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sexta-feira, janeiro 19, 2018

Noite de Paz - Maysa


Samba-canção sub intitulado "Dá-me, Senhor", assinado por Dolores Duran com o pseudônimo de Durando. A gravação de Maysa saiu em maio de 1959 pela RGE, no LP "Convite Para Ouvir Maysa nº 4" e no 78 rpm 10157-B, matriz RGO-1093. Houve também gravações por Roberto Audi e Ted Moreno (Samuel Machado Filho, no Youtube).

Noite de Paz (samba-canção, 1958) - Dolores Duran - Interpretação: Maysa

LP Convite Para Ouvir Maysa nº 4 / Título da música: Noite de Paz (Dá-me, Senhor) / Dolores Duran (Compositora) / Maysa (Intérprete) / Gravadora: RGE / Ano: 1959 / Nº Álbum: XRLP 5045 / Lado A / Faixa 3 / Gênero musical: Samba-canção.



Dai-me, Senhor, uma noite sem pensar
Dai-me, Senhor, uma noite bem comum
Uma só noite em que eu possa descansar
Sem esperança e sem sonho nenhum.

Por uma só noite assim posso trocar
O que eu tiver de mais puro e mais sincero
Uma só noite de paz
Pra não lembrar
Que eu não devia esperar
E ainda espero !!!!

terça-feira, dezembro 17, 2013

Lan e os músicos de 1950



Lançou "Aquarela do Brasil" e chamou o Brasil de "mulato inzoneiro". O Flávio Cavalcanti disse que isso é a mesma coisa que "mestiço intrigante" e o mineiro de Ubá ficou louco da vida. O Flávio até tentou se desculpar, indo na casa dele. O Ary comprou um cão policial e o deixou na frente de sua casa para esperar.... Ao lado Araci de Almeida, comemorando seu aniversário, na ocasião, em São Paulo, e o próprio Governador (que não fora convidado) disse: "Vim pessoalmente apertar a mão da maior cantora popular do Brasil”. Araci sorriu encabulada e respondeu sincera: “Governador, isto são lantejoulas de sua parte”.



Herivelto sofre o complexo do apito. Quando o “Praça Onze” agradou, ele castigou logo em seguida o “Laurindo”, aquele que dizia assim: — Laurindo, pega o apito... etc., etc. Laurindo sumiu e o apito ficou com Herivelto... Maysa (Perdi meu pente) Matarazzo é Bonjardim de nascença. Um dia houve uma festa para os melhores do rádio. Maysa foi convidada, Andrezinho Matarazzo acompanhou-a e, quando deu com o ambiente exclamou para si mesmo: — Eu salto aqui! Para encerrar, mais duas charges dessa época: Pixinguinha e José Vasconcelos...




Fonte: Dicionário Ilustrado — Texto de Stanislaw Ponte Preta — Desenho de Lan — Jornal "Última Hora"

domingo, dezembro 08, 2013

Maysa - Dicionário Ilustrado

Maysa (Perdi meu pente) Matarazzo é Bonjardim de nascença, mas por melhor jardim que ela seja, ser Matarazzo é melhor. Começou a cantar em casa, como todos nós, aliás. Depois — já então casada com Andrezinho Matarazzo — começou a fazer suas musiquinhas e cantar em festinhas íntimas, até o dia em que o Roberto Côrte Real — que é uma espécie de Brício de Abreu, de São Paulo — penetrou numa festa dos Matarazzo e ouviu Maysa cantando. Ficou entusiasmado (aliás não ficou tão entusiasmado assim, mas — sabem como é — a festa estava boa, não custava nada agradar a direção).

Côrte Real era diretor de uma empresa gravadora de S. Paulo — a RGE — e convenceu Maysa de gravar um “long playing” interpretando suas músicas (suas dela). Maysa fingiu que era chato, Côrte Real fingiu que acreditou e insistiu muito. Aí Maysa topou e gravou o disco. O disco começou a agradar e a TV Tupi convidou Maysa para fazer um programa

Maysa fingiu que não queria, a TV Tupi fingiu que acreditou, insistiu muito e Maysa foi. Jordão de Magalhães, dono da boate “Cave”, viu Maysa na televisão e convidou-a para cantar na sua boate. Maysa fingiu que não gostava, Jordão fingiu que acreditou, insistiu muito e Maysa foi.

Aí o Andrezinho se queimou e disse que assim também não. Maysa explicou que era para fundo de benemerência e foi. Um sucesso... Matarazzo ao microfone agrada mais em S. Paulo que gomalina no cabelo do Al Neto.

Maysa já estava consagrada. Veio para o rádio (veio não, foi, porque foi em S. Paulo). Um dia houve uma festa para os melhores do rádio. Maysa foi convidada, Andrezinho acompanhou-a e, quando deu com o ambiente exclamou para si mesmo:

— Eu salto aqui!

E saltou mesmo. Maysa, ao contrário, veio para o Rio, onde o Paul François convidou-a para uma temporada (já como profissional) no seu bar. Maysa fingiu que não queria, Paul François fingiu que acreditou, insistiu muito, ofereceu mais e ela foi.

Aí um empresário de Montevidéu ouviu Maysa, convidou-a para cantar em Punta del Este, Maysa fingiu que não queria, o empresário fingiu que acreditou, insistiu muito e, lá está Maysa... completamente internacional.


Fonte: Dicionário Ilustrado — Texto de Stanislaw Ponte Preta — Desenho de Lan — Jornal "Última Hora", de 10/02/1958.

quinta-feira, abril 16, 2009

Assim na terra como no céu


Assim na Terra Como no Céu (1970) - Roberto Menescal, Nonato Buzar e Paulinho Tapajós - Intérprete: Tim Maia

LP Assim Na Terra Como No Céu - Trilha Sonora da Novela da Rede Globo / Título da música: Assim na Terra Como no Céu / Roberto Menescal (Compositor) / Nonato Buzar (Compositor) / Paulinho Tapajós (Compositor) / Tim Maia (Intérprete) / Gravadora: Philips / Ano: 1970 / Nº Álbum: R 765.120 L / Lado A / Faixa 2 / Gênero musical: Canção / MPB.



Num dia igual
A qualquer um
Eu despertei de dentro enfim
Se fez manhã
No meu viver
Se fez igual
A terra e o céu
Amanheceu onde eu segui
Me despedi
Dos rumos onde eu andei
E eu quis ser mais
Bem mais que eu sou
Janela aberta
Os meus sonhos libertei

quinta-feira, janeiro 01, 2009

Dia das rosas

Sônia Delfino
Dia das rosas (canção, 1966) - Luiz Bonfá e Maria Helena Toledo - Intérprete: Sônia Delfino

Compacto simples / Título da música: Dia das rosas / Luiz Bonfá (Compositor) / Maria Helena Toledo (Compositor) / Sônia Delfino / Gravadora: RGE / Ano: 1966 / Álbum: CS-70236 / Lado B / Marcha-rancho.



Hoje é dia das rosas
Que enfeitam formosas
Amores se unindo
Num lindo jardim
Porque o berço da flor
Vem do encanto de nós
Que nascemos de nós
E vivemos de amor

Ah! que tristeza viver sem amor
Ah! que certeza do amor
Nossas mãos, mãos tao sozinhas
Não sabem o que querem
Porque nao procuram saber de você

Rogo em nome das flores
Irmãs dos jardins
Eu proclamo voce
A rainha de nós
E em todas as cores
Você foi capaz
De trazer pra essa gente
Um mundo de paz

quinta-feira, novembro 06, 2008

Cheiro de saudade

Cheiro de saudade (samba, 1960) - Djalma Ferreira e Luís Antônio - Intérprete: Maysa

Disco 78 rpm / Título da música: Cheiro de saudade / Ferreira, Djalma (Compositor) / Luiz Antônio (Compositor) / Maysa, 1936-1977 (Intérprete) / Orquestra RGE (Acompanhante) / Simonetti (Acompanhante) / Imprenta [S.l.]: RGE, Indefinida / Nº Álbum 10238 / Gênero musical: Samba


Tom: C

Introdução: C7M Dm7 G7 

C7M                    Dm7 G7 
É aquele cheiro de saudade 
C7M                         Em5-/7 A7 
Que me traz você, a cada instante 
Dm7          G7 
Folhas de saudade  
C7M         Am7 
Mortas pelo chão 
             D7          Dm7  G7/13- 
É o outono enfim, no coração 
C7M                        Dm7 G7 
É talvez que é tempo de saudade 
C7M                 Em5-/7 A7 
Trago o peito tão carregadinho 
Dm7          G7 
Sofro, de verdade  
C7M             Am7 
Fruto da saudade  
Am7    D7 G7 C6/9 
Sem o teu carinho 
Gm7          C7/9 
Quem semeia ventos 
F7M 
Colhe tempestade 
Fm7          Bb7 
Quem planta amor 
          Eb7M G7 
Colhe saudade  
C7M                        Dm7 G7 
É talvez que é tempo de saudade 
C7M                      Em5-/7 A7 
Trago o peito tão carregadinho 
Dm7           G7 
Sofro, de verdade,  
C7M         Am7 
Fruto da saudade  
Am7    D7 G7 C6/9 F7 C6/9 
Sem o teu carinho 

A canção dos seus olhos

Elizeth Cardoso
A canção dos seus olhos (samba-canção, 1960) - Pernambuco e Antônio Maria - Intérprete: Elizeth Cardoso

Disco 78 rpm / Título da música: A canção dos seus olhos / Maria, Antônio (Compositor) / Pernambuco (Compositor) / Cardoso, Elizeth (Intérprete) / Imprenta [S.l.]: Copacabana, 1960 / Nº Álbum 6141 / Gênero musical: Samba canção.



Ai, você foi embora, era hora de ir
Depois quem sabe que tristeza haveria
Ai, foi bom separar os meus sonhos dos seus
No meu olhar, o poder do seu olhar

Ai, não faz mal a distâcia
Ai, não faz mal a saudade
Hoje é melhor eu saber
Que você não sofreu
Se eu sofri não faz mal

Ai, nasceu no sofrimento
Na esperança e no amor
Nasceu de mim
A canção dos seus olhos

Recado

Recado (samba, 1959) - Luís Antônio e Djalma Ferreira - Intérprete: Maysa

Disco 78 rpm / Título da música: Recado / Ferreira, Djalma (Compositor) / Luiz Antônio (Compositor) / Maysa, 1936-1977 (Intérprete) / Orquestra RGE (Acompanhante) / Imprenta [S.l.]: RGE, Indefinida / Nº Álbum 10159 / Gênero musical: Samba.



Você, errou quando olhou, pra mim
Uma esperança, fez nascer, em mim
Depois levou, pra tão longe de nós
Seu olhar no meu, a sua voz

Você deixou, sem querer deixar

Uma saudade, enorme em seu lugar
Depois nós dois
Cada qual a mercê do seu destino
Você sem mim, eu sem você!

Saudade, meu moleque de recado
Não diga que eu me encontro nesse estado

Você deixou, sem querer deixar
Uma saudade, enorme em seu lugar
Depois nós dois
Cada qual a mercê do seu destino
Você sem mim, eu sem você!

quarta-feira, novembro 05, 2008

O nosso olhar

O nosso olhar (samba-canção, 1959) - Sérgio Ricardo - Intérprete: Maysa.

Disco 78 rpm / Título da música: O nosso olhar / Ricardo, Sérgio (Compositor) / Maysa, 1936-1977 (Intérprete) / Orquestra RGE (Acompanhante) / Imprenta [S.l.]: RGE, Junho/1959 / Nº Álbum 10159 / Lado B / Gênero musical: Samba canção.


Introdução: Em5-/7 Edim Dm7/9 G7/13-
Em5-/7 Edim Dm7/9 G7/13-

Em5-/7 Edim         A7
Viu,        quanta coisa linda
A7/9-      Dm7  
Você e eu sentimos
Bm5-/7    E7/13-               Am9    
Sob este luar  dentro do silêncio
F7M      Eb7/9+            D7/9+
Que a noite fazia pelo nosso amor
Em5-/7 Edim         A7
Viu,   como nossos olhos
A7/9-         Dm7  
Foram se entregando
Bm5-/7    E7/13-              Am9    
E se integraram na linguagem pura
F7M             Eb7/9+       D7/9+ D6/9 Gm6 C7/9 C7/9-
Que os olhos ditam pelo coração
F7M   D7/9           G7/5+    F7M      Em6              
Viu, como o mundo inteiro    ficou pequeno
Am7          Gm7  A7/9    Dm7/9
E em nossas mãos virou veneno
G7/13      Fm6   G7         C4/7/9 C7/9- Gm7/9 A7/9     
Que a noite bebeu  pelo nosso amor
Dm7  Dm5-/7      Bb7/11+ Bb/Ab      C7M        
Viu, como basta pouco para amar-se muito
Am7        Gm6  A7/9-        Dm7/9  
Um luar bonito, uma noite quieta
G4/7/9  Fm7         C6
E o olhar tão puro, desse nosso olhar

quinta-feira, abril 13, 2006

Maysa


Maysa Figueira Monjardim, cantora e compositora, nasceu em São Paulo (16/11/1936) e faleceu no Rio de Janeiro (11/11/1977). Descendente de tradicional família do Espírito Santo, aos 12 anos, estudante de piano, compôs sua primeira música, o samba-canção Adeus. Foi aluna interna no Colégio Sacré Cour de Marie, de onde saiu com 18 anos para casar com o milionário paulista André Matarazzo.


Depois de casada, continuou a compor, mas cantava raramente, em festas de amigos da alta sociedade paulista. Numa dessas festas, em 1956, foi convidada por um produtor de discos para gravar suas composições.

O LP Convite para ouvir Maísa foi lançado pela RGE depois do nascimento de seu filho, e incluía os sambas-canções Meu mundo caiu, Adeus e Ouça, o grande sucesso que a revelou como cantora e compositora de música de fossa. 0 disco bateu recordes de vendagem, mas, por imposição do marido, toda a renda foi doada para a campanha contra o câncer. A partir de então, começou a se apresentar em diversos programas da TV Record e em shows de boates, como a Oásis e a Cave, cujo proprietário, Jordão de Magalhães, muito incentivou sua carreira.

Em 1957, passou a ter seu próprio programa, inicialmente realizado nos estúdios e depois no Teatro Record, transmitido em cadeia de rádio e televisão. A separação do marido deixou-a abalada e levou-a a beber e engordar, o que contribuiu para criar-lhe a imagem de cantora agressiva.

Em 1960 foi para o Rio de Janeiro, onde, por influência de Ronaldo Boscoli, passou a gravar músicas de bossa nova, como O barquinho, Ah! Se eu pudesse e Nós e o mar (todas de Roberto Menescal e Ronaldo Bôscoli). Com esse novo repertório, gravou na CBS, acompanhada pelo conjunto de Roberto Menescal, o LP Barquinho, que fez muito sucesso. Viajou em seguida pelo Brasil, Uruguai e Argentina com o mesmo conjunto, transformando-se numa das primeiras divulgadoras de bossa nova no exterior.

Entre 1961 e 1965, apresentou-se no Olympia, de Paris, França, no Blue Angel, de New York, E.U.A., e em Estoril, Portugal, onde conheceu o advogado e industrial espanhol Miguel Azanza, com quem casou. Morando na Espanha fez tratamento de saúde e realizou apresentações e gravações em toda a Europa.

Enquanto isso, eram lançados no Brasil seus LPs Maísa canta sucessos (RGE, 1952), com as músicas Estou pensando em ti (Raul Sampaio e Benil Santos), A canção dos teus olhos (Pernambuco e Antônio Maria) e Ri (Luís Antônio), entre outras; Os grandes sucessos de Maísa (RGE, 1963), com uma coletânea de gravações anteriores, como Ouça e Meu mundo caiu; e Voltei (RGE, 1963), incluindo Meditação (Newton Mendonça e Tom Jobim), Alguém me disse (Jair Amorim e Evaldo Gouveia) e Solidão (Antônio Bruno).

Numa de suas viagens ao Brasil, em 1964, participou de um programa ao lado do jornalista Sérgio Porto (Stanislaw Ponte Preta), na TV Record. Nos anos seguintes, as etiquetas RCA e Elenco lançaram mais dois LPs, ambos com o título Maísa, trazendo entre outras as músicas Ne me quitte pas (Jacques Brel) e Tristeza (Haroldo Lobo e Niltinho), e Bom dia tristeza (Adoniran Barbosa e Vinícius de Moraes), Demais e Dindi (ambas de Aloysio de Oliveira e Tom Jobim).

Em 1969 retomou a carreira profissional no Brasil, formando com o marido a Guelmay, empresa destinada a produzir seus programas e discos. Nesse mesmo ano, fez um show para um grande público na cervejaria Canecão, do Rio de Janeiro, apresentado depois em São Paulo, no Restaurante Urso Branco, e gravado com o título Canecão apresenta Maísa (Copacabana, 1969), com as músicas Se você pensa (Erasmo Carlos e Roberto Carlos) e Se todos fossem iguais a você (Tom Jobim e Vinícius de Morais), entre outras.

Em 1970 lançou pela Philips o LP Ando só numa multidão de amores, com as músicas Molambo (Meira e Augusto Mesquita), Chuvas de verão (Fernando Lobo) e Que eu canse e descanse (Marcos Vale e Paulo Sérgio Vale). Passou em seguida a trabalhar em teatro e televisão, participando em 1971 da novela O cafona, da TV Globo, para a qual compôs o Tema de Simone.

Em 1974 saiu novo LP pela gravadora Evento, com as músicas Bloco da solidão (Jair Amorim e Evaldo Gouveia) e Agora é cinza (Alcebíades Barcelos e Armando Marçal), entre outras, e no ano seguinte apareceu na novela Bravo, da TV Globo, e em outros programas de televisão. Faleceu em acidente automobilístico na ponte Rio-Niterói.