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segunda-feira, março 12, 2018

Não deixe o samba morrer - Alcione

O sucesso de Clara Nunes, vendendo dezenas de milhares de discos em 1973, chamou a atenção das gravadoras para a possibilidade de vozes femininas serem capazes de lhes render bons lucros. Daí a oportunidade oferecida a cantoras como Alcione, que ganharia as paradas de sucesso no início de 76 com “Não Deixe o Samba Morrer”, faixa de seu primeiro elepê, A voz do samba, lançado no final de 75.

De autoria de Edson Gomes da Conceição e Aloísio Silva, dois modestos compositores baianos radicados em São Paulo, este samba e “Etelvina Minha Nega” (de João Carlos, pai de Alcione) foram as únicas músicas do disco escolhidas pela cantora, sendo as demais incluídas pelos produtores Roberto Menescal e Roberto Santana.

“Não Deixe o Samba Morrer” é um belo samba, que impressiona pela qualidade da melodia e cujo tema é anunciado no título (“Não deixe o samba morrer / não deixe o samba acabar! o morro foi feito de samba / de samba pra gente sambar”). Com o sucesso, Alcione, que é também trompetista, estaria em breve sendo convidada para apresentar o programa “Alerta Geral”, da TV Globo (A Canção no Tempo – Vol. 2 – Jairo Severiano e Zuza Homem de Mello – Editora 34).

Não Deixe O Samba Morrer (samba, 1976) - Edson Conceição e Aloísio - Intérprete: Alcione

LP A Voz Do Samba / Título da música: Não Deixe O Samba Morrer / Edson Conceição (Compositor) / Aloísio (Compositor) / Alcione (Intérprete) / Gravadora: Philips / Ano: 1975 / Nº Álbum: 6349 155 / Lado B / Faixa 1 / Gênero musical: Samba.


  Bm            B7                   Em  Em/D
Quando eu não puder pisar mais na avenida
C#m7/5b           F#7                Bm
Quando as minhas pernas não puderem aguentar
Em   A              D7+
Levar meu corpo junto com meu samba
G7+            C#m7/5b         F#7          Bm
O meu anel de bamba entrego a quem mereça usar (2x)
         Em     A                D7+      
Eu vou ficar no meio do povo espiando
F#m7/5b        B7          Em
Minha escola perdendo ou ganhando
A           D7+  F#m7/5b  B7
Mais um carnaval
: Em              A
:Antes de me despedir
: D7+                   Bm
:Deixo ao sambista mais novo
:G         F#7   Bm   B7 (F#7)
: O meu pedido final     (2x) 
Refrão
Bm          B7       Em Em/D
Não deixe o samba morrer
C#m7/5b     F#7      Bm
Não deixe o samba acabar
C#m7/5b
O morro foi feito de samba
F#7               Bm
De samba pra gente sambar (2x)

Garoto maroto - Alcione


Garoto Maroto (samba, 1986) - Franco e Marcos Paiva - Alcione

LP Alcione - Fruto E Raiz / Título da música: Garoto Maroto / Franco (Compositor) / Marcos Paiva (Compositor) / Alcione (Intérprete) / Gravadora: RCA Victor / Ano: 1986 / Nº Álbum: 103.0673 / Lado A / Faixa 1 / Gênero musical: Samba.


Tom: Em / E
Intro:  Am7 D7 G7+ Em7 Am7 B7 Em7 E7

Am7 D7                 G7+  Em7
Você faz de conta que quer o meu perdão
Am7  B7         Em7
Mas depois apronta no meu coração
Am7  D7         G7+   Em7
Desarruma tudo, fazendo arruaça
Am               B7
Me põe quase louca de tanta pirraça
Em7                 B7
Com os carinhos que dá sem favor
Am    D7         G7+   Em7
Tira meu escudo, me põe indefesa
Am7            B7                 Em7
Me deixa acesa com água na boca, carente de amor
E            E7+                F#m7  F#m7/E
Garoto maroto, travesso no jeito de amar
A                   B7                  E       B7
Faz de mim, seu pequeno brinquedo, querendo brincar, garoto
E                   E7+              F#m7   F#m7/E
Vem amor, vem mostrar o caminho da doce ilusão
A              B7                E        ( B7 )
Só você pode ser a criança do meu coração

Figa de Guiné - Alcione



Figa de Guiné (samba, 1972) - Reginaldo Bessa e Nei Lopes - Intérprete: Alcione

Compacto Simples 7" Alcione / Título da música: Figa de Guiné / Reginaldo Bessa (Compositor) / Nei Lopes (Compositor) / Alcione (Intérprete) / Gravadora: Philips / Ano: 1972 / Nº Álbum: 6069058 / Lado A / Gênero musical: Samba.


Dm               Dm7                     Gm
Quem me vinga da mandinga é a figa de guiné
                 Bbdim                   Dm11  
mas o de fé do meu axé não vou dizer quem é
      Dm              Gm
Sou da fé, cabeça feita
 Bb9   A7
Axê, axé
     Bbdim        Dm
No peji do candomblé
A5+     Dm
Axê , axé
          Dm              Gm
quem não pode com a mandinga
D#7    A7
Axê, axé
       Gm         Dm
não batuca o opanijé
Dm                   Dm7                Gm
Quem me vinga da mandinga é a figa de guiné
                  Bbdim                 Dm11      
mas o de fé do meu axé não vou dizer quem é
      Dm             Gm
Onda forte não derruba
 Bb9  A7
axê, axé
      Bbdim          Dm
nem machuca quem tem fé
A5+     Dm
axê, axé
       Dm             Gm
Vou nas águas do meu santo
D#7    A7
axê, axé
      Gm          Dm
na enchente da maré
Dm                Dm7                   Gm
Quem me vinga da mandinga é a figa de guiné
                    Bbdim                Dm11          
mas o de fé do meu axé não vou dizer quem é
     Dm        Gm
Da Bahia me mandaram
Bb9    A7
axê, axé
      Bbdim      Dm
minha figa de guiné
D#7   A7
axê, axé
       Dm            Gm
com as bençãos  de Caymmi
D#7    A7
axê, axé
Gm               Dm
Jorge Amado e Caribé

Pandeiro é meu nome - Alcione


Pandeiro é Meu Nome (samba, 1977) - Chico da Silva e Venâncio - Intérprete: Alcione

LP Alcione ‎– Pra Que Chorar... / Título da música: Pandeiro É Meu Nome / Chico da Silva (Compositor) / Venâncio (Compositor) / Alcione (Intérprete) / Gravadora: Philips / Ano: 1977 / Nº Álbum: 6349 343 / Lado A / Faixa 4 / Gênero musical: Samba.


Tom: F

Introdução: Gm7 C7/9 F7/9 Bb7/13 Em5-/7 A5+/7 Dm7/9 Bb7/13 A5+/7

 Dm7/9               F7/9
Falaram que meu companheiro
          Bb7/13
Meu amigo surdo parece absurdo
           Em5-/7
Apanha por tudo
              A5+/7
Ninguém canta samba
           Dm7/9 A5+/7
Sem ele apanhar
Dm7/9                     F7/9
Não ouviram que seu companheiro
         Bb7/13
Amigo pandeiro

                             Em5-/7
Também tira coco do mesmo coqueiro
          A5+/7     Dm7/9 D7/9-
Apanha sorrindo pra povo cantar
Gm7
Pandeiro
         G#°               Dm
Não é absurdo mas é o meu nome
               Bb7+            Em5-/7
Não me chamo surdo mas aguento fome
             A5+/7               D7/9-
Pandeiro não come mas pode apanhar
    Gm7                                 Dm
Ao povo que vibra na força do som brasileiro
                               A7
Não é só o surdo nem só o pandeiro
                           D7/9-
Tem uma família tocando legal
 Gm7                                  Dm
Você cantando, tocando e batendo na gente
                              A7
Passando por tudo tão indiferente
                              Dm
Não conhece a dor do instrumental
D7/9- Gm7  C7/9     F7/9
Batuqueiro ê,batuqueiro
Bb7/13     Em5-/7      A5+/7      (Am5-/7) (Dm7/9 Bb7/13 A5+/7)
Cantando samba pode bater no pandeiro (2x)

Gostoso veneno - Alcione

Gostoso Veneno (samba, 1979) - Wilson Moreira e Nei Lopes - Interpretação: Alcione

LP Gostoso Veneno / Título da música: Gostoso Veneno / Wilson Moreira (Compositor) / Nei Lopes (Compositor) / Alcione (Intérprete) / Gravadora: Philips / Ano: 1979 / Nº Álbum: 6349 420 / Lado B / Faixa 1 / Gênero musical: Samba.


Tom: Bm

Intr.: Em A7 D G C F#  B7 Em A 7 D G C F# Bm

G F# Bm           A
Este amor me envenena
 G              Em            Bm
Mas todo amor sempre vale a pena
                           C#7
Desfalecer de prazer, morrer de dor
      F#                     Bm
Tanto faz, eu quero é mais amor
 A                         D 
A água da fonte bebida na palma da mão
C#m        F#               Bm       B7
Rosa se abrindo, se despetalando no chão
Em        A7    D      G
Quem não viu e nem provou
 C    F#     B7
Não viveu, nunca amou
Em           F#                  Bm
Se a vida é curta e o mundo é pequeno
       G                  C
Vou vivendo morrendo de amor
   F#     Bm
Gostoso veneno 

Alcione - Biografia


Alcione (Alcione Nazaré) nasceu em São Luís, MA, em 21 de novembro de 1947. O pai, João Carlos Dias Nazareth, foi mestre de banda da Polícia Militar de São Luís do Maranhão e professor de música. Foi ele quem lhe ensinou, ainda cedo, a tocar diversos instrumentos de sopro, como o clarinete, que começou a estudar aos 13 anos. Com essa idade, tocava e cantava em festas de amigos e familiares.


Sua primeira apresentação foi aos 12 anos, na Orquestra Jazz Guarani, da qual seu pai era integrante. Certa noite, o crooner da orquestra ficou rouco, sendo substituído pela menina, que, mais tarde, ficou conhecida como "Marrom". Na ocasião cantou com sucesso a música Palma branca e o fado Ai, Mouraria.

Formou-se como professora primária e continuou a se dedicar à música, tendo apresentando-se na TV do Maranhão, nos anos de 1965 e 1966.

Em 1968 mudou-se para o Rio de Janeiro indo trabalhar em uma loja de discos. Começou cantando na noite, levada pelo cantor Everardo, que ensaiava no Little Club, boate situada no conhecido Beco das Garrafas, reduto histórico do nascimento da bossa nova, em Copacabana.

Destacou-se ao vencer as duas primeiras eliminatórias do programa A Grande Chance, de Flávio Cavalcanti. Nessa mesma época, assinou o primeiro contrato profissional com a TV Excelsior, apresentando-se no programa Sendas do Sucesso.

Depois de seis meses nessa emissora, realizou uma turnê de quatro meses pela América Latina. Em 1970, viajou também à Europa, onde ficou por dois anos, principalmente na Itália. Nessa época, costumava apresentar-se com o cantor Emílio Santiago, na boate "Preto 22", de Flávio Cavalcanti, em Ipanema, Rio de Janeiro.

Em meados dos anos 70, foi para São Paulo apresentar-se no "Blow-up", onde conheceu o cantor Jair Rodrigues, que a levou para a gravadora PolyGram, na qual no ano de 1972 gravou o primeiro compacto simples, no qual constavam Figa de Guiné (Reginaldo Bessa e Nei Lopes) e O sonho acabou.

Em 1974, participou do "Festival da Canção Portuguesa". No ano seguinte, gravou, pela Philips, um compacto duplo com quatro sambas-enredo: Mangueira, São Carlos, Padre Miguel e Salgueiro. Ainda neste ano, lançou, pela mesma gravadora, o primeiro LP, A voz do samba, no qual interpretou Acorda que eu quero ver (Carlos Dafé), É amor... Deixa doer (Mita), Aruandê (Edil Pacheco e Nélson Rufino) e Batuque feiticeiro (Candeia). Devido a dois grandes sucessos do disco, Não deixe o samba morrer (Edson Conceição e Aluísio) e O surdo (Totonho e Paulinho Rezende), ganhou o primeiro "Disco de Ouro".

Em 1976, lançou o LP Morte de um poeta, do qual se destacaram os sucessos Lá vem você (Totonho, Paulinho Rezende e Zayrinha), Morte de um poeta (Totonho e Paulinho Rezende) e É melhor dizer adeus (Mita).

O disco de 1977, Pra que chorar, vendeu 400 mil cópias, consagrando-a como cantora nacionalmente conhecida. Desse disco, despontaram vários sucessos de sua carreira, como Ilha de maré (Lupa e Walmir Lima), Pedra que não cria limo (Vevé Calazans e Nilton Alecrim), Pandeiro é meu nome (Venâncio e Chico da Silva) e a faixa-título Pra que chorar (Baden Powell e Vinícius de Moraes).

No ano seguinte, em 1978, lançou o LP Alerta Geral, nome do programa de música popular brasileira da Rede Globo, dirigido por Augusto César Vannucci e escrito por Ricardo Cravo Albin, comandado pela "Marrom" durante dois anos. Desse disco, várias composições fizeram sucesso, entre elas Sufoco (Chico da Silva e Antonio José), Entre a sola e o salto (Giberto Gil), Eu sou a marrom(Roberto Corrêa e Sylvio Son) e Zelão (Sérgio Ricardo).

Em 1979, com a composição Gostoso veneno, de Wilson Moreira e Nei Lopes, ficou em primeiro lugar nas paradas de sucesso de todo o país. A música deu título ao LP, que trouxe, entre outras, Menino sem juízo (Paulinho Rezende e Chico Roque), Rio antigo (Nonato Buzar e Chico Anísio) e Dia de graça (Candeia).

Um ano depois, ainda pela gravadora Philips, lançou o disco E vamos à luta, no qual interpretou Meu dia de graça (Dedé da Portela e Sérgio Fonseca), Eu sei (Cartola), faixa que contou com a participação especial do compositor, e, ainda, a faixa-título, de autoria de Gonzaguinha, entre outras.

Em 1981, no LP Alcione, interpretou Minha filosofia (Aluízio Machado), Novo amor (Arlindo Cruz e Rixxa), O pandeiro é meu (Zé do Maranhão e Cidney Rocha) e Pintura sem arte (Candeia).

Em 1982 lançou o disco Vamos arrepiar pela BMG. Neste mesmo ano, em comemoração aos dez anos de carreira fonográfica, sua gravadora lançou a coletânea Alcione dez anos depois, na qual foram reunidos alguns de seus sucessos. No ano seguinte, pela gravadora RCA, lançou o LP Almas & corações, disco no qual incluiu uma composição de sua autoria, Amor em tom menor, em parceria com Nilton Barros, além de outros sucessos.

Em 1984, no disco Da cor do Brasil, interpretou A luz do vencedor (Candeia e Luiz Carlos da Vila), Mangueira Estação Primeira (Mauro Duarte e Paulo César Pinheiro) e Roda ciranda (Martinho da Vila), faixa que contou com a participação especial de Maria Bethânia.

Em 1985, destacou-se com a gravação da música Nem morta, no LP Fogo da Vida. Deste mesmo disco, outras composições tornaram-se sucesso, como Mesa de bar (Gonzaguinha) e Ara-Keto (Edil Pacheco e Paulo César Pinheiro).

Em 1987, no disco Nosso nome: resistência, incluiu Ou ela ou eu (Flávio Augusto e Carlos Rocha), Afreketê (Edil Pacheco e Paulo César Pinheiro) e Raio de luar (Dauro do Salgueiro e Nei Lopes), entre outras. No ano posterior, ainda pela gravadora RCA, lançou o LP Ouro & cobre, no qual interpretou Toque macio (Alberto Gino), Vizinha faladeira (Arlindo Cruz, Luiz Carlos da Vila e Acyr Marques) e a faixa-título Ouro & cobre (Anézio e Wilson Bombeiro).

No ano de 1990 lançou, pelo selo BMG Ariola, o LP Emoções reais que contou as faixas Beija-flor (Paulo César Pinheiro e Mauro Duarte), Quando a saudade bater (Paulo Sergio Valle e Chico Roque), Dona Zica e Dona Neuma (Carlinhos 7 Cordas, Zé Luiz e Nei Lopes), Duas faces (Altay Veloso), Roxo, alma brilhante (Lourenço), São Jorge (Claudinho Azeredo e Paulo César Pinheiro), Melhores momentos (Paulo Massadas e Michael Sullivan), entre outras.

Em 1992 lançou o LP Pulsa coração, no qual interpretou Delírios de amor (Chico Roque e Carlos Colla), Mironga do mato (Wilson Moreira e Nei Lopes) e Coração brasileiro (Arlindo Cruz, Franco e Acyr Marques).

No ano de 1994 lançou, pela gravadora BMG, o CD Brasil de Oliveira da Silva do samba, no qual interpretou as faixas Além dos Outdoors, Tô Com Saudade, Saudade Só, Onde o Rio é Mais Baiano, Febre de Amar, Fla X Flu, Coração da Sanfona, Brasil de Oliveira da Silva do Samba, Paixão Bandida, Zanga de Amor, Asas de Carcará, Nunca Mais, Terecô e Usa e Abusa. No ano seguinte participou do disco-homenagem Clara Nunes com vida, no qual fez dueto (com voz incluída posteriormente) com Clara Nunes na faixa Sem companhia (Ivor Lancellotti e Paulo César Pinheiro). Neste mesmo ano lançou o disco Profissão cantora.

Em 1998 lançou o CD Celebração em comemoração aos 27 anos de carreira. Nesse trabalho, contou com a participação especial de inúmeros artistas, como Djavan, Maria Bethânia, Sandra de Sá, Ed Motta, Alexandre Pires, Cássia Eller, Velha-Guarda da Mangueira, entre outros. No mesmo ano, participou do disco Chico Buarque de Mangueira, no qual interpretou "Estação derradeira" (Chico Buarque). Ainda neste disco, interpretou outras composições em dueto com Chico Buarque, Nelson Sargento e Leci Brandão.

Em 2000, lançou o CD Claridade, disco em homenagem à cantora Clara Nunes, no qual interpretou músicas que foram sucesso na voz da amiga. Lançou, pelo selo Universal Music, o CD Nos bares da vida, no qual apresentou um repertório de músicas que cantava na noite carioca no início da década de 1970, acompanhada do violonista João Lyra. Em 2001, participou, com Ana Carolina e Maria Bethânia, do projeto "MPB no Canecão", no Rio de Janeiro. Neste mesmo ano lançou o CD A paixão tem memória, do qual se destacou o sucesso Além da cama. Em março de 2002, apresentou-se na casa de shows Olimpo, no Rio de Janeiro. Na ocasião, gravou o primeiro disco ao vivo (o 28º da carreira), com regravações de antigos sucessos.

No ano de 2003, participou do CD Duetos, de Neguinho da Beija-Flor, disco no qual interpretou, com o anfitrião, a música Recomeço. Neste mesmo ano, pela gravadora Indie Records, lançou o CD Alcione ao vivo 2, no qual cantou vários sucessos de sua carreira.

Em 2004 lançou pela gravadora Indie Records o CD Faz uma loucura por mim, no qual interpretou composições de Jorge Aragão, Sombrinha, Nei Lopes, Roberto e Erasmo, Chico Roque, Carlos Colla, Paulo Sérgio Valle, M. Sullivan, Yvone Lara, Reinaldo Arias, Roque Ferreira e os novatos Vander Lee e Telma Tavares, dentre outros.

Em 2005 a Sony lançou a coletânea Alcione e amigos, na qual a a cantora faz duetos com Jair Rodrigues, Nélson Gonçalves, Maria Bethânia, Fernando de Carvalho e Mussum, entre outros.

Em 2006 fez turnê pelos Estados Unidos apresentando-se na "Lifetime Achievement Award", na festa da nona edição do "Annual Brazilian Press" (evento que tem como objetivo a celebração da cultura e da imagem do Brasil no exterior) no Broward Center For The Performing Arts, em Fort Lauddardale, na Flórida, e ainda Hard Rock Live, em Orlando, e no Teatro Tam Boston, na cidade de Medford, em Massachussets. De volta ao Brasil, com participações especiais de Os Gênesis (dupla angolana), Jefferson Jr e César Nascimento e sua Usina de Percussão, fez o lançamento do CD/DVD Uma nova paixão ao vivo no Canecão.

No ano de 2007 lançou, pela gravadora Indie Records, o CD De tudo que eu gosto. Em 2008 lançou, pela Som Livre, o CD Raridades, que contou com as participações especiais de Belo, Sandra de Sá, Roberto Ribeiro e Nelson Gonçalves entre outros.

Em 2010 lançou o CD Acessa do qual destacou-se a composição Eu vou pra Lapa e a faixa-título. Foi uma das atrações do palco montado na Praia de Copacabana, no Rio de Janeiro, para as comemorações do Réveillon de 2011. Nesse ano foi eleita "Melhor Cantora", na categoria "Samba", por seu disco Acesa - Ao vivo em São Luís do Maranhão, no "22º Prêmio da Música Brasileira". Em 2012 lançou, pelo selo Biscoito Fino, o segundo título do projeto Duas Faces, o CD Ao vivo na Mangueira, gravado na quadra da escola de samba Mangueira, com as participações de Diogo Nogueira, Jorge Aragão, Leci Brandão e MV Bill. Ainda em 2012 conquistou os prêmios de “Melhor Cantora” e “Melhor Álbum” na categoria “Canção Popular” pelo disco Duas Faces - Jam Session na 23ª edição do “Prêmio da Música Brasileira”.

Em 2013 apresentou-se no palco montado no Marco Zero, no Centro Histórico do Recife (PE), para as comemorações do carnaval. Na ocasião interpretou, ao lado de Serginho Meriti, o samba Pedra 90 (Serginho Meriti, Gilson Bernini e Rody do Jacarezinho), em homenagem a Jamelão.

Em 2014 participou do show “Nívea viva o samba”, ao lado de Martinho da Vila, Roberta Sá e Diogo Nogueira. No ano seguinte apresentou o show Inusitado – Chantant Enchantée, no Teatro Câmara da Cidade das Artes, no Rio de Janeiro.

Em 2016 estreou na casa de shows Metropolitan, no Rio de Janeiro, o show “Alcione Boleros”, com direção musical de Alexandre Menezes. Na ocasião, recebeu como convidadas as cantoras Nana Caymmi e Sylvia Nazareth, sua sobrinha.

Em 2017 lançou, pelo selo Biscoito Fino, o CD/ DVD Boleros, gravado ao vivo na Cidade das Artes, no Rio de Janeiro, permeado por versos do poema “As quatro estações” de Elisa Lucinda. No mesmo ano, apresentou-se no festival “Rock in Rio”, no Rio de Janeiro, como uma das atrações do show “Salve o Samba”, realizado no Palco Sunset.

Algumas músicas












Fonte: Dicionário Cravo Albin da Música Popular Brasileira

domingo, outubro 27, 2013

Nem morta

Nem Morta (1985) - Michael Sullivan e Paulo Massadas - Intérprete: Alcione

LP Fogo Da Vida / Título da música: Nem Morta / Michael Sullivan (Compositor) / Paulo Massadas (Compositor) / Alcione (Intérprete) / Gravadora: RCA Victor / Ano: 1985 / Nº Álbum: 103.0643 / Lado B / Faixa 2.


Tom: Bb

Intro: Cm7 F7 Bb7+ Cm7 F7 Bb7+ Gm7 F4/7

                    Bb7+  
Eu só fico em teus braços 
                  Bº                     Cm7
porque não tenho forças pra tentar ir a luta
                  F/A    
Eu só sigo o teus passos 
                    F7                   Bb7+   F4/7
pois não sei te deixar e esse ideia me assusta

               Bb7+     
Eu só faço o que mandas 
                 Bº                     Cm7
pelo amor que é cego que me castra e domina
                F/A   
Eu só digo o que dizes 
                  F7             Dm7/5-   Bb7
foi assim que aprendi a se tua menina


             Eb7+                 F/Eb
Pra você falo tudo no fim de cada noite
                Dm7                  G7
Te exponho o meu dia, mas que tola ironia
              Cm7                   F7                Fm7  Bb7
Pois você fica mudo, nesse mundo só teu cheio de fantasias
             Eb7+                       F/Eb
Eu só deito contigo porque quando me abraças
               Dm7                    G7
Nada disso me importa, coração abre a porta
                    Cm7                    Gb6
Sempre que eu me pergunto quando vou te deixar
      F7         Bb7+   Cm/Bb Dm7 Ebm7 F4/7 Bb7+ F4/7
Me respondo nem morta
REPETE ESTROFE II

quinta-feira, outubro 03, 2013

Circo sem lona

Circo Sem Lona (samba, 1980) - Antônio Carlos e Jocafi - Interpretação: Alcione

LP E Vamos À Luta / Título da música: Circo Sem Lona / Jocafi (Compositor) / Antonio Carlos Pinto (Compositor) / Alcione (Intérprete) / Gravadora: Polygram / Ano: 1980 / Nº Álbum: 6328 285 / Lado B / Faixa 1 / Gênero musical: Samba.


Feriu, não posso dizer
Que esse amor não feriu
Sabe como é
O homem tem sempre razão
E eu sou a mulher

Você quer salvar as aparências
mas esquece das minhas carências
Me acusa de impertinência
Quando exponho as minhas razões

Nosso amor é um circo sem lona
Já faz tempo que entrou em coma
É uma arma que não detona
Só um cego não vê

sexta-feira, dezembro 30, 2011

Sufoco

Sufoco (samba, 1978) - Chico da Silva e Antônio José - Interpretação: Alcione

LP Alerta Geral / Título da música: Sufoco / Chico da Silva (Compositor) / Antônio José (Compositor) / Alcione (Intérprete) / Gravadora: Philips / Ano: 1978 / Nº Álbum: 6349 383 / Lado A / Faixa 1 / Gênero musical: Samba.


Am         
Não sei se vou aturar,    
       Bm5-/7   E7     Am
   esses seus abusos
Am/G               Dm   G7
Não sei se vou suportar 
               C     Gm C7
   os seus absurdos
     A7    Dm    G7       C
Você vai embora, por aí afora
F7+           Bm5-/7      E7          A7       
Distribuindo sonhos, os carinhos que você me prometeu
          Dm     G7       C
Você me desama, depois reclama
F7+             Bm5-/7    E7
Quando os seus desejos já bem cansados
     A              Bm7  E7
Desagradam os meus

      A              A#º                  Bm7   
Não posso mais alimentar a esse amor tão louco, que sufoco
   E7                                    A
Eu sei que tenho mil razões até para deixar de lhe amar
                C#m7   Cº    Bm7 
Não, mas eu não quero agir assim meu louco amor
    E7                           A  A#º   Bm7  E7
Eu tenho mil razões para lhe perdoar por amar
    A              A#º                   Bm7
Não posso mais alimentar a esse amor tão louco, que sufoco
   E7                                    A
Eu sei que tenho mil razões até para deixar de lhe amar
                C#m7   Cº    Bm7
Não, mas eu não quero agir assim meu louco amor
    E7                            A
Eu tenho mil razões para lhe perdoa

sábado, julho 02, 2011

Totonho

Totonho (Antonio de Oliveira), compositor e cantor, nasceu em Além Paraíba, MG, em 25/2/1946. Em 1975, no LP A voz do samba, pela gravadora Philips, Alcione interpretou O surdo (c/ Paulinho Rezende), que logo se transformou em um dos maiores sucessos da cantora.

Neste mesmo ano, Jorginho do Império interpretou Deixa o carnaval passar (c/ Paulinho Rezende) no LP Viagem encantada. No ano seguinte, a cantora incluiu três composições de sua autoria em seu novo disco: Canto do mar (c/ Paulinho Rezende), Lá vem você (c/ Paulinho Rezende e Zayrinha) e A morte do poeta (c/ Paulinho Rezende), música que deu título ao LP.

Alcione ainda gravaria várias de suas composições: em 1977, no disco Pra que chorar, interpretou Solo de piston e Correntes de barbante, ambas em parceria com Paulinho Rezende; no ano seguinte, no LP Alerta geral, interpretou Lundu da rapariga (c/ Joel Menezes) e Seu rio, meu mar (c/ Paulinho Rezende).

Em 1978, devido ao sucesso alcançado por suas composições nas vozes de outros intérpretes, gravou pela Top Tape o primeiro disco Dia a dia. No LP, com apresentação do crítico Sérgio Cabral, incluiu várias composições suas: Tempestade de amor (c/ Paulinho Rezende e Mestre Alfredo), Trilaza (c/ Cabral e Alex), Armadilha (c/ Joel Menezes) e Cruz credo mangalô três vezes (c/ Cabral e Paulinho Rezende), dentre outras.

No ano de 1979, lançou o segundo disco Minha gente canta assim, pela gravadora Atlantic, cujo repertório incluiu Lembrete, Quizomba, Você é minha paz, Paixão afiada, Canto do sino e Anistia, todas em parceria com Alex e Cabral. Ainda nesse LP, interpretou outras composições suas: Antes só do que mal acompanhado, Correntes de barbante e Bloco do apreço, as três em parceria com Paulinho Rezende.

Por essa época, Zé Carlos gravou no LP de estréia, Vamos nessa, duas composições de sua autoria: Pode ser que amanhã amanheça chovendo (c/ Paulinho Rezende) e Sombra e água fresca (c/ Alex e Cabral). Ainda nesse ano, Renata Lú interpretou Sou mais você (c/ Alex e Cabral) no LP Tô voltando, pelo Selo América.

Em 1985, Agepê, no disco pela gravadora Som Livre, incluiu Musa de Ardonho (c/ Canário e Agepê), Alegria no ar (c/ Agepê e Canário) e Proezas do coração, em parceria com Agepê e Canário.

Obras

A morte do poeta (c/ Paulinho Rezende), A noite é grande (c/ Paulinho Rezende), Alegria no ar (c/ Agepê e Canário), Anistia (c/ Cabral e Alex), Antes só do que mal acompanhado (c/ Paulinho Rezende), Armadilha (c/ Joel Menezes), Bloco do apreço (c/ Paulinho Rezende), Canto do mar (c/ Paulinho Rezende), Canto do sino (c/ Alex e Cabral), Correntes de barbante (c/ Paulinho Rezende), Cruz credo mangalô três vezes (c/ Cabral e Paulinho Rezende), Deixa o carnaval passar (c/ Paulinho Rezende), Dia a dia (c/ Paulinho Rezende), Lá vem você (c/ Zayrinha e Paulinho Rezende), Laranjas e dedos (c/ Alex e Paulinho Rezende), Lembrete (c/ Alex e Cabral), Lundu da rapariga (c/ Joel Menezes), Mas que marejou (c/ Paulinho Rezende e Mestre Alfredo), Minha gente canta assim (c/ Paulinho Rezende), Musa de Ardonho (c/ Agepê e Canário), No quilombo da nega cafuza (c/ Paulinho Rezende), O surdo (c/ Paulinho Rezende), Paixão afiada (c/ Alex e Cabral), Pode ser que amanhã amanheça chovendo (c/ Paulinho Rezende), Que ingratidão (c/ Paulinho Rezende), Quizomba (c/ Cabral e Alex), Renascer (c/ Luiz Ayrão), Sejas mar ou beija-flor (c/ Paulinho Rezende), Seu rio, meu mar (c/ Paulinho Rezende), Solo de piston (c/ Paulinho Rezende), Sombra e água fresca (c/ Alex e Cabral), Sou mais você (c/ Alex e Cabral), Tempestade de amor (c/ Mestre Alfredo e Paulinho Rezende), Trilaza (c/ Alex e Cabral), Você é minha paz (c/ Cabral e Alex).

Fontes: Dicionário Cravo Albin da MPB; AMARAL, Euclides. Alguns Aspectos da MPB. Rio de Janeiro: Edição do Autor, 2008; 2ª ed. Esteio Editora, 2010.

Paulinho Rezende

Paulinho Rezende (Paulo Roberto dos Santos Rezende), compositor, nasceu no Rio de Janeiro, RJ, em 25/11/1949. Em 1975, no LP A voz do samba, Alcione interpretou de sua autoria O surdo (c/ Totonho). Neste mesmo ano no LP Viagem encantada Jorginho do Império interpretou Deixa o carnaval passar (Paulinho e Totonho).

Alcione gravou outras composições suas: em 1976, Retalhos (c/ Paulo Debétio), Canto do mar (c/ Totonho), Lá vem você" (c/ Zayrinha e Totonho) e A morte de um poeta (c/ Totonho), que deu nome ao disco da cantora; em 1977, Recusa (c/ Paulo Debétio), Corrente de barbante e Solo de pistom, ambas em parceria com Totonho; em 1978, Seu rio, meu mar (c/ Totonho), em seu disco Alerta geral.

Neste mesmo ano, o parceiro Totonho lançou pela gravadora Top Tape o LP Dia a dia, no qual incluiu diversas parcerias da dupla, como Dia a dia, Sejas mar ou beija-flor e Que ingratidão, entre outras. Ainda neste ano, Leci Brandão interpretou Metades (c/ Paulo Debétio), música que deu título ao disco da compositora.

Em 1979, Alcione gravou com grande sucesso a música Menino sem juízo, em parceria com Chico Roque. Neste mesmo ano, Totonho lançou o segundo disco Minha gente canta assim, no qual incluiu várias composições da dupla, como Minha gente canta assim, Bloco do apreço e Antes só do que mal acompanhado, entre outras. Por essa época, Zé Carlos gravou Pode ser que amanhã amanheça chovendo (c/ Totonho) no disco Vamos Nessa, lançado pela gravadora CID.

No ano de 1980, em seu disco E vamos à luta, Alcione interpretou Não me fale de flores (c/ Chico Roque).

Emílio Santiago em 1982 interpretou com grande sucesso Pelo amor de Deus (c/ Paulo Debétio). No ano seguinte, Beth Carvalho, no LP "Suor no rosto, gravou Chave do perdão (c/ Everaldo Cruz).

Agepê cantou, em 1985, Batuque de semba, música de Paulinho Rezende em parceria com Alex e Romildo. No ano seguinte, Wando gravou de sua autoria Estrela veja em parceria com Paulo Debétio.

Marquinhos Satã, em 1987, incluiu Um samba sem dó (Paulinho Rezende e Romildo) no LP lançado pela gravadora Ariola. No ano posterior, no LP Obsceno, Wando interpretou Bailarina (c/ Paulo Debétio). No ano seguinte, em 1989, Elba Ramalho incluiu no disco Popular brasileira, a música Cheiro moreno, em parceria com Chico Roque.

Em 1990, Zeca Pagodinho no CD Zeca Pagodinho ao vivo, interpretou Seu balancê (c/ Toninho Gerais). Ainda em 1990, Selma Reis incluiu Estrelas de outubro (c/ Paulo Debétio), em seu novo disco.

No ano 2002 o grupo Art Popular no CD Planeta pagode, pela gravadora Abril Music, interpretou Tá doendo demais essa saudade, de sua autoria em parceria com Chico Roque.

Obras

A morte de um poeta (c/ Totonho), A noite é grande (c/ Totonho), Antes só do que mal acompanhado (c/ Totonho), Bailarina (c/ Paulo Debétio), Batuque de semba (c/ Alex e Romildo), Bloco do apreço (c/ Totonho), Canto do mar (c/ Totonho), Chave do perdão (c/ Everaldo Cruz), Cheiro moreno (c/ Paulo Debétio), Correntes de barbante (c/ Totonho), Cruz credo mangalô três vezes (c/ Cabral e Totonho), Deixa o carnaval passar (c/ Totonho), Dia a dia (c/ Totonho), Estrela veja (c/ Paulo Debétio), Lá vem você (c/ Zayrinha e Totonho), Laranjas e dedos (c/ Alex e Totonho), Mas que marejou (c/ Totonho e Mestre Alfredo), Menino sem juízo (c/ Chico Roque), Metades (c/ Paulo Debétio), Minha gente canta assim (c/ Totonho), Não me fale de flores (c/ Chico Roque), No quilombo da nega cafuza (c/ Totonho), O surdo (c/ Totonho), Pelo amor de Deus (c/ Paulo Debétio), Pode ser que amanhã amanheça chovendo (c/ Totonho), Que ingratidão (c/ Totonho), Recusa (c/ Paulo Debétio), Retalhos (c/ Paulo Debétio), Sejas mar ou beija-flor (c/ Totonho), Seu balancê (c/ Toninho Gerais), Seu rio, meu mar (c/ Totonho), Solo de pistom (c/ Totonho), Tempestade de amor (c/ Totonho e Mestre Alfredo), Um samba sem dó (c/ Romildo).

Fonte: Dicionário Cravo Albin da Música Popular Brasileira; AMARAL, Euclides. Alguns Aspectos da MPB. Rio de Janeiro: Edição do Autor, 2008; 2ª ed. Esteio Editora, 2010.

Edson Conceição

Edson Conceição (Edson Gomes da Conceição), compositor, letrista e cantor, nasceu em 18 de março de 1937 em Salvador, Bahia. Compôs em 1975, com Aloísio, um samba de grande sucesso denominado Não deixe o samba morrer, interpretado pela cantora Alcione.

A música foi um dos primeiros sucessos da cantora, lançando-a definitivamente para o mercado nacional. Dois anos depois, gravou pela CBS o LP Quem tem fé, não sai!, no qual incluiu várias composições em parceria com Aloísio, como Quem tem fé, não sai, Virgem morena da Conceição, De chita e Júnior, entre outras. Ainda neste mesmo LP, gravou Desculpe (c/ Willy) e Temporal, em parceria com Nazareno.

No ano de 1978, lançou pela CBS o disco Aí é que você se engana, no qual incluiu Samba, é povo cantando poesia, Tiririca, Promessas e Auto das Pombas, todas em parceria com Aloísio. 

Neste mesmo disco, foram incluídas Copo-de-leite (c/ Willy) e Aí é que você se engana, em parceria com Osmário Berimbau e Aloísio, além de músicas de outros autores como Paulinho Diniz e Edil Pacheco (Opinião geral) e de autoria de Guinga de Ogum, interpretou Tudo sou.

Em 1988, Tom da Bahia gravou Contas de Xangô, parceria de ambos.

Alcione e Cássia Éller regravaram Não deixe o samba morrer no disco Celebração, de Alcione.

Em 2002, pela gravadora Índie Records, Neguinho da Beija-Flor, Thobias da Vai-Vai e Eliane de Lima regravaram Não deixe o samba morrer no disco Os melhores do ano III.

No ano de 2003, Alcione incluiu Não deixe o samba morrer (c/ Aloísio) no disco Alcione ao vivo 2. Neste mesmo ano, Tom da Bahia regravou Contas de Xangô, parceria de ambos que deu título ao CD de Tom da Bahia.

Obra

Aí é que você se engana (c/ Aloísio e Osmário Berimbau) • Ao filho de um músico (c/ Aloísio) • Auto das pombas (c/ Aloísio) • Batata-doce, colar-de-contas e patuá (c/ Aloísio) • Café na cama (c/ Nazareno) • Chorar, chorei (c/ Aloísio) • Contas de Xangô (c/ Tom da Bahia) • Copo-de-leite (c/ Willy) • De chita (c/ Aloísio) • Desculpe (c/ Willy) • Fertilidades (c/ Aloísio) • Filhos de Ghandi (c/ Aloísio) • Imenso prazer (c/ Nazareno) • Joana da Misericórdia (c/ Aloísio) • Júnior (c/ Aloísio) • Meia-vida (c/ Aloísio) • Meia-vida parte 2 (c/ Aloísio) • Não deixe o samba morrer (c/ Aloísio) • O rei • Promessas (c/ Aloísio) • Quem tem fé não sai (c/ Aloísio) • Quero ver todo mundo sambar (c/ Aloísio) • Rapaz do interior (c/ Sílvio Brito) • Rosto marcado (c/ Wando) • Samba, é povo cantando poesia (c/ Aloísio) • Temporal (c/ Nazareno) • Teu, somente teu (c/ Aloísio) • Tiririca (c/ Aloísio) • Um deus angolano • Vapor de cachoeira (c/ Aloísio) • Vermelho, azul e branco (c/ Nazareno) • Virgem morena da Conceição(c/ Aloísio)

Discografia

Quem tem fé, Não Sai! (1977) CBS LP - Aí é que você se engana (1978) CBS LP.

Fontes: Portal Clube do Samba; Dicionário Cravo Albin da MPB.

domingo, junho 19, 2011

Morte de um poeta


Morte de Um Poeta (samba, 1977) - Totonho e Paulinho Resende

LP Morte De Um Poeta / Título da música: Morte de Um Poeta / Totonho (Compositor) / Paulinho Resende (Compositor) / Alcione (Intérprete) / Gravadora: Philips / Ano: 1976 / Nº Álbum: 6349 305 / Lado A / Faixa 1 / Gênero musical: Samba.


Fm 
Silêncio 
           F7      A#m                    
Morreu um poeta no morro 
           C7         Fm 
Num velho barraco sem forro 
                C#7    C7 
Tem cheiro do choro no ar 
     Fm             F7       A#m 
Mas choro que tem bandolim e viola 
          C7          Fm 
Pois ele falou lá na escola 
                 C#7   C7 
Que o samba não pode parar 
 G#                          A#m 
Por isso meu povo no seu desalento 
                      C7 
Começa a cantar samba lento 
                      Fm 
Que é jeito da gente rezar 
    A#m     D#7    G# 
E dizer que a dor doeu 
        C7      Fm 
Que o poeta adormeceu 
        A#m  D#7 G# 
Como um pássaro cantor 
        C7         Fm 
Quando vem no entardecer 
      C#7   C7    Fm 
Acho que nem é morrer  

  Fm   
Silêncio 
            F7      A#m 
Mais um cavaquinho vadio 
            C7      Fm 
Ficou sem acordes, vazio 
            C#7        C7 
Deixado num canto de um bar 
G#                            A#m 
Mas dizem poeta que morre é semente 

                       C7 
De samba que vem de repente 
                     Fm          F7 
E nasce se a gente cantar 
   A#m      D#7    G#7 
E dizer que a dor doeu 
       C7         Fm 
Que o poeta adormeceu 
        A#m  D#7  G# 
Como um pássaro cantor 
      C7           Fm 
Quando vem no entardecer 
      C#7  C7     Fm 
Acho que nem é morrer 

terça-feira, junho 14, 2011

Ilha de Maré

Ilha de Maré (samba, 1977) - Valmir Lima e Lupa - Intérprete: Alcione

LP Pra Que Chorar... / Título da música: Ilha de Maré / Valmir Lima (Compositor) / Lupa (Compositor) / Alcione (Intérprete) / Gravadora: Philips / Ano: 1977 / Nº Álbum: 6349 343 / Lado A / Faixa 1 / Gênero musical: Samba.


Tom: G  

(G Em Am D)
Ah, eu vim de Ilha de Maré minha senhora
Prá fazer samba na lavagem do Bonfim
Saltei na rampa do mercado e segui na direção
Cortejo armado na Igreja da Conceição
Aí de carroça andei, comadre,
Aí de carroça andei, compadre

Ah, quando eu cheguei no Bonfim minha senhora
Da carroça enfeitada eu saltei
Com água, flores e perfume
a escada da colina eu lavei
Aí foi que eu sambei, compadre
Aí foi que eu sambei, comadre...
Aí foi que eu sambei, compadre
Aí foi que eu sambei, comadre...

quinta-feira, maio 26, 2011

O surdo

O Surdo (samba, 1976) - Totonho e Paulinho Resende - Intérprete: Alcione

LP A Voz Do Samba / Título da música: O Surdo / Totonho (Compositor) / Toninho Resende (Compositor) / Alcione (Intérprete) / Gravadora: Philips / Ano: 1975 / Nº Álbum: 6349 155 / Lado A / Faixa 2 / Gênero musical: Samba.


Tom: G 
  
B7                     Em            
 Amigo, que ironia desta vida 
                  Am
 Você chora na avenida 
        B7                Em
 Pro meu povo se alegrar 
 Em        D7                  
 Eu bato forte em você 
           B7            Em
 E aqui dentro do peito uma dor 

 Me destrói                             
                Am
 Mas você me entende 
             B7                 Em  B7
 E diz que pancada de amor não dói 
    
 Em              Am
 Meu surdo parece absurdo 
               D7
 Mas você me escuta
                  B7            Em  B7
 Bem mais que os amigos lá do bar
     Em
 Não deixa que a dor 
              Am
 Mais lhe machuque 
                  D7
 Pois pelo seu batuque 
                  B7                     Em  B7
 Eu dou fim ao meu pranto e começo a cantar 
      Em                      Am
 Meu surdo bato forte no seu couro 
                     D7
 Só escuto este teu choro 
                B7              Em                 
 Que os aplausos vêm pra consolar 

REFRÃO:
 B7                     Em            
 Amigo, que ironia desta vida 
                 Am
 Você chora na avenida 
        B7                Em
 Pro meu povo se alegrar 
 Em        D7        
 Eu bato forte em você 
          B7              Em
 E aqui dentro do peito uma dor 

 Me destrói                             
                Am
 Mas você me entende 
             B7                 Em  B7
 E diz que pancada de amor não dói 
    
     Em                          Am
 Meu surdo, velho amigo e companheiro 
                    D7
 Da avenida e de terreiro, 
       B7                     Em   B7
 De rodas de samba e de solidão 
     Em                         Am
 Não deixe que eu vencido de cansaço 
                     D7
 Me descuide desse abraço 
                 B7                       Em                                   
 E desfaça o compasso do passo do meu coração 

sábado, maio 05, 2007

Não deixe o samba morrer

O sucesso de Clara Nunes, vendendo dezenas de milhares de discos em 1973, chamou a atenção das gravadoras para a possibilidade de vozes femininas serem capazes de lhes render bons lucros. Daí a oportunidade oferecida a cantoras como Alcione, que ganharia as paradas de sucesso no início de 76 com “Não Deixe o Samba Morrer”, faixa de seu primeiro elepê, A voz do samba, lançado no final de 75.

De autoria de Edson Gomes da Conceição e Aloísio Silva, dois modestos compositores baianos radicados em São Paulo, este samba e “Etelvina Minha Nega” (de João Carlos, pai de Alcione) foram as únicas músicas do disco escolhidas pela cantora, sendo as demais incluídas pelos produtores Roberto Menescal e Roberto Santana.

“Não Deixe o Samba Morrer” é um belo samba, que impressiona pela qualidade da melodia e cujo tema é anunciado no título (“Não deixe o samba morrer / não deixe o samba acabar! o morro foi feito de samba / de samba pra gente sambar”). Com o sucesso, Alcione, que é também trompetista, estaria em breve sendo convidada para apresentar o programa “Alerta Geral”, da TV Globo (A Canção no Tempo – Vol. 2 – Jairo Severiano e Zuza Homem de Mello – Editora 34).

Não Deixe O Samba Morrer (samba, 1976) - Edson Conceição e Aloísio - Intérprete: Alcione

LP A Voz Do Samba / Título da música: Não Deixe O Samba Morrer / Edson Conceição (Compositor) / Aloísio (Compositor) / Alcione (Intérprete) / Gravadora: Philips / Ano: 1975 / Nº Álbum: 6349 155 / Lado B / Faixa 1 / Gênero musical: Samba.


  Bm            B7                   Em  Em/D
Quando eu não puder pisar mais na avenida
C#m7/5b           F#7                Bm
Quando as minhas pernas não puderem aguentar
Em   A              D7+
Levar meu corpo junto com meu samba
G7+            C#m7/5b         F#7          Bm
O meu anel de bamba entrego a quem mereça usar (2x)
         Em     A                D7+      
Eu vou ficar no meio do povo espiando
F#m7/5b        B7          Em
Minha escola perdendo ou ganhando
A           D7+  F#m7/5b  B7
Mais um carnaval
: Em              A
:Antes de me despedir
: D7+                   Bm
:Deixo ao sambista mais novo
:G         F#7   Bm   B7 (F#7)
: O meu pedido final     (2x) 
Refrão
Bm          B7       Em Em/D
Não deixe o samba morrer
C#m7/5b     F#7      Bm
Não deixe o samba acabar
C#m7/5b
O morro foi feito de samba
F#7               Bm
De samba pra gente sambar (2x)

Meu Ébano


Meu Ébano (2005) - Nenéo e Paulinho Resende - Intérprete: Alcione

CD Alcione ‎– Uma Nova Paixão / Título da música: Meu Ébano / Nenéo (Compositor) / Paulinho Resende (Compositor) / Alcione (Intérprete) / Gravadora: Indie Records / Ano: 2005 / Nº Álbum: 60252752496 / Faixa 8.

Tom: Gm
Gm7                              Cm7
É você é um negão de tirar o chapéu
F7
Não posso dar mole se não você ... creu
Me ganha na manha e babau,
Bb7M      Am7(b5) D7(b9/b13)
Leva meu coração.
Gm7                           Cm7
É, você é um Ébano lábios de mel
F7
Um príncipe negro, feito a pincel
Bb7M 
É só melanina cheirando a paixão.
 Cm7              F7             Bb7M
É, será que eu cai na sua rede ainda não sei
Eb7M(9)              Am7(b5)                    
Sei não, mas to achando que já dancei
D7(b9/b13)         Gm7   Dm7(b5) G7(b9)
Na tentação da sua cor
 Cm7                    F7              Bb7M
Pois é, me pego toda hora querendo te ver
Eb7M(9)             Am7(b5)            
Olhando pras estrelas pensando em você
D7(b9)               G Bm C/E D/F#
Negão eu to com medo que isso seja amor.
 G                      G7M                G6
Moleque levado, sabor de pecado, menino danado
G7M               Em7         Am7
Fiquei balançada, confesso, quase perco a fala
D7               G   D/F#
Com seu jeito de me cortejar
Bm        C/E   D/F#
Que nem mestre-sala.
 G                           G7M
Meu preto retido, malandro distinto
G6
Será que é instinto.
G7M         Em7           Am7        
Mas quando te vejo enfeito meu beijo, retoco o baton
D7                    Am7
A sensualidade da raça é um dom
D7                G   D7   (b9/b13) Gm7(9)
É você, meu ébano é tudo de bom!!!

fim Eb7M(9) D7

Garoto maroto


Garoto Maroto (samba, 1986) - Franco e Marcos Paiva - Alcione

LP Alcione - Fruto E Raiz / Título da música: Garoto Maroto / Franco (Compositor) / Marcos Paiva (Compositor) / Alcione (Intérprete) / Gravadora: RCA Victor / Ano: 1986 / Nº Álbum: 103.0673 / Lado A / Faixa 1 / Gênero musical: Samba.


Tom: Em / E
Intro:  Am7 D7 G7+ Em7 Am7 B7 Em7 E7

Am7 D7                 G7+  Em7
Você faz de conta que quer o meu perdão
Am7  B7         Em7
Mas depois apronta no meu coração
Am7  D7         G7+   Em7
Desarruma tudo, fazendo arruaça
Am               B7
Me põe quase louca de tanta pirraça
Em7                 B7
Com os carinhos que dá sem favor
Am    D7         G7+   Em7
Tira meu escudo, me põe indefesa
Am7            B7                 Em7
Me deixa acesa com água na boca, carente de amor
E            E7+                F#m7  F#m7/E
Garoto maroto, travesso no jeito de amar
A                   B7                  E       B7
Faz de mim, seu pequeno brinquedo, querendo brincar, garoto
E                   E7+              F#m7   F#m7/E
Vem amor, vem mostrar o caminho da doce ilusão
A              B7                E        ( B7 )
Só você pode ser a criança do meu coração

Figa de Guiné



Figa de Guiné (samba, 1972) - Reginaldo Bessa e Nei Lopes - Intérprete: Alcione

Compacto Simples 7" Alcione / Título da música: Figa de Guiné / Reginaldo Bessa (Compositor) / Nei Lopes (Compositor) / Alcione (Intérprete) / Gravadora: Philips / Ano: 1972 / Nº Álbum: 6069058 / Lado A / Gênero musical: Samba.


Dm               Dm7                     Gm
Quem me vinga da mandinga é a figa de guiné
                 Bbdim                   Dm11  
mas o de fé do meu axé não vou dizer quem é
      Dm              Gm
Sou da fé, cabeça feita
 Bb9   A7
Axê, axé
     Bbdim        Dm
No peji do candomblé
A5+     Dm
Axê , axé
          Dm              Gm
quem não pode com a mandinga
D#7    A7
Axê, axé
       Gm         Dm
não batuca o opanijé
Dm                   Dm7                Gm
Quem me vinga da mandinga é a figa de guiné
                  Bbdim                 Dm11      
mas o de fé do meu axé não vou dizer quem é
      Dm             Gm
Onda forte não derruba
 Bb9  A7
axê, axé
      Bbdim          Dm
nem machuca quem tem fé
A5+     Dm
axê, axé
       Dm             Gm
Vou nas águas do meu santo
D#7    A7
axê, axé
      Gm          Dm
na enchente da maré
Dm                Dm7                   Gm
Quem me vinga da mandinga é a figa de guiné
                    Bbdim                Dm11          
mas o de fé do meu axé não vou dizer quem é
     Dm        Gm
Da Bahia me mandaram
Bb9    A7
axê, axé
      Bbdim      Dm
minha figa de guiné
D#7   A7
axê, axé
       Dm            Gm
com as bençãos  de Caymmi
D#7    A7
axê, axé
Gm               Dm
Jorge Amado e Caribé

Pandeiro é meu nome


Pandeiro é Meu Nome (samba, 1977) - Chico da Silva e Venâncio - Intérprete: Alcione

LP Alcione ‎– Pra Que Chorar... / Título da música: Pandeiro É Meu Nome / Chico da Silva (Compositor) / Venâncio (Compositor) / Alcione (Intérprete) / Gravadora: Philips / Ano: 1977 / Nº Álbum: 6349 343 / Lado A / Faixa 4 / Gênero musical: Samba.


Tom: F

Introdução: Gm7 C7/9 F7/9 Bb7/13 Em5-/7 A5+/7 Dm7/9 Bb7/13 A5+/7

 Dm7/9               F7/9
Falaram que meu companheiro
          Bb7/13
Meu amigo surdo parece absurdo
           Em5-/7
Apanha por tudo
              A5+/7
Ninguém canta samba
           Dm7/9 A5+/7
Sem ele apanhar
Dm7/9                     F7/9
Não ouviram que seu companheiro
         Bb7/13
Amigo pandeiro

                             Em5-/7
Também tira coco do mesmo coqueiro
          A5+/7     Dm7/9 D7/9-
Apanha sorrindo pra povo cantar
Gm7
Pandeiro
         G#°               Dm
Não é absurdo mas é o meu nome
               Bb7+            Em5-/7
Não me chamo surdo mas aguento fome
             A5+/7               D7/9-
Pandeiro não come mas pode apanhar
    Gm7                                 Dm
Ao povo que vibra na força do som brasileiro
                               A7
Não é só o surdo nem só o pandeiro
                           D7/9-
Tem uma família tocando legal
 Gm7                                  Dm
Você cantando, tocando e batendo na gente
                              A7
Passando por tudo tão indiferente
                              Dm
Não conhece a dor do instrumental
D7/9- Gm7  C7/9     F7/9
Batuqueiro ê,batuqueiro
Bb7/13     Em5-/7      A5+/7      (Am5-/7) (Dm7/9 Bb7/13 A5+/7)
Cantando samba pode bater no pandeiro (2x)