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segunda-feira, setembro 24, 2018

Se ela perguntar - Carlos Galhardo

Carlos Galhardo
Se Ela Perguntar (valsa, 1952) - Dilermando Reis e Jair Amorim - Interpretação: Carlos Galhardo

Disco 78 rpm / Título da música: Se Ela Perguntar / Dilermando Reis (Compositor) / Jair Amorim (Compositor) / Carlos Galhardo (Intérprete) / Gravadora: RCA Victor / Nº Álbum: 80-0865 / Ano: 1952 / Lado A / Gênero musical: Valsa



--------------Dm ---------------------------Gm
Se ela um dia, por acaso perguntar por mim
---------------A7-------------- Dm----- A7
Diga, por favor, que eu sou feliz ...
---------Dm -------------Dm6 -------------Am
É preciso a própria mágoa disfarçar assim,
---------------------F E7------------------- Bb7--- A7
Dissimulando a dor à sombra de um sorriso...
--------Dm------------------------------------ Gm
Coração talvez não tenha aquela por quem dei
-----------------A7---------- Eb7--- D7
Tudo o que sofri e que sonhei
---------------Gm--------- ----------- Dm
Estrela solitária que no céu do meu amor
--------------------------------E7
Eternamente, desde que brilhou,
-----A7 ---------Dm
Nunca se apagou!
-------A7----------------- Dm
Esperança de revê-la ainda
--------D7------------------ Gm
Amargura de poder somente
-------------------------------------- Dm
Suplicar por ela, assim, alucinadamente
E7
Na paixão / Que é perdição / No amor
------------------A7
Que sempre é dor
---------------------Gm
Feliz porque não diz / As lágrimas que
------A7--------------------------- Dm
Sempre, sempre, esconderei sorrindo
---------D7--------------------- Gm
Desfolhando apenas malmequeres.
--------------------------------------- Dm
Pois ferir o coração é próprio das mulheres
--------E7------------ A7----- Dm
É sofrer, mesmo assim, é VIVER!

segunda-feira, janeiro 22, 2018

Não digo o nome - Anísio Silva


Não Digo o Nome (tango, 1958) - Jair Amorim - Intérprete: Anísio Silva

LP Anísio Silva ‎– Canta Para Você Do Fundo Da Alma... Para O Fundo Da Alma / Título da música: Não Digo o Nome / Jair Amorim (Compositor) / Anísio Silva (Intérprete) / Gravadora: Odeon / Nº Álbum: MOFB 3.095 / Lado B / Faixa 6 / Gênero musical: Tango.


Tom: F
Dm         D7          Gm
Não digo o nome de quem amo
            C7          F   Dm
De quem eu gosto eu nunca falo
                              Gm
Ninguém me escuta quando eu chamo
      A7                Dm
E por isso é que eu me calo.

            D7           Gm
Não digo o nome de quem sabe
           C7          F   Dm
Que dia a dia eu fico louco
                          Gm
Alguém deseja que eu me acabe
          A7            Dm
E que eu morra pouco a pouco.

          D7         Gm
Clamo e grito num deserto
     C7           F   Dm
Meu voz perdida a esmo
                      Gm
Sempre longe estando perto
         A7             Dm
Meu coração é sempre o mesmo.

       D7              Gm
Não me ouves não compreendes
         C7         F   Dm
Que te quero tanto tanto
                     Gm
Vê se agora tu me entendes
     A7             Dm
Escutando este meu canto.

          D7         Gm
Clamo e grito num deserto
     C7           F   Dm
Meu voz perdida a esmo
                      Gm
Sempre longe estando perto
         A7             Dm
Meu coração é sempre o mesmo.

       D7              Gm
Não me ouves não compreendes
         C7         F   Dm
Que te quero tanto tanto
                     Gm
Vê se agora tu me entendes
     A7             Dm
Escutando este meu canto.

quinta-feira, janeiro 24, 2013

Ronaldo Lupo

Ronaldo Lupo (Ronaldo Lupovici), cantor, compositor e ator, nasceu em São Paulo SP em 18/12/1913, e faleceu na mesma cidade em 18/8/2005. De origem judaica, chegou a ser considerado galã do cinema nacional em algumas chanchadas por ele interpretadas e produzidas, especialmente durante a década de 1950, começo dos anos 1960.

Iniciou a carreira como compositor em 1934 quando teve gravado por Gastão Formenti na Victor o samba-canção Samba da saudade e por Moacyr Bueno Rocha na Columbia a valsa-canção Feliz de quem vive na ilusão e a canção-blue Eu sonhei, parcerias com Saint-Clair Sena.

Em 1935, teve gravadas na Columbia a marcha Deixa essa gente falá e o samba Meu amor nunca foi da cidade, por Jaime Vogeler e a marcha Cuidado! e o samba Por causa da tua fantasia por Castro Barbosa, parcerias com Saint Clair Sena.

Em 1936, teve mais duas parcerias com Saint-Clair Sena gravadas por Gastão Formenti, a valsa Na minha terra e o samba-canção Traição. Nesse ano, Aurora Miranda gravou na Odeon a marcha Prometo lhe dar tudo e o samba Meu pecado é te querer, também parcerias com Sain Clair Sena. Em 1941, atuou no filme Entra na farra, de Luiz de Barros que contou ainda com as participações de Arnaldo Amaral, Batista Júnior, Abel Pera e Zezé Macedo, entre outros. Nesse período, atuou na Rádio Mayrink Veiga.

Em 1944, gravou seu primeiro disco, pela Continental, com os fox Suave melodia, de Nelson S. Ferreira e Por que mentir?, de sua autoria e Zélia Moreira. Em 1945, foi para a Odeon e gravou o samba O que é que ela tem?, parceria com Ari Brandão e o choro Zum-zum, de sua autoria. No ano seguinte, gravou a valsa Tic-tic-tac, de Sivan Castelo Neto e a cançoneta Tua carta, de sua parceria com Nestor Tangerini. Em 1947, retornou para a Continental e gravou a valsa O mundo dá tanta volta, de Raimundo Lopes e o fox-blue Capricho de mulher, de sua autoria e Alberto Ribeiro.

Em 1949, gravou a toada Morena, morena, parceria com Jair Amorim e o samba Moreninha carioca, parceria com Alberto Ribeiro. Durante toda a década de 1950, dedicou-se a fazer filmes, nos quais sempre cantava e interpretava.

Em 1950, lançou a cançoneta Vou desistir de namorar, parceria com Nestor Tangerini e o samba Linda cidade, de sua autoria. Nesse ano, transferiu-se para a Todamérica e lançou o Baião em Paris, parceria com o bailarino Duque e o fox Depois eu conto, parceria com Nestor Tangerini. Em 1952, gravou o bolero Foi você, de Oscar Bellandi e Paulo Gesta e o samba Manon, de Alice Alves e Nestor Tangerini. Nesse mesmo ano, gravou o samba Sem ti, de sua parceria com Jair Amorim e a Canção da viagem, de sua autoria.

Em 1953, gravou o beguine Beija-me, jura-me, de sua autoria e o samba Você nasceu pra mim, parceria com Oldemar Magalhães. Nesse ano, atuou no filme Era uma vez um vagabundo, com direção de Luiz de Barros, filme que produziu com recursos próprios, obtendo sucesso de crítica e de público. Em 1955, foi para a gravadora Columbia e lançou o samba-chamego Me dá, me dá, me dá!..., de sua autoria e o samba Não me convém..., parceria com Nestor Tangerini.

Em 1956, gravou o samba Olha um pouco para mim..., de sua autoria e Jair Amorim e que fez parte da trilha sonora do filme Genival é de morte. Nesse ano, gravou na Mocambo o fox-canção Cinco sentidos, com Nestor Tangerini e relançou o samba Você nasceu pra mim, com Oldemar Magalhães. Foi o responsável pelo lançamento do ator Zé Trindade na série de filmes com o personagem Genival: Trabalhou bem Genival e Genival é de morte. Ainda com Zé Trindade, atuou no filme Tem boi na linha, grande sucesso de público. Em 1958, gravou a canção Confissão, parceria com Lourival Faissal e o fox-humorístico Depois eu conto, parceria com Nestor Tangerine.

Nessa época, sua carreira entrou em declínio e ele parou de gravar discos. Trabalhou também com Dercy Gonçalves no filme Só naquela base. Foi distribuidor da Embrafilmes. Produziu ainda os filmes Briga, mulher e samba, Quero essa mulher assim mesmo, Hoje o galo sou eu, As aventuras de Chico Valente e Só naquela base. Atuou ainda com Procópio Ferreira no filme Titio não é sopa não.

Em 2003, como comemoração a seus 90 anos de idade, gravou o CD Ronaldo Lupo aos 90 - Para os amigos, CD no qual relembrou sucessos seus como Eu sonhei, Como um velho trovador, Morena. Morena, Confissão e Samba da saudade.

Obras
Baião em Paris (c/ Duque), Beija-me, jura-me, Canção da viagem, Capricho de mulher (c/ Alberto Ribeiro), Cinco sentidos (c/ Nestor Tangerini), Confissão (c/ Lourival Faissal), Depois eu conto (c/ Nestor Tangerini), Eu sonhei (c/ Saint-Clair Sena), Feliz de quem vive na ilusão (c/ Saint-Clair Sena), Linda cidade, Me dá, me dá, me dá!..., Meu pecado é te querer (c/ Saint-Clair Sena), Morena, morena (c/ Jair Amorim), Moreninha carioca (c/ Alberto Ribeiro), Na minha terra (c/ Saint-Clair Sena), Não me convém... (c/ Nestor Tangerini), O que é que ela tem? (c/ Ari Brandão), Olha um pouco para mim... (c/ Jair Amorim), Por que mentir? (c/ Zélia Moreira), Prometo lhe dar tudo (c/ Saint-Clair Sena), Samba da saudade (c/ Saint-Clair Sena), Sem ti (c/ Jair Amorim), Traição (c/ Saint-Clair Sena), Tua carta (c/ Nestor Tangerini), Você nasceu pra mim (c/ Oldemar Magalhães), Vou desistir de namorar (c/ Nestor Tangerini), Zum-zum.

Discografia
(1944) Suave melodia / Por que mentir? • Continental • 78
(1945) O que é que ela tem? / Zum-zum • Odeon • 78
(1946) Tic-tic-tac / Tua carta • Odeon • 78
(1947) O mundo dá tanta volta / Capricho de mulher • Continental • 78
(1949) Morena, morena / Moreninha carioca • Continental • 78
(1950) Vou desistir de namorar / Linda cidade • Continental • 78
(1950) Baião em Paris / Depois eu conto • Todamérica • 78
(1952) Foi você / Manon • Todamérica • 78
(1952) Sem ti / Canção da viagem • Todamérica • 78
(1953) Beija-me, jura-me / Você nasceu pra mim • Todamérica • 78
(1955) Me dá, me dá, me dá!... / Não me convém... • Columbia • 78
(1955) Cinco sentidos / Você nasceu pra mim • Mocambo • 78
(1956) Olha um pouco para mim... • Todamérica • 78
(1958) Confissão/Depois eu conto • Columbia • 78
(2003) Ronaldo Lupo aos 90 - Para os amigos • CD

Fonte: Dicionário Cravo Albin da MPB.

terça-feira, setembro 25, 2012

Marta Mendonça

Marta Mendonça (Irenice Mendonça Ferreira), cantora, nasceu em Uberaba, MG, em 16 de fevereiro de 1940. De estilo romântico, gravou em 1961, com a orquestra de Élcio Alvarez, o bolero Tu sabes (Joaquim Taborda) e a guarânia Voltei meu amor (Alberto Roy e Tony Freddy).

No mesmo ano, gravou com o regional de Poly os sambas Nosso lar (Miranda e Maio) e Quanto mais se vive, mais se aprende, (Alberto Roy e Paulo Rogério). Gravou ainda pela Chantecler o LP Marta Mendonça Maravilhosa no qual interpretou boleros e baladas, tais como Saudade mesmo (Silveira Miranda, Umberto Silva e Luis Mergulhão), Por favor lhe peço (Marino Pinto e Felisberto Martins), Quatro paredes e seu retrato (Benedito da Silva e Minino Jim), Canção sem rimas (Miranda, Maio e Sidney Morais), entre outras canções.

Em 1962, gravou com a orquestra de Élcio Alvarez a balada Souvenir de amor (Leonard Marker e José Fortuna) e os boleros Por favor lhe peço (Marino Pinto e Felisberto Martins), Se Deus quiser (Joaquim Taborda) e Quatro paredes e seu retrato (Benedito da Silva e Mínimo Jim). Gravou o bolero Amo em segredo (Sérvulo Odilon e Fernando César) e a balada Ave Maria dos namorados (Evaldo Gouveia e Jair Amorim).

No mesmo ano, lançou pela Continental com acompanhamento de Élcio Alvarez e sua orquestra os boleros Escândalo (Rubens Fuentes e Rafael Cardenas) e Recriminação (Arias e Yoni), ambos com versão de Teixeira Filho. Também nesse ano, participou da coletânea Buquê de sucessos lançada pela Continental. Nesse mesmo período, representou os artistas paulistas em show no programa César de Alencar na Rádio Nacional em homenagem ao cantor Altemar Dutra.

Em 1963, gravou pela Chantecler a guarânia Junto de ti (Florentin Gimenez e Bem Mollar) com versão de Paulo Rogério, o tango A última carta (Paulo Rogério) e os boleros Foi contigo (Lúcio Cardim) e A mesma Ave Maria (Toso Gomes e Antônio Correia). Ainda nesse ano, lançou pela Chantecler seu segundo LP intitulado Teu adeus, no qual cantou entre outras, as músicas Junto de ti (F. Gimenez e B. Molar) com versão de Paulo Rogério, Alguém que eu desejo (Irany de Oliveira e Getúlio Macedo), Canção de um triste (Paulo Rogério e Odair Marsano), A última carta (Paulo Rogério), Teu adeus (H. Giraund, Dorsey e P. Nóe) com versão de Fred Jorge, e o clássico Samba em prelúdio (Baden Powell e Vinicius de Moraes).

Ainda nesse período participou de duas coletâneas lançadas pela Chantecler com artistas da gravadora e intitulada Eles e o sucesso, em dois volumes interpretando no primeiro a balada Última Carta (Paulo Rogério) e no segundo o bolero Foi Contigo.

Em 1964, partcipou do volume cinco da coletânea Eles e o sucesso da gravadora Chantecler cantando Eu amo tu amas (Carlos Cruz e Almeida Rego). No mesmo ano, gravou o LP Kimi Koish interpretando Saudade de você (Kimi Koishi), de H. Sakao, uma versão de Teixeira Filho para uma música japonesa de sucesso na época, Palavras só palavras (Antônio Correia e Toso Gomes), Serenata do meu pranto (Paulo Rogério), Prece a quem não volta e Foi contigo (Lúcio Cardim) e Que queres tu de mim, e Somos iguais (Evaldo Gouveia e Jair Amorim).

Em 1968, já na Odeon, lançou LP com composições de novos autores como Com açúcar com afeto (Chico Buarque), e Saudade e Quero saber quem foi (Sergio Reis), além de Olhe o tempo passando (Dolores Duran e Édson Borges). Gravou também boleros como Renúncia de amor com versão de Julio Carlos, Superstição (Portinho e Falcão), Aquele Senhor (Armando Manzanero) e Vamos suportar-nos (Luis Demetrio). No mesmo ano, participou do LP Canta Brasil lançado pela Odeon com a presença de diversos cantores em tributo ao compositor David Nasser.

Em 1971, lançou pela Odeon o LP Dentro da noite no qual registrou clássicos como Amendoim torradinho (Henrique Beltrão) e Solidão (Dolores Duran), entre outros.

Depois de alguns anos sem gravar, lançou novo LP pela 3M em 1987, registrando composições de autores que na época começavam a se destacar no universo sertanejo como Vou buscar você (Antônio Luis e Elias Muniz), Dois estranhos (Joel Marques), Caminhos (César Augusto e Antônio Hernandes), Caminhos da paixão (Elias Muniz e Antônio Luis), Esse cara (Carlos Randall), Trapaça e Minha maneira de ser, versões de Neil Bernardes para composições de Terry Winter, e Cantando a esperança (Eunice Barbosa, Antônio Luis e Billy).

Em mais de 25 anos de carreira gravou oito disco em 78 rpm e mais seis LPs pelas gravadoras Odeon, Continental e Chantecler.

Discografia

1961 - Marta Mendonça Maravilhosa • Chantecler • LP
1961 - Nosso lar/Quanto mais se vive, mais se aprende • Chantecler • 78
1961 - Tu sabes/Voltei meu amor • Chantecler • 78
1962 - Escândalo/Recriminação • Continental • 78
1962 - Amo em segredo/Ave Maria dos namorados • Chantecler • 78
1962 - Se Deus quiser/Quatro paredes e seu retrato • Chantecler • 78
1962 - Souvenir de amor/Por favor lhe peço • Chantecler • 78 
1963 - Junto de ti • Chantecler • LP 
1963 - Foi contigo/A mesma Ave Maria • Chantecler • 78
1963 - Junto de ti/A última carta • Chantecler • 78
1964 - Kimi Koish • Chantecler • LP 
1968 - Martha Mendonça • Odeon • LP
1971 - Dentro da noite • Odeon • LP
1987 - Marta Mendonça • 3M • LP    

Fontes: Wikipédia; Revivendo Músicas - Biografias; Dicionário Cravo Albin.

quinta-feira, maio 26, 2011

Moça bonita

Moça Bonita (samba, 1976) - Evaldo Gouveia e Jair Amorim - Intérprete: Ângela Maria

LP Ângela Maria / Título da música: Moça Bonita / Jair Amorim (Compositor) / Evaldo Gouveia (Compositor) / Ângela Maria (Intérprete) / Gravadora: Copacabana / Ano: 1976 / Nº Álbum: COLP 12126 / Lado B / Faixa 6 / Gênero musical: Samba.



Uma rosa cor de sangue
Senti-la em sua mão
Um sorriso que nas sombras
Não diz nem sim, nem não
Põe na boca uma cigarrilha
E mais se acende o olhar
Que conhece o bem e o mal
De quem quiser amar

De vermelho e negro
O vestido a noite
O mistério traz
De colar de cor de brinco dourado
A promessa faz
Se é preciso ir
Você pode ir
Peça o que quiser
Mais cuidado amigo
Ela é bonita
Ela é mulher

E no canto da rua
Zombando, zombando, zombando está
Ela é moça bonita
Girando, girando, girando lá

Oi girando lároie
Oi girando lároie
Oi girando lároie
Oi girando lároie

terça-feira, maio 03, 2011

Quem tudo quer nada tem

Anísio Silva
Quem tudo quer nada tem (bolero, 1963) - Evaldo Gouveia e Jair Amorim - Intérprete: Anísio Silva

LP Anísio Silva – Canção Do Amor Que Virá / Título da música: Quem tudo quer nada tem / Jair Amorim (Compositor) / Evaldo Gouveia (Compositor) / Anísio Silva (Intérprete) / Gravadora: Odeon / Nº Álbum: MOFB 3350 / Lançamento: 1963 / Lado B / Faixa 1 / Gênero musical: Bolero.



Quem tudo quer do amor
Nada terá
Quem muitos sonhos vive
Nada tem
Em cada um de nós
só há
So deve haver lugar
Para um só bem

Quem muito andou na vida
Se perdeu
Atrás de mim o destino
Se cansou
Quem muito se entregou
Atrás do amor viveu
Viveu, mas nunca amou

Felicidade é
Um pouco que se tem
Felicidade é
Saber gostar de alguém

Quem tudo quer do amor
Nada terá
Quem muitos sonhos vive
Nada tem
Em nosso coração
Apenas caberá
Um outro coração

terça-feira, junho 16, 2009

Bloco da solidão


Bloco da Solidão (marcha-rancho/carnaval, 1971) - Evaldo Gouveia e Jair Amorim - Intérprete: Altemar Dutra

LP Companheiro / Título da música: Bloco da Solidão / Jair Amorim (Compositor) / Evaldo Gouveia (Compositor) / Altemar Dutra (Intérprete) / Gravadora: Odeon / Ano: 1971 / Nº Álbum: MOFB 3660 / Lado A / Faixa 5 / Gênero musical: Marcha-rancho / Carnaval.


Fm        Bb7   Eb7      Ab7
Laia laia laia laia laia laia 
             D7 G7 Cm
La laia laia la laia 
   Cm
Angústia solidão
            G/B
Um triste adeus em cada mão
    Bbm7
Lá vai meu bloco vai
          F/A
Só desse jeito é que ele sai
    Fm7        Bb7             Eb7M
Na frente sigo eu levo um estandarte
                D7
De um amor do amor que se perdeu
      G5+
No carnaval lá vai meu bloco
   Cm
E lá vou eu também
         G/B
Mais uma vez sem ter ninguém
    Bbm7                            F/A
No sábado e domingo segunda e terça-feira
   Fm           F#°          Cm/G
E quarta-feira vem o ano inteiro
        Ab7M                 Dm7/5-  G5+
É todo assim por isso quando eu passar
                  Cm
Batam palmas pra mim
   Bb7
Aplaudam quem sorrir
            Eb7M
Trazendo lágrimas no olhar
   Bbm7          C7
Merecem uma homenagem
         Fm7
Quem tem forças pra cantar
                   F#°          Cm/G
Tão grande a minha dor pede passagem
        Ab7M       D7
Quando sai comigo só
     G7            Cm C7
Lá vai meu bloco vai
  Fm        Bb7   Eb7      Ab7
Laia laia laia laia laia laia 
              D7  G7 Cm
La laia laia la laia la ia

sexta-feira, novembro 07, 2008

Onde estarás

Anísio Silva
Onde estarás (bolero, 1961) - Evaldo Gouveia e Jair Amorim - Intérprete: Anísio Silva

Disco 78 rpm / Título da música: Onde estarás / Gouveia, Evaldo, 1930- (Compositor) / Amorim, Jair (Compositor) / Silva, Anísio (Intérprete) / Imprenta [S.l.]: Odeon, 17/01/1961 / Nº Álbum 14729 / Gênero musical: Bolero.



Onde estarás?
Nesta hora, onde estarás
Em que coração
Qual o novo amor
Quem tu beijarás?

Pobre de mim
Sempre, sempre a me perguntar
Que carinhos tens?
Em que braços estás?
Quando voltarás?

Dizem aí
Que é inútil esperar
Que junto de ti
Alguém há de estar
Respondo que não
Sem mágoa ou rancor
Pois meu coração
Está onde estás, amor!

Dizem aí
Que é inútil esperar
Que junto de ti
Alguém há de estar
Respondo que não
Sem mágoa ou rancor
Pois meu coração
Está onde estás, amor !

Ninguém chora por mim

Jair Amorim
Ninguém chora por mim (bolero, 1961) - Evaldo Gouveia e Jair Amorim - Interpretação: Carlos José

Disco 78 rpm / Título da música: Ninguém chora por mim / Gouveia, Evaldo (Compositor) / Amorim, Jair (Compositor) / José, Carlos (Intérprete) / Gravadora: Continental / Ano: 1961 / Álbum: 17.868 / Lado B / Gênero musical: Bolero.


Gm                  Cm 
Mas se um dia eu tiver que chorar 
          F        Gm 
Ninguém chora por mim 


Hoje a notícia correu 
        G7        Cm 
Vieram logo me dizer 

Mas a verdade é que eu 
           D7         Gm 
Já estava farto de saber. 

         G7 
Um comentário é fatal 
              Cm 
A um grande amor que chega ao fim 
E7 
E quem sou eu afinal 
        A7 
Para mudar coisas assim. 

Dm 
Os meus problemas são meus 
          A7 
Deixem comigo a solução 

Os meus fracassos a Deus 
                         Dm 
É que eu revelo quantos são. 

       Gm 
Um conselho é tão fácil de dar 
         Dm 
Qualquer um cita exemplos no fim 
           Gm                  Cm 
Mas se um dia eu tiver que chorar 
          F        Gm 
Ninguém chora por mim 

terça-feira, setembro 16, 2008

Sempre teu

Dick Farney
Sempre teu (samba-canção, 1949) - José Maria de Abreu e Jair Amorim - Intérprete: Dick Farney

Disco LP 33 1/3 Alta Fidelidade / Título da música: Sempre teu / Jair Amorim (Compositor) / José Maria de Abreu, 1911-1966 (Compositor) / Dick Farney, 1921-1987 (Intérprete) / Gravadora: Odeon / Gravação: 1959 / Álbum: Atendendo A Pedidos / Nº Álbum: MOFB-3048 / Lado A / Faixa 5 / Gênero musical: Samba-canção



Gravação original de 1949:

Disco 78 rpm / Título da música: Sempre teu / José Maria de Abreu (compositor) / Jair Amorim (compositor) / Dick Farney (Intérprete) / Cópia e Sua Orquestra (Acomp.) / Gravadora: Continental / Gravação: 1949 / Lançamento: 07/1949 / Nº do Álbum: 16083 / Nº da Matriz: 2099 / Gênero musical: Samba canção / Coleção de origem: Nirez

Sempre teu
Eternamente teu
Este amor
É sempre o mesmo amor
Longe, buscando-te aflito

Em pensamento a te chamar
Perto querendo encontrar
Nos olhos meus, teu olhar

Tu não ves, porque não sabes ver
Tu não cres, porque não queres crer
Que ele é teu, todo teu
Para sempre teu
Um desejo que vive em mim
Na saudade que não tem fim

Tu não ves, porque não sabes ver
Tu não cres, porque não queres crer
Que ele é teu, todo teu
Para sempre teu
Um desejo que vive em mim
Na saudade que não tem fim



Fontes: Discografia Brasileira - IMS; Instituto Moreira Salles.

Ponto final

Dick Farney
Ponto final (samba-canção, 1949) - José Maria de Abreu e Jair Amorim - Intérprete: Dick Farney

Disco 78 rpm / Título da música: Ponto final / Jair Amorim (Compositor) / José Maria de Abreu, 1911-1966 (Compositor) / Dick Farney, 1921-1987 (Intérprete) / José Maria e Sua Orquestra (Acomp.) / Gravadora: Continental / Gravação: 24/05/1948 / Lançamento: 03/1949 / Nº do Álbum: 16008 / Nº da Matriz: 1857-R / Gênero musical: Samba canção / Coleções de origem: IMS, Nirez


Não me pergunte a razão
Não me atormente demais
Falo por meu coração
Tudo acabou... nada mais.

Sinto muito mulher, mas é tarde
Esta chama de amor, já não arde
Faça de conta que eu

Sou como alguém que morreu
Como a fumaça que passa e se esgarça no ar
No ar.

Uma história incolor foi aquela
Um capitulo a mais de novela
Nossa comédia acabou

Sem aplauso sequer
Quando o pano baixou
Numa cena banal
Pôs se um ponto final ...



Fontes: Discografia Brasileira - IMS; Instituto Moreira Salles.

quarta-feira, julho 30, 2008

Um cantinho e você

Dick Farney
Um cantinho e você (samba-canção, 1948) - José Maria de Abreu e Jair Amorim - Intérprete: Dick Farney

Disco 78 rpm / Título da música: Um cantinho e você / Jair Amorim (Compositor) / José Maria de Abreu, 1911-1966 (Compositor) / Dick Farney, 1921-1987 (Intérprete) / José Maria e Sua Orquestra (Acomp.) / Gravadora: Continental / Gravação: 04/06/1948 / Lançamento: 07/1948 / Nº do Álbum: 15916 / Nº da Matriz: 1878 / Gênero musical: Samba canção


Um cantinho e você
Uma rede e o luar
Uma vela a correr
Num pedaço de mar...

Na paisagem tranqüila
Um sussurro
E um beijo depois
Para nós dois...

Basta isso somente
E o que a gente não diz
Para um quadro feliz.

Um sorriso... um olhar...
Um aperto de mão
Todo um sonho a vibrar
Numa linda canção

Felicidade afinal
Vive do pouco que tem
Um cantinho e você
E mais ninguém !

Felicidade afinal
Vive do pouco que tem
Um cantinho e você
E mais ninguém !



Fontes: Discografia Brasileira - IMS; Instituto Moreira Salles.

quarta-feira, abril 02, 2008

Brigamos outra vez

Orlando Silva
Brigamos outra vez (fox-canção, 1945) - José Maria de Abreu e Jair Amorim - Intérprete: Orlando Silva

Disco 78 rpm / Título da música: Brigamos outra vez / Jair Amorim (Compositor) / José Maria de Abreu, 1911-1966 (Compositor) / Orlando Silva (Intérprete) / Fon-Fon e Sua Orquestra (Acomp.) / Gravadora: Odeon / Gravação: 24/07/1945 / Lançamento: 09/1945 / Nº do Álbum: 12621 / Nº da Matriz: 7882 / Gênero musical: Fox cancão / Coleções de origem: IMS, Nirez


Brigamos outra vez
Já nada mais existe novamente
Brigamos outra vez
Meu sonho foi-se embora de repente

É triste, doloroso, confessar
Que sem a mínima razão
Sofre o coração
As brigas
Vem de intrigas
De quem sofre o mais ridículo rancor
Pelo nosso amor

Brigamos outra vez
Dois sonhos outra vez desmoronaram
Brigamos outra vez
Dois lábios novamente separados

Eu sei que o teu orgulho
Novamente é que nos faz
Viver assim brigando
Por motivos tão banais

Brigamos outra vez
Dos dois
Não sei quem sofre mais!...



Fontes: Discografia Brasileira - IMS; Instituto Moreira Salles.

quarta-feira, fevereiro 13, 2008

Se ela perguntar

Carlos Galhardo
Se Ela Perguntar (valsa, 1952) - Dilermando Reis e Jair Amorim - Interpretação: Carlos Galhardo

Disco 78 rpm / Título da música: Se Ela Perguntar / Dilermando Reis (Compositor) / Jair Amorim (Compositor) / Carlos Galhardo (Intérprete) / Gravadora: RCA Victor / Nº Álbum: 80-0865 / Ano: 1952 / Lado A / Gênero musical: Valsa



--------------Dm ---------------------------Gm
Se ela um dia, por acaso perguntar por mim
---------------A7-------------- Dm----- A7
Diga, por favor, que eu sou feliz ...
---------Dm -------------Dm6 -------------Am
É preciso a própria mágoa disfarçar assim,
---------------------F E7------------------- Bb7--- A7
Dissimulando a dor à sombra de um sorriso...
--------Dm------------------------------------ Gm
Coração talvez não tenha aquela por quem dei
-----------------A7---------- Eb7--- D7
Tudo o que sofri e que sonhei
---------------Gm--------- ----------- Dm
Estrela solitária que no céu do meu amor
--------------------------------E7
Eternamente, desde que brilhou,
-----A7 ---------Dm
Nunca se apagou!
-------A7----------------- Dm
Esperança de revê-la ainda
--------D7------------------ Gm
Amargura de poder somente
-------------------------------------- Dm
Suplicar por ela, assim, alucinadamente
E7
Na paixão / Que é perdição / No amor
------------------A7
Que sempre é dor
---------------------Gm
Feliz porque não diz / As lágrimas que
------A7--------------------------- Dm
Sempre, sempre, esconderei sorrindo
---------D7--------------------- Gm
Desfolhando apenas malmequeres.
--------------------------------------- Dm
Pois ferir o coração é próprio das mulheres
--------E7------------ A7----- Dm
É sofrer, mesmo assim, é VIVER!

domingo, abril 09, 2006

Jair Amorim

Jair Amorim (Jair Pedrinha de Carvalho Amorim), compositor e jornalista, nasceu em Santa Leopoldina ES, em 18/7/1915 e faleceu em São José dos Campos SP, no dia 15/10/1993. Cursou o primário em Colatina ES e o ginasial em Petrópolis RJ, no internato do Colégio São Vicente de Paula, onde, aos 13 anos, já escrevia versos em português para músicas estrangeiras. Dois anos depois, com a morte do pai, foi obrigado a abandonar os estudos e trabalhar.


No Diário da Manhã, de Vitória ES, foi revisor, paginador, cronista social, crítico teatral e de cinema, passando depois para o diário capixaba A Gazeta, onde assinava a coluna social.

Em 1940, convidado para dirigir a Rádio Clube do Espírito Santo, produziu vários programas e estreou como locutor, lendo noticiário do governo estadual. Por essa época, fazia letras para músicas de blocos carnavalescos de clubes de Vitória e começou a escrever letras para as melodias da dupla Moacir Araújo e Clóvis Cruz.

Um ano mais tarde, mudou-se para o Rio de Janeiro RJ, onde, a princípio, escrevia crônicas de rádio para as revistas Carioca e Vamos Ler. Após ser aprovado num teste, foi contratado pela Rádio Clube do Brasil (hoje Mundial), onde tentou aproximar-se do pianista da rádio, José Maria de Abreu, que acabara de perder seu parceiro Francisco Matoso. Sua primeira oportunidade surgiu quando o cantor Arnaldo Amaral pediu uma letra em português para a música María Elena - do mexicano Lorenzo Barcelata, muito em moda na época. No mesmo dia, sua versão para Maria Elena - a primeira escrita profissionalmente - estava pronta e era imediatamente lançada por Arnaldo Amaral, em selo Continental. O sucesso despertou a atenção de José Maria de Abreu, que o procurou como parceiro para a composição Bem sei, de 1942.

Nos dez anos seguintes, a dupla produziu vários sucessos, como Um cantinho e você (1948), Ponto final (1949) e Alguém como tu (1952). Em 1944 entrou para o quadro de locutores da Agência Nacional, sendo o responsável pelas apresentações dos atos presidenciais. Transferiu-se da Rádio Mundial para a Mayrink Veiga em 1948, voltando para a primeira em 1952, onde lançou seu programa Discos na Vitrina.

Como secretário e diretor da UBC, conheceu Evaldo Gouveia, em 1958, que fora legalizar sua situação arrecadadora. No mesmo dia fizeram a primeira música em parceria, Conversa, gravada no ano por Alaíde Costa, na Victor. Desde então já compuseram mais de 150 Obras entre sambas-canções, boleros, valsas, marchas-ranchos, baladas. Em 1962 compuseram Poema do olhar, gravado por Miltinho, E a vida continua, gravado por Morgana. Em 1963, lançaram Samba sem pim-pom, O bilhete e Serenata da chuva.

A partir deste período, Altemar Dutra se tornou o principal intérprete de seus sambas no gênero dor-de-cotovelo, e dos boleros tristes e saudosistas. São de Altemar Dutra os lançamentos de: Tudo de mim (1963), Sentimental demais, Que queres tu de mim, O trovador, Somos iguais (todos de 1964). Outros sucessos da dupla foram Garota moderna, gravado por Wilson Simonal, em 1965, O conde, gravado por Jair Rodrigues em 1969; no ano seguinte, os dois parceiros lançaram a valsa Minha canção para você.

Algumas músicas


Obra

Alguém como tu (c/José Maria de Abreu), samba, 1952; Alguém me disse (c/Evaldo Gouveia), bolero, 1960; Aperta-me em teus braços (c/José Maria de Abreu), bolero, 1953; Baião das velhas cantigas, 1954; Bloco da solidão (c/Evaldo Gouveia), marcha-rancho, 1971; Brigamos outra vez (c/José Maria de Abreu), fox-canção, 1946; Cantiga de quem está só (c/Evaldo Gouveia), samba, 1960; Um cantinho e você (c/José Maria de Abreu), samba, 1948; Conceição (c/Dunga), samba, 1956; O conde (c/Evaldo Gouveia), samba, 1969; Garota moderna (c/Evaldo Gouveia), samba, 1965; Maria dos meus pecados (c/Dunga), samba, 1957; O mundo melhor de Pixinguinha (c/Evaldo Gouveia), samba-enredo, 1973; Não me pergunte (c/José Maria de Abreu), samba, 1949; Ninguém chora por mim (c/Evaldo Gouveia), samba, 1960; Poema do olhar (c/Evaldo Gouveia), samba, 1962; Que queres tu de mim (c/Evaldo Gouveia), bolero, 1964; Se alguém telefonar (c/Alcir Pires Vermelho), samba, 1957; Sentimental demais (c/Evaldo Gouveia), bolero, 1964; Serenata da chuva (c/Evaldo Gouveia), samba, 1963; O trovador (c/Evaldo Gouveia), marcha-rancho, 1965.


Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e Publifolha.