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sábado, fevereiro 03, 2018

Triste cuíca - Araci de Almeida

Triste Cuíca (samba, 1935) - Noel Rosa e Hervé Cordovil - Intérprete: Araci de Almeida

Disco 78 rpm / Título da música: Triste Cuíca / Autoria: Cordovil, Hervé (Compositor) / Rosa, Noel, 1910-1937 (Compositor) / Almeida, Araci de, 1914-1988 (Intérprete) / Lacerda, Benedito, 1903-1958 (Acompanhante) / Regional (Acompanhante) / Imprenta [S.l.]: Victor, 1935 / Nº Álbum 33927 / Lado A / Lançamento: 1935 / Gênero musical: Samba.


Tom: G#

Intr.:(Db D° Ab F7 Bb7 Eb7 Ab° Ab Db D° Ab F7 Bb7 
       Eb7 Ab Eb7 Ab)

                                       C7
Parecia um boi mugindo, aquela triste cuíca
               Fm        
Tocada pelo Laurindo 
     E         Ab  E7  A7 Eb7 Ab
O gostoso da Zizi..ca
                G7                   Cm
Ele não deu à Zizica, a menor satisfação
          E       Ab  F7    Bb7     Eb7   Ab    
E foi guardar a cuíca,   na casa da Conceição

Ab7
    Diferente o samba fica, sem ter a triste cuíca
             Db7M            Bbm  E
Que gemia feito   um boi...
                 Ab          F7         Bbm
A Zizica está sorrindo, esconderam o Laurindo
        Db7          C7
Mas não se sabe onde foi
E                  Ab          E
  A Zizica está sorrindo, esconderam o Laurindo
           Eb7(b9)         Ab
Mas não se sa......be onde foi

sexta-feira, fevereiro 02, 2018

Século do progresso - Araci de Almeida

Século do Progresso (samba, 1937) - Noel Rosa - Intérprete: Araci de Almeida

Disco 78 rpm / Título da música: Século do Progresso / Rosa, Noel, 1910-1937 (Compositor) / Almeida, Araci de, 1914-1988 (Intérprete) / Imprenta [S.l.]: Victor, 1937 / Nº Álbum 34296 / Lado B / Lançamento: 1938 / Gênero musical: Samba.


Intr.: Eb/G / F7 F/Eb Bb/D / Dbº / Cm /
F7/A F7 Bb / Bb7 Bb/Ab
Eb/G / F7 F/Eb Bb/D / Dbº / Cm /
F7/A F7 Bb F/A Eb/G F7
Bb               F7/C
A noite estava estrelada
F7/A             Bb
quando a roda se formou
Gm  Dm/A   Dm  Em7(b5)
A lua veio    atrasa__da        
A7        F7
e o samba começou
Bb              F7/C      Eb7                 D7
Um tiro a pouca distância no espaço, forte, ecoou
G7                     Cm     F7                  Bb  D7
Mas ninguém deu importância    e o samba continuou
Gm                    A7       Ab7             G7
Entretanto, ali bem perto, morria de um tiro certo
Cm    G7/D  Cm/Eb G7 Cm
Um valente muito sé______rio 
Am7(b5)  Gm/Bb
Professor dos desa_____catos
Gm         A7                  D7
Que ensinava aos pacatos o rumo do cemitério
Gm                  A7      Ab7            G7
Chegou alguém apressado naquele samba animado
Cm G7/D  Cm/Eb G7
Que cantando assim dizi_______a:
Cm           Am7(b5)   Gm/Bb      Gm            A7
"No século do     progresso o revólver teve ingresso
D7             Gm  F7
pra acabar com a valentia"

quarta-feira, janeiro 31, 2018

Cor de cinza - Araci de Almeida


"Cor de Cinza", um samba de 1933, foi só levado a disco em 1955 na voz da intérprete preferida de Noel, no LP de 10 polegadas da Continental "Canções de Noel Rosa com Aracy de Almeida". O disco também assinala a volta de um grande parceiro noelino, Osvaldo Gogliano, o Vadico, ao Brasil, após vários anos nos EUA. Ele reaparecia num trabalho de orquestração e regência que, sem descaracterizar a obra de Noel, evidenciava algo do que aprendeu naquele país (Fonte: Samuel Machado Filho - Youtube).

Cor de Cinza (samba, 1933) - Noel Rosa - Intérprete: Araci de Almeida

LP 10' Canções de Noel Rosa com Aracy de Almeida / Título da música: Cor de Cinza / Rosa, Noel, 1910-1937 (Compositor) / Almeida, Araci de, 1914-1988 (Intérprete) / Vadico (Acompanhante) / Orquestra (Acompanhante) / Selo: Continental, 1955 / Álbum: Canções de Noel Rosa com Aracy de Almeida / Nº do álbum: LPP-10 / Lado B / Faixa 1 / Gênero musical: Samba / Obs.: Arranjos e acompanhamento de Vadico.



Com seu aparecimento
Todo o céu ficou cinzento
E São Pedro zangado
Depois, um carro de praça
Partiu e fez fumaça
Com destino ignorado

Não durou muito a chuva
E eu achei uma luva
Depois que ela desceu
A luva é um documento
Com que provo o esquecimento
Daquela que me esqueceu

Ao ver um carro cinzento
Com a cruz do sofrimento
Bem vermelha na porta
Fugi impressionado
Sem ter perguntado
Se ela estava viva ou morta

A poeira cinzenta
Da dúvida me atormenta
Não sei se ela morreu
A luva é um documento
De pelica e bem cinzento
Que lembra quem me esqueceu

Eu sei sofrer - Araci de Almeida

Aracy de Almeida
Eu Sei Sofrer (samba, 1937) - Noel Rosa - Intérprete: Araci de Almeida

Disco 78 rpm / Título da música: Eu Sei Sofrer / Autoria: Rosa, Noel, 1910-1937 (Compositor) / Almeida, Araci de, 1914-1988 (Intérprete) / Conjunto Boêmios da Cidade (Acompanhante) / Imprenta [S.l.]: Victor, 1937 / Nº Álbum 34176 / Lado A / Gênero musical: Samba.



Quem é que já sofreu mais do que eu?
Quem é que já me viu chorar? 
Sofrer foi o prazer que Deus me deu 
Eu sei sofrer sem reclamar
Quem sofreu mais do que eu não nasceu 
Com certeza Deus já me esqueceu 

Mesmo assim, não cansei de viver 
E na dor eu encontro prazer
Saber sofrer é uma arte 
E pondo a modéstia de parte 
Eu posso dizer que sei sofrer 

(repete a 1a. estrofe) 

Quanta gente que nunca sofreu 
Sem sentir, muitos prantos verteu 
Já fui amado, enganado 
Senti quando fui desprezado 
Ninguém padeceu mais do que eu 

(repete a 1a. estrofe)

O maior castigo que eu te dou - Araci de Almeida

O Maior Castigo Que Eu Te Dou (samba, 1934) - Noel Rosa - Intérprete: Araci de Almeida

Disco 78 rpm / Título da música: O Maior Castigo Que Eu Te Dou / Autoria: Rosa, Noel, 1910-1937 (Compositor) / Almeida, Araci de, 1914-1988 (Intérprete) / Conjunto Boêmios da Cidade (Acompanhante) / Imprenta [S.l.]: Victor, 20/04/1937 / Nº Álbum 34176 / Lado B / Lançamento: Junho/1937 / Gênero musical: Samba.



O maior castigo que eu te dou
É não te bater
Pois sei que gostas de apanhar
Não há ninguém mais calmo do que eu sou
Nem há maior prazer
Do que te ver
Me provocar

Não dar importância
A tua implicância
Muito pouco me custou
Eu vou cantar em versos
Os teus instintos perversos
É esse o maior castigo que eu te dou

(bisa a 1a. parte)

A porta sem tranca
Te dá carta branca
Para ir onde eu não vou
E eu juro que desejo
Fugir do teu falso beijo
É esse mais um castigo que eu lhe dou

(bisa novamente a 1a. parte)

terça-feira, janeiro 30, 2018

Só pode ser você - Araci de Almeida

Vadico
Samba cético e amargo da parceria Noel-Vadico, originalmente chamado "Ilustre visita". Foi composto em 1935, após Noel voltar de uma viagem que fizera a Belo Horizonte para tratamento de saúde, já doente. Sua mãe, a dona Marta, recebeu a visita da então namorada Ceci, que procurava saber como ia a saúde do amado, mas preferiu esconder seu nome (mas ele descobriu tudo!). Gravação da "Araca" na Victor, em 11 de agosto de 1936, lançada em março de 37, disco 34152-A, matriz 80199 (Fonte: Samuel Machado Filho, no Youtube).

Só Pode Ser Você (samba, 1935) - Noel Rosa e Vadico - Intérprete: Araci de Almeida

Disco 78 rpm / Título da música: Só pode ser você / Autoria: Rosa, Noel, 1910-1937 (Compositor) / Vadico (Compositor) / Araci de Almeida, 1914-1988 (Intérprete) / Imprenta [S.l.]: Victor, 1936 / Nº Álbum 34152 / Lado A / Gênero musical: Samba.


C6/9                 
Compreendi seu gesto
C6/9        A7/b13  
Você entrou naquele
Dm7/9             Dm/C
meu chalé modesto
Bm7/b5            E7  Am7
Porque pretendia somente saber
Em7  
Qual era o dia
B7     Em7 A7/b13 Dm7 G7/13
em que eu deixaria de viver
C6/9               
Mas eu estava fora
C6/9         A7/b13            Dm7/9         Dm/C
Você mandou lembranças e foi logo embora
Bm7/b5          E7 Am7
Sem dizer qual o primeiro nome
Em7
De tal visita
B7          Em7 A7/b13 Dm7 G7/13
Mais cruel, mais bonita que sincera
Dm7                 Dm/C     Bm7/b5  E7
E pelas informações que recebi já vi
A7                   A7/b9       D7/9
Que essa ilustre visita era você
Dm7/9       G7/13 G7/b13       E7/+5  E7/6  E7
Porque não existe nessa vida
A7/b13             Dm7     G7
Pessoa mais fingida
C6/9
Do que você

Louco (ela é o seu mundo) - Araci de Almeida

Araci de Almeida
Louco (Ela é seu mundo) (samba, 1946) - Wilson Batista e Henrique de Almeida - Intérprete: Araci de Almeida

Disco 78 rpm / Título da música: Louco (ela é o seu mundo) / Autoria: Almeida, Henrique de, 1917-1985 (Compositor) / Batista, Wilson, 1913-1968 (Compositor) / Araci de Almeida, 1914-1988 (Intérprete) / Lacerda, Benedito, 1903-1958 (Acompanhante) / Conjunto (Acompanhante) / Imprenta [S.l.]: Odeon, 11/10/1946 / Nº Álbum 12742 / Gênero musica: Samba.



Louco, pelas ruas ele andava
E o coitado chorava
Transformou-se até num vagabundo
Louco, para ele a vida não valia nada
Para ele a mulher amada
Era seu mundo

Conselhos eu lhe dei
Pra ele esquecer
Aquele falso amor
Ele se convenceu
Que ela nunca mereceu
Nem reparou
Sua grande dor
Que louco!

segunda-feira, janeiro 29, 2018

Rapaz folgado - Araci de Almeida

Wilson Batista, um jovem compositor de 20 anos de idade, lançou um samba chamado Lenço no pescoço, gravado por Sílvio Caldas (''Meu chapéu de lado / Tamanco arrastando / Lenço no pescoço / Navalha no bolso (...) / Eu tenho orgulho de ser vadio''.

Orestes Barbosa espinafrou o samba em sua coluna no jornal A hora: ''Causou má impressão o novo samba de Sílvio Caldas 'Lenço no pescoço, navalha no bolso'. O malandro, hoje, não usa mais lenço no pescoço, como nos tempos dos Nagoas e Guaximi. Além disso, no momento em que se faz a higiene do samba, a nova produção de Sílvio Caldas, pregando o crime por música, não tem perdão.''

Noel Rosa, provavelmente, influenciado por Orestes Barbosa, compôs Rapaz folgado, como uma resposta a Wilson Batista. Este, por sua vez, replicou e estabeleceu-se a famosa polêmica entre os dois compositores.

Rapaz folgado (samba, 1933) - Noel Rosa - Interpretação: Araci de Almeida

Disco 78 rpm / Título da música: Rapaz folgado / Autoria: Rosa, Noel, 1910-1937 (Compositor) / Araci de Almeida, 1914-1988 (Intérprete) / Conjunto Regional RCA Victor (Acompanhante) / Imprenta [S.l.]: Victor, 1938 / Nº Álbum 34368 / Lado B / Gênero musical: Samba.


Intr.:(F Fm/Ab C/G A7 D7 G7 C C/Bb
F/A Fm/Ab C/G A7 D7 G7 C)
C               D7    G7  C
Deixa de arrastar o teu tamanco
G7           E7
Pois tamanco nunca foi sandália
A7                           Dm
E tira do pescoço o lenço branco
D7
Compra sapato e gravata
G7               Fm6/Ab  G7
Joga fora essa navalha que te atrapa......lha
C                D7   G7    C
Com chapéu do lado deste rata
G7          E7
Da polícia quero que escapes
A7                  Dm         F     F#°    C/G
Fazendo samba-canção, já te dei papel e lápis
A7        D7    G7     C    C/Bb
Arranja um amor e um violão
F/A       Fm/Ab        C/G
Malandro é palavra derrotista
Dm7           G7       Gm6/Bb  A7
Que só serve pra tirar todo o valor do sambis.....ta
Dm/F           D7/F#  C/G
Proponho ao povo civili..zado
A7       D7
Não te chamar de malandro
G7     C
E sim de rapaz folgado


Fontes: Instituto Moreira Salles - Acervo musical; A Canção no Tempo - Volume 1 - Jairo Severiano e Zuza Homem de Mello - Editora 34.

quinta-feira, fevereiro 06, 2014

Lar, doce lar ...

Aracy não acredita em "lar, doce lar"
Astros e estrelas longe do microfone

O lar pode ser um ótimo refúgio para os dias de chuva, na opinião de uma criatura boêmia que nunca para em casa. Mas também será o local preferido pelo honesto chefe de família que procura descanso. É a única situação humana e verdadeira na vida de uma mulher artificial. Assim como um pretexto para variar de atitudes.

Verdadeiramente, o lar é local onde o cidadão fica à vontade: de chinelas cômodas e “robe de chambre” despretensiosa. Os artistas de rádio também ficam assim, muitas vezes, nas situações simples da vida cotidiana.

Aquela moça loura, por exemplo. Dentro da casa de chá elegante, fuma com displicência e discute modas.

É a figurinha bonita de Sylvinha Mello. Sylvinha, criatura fina e graciosa, é um dos ornamentos mais gentis da sociedade carioca. Mas Sylvinha, no lar, é alguém que prende os cabelos numa fita simples e passa todo o seu tempo cosendo e bordando. A vitoriosa artista da Rádio Nacional não gosta unicamente de cantar. O estúdio é um passeio festivo. Mas o lar ...

Elizinha tem seu filho, a maior alegria do lar
Há criaturas que sonham com um lar que nunca tiveram. Porque uma casa verdadeiramente ao gosto de cada um é difícil.

— Esta expressão: “lar, doce lar”, é falsa — diz — Aracy de Almeida. — Quando chego a casa tiro os sapatos e início grandes arrumações. Quando eu me disponho a isso, é um caso muito sério!

Aracy às vezes fica zangada ao ponto de não tolerar ninguém fazendo barulho ao seu redor.

Francisco Alves também tem uma afilhadinha que é a sua ocupação constante, quando está em casa. O aplaudido artista ensina-a a cantar e a dançar.

Chiquinha Jacobina
Chiquinha Jacobina, como trabalha de dia e canta de noite tem pouco tempo para permanecer em casa. Mas, assim mesmo, quando o consegue, estuda canto e se ocupa com uma porção de afazeres domésticos. Conclui o seu enxoval. E sonha com a felicidade.

Elizinha Coelho pertence à classe de criaturas que realizam milagres nos lugares onde moram. O lar de Elizinha é gracioso e elegante. Um apartamento cheio de almofadas, bonecas e Luiz Philippe, o seu encantador filhinho.

— Gasto todo o meu tempo, em casa, cuidando do garoto — declara Elizinha. Às vezes ele resolve passear de automóvel e espalhar os brinquedos por todo o canto. Aí sou obrigada a desempenhar várias funções ao mesmo tempo.

Elizinha se transforma em inspetor de veículos e consegue também voltar ao alegre período da infância. Dentro de casa ela é menos triste, do que o demonstra cantando ao microfone.

Glorinha Caldas
Marília Batista é uma artista original ao microfone da PRE-8. Mas, em casa, ela faz questão de esquecer os seus sucessos radiofônicos.

— Estudo e bordo. Também faço tricô e gosto de me ver às voltas com novelos de lã, pontos complicados e cortes de fazenda.

A sua figurinha minúscula quase desaparece nos amplos estúdios da Rádio Nacional.

Ela é a soberana do seu lar, gostando também de se entreter com a irmãzinha caçula, uma deliciosa garota que também já está aprendendo a cantar sambas.

Glorinha Caldas tem uma predileção esquisita quando está em casa. Gosta de ficar fumando, incessantemente. Glorinha pouco fuma, em público, mas em casa tira uma “revanche”.

— Também leio e escrevo. Mas o cigarro é o meu companheiro melhor e inseparável.


Fonte: CARIOCA, de 17/10/1936 (texto atualizado e fotos)

terça-feira, dezembro 17, 2013

Lan e os músicos de 1950



Lançou "Aquarela do Brasil" e chamou o Brasil de "mulato inzoneiro". O Flávio Cavalcanti disse que isso é a mesma coisa que "mestiço intrigante" e o mineiro de Ubá ficou louco da vida. O Flávio até tentou se desculpar, indo na casa dele. O Ary comprou um cão policial e o deixou na frente de sua casa para esperar.... Ao lado Araci de Almeida, comemorando seu aniversário, na ocasião, em São Paulo, e o próprio Governador (que não fora convidado) disse: "Vim pessoalmente apertar a mão da maior cantora popular do Brasil”. Araci sorriu encabulada e respondeu sincera: “Governador, isto são lantejoulas de sua parte”.



Herivelto sofre o complexo do apito. Quando o “Praça Onze” agradou, ele castigou logo em seguida o “Laurindo”, aquele que dizia assim: — Laurindo, pega o apito... etc., etc. Laurindo sumiu e o apito ficou com Herivelto... Maysa (Perdi meu pente) Matarazzo é Bonjardim de nascença. Um dia houve uma festa para os melhores do rádio. Maysa foi convidada, Andrezinho Matarazzo acompanhou-a e, quando deu com o ambiente exclamou para si mesmo: — Eu salto aqui! Para encerrar, mais duas charges dessa época: Pixinguinha e José Vasconcelos...




Fonte: Dicionário Ilustrado — Texto de Stanislaw Ponte Preta — Desenho de Lan — Jornal "Última Hora"

sábado, dezembro 07, 2013

Araci de Almeida - Dicionário Ilustrado

Araci de Almeida, segunda pessoa focalizada neste “Dicionário Ilustrado”, ao contrário da primeira — Ari Evangelista Barroso, que não é tão evangelista assim — é evangelista até a alma. Filha de pastor protestante, nascida no Méier e apaixonada por Vila Isabel e residente em São Paulo, Araci vai mantendo há anos uma dignidade artística invejável, cantando com sobriedade e com bossa, sendo talvez a mais brasileira das cantoras brasileiras. E isto quem afirma não é nenhum filho de jacaré com cobra d’água. É o conhecido e aplaudido escriba Stanislaw (o caloroso).

Amiga dileta do samba, Araci vive também para catequizar os hereges tendo mesmo, certa vez, afirmado: “Eu não sou Anchieta não mas já catequizei muito índio”. Aliás, em matéria de frases célebres, a boa Araci goza de fama somente comparável à de Tia Zulmira, veneranda senhora residente em aprazível casarão da Boca do Mato. A respeito do Eclesiastes, que já leu uma centena de vezes, Araci explicou a Stanislaw: “Tu deves ler, neguinho. Aquilo é puro existencialismo”.

Cantando ou falando, o fato é que Araci de Almeida é personalíssima e detesta imitadores, mas nem por isto deixa de tratar bem a todos, legionária que é da Boa Vontade, sendo portanto seguidora de Alziro Zarur — o que nasceu em Marte.

Dentre as maiores provas de carinho e afeição que vem recebendo através de todos estes anos de longa carreira artística, destacamos a que recebeu recentemente em São Paulo, quando da passagem de seu 40° aniversário, houve uma festa e compareceu gente de tudo que foi jeito, culminando a coisa quando deu entrada no recinto o próprio governador do Estado que, por sinal, não fora convidado. O homem entrou, dirigiu-se para ela e disse: “Vim pessoalmente apertar a mão da maior cantora popular do Brasil”. Araci sorriu encabulada e respondeu sincera: “Governador, isto são lantejoulas de sua parte”.

Assim é Araci de Almeida! O samba em pessoa!


Fonte: Dicionário Ilustrado — Texto de Stanislaw Ponte Preta — Desenho de Lan — Jornal "Última Hora", de 08/01/1958.

segunda-feira, novembro 29, 2010

Saudade resto de amor

Araci de Almeida
Saudade resto de amor (samba, 1953) - Adelino Moreira e Norival Reis

Título da música: Saudade resto de amor / Gênero musical: Samba / Intérprete: Araci de Almeida / Compositores: Moreira, Adelino - Reis, Norival / Gravadora Continental / Número do Álbum 16695 / Data de Gravação 00/1952 / Data de Lançamento 00/1953 / Lado A / Disco 78 rpm:



Saudade resto de amor
De alguém que tanto eu amei
Amei e perdi
Perdi mas não chorei

Hoje você vive a lamentar
Seu triste fim
Hoje a saudade também dá
Cabo de mim
Vamos sentindo a mesma dor
Saudade resto de amor

Saudade resto de amor
De alguém que tanto eu amei
Amei e perdi
Perdi mas não chorei

Hoje você vive a lamentar
Seu triste fim
Hoje a saudade também dá
Cabo de mim
Vamos sentindo a mesma dor
Saudade resto de amor

quarta-feira, novembro 24, 2010

Quem telefona

Araci de Almeida
Quem telefona (samba-canção, 1952) - J. Piedade e W Goulart

Título da música: Quem telefona / Gênero musical: Samba / Intérpretes: Araci de Almeida / Compositores: Piedade, J - Goulart, W / Acompanhamento Conjunto - Gnattali, Radamés / Gravadora Continental / Número do Álbum 16538 / Data de Lançamento 1952-1952 / Lado A / Disco 78 rpm:


Quem telefona
É você, não sou eu
Quem me abandonou
Foi você, não fui eu
Se você chora
Eu choro também
Os sentimentos são iguais
Pra nosso bem
Não telefone nunca mais

O passado
Sempre iludiu nós dois
Golpe errado
Foi deixarmos tudo pra depois
Mas agora
Tudo já chegou ao seu lugar
Pra nós dois
É melhor não telefonar

Quem telefona
É você, não sou eu
Quem me abandonou
Foi você, não fui eu
Se você chora
Eu choro também
Os sentimentos são iguais
Pra nosso bem
Não telefone nunca mais

terça-feira, novembro 23, 2010

Papagaio

Araci de Almeida
Papagaio (marcha, 1940) - J. Piedade e Sá Roris

Título da música: Papagaio / Gênero musical: Marcha / Intérpretes: Almeida, Arací de / Compositores: Piedade, J - Sá Roris / Gravadora Victor / Número do Álbum: 34539 / Data de Gravação 00/1939 / Data de Lançamento 00/1940 / Lado A / Disco 78 rpm:


Dá cá o pé, meu louro
Papagaio deixa de malcriação
Papagaio rico, rico
Vem cá, meu louro
Que eu te dou meu coração!

Dá cá o pé, meu louro
Papagaio deixa de malcriação
Papagaio rico, rico
Vem cá, meu louro
Que eu te dou meu coração!

Uma vez o papagaio
Descuidou-se, foi ao chão
Foi cair, foi cair no galinheiro
Quando veio um gavião
Ele gritou: -Nessa eu não caio
Alto lá, seu gavião
Veja que eu sou um papagaio

Ele gritou: -Nessa eu não caio
Alto lá, seu gavião
Veja que eu sou um papagaio

domingo, novembro 21, 2010

Eu não sou manivela

Eu não sou manivela (samba, 1953) - Ary Barroso - Interpretação: Araci de Almeida - "Samba é Aracy de Almeida" - Elenco, 1966.



Você não tem nem a metade
Do valor que tinha outrora
Mudou, mudou, mudou

Só chega em casa
Pra dormir fora de hora
Não suporto mais
Manivela é que vai pra frente e pra traz

Hoje, vem e me abraça
Amanhã, nem me conhece quando passa
Não suporto mais
Manivela é que vai pra frente e pra traz

domingo, novembro 07, 2010

A minha vida

Araci de Almeida
A minha vida (samba, 1945) - Amado Régis

Título da música: A minha vida / Gênero musical: Samba / Intérprete: Araci de Almeida / Compositor: Regis, Amado / Gravadora Odeon / Número do Álbum: 12633 / Data de Gravação: 00/1945 / Data de Lançamento: 00/1945 / Lado: lado A / Rotações: Disco 78 rpm:


A minha vida tem se transformado tanto
Depois que me acostumei a viver sozinha
Cheguei a conclusão de que foi inútil o meu pranto
Ele pode viver muito bem sem meu carinho

Ele não sente saudade
Sei perfeitamente bem
Procurar por ele não vou
Porque já não me comvém

Trocou a minha amizade
Pelo amor de outra mulher
Não posso querer bem
A quem não me quer...

sexta-feira, outubro 01, 2010

Pedro Viola

Araci de Almeida
Pedro Viola (samba-canção, 1939) - Laurindo de Almeida - Intérprete: Araci de Almeida

Disco 78 rpm / Título da música: Pedro Viola / Laurindo Almeida (Compositor) / Araci de Almeida (Intérprete) / Regional (Acomp.) / Gravadora: Odeon / Gravação: 31/03/1939 / Lançamento: 07/1939 / Nº do Álbum: 11848 / Nº da Matriz: 33048-1 / Gênero: Samba canção


Pedro Viola vivia no samba
Em Estacio de Sá / Parece que a sorte
Queria que Pedro saísse de lá

Um dia ele viu a Rosinha bonita
E se apaixonou / O samba esqueceu
A viola largou / E deixou de cantar

Mas Pedro Viola não adivinhou
Que não ia gostar / Sentindo saudades
Deixou o barraco / E veio sambar...

O samba durou / A noite acabou
E pedro voltou / Mas seu barracão
Tristonho e vazio / Lá em cima do morro
Ele encontrou...

O tempo passou / Mas o pobre sambista
Não se conformou / A velha saudade
Bateu nom seu peito / Coitado, chorou...

Vivendo sozinho / Contando os zincos
Do seu barracao / Foi que Pedro Viola
Morreu abraçado ao seu violão...



Fontes: Discografia Brasileira - IMS; Instituto Moreira Salles.

quinta-feira, maio 01, 2008

Quem foi

Araci de Almeida
Quem foi (samba-canção, 1947) - Nestor de Holanda e Jorge Tavares - Intérprete: Araci de Almeida com Vocalistas Tropicais

Disco 78 rpm / Título da música: Quem foi / Jorge Tavares (Compositor) / Nestor de Holanda (Compositor) / Araci de Almeida, 1914-1988 (Intérprete) / Vocalistas Tropicais (Acomp.) / Gravadora: Odeon / Gravação: 31/05/1947 / Lançamento: 07/1947 / Nº do Álbum: 12793 / Nº da Matriz: 8233 / Gênero musical: Samba canção / Coleções de origem: IMS, Nirez


Quem foi ?
Quem foi que andou dizendo
Que eu vivo sempre sofrendo
Que eu vivo sempre chorando
Não teve razão
Quem me fez esta maldade
Que eu vivo sofrendo, é verdade
Mas sofro sorrindo e cantando.

O pranto para mim não existe
Não choro quando estou triste
Sorrio sempre na dor
Não dou valor ao coração
Não ligo a uma ingratidão
Não choro por um amor !



Fontes: Discografia Brasileira - IMS; Instituto Moreira Salles.

quinta-feira, abril 24, 2008

Cidade do interior

Aracy de Almeida
Cidade do interior (samba-canção, 1947) - Marino Pinto e Mário Rossi - Intérprete: Araci de Almeida

Disco 78 rpm / Título da música: Cidade do interior / Marino Pinto (Compositor) / Mário Rossi, 1911-1981 (Compositor) / Araci de Almeida, 1914-1988 (Intérprete) / Geraldo Medeiros e Seu Conjunto (Acomp.) / Gravadora: Odeon / Gravação: 03/02/1947 / Lançamento: 03/1947 / Nº do Álbum: 12767 / Nº da Matriz: 8182 / Gênero musical: Samba / Coleções de origem: IMS, Nirez


Cidade do interior
Tem a sua estação de trem
Um clube, a matriz, um jardim
E um baile mensal, familiar
Tem um cinema modesto
E um pequeno jornal
Que sai todo domingo
E quando é feriado nacional


Cidade do interior
Tem um grupo escolar também
E um rio que passa cantando
Espelhando o luar
E o ideal
Que todos tem no interior
É crescer e casar
Para saber o que é o amor.



Fontes: Discografia Brasileira - IMS; Instituto Moreira Salles.

sexta-feira, março 21, 2008

A mulher do leiteiro

Aracy de Almeida
A mulher do leiteiro (marcha/carnaval, 1942) - Haroldo Lobo e Mílton de Oliveira - Intérprete: Araci de Almeida

Disco 78 rpm / Título da música: A mulher do leiteiro / Haroldo Lobo (Compositor) / Milton de Oliveira, 1919-1986 (Compositor) / Araci de Almeida, 1914-1988 (Intérprete) / Passos e Sua Orquestra (Acomp.) / Gravadora: Victor / Gravação: 10/10/1941 / Lançamento: 12/1941 / Nº do Álbum: 34845 / Nº da Matriz: S-052390-2 / Gênero musical: Marcha


Todo mundo diz que sofre
Sofre, sofre neste mundo
Mas a mulher do leiteiro sofre mais;
Ela passa, lava e cose
E controla a freguesia
E ainda lava as garrafas vazias.


E o leiteiro, coitado!
Não conhece feriado
Se encontra satisfeito
Toda noite é sereno
E a mulher dele
Que trabalha até demais
Diz que tudo que ela faz
Ainda é café pequeno.



Fontes: Discografia Brasileira - IMS; Instituto Moreira Salles.