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segunda-feira, dezembro 26, 2011

Guerreira


Guerreira (samba, 1978) - João Nogueira e Paulo César Pinheiro - Intérprete: Clara Nunes

LP Guerreira / Título da música: Guerreira / Paulo César Pinheiro (Compositor) / João Nogueira (Compositor) / Clara Nunes (Intérprete) / Gravadora: EMI-Odeon / Ano: 1978 / Nº Álbum: 061 421096 / Lado A / Faixa 1 / Gênero musical: Samba.


F        C7       F        C7   F
Se vocês querem saber quem eu sou
         D7    Gm     C7
Eu sou a tal mineira
Gm         C7       Gm       C7  Gm
Filha de Angola, de Ketu e Nagô
           Bº    F
Não sou de brincadeira
Am7/5- D7         Am7/5-
Canto  pelos sete cantos
D7          Am7/5-
Não temo quebrantos
          D7      Gm
Porque eu sou guerreira
Bb                    Bº
Dentro do samba eu nasci
      Am           D7
Me criei, me converti
                Gm  C7         Am7/5-  D7
E ninguém vai tomar a minha bandeira
Bb                    Bº
Dentro do samba eu nasci
      Am           D7
Me criei, me converti
                Gm  C7         F
E ninguém vai tomar a minha bandeira
Gm                      C7
Bole com o samba que eu caio
              F
E balanço o balaio
No som dos tantãs
  Am7/5-
Rebolo que deito e que rolo
                   F#º
E me embalo e me embolo
            Bb
Nos balangandãs
                        Bº
Bambeia de lá que eu bambeio
           Am
Nesse bamboleio
                   D7
Que eu sou bam-bam-bam
      Gm                 C7
Que o samba não tem cambalacho
                 Am7/5-
E vai de cima em baixo
               D7
Pra quem é seu fã
       Bb                 Bº
Que eu sambo pela noite inteira
 Am             D7
Até amanhã de manhã
Gm                G#º
Sou a mineira guerreira
C7        C/Bb       F
Filha de Ogum com Iansã.

domingo, setembro 25, 2011

Armando Fernandes

Armando Fernandes, o Mamão (Armando Fernandes Aguiar), cantor e compositor, nasceu em 24/8/1938, em Juiz de Fora, Minas Gerais. Apaixonou-se por samba desde sua infância, quando aos 11 anos desfilou no carnaval pelas ruas de sua cidade, no bloco da escola onde estudava.

Participou do II Festival de Música Popular Brasileira de Juiz de Fora, no final dos anos 1960, com sua canção Adeus diferente, interpretada por Ellen de Lima, e obteve sucesso, como compositor, com a música Tristeza pé no chão, gravada por Clara Nunes, em 1976.

Lançou o CD Mamão com açúcar, contendo suas composições , O beco não perde o tom, Botei seu nome na bandeira, Amor nem pensar e Ao amigo Toninho, todas com Carioca, Sete costados (c/ Marcinho Itaboray), Falou e disse, Samba do aniversário, Endereço, De sapato branco, Decisão, Cordão de metal, Paulinho tanto do tanto, Vila Furtado e Tristeza pé no chão.

Sua primeira composição foi Água deu, água levou contando desavenças de carnaval. Ao longo de sua carreira compôs cerca de 200 sambas. Sua composição mais famosa foi Tristeza pé no chão gravada por Clara Nunes com enorme sucesso.

Fontes: Paixão e Romance; Dicionário Cravo Albin da MPB.

quinta-feira, maio 26, 2011

Mineira


Mineira (samba, 1976) - João Nogueira e Paulo César Pinheiro - Intérprete: João Nogueira

LP Vem Quem Tem / Título da música: Mineira / Paulo César Pinheiro (Compositor) / João Nogueira (Compositor) / João Nogueira (Intérprete) / Gravadora: Odeon / Ano: 1975 / Nº Álbum: SMOFB 3887 / Lado A / Faixa 2 / Gênero musical: Samba.


Tom: A#
Gm               F         Gm
Clara ... abre o pano do passado, tira  a preta do cerrado
                  Cm
Põe Rei Congo no Gongá
                       Am5-/7                        D7
Anda canta o samba verdadeiro, faz o que mandou o mineiro
     Gm
Ó mineira

Samba-que-samba no bole-que-bole
Oi morena do balaio mole, oi se embala do som dos tantãs
Quebra no balacoxê do cavaco, oi rebola no balacobaco
Oi, se embola nos balangandãs

Mexe no meio que eu sambo do lado, oi, bem naquele bamboleado
Oi, de que eu também sou bam, bam, bam

 Cm        D7     Gm          Am5-/7 D7      Gm  G7
Vai cai no samba cai e o samba vai até de manhã
 Cm        D7    Gm            Am5-/7  D7   Gm
Ai, cai no samba cai que o samba vai até de manhã

   Gm       D7    Gm                    D7        Gm   D7
Oi, saravá  mineira guerreira que é filha de Ogum com Iansã
Gm               Cm          Gm
Samba-que-samba no bole-que-bole
         Cm          Gm               G7        Cm   G7
Oi, morena do balaio mole, oi se embala do som dos tantãs
Cm                                            Am5-/7
Quebra no balacoxê do cavaco, oi rebola no balacobaco
              D7      Gm   D7
Oi, se embola nos balangandãs
Gm                 Cm        Gm             D7       Gm
Mexe no meio que eu sambo do lado, oi bem naquele bamboleado
             G7             Cm
Oi, de que eu também sou bam, bam, bam

Refrão:
Cm    Gm          Am5-/7      D7          Gm
Lalá, lalá, lalá, lalá, lalá, lalalalalalalá

Letra:

Clara,
Abre o pano do passado,
Tira a preta do cerrado,
Pôe rei congo no congá.
Anda, canta um samba verdadeiro,
Faz o que mandou o mineiro,
Oh! mineira.

Samba que samba no bole que bole,
Oi, morena do balaio mole,
Se embala do som dos tantãs.
Quebra no balacochê do cavaco
E rebola no balacubaco;
Se embola dos balagandãs.
Mexe no meio que eu sambo do lado.
Vem naquele bamboleado
Que eu também sou bam, bam, bam.

Vai, cai no samba cai
E o samba vai até de manhã.
Vai cai no samba cai
E o samba vai até de manhã.
Ô saravá mineira guerreira
Que é filha de Ogum com Iansã.

sábado, maio 07, 2011

Alvorecer


Alvorecer (samba, 1974) - Délcio Carvalho e Dona Ivone Lara - Intérprete: Clara Nunes

LP Alvorecer / Título da música: Alvorecer / Délcio Carvalho (Compositor) / Dona Ivone Lara (Compositor) / Clara Nunes (Intérprete) / Gravadora: Odeon / Ano: 1974 / Nº Álbum: SMOFB / Lado B / Faixa 1 / Gênero musical: Samba.


Tom: A
 A          F#7        Bm           
Olha como a flor se acende  
       E7        Ab  A         
Quando o dia amanhece  
      C#7          F#m
Minha  alma se esconde  
B7             E7     
A esperança aparece  
A          F#7        Bm
O que me deixou da noite  
     E7          A     
O cansaço a incerteza  
F#7     Bm E7  A    F#7     Bm   E7     A       F#7 
Lá se vão na beleza desse lindo alvorecer  (bis)  
 Bm          E7               Ab  A
E nesse em revolta que canta na areia  
  C#7                                 F#m  
Qual a tristeza que trago em minh'alma campeia  
             B7     E7           A 
Quero solução sim, pois quero cantar  
  F#7             Bm      E7          A           F#7    
Desfrutar dessa alegria que só me faz despertar, do meu penar  
Bm     E7                     Ab  A
E esse canto bonito que vem d'alvorada  
C#7                          F#m 
Não é meu grito aflito pela madrugada  
           B7   E7           A  
Tudo tão suave, liberdade em cor  
    F#7           Bm        E7      A
Refugio da alma vencida pelo desamor (bis)      
      E7     A
Mas olha...

domingo, fevereiro 07, 2010

Ilu-Ayê (Terra da Vida)



Ilu-Ayê (samba-enredo / carnaval, 1972) - Cabana e Norival Reis - Intérprete: Clara Nunes

LP Clara Clarice Clara / Título da música: Ilu Ayê Terra da Vida (Portela - Samba-Enredo 1972) / Cabana (Compositor) / Norival Reis (Compositor) / Clara Nunes (Intérprete) / Gravadora: Odeon / Ano: 1972 / Nº Álbum: MOFB 3709 / Lado A / Faixa 6 / Gênero musical: Samba-enredo / Carnaval.


Tom: G
G                   Am
Ilu-Ayê, Ilu-Ayê, Odara
                    D7    G
Negro cantava na nação nagô
                    Am
Ilu-Ayê, Ilu-Ayê, Odara
                    D7    G
Negro cantava na nação nagô
   Em            B7          Em
Depois chorou lamento de senzala
             B7         Em   E7
Tão longe estava de sua Ilu-Ayê
 Am
Tempo passou, ôô
            B7           Em
E no terreirão da casa-grande
           B7              Em
Negro diz tudo que pode dizer
              B7       Em
É samba, é batuque, é reza
         B7    Em
É dança, é ladainha
               Am
Negro joga capoeira
            B7     Em
E faz louvação à rainha
              B7       Em
É samba, é batuque, é reza
         B7    Em
É dança, é ladainha
               Am
Negro joga capoeira
            B7     Em
E faz louvação à rainha
 Am
Hoje
         B7             Em
Negro é terra, negro é vida
        E7     Am
Na mutação do tempo
      B7          Em
Desfilando na avenida
      Am         Em
Negro é sensacional
                   Am
É toda a festa do povo
     B7           Em
É o dono do carnaval
B7    Em
Ilu-Ayê

G                   Am
Ilu-Ayê, Ilu-Ayê, Odara
                    D7    G
Negro cantava na nação nagô
   Em            B7          Em
Depois chorou lamento de senzala
             B7         Em   E7
Tão longe estava de sua Ilu-Ayê
 Am
Tempo passou, ôô
            B7           Em
E no terreirão da casa-grande
           B7              Em
Negro diz tudo que pode dizer
              B7       Em
É samba, é batuque, é reza
         B7    Em
É dança, é ladainha
               Am
Negro joga capoeira
            B7     Em
E faz louvação à rainha
              B7       Em
É samba, é batuque, é reza
         B7    Em
É dança, é ladainha
               Am
Negro joga capoeira
            B7     Em
E faz louvação à rainha
  B7   Em
Ilu-Ayê

sexta-feira, agosto 07, 2009

Ê baiana

Ê Baiana (1971) - Fabrício da Silva, Baianinho, Ênio Santos Ribeiro e Miguel Pancrácio - Intérprete: Clara Nunes

LP Clara Nunes / Título da música: Ê Baiana / Fabrício da Silva (Compositor) / Baianinho (Compositor) / Ênio Santos Ribeiro (Compositor) / Miguel Pancrácio (Compositor) / Clara Nunes (Intérprete) / Gravadora: Odeon / Ano: 1971 / Nº Álbum: MOFB 3667 / Lado A / Faixa 4 / Gênero musical: Samba / MPB.


Tom: A

A      D 
Ê baiana 
E                A          E 
Ê ê ê baiana, baianinha 
A       D 
Ê baiana 
E           A       E7 
Ê ê ê baiana 

A 
Baiana boa 
                 E 
Gosta do samba 
Gosta da roda 
                  A 
E diz que é bamba (2x) 

  Fm      Bm 
Toca a viola 
         E            A 
Que ela quer sambar 
          Fm         Bm 
Ela gosta de samba 
      E             A 
Ela quer rebolar (2x) 

A       D 
Ê baiana 
E                A         E 
Ê ê ê baiana, baianinha 
A     D 
Ê baiana 
E           A       E7 
Ê ê ê baiana 

sábado, setembro 08, 2007

Perdão


Perdão (samba, 1977) - Paulo César Pinheiro, Mauro Duarte e Maurício Tapajós - Intérprete: Clara Nunes

LP Clara Nunes - As Forças Da Natureza / Título da música: Perdão / Paulo César Pinheiro (Compositor) / Mauro Duarte (Compositor) / Maurício Tapajós (Compositor) / Clara Nunes (Intérprete) / Gravadora: Odeon / Ano: 1977 / Nº Álbum: XSMOFB 3946 / Lado A / Faixa 4 / Gênero musical: Samba.


Am  Am/G  Dm Bm5-/7
Ai, perdão
E7                    Am D E7
Venha ao encontro de mim
Am   Am/G      F7
Já ando necessitado
             Bm5-/7
De também ser perdoado
       E7               Am         Bm5-/7 E7
Para dar o perdão no fim, ai perdão (2x)
   G7                     C   A7
Nesse mundo todo mundo erra
               Dm          B7
Jesus Cristo quando andou na terra
                       E7
Não errou mas foi sacrificado
   Bm5-/7 E7         Am Am/G
E clamou por todos nós
Dm Bm5-/7
Perdão
E7                   Am Bm5-/7 E7 Am
E eu vou tentar se assim
      Am/G        F7
Pois perdoando o pecado
              Bm5-/7
Eu posso ser perdoado
    E7               Am
Se sobrar perdão pra mim

Minha missão


Minha Missão (samba, 1981) - João Nogueira e Paulo César Pinheiro - Intérprete: Clara Nunes

LP Clara Nunes - Clara / Título da música: Minha Missão / Paulo César Pinheiro (Compositor) / João Nogueira (Compositor) / Clara Nunes (Intérprete) / Gravadora: EMI-Odeon / Ano: 1981 / Nº Álbum: 062 421224 / Lado B / Faixa 1 / Gênero musical: Samba.


Tom: C

Am        F7+                C7M  F7M    E7
Quando eu canto,  é para aliviar,   Meu pranto
                   F7           E7
E o pranto de quem já   tanto sofreu
Am     Am7  G7                   C7M  F7M
Quando eu canto,  estou sentindo a luz
      E7
De um Santo
          F7                 E7
Estou ajoelhando  aos pés de Deus
A7                    D7/9
Canto para anunciar o dia
G7                    C7+
Canto para amenizar a noite
F7M                    Bm7/5b
Canto pra denunciar o açoite

E7                        A7
Canto também contra a tirania
A7                    D7/9
Canto porque numa melodia
G7                  C7+
Acendo no coração do povo
F7M                     Bm7/5b
A esperança de um mundo novo
E7                         Am9
E a luta  para se viver em paz
Am7              G                F7                E7
Do poder da criação,  sou continuação e quero agradecer
A7  Dm7             E7               Am7
       Foi ouv        ida a minha súplica
B7                Bm7/5b  E7
Mensageiro sou da música
Am7               G9                   F7
O meu canto é uma missão tem força de oração,
                 E7
E cumpro o meu dever
A7  Dm7            Am                   Bm7/5b
    Aos que vivem a chorar, eu vivo pra cantar
E7            Am              E7
E canto pra viver, (Quando eu canto)

Am7           G9                C7
Quanto eu canto, a morte me percorre
Dm7/5b  E7                       F7
       E eu solto,um canto da garganta
                           Bm7/5b  E7
Que a cigarra quanto canta morre
                         Am7
E a madeira quando morre canta

Banho de manjericão


Banho de Manjericão (samba, 1979) - João Nogueira e Paulo César Pinheiro

LP Clara Nunes - Esperança / Título da música: Banho de Manjericão / João Nogueira (Compositor) / Paulo César Pinheiro (Compositor) / Clara Nunes (Intérprete) / Gravadora: EMI-Odeon / Ano: 1979 / Nº Álbum: 062 421168 / Lado A / Faixa 1 / Gênero musical: Samba.


Tom: C

          C              Dm             C
Eu vou me banhar de manjericão
        Dm                                  C    C7
Vou sacudir a poeira do corpo batendo com a mão
         Gm  C7               F
E vou voltar    lá pro meu congado
    Em        Dm
Pra pedir pro santo
             G7
Pra rezar quebranto
            C
Cortar mau-olhado
           Dm                  G7                  C     Am
E eu vou bater na madeira três vezes com o dedo cruzado
         Dm              G7            Em   A7
Vou pendurar uma figa no aço do meu cordão

           Gm                    C7
Em casa um galho de arruda é que corta
          F
Um copo d'água no canto da porta
Em    Dm               G7          C
Vela acesa, e uma pimenteira no portão.
          Dm               C
Eu vou me banhar de manjericão...
             Dm               G7              C      Am
É com vovó Maria que tem simpatia pra corpo fechado
              Dm                 G7                     Em    A7
É com pai Benedito que benze os aflitos com um toque de mão
        Gm              C7
E pai Antônio cura desengano
        F
E tem a reza de São Cipriano
  Em     Dm                   G7             C
E têm as ervas que abrem os caminhos pro cristão.

Bafo de boca


Bafo de Boca (samba, 1975) - João Nogueira e Paulo César Pinheiro - Intérprete: Clara Nunes

LP Clara Nunes - Claridade / Título da música: Bafo de Boca / Paulo César Pinheiro (Compositor) / João Nogueira (Compositor) / Clara Nunes (Intérprete) / Gravadora: Odeon / Ano: 1975 / Nº Álbum: SMOFB 3884 / Lado B / Faixa 1 / Gênero musical: Samba.


Tom: C

  C7                 G7                       C7 
Para de beber, compadre Meu compadre deixa disso 
                       G7                       C7 
Larga essa mulher de lado Lembra do teu compromisso     

          Dm7            G7    C7                    Dm7 
Mas veja só que malandro que tu és Entrou num artigo dez 
          G7           C7 
Por causa de dois mil réis, compadre 
Dm7                  G7       C7 
Minha comadre já tá ficando louca 
                     Dm7            G7      C7 
Com esse teu bafo de boca Boa coisa não vai dar 

         Dm7        G7        C7                      Dm7 
E a tal mulher que anda nos cabarés Mas essa não paga dez 
          G7       C7 
Só vive trocando os pés, compadre 
        Dm7                G7       C7 
Minha comadre diz que a desgraça é pouca 
                  Dm7                  G7  C7 
mas estás marcando touca E o pau ainda vai rolar 
  

terça-feira, abril 11, 2006

Clara Nunes


Clara Nunes, cantora, nasceu em Paraopeba MG, em 12/8/1943 e faleceu no Rio de Janeiro RJ em 2/4/1983. O pai, Mané Serrador era violeiro e cantador de folias-de-reis. Órfã desde pequena, aos 16 anos foi para Belo Horizonte MG, onde conseguiu empregar-se como operária numa fábrica de tecidos. Por essa época cantava no coral de uma igreja, ao mesmo tempo em que, ajudada pelos irmãos, conduía o curso normal.


Em 1960 foi a vencedora da final do concurso A Voz de Ouro ABC, em sua fase mineira, com Serenata do adeus (Vinícius de Moraes), e obteve o terceiro lugar na finalíssima realizada em São Paulo SP, com Só adeus (Jair Amorim e Evaldo Gouveia). Contratada pela Rádio Inconfidência, de Belo Horizonte, durante um ano e meio teve um programa exclusivo na TV Itacolomi. Nessa mesma época, cantava em boates e clubes, tendo sido escolhida, por três vezes, a melhor cantora do ano.

Em 1965 foi para o Rio de Janeiro RJ e passou a apresentar-se na TV Continental, no programa de José Messias. Ainda nesse ano, após teste, foi contratada pela Odeon, que, em 1966, lançou seu primeiro LP A voz adorável de Clara Nunes, em que interpreta boleros e sambas-canções.

Em 1968, gravou Você passa, eu acho graça (Ataulfo Alves e Carlos Imperial), que foi seu primeiro sucesso e marcou sua definição pelo samba. Em 1969, na Odeon, lançou o LP A beleza que canta, com composições inéditas e outras antigas, como Casinha pequenina (domínio público).

No Carnaval de 1970, obteve destaque com Ê baiana (Fabrício da Silva, Baianinho, Ênio Santos Ribeiro e Miguel Pancrácio) e Ilu ayê (Norival Reis e Silvestre Davi da Silva), samba-enredo do G.R.E.S. da Portela, lançados também no LP Clara Nunes.

Em 1972, além de ter realizado seu primeiro show, Sabiá, sabiô (com texto de Hermínio Belo de Carvalho), no Teatro Glauce Rocha, no Rio de Janeiro, lançou o LP Clara, Clarice, Clara, com músicas de compositores de escolas de samba e outras de Caetano Veloso e Dorival Caymmi. Ainda nesse ano, gravou o samba Tristeza pé no chão (Armando Fernandes), apresentado no Festival de Juiz de Fora MG, que vendeu mais de 100 mil cópias.

Em fevereiro de 1973, estreou no Teatro Castro Alves, em Salvador BA, com o show O poeta, a moça e o violão, ao lado de Vinícius de Morais e Toquinho. Também em 1973, a convite da rádio e televisão portuguesa, fez temporada em Lisboa.

Em 1974, integrou a delegação que representou o Brasil no MIDEM, em Cannes, França. Ainda nesse ano, gravou na Europa o LP Brasília e, no Brasil, lançou o LP Alvorecer, que chegou ao primeiro lugar de todas as paradas brasileiras e que incluía sucessos como Conto de areia (Romildo e Toninho), Menino de Deus (Mauro Duarte e Paulo César Pinheiro) e Meu sapato já furou (Elton Medeiros e Mauro Duarte). Também em 1974, ao lado de Paulo Gracindo, atuou inicialmente no Canecão, no Rio de Janeiro, na segunda montagem do espetáculo Brasileiro, profissão esperança, de Paulo Pontes (do qual foi lançado um LP), que contava, em cenas e músicas, as vidas de Dolores Duran e de Antônio Maria.

Em 1975, ano do seu casamento com o compositor Paulo César Pinheiro, realizou temporada em vários países da Europa. No mesmo ano, lançou Claridade, seu disco de maior sucesso, com O mar serenou (Candeia), Juízo final (Nelson Cavaquinho e Élcio Soares), Sofrimento de quem ama (Alberto Lonato), Bafo de boca (João Nogueira e Paulo César Pinheiro).

Outro grande sucesso veio em 1976, com o disco Canto das três raças. Em 1977 lançou As forças da natureza, disco mais dedicado ao samba e ao partido-alto, com destaque para Coração leviano (Paulinho da Viola).

Em 1978 lançou o disco Guerreira, interpretando outros ritmos brasileiros. Em 1979 lançou o disco Esperança, com destaque para Feira de mangaio (Sivuca). No ano seguinte veio Brasil mestiço, que induiu o sucesso Morena de Angola, composto por Chico Buarque para ela. Em 1981 lançou Clara, com destaque para Portela na avenida. No auge como intérprete, lançou em 1982 Nação, que seria seu último disco, com destaque para a faixa-título, de João Bosco e Aldir Blanc.

Morreu prematuramente em 1983, depois de 28 dias de agonia, hospitalizada após uma cirurgia de varizes. Seu enterro no dia 2 de maio de 1983, no cemitério São João Batista, foi acompanhado por emocionada multidão. Em dezembro de 1997, a gravadora EMI reeditou a obra completa da artista, em 16 CDs remasterizados no estúdio de Abbey Road, em Londres, e embalados em capas que reproduzem as originais.

Algumas músicas


Veja também:



Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e Publifolha, SP, 1998.