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domingo, agosto 19, 2018

Poema do adeus - Miltinho

Miltinho
O "Poema do Adeus" é um samba-canção clássico, verdadeira obra-prima de Luiz Antônio. Surgiu em 1960 no festival "As dez mais lindas canções de amor", promovido pela extinta TV Rio em parceria com as lojas Rei da Voz, de Abraão Medina (pai do publicitário Roberto Medina, idealizador de outro festival, o Rock in Rio), e a gravadora Copacabana, que lançou o LP com as dez finalistas.

Defendido por Miltinho, "Poema do adeus" não venceu o certame, mas tornou-se um clássico. Tanto que ele faria novo registro lançado pela RGE em março de 1961 no 78 rpm n.o 10291-A, matriz RGO-1910, e depois no compacto duplo de 45 rpm n.o EP-90076.

"Poema do adeus" também seria, mais tarde, faixa-título e de abertura do primeiro LP de Miltinho para a gravadora de José Scatena, e o cantor ainda interpretou a composição no filme "O vendedor de linguiças", produzido e estrelado por Mazzaropi. ISRC: BRSGL-6200068 (Escrito por Samuel Machado no Youtube).

Poema do Adeus (samba-canção, 1961) - Luís Antônio - Intérprete: Miltinho

Disco 78 rpm / Título da música: Poema do adeus / Luís Antônio (Compositor) / Miltinho (Intérprete) / Gravadora: RGE / Ano: 1961 / Álbum: 10.291 / Lado A / Gênero musical: Samba-canção.



E então eu fiz um bem
Dos males que passei
Fiz do amor uma saudade de você
E nunca mais amei
Deixei nos olhos teus
Meu último olhar
E ao bem do amor
Eu disse adeus

Caminho o meu caminho
E nos lugares que passei
As pedras do caminho
São o pranto que chorei
Escondo em minhas mãos
Carinhos que eram teus
E guardo tua voz
No poema do adeus

sexta-feira, junho 07, 2013

Marco Antônio


Marco Antônio (Antônio Lopes Marques), cantor, nasceu em Vitória, ES, em 1927, e faleceu em Nilópolis, RJ, em 05/02/1965. Em 1954 iniciou sua carreira artística, quando contratado pela Columbia gravando a batucada Você chorou, de Átila Bezerra, Sebastião Gomes e Jorge Gonçalves, e a marcha Ximbica resfriada, de Almeida Freire, Murilo Vieira e A. Vanderley.

Foi para a RGE e gravou em 1961, com acompanhamento do conjunto RGE os sambas Mulher de 30, de Luís Antônio, e Samba de improviso, de Haroldo Barbosa e Luis Reis, e os boleros Beija-me depois, de Evaldo Gouveia e Jair Amorim, e Volta, de Ciro de Souza e Antônio Moreira.

Em 1962, gravou a marcha Sujaram a barra, de Nello Nunes, A. Batista e Guguta; o samba É menino, de Antoninho Lopes, Zé da Vila e Ramandini; o bolero Chega, de A. F. Conceição e Espírito Santo, e a guarânia Contando os dias, de Lupicínio Rodrigues. Nesse ano, participou da coletânea 14 sucessos de ouro - Vol. 2 da RGE interpretando  em dueto com a cantora Elza Laranjeira a balada Amor.

Em 1964, lançou aquele que acabou sendo seu último disco, o LP Tu serás a estrela guia gravado pela Odeon e no qual interpretou as músicas Se eu pudesse lhe dar o perdão, de Marino Pinto e Carlos Marques; Andaluza e Espera mais um pouco, de Ciro Monteiro e Dias da Cruz; A noite o luar e alguém, de Cid Magalhães e Amâncio Cardoso; O pranto dos meus olhos, de Neco e J. Pereira; É bom ser bom, de Fernando Barreto; Abre a porta, de Rutinaldo; Tu serás a estrela guia e Deus esteja nesta casa, de  Maurílio Lopes e Flávio Carvalho; Ave sem ninho, de Nilo Barbosa e Geraldo Morais; Nosso amor tinha raiz, de Paulo Marques e Jorge Ramos, e Nossas alianças, de Paulo Gesta e Jorge Smera.

Começou a fazer bastante sucesso com a balada Nossas alianças, sendo tocada nas rádios quando sofreu o trágico acidente no qual veio a falecer.

A tragédia

"Trágica ocorrência roubou a vida do cantor Marco Antônio, na madrugada de cinco de fevereiro, nas proximidades de sua residência, em Nilópolis. Eram duas horas quando ele procurava chegar a sua casa, na Avenida Mirandela 290, tateando no escuro, pois um temporal interrompera a energia elétrica, ali, desde as 19 horas do dia 4. Foi então que pisou numa poça d’água, onde caíra um fio de alta tensão, sendo fulminado. Ninguém pôde fazer qualquer coisa em seu socorro. O corpo permaneceu onde fora eletrocutado, até às 9 horas do dia seguinte, quando se providenciou o desligamento da rede elétrica que matara o artista. Marco Antônio foi sepultado no cemitério de Inhaúma, no dia 6, às 10 horas da manhã, depois de velado por alguns artistas que chegaram a ter conhecimento da tragédia. Altemar Dutra enviou uma coroa de flores para o seu colega de gravadora, a Odeon, que, aliás, cuidou do sepultamento.

Cantor desde 1954, Antônio Lopes Marques (Este o seu nome verdadeiro), ele contava 38 anos de idade e era natural de Vitória, no Espírito Santo. Casado com D. Celita Alves Marques, era pai de quatro filhos: o quinto deverá nascer em junho. Gozava de estima dos cantores e disk-jóqueis: lutador trabalhava intensamente, perseguindo o sucesso, que começava a alcançar. Compungidos, vários programadores interromperam a apresentação de música de carnaval. Jair de Taumaturgo, da Mayrink Veiga (emissora em que Marco Antônio se apresentava com mais frequência, tendo ali cantando algumas horas antes de morrer), homenageou a memória do artista falecido. Também Júlio Louzada dedicou-lhe a sua "Oração da Ave Maria”. A Rádio Mauá também alterou sua programação, logo que soube do fato, passando a transmitir gravações selecionadas. Todos sentiram a morte do cantor que era simples, de pouca fala e voz bonita".  (Revista do Rádio, 06/03/1965)

Discografia

(1954) Você chorou/Ximbica resfriada • Columbia • 78
(1961) Samba de improviso/Volta • RGE • 78
(1961) Mulher de trinta/Beija-me depois • RGE • 78
(1962) Sujaram a barra/É menino • RGE • 78
(1962) Chega/Contando os dias • RGE
(1962) 14 sucessos de ouro - Vol. 2 • RGE • LP
(1964) Tu serás a estrela guia • Odeon

_________________________________________________________
Fontes: Revista do Rádio; Dicionário Cravo Albin da MPB.

domingo, fevereiro 07, 2010

Eu bebo sim


Eu Bebo Sim (1973) - Luís Antônio e João Violão - Interpretação: Elizeth Cardoso

Compacto duplo Quatro Sambas Quatro Sucessos Nº 2 / Título da música: Eu Bebo Sim / Luís Antônio (Compositor) / João do Violão (Compositor) / Elizeth Cardoso (Intérprete) / Gravadora: Copacabana / Ano: 1973 / Nº Álbum: 3633 / Lado A / Faixa 1 / Gênero musical: Samba / MPB.


     E
Eu bebo sim
E7        A
Estou vivendo
B7          
Tem gente que não bebe
E             B7
Está morrendo (Eu bebo sim) (x2)

E                              A
Tem gente que já tá com o pé na cova
B7
Não bebeu e isso prova
E
Que a bebida não faz mal
E7                         A
Uma pro santo, desce o choro, a saideira
B7
Desce toda a prateleira
E             B7
Diz que a vida tá legal (Eu bebo sim)

(refrão)

E                     A
Tem gente que detesta um pileque
B7
Diz que é coisa de moleque
E
Cafajeste ou coisa assim
E7                           A
Mas essa gente, quando está com a cara cheia
B7
Vira chave de cadeia
E             B7
Esvazia o botequim (Eu bebo sim)

(refrão)

terça-feira, março 10, 2009

Bloco de Sujo


Os compositores Luís Reis e Luís Antônio são os autores do samba “Bloco de Sujo”, cuja letra expressa as manifestações populares típicas do carnaval de rua, onde o improviso e a desorganização são a tônica: o grupo de foliões com fantasias improvisadas, ou mesmo de roupa comum, reúnem-se ao som de instrumentos também improvisados e desfilam pelas ruas da cidade, cantando e dançando.

As Gatas gravaram esse samba, em 1969, após terem vencido o Concurso de Músicas de Carnaval, no ano anterior, na TV Tupi, promovido pelo Conselho Superior de MPB do Museu da Imagem e do Som.

Bloco de Sujo (samba/carnaval, 1969) - Luís Reis e Luís Antônio - Intérprete: As Gatas

LP Samba Incrementado - Raul Moreno / As Gatas / Título: Bloco de Sujo / Luís Reis (Compositor) / Luís Antônio (Compositor) / Gravadora: Enir Discos / Ano: 1969 / Nº Álbum: E-9.012 / Lado B / Faixa 6 / Gênero musical: Batuque /Carnaval.



Olha o bloco de sujo / Que não tem fantasia
Mas que traz alegria / Para o povo sambar
Olha o bloco de sujo / Vai batendo na lata
Alegria barata / Carnaval é pular.

Olha o bloco de sujo / Que não tem fantasia
Mas que traz alegria / Para o povo sambar
Olha o bloco de sujo / Vai batendo na lata
Alegria barata / Carnaval é pular.

Plác, plac, plac / Bate a lata
Plac, plac, plac / Bate a lata
Plac, plac, plac / Se não tem tamborim!

Plac, plac, plac / Bate a lata
Plac, plac, plac / Bate a lata
Plac, plac, plac / Carnaval é assim!

domingo, novembro 09, 2008

Quero morrer no carnaval

Linda Batista
Quero morrer no carnaval (samba/carnaval, 1961) - Luís Antônio e Eurico Campos - Intérprete: Linda Batista

Disco 78 rpm / Título da música: Quero morrer no carnaval / Luís Antônio (Compositor) / Eurico Campos (Compositor) / Linda Batista (Intérprete) / Gravadora: RCA Victor / Ano: 1961 / Álbum 80-2276 / Lado A / Gênero musical: Samba.



Quero morrer no Carnaval,
Na Avenida Central,
Sambando,
O povo na rua cantando
O derradeiro samba
Que eu fizer chorando.

Quero morrer fantasiado de palhaço
Que sempre fui sem ter vestido a fantasia.
Eu, que vivia ouvindo risos de fracasso,
Quero morrer ouvindo risos de alegria!

Poema das mãos

Miltinho
Poema das mãos (samba-canção, 1961) - Luís Antônio - Interpretação: Miltinho

LP Miltinho é Samba / Título da música: Poema das mãos / Luís Antônio (Compositor) / Miltinho (Intérprete) / Gravadora: RGE / Ano: 1961 / Álbum: XRLP 5127 / Lado A / Faixa 1 / Gênero musical: Samba-canção.


Nas minhas mãos a despedida
Nas tuas mãos, a minha vida
Nas tuas mãos, deixei meus sonhos
Nas tuas mãos deixei bondade

Alegre sonho
Ficou tristonho
Nas tuas mãos, virou saudade
Nas minhas mãos, o teu perfume
Nas minhas mãos o teu cabelo
O meu ciúme
O meu queixume
Nas minhas mãos, um triste apelo

As tuas mãos, estão mais frias
Estão vazias, de meus beijos
As minhas mãos, talvez não sintas
Estão famintas de desejos!

quinta-feira, novembro 06, 2008

Cheiro de saudade

Cheiro de saudade (samba, 1960) - Djalma Ferreira e Luís Antônio - Intérprete: Maysa

Disco 78 rpm / Título da música: Cheiro de saudade / Ferreira, Djalma (Compositor) / Luiz Antônio (Compositor) / Maysa, 1936-1977 (Intérprete) / Orquestra RGE (Acompanhante) / Simonetti (Acompanhante) / Imprenta [S.l.]: RGE, Indefinida / Nº Álbum 10238 / Gênero musical: Samba


Tom: C

Introdução: C7M Dm7 G7 

C7M                    Dm7 G7 
É aquele cheiro de saudade 
C7M                         Em5-/7 A7 
Que me traz você, a cada instante 
Dm7          G7 
Folhas de saudade  
C7M         Am7 
Mortas pelo chão 
             D7          Dm7  G7/13- 
É o outono enfim, no coração 
C7M                        Dm7 G7 
É talvez que é tempo de saudade 
C7M                 Em5-/7 A7 
Trago o peito tão carregadinho 
Dm7          G7 
Sofro, de verdade  
C7M             Am7 
Fruto da saudade  
Am7    D7 G7 C6/9 
Sem o teu carinho 
Gm7          C7/9 
Quem semeia ventos 
F7M 
Colhe tempestade 
Fm7          Bb7 
Quem planta amor 
          Eb7M G7 
Colhe saudade  
C7M                        Dm7 G7 
É talvez que é tempo de saudade 
C7M                      Em5-/7 A7 
Trago o peito tão carregadinho 
Dm7           G7 
Sofro, de verdade,  
C7M         Am7 
Fruto da saudade  
Am7    D7 G7 C6/9 F7 C6/9 
Sem o teu carinho 

Recado

Recado (samba, 1959) - Luís Antônio e Djalma Ferreira - Intérprete: Maysa

Disco 78 rpm / Título da música: Recado / Ferreira, Djalma (Compositor) / Luiz Antônio (Compositor) / Maysa, 1936-1977 (Intérprete) / Orquestra RGE (Acompanhante) / Imprenta [S.l.]: RGE, Indefinida / Nº Álbum 10159 / Gênero musical: Samba.



Você, errou quando olhou, pra mim
Uma esperança, fez nascer, em mim
Depois levou, pra tão longe de nós
Seu olhar no meu, a sua voz

Você deixou, sem querer deixar

Uma saudade, enorme em seu lugar
Depois nós dois
Cada qual a mercê do seu destino
Você sem mim, eu sem você!

Saudade, meu moleque de recado
Não diga que eu me encontro nesse estado

Você deixou, sem querer deixar
Uma saudade, enorme em seu lugar
Depois nós dois
Cada qual a mercê do seu destino
Você sem mim, eu sem você!

terça-feira, novembro 04, 2008

Levanta Mangueira

Uma das inúmeras homenagens musicais prestadas à escola de samba de cores verde e rosa, este samba foi um dos campeões do carnaval de 1959. Gravação Odeon de Zezinho, feita em 24 de outubro de 1958 e lançada ainda em dezembro no 78 rpm n.o 14400-A, matriz 13000, e no LP coletivo anual da gravadora com músicas para os festejos momescos (Samuel Machado Filho).

Levanta Mangueira (samba/carnaval, 1959) - Luiz Antônio - Intérprete: Zezinho

Disco 78 rpm / Título da música: Levanta Mangueira / Luiz Antônio (Compositor) / Zezinho (Intérprete) / Imprenta [S.l.]: Odeon, 1958 / Nº Álbum 14400 / Lado A / Gênero musical: Samba.



Levanta Mangueira
A poeira do chão
Samba do coração

(bis)

Mostra a sandália de prata da mulata
A voz da cuíca do tamborim
Mostra que o samba nasceu em Mangueira
Sim



O apito no samba

O apito no samba (samba, 1958) - Luiz Bandeira e Luís Antônio - Intérprete: Marlene

Disco 78 rpm / Título da música : O apito no samba / Luiz Antônio (Compositor) / Bandeira, Luiz, 1923-1998 (Compositor) / Marlene (Intérprete) / Imprenta [S.l.]: Odeon / Gravação: 12/12/1958 / Lançamento: Janeiro/1959 / Nº Álbum 14415 / Lado A / Gênero musical: Samba.


Tom: G (intro)

    G
Se você
              C     G
No samba de "gente bem"
               C       G
Não vai encontrar ninguém
    C                  Gmaj7
Apitando um apito no samba
    Bm7
É porque
             Em    Bm7
O samba que vai nascer
               Em   Bm7
Só vai mesmo acontecer
          Em7              Bm
Quando houver um apito no samba
      Am7
Venha ver, squindô, squindô
       D7
No terreiro
            Am7
Que é para ver
                        D7
O que é o squindô verdadeiro

E, então
Você me dará razão
Chegando a esta conclusão
Que é preciso um apito no samba

G     Am7  D7 Gmaj7(9)                  Bm7 E7(b9) Am7
Que boni - to é           um tamborim a ba   -  tucar
Am7   Bm7  E7 Am7             D7(9)    Gmaj7
Que boni - to é um corpo de mulher sambar
 Cm7 F7   Cm7      F7         Bbmaj7
Suas saias vão correndo pelo chão
     Cm7     Fmaj7             Cm7
Seus pés que são o ritmo que nasce
Gm6      A7
Cresce, vibra (Ah!)
Am7(9)            D7
Viva o apito no samba

E então
Você me dará razão
Chegando a esta conclusão
Que é preciso um apito no samba.

(instrumental)

G     Am7  D7 Gmaj7(9)                  Bm7 E7(b9) Am7
Que boni - to é           um tamborim a ba   -  tucar
Am7   Bm7  E7 Am7             D7(9)    Gmaj7
Que boni - to é um corpo de mulher sambar
 Cm7 F7   Cm7      F7         Bbmaj7
Suas saias vão correndo pelo chão
     Cm7     Fmaj7             Cm7
Seus pés que são o ritmo que nasce
Gm6      A7
Cresce, vibra (Ah!)
Am7(9)            D7
Viva o apito no samba

E então
Você me dará razão
Chegando a esta conclusão
Que é preciso um apito no samba.

segunda-feira, janeiro 21, 2008

Poema do adeus

Miltinho
Poema do Adeus (samba-canção, 1961) - Luís Antônio - Intérprete: Miltinho

Disco 78 rpm / Título da música: Poema do adeus / Luís Antônio (Compositor) / Miltinho (Intérprete) / Gravadora: RGE / Ano: 1961 / Álbum: 10.291 / Lado A / Gênero musical: Samba-canção.



E então eu fiz um bem
Dos males que passei
Fiz do amor uma saudade de você
E nunca mais amei
Deixei nos olhos teus
Meu último olhar
E ao bem do amor
Eu disse adeus

Caminho o meu caminho
E nos lugares que passei
As pedras do caminho
São o pranto que chorei
Escondo em minhas mãos
Carinhos que eram teus
E guardo tua voz
No poema do adeus

quarta-feira, setembro 13, 2006

Devaneio


Este belo fox surgiu em 1959 como faixa do LP "Drink no Rio de Janeiro", gravado pelo organista Djalma Ferreira, seu co-autor, com seu grupo Milionários do Ritmo, do qual Miltinho era crooner e pandeirista. Este registro é de 1960 (LP "Os grandes sucessos de Miltinho", RGE XRLP-5135), com destaque para a participação do cantor, que na primeira gravação aparecia só na metade da música (Fonte: Samuel Machado Filho - Youtube).

Devaneio (fox, 1959) - Luís Antônio e Djalma Ferreira - Intérprete: Miltinho

LP Miltinho ‎– Os Grandes Sucessos De Miltinho / Título da música: Devaneio / Djalma Ferreira (Compositor) / Luís Antônio (Compositor) / Miltinho (Intérprete) / Gravadora: RGE / Ano: 1960 / Nº Álbum: XRLP 5.135 / Lado B / Faixa 1 / Gênero musical: Fox.


C9        E/G#       F7M  F#º Em9 A7/13 A7/5+
Era a saudade do passado,
Dm7       G/B          C9      G7/13   G7/5+
Era um olhar em meu caminho.
Cm7      F/A          Bb6   Bbº  Bb7/13   Bb7/5+
Agora a sombra do passado
A7/5-     A4    D7/4   D7
É uma sombra de lado,
D7/9-  Fm7  G7
Já não vivo sozi- nho. 
C9        E/G#          F7M  Gº Bbº Gº Eº
É minha crença no que creio,
Dm7     G7            C9     Fº Abº  Fº Dº
É a certeza de que é minha,
Em7/5-    A7         Fm7    Bb7
Meu sonho lindo, devaneio,
Fº     C7M
Amanhã é você,
Dm7   G7        C9
Só você,   vida inteirinha. 
Solo sobre a primeira parte 
C9            E7            F    Em7  A7
É, é  minha crença no que creio,
Dm7     G7            C9      Dm7
É a certeza de que é minha,
Em7/5-    A7         Fm7    Bb7
Meu sonho lindo, devaneio,
C7M
Amanhã é você,
Dm7   G7        C9
Só você,   vida inteirinha.

Murmúrio


Murmúrio (samba, 1960) - Luís Antônio e Djalma Ferreira - Intérprete: Miltinho

LP Miltinho / Título da música: Murmúrio / Luís Antônio (Compositor) / Djalma Ferreira (Compositor) / Miltinho (Intérprete) / Gravadora: RCA Victor / Ano: 1961 / Nº Álbum: BBL 1113 / Lado A / Faixa 1 / Gênero musical: Samba.


Tom: Am

Introd: Dm7 E7/9- Am7 A7/13- Dm7 G7 C7M A7 Dm7 G7 C7/9+ C7M F7 Bm5-/7 E7 

Am7           F7/C E7 Am7           F7 A7 
Vai, nessa canção,     meu último adeus 
Dm7 G7  C7/9+           F7                 Bm5-/7 E7/13- 
Coração,  sonha em vão,    com os beijos teus  
Am7         F7/C E7 Am7          F7 A7 
Foi essa canção      que eu murmurei 
Dm7    G7 C7/9+         F7        E7/13-  Am7  A7/13- 
Tu também   longe além,   murmuraste eu sei 
Dm7         E7/9-        Am7 A7/13- 
Há neste murmúrio uma saudade,  
Dm7       G7          C7M A7 
A vontade louca de voltar 
Dm7          G7      C7/9+        C7M 
Ser como era antes, mesmo por instante 
F7                         Bm5-/7  E7/9- 
E depois morrer pra não chorar 
Solo: Am7 F7/C E7 Am7 F7 A7 Dm7 G7 C7/9+ F7 Bm5-/7 E7/13- 
Am7         F7/C E7 Am7          F7 A7 
Foi essa canção      que eu murmurei 
Dm7    G7 C7/9+         F7        E7/13-  Am7  A7/13- 
Tu também   longe além,   murmuraste eu sei 
Dm7         E7/9-        Am7 A7/13- 
Há neste murmúrio uma saudade,  
Dm7       G7          C7M A7 
A vontade louca de voltar 
Dm7          G7      C7/9+        C7M 
Ser como era antes, mesmo por instante 
F7                         Bm5-/7  E7/9- 
E depois morrer pra não chorar 
Am7           F7/C E7  Am7           F7 E7 
Vai, nessa canção,      meu último adeus  
Am7           F7/C E7  Am7           F7 E7 
Vai, nessa canção,      meu último adeus 
  

Lamento

Lamento (samba, 1959), Djalma Ferreira e Luís Antônio - Intérprete: Os Vocalistas Modernos

Disco 78 rpm / Título da música: Lamento / Ferreira, Djalma (Compositor) / Luiz Antônio (Compositor) / Os Vocalistas Modernos (Intérprete) / Imprenta [S.l.]: Sinter, Indefinida / Nº Álbum 605 / Gênero musical: Samba.



Ai, só você não vê
Na minha vida, falta você

(repete)

Nos meus olhos
Está faltando a luz do seu olhar
No meu peito está morando
Uma saudade em teu lugar

(repete a primeira)

Escuta meu lamento
Sob a forma de canção
Lamento sim
E é de coração !



domingo, abril 09, 2006

Luís Antônio

Luís Antônio
Luís Antônio (Antônio de Pádua Vieira da Costa), compositor e letrista, nasceu no Rio de Janeiro RJ em 16/4/1921 e faleceu em 1/12/1996. Estudou em uma escola pública e no Colégio Militar do Rio de Janeiro, de onde passou para a Escola Militar de Realengo, saindo aspirante em 1944.

Compositor desde os 14 anos, autor das músicas cantadas nas competições esportivas dos cadetes, escreveu o Hino da Escola Militar, depois oficializado. Tenente de infantaria integrou em 1945 a Força Expedicionária Brasileira na campanha da Itália.

Passou a compor profissionalmente em 1948, e sua primeira canção gravada foi Somos dois (com Klecius Caldas e Armando Cavalcanti). Grande sucesso em 1951 com o samba carnavalesco Sapato de pobre (com Jota Júnior) gravado por Marlene, no Carnaval seguinte consolidaria seu prestígio com a marcha Sassaricando (com Jota Júnior e Oldemar Magalhães) e o samba Lata d'água (com Jota Júnior). Marcaria presença novamente no Carnaval de 1953, com Zé Marmita (com Brasinha) e o clássico Barracão (com Oldemar Magalhães). Em algumas de suas letras sobressai a preocupação com temas sociais.

De 1959 a 1962, viveu a segunda grande fase de sua carreira, com uma série de sambas românticos como Menina moça, Mulher de 30, Poema do adeus e, com Djalma Ferreira, Recado, Lamento, Devaneio e outros mais, a maioria na voz do cantor Miltinho. Seu último sucesso foi o samba Eu bebo sim (com João do Violão), gravado por Elizeth Cardoso, em 1973.

Algumas músicas



Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e Publifolha, SP, 1998.