) (c/Baden Powell), 1967; Ternura, sd.; A terra prometida (c/Toquinho), 1971; Testamento (c/Toquinho), 1971; This happy madness (c/Tom Jobim e Ray Gilbert), 1971; Toi, ma blonde (c/Baden Powell e Eduardo Bacri), 1966; Toma meu coração (c/Eduardo Bacri e Baden Powell), 1966; Tomara, 1971; A tonga da mironga do cabuletê (c/Toquinho), 1971; O trabalho e a construção (c/Tom Jobim), 1961; Triste de quem (c/Moacir Santos), s.d.; Triste sertão (c/Toquinho), 1974; Tristeza e solidão (c/Baden Powell), 1965; Tudo na mais santa paz (c/Toquinho), 1974; Um homem chamado Alfredo (c/Toquinho), 1975; Um novo dia (c/Edu Lobo), 1976; Un altro addio (c/Tom Jobim e Sérgio Bardotti), 1991; Valsa da Tunísia, 1975; Valsa de Eurídice, valsa, 1956; Valsa do amor de nos dois (c/Tom Jobim), 1962; Valsa do amor que não vem (c/Baden Powell) 1965; Valsa do bordel (c/Toquinho), 1975; Valsa dueto (c/Carlos Lira), 1964; Valsa para o ausente (c/Marilia Medalha), 1971; Valsa para uma menininha (c/Toquinho), 1972; Valsa sem nome (c/Baden Powell), 1964; Valsinha (c/Chico Buarque), 1971; Veja você (c/Toquinho), s.d.; Velho amigo (c/Baden Powell), 1966; O velho e a flor (c/Toquinho e E. Bacalov), 1971; A vez do Dombe (c/Toquinho), 1971; Vida bela (c/Tom Jobim), 1958; Você e eu (c/Carlos Lira), 1961; Zambi (c/Edu Lobo), 1965.
Veja também:
Fontes: MPB Compositores - Editora Globo; Revista Caras - Edição Especial de Junho de 1996; Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e Publifolha, SP, 1998.
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