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sábado, fevereiro 03, 2018

Triste cuíca - Araci de Almeida

Triste Cuíca (samba, 1935) - Noel Rosa e Hervé Cordovil - Intérprete: Araci de Almeida

Disco 78 rpm / Título da música: Triste Cuíca / Autoria: Cordovil, Hervé (Compositor) / Rosa, Noel, 1910-1937 (Compositor) / Almeida, Araci de, 1914-1988 (Intérprete) / Lacerda, Benedito, 1903-1958 (Acompanhante) / Regional (Acompanhante) / Imprenta [S.l.]: Victor, 1935 / Nº Álbum 33927 / Lado A / Lançamento: 1935 / Gênero musical: Samba.


Tom: G#

Intr.:(Db D° Ab F7 Bb7 Eb7 Ab° Ab Db D° Ab F7 Bb7 
       Eb7 Ab Eb7 Ab)

                                       C7
Parecia um boi mugindo, aquela triste cuíca
               Fm        
Tocada pelo Laurindo 
     E         Ab  E7  A7 Eb7 Ab
O gostoso da Zizi..ca
                G7                   Cm
Ele não deu à Zizica, a menor satisfação
          E       Ab  F7    Bb7     Eb7   Ab    
E foi guardar a cuíca,   na casa da Conceição

Ab7
    Diferente o samba fica, sem ter a triste cuíca
             Db7M            Bbm  E
Que gemia feito   um boi...
                 Ab          F7         Bbm
A Zizica está sorrindo, esconderam o Laurindo
        Db7          C7
Mas não se sabe onde foi
E                  Ab          E
  A Zizica está sorrindo, esconderam o Laurindo
           Eb7(b9)         Ab
Mas não se sa......be onde foi

quinta-feira, fevereiro 01, 2018

O que é que você fazia - Carmen Miranda

A pequena notável
O Que É Que Você Fazia? (marcha, 1936) - Hervé Cordovil e Noel Rosa - Intérprete: Carmen Miranda

Disco 78 rpm / Título da música: O Que é Que Você Fazia? / Gênero musical: Marcha / Cordovil, Hervé (Compositor) / Rosa, Noel (Compositor) / Miranda, Carmen (Intérprete) / Gravadora Odeon / Número do Álbum: 11324 / Gravação: 00/1936 / Lançamento: 00/1936 / Lado A.



Deitado num trilho de um trem
Estando amarrado e amordaçado
Sabendo que o maquinista
Não é seu parente
Nem olha pra frente
O que é que você fazia?
Eu nesse caso nem me mexia

Sentado, olhando um cachorro
Que da sua mão tirou o seu pão
Sabendo que o seu bilhete
Que está premiado
Também foi roubado
O que é que você fazia?
Eu nesse caso nem me mexia

Se um dia sua sogra bebesse
Um gole pequeno de um grande veneno
E por um capricho da sorte
Ou de algum doutorzinho
Ela ficasse mais forte
O que é que fazia o senhor?
Eu nesse caso matava o doutor
E o que é que a senhora fazia?
Eu nesse caso desaparecia

segunda-feira, janeiro 29, 2018

Uma loura - Dick Farney


Uma Loura (samba-canção 1951) - Hervé Cordovil - Interpretação: Dick Farney

LP Dick Farney Show / Título da música: Uma Loura / Hervé Cordovil (Compositor) / Dick Farney (Intérprete) / Gravadora: RGE / Ano: 1961 / Nº Álbum: XRLP 5101 / Lado A / Faixa 2 / Gênero musical: Samba-canção.


Tom: Am7

Intro: A7M D7M Dm Bm5-/7 E7 E7/13  

A7M                     C#m5-/7  F#7  
Todos nós temos na vida  
      F#m7          B7  
Um caso, uma loura  
   Bm7  E7  
Você   
               A   G#m5-/7  C#7  
Você também tem 

       Ebm5-/7     G#7/13-         C#m7  
Uma loura é um frasco de perfume  
         C#m5-/7  F#7 F#7/13-  
Que evapora ...  
           Bm7 Dm                           Bm7  E7  
É o aroma ...               de uma pétala de flor  
    A7M                           Dm7  E7/9  
Espuma fervilhante de champanhe  
           A7M          F#m7          B7/13  
Numa taça muito branca de cristal  
       D7M         Dm   E7/9  
É um sonho, um poema!  

     A7M  G7     F#7  
Você já teve na vida  
     F#m7          B7  
Um, caso, uma loura  
      Bm7  E7  
Pois eu  
                  A  
Pois eu, tive também! .... 

quarta-feira, janeiro 24, 2018

A vida do viajante - Luiz Gonzaga

Luiz Gonzaga
A Vida do Viajante (baião, 1953) - Luiz Gonzaga e Hervé Cordovil - Intérprete: Luiz Gonzaga

Disco 78 rpm / Título da música: A Vida do Viajante / Luiz Gonzaga (Compositor) / Hervé Cordovil (Compositor) / Luiz Gonzaga (Intérprete) / Gravadora: RCA Victor / Ano: 1953 / Nº Álbum: 801221 / Lado B / Gênero musical: Baião.


Tom: F  

 C     F
Rerê, Rarê,
 C            F
Rerê, Rarê, Rarê  (bis)

         C
Unhum, unhum,
         F       C      F
unhum, unhum,

               Dm             Eb
Minha vida é andar por este país
               F             C7
Pra ver se um dia descanso feliz

    F        C   F     D7
Guardando recordações
     Gm     D     Gm
Das terras onde passei
  C7              F           C7            F
Andando pelos sertões e dos amigos que lá deixei.

 Dm     Am     Eb       F
Chuva e sol, poeira e carvão
 Dm       C            Bb
Longe de casa sigo o roteiro
      C     F
Mais uma estação

         C
Unhum, unhum,
         F
unhum, unhum,
        C         F
e a alegria no coração!

 C     F
Rerê, Rarê,
 C            F
Rerê, Rarê, Rarê  (bis)

         C
Unhum, unhum,
         F       C      F
unhum, unhum,

              Dm             Eb
Minha vida é andar por este país
               F             C7
Pra ver se um dia descanso feliz

    F        C    F     D7
Guardando recordações
     Gm     D     Gm
Das terras onde passei
  C7              F           C7            F
Andando pelos sertões e dos amigos que lá deixei.
 Dm     Am     Eb        F
Mar e terra, inverno e verão
 Dm       C                   Bb
Mostro o sorriso, mostro a alegria
         C    F
Mas eu mesmo não

         C
Unhum, unhum,
         F
unhum, unhum,
        C         F
e a saudade no coração!

 C     F
Rerê, Rarê,
 C            F
Rerê, Rarê, Rarê  (bis)

         C
Unhum, unhum,
         F       C      F
unhum, unhum,

sábado, junho 29, 2013

Sólon Sales

"São Paulo não permitiu que o progresso extinguisse o espírito romântico do seu povo. A mocidade sonha na cidade que mais cresce no mundo e acolhe, com ternura, as canções sentimentais do jovem cantor Sólon Sales - o seresteiro da Pauliceia. Obedecendo ao estilo que consagrou os maiores intérpretes de nossa música popular, Sólon Sales justifica a grande admiração que lhe vota o público ouvinte e defende valorosamente o seu título bem merecido: Seresteiro da Pauliceia" (Revista do Rádio, 1954).


Sólon Hanser Sales, cantor, nasceu em Sorocaba, SP, em 05/12/1923, e faleceu em São Paulo, SP, em 15/01/1995. Sua mãe, Rosa Hanser, o pai, Antônio Marcelo de Sales, e mais cinco tios, trabalhavam no circo Irmãos Hanser, que dava espetáculos em Sorocaba e cidades vizinhas. No Circo da família, foi trapezista, acrobata e mágico. Fora da lona, de violão em punho, fazia serestas pelas ruas de sua cidade. Com a transferência da família para São Paulo, ocupou-se em atividades modestas como office boy.

Formou com um amigo a dupla caipira Samburá e Chapinha na qual era o Chapinha. A dupla apresentou-se na Rádio Bandeirantes, sendo a partir de então convidados a participar de uma novela sertaneja realizada pela Rádio Cultura. Desfeita a dupla, deu continuidade à sua atividade artística.

Em 1948, gravou seu primeiro disco, pela Continental com o tango canção Segue teu caminho, de Arlindo Pinto e Mário Zan, que fez grande sucesso e a valsa Belo Horizonte, de Anacleto Rosa Jr. e Arlindo Pinto.

No ano seguinte, obteve mais dois sucessos, com dois baiões: Quixabeira, de Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira e Juazeiro, de Humberto Teixeira e Cícero Nunes, ambos com acompanhamento musical de Rago e seu conjunto. No mesmo ano, gravou o balanceio Cabeça inchada, composição de Hervé Cordovil e o tango Perambulando, de Mário Zan e Arlindo Pinto. Atuou nas emissoras Mundial, Nacional, Mayrink Veiga e Excelsior.

Em 1950, gravou as valsas Mentira, de Mário Zan e Geraldo Costa e Beijinho doce, de Nhô Pai e a canção Parque de diversões, de Hervé Cordovil. No ano seguinte, gravou o bolero Em tuas mãos, de Antônio Rago e Ribeiro Filho e o valseado Tristeza, de motivo popular com arranjos de Luiz Alex e Américo Campos. No mesmo ano, gravou a primeira composição de sua autoria o samba canção Lencinho branco, parceria com Dilermano dos Santos. Também no mesmo período gravou os baiões Tem pena de mim e Cada moça que eu conheço, de Hervé Cordovil.

Em 1952, gravou o baião Peixinho do mar, de motivo popular com arranjos de Américo de Campos, o bolero Por toda a vida..., de Antônio Rago e Ribeiro Filho e o samba Ela é solteira..., de sua autoria e Américo de Campos.

Em 1953, gravou o bolero Mulher sem alma, de Plínio Cará e Américo de Campos e o tango Rua da solidão, de Aloísio Figueiredo e Nelson Figueiredo.

Em 1954, ingressou na Odeon e lançou a marcha Cidade arranha-céu, de Alvarenga e Edgar Cardoso e o baião Êh São Paulo, de Alvarenga. Gravou no mesmo ano o samba canção Um caboquinho, de Hervé Cordovil e Luiz Peixoto e o bolero Beijos nos olhos, de Portinho e Wilson Falcão.

Em 1955, gravou o samba canção Deixa falar quem quiser, de Américo de Campos e Antônio Pacheco e o bolero Voltarás a mim, de Antônio Rago.

Em 1956, gravou três composições do renomado compositor sertanejo João Pacífico: o bolero Lágrimas de amor e marcha Meu São João, parcerias com Antônio Rago e a clássica toada Chico Mulato, parceria com Raul Torres. Em 1957, registrou o samba O sol nasceu para todos, de Lamartine Babo e o bolero Meu querido amor, de Antônio Rago e Mário Vieira.

Em 1958, gravou a canção Serenata do adeus, de Vinícius de Moraes e no ano seguinte, o samba canção Neste mesmo lugar, de Klécius Caldas e Armando Cavalcanti e A noite do meu bem, de Dolores Duran em ritmo de marcha rancho.

Em 1960, gravou duas composições de sua autoria: o samba Meu samba antigo e o charleston Recordando o charleston. No ano seguinte, gravou o último disco pela Odeon com a valsa Novo céu, de Ted Moreno e Fernando César. No mesmo ano, foi para o pequeno selo Orion e lançou a guarânia Orgulhosa, de Mário Zan e Nhô Pai e a toada Cabocla Tereza, de Raul Torres e João Pacífico.

Em 1962, lançou mais um disco pela Orion com a toada Pingo d'água, de Raul Torres e João Pacífico e a valsa Retalhos de amor, de Zé Fortuna.

Lançou ainda um único disco pela Chantecler, em 1964, com o rasqueado Você diz que não me ama, de Américo de Campo e o maxixe Chuva miúda, de Sílvio Caldas e Frazão.

Foi pioneiro da televisão brasileira, de onde veio seu slogan "O seresteiro da paulicéia". Intérprete eclético, incluindo o gênero sertanejo com a MPB em seu repertório, destacam-se principalmente canções românticas, valsas, boleros, etc. Gravou 36 discos em 78 rpm, contabilizando um total de 72 músicas.

Obra


Ela é solteira... (c/ Américo de Campos), Lencinho branco (c/ Dilermano dos Santos), Meu samba antigo, Recordando o charleston.

Playlist







Discografia


1949 Juazeiro/Quixabeira • Continental • 78
1949 Cabeça inchada/Perambulando • Continental • 78
1949 Inconsciência/Não darei perdão • Continental • 78
1948 Segue teu caminho/Belo Horizonte • Continental • 78
1950 Mentira/Parque de diversões • Continental • 78
1950 Meu castigo/Beijinho doce • Continental • 78
1951 Em tuas mãos/Tristeza • Continental • 78
1951 Lencinho branco/Rosa Maria • Continental • 78
1951 Tem pena de mim/Cada moça que eu conheço • Continental • 78
1952 Peixinhos do mar/Sem vingança • Continental • 78
1952 Por toda a vida.../Ela é solteira... • Continental • 78
1953 Mulher sem alma/Rua da solidão • Continental • 78
1953 Teus olhos/Amor de mãe • Continental • 78
1953 Noite negra/Ilusão fugidia • Continental • 78
1954 Cidade arranha-céu/Eh! Eh! São Paulo • Odeon • 78
1954 Um caboquinho/Beijos nos olhos • Odeon • 78
1955 Deixa falar quem quiser/Voltarás a mim • Odeon • 78
1955 Pique será/Supertição • Odeon • 78
1955 Papai Noel/Santas tradições • Odeon • 78
1956 Lágrimas de amor/Chico mulato • Odeon • 78
1956 Meu São João/Namorados • Odeon • 78
1956 Jura/Prova de amor • Odeon • 78
1956 Gosto que me enrosco/Agora é cinza • Odeon • 78
1957 O sol nasceu para todos/Meu querido amor • Odeon • 78
1957 Fim de noivado/Dorinha meu amor • Odeon • 78
1958 Que saudades me dá/Rosas do céu • Odeon • 78
1958 Mentirosa/Serenata do adeus • Odeon • 78
1959 Minha dor não me deixa/Índia morena • Odeon • 78
1959 Flor do abacate/Neste mesmo lugar • Odeon • 78
1959 A noite do meu bem/Canção da garoa • Odeon • 78
1960 Minha história/Tua volta • Odeon • 78
1960 Meu samba antigo/Recordando o charleston • Odeon • 78
1961 Novo céu/Fugindo do amor • Odeon • 78
1961 Orgulhosa/Cabocla Tereza • Orion • 78
1962 Pingo d'água/Retalhos de amor • Orion • 78
1964 Você diz que não me ama/Chuva miúda • Chantecler • 78

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Fontes: Revista do Rádio, de 11/12/1954; Museu da TV; Dicionário da MPB.

sexta-feira, junho 21, 2013

Vicente Leporace

Vicente Leporace - 1953
Vicente Leporace (Vicente Fiderice Leporace), jornalista, compositor, ator e radialista, nasceu em São Tomás de Aquino, MG, em 26/01/1912, e faleceu em São Paulo, SP, em 16/04/1978. Irmão do também compositor Sebastião Leporace e tio dos músicos Gracinha, Mariana e Fernando Leporace, se mudou ainda criança para a cidade de Franca, São Paulo.

Em 1932, participou da Revolução constitucionalista em São Paulo. Além de sua atuação radiofônica teve colunas em diferentes jornais paulistas. Faleceu de edema pulmonar, aos 66 anos de idade.

Iniciou a carreira artística em 1941, na Rádio Clube Hertz de Franca. Atuou posteriormente nas Rádios Mayrink Veiga, no Rio de Janeiro, e Cruzeiro do Sul, Record e Bandeirantes, em São Paulo, sendo que na última permaneceu atuando durante décadas. Em seu programa na Rádio Bandeirantes em 1944 começou a carreira artística do Grupo do Luar, rebatizado a partir de concurso por ele promovido como Demônios da Garoa. Foi parceiro de Hervé Cordovil em obras como Jangada, Prelúdio e Onde estou?.

Em 1951, estreou o programa radiofônico "O trabuco" que ficou quase trinta anos no ar comentando os fatos políticos do dia. Teve músicas gravadas por nomes como Agnaldo Rayol, Almir Ribeiro e Sílvio Caldas. Estreou no cinema em 1947, atuando no filme Luar do Sertão. Três anos depois, atuou no filme A vida é uma gargalhada, em 1952, no filme Sai da frente.

No ano seguinte esteve nas películas Nadando em dinheiro; Uma pulga na balança e Sinhá Moça. Em 1954, atuou em mais dois filmes: É proibido beijar e Na senda do crime. Ainda em 1952, assinou com Hervê Cordovil o samba-canção Porque gravado por Isaura Garcia na RCA Victor. Em 1955, participou do filme Carnaval em lá maior dirigido por  Adhemar Gonzaga.

Em 1956, o samba-canção Jangada, com Hervé Cordovil, foi gravado por Sílvio Caldas pela Columbia, enquanto o samba-canção Pode ficar foi gravado por Carmélia Alves no LP Hervé Cordovil da gravadora Copacabana. No ano seguinte, teve o samba-canção Onde estou?..., com Hervê Cordovil, gravado pelo então estreante cantor Almir Ribeiro.

Em 1958, a cantora Leny Eversong gravou pela Beverly os sambas-canção Pode ficar e Jangada, os dois com Hervé Cordovil.  No mesmo ano, o samba-canção Onde estou, com Hervé Cordovil, foi gravado por Duda e Seu Conjunto no LP Hit parade - Duda e Seu Ritmo e Coro da gravadora Continental. Ainda no mesmo ano, esse samba-canção deu título a uma coletânea que reuniu todos os discos de 78rpm do cantor Almir Ribeiro, falecido em fevereiro daquele ano.

Em 1960, o samba O rei do samba, com Hervé Cordovil, foi gravado por Jorge Goulart no LP Eu sou o samba da RCA Victor. No mesmo ano, a cantora Elza Laranjeira no LP A noite do meu bem da gravadora RGE registrou o samba-canção Porquê, com Hervé Cordovil.

Em 1963, o cantor José Tobias no LP Poema triste da Áudio Fidelity regravou o samba-canção Jangada.

Em 1971,atuou no filme A hora e a vez do cinegrafista.

Obra

Jangada  (c/Hervé Cordovil), O rei do samba (c/Hervé Cordovil), Onde estou? (c/Hervé Cordovil), Pode ficar (c/ Hervé Cordovil), Porque (c/ Hervé Cordovil), Prelúdio (c/Hervé Cordovil).

Playlist





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Fonte: Dicionário Cravo Albin da MPB; Revista do Rádio.

quarta-feira, maio 29, 2013

Almir Ribeiro


Almir Ribeiro (Aldimir Torres Ribeiro), cantor, nasceu em São João da Boa Vista, SP, em 09/12/1935, e faleceu em Punta Del Este, Uruguai, em 18/02/1958. Com cinco anos de idade mudou com a família para a cidade paulista de Itapetininga, na qual viveu até 1955 quando mudou-se para a cidade de São Paulo.

Iniciou sua carreira como locutor da Rádio PRD-9, de Itapetininga, com apenas 18 anos de idade. Em 1955, mudou-se para São Paulo onde pretendia dar sequência à carreira de locutor, acabando entretanto por seguir a carreira de cantor. Fez testes na Rádio e TV Tupi, estreando no programa musical de Cassiano Gabus Mendes, então diretor da Tupi, quando interpretou a canção My little one, adotando por sugestão do próprio Cassiano Gabus Mendes o nome artístico de Almir Ribeiro.

Em 1956, foi levado por Abelardo Figueiredo, que o vira cantar no programa de Cassiano Gabus Mendes, para ser o artista exclusivo do programa "Spot Light Popelinita" apresentado na TV Tupi. Depois, levado por Jordão de Magalhães, apresentou-se na boate Cave, fazendo depois temporada na boate "Beguin". Nesse ano, foi contratado pela gravadora Copacabana.

Em janeiro de 1957, lançou seu primeiro disco, interpretando com acompanhamento de Rafael Puglielli e sua orquestra o fox Amar outra vez, de M. Stollof sobre música de Chopin, com versão de G. Sidney, e o beguine Canção do mar, de Ferrer Trindade e Frederico de Brito. Em seguida, gravou o beguine Pra bem longe de ti, de Sherman, com versão de Nelson Figueiredo, e o samba-canção Onde estou?..., de Hervé Cordovil e Vicente Leporace.

No mesmo ano, gravou a toada Pezinho pra frente, de Aloísio Figueiredo, e o samba-canção Contra-senso, de Antônio Bruno. Nesse período, participou do filme Absolutamente Certo, de Anselmo Duarte, no qual interpretou o samba-canção Onde estou?. Em março do mesmo ano, lançou o LP Uma noite no Cave, no qual interpretou os sambas Fui eu, de Aloysio Figueiredo e Nelson Figueiredo, e Se todos fossem iguais a você, de Tom Jobim e Vinícius de Moraes, os sambas-canção Sempre teu, de Aloysio Figueiredo e Edson Borges, e Falaram de você, de Hervê Cordovil e Renê Cordovil, entre outros.

Em março de 1958, foram lançados três discos em 78 rpm com gravações suas feitas no início do ano, nas quais interpretou, com acompanhamento de Antonio Sergi e sua orquestra, o fox Tarde demais para esquecer, de Adamen e Carey, com versão de Alberto Ribeiro, e o samba-canção No meio da noite, de Aloísio Figueiredo e José Marques da Costa, os sambas-canção Foi a noite, de Tom Jobim e Newton Mendonça, e Laura, clássico de João de Barro e Alcir Pires Vermelho, e com o conjunto da Boate Cave, dirigida por Aloísio Figueiredo, o samba-canção Se todos fossem iguais a você" de Tom e Vinícius, e o fox Without my love, de Gerard, Michel e Guiton. Logo em seguida, foi lançado o LP Almir Ribeiro, também com tapes gravados no início do ano, e que além de quatro faixas lançadas em 78 rpm, trazia ainda as músicas Risque e Folha morta, de Ary Barroso, Dora, de Dorival Caymmi, Maria, de Ary Barroso e Luiz Peixoto, e Tarde fria, de Poly e Henrique Lobo.

Com uma carreira ascendente, faleceu precocemente afogado numa praia de Punta Del Este no Uruguai após gravar seis discos em 78 rpm e dois LPs. Após sua trágica morte a Copacabana lançou o LP Spot Light - Nº 2 - focaliza Almir Ribeiro, com doze interpretações do cantor no programa Spot Light registradas ao vivo.

Discografia

(1957) Amar outra vez/Canção do mar • Copacaban • 78
(1957) Pra bem longe de ti/Onde estou?... • Copacabana • 78
(1957) Pezinho pra frente/Contra-senso • Copacabana • 78
(1957) Uma noite no Cave • Copacabana • LP
(1958) Tarde demais para esquecer/No meio da noite • Copacabana • 78
(1958) Foi a noite/Laura • Copacabana • 78
(1958) Se todos fossem iguas a você/Without my love • Copacabana • 78
(1958) Almir Ribeiro • Copacabana • LP
(1958) Spot Light - Nº 2 - Focaliza Almir Ribeiro • Copacabana • LP

Fonte: Dicionário Cravo Albin da MPB.

quinta-feira, setembro 13, 2012

Paulo Netto

Paulo Netto (Paulo Netto de Freitas), apresentador, cantor, compositor e radialista, nasceu em 02 de Julho de 1901 em Santos, SP, na praia de José Menino. Veio para o Rio de Janeiro com cinco anos, morando no bairro da Lapa. Quando jovem aprendeu a tocar violão e como era dono de uma voz grave e muito afinada, começou a freqüentar as grandes rodas de boêmios. Com um metro e noventa de altura recebeu o apelido de “Trepadeira”. Foi um dos fundadores do Rádio, iniciando como cantor, locutor e apresentador dos seus programas.

Trabalhou nas emissoras Rádio Transmissora Brasileira P.R.E - 3 (Programa Grajahú), Sociedade Rádio Nacional P.R.A – 8 (Programa Paulo Netto), Rádio Continental (Programa Suburbano), Rádio Guanabara (Programa Melodias Favoritas) e Rádio Tupi (Programa Hora do Mercado Municipal).

Com seu grande amigo e companheiro Almirante, participava de serestas e shows com o famoso Bando de Tangarás que era formado por Almirante, Braguinha, Noel Rosa e Alvinho.

Como cantor gravou as seguintes músicas: Mulata Fuzileira (de sua autoria com Hervé Cordovil). Coração de picolé (com Jayme Pitolomi), Como é que pode (Hervé Cordovil e Jayme Pitolomi) e Pesado 13 (Noel Rosa), única paródia de Noel Sinhá Ritinha uma música sertaneja, que Paulo Netto gravou acompanhado do Bando dos Tangarás (Disco Parlofon-13.311) de 1931.

Participou de filmes nacionais como Banana da Terra (1939) com Carmem Miranda, Oscarito, Dircinha Batista, Lauro Borges e Castro Barbosa e outros; Laranja da China (1940) com Grande Otelo, Francisco Alves, Virginia Lane, Lauro Borges e Castro Barbosa, Barbosa Júnior e outros; Foot-Ball em Família (1941) com Grande Otelo, Dyrcinha Batista, Jayme Costa, Renato Murce e outros.

Trabalhou muitos anos na Rádio Nacional ao lado de Paulo Tapajós no Departamento Musical. Criava shows em cinemas e teatros, com o elenco de artistas e cantores da Rádio Nacional.

Participou de várias campanhas para a Rainha do Rádio com Ângela Maria, Marlene e Emilinha Borba.

Foi um grande historiador, deixando o seu acervo de documentos, recortes e fotos, para o seu único filho Paulo Netto de Freitas Filho, herdeiro do seu casamento com Morella Viola Netto de Freitas, hoje com 86 anos e dona de uma memória fantástica.

Faleceu em 01 de Outubro de 1981.

Fonte: Revivendo Músicas - Biografias.

sábado, abril 08, 2006

Hervé Cordovil


Hervé Cordovil, compositor, pianista e regente, nasceu em Viçosa MG (3/2/1914) e faleceu em São Paulo SP (16/7/1979). Foi criado no Rio de Janeiro RJ. O pai era médico e político e a mãe tinha formação musical. Estudou música desde pequeno e, entre 1924 e 1930, no Colégio Militar, foi aluno de Romeu Malta, que era também maestro da banda do colégio. Nessa época, começou a compor, mas foi desencorajado por Eduardo Souto, diretor da Casa Edison, a quem mostrou suas primeiras músicas.


Estreou como pianista e compositor em 1931, na Rádio Sociedade do Rio de Janeiro, e na Orquestra de Romeu Silva. Em 1933, já como um dos pianistas mais solicitados pelas rádios cariocas, transferiu-se para a Rádio Philips. No ano seguinte, compôs com Lamartine Babo um dos seus primeiros jingles, a marcha Madame do barril. No ano seguinte sua composição Triste cuíca (com Noel Rosa) foi lançada por Araci de Almeida. Ainda em 1935, trabalhou como maestro da orquestra do filme Estudantes, de Wallace Downey, e, a partir de então, musicou diversas peças de teatro, entre elas Da favela ao Catete, escrita por Freire Júnior, participando como pianista de diversas gravações.

Em 1936 formou-se em direito, mas, antes de acabar o curso, sua carreira como compositor popular já se firmara com a marcha Carolina (com Bonfiglio de Oliveira), que, gravada pelo então desconhecido Carlos Galhardo, fez muito sucesso no Carnaval de 1934. Ainda em 1936, compôs com Noel Rosa a marcha Não resta a menor dúvida, para o filme Alô, alô Carnaval, de Ademar Gonzaga, compondo depois para vários outros filmes. Nesse ano transferiu-se para a Rádio Guarani, de Belo Horizonte MG, em que, por dois anos seguidos, teve de compor e apresentar, diariamente, uma canção nova.

Nessa época compôs, com a prima Marisa Pinto Coelho, Pé de manacá, que fez grande sucesso na voz de Isaura Garcia, em 1950. Em 1938, de volta ao Rio de Janeiro, compôs a marcha Esquina da sorte (com Lamartine Babo), jingle para uma casa lotérica, gravada por Lamartine e Araci de Almeida, na Victor, para o Carnaval do ano. Em 1940, foi trabalhar na Rádio Tupi, de São Paulo.

Entre 1941 e 1945, trabalhou como advogado em Manhuaçu MG. Foi durante esse período que compôs o baião Cabeça inchada, grande sucesso em 1951, quando foi gravado por Carmélia Alves, e que teve mais de 50 gravações diferentes na Europa. Em 1945 voltou a São Paulo, passando a trabalhar como maestro orquestrador na Rádio Record, emissora em que se aposentou 26 anos depois.

Em 1946 compôs, com Mário Vieira, Sabiá lá na gaiola, outro grande sucesso gravado por Carmélia Alves, em 1950. Compôs com Correia Júnior, em 1966, Canto ao Brasil, peça sinfônica orquestrada por Gabriel Migliori e executada pela Orquestra Sinfônica Municipal de São Paulo.

No conjunto de sua obra destacam-se as marchas Seu Abóbora (com Lamartine Babo), gravada por Carmen Miranda em 1935, Seu Gaspar, gravada por Sílvio Caldas em 1938, e Esta noite serenou, gravada por Dalva de Oliveira em 1951; a toada Me leva (com Rochinha), gravada por Ivon Curi em 1951; o samba-canção Uma loura, gravado por Dick Farney em 1951; além dos já citados baiões Pé de manacá, Sabiá na gaiola e Cabeça inchada.

Compôs ainda algumas músicas jovens, como Rua Augusta e Boliche legal, ambas em 1964, e a versão Biquini de bolinha amarelinha. Tem músicas feitas em parceria com seus filhos Ronnie Cord e René Cordovil, também compositores.

Em 1977 participou do show comemorativo 30 anos de baião, realizado no Teatro Municipal, de São Paulo, com Luiz Gonzaga, Carmélia Alves e Humberto Teixeira.

Em 1997 foi publicado o livro Hervé Cordovil - Um gênio da música popular brasileira, de autoria de Maria do Carmo T. Passiago (João Scortecci Editora, São Paulo).

Algumas músicas














Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e Publifolha, SP, 1998.