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sábado, agosto 24, 2013

Quando a Violeta se casou



Carmen Barbosa - 1939
Quando a Violeta se casou (marcha, 1940) - João de Barro, Alcir Pires Vermelho e Alberto Ribeiro

Disco 78 rpm / Título da música: Quando a Violeta se casou / Autoria: Ribeiro, Alberto, 1902-1971 (Compositor) / Pires Vermelho, Alcyr, 1906-1994 (Compositor) / João de Barro, 1907-2006 (Compositor) / Carmen Barbosa (Intérprete) / Fon-Fon, 1908-1951 (Acompanhante) / Orquestra (Acompanhante) / Imprenta [S.l.]: Columbia, 1939 / Nº Álbum 55186 / Lado A / Gênero musical: Marcha /

Quando a Violeta se casou
Gostou, gostou
Conseguiu aquilo que sonhou...
Gostou, gostou.

Pois ganhou bangalô
Onde o mar vai cantar.
No quintal, roseiral, todo em flor,
Ai que amor.

E nesse vai e vem
Ganhou neném também.
Qüem, qüem, qüem, qüem, qüem...


sábado, julho 13, 2013

Nilo Sérgio

Nilo Sérgio - 1943
Nilo Sérgio (Nilo Santos Pinto), compositor, cantor e produtor, nasceu no Rio de Janeiro, RJ, em 16/06/1921, e faleceu na mesma cidade em 1981. Foi criador e diretor da gravadora Musidisc. Iniciou a carreira artística na Rádio Cruzeiro do Sul e depois, como crooner da orquestra The Midnighters.

Em 1943, gravou seu primeiro disco, interpretando o fox trot Take it from there, de Robin e Rainger.  Ainda nesse ano, gravou com o trio vocal As Três Marias, e com acompanhamento da orquestra de Zaccarias, o samba Morena boca de ouro, de Ary Barroso. Seus primeiros discos, lançados pela gravadora RCA Victor, traziam vários estilos que iam de fox trotes, beguines e principalmente de standards do cancioneiro americano.

A partir de 1949, começou a abrasileirar seu repertório, embora mantendo o estilo romântico, e gravou a marcha I'm looking over a four leaf clover (Trevo de quatro folhas), de Woods e Dixon, para a qual ele mesmo fez a versão; o fox trot My darling, my darling, de Frank Loesser; o beguine On na island with you, de Edward Heyman e N. Herb Brown; os sambas Mañana, versão de Haroldo Barbosa, para música de P. Lee e D. Harbour, e Falta-me alguém de Claudionor Cruz e Pedro Caetano, e a Canção de aniversário, de José Maria de Abreu e Alberto Ribeiro.

Em 1950, gravou a marcha Sorrisos, de W. Calahan e L. Roberts, e versão sua, e o samba bolero Que importa a vida, parceria com Raimundo Baima. Ainda em 1950, ingressou na gravadora Todamérica, na qual estreou, registrando a valsa Cavaleiros do céu, de Satan Jones, e versão de Haroldo Barbosa; e o beguine Speak low, de Kurt Weill e Ogden Nash. No mesmo ano gravou os sambas Anseio, de sua autoria e Alberto Ribeiro,  Não posso esquecer, de José Maria de Abreu e Alberto Ribeiro, além da valsa Parabéns a você, de M. T. Hill, e versão de Léa Magalhães, e a Canção de aniversário de casamento, de A. Jolson e S. Chaplin, e versão de  Osvaldo Santiago.

Ainda em 1951, gravou os sambas Você é tormento, de sua parceria com Garoto, e Não briguemos, de sua autoria, e em disco lançado apenas em março de 1952, o bolero Serenata, de G. Braga, e ainda, a toada Onde a tristeza mora, de José Maria de Abreu. Em 1952, sua música Na madrugada foi gravada no primeiro LP do Trio Surdina.

Em 1953, criou sua própria etiqueta, o selo Musidisc. Nesse mesmo ano, lançou o primeiro LP pelo seu novo selo, Datas felizes, no qual interpretou as baladas Natal, de sua autoria; Papai Noel, de Alberto Ribeiro; Aniversário de casamento, de Ivanovic e Lourival Faissal; as valsas Aniversário de mamãe, de sua autoria e Alberto Ribeiro; e Parabéns a você, de M. J. Hill, e versão sua; as canções Canção da Páscoa, de sua autoria e Alberto Ribeiro; Canção de aniversário, de José Maria de Abreu e Alberto Ribeiro, e Canção dos namorados, parceria sua com Alberto Ribeiro.

Em 1956, dividiu com o Trio Surdina o LP Canções de Natal. Nesse disco, o trio interpretou quatro músicas e ele, mais quatro: Silent night, de Franz Gruber; o motivo tradicional Tannembaum, Papai Noel, de Alberto Ribeiro, e Natal, de sua autoria. Nesse ano, sua interpretação para Canção de aniversário, de José Maria de Abreu e Alberto Ribeiro, foi incluída no LP No mundo da canção - Vol. 1. No final dos anos 1950, criou sua própria orquestra, que passou a acompanhá-lo em gravações.

Em 1960, gravou o LP Dançando suavemente - Nilo Sérgio e sua orquestra, no qual foram interpretados diversos clássicos internacionais, além de Devaneio, de Djalma Ferreira e Luís Antônio, e Bongô para dois, de sua autoria. Nesse ano, a canção Trevo de quatro folhas, versão da música de M. Dixon e H. Woods, foi gravada por João Gilberto na Odeon.

Em 1961, foi relançada sua gravação com as valsas, Canção de aniversário de casamento, de M. J. Hill e Léa Magalhães, e, com o Trio Madrigal, Parabéns a você, de A. Jolson, S. Chaplin e versão de Osvaldo Santiago, registradas na Continental. Nos anos 1960, teve a música Amanhã eu vou gravada por Ed Lincoln, no LP Ed Lincoln seu piano e seu órgão espetacular.

Em 1962, lançou um de seus maiores êxitos, o LP Isto é romance - Nilo Sérgio, sua orquestra e vozes, no qual foram interpretadas as músicas Romantic partners, Marias de Portugal, Canção de um vagabundo e Canção para um homem no espaço, todas de sua autoria, além de Espiral, parceria com Ed Lincoln, entre outras.

Em 1963, lançou dois LPs, no primeiro, Bolero, amor e romance - Nilo Sérgio, sua orquestra e vozes, foram interpretados 10 boleros clássicos. No segundo, Cleópatra, cinema e romance - Nilo Sérgio, sua orquestra e vozes, foram interpretados 12 temas do cinema.

Em 1969, lançou pela Musidisc, o LP Canções para uma noite de chuva - Orquestra Nilo Sérgio, no qual foram interpretadas, entre outras, Deixe-me viver, Copacabana concerto, Oração para uma menina, Amor de inverno, Meu pecado e O parque, todas de sua autoria, além de sucesso da época como Carolina, de Chico Buarque, e Modinha, de Sérgio Bittencourt.

Em 1971, depois de quase 20 anos de existência, chegou ao fim a gravadora Musidisc, deixando um acervo de cerca de quatro mil fonogramas que renderam entre 400 e 500 discos. Entre os músicos que passaram por sua gravadora, destacaram Ed Lincoln, Orlandivo, Sílvio César e Pedrinho Rodrigues, além da Orquestra Românticos de Cuba, feita especialmente para as gravações. Também fizeram gravações pela Musidisc o conjunto Voz do Morro, integrado por Paulinho da Viola, Elton Medeiros e Nelson Sargento, o intrumentista Altamiro Carrilho, e o grupo de rock Bango.

Com o fim da gravadora, o espaço onde ela funcionou passou a ser utilizado como estúdio. Ao longo da carreira de cantor gravou gravou mais de 40 discos, entre 78 rpm e LPs.

Obra


Canção de aniversário (c/Alberto Ribeiro), Canção dos namorados, Na madrugada, Natal, Papai Noel.

Discografia


1943 - Take it from there - Com The Midnighters - Victor - 78
1943 - It can't be wrong - Com The Midnighters - Victor - 78
1943 - You'll never know/My devotion - Com The Midnighters - Victor - 78
1943 - Jingle, jangle, jingle/If you please - Com The Midnighters - Victor - 78
1943 - Sunday, Monday or always/For the first time - c/The Midnighters - Victor - 78
1943 - Paper Doll/Hello Frisco - Com The Midnighters - Victor - 78
1943 - Morena boca de ouro - Com As Três Marias - Victor - 78
1944 - Have I stayed aweay too long/Don't believe everything you dream- Victor - 78
1944 - I'II be around/No love, no nothing - Victor - 78
1944 - How sweet you are/We mustn"t say goodbye - Victor - 78
1944 - Someday I'II meet you again/The dreamer - Victor - 78
1944 - Shoo-shoo baby/Don't sweetheart me - Victor -78
1944 - Goodnight, wherever you are/How blue the night - Victor - 78
1944 - San Fernando Valley/Long ago - Victor - 78
1945 - I'm making believe/Let me love you tonight - Continental - 78
1945 - Always - All of me/This heart of mine - Continental - 78
1945 - More and more/Candy - Continental - 78
1945 - Laura/Dream - Continental - 78
1946 - As long as I live/It might as well be spring - Continental - 78
1947 - Among my souvenirs/Mam'selle - Continental - 78
1948 - Without you/Make mine music - Continental - 78
1948 - Begin the beguine/Je vous aime - Continental - 78
1949 - I'm looking over a four leaf clover/My darling, my darling - Continental - 78
1949 - On na island with you/Mañana - Continental - 78
1949 - Canção de aniversário/Falta-me alguém - Continental - 78
1950 - Sorrisos/Que importa a vida - Continental - 78
1950 - Cavaleiros do céu/Speak low - Todamérica - 78
1950 - Anseio/Não posso esquecer- Todamérica - 78
1950 - Parabéns a você/Canção de aniversário de casamento- Todamérica - 78
1951 - Você é tormento/Não briguemos- Todamérica - 78
1951 - Serenata/Onde a tristeza mora- Todamérica - 78
1953 - Datas felizes - Musidisc - LP
1956 - Canções de Natal - Nilo Sérgio e Trio Surdina - Musidisc - LP
1956 - Vai menina/Dos perdidos - Musidisc - 78
1960 - Dançando suavemente - Nilo Sérgio e sua orquestra - Musidisc - LP
1961 - Canção de aniversário de casamento/Parabéns a você - Continental - 78
1962 - Isto é romance - Nilo Sérgio, sua orquestra e vozes - Musidisc - LP
1962 - Dança e romance - Nilo Sérgio, sua orquestra e vozes - Nilser - LP
1963 - Bolero, amor e romance - Nilo Sérgio, sua orq. e vozes - Nilser - LP
1963 - Cleópatra, cinema e romance - Nilo Sérgio, sua orq. e vozes - Nilser - LP
1969 - Canções para uma noite de chuva - Orq. Nilo Sérgio - Musidisc - LP


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Fontes: Dicionário Cravo Albin da MPB; Revista "O Malho", de 1943; http:// oladobom.blogspot.com/2010/11/musidisc-de-nilo-sergio.html.

quinta-feira, janeiro 24, 2013

Ronaldo Lupo

Ronaldo Lupo (Ronaldo Lupovici), cantor, compositor e ator, nasceu em São Paulo SP em 18/12/1913, e faleceu na mesma cidade em 18/8/2005. De origem judaica, chegou a ser considerado galã do cinema nacional em algumas chanchadas por ele interpretadas e produzidas, especialmente durante a década de 1950, começo dos anos 1960.

Iniciou a carreira como compositor em 1934 quando teve gravado por Gastão Formenti na Victor o samba-canção Samba da saudade e por Moacyr Bueno Rocha na Columbia a valsa-canção Feliz de quem vive na ilusão e a canção-blue Eu sonhei, parcerias com Saint-Clair Sena.

Em 1935, teve gravadas na Columbia a marcha Deixa essa gente falá e o samba Meu amor nunca foi da cidade, por Jaime Vogeler e a marcha Cuidado! e o samba Por causa da tua fantasia por Castro Barbosa, parcerias com Saint Clair Sena.

Em 1936, teve mais duas parcerias com Saint-Clair Sena gravadas por Gastão Formenti, a valsa Na minha terra e o samba-canção Traição. Nesse ano, Aurora Miranda gravou na Odeon a marcha Prometo lhe dar tudo e o samba Meu pecado é te querer, também parcerias com Sain Clair Sena. Em 1941, atuou no filme Entra na farra, de Luiz de Barros que contou ainda com as participações de Arnaldo Amaral, Batista Júnior, Abel Pera e Zezé Macedo, entre outros. Nesse período, atuou na Rádio Mayrink Veiga.

Em 1944, gravou seu primeiro disco, pela Continental, com os fox Suave melodia, de Nelson S. Ferreira e Por que mentir?, de sua autoria e Zélia Moreira. Em 1945, foi para a Odeon e gravou o samba O que é que ela tem?, parceria com Ari Brandão e o choro Zum-zum, de sua autoria. No ano seguinte, gravou a valsa Tic-tic-tac, de Sivan Castelo Neto e a cançoneta Tua carta, de sua parceria com Nestor Tangerini. Em 1947, retornou para a Continental e gravou a valsa O mundo dá tanta volta, de Raimundo Lopes e o fox-blue Capricho de mulher, de sua autoria e Alberto Ribeiro.

Em 1949, gravou a toada Morena, morena, parceria com Jair Amorim e o samba Moreninha carioca, parceria com Alberto Ribeiro. Durante toda a década de 1950, dedicou-se a fazer filmes, nos quais sempre cantava e interpretava.

Em 1950, lançou a cançoneta Vou desistir de namorar, parceria com Nestor Tangerini e o samba Linda cidade, de sua autoria. Nesse ano, transferiu-se para a Todamérica e lançou o Baião em Paris, parceria com o bailarino Duque e o fox Depois eu conto, parceria com Nestor Tangerini. Em 1952, gravou o bolero Foi você, de Oscar Bellandi e Paulo Gesta e o samba Manon, de Alice Alves e Nestor Tangerini. Nesse mesmo ano, gravou o samba Sem ti, de sua parceria com Jair Amorim e a Canção da viagem, de sua autoria.

Em 1953, gravou o beguine Beija-me, jura-me, de sua autoria e o samba Você nasceu pra mim, parceria com Oldemar Magalhães. Nesse ano, atuou no filme Era uma vez um vagabundo, com direção de Luiz de Barros, filme que produziu com recursos próprios, obtendo sucesso de crítica e de público. Em 1955, foi para a gravadora Columbia e lançou o samba-chamego Me dá, me dá, me dá!..., de sua autoria e o samba Não me convém..., parceria com Nestor Tangerini.

Em 1956, gravou o samba Olha um pouco para mim..., de sua autoria e Jair Amorim e que fez parte da trilha sonora do filme Genival é de morte. Nesse ano, gravou na Mocambo o fox-canção Cinco sentidos, com Nestor Tangerini e relançou o samba Você nasceu pra mim, com Oldemar Magalhães. Foi o responsável pelo lançamento do ator Zé Trindade na série de filmes com o personagem Genival: Trabalhou bem Genival e Genival é de morte. Ainda com Zé Trindade, atuou no filme Tem boi na linha, grande sucesso de público. Em 1958, gravou a canção Confissão, parceria com Lourival Faissal e o fox-humorístico Depois eu conto, parceria com Nestor Tangerine.

Nessa época, sua carreira entrou em declínio e ele parou de gravar discos. Trabalhou também com Dercy Gonçalves no filme Só naquela base. Foi distribuidor da Embrafilmes. Produziu ainda os filmes Briga, mulher e samba, Quero essa mulher assim mesmo, Hoje o galo sou eu, As aventuras de Chico Valente e Só naquela base. Atuou ainda com Procópio Ferreira no filme Titio não é sopa não.

Em 2003, como comemoração a seus 90 anos de idade, gravou o CD Ronaldo Lupo aos 90 - Para os amigos, CD no qual relembrou sucessos seus como Eu sonhei, Como um velho trovador, Morena. Morena, Confissão e Samba da saudade.

Obras
Baião em Paris (c/ Duque), Beija-me, jura-me, Canção da viagem, Capricho de mulher (c/ Alberto Ribeiro), Cinco sentidos (c/ Nestor Tangerini), Confissão (c/ Lourival Faissal), Depois eu conto (c/ Nestor Tangerini), Eu sonhei (c/ Saint-Clair Sena), Feliz de quem vive na ilusão (c/ Saint-Clair Sena), Linda cidade, Me dá, me dá, me dá!..., Meu pecado é te querer (c/ Saint-Clair Sena), Morena, morena (c/ Jair Amorim), Moreninha carioca (c/ Alberto Ribeiro), Na minha terra (c/ Saint-Clair Sena), Não me convém... (c/ Nestor Tangerini), O que é que ela tem? (c/ Ari Brandão), Olha um pouco para mim... (c/ Jair Amorim), Por que mentir? (c/ Zélia Moreira), Prometo lhe dar tudo (c/ Saint-Clair Sena), Samba da saudade (c/ Saint-Clair Sena), Sem ti (c/ Jair Amorim), Traição (c/ Saint-Clair Sena), Tua carta (c/ Nestor Tangerini), Você nasceu pra mim (c/ Oldemar Magalhães), Vou desistir de namorar (c/ Nestor Tangerini), Zum-zum.

Discografia
(1944) Suave melodia / Por que mentir? • Continental • 78
(1945) O que é que ela tem? / Zum-zum • Odeon • 78
(1946) Tic-tic-tac / Tua carta • Odeon • 78
(1947) O mundo dá tanta volta / Capricho de mulher • Continental • 78
(1949) Morena, morena / Moreninha carioca • Continental • 78
(1950) Vou desistir de namorar / Linda cidade • Continental • 78
(1950) Baião em Paris / Depois eu conto • Todamérica • 78
(1952) Foi você / Manon • Todamérica • 78
(1952) Sem ti / Canção da viagem • Todamérica • 78
(1953) Beija-me, jura-me / Você nasceu pra mim • Todamérica • 78
(1955) Me dá, me dá, me dá!... / Não me convém... • Columbia • 78
(1955) Cinco sentidos / Você nasceu pra mim • Mocambo • 78
(1956) Olha um pouco para mim... • Todamérica • 78
(1958) Confissão/Depois eu conto • Columbia • 78
(2003) Ronaldo Lupo aos 90 - Para os amigos • CD

Fonte: Dicionário Cravo Albin da MPB.

quarta-feira, março 14, 2012

O Libório das três vizinhas

Luís Barbosa
Não. O Libório, aquele que tinha (ou tem) como vizinhas Manon, Margô e Fru-Fru não é o mesmo Libório (“Dr.”) que foi, no dizer de um conceituado matutino: “o primus inter pares dos carnavalescos suburbanos”. Esse, o momesco, foi paredro do desaparecido Pingas, grêmio que no Engenho de Dentro disputava a primazia na localidade durante os festejos dedicados ao soberano da galhofa. O outro foi um tipo imaginado pelos seus criadores, os famosos compositores João de Barro (Braguinha) e Alberto Ribeiro, aos quais se deve um punhado de bonitas e bastante difundidas canções até hoje relembradas.

Houve, no entanto, em 1935 e 1936, quando Luiz Barbosa lançou o sambinha satírico que relatava a estória do feliz personagem de vizinhança tão desejada por muitos, quem supusesse tratar-se do folião suburbano. Os que conheceram o “Dr. Libório” dos seus agitados tempos de carnavalesco incansável, sempre preocupado em sobrepujar os temidos rivais arregimentados no Pepinos, agremiação também existente na referida localidade, pensaram ser ele o focalizado. Nada disso. O Libório que “mandava” nas vizinhas, irradiante de felicidade, ignorava inteiramente o seu homônimo de intensa atuação foliã nos dias de 1913 a 1916.

Assim nasceu Libório

Convocados a depor “como, quando e onde” nasceu o Libório de vizinhas tão sedutoras apesar de sua diversidade (uma lourinha, outra queimadinha), Alberto e Braguinha afirmaram: “Foi ao acaso, uma brincadeira, imaginação.” Houve, porém, alguém (o “alguém” que se ligou ao ricaço coronel Limoeiro) sugerindo o tipo, a figura. “Um casal, ele aparentando 60 anos, ela 50, ambos sempre bem trajados, que passavam todas as tardes pela Cinelândia, deu-nos a idéia do sambinha”, ajuntaram, depois, os autores esclarecendo. Libório, nome fácil, sonante, surgiu espontaneamente e fixaram-no em definitivo para a canção.

Dias depois, Luiz Barbosa, cançonetista que juntava à sua interpretação o saber tamborilar com mestria o chapéu de palha, tinha em mãos a letra do sambinha com o qual deveria aparecer num filme produzido por Wallace Downey. Fita despretensiosa, de uma série realizada por esse cineasta norte-americano em nosso país com o fito de aproveitar os melhores intérpretes de música popular, ela logrou plenamente o objetivo visado. O saudoso ritmista do “palheta” tornou-se a principal atração cantando bem ao seu jeito: “Seu Libório tem três vizinhas:/ Manon, Margô e Fru-Fru,/ Saem todas as tardinhas/ Carregando o seu lulu...“.

O Libório das vizinhas e o outro

Descritiva, contando um pouco da vida amorosa de um homem certamente invejado pela graciosa vizinhança de que desfrutava, a letra posta em música fácil e graciosa prosseguia: “Ninguém sabe o que elas fazem,/ Porém todo mundo diz/ Que Seu Libório é quem manda./ Como o Libório é feliz!”. E, inegavelmente, o personagem assim apresentado deveria, como já proclamava a gíria, “estar com tudo e muito prosa”. Orgulho, contudo, bem diverso daquele que desfrutava seu homônimo, o carnavalesco do Engenho de Dentro, sem Manon, Margô e Fru-Fru nas proximidades, desejoso apenas de ver o Pingas derrotar o Pepinos nos desfiles alegóricos.

Numa época em que o Carnaval suburbano, mesmo no longínquo Realengo ou Santa Cruz, se realizava com grande animação tendo um punhado de sociedades que buscava cada qual a primazia, o “Dr. Libório” era inteiramente dedicado a Momo. No Engenho de Dentro, não só na Rua Dr. Manoel Victorino onde tinha sede o Pingas Carnavalescos, ou na Dr. Niemeyer em que estava instalado o Pepinos Carnavalescos, todos reconheciam sua fibra foilônica. A afanosa atividade clubística não lhe deixava tempo para atentar nas vizinhas que passeavam com ou sem “lulus”.

A homonímia e a suposição


Quando entre 1936 e 1938, já bem divulgado pelo cinema e rádio, através da interpretação de Luiz Barbosa, assim como pelo disco na voz do saudoso Vassourinhas, o retrato musical do Libório se tornou conhecidíssimo de toda a cidade, o nome do personagem também se popularizou. No Engenho de Dentro já não havia aquelas costumeiras reuniões, que em janeiro e fevereiro tinham como ponto de preferência a Confeitaria Paris para onde convergiam os carnavalescos do local. O Carnaval suburbano em franca decadência tinha ali apenas a velha guarda saudosa dos tempos movimentados do primeiro e segundo decênio deste século.

Foi, pois, um veterano, um daqueles que conheceram o “Dr. Libório” em seus tempos de dedicado ao Pingas quem levantou a suposição de ter sido ele o inspirador da parceria João de Barro-Alberto Ribeiro. Boêmio, tendo sempre galanteios para dirigir às moças que freqüentavam os bailes de sua agremiação, o carnavalesco poderia ter sugerido, com alguma invencionice dos compositores, a existência das três vizinhas e de seu cãozinho. Nos trens, nos bondes, nos encontros de rua, os antigos moradores que encontraram, muitas vezes, o “Dr. Libório” sobraçando o “livro de ouro” à cata de numerário para o Carnaval viram-no glosado na canção.

O personagem real e o imaginado

Braguinha e Alberto Ribeiro, a dupla de compositores que se formou por iniciativa de Mangionne, pois foi esse conhecido editor de músicas que apresentou um ao outro, jamais ouviram falar do “Dr. Libório” do Engenho de Dentro. O casal que lhes inspirou o samba satírico, malicioso, em sua costumeira passagem pelo bairro onde Francisco Serrador instalou a Cinelândia, também nunca lhe disse o nome pelo qual ele e ela atendiam. Libório aflorou na imaginação dos autores no momento em que Downey lhes pediu uma composição para o Luiz Barbosa cantar em “Alô, Alô, Brasil?” ou “Alô, Alô, Carnaval!” (eles não recordam qual).

Quando, agora, se lhes falou do “Dr. Libório”, classificado pelo famoso cronista Vagalume nas colunas do Jornal do Brasil como primus inter pares dos carnavalescos suburbanos, ficaram surpreendidos. Um deles, o João de Barro, teve então a frase oportuníssima ao conhecer a confusão que se teria estabelecido entre o Libório (apelido dado ao folião Coelho, do Engenho de Dentro) e o outro criado por ele e Alberto Ribeiro: “o personagem entrou na estória”. Não evocou Pirandello, mas quis, evidentemente, recordar aquelas seis pessoas que procuravam um autor. 

(O Jornal, 24/3/1963)
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Fonte: Figuras e Coisas da Música Popular Brasileira / Jota Efegê. - Apresentação de Carlos Drummond de Andrade e Ary Vasconcelos. — 2. ed. — Rio de Janeiro - Funarte, 2007.

sábado, novembro 06, 2010

Itaipuaçu

Ruy de Almeida
Itaipuaçu (samba-canção, 1953) - Alberto Ribeiro

Disco 78 rpm / Título da música: Itaipuaçu / Autoria: Ribeiro, Alberto, 1902-1971 (Compositor) / Ruy de Almeida (Intérprete) / Orquestra (Acompanhante) / Imprenta [S.l.]: Todamérica, 25/06/1953 / Nº Álbum 5331 / Lado A / Lançamento: 08/1953 / Gênero musical: Samba /

Um pedaço de céu e de mar
Itaipuaçu...!
Num recanto da praia ao luar
Dentro dele a sonhar
Eu e tu...!


Nós dois
Caminhando às areias de cristal
Nós dois
Vamos ser bem felizes, afinal


E ouviremos o mar sem rancor
Repetir:
Meu amor, meu amor...!

quarta-feira, outubro 06, 2010

Ser ou não ser

Dick Farney
Ser ou não ser (samba-canção, 1948) - José Maria de Abreu e Alberto Ribeiro - Intérprete: Dick Farney

Disco 78 rpm / Título da música: Ser ou não ser / Alberto Ribeiro, 1902-1971 (Compositor) / José Maria de Abreu, 1911-1966 (Compositor) / Dick Farney, 1921-1987 (Intérprete) / José Maria e Sua Orquestra (Acomp.) / Gravadora: Continental / Gravação: 24/05/1948 / Lançamento: 07/1948 / Nº do Álbum: 15916 / Nº da Matriz: 1858-R / Gênero musical: Samba canção / Coleções de origem: Robespierre Martins Teixeira, Nirez, Humberto Franceschi, IMS D


Ser ou não ser / Há de ser sempre, sempre / A questão
Ser ou não ser / Meu o teu coração...

Não vês que a indecisão / Me põe assim nesta aflição
E eu desejo conhecer / Se tu és minha ou não...

Ser ou não ser / Ó que dúvida minha, meu Deus
Ser ou não ser / E no entanto são teus

Os sonhos que vivi / E o meu coração
Ser ou não ser / Eis, amor, a questão...



Fontes: Discografia Brasileira - IMS; Instituto Moreira Salles.

sábado, novembro 22, 2008

Boca negra

Boca negra (marcha/carnaval, 1949) - Antônio Almeida e Alberto Ribeiro - Intérprete: Emilinha Borba

Disco 78 rpm / Título da música: Boca negra / Alberto Ribeiro, 1902-1971 (Compositor) / Antônio Almeida (Compositor) / Emilinha Borba (Intérprete) / Orquestra Tabajara de Severino Araújo (Acompanhante) / Gravadora: Continental / Gravação: 13/10/1948 / Lançamento: 01/1949 / Nº do Álbum: 15980 / Nº da Matriz: 1982 / Gênero musical: Marcha / Coleções de origem: IMS, Nirez


Boca-Negra deixou a maloca
Saiu da toca
E veio ao Rio passear
Chegou, olhou, provou mas não gostou
Seu Carioca, pra maloca eu vou voltar

[2x]

Lá na minha tribo é bem melhor do que aqui
Vivo cantando o Guarani
Trá-lá-lá-lá-lá
Pra viver assim de tanga
Eu vivo lá!



Fontes: Discografia Brasileira - IMS; Instituto Moreira Salles.

terça-feira, setembro 16, 2008

Amargura

Lúcio Alves
Amargura (samba-canção, 1950) - Radamés Gnattali e Alberto Ribeiro - Intérprete: Lúcio Alves

Disco 78 rpm / Título da música: Amargura / Alberto Ribeiro, 1902-1971 (Compositor) / Radamés Gnattali (Compositor) / Lúcio Alves, 1927-1993 (Intérprete) / Gravadora: Continental / Gravação: 1950 / Lançamento: 09/1950 / Nº do álbum: 16293 / Nº da matriz: 2325 / Gênero musical: Samba canção / Coleções de origem: IMS, Nirez


Toda amargura que há no céu
Que há na terra e no mar
Nasceu, talvez
Da amargura que tem no olhar

No céu há um sol a brilhar
Que deixa a terra e o mar
Só tu continuas assim
Dia e noite a chorar


Pobre de quem vê em tudo
A saudade de alguém
E a esperar
Nem sequer vê a vida passar

Tristezas só há no amor
E o mundo começa a cantar
Apaga a amargura
Do teu olhar...


Fontes: Discografia Brasileira - IMS; Instituto Moreira Salles.

quinta-feira, abril 24, 2008

Fim de semana em Paquetá

Nuno Roland
Fim de semana em Paquetá (samba-canção, 1947) - João de Barro e Alberto Ribeiro - Intérprete: Nuno Roland

Disco 78 rpm / Título da música: Fim de semana em Paquetá / Alberto Ribeiro, 1902-1971 (Compositor) / João de Barro, 1907-2006 (Compositor) / Nuno Roland, 1913-1975 (Intérprete) / Patané e Sua Orquestra de Cordas (Acomp.) / Gravadora: Continental / Gravação: 02/05/1947 / Lançamento: 07/1947 / Nº do Álbum: 15787 / Nº da Matriz: 1655-2 / Gênero musical: Samba canção / Coleção de origem: Nirez


Esquece por momentos teus cuidados
E passa o teu domingo em Paquetá
Aonde vão casais de namorados
Buscar a paz, que a natureza dá.

O povo invade a barca e lentamente
A velha barca deixa o velho cais
Fim de semana que transforma a gente
Em bando alegre de colegiais

Em Paquetá se há lua cheia
Faz renda de luz por sobre o mar
A alma da gente se incendeia
E a ternura sobre a areia
E romances ao luar

E, quando rompe a madrugada
Da mais feiticeira das manhãs
Agarradinhos, descuidados
Ainda dormem namorados
Sob um céu de flamboyant....



Fontes: Discografia Brasileira - IMS; Instituto Moreira Salles.

quinta-feira, março 27, 2008

Cochichando

Déo
Cochichando (choro, 1944) - Pixinguinha , João de Barro e Alberto Ribeiro - Intérprete: Déo

Disco 78 rpm / Título: Cochichando / Autoria: Ribeiro, Alberto, 1902-1971 (Compositor) / João de Barro, 1907-2006 (Compositor) / Pixinguinha (Alfredo da Rocha Vianna Filho), 1897-1973 (Compositor) / Déo (Intérprete) / Milionários do Ritmo (Acomp.) / Gravadora: Continental / Gravação: 06/1944 / Lançamento: 09/1944 / Nº do Álbum: 15207 / Nº da Matriz: 867-1 / Gênero musical: Choro / Coleções de origem: Nirez, José Ramos Tinhorão


Murmurando, cochichando
Vive sempre a falar mal de mim
Sem querer perceber que afinal eu não sou

Eu não sou mal assim

Murmurando cochichando
Quem te ouvir de pensar é capaz
Que o nosso amor já não tem calor

E que não somos felizes demais

Eu sou teu e tu és só minha
Quem nos conhecer inveja sentirá de nosso amor
Porém sempre a brigar

E a duvidar de um bem querer
Transformar sempre em aflição
O que só deve ser prazer

Por que será que eis tão má assim
Se o nosso amor não pode ter fim
Eu acho bom deixar este cochicho

Pois sei que é capricho e que gostas só de mim.


Fontes: Discografia Brasileira - IMS; Instituto Moreira Salles.

terça-feira, março 25, 2008

Adolfito Mata Moros

As referências a touros, toureiros e bandarilhas lembram o papel desempenhado pelas tropas e pela aviação de Hitler na luta contra a República durante a Guerra Civil Espanhola. Mas agora ele teria se metido com um inimigo bem mais indigesto: o touro de uma certa ilha (John Bull, um dos símbolos do Império Britânico). A marchinha aposta que ele será soprado pelas gaitas de foles (outro símbolo britânico) para bem longe.

Adolfito Mata Moros (marcha/carnaval, 1943) - João de Barro e Alberto Ribeiro - Intérprete: Orlando Silva

Disco 78 rpm / Título da música: Adolfito Mata Moros (A Los Toros) / Alberto Ribeiro, 1902-1971 (Compositor) / João de Barro, 1907-2006 (Compositor) / Orlando Silva (Intérprete) / Chiquinho e Seu Ritmo (Acomp.) / Gravadora: Columbia / Gravação: 17/12/1942 / Lançamento: 01/1943 / Nº do Álbum: 55395 / Nº da Matriz: 592-1 / Gênero musical: Marcha / Coleções de origem: Robespierre Martins Teixeira, Nirez, Humberto Franceschi


A los toros,
A los toros,
A los toros, Adolfito mata-mouros
(bis)

Adolfito bigodinho era um toureiro
Que dizia que vencia o mundo inteiro
E num touro que morava em certa ilha
Quis espetar sua bandarilha.

Mas o touro não gostou da patuscada
Pregou-lhe uma chifrada.
Tadinho do rapaz!
E agora o Adolfito, caracoles,
Soprado pelos foles,
Perdeu o seu cartaz.



Fontes: Franklin Martins - Site Oficial - Conexão Política; Músicas sobre a FEB; Discografia Brasileira - IMS; Instituto Moreira Salles.

sábado, março 22, 2008

Dolores

Anjos do Inferno
Dolores (samba/carnaval, 1942) - Alberto Ribeiro , Arlindo Marques Jr. e Marino Pinto - Intérprete: Anjos do Inferno

Disco 78 rpm / Título da música: Dolores / Alberto Ribeiro, 1902-1971 (Compositor) / Arlindo Marques Júnior (Compositor) / Marino Pinto (Compositor) / Anjos do Inferno (Intérprete) / Gravadora: Columbia / Gravação: 10/12/1941 / Lançamento: 01/1942 / Nº do Álbum: 55314 / Nº da Matriz: 484-2 / Gênero musical: Samba / Coleções de origem: Robespierre Martins Teixeira, Nirez, José Ramos Tinhorão, Humberto Franceschi


Aiai... aiai..., Dolores!

Foi ela o maior dos meus amores
Aiai... aiai..., Dolores
Razão do meu prazer, de minhas dores
Aiai... aiai..., Dolores
Eu com ela tive espinhos, tive flores

Aiai... aiai..., Dolores

Dei o meu sorriso à Leonor
Dei o meu olhar à minha atriz
À nenhuma delas dei amor
Com nenhuma delas fui feliz
Porque existe alguém
Que é o maior dos meus amores

Aiai... aiai...., Dolores!


Fontes: Discografia Brasileira - IMS; Instituto Moreira Salles.

sexta-feira, março 21, 2008

Onde o céu azul é mais azul

Francisco Alves
Onde o céu azul é mais azul (samba, 1941) - Alcir Pires Vermelho, Alberto Ribeiro e Braguinha - Intérprete: Francisco Alves

Disco 78 rpm / Título da música: Onde o céu azul é mais azul / Alberto Ribeiro, 1902-1971 (Compositor) / Alcir Pires Vermelho, 1906-1994 (Compositor) / João de Barro, 1907-2006 (Compositor) / Francisco Alves (Intérprete) / Radamés Gnattali e Sua Orquestra (Acomp.) / Gravadora: Columbia / Gravação: 07/11/1940 / Lançamento: 12/1940 / Nº do Álbum: 55248 / Nº da Matriz: 339-2 / Gênero musical: Samba / Coleções de origem: Robespierre Martins Teixeira, Nirez, Humberto Franceschi


Eu já encontrei, um dia alguém
Que me perguntou assim, Iaiá
O seu Brasil, o que é que tem ?
O seu Brasil, onde é que está ?


Onde o céu é mais azul
E uma cruz de estrelas, mostra o sul
Aí, se encontra o meu país
O meu Brasil, grande..., tão feliz !

Que tem junto ao mar, palmeirais

No sertão, seringais
E, no sul, pinheirais
Um jangadeiro que namora o mar
Verde mar, a beijar,
Brancas praias, sem fim...


Quando faz luar
Um garimpeiro que, lá no sertão
Procura estrelas, raras pelo chão
E um boiadeiro que, tangendo os bois
Trabalha muito, pra sonhar depois !

E..., se é grande o céu, a terra e o mar
O seu povo bom, não é menor
Mas o que faz admirar
Eu vou dizer, guarde bem de cor
Quem vê o Brasil, que não tem fim
Não chega a saber, por que razão
Este Pais, tão grande assim
Cabe, inteirinho, em meu coração !...



Fontes: Discografia Brasileira - IMS; Instituto Moreira Salles.

domingo, março 16, 2008

Noites de Junho

Dalva de Oliveira
Noites de Junho (marcha, 1939) - João de Barro e Alberto Ribeiro - Intérprete: Dalva de Oliveira

Disco 78 rpm / Título da música: Noites de junho / Alberto Ribeiro, 1902-1971 (Compositor) / João de Barro, 1907-2006 (Compositor) / Dalva de Oliveira (Intérprete) / Benedito Lacerda e Seu Conjunto Regional (Acomp.) / Gravadora: Columbia / Gravação: 19/06/1939 / Lançamento: 07/1939 / Nº do Álbum: 55074 / Nº da Matriz: 164-2 / Gênero musical: Marcha junina / Coleções de origem: Nirez, Humberto Franceschi


Noite fria, tão fria de junho
Os balões para o céu, vão subindo
Entre as nuvens aos poucos, sumindo
Envoltos num tênue véu
Os balões devem ser, com certeza
As estrelas daqui deste mundo
Que as estrelas do espaço profundo
São os balões lá no céu

Balão do meu sonho dourado

Subiste enfeitado
Cheinho de luz
Depois as crianças tascaram
Rasgaram teu bojo
De listras azuis

E tu que invejando as estrelas
Sonhavas ao vê-las
Ser astro no céu
Hoje, balão apagado
Acabas rasgado
Em trapos ao léu...



Fontes: Discografia Brasileira - IMS; Instituto Moreira Salles.

quarta-feira, março 12, 2008

Sonhos azuis

Carlos Galhardo
Sonhos azuis (valsa, 1936) - João de Barro e Alberto Ribeiro - Intérprete: Carlos Galhardo

Disco 78 rpm / Título da música: Sonhos azuis / Alberto Ribeiro, 1902-1971 (Compositor) / João de Barro "Braguinha", 1907-2006 (Compositor) / Carlos Galhardo, 1913-1985 (Intérprete) / Orquestra Copacabana (Acomp.) / Gravadora: Odeon / Gravação: 20/10/1936 / Lançamento: 11/1936 / Nº do Álbum: 11411 / Nº da Matriz: 5423-1 / Gênero musical: Valsa / Coleção de origem: Nirez


Tu, nem sequer sonhando
Pensas um momento em mim
Eu penso noite e dia em ti
E sou feliz assim
Porque mil sonhos azuis, desde então
Vivem no meu coração.


Uma casa pequenina
Com janelas para o mar
Tendo ao longe, uma colina
Onde a noite, a lua vai passear
Num recanto adormecido
Entre as rosas dos rosais
Os meu olhos, nos teus olhos azuis
Eu e tu, e nada mais.



Fontes: Discografia Brasileira - IMS; Instituto Moreira Salles.

domingo, março 09, 2008

Lalá

Bando da Lua
Lalá (marcha, 1935) - João de Barro e Alberto Ribeiro - Intérprete: Bando da Lua

Disco 78 rpm / Título da música: Lalá / Alberto Ribeiro, 1902-1971 (Compositor) / João de Barro "Braguinha", 1907-2006 (Compositor) / Bando da Lua (Intérprete) / Gravadora: Victor / Gravação: 27/06/1935 / Lançamento: 08/1935 / Nº do Álbum: 33958 / Nº da Matriz: 79943-1 / Gênero musical: Marcha


Lalá, Lelé, Lili, Loló, Lulu...

Amei Lalá
Mas foi Lelé que me deixou jururu
Lili foi mal
Agora só quero Lulu

Amei Lalá
Mas foi Lelé que me deixou jururu

Lili foi mal
Agora só quero Lulu (Lulu, Lulu)

Eu ando agora tão só
Não tenho Lalá, Lelé, Lili
E não encontro Loló
Eu ando agora tão só
Não tenho Lalá, Lelé, Lili e Loló

Teu coração ò Lulu
É uma prisão, um alçapão
Onde eu cai sem querer
Dele eu não quero fugir
Se um dia eu sair
Eu sei que vou morrer



Fontes: Discografia Brasileira - IMS; Instituto Moreira Salles.

Tipo sete

Francisco Alves
Tipo sete (marcha/carnaval, 1934) - Antônio Nássara e Alberto Ribeiro - Intérprete: Francisco Alves

Disco 78 rpm / Título da música: Tipo sete / Alberto Ribeiro, 1902-1971 (Compositor) / Antônio Nássara, 1910-1996 (Compositor) / Francisco Alves (Intérprete) / Orquestra Odeon e Coro (Acomp.) / Gravadora: Odeon / Gravação: 18/12/1933 / Lançamento: 01/1934 / Nº do Álbum: 11090 / Nº da Matriz: 4770 / Gênero musical: Samba / Coleções de origem: IMS, Nirez


O tipo louro
Vale um tesouro
Mas perto do moreno
É café pequeno

Enquanto eu tiver
Olhos pra enxergar
Boca pra gritar
Hei de ter opinião
Não é qualquer mulher

Que consegue dominar
Meu coração

O tipo escuro
Não dá futuro
É capital parado
Que não rende juro

O tipo claro
É muito raro
Mas vende muito pouco
Porque custa caro



Fontes: Discografia Brasileira - IMS; Instituto Moreira Salles.

terça-feira, abril 04, 2006

Alberto Ribeiro

Alberto Ribeiro (Alberto Ribeiro da Vinha), compositor e cantor, nasceu no Rio de Janeiro RJ em 27/8/1902 e faleceu em 10/11/1971. Nascido no bairro da Cidade Nova, iniciou sua carreira fazendo músicas para o bloco carnavalesco Só de Tanga, do qual participava.

Sua primeira composição editada foi o samba Água de coco (com Antônio Vertulo), em 1923. Transferiu-se para o bairro do Estácio, onde conheceu Bide (Alcebíades Barcelos), com quem compôs algumas músicas. Por essa época, iniciou curso de engenharia, que logo abandonou pela medicina.

Em fins de 1929, organizou o Grupo dos Enfezados, do qual participava como cantor integrado por Sátiro de Melo (violão), Nelson Boina (cavaquinho) e Mesquita (violão). Por influência de Eduardo Souto, o grupo gravou dois discos, na Odeon, em 1930. Formou-se médico em 1931 e especializou- se em homeopatia.

Em 1933, como cantor gravou As brabuleta (de sua autoria), na Columbia. Em parceria com Nássara, em 1934 fez a marchinha Tipo sete, cujo tema era o mercado do café, que, gravada por Francisco Alves na Odeon, obteve o primeiro lugar no concurso da prefeitura.

Em 1935 conheceu João de Barro, através do editor Mangione, que os convidou para musicar o filme carnavalesco Alô, alô, Brasil, do norte-americano Wallace Downey. A partir de então, tornaram-se parceiros constantes e, ainda em 1935, lançaram sua primeira composição, Deixa a lua sossegada, gravada por Almirante. Juntos, continuaram a trabalhar em cinema, como autores de trilhas sonoras de vários filmes carnavalescos e, às vezes, como diretores e argumentistas. Entre os filmes de que participaram, como argumentistas, destacam-se, além de Alô, alô, Brasil (1935), Estudantes (1935), com direção de Wallace Downey e Alô, alô, Carnaval (1936), com direção de Ademar Gonzaga.

Tendo ainda João de Barro como parceiro, em 1935 compôs Seu Libório, choro gravado em 1941 por Vassourinha, na Columbia. Também de 1935 é a marcha junina Sonho de papel (com João de Barro), grande sucesso, que fez parte da trilha sonora do filme Estudantes e foi gravada por Carmen Miranda em 1935, na Odeon.

Em 1937 compôs Cachorro vira-lata, samba-choro gravado por Carmen Miranda. Em 1938 compôs Yes, nós temos bananas (com João de Barro), gravada por Almirante, na Odeon (regravada em 1967 por Caetano Veloso, na Philips); do outro lado desse disco, Almirante interpretou sua marcha Touradas em Madri (com João de Barro), e ambas foram grande sucesso no Carnaval de 1938. Touradas em Madri chegou a vencer um concurso carnavalesco em 1938, mas a competição foi anulada sob a alegação de que se tratava de um paso doble e, portanto, de música estrangeira. Em seu lugar, venceu a música Pastorinhas (João de Barro e Noel Rosa).

Em 1943, continuando a parceria com João de Barro, fez a marcha China pau, gravada por Castro Barbosa. Em 1946, o cantor estreante Dick Farney lançou, pela Continental, o samba-canção Copacabana, um dos maiores sucessos da dupla. Em 1948, a marcha Tem gato na tuba (com João de Barro) obteve grande êxito na voz de Nuno Roland, e, no ano seguinte, Chiquita Bacana, da mesma dupla, gravada por Emilinha Borba, foi uma das músicas mais cantadas no Carnaval.

Em 1956, o compositor lançou um LP de dez polegadas, pela Continental, chamado Aviso aos navegantes, em que interpretou 16 músicas de sua autoria, todas de cunho social. Por problemas cardíacos, em 1959 aposentou-se como médico, profissão que exercia com caráter humanitário, cobrando preços simbólicos pelas consultas. Em janeiro de 1967, prestou depoimento sobre sua vida no MIS, do Rio de Janeiro.

Algumas músicas


































Obras

Acabou-se o que era doce (c/Antonio Almeida), choro, 1942; Adeus diferente (c/Demerval da Fonseca), samba, s.d.; Adeus, priminha (c/João de Barro), marcha 1945; Adeus, vou-me embora (c/José Maria de Abreu) samba, 1950; Adolfito Mata-Mouros (c/João de Barro), marcha, 1943; Água de coco (c/Antonio Vertulo) samba, 1923; Amar até morrer(c/João de Barro), valsa 1937; Amargura (c/Radames Gnattali), samba, 1950; Amores de Carnaval (c/João de Barro), marcha, 1937, Anseio (c/Nilo Sergio), samba-canção, 1951; Anuncio (c/Frazão), samba, 1940; As armas e os barões, marcha, 1936; Asas do Brasil (c/João de Barro), marcha, 1942; Avião do amor (c/André Filho), marcha, 1934, Balancê (c/João de Barro), marcha, 1937; Bandeira da minha terra (c/João de Barro), samba,. 1943; Barbeiro de Sevilha, marcha, 1939; Barqueiro do São Francisco (c/Alcir Pires Vermelho), samba, 1946; Barquinho pequenino (c/João de Barro e Muraro), marcha, 1938, Barquinho sem vela, valsa, 1941; Barra azul (c/Alcir Pires Vermelho), samba, 1947; Bate um sino além(c/José Maria de Abreu), samba, 1952; Beija-flor (c/Nássara), marcha, 1938; A bênção, Papai Noel (c/Bide), marcha 1934; Biquini de filó (c/João de Barro), marcha, 1953; O Biriba esteve aqui (c/João de Barro e José Maria de Abreu), samba, 1948; Blom, blom (c/Sátiro de Melo) marcha, 1938; Boca negra (c/Antônio Almeida), sam ba, 1949; As brabuleta, marcha, 1933; O Brasil canta e chora, samba-canção, 1956; Briga do peru (c/Amado Regis e Gadé), marcha, 1945; Cabelo azul (c/Amado Régis e Gadé), marcha, 1945; Cachorro vira-lata, samba choro, 1937; Cadê Mimi (c/João de Barro), marcha, 1936; As cadeiras de iaiá (c/Antônio Almeida), samba embolada, 1946; Canção de aniversário (c/José Maria de Abreu), marcha, 1949; Canção de São Paulo, samba, s.d.; Cansada de tudo (c/Osvaldo Sá), cançao, 1949; Cantores do rádio (c/João de Barro e Lamartine Babo), marcha, 1936; Capelinha de melão (com João de Barro), toada, 1949; Capricho de mulher (c/Ronaldo Lupo), fox, 1948; Casadinha triste (c/João de Barro), samba- fantasia, 1948; Catraia do porto (c/Alberto Dias Ribeiro), fado, 1952; Cena campestre, samba, 1956; Cenário de revista, samba, 1938; Chico pança (c/Antonio Almeida), marcha, 1948; Chimarrão (c/José Maria de Abreu), toada-baião, s.d.; China pau (c/João de Barro), marcha, 1943; Chiquita bacana (c/João de Barro), marcha, 1949; Chuva e vento (c/José Maria de Abreu), valsa, 1949; O circo chegou (c/João de Barro e Antonio Almeida), marcha, 1949; Ciúme sem razão (c/João de Barro), valsa, 1937; Cochichando (c/Pixinguinha e João de Barro), choro, 1944; Coisas que ficaram para trás (c/Almanir Greco), choro, 1945; Coitado do Frederico (c/José Maria de Abreu), marcha, 1949; Colombina do amor (c/Ataulfo Alves), marcha, 1937; Companheira de quem ama (c/Antônio Almeida), samba, 1947; Comprei uma fantasia de pierrô (c/Lamartine Babo), samba, 1936; Continuas em meu coração (c/João de Barro), valsa, 1944; Contraste (c/José Maria de Abreu), samba, 1948; Conversando com a saudade (c/Antônio Almeida), canção, 1940; Convite ao Rio (c/João de Barro), samba-canção, 1956; Copacabana (c/João de Barro), samba, 1946; Coração, samba, 1938; Coração em festa (c/José Maria de Abreu), samba, 1954; Coração sonhador (c/Antônio Almeida), samba, 1939; Corre, vento, toada, 1957; Corsário (c/João de Barro), marcha, 1949; Definição, samba, 1956; Deixa a lua sossegada (c/João de Barro), marcha, 1935; Derradeiro romance, samba, 1957; Dia sim, dia não, marcha, 1938; Dois amores (c/Nássara), marcha, 1934; Dois extremos (c/José Maria de Abreu), samba, s.d.; Dois marujos (c/Alcir Pires Vermelho), marcha, 1945; Dolores (c/Marino Pinto e Arlindo Marques Júnior), samba, 1942; Dona turista (c/João de Barro), marcha, 1941; Dor de recordar (c/José Maria de Abreu), samba, 1956; Dou-lhe uma... (c/André Filho), marcha, 1937; Ela era boa (c/Roberto Roberti), marcha, 1947; Ele ou eu?, fox-canção, 1935; Em mil e novecentos (c/Roberto Roberti), valsa, 1942; Enfim, sós, samba, s.d.; Entra, Vasco (c/Antônio Almeida), marcha, 1939; Era uma vez (c/João de Barro), fox-cançao, 1939; És a areia, sou o mar (c/Lobo Pereira), fox, s.d.; Espantalho (c/Berimbau), toada, 1957; Esperar, por que? (c/José Maria de Abreu), samba, 1948; Esquina da saudade (c/Radamés Gnattali e Chiquinho do Acordeom), samba, 1958; Eu agora vou casar (c/Paulo Barbosa), marcha, 1943; Eu bem que quis ser feliz (c/Aluísio Silva Araújo), foxtrot, 1933; Eu fiz um fado (c/Janete de Almeida), marcha, 1946; Eu nem te ligo (c/Antônio Almeida), samba, 1946; Eu quero é sambar (c/Peterpan), samba, 1945; Eu sei de alguém (c/João de Barro), samba, 1937; Eu sou atômica (c/João de Barro), choro, 1956; Existe alguém que já me quis (c/Benjamim Silva Araújo), canção, 1933; Falua (c/João de Barro), canção, 1951; Fantasia escocesa (c/Alcir Pires Vermelho), marcha, 1949; Fim de semana em Paquetá (c/João de Barro), samba, 1947; Flauta de Pã (c/João de Barro), marcha, 1947; Flor de inverno (c/J. Aimbere), fox-trot, s.d.; Flor de lótus (c/Sílvio Caldas), valsa, 1938; A flor e o vento (c/João de Barro), marcha-rancho, 1940; Flor mulher (c/Paulo Barbosa), valsa, 1948; Foi, é e sempre será (c/Roberto Roberti), samba, 1944; Fon-fon (c/João de Barro), samba, 1937; Gabriela (c/Antônio Almeida), marcha, 1956; Galinha no choco (c/Dunga), 1952; Garota do dancing(c/Jorge Faraj), samba-canção, 1939; Os gregos eram assim (c/Nássara), marcha, 1951; Guerra ao pardal (c/Peterpan), marcha, 1948; Havaiana (c/João de Barro), marcha, 1939; Helena, vem me buscar (c/João de Barro e Alcir Pires Vermelho), samba, 1943; Hermengarda, samba, 1956; Hino às mães, 1956; Hora de amar (c/Radamés Gnattali), canção, 1968; Ilusão (c/Aimbere), tango, s.d.; Implorando o meu perdão (c/Bide), samba, 1934; Isabel (c/Antônio Almeida), samba, 1946; ltaipuaçu, samba, 1953; Jangada (c/João de Barro), canção, s.d.; Joaninha vai casar (c/João de Barro), conga, 1942; João Paulino (c/José Maria de Abreu), marcha, 1950; Josefina (c/Antônio Almeida), samba, 1947; Junto de mim (c/José Maria de Abreu), samba, 1949; Lá vem formosa (c/Dorival Caymmi), samba, 1945; Lala (c/João de Barro), marcha, 1935; Linda borboleta (c/João de Barro), valsa, 1938; Linguagem dos olhos (c/José Maria de Abreu), samba, 1953; Lua-de-mel (c/Alcir Pires Vermelho), marcha, 1940; A lua não mudou... (c/Vicente Paiva), marcha, 1934; Mãe (c/Sátiro de Melo), valsa, 1941; Manhãs de sol (c/João de Barro), marcha, 1936; Mar, imagem da vida, samba, 1955; Marcha do caçador (c/João de Barro), 1957; Marcha para o Oeste (c/João de Barro), marcha, 1939; Mares da China (c/João de Barro), valsa, 1938; Maria (c/Arlindo Marques Júnior e Roberto Roberti), marcha, s.d.; Maria (c/José Maria de Abreu), fox, s.d.; Maria, acorda que é dia (c/João de Barro), marcha, 1936; Maria do Céu (c/Alcir Pires Vermelho), samba, 1942; Maria do sobrado (c/Antônio Almeida), marcha, 1950; Marinhas (c/dJoão de Barro), canção, 1939; A mascote da Marinha (c/Olinda Vale), samba, s.d.; Me dá, iaiá (c/José Maria de Abreu), samba, 1948; Menina do regimento (c/João de Barro), marcha, 1939; Menina internacional (c/João de Barro), marcha, 1935; Mensageiro da dor, samba, 1952; Meu beguine (c/Naylor Sá Rego), marcha, 1935; Meu lampião (c/Alcir Pires Vermelho), samba-canção, 1953; Meu sonho de criança, valsa, 1937; O meu sonho foi balão (c/Hervé Cordovil), marchinha, 1935; Mimoso jacaré (c/José Maria de Abreu), marcha, 1950; Minha brasileirinha (c/Antônio Almeida), valsa, 1950; Minha casa, canção, 1931; Minha terra tem palmeiras (c/João de Barro), marcha, 1937; Miragem no deserto (c/Dunga), samba, 1947; Moreninha carioca (c/Ronaldo Lupo), samba, 1949; Muito riso, pouco siso (c/João de Barro), marcha, 1936; Mulata Risoleta (c/Radamés Gnattali), choro, 1945; A mulher do Fu-man-chu (c/João de Barro), marcha, 1958; Mulher vampiro (c/Alcir Pires Vermelho), marcha, 1936; Na beira do cais, valsa, 1944; Na Lapa não brigo, não, samba, 1952; Nada de novo na frente ocidental (c/João de Barro), marcha, 1939; Não acredito, samba, s.d.; Não chora (c/Sílvio Caldas), samba, 1938; Não fale mal da mulher (c/Saint-Clair Sena), samba, 1947; Nao há de quê (c/Bide), samba, 1937; Não levem meu samba, samba, s.d.; Não olhes pra trás, samba, 1938; Não posso esquecer (c/José Maria de Abreu), samba, s.d.; Não te cases, Beatriz (c/Antônio Almeida e Arlindo Marques Júnior), marcha, 1942; Nasce pobre menina (c/Alcir Pires Vermelho), samba, 1957; Nem que chova canivete, marcha, 1933; Ninguém fica pra semente (c/Bide), marcha, 1937; No alto da serra (c/Paulo Barbosa), samba, 1952; Noite de luar (c/José Maria de Abreu e lvon Curi), toada, 1951; Noites de junho (c/João de Barro), marcha, 1939; Noites do Rio (c/José Maria de Abreu), samba, 1951; Numa noite assim (c/Mário Lago), marcha-rancho, 1941; Olga (c/Sátiro de Melo), samba, 1942; Olha bem para mim (c/Radamés Gnattali), choro, 1945; Olhando o céu e vendo o mar (c/Sátiro de Melo), valsa, 1938; Onde o céu azul é mais azul (c/João de Barro e Alcir Pires Vermelho), samba, 1940; A orquestra está mudada (c/Roberto Martins), samba, 1948; As palavras não dizem tudo (c/Demerval da Fonseca), samba, 1952; Papagaio de Berlim, marcha, 1944; Parei com elas (c/Nássara), marcha, 1937; Paris (c/Alcir Pires Vermelho), marcha, 1938; Pássaro urbano (c/Donga), valsa, 1936; Pastora dos olhos castanhos (c/Dino), choro, 1947; Penando, samba, 1932; Pepita de Guadalajara (c/João de Barro), marcha, 1953; Pirata (c/João de Barro), marcha, 1936; Pirulito (c/João de Barro), marcha, 1939; Polquinha dos meus amores (c/João de Barro), polca, 1956; Por causa dela, marcha, 1935; Por cima e por baixo (c/João de Barro), marcha, 1946; Por um ovo só (c/João de Barro), marcha, 1937; Pra que negar (c/José Maria de Abreu), samba, 1951; Praiana (c/Radamés Gnattali), 1957; Prece, samba-canção, 1956; Preso ao teu sorriso (c/Antônio Almeida), valsa, 1940; Primavera de amor (c/João de Barro), marcha, 1937; Prometi, samba, s.d.; Quando a fartura voltar(c/Alcir Pires Vermelho), samba, s.d.; Quando a lua vem saindo, marchinha, 1938; Quando a Violeta se casou (c/João de Barro e Alcir Pires Vermelho), marcha, 1940; Quanto mais tu foges mais te quero, canção, 1938; O que será de nós dois (c/Bide), samba, 1935; Quebra tudo (c/João de Barro), marcha, 1941; Quem canta (c/João de Barro), samba, 1937; Quem díria? (c/José Maria de Abreu), samba, 1951; Ratoeira (c/André Filho), marcha, 1938; Ré misteriosa (c/Roberto Martins), marcha, 1948; Recruta biruta (c/Antônio Almeida e Nássara), marcha 1951; Rosa morena (c/Alberto Dias Ribeiro), fado, 1952; Rosa tirana (c/João de Barro), samba, 1949; Salve ela (c/Ataulfo Alves), samba-batucada, 1937; Samba brasileiro (c/Antônio Almeida), 1950, Santo Antônio casamenteiro (c/Antônio Almeida), marcha, 1951; São Tomé (c/Bide), marcha, 1935; Saudade peste (c/José Maria de Abreu), samba, 1949; Saudade, vai dizer a ela (c/Radamés Gnattali), samba-canção, 1962; Se eu fosse pintor (c/Bide), marcha, 1935; Se eu tivesse um milhão de cruzeiros (c/João de Barro), samba, 1942; Se houver algum “valiente” (c/Antônio Almeida), marcha, 1940; Se o dinheiro chegasse (c/Antônio Almeida), samba, 1942; Segura a saia, iaiá (c/Radamés Gnatalli), toada, 1950; Sem banana (c/João de Barro), marcha, 1939; Sem você (c/Alcir Pires Vermelho), samba, 1948; A semana de Maria (c/João de Barro), samba- choro, 1946; Sempre o mesmo velho Rio (c/João de Barro), valsa, 1941; Sempre te amando (c/Antônio Almeida), marcha, 1948; Senhor (c/João de Barro), marcha, 1956; Sentinela do Brasil (c/Antônio Almeida), marcha, 1943; Ser ou não ser (c/José Maria de Abreu), samba, 1948; A serpente do faquir (c/João de Barro), marcha, 1948; Seu Gregório, samba, 1946; Seu Libório (c/João de Barro), choro, 1941; Seu Onofre (c/João de Barro), samba, 1944; Só por ti (c/Nonô), samba-canção, 1933; Sonho de papel, marcha, 1935; Sonhos azuis (c/João de Barro), valsa, 1936; Sonhos de amor não morrem (c/Alcir Pires Vermelho), valsa, 1939; A sopa vai se acabar (c/Antônio Almeida), marcha, 1946; O sorriso do presidente (c/Alcir Pires Vermelho), samba, 1942; Um sorriso.., uma lágrima... (c/Júlio de Oliveira) fox-trot, 1934; Sorvete, iaiá (c/Nássara), marcha, 1936; Sou marmiteiro (c/Antônio Almeida), marcha, s.d.; Tá gostoso (c/Antônio Almeida), marcha, 1942; Tapera (c/Custódio Mesquita), canção, 1935; Tarde de maio (c/Osvaldo de Sá), samba-canção, 1949; Tem dó (c/João de Barro, Antônio Almeida e Dorival Caymmi), samba, 1943; Tem gato na tuba (c/João de Barro), marcha, 1948; Tempo quente (c/João de Barro), marcha, 1941; Terra brasileira (c/João de Barro), hino, 1939; Teus olhos negros (c/F. Salgado), marcha, s.d.; Tin-do lê-lê(c/Antônio Almeida), valsa, 1941; Tipo sete (c/Nássara), marcha, 1934; Toada (c/Radamés Gnattali), 1957; Touradas em Madrid (c/João de Barro), marcha, 1938; Toureiro de araque, marcha, 1957; Trá-lá-lá-lá, marcha, 1937; Trenzinho do amor (c/João de Barro), marcha, 1937; Tua vida entortou, samba, 1933; Vai subindo.., vem caindo, marcha, 1934; Valsa do balancê (c/Alcir Pires Vermelho), 1942; Velha baiana (c/Napoleão Tavares), cena típica, 1932; Velho marinheiro (c/Wilson Batista), samba, 1951; Vem, jardineira (c/João de Barro), marcha, 1944; Vem, morena (c/Alcir Pires Vermelho), samba, 1947; Vendedor de pipoca (c/Bonfiglio de Oliveira), rumba, 1932; Veneno pra dois (c/João de Barro), samba, 1938; Venho de longe (c/Demerval da Fonseca), samba, 1952; Vingança (c/Roberto Martins), samba, 1948; A vingança da Estela, choro, s.d.; Vira pra cá (c/João de Barro), marcha, 1938; Vírgula (c/Frazão), marcha, 1940; Você é quem brilha (c/Nássara) samba, 1936; Você fugiu de mim (João de Barro), samba, 1937; Você me deu o bolo (dBide), samba, 1935; Você sambou pra mim (c/Alcir Pires Vermelho), samba 1939; Volta (c/José Maria de Abreu), modinha, s.d.; Uma voz de longe me chamou (c/Hervé Cordovil), samba, 1936; Xodó (c/José Maria de Abreu), samba-canção, 1948; Yes! nós temos bananas... (c/João de Barro), marcha 1938; Zefa, embolada, 1932.


Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora.