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sábado, setembro 22, 2018

Pela luz divina - Ataulfo Alves

Ataulfo Alves
Pela Luz Divina (samba, 1945) - Ataulfo Alves e Mário Travassos - Intérprete: Ataulfo Alves

Disco 78 rpm / Título: Pela Luz Divina / Travassos, Mário (Compositor) / Alves, Ataulfo, 1909-1969 (Compositor) / Alves, Ataulfo (Intérprete) / Pastoras (Acompanhante) / Imprenta [S.l.]: Victor, 1945 / Nº Álbum 80-0330 / Lado A / Gênero musical: Samba



Pela luz divina
Se é pecado me perdoa
Mas eu hei de me vingar
Não merece perdão o teu erro
Tens que ficar no desterro
O mundo há de te ensinar.

Não vá pensar
Que eu estou rogando praga
O que a gente faz aqui,
Aqui mesmo a gente paga.

Graças a Deus,
Teu nome pra mim morreu
Tu não mereces
Um amor igual ao meu !
( pela luz divina, eu juro ! )

quarta-feira, setembro 19, 2018

Desaforo eu não carrego - Ataulfo Alves

Desaforo Eu Não Carrego (samba, 1961) - Ataulfo Alves - Interpretação: Ataulfo Alves

LP Ataulfo Alves - É Bossa Mesmo / Título da música: Desaforo Eu Não Carrego / Ataulfo Alves (Compositor) / Ataulfo Alves (Intérprete) / Gravadora: Copacabana / Nº Álbum: CLP 11205 / Ano: 1961 / Lado A / Faixa 4 / Gênero musical: Samba.



Me respeite, ouviu
Eu não sou cego
E lá pra casa
Desaforo eu não carrego

A morena
Que falou que é boa
Você sabe
Que ela é minha patroa
E na defesa
Da moral e la de casa
Fico bravo, fico louco
Fico em brasa

Deixa essa mulher pra lá - Ataulfo Alves

Deixa Essa Mulher Pra Lá (samba,1953) - Ataulfo Alves - Interprete: Ataulfo Alves

Disco 78 rpm / Título da música: Deixa Essa Mulher Pra Lá / Autoria: Alves, Ataulfo, 1909-1969 (Compositor) / Alves, Ataulfo (Intérprete) / Imprenta [S.l.]: RCA Victor, 1952 / Álbum 80-1085 / Lançamento: 1953 / Lado A / Gênero musical: Samba.



Rapaz, porque lastimas tanto,
Deixa essa mulher partir,
A mulher quando não quer,
Não se deve insistir.

Pela mesma dor eu já passei,
Meu amor me deixou,
Eu não chorei.

Obrigando a ela te querer,
Mas viver a vida sem prazer, ai, ai, ai,
É melhor ficar assim como está,
Deixa essa mulher pra lá.

sexta-feira, fevereiro 09, 2018

Ataulfo Alves - Biografia

Ataulfo Alves inaugurou um novo estilo de fazer samba. Com seu jeito manso e sua tranquilidade mineira, ele emprestou cores diferentes à música que brotava dos morros e dos subúrbios cariocas na década de 30.


A história do compositor Ataulfo é mais que o relato simples de um artista de grande talento e capacidade criativa. É também a trajetória de um filósofo popular, verdadeiro mestre em criar provérbios que atravessam gerações. O mito da Amélia, idealização da mulher que aceita tudo por amor, popularizou-se a partir de uma das músicas mais famosas de Ataulfo, composta na década de 1940, em parceria com Mário Lago.

Ataulfo Alves de Sousa nasceu em Miraí, MG, em 2 de maio de 1909. Com oito anos fazia versos para responder aos improvisos do pai, que era violeiro e repentista. Aos 10 anos perde o pai, e sua mãe, Maria Rita de Jesus, com um porção de filhos, sai da fazenda e vai morar no centro da cidade de Miraí, que ficava próximo.Passa Ataulfo a frequentar o grupo escolar e a desempenhar os serviços que apareciam. Uma existência pobre, mas tranquila e feliz, que registraria no samba Meus tempos de criança. (Foto: Mário Lago, parceiro de muitas músicas com Ataulfo). Aos 18 anos, aceitou o convite do Dr. Afrânio Moreira Resende, médico de Miraí, para acompanhá-lo ao Rio de Janeiro, onde fixaria residência.

Durante o dia, trabalhava no consultório, entregando recados e receitas, e, à noite, fazia limpeza e outros serviços domésticos na casa do médico. Insatisfeito com a situação, conseguiu uma vaga de lavador de vidros na Farmácia e Drogaria do Povo. Rapidamente aprendeu a lidar com as drogas e tornou-se prático de farmácia. Depois do trabalho voltava para casa no bairro de Rio Comprido, onde costumava frequentar rodas de samba. Já sabia tocar violão, cavaquinho e bandolim, e organizou um conjunto que animava as festas do bairro.

Em 1928, com apenas 19 anos, casou-se com Judite. Em 1929 trabalhou por algum tempo numa outra farmácia, mas logo voltou ao emprego anterior. Nessa época, em que já começara a compor, tornou-se diretor de harmonia de Fale Quem Quiser, bloco organizado pelo pessoal do bairro. Ainda em 1929, nasceu Adélia, sua primeira filha.

Em 1933, Bide (Alcebíades Barcelos), que viria a fazer sucesso com o samba Agora é cinza (com Marçal), ouviu algumas composições suas no Rio Comprido, e resolveu apresentá-lo a Mr Evans, diretor americano da Victor. Foi então que Almirante gravou o samba Sexta-feira, sua primeira composição a ser lançada em disco. Dias depois, Carmen Miranda, que ele havia conhecido antes de ser cantora, gravou Tempo perdido, garantindo sua entrada no mundo artístico.


Em 1935, através de Almirante e Bide, conseguiu seu primeiro sucesso com Saudade do meu barracão, gravado por Floriano Belham. Ainda nesse ano, o Bando da Lua gravou a marcha Menina que pinta o sete, feita em parceria com Roberto Martins. Seu nome cresceu muito quando apareceram as gravações do samba Saudade dela, em 1936, por Sílvio Caldas e da valsa A você (com Aldo Cabral) e do samba Quanta tristeza (com André Filho), em 1937, por Carlos Galhardo, que se tornaria um dos seus grandes divulgadores. Passou a compor com Bide, Claudionor Cruz, João Bastos Filho e Wilson Batista, com quem venceu os Carnavais de 1940 e 1941, com Ò seu Oscar e O bonde de São Januário.

Em 1938, Orlando Silva, outro grande intérprete de suas músicas, gravou Errei, erramos. Em 1941, fez sua primeira experiência como intérprete, gravando seus sambas Leva meu samba (Mensageiro) e Alegria na casa de pobre (com Abel Neto). Em 1942 a situação financeira difícil e a hesitação dos cantores em gravar sua última composição fizeram com que ele próprio lançasse, para o Carnaval do ano, Ai, que saudades da Amélia; gravado com acompanhamento do grupo Academia do Samba e abertura de Jacó do Bandolim, o samba, feito a partir de três quadras apresentadas por Mário Lago para serem musicadas, resultou em grande sucesso popular.

Juntos fizeram ainda Atire a primeira pedra, para o Carnaval de 1944, e em 1945 lançaram Capacho e Pra que mais felicidade. Resolvido a continuar interpretando suas músicas, juntou-se a um grupo de cantoras, organizando um conjunto que, por sugestão de Pedro Caetano, foi chamado de Ataulfo Alves e suas Pastoras. Inicialmente formado por Olga, Marilu e Alda, lançaram sucessos como Inimigo do samba (com Jorge de Castro), em 1943; Todo mundo enlouqueceu (com Jorge de Castro), Boêmio sofre mais (com Floriano Belham) e Vá baixar noutro terreiro (com Raul Marques), em 1945; e Infidelidade (com Américo Seixas), em 1947.

Representativas da década de 1950, quando faziam sucesso músicas de fossa e de amores infelizes, são suas composições Fim de comédia e Errei, sim, gravadas por Dalva de Oliveira. Em 1954 participou do show "O Samba nasce no coração", realizado na boate Casablanca, quando lançou o samba Pois é.... O pintor Pancetti gostou muito da música e, inspirado nela, fez um quadro com o mesmo nome, que ofereceu ao compositor. Compôs então Lagoa serena (com J. Batista), dedicando-a a Pancetti, que, novamente, o homenageou com a tela Lagoa serena. Pois é... foi gravado somente em 1955, pela Sinter, pois o compositor havia sido despedido da Victor. Na nova gravadora lançou em 1956 o "LP Ataulfo Alves e suas pastoras" (Foto:A elegância nos trajes e nos gestos foi uma das características que marcaram a figura de Ataulfo Alves).

Em 1957 fez Vai, mas vai mesmo, samba muito cantado no Carnaval de 1958. Ainda em 1957 compôs o lírico Meus tempos de criança, que, relembrando sua infância e as personagens de sua cidade natal, é um dos mais característicos de seu estilo nostálgico. Convidado por Humberto Teixeira, em 1961 participou de uma caravana de divulgação da música popular brasileira na Europa, para onde levou Mulata assanhada e Na cadência do samba (com Paulo Gesta), que acabara de lançar. Retornou no mesmo ano e fundou a ATA (Ataulfo Alves Edições), tornando-se editor de suas músicas. Por essa época, desligou-se de suas pastoras - na ocasião Nadir, Antonina, Geralda e Geraldina -, passando a se apresentar sozinho, esporadicamente.

Ataulfo e suas Pastoras cantam Você passa e eu acho graça, acompanhados por Jacob do Bandolim.

Depois de realizar em 1964 uma temporada no Top Club, do Rio de Janeiro, como sentisse piorar a úlcera no duodeno, em 1965 decidiu passar o seu título de General do Samba para seu filho, Ataulfo Alves Júnior. Em 1966 fez nova viagem ao exterior, como representante do Brasil no I Festival de Arte Negra, em Dacar, Senegal.

Em 1967 voltou a aparecer em paradas de sucesso, com inúmeras gravações do samba Laranja madura. Nesse mesmo ano, Roberto Carlos gravou Ai, que saudades da Amélia. Compôs ainda, com Carlos Imperial, os sambas Você passa, eu acho graça, Você não é como as flores e sua última música, Mandinga, concluída pelo parceiro e gravada na Odeon por Clara Nunes. Em decorrência do agravamento da úlcera, morreu após uma intervenção cirúrgica (Foto acima: Com Roberto Carlos).

Veja também:

Ataulfo Alves - Algumas letras, cifras e gravações

Ataulfo Alves - Obra completa


Fontes: MPB Compositores - Ed. Globo; Enciclopédia da Música Brasileira- Art Editora e Publifolha, SP, 1998.

Ataulfo Alves - Algumas cifras, letras e músicas



Ataulfo Alves - Algumas letras, cifras e gravações

Veja também:




Fontes: Instituto Moreira Salles; MPB Compositores - Ed. Globo; Enciclopédia da Música Brasileira- Art Editora e Publifolha, SP, 1998.

Ataulfo Alves - Obra completa


Ataulfo Alves - Obra completa

A você (c/Aldo Cabral), valsa-canção, 1937; Aconteça o que acontecer (c/Felisberto Martins), samba, 1940; Ago-iê, samba, 1955; Agradeça a sua amiga, samba, 1957; Agradeço a Deus, samba, 1951; Ai. ai, meu Deus (c/Wilson Batista), samba, 1951; Ai, amor, samba, 1957; Ai, Aurora, samba, 1963; Ai, que dor (c/J. Batista), samba, 1951; Ai, que saudades da Amélia (c/Mário Lago), samba, 1942; Ainda sei perdoar, bolero, 1952; Alegria na casa de pobre (c/Abel Neto), samba, 1941; Alma perdida (c/Elpídio Viana), samba, 1944; Amor de outono (c/Artur Vargas Júnior), samba, 1969; Amor é mais amor... depois da separação, samba-canção, 1939; Amor perfeito (c/Wilson Batista), marcha, 1951; Ana (c/Orlando Monelo e Antônio Elias), samba, 1945; Antes só do que mal acompanhado (c/Benedito Lacerda), samba, 1945; Aproveita a mocidade, samba, 1964; Arrasta o pé, moçada (c/Maria Elisa), marcha, 1952; As árvores morrem de pé, samba, 1965; Assunto velho (c/Wilson Falcão), samba, 1940; Até breve (c/Cristóvão de Alencar), samba, 1937; Até ela (c/J. Pereira), marcha, 1938; Até Jesus (c/Wilson Batista), samba, 1952; Atire a primeira pedra (c/Mário Lago), samba, 1944; Atraso de vida, samba, 1948; Balança mas não cai, samba, 1953; Batuca no chão (c/Assis Valente), batucada, 1945; Bem que me dizem, samba, 1958; Boca de fogo (c/J. Batista), marcha, 1949; Boêmio (c/J. Pereira), samba, 1937; Boêmio sofre mais (c/Floriano Belham), samba, 1945; O bonde de São Januário (c/Wilson Batista), samba, 1940; Brado de Alerta, samba, 1955; Cabe na palma da mão (c/Artur Vargas Júnior), samba, 1968; Cadê Dalila, marcha, 1952; Calado venci (c/Herivelto Martins), samba, 1947; Caminhando, samba, 1957; Canção do nosso amor, valsa-romance, 1939; Cansei, samba, 1952; Capacho (c/Mário Lago), samba, 1945; Capital de Noel, samba, 1968; A cara me cai (c/Alberto Jesus), samba, 1953; A carta, samba, 1958; Castelo de Mangueira (c/Roberto Martins), samba, 1956; O castigo que te dei (c/Geraldo Queirós), samba, 1949; O Catete vai passar, samba, 1952; Cheque ao portador (c/J. Barcelos), marcha, 1941; Chorar pra quê? (c/Alcides Gonçalves), samba, 1942; Choro (c/Roberto Martins), samba, 1936; Colombina do amor (c/Alberto Ribeiro), marcha, 1937; Com o pensamento em ti (c/Ari Monteiro), samba, 1952; Como a vida me bate, samba, 1965; Como é seu nome? (c/Marino Quintanilha), samba, 1944; Conceição (c/Ari Monteiro), samba, 1953; Continua (c/Marino Pinto), samba, 1940; O coração não envelhece, samba, 1950; Covardia (c/Mário lago), samba, 1938; Cuidado com essa mulher (c/Antônio Almeida), samba, 1941; De janeiro a janeiro, samba, 1958; De onde veio a Eva? (c/Rogério Nascimento), marcha, 1961; Deixa essa mulher pra lá, samba, 1953; Deixa o toró desabar, samba, 1972; Desaforo eu não carrego, samba, 1962; Desta vez não (c/Alcides Gonçalves), samba, 1943; Devagar, morena, samba, 1958; Dia final, samba, 1964; Diga-me com quem andas, samba, 1965; Dilema (c/Aldo Cabral), samba, 1952; Dinheiro pra festa (c/Marino Quintanilha), samba, 1944; Diz o teu nome (c/José Gonçalves), samba, 1945; Dizem, samba, 1952; Dulcinéia (c/Antônio Almeida), samba, 1946; É hoje (c/Dunga), samba, 1954; É negócio casar (c/Felisberto Martins), samba, 1941; E um quê que a gente tem (c/Torres Homem), samba, 1941; É verdade, samba, 1958; É você (c/Aldo Cabral), valsa, 1937; Ela é boa mas é minha (c/Roberto Roberti e Arlindo Marques Júnior), samba, 1942; Ela não quis, samba, 1944; Ela, sempre ela (c/César Brasil), samba, 1950; Endereço (c/Mário Lago), samba, 1956; Errei (c/Claudionor Cruz), samba, 1939; Errei, erramos, samba, 1938; Errei, sim, samba, 1950; Escravo da saudade, samba, 1944; Está tudo errado (Voltei ao que era), samba, 1949; Eu conheço você (c/Roberto Martins), marcha, 1939; Eu que não quero, samba, 1951; Eu não sabia (c/Jorge de castro), samba, 1943; Eu não sei (c/Sílvio Caldas), samba, 1937; Eu não sei por que é (c/Zé Pretinho), batucada, 1941; Eu não sou daqui (c/Wilson Batista), samba, 1941; Eu sou de Niteróí (c/Wilson Batista), samba, 1941; Eu também sou general, samba, 1950; ExaItação à cor (c/J. Audi), samba, 1953; Fala, mulato (c/Alcibíades Nogueira), samba, 1956; Fala, Pedro, samba, 1946; Falem mal, mas falem de mim (c/Marino Pinto), samba, 1939; Falei demais (c/Claudionor Cruz), samba, 1940; Faz um homem enlouquecer (c/Wilson Batista), samba, 1941; Félix (c/Aldo Cabral), samba, 1950; Fidalgo, choro-canção, 1954; Fim de comédia, samba-canção, 1951; Fogueira do coração (c/Torres Homem), canção, 1945; Foi covardia, samba, 1943; Foi você (c/Roberto Martins), samba, 1937; Gastei tudo num dia (c/Jorge Murad), marcha, 1960; Geme, negro (c/Sinval Silva), samba, 1946; Gente, samba, 1967; Gente bem também samba, samba, 1968; Guarda essa arma (c/Roberto Martins), marcha, 1938; Hei de me vingar (c/Osvaldo Guedes), samba, 1938; Herança do desgosto, samba, 1956; O homem e o cão (c/Artur Vargas Júnior), samba, 1968; Índia do Brasil (c/Aldo Cabral), marcha, 1947; Infidelidade (c/Américo Seixas), samba, 1947; Inimigo do samba (c/Jorge de Castro), samba, 1943; Intriga, samba, s.d.; Irajá, batucada, 1948; Ironia (c/Bide e Mário Nielsen), samba, 1938; Isto é que nós queremos, samba, 1946; Já sei sorrir (c/Claudionor Cruz), samba, 1939; João pouca roupa (c/Arlindo Marques Júnior, Roberto Roberti, Haroldo Lobo e Nássara), marcha, 1942; Jubileu, 1959; Juvenal, samba, 1957; Lá na quebrada do monte (c/Felisberto Martins), valsa, 1941; Lagoa serena (c/J. Batista), samba-canção, 1955; Lar antigo (c/Conde), samba, 1956; Laranja madura, samba, 1967; Larga meu pé, reumatismo, samba, 1972; Laura, samba,1944; Lenço branco, samba, 1967; Leonor (c/Djalma Mafra), samba, 1943; Leva meu samba..., samba, 1941; Lírios do campo (c/Peterpan), samba, 1950; Livro aberto, samba, 1965; Macumbê-macumba, samba, 1965; Madalena (c/Adeilton Alves de Sousa), samba, 1973; Madame Garnizé (c/Américo Seixas), samba, 1950; Mais amor para você, samba, 1962; O mais triste dos mortais, samba, 1956; Mal-agradecida (c/Jardel Noronha), samba, 1941; Mal de raiz (clAmérico Seixas), samba, 1950; Malvada, samba, 1962; Mamãe Eva, marcha, 1966; Mandinga (c/Carlos Imperial), samba, 1971; Maneiroso, choro, 1948; Mania da falecida (c/Wilson Batista), samba-batuque, 1939; Marcha da noiva (c/Aldo Cabral), marcha, 1949; Marcha pro oriente (c/Lamartine Babo), marcha, 1957; Maria da Conceição, samba, 1958; Maria Nazaré (c/José Inácio de Castro), marcha, 1967; Mártir no amor (c/Davi Nasser), samba, 1945; Mas que prazer (c/Felisberto Martins), samba, 1941; Me dá meu chapéu, samba, 1963; Me dá meu paletó (c/José Bispo dos Santos), samba, 1964; Me deixa sambar (c/Nelson Trigueiro), samba, 1943; Me queira agora, samba, 1973; Menina que pinta o sete (c/Roberto Martins), marcha, 1935; Mensageiro da dor, samba, 1960; Mensageiro da saudade (c/J. Batista), samba-canção, 1950; Mentira do povo (c/Elpídio Viana), samba, 1951; Mentira pura, samba, 1956; Mentira só, samba, 1964; Meu drama (c/Wilson Batista), samba, 1951; Meu lamento (c/Jacó do Bandolim), samba, 1956; Meu papel (c/Osvaldo França), samba, 1945; Meu pranto ninguém vê (c/José Gonçalves), samba, 1938; Meu protetor (c/Odilon Noronha), batucada, 1944; Meus tempos de criança, samba, 1957; Mil corações (c/Jorge Faraj), valsa, 1938; Minha infância, samba, 1965; Minha mãezinha, samba, 1957; Minha sombra (c/Davi Nasser), valsa, 1940; Minhas lágrimas (c/Conde), samba, 1953; Miraí, marcha, 1962; Morena faceira, samba, 1937; Um motivo, samba, 1947; Mulata assanhada, samba, 1956; Mulher do seu Oscar (c/Wilson Batista), samba, 1940; A mulher dos sonhos meus (c/Orlando Monello), samba, 1941; A mulher fez o homem (c/Roberto Martins), samba, 1941; Mulher fingida (c/Bide), samba, 1937; Mulher, toma juízo (c/Roberto Cunha), samba, 1938; O mundo está errado, samba, 1965; Na cadência do samba (c/Paulo Gesta), samba, 1961; Na ginga do samba, samba, 1964; Na hora da partida (c/Alberto Montalvão), samba, 1946; Não amou, não sofreu, não viveu (c/Luís Bandeira), samba, 1973; Não irei lhe buscar, samba, 1944; Não mando em mim (c/Bide), samba, 1938; Não posso acreditar, samba, 1973; Não posso crer, samba, 1936; Não posso resistir, samba, 1935; Não quero opinião de mulher (c/Newton Teixeira), samba, 1942; Não sei dar adeus (c/Wilson Batista), samba, 1939; Não tenho pressa, samba, 1963; Não vai, Zezé, batucada, 1940; Não volto mais (c/Bide), samba, 1936; Nego, tá se acabando (c/Vítor Bacelar), samba-maracatu, 1946; O negro e o café (c/Orestes Barbosa), samba 1945; Nem que chova canivete, samba, 1968; Nessa rua (c/J. Pereira), marcha, 1937; No apartamento discreto (c/Arlindo Marques Júnior), valsa, 1937; No meu sertão, samba-canção, 1937; Nós das Américas, samba, 1942; Noutros tempos era eu, samba, 1943; Nunca mais, samba, 1964; O que é que eu vou dizer em casa? (c/Miguel Gustavo), samba, 1948; O que que há?, samba, 1962; O ódio não destrói o ódio, samba, 1962; Oh!, seu Oscar (Wilson Batista), samba, 1941; Olha a saúde, rapaz (c/Roberto Roberti), samba, 1945; Ordem do rei, samba, 1960; Pago pra ver, batucada, 1972; Pai Joaquim da Angola, batuque, 1955; Palavra do rei, samba, 1956; Papai não vai (c/Wilson Batista), samba, 1942; Papai Noel (clBide), marcha, 1935; O pavio da verdade (c/Américo Seixas), samba, 1949; A pedida é essa, samba, 1961; Pela luz divina (c/Mário Travassos), samba, 1945; Pelo amor de Deus (c/Luís de França), samba, 1964; Pelo amor que eu tenho a ela (c/Antônio Almeida), samba, 1936; Perdi a confiança (c/Rubens Soares), samba, 1937; Pico a mula (c/José Batista), marcha, 1949; Pois é..., samba, 1955; Por amor ao meu amor, samba, 1937; Positivamente não (c/Marino Pinto), samba, 1940; Pra esquecer uma mulher (c/Claudionor Cruz), samba, 1940; Pra que mais felicidade (c/Mário Lago), samba, 1945; O prazer é todo meu (c/Claudionor Cruz), samba-canção, 1937; Primeiro de maio, marcha, 1962; Primeiro nós (c/Peterpan), batucada, 1941; Protesto, samba, 1965; Quando dei adeus (c/Wilson Batista), samba, 1941; Quando eu morrer, samba, 1958; Quanta tristeza (c/André Filho), samba-canção, 1937; Quantos projetos (c/Antônio Domingues), samba, 1961; Quem bate? (c/Max Bulhões), samba, 1937; Quem é que não sente? (c/Afonso Teixeira), samba, 1950; Quem é você (c/Dunga), samba, 1940; Quem mandou laiá (c/Roberto Martins), samba de partido-alto, 1942; Quem mandou você errar (c/Augusto Garcez), samba, 1940; Quem me deve me paga, samba-batucada, 1956; Quem não quer sou eu (c/Edvaldo Vieira), samba, 1963; Quem quiser que se aborreça, samba, 1962; Quero o meu pandeiro (c/Mário Lago), samba, 1944; Quinta raça (c/Antônio Domingues), marcha, 1967; Rabo de saia (c/Jorge de Castro), samba, 1955; Rainha da beleza (c/Jorge Faraj), samba, 1937; Rainha do mar, samba, 1958; Rainha do samba, samba, 1955; Receita (c/João Bastos Filho), samba, 1939; Rei vagabundo (c/Roberto Martins), samba, 1936; Reminiscências, samba, 1939; Represália, samba, 1942; Requebrado da mulata, samba, 1968; Um retrato de Minas, samba, 1957; Retrato do Rio, samba, 1965; Réu confesso, samba, 1954; Rio, cidade bendita (c/Francisco Caldas), marcha, 1965; Sai do meu caminho, samba, 1956; Salve a Bahia (c/Nelson Trigueiro), samba, 1943; Salve ela (c/Alberto Ribeiro), samba-batucada, 1937; Samba, Brasil (c/Aldo Cabral), samba, 1950; Samba de Bangu, 1957; Samba em Brasília, 1957; Sambou de pé no chão (c/Augusto Garcez), 1951; Santos Dumont (c/Aldo Cabral), marcha, 1957; Saudade da saudade, samba, 1958; Saudade dela, samba, 1936; Saudades da mulata, samba, 1952; Saudades do meu barracão, samba-canção, 1935; Se a saudade me apertar (c/Jorge de Castro), samba, 1955; Se eu fosse pintor, (c/Wilson Batista), samba, 1965; Sei que é covardia mas... (c/Claudionor Cruz), samba, 1939; Semeia mas não cresce, samba, 1960; Será... (c/Wilson Batista), samba, 1939; Seresta, samba, 1960; Sexta-feira, samba, 1933; Sim, foi ela (Darci de Oliveira), samba, 1942; Sim, sou eu, samba, 1940; Sim, voltei, samba, 1957; Sinhá Maria Rosa (c/Roberto Martins), toada-cateretê, 1935; Sinto-me bem, samba, 1941; Só me falta uma mulher (c/Felisberto Martins), samba, 1942; Solidão (c/Aldo Cabral), choro, 1953; Solitário, choro-canção, 1946; Sonhei com ela, samba, 1947; Sonho, samba, 1933; Talento não tem idade, samba, 1958; Tempo perdido, samba, 1934; Tenho prazer, samba, 1936; Terra boa (c/Wilson Batista), samba, 1942; O teu pranto é mentira, samba, 1965; Teus olhos (c/Roberto Martins), samba-choro, 1939; Tô ficando velho, marcha, 1960; Todo mundo enlouqueceu (c/Jorge de Castro), samba, 1945; Trovador não tem data (c/Wilson Falcão), marcha, 1939; Tu és esta canção, valsa-canção, 1940; Vá baixar noutro terreiro (c/Raul Marques), samba, 1945; Vai levando (c/José Batista), samba-batucada, 1953; Vai, Madalena, samba, 1972; Vai, mas vai mesmo, samba, 1958; Vai na paz de Deus (c/Antônio Domingues), samba, 1953; Vassalo do samba, samba, 1967; Velha Guarda, marcha, 1968; Vem amor (c/Raul Longras), samba, 1939; O vento que venta lá, batucada, 1957; Vestiu saia fá pra mim (c/José Batista), samba, 1953; Vida da minha vida, samba, 1949; Você é o meu xodó (c/Wilson Batista), samba, 1942; Você me deixou (c/Arnaldo Vieira Marçal), samba, 1939; Você não é como as flores (c/Carlos Imperial), samba, 1971; Você não nasceu pra titia, samba, 1964; Você não quer, nem eu, samba, 1955; Você não sabe, amor (c/Bide), samba, 1936; Você não tem palavra (c/Newton Teixeira), samba, 1941; Você nasceu pro mal, samba, 1960; Você passa e eu acho graça (c/Carlos Imperial ), samba, 1971; Vou buscar minha Maria (c/Claudionor Cruz), marcha, 1939; Vou tirar meu pé do lodo (c/Conde), batucada, 1953; Zé da Zilda, samba, 1955.

Veja também:

Ataulfo Alves - Biografia

Ataulfo Alves - Algumas letras, cifras e gravações


Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira- Art Editora e Publifolha, SP, 1998.

Laranja madura - Ataulfo Alves


Laranja Madura (samba, 1966) - Ataulfo Alves - Intérprete: Ataulfo Alves

LP Ataulfo Alves - Eternamente Samba / Título da música: Laranja Madura / Gravadora: Polydor / Ano: 1966 / Nº Álbum: LPNG 44.002 / Lado B / Faixa 1 / Gênero musical: Samba.


Tom: D  

Dm
Você diz           A7
Que me dá casa e comida
                           Dm
Boa vida e dinheiro pra gastar
A7          Dm
O que é que há minha gente
            Am
O que é que há
         E7
Tanta bondade
                 A7   D7
Que me faz desconfiar

          Gm
Laranja madura
C7            F    Bb7
Na beira da estrada
     A7
Tá bichada, Zé
                     Dm7
Ou tem marimbondo no pé

                   A7
Santo que vê muita esmola
         Dm
Na sua sacola

Desconfia
A7                  Dm
E não faz milagres, não
           A7
Gosto da Maria Rosa
             Dm
Quem me dá prosa

É Rosa Maria
A7                Dm7
Vejam só que confusão

terça-feira, fevereiro 06, 2018

Rainha da beleza - Orlando Silva

Ataulfo Alves
Rainha da Beleza (samba,1937) - Ataulfo Alves e Jorge Faraj - Intérprete: Orlando Silva

Disco 78 rpm / Título da música: Rainha da Beleza / Alves, Ataulfo, 1909-1969 (Compositor) / Faraj, Jorge (Compositor) / Silva, Orlando (Intérprete) / Imprenta [S.l.]: Victor, 1937 / Nº Álbum 34189 / Lado B / Gênero musical: Samba.



Essa tua formosura
Ó vaidosa criatura
Algum dia vai findar
( vai findar )
E acabada, envelhecida,
No crepúsculo da vida
Sem conforto, vais chorar,
( vais chorar )

Com as tuas mãos mimosas
Hoje vais colhendo rosas
A gargalhar...
Sem saber que os espinhos
Florescem pelos caminhos
Por onde hás de voltar...

Quando tua realeza
Ó rainha da beleza,
Chegar ao fim
Hás de lembrar, com saudade,
A nossa felicidade,
E então pensarás em mim...

terça-feira, janeiro 30, 2018

Mania da falecida - Ciro Monteiro

Ataulfo Alves
Mania da Falecida (samba, 1939) - Ataulfo Alves e Wilson Batista - Intérprete: Ciro Monteiro

Disco 78 rpm / Título da música: Mania da Falecida / Autoria: Alves, Ataulfo, 1909-1969 (Compositor) / Batista, Wilson, 1913-1968 (Compositor) / Ciro Monteiro (Intérprete) / Imprenta [S.l.]: Victor, 1939 / Álbum número 34470 / Gênero musical: Samba.



Não quero que você beba,
Quem bebe não tem juízo,
Tome cuidado com a sua vida,
Eu não quero ver você,
Com a mesma mania da falecida,
Mulher. (bis)

Você tem o direito, meu bem,
Pode ir brincar,
Pode entrar no samba,
E ficar até o sol raiar,
Eu só não quero,
Que perca a linha,
Tome cuidado,
Com a língua da vizinha....

quarta-feira, maio 29, 2013

Djalma Mafra

Djalma Mafra, compositor, nasceu no bairro do Irajá, no Rio de Janeiro, RJ, em 02/11/1916, e faleceu na mesma cidade, em 24/12/1974. Em 1942, Odete Amaral gravou na Odeon a marcha Vitaminas, com Amaro Silva e Domício Augusto.

No ano seguinte, o samba Antes porém, com Ciro Monteiro, foi gravado na Odeon por Moreira da Silva. Também na Odeon, Ataulfo Alves e Sua Escola de Samba gravaram o samba Leonor, parceria com Ataulfo Alves, e a dupla vocal Joel e Gaúcho registrou a marcha "Cavalinho bom", com Joel de Almeida.

Ainda em 1943, o samba Jamais acontecerá, com Geraldo Pereira, foi gravado na Odeon pela cantora Odete Amaral, e os sambas Domine sua paixão, com João Bastos Filho, e Oh! Seu Djalma, com Raul Marques, e a batucada Tire a mão do meu bolso, com Nicola Bruni, foram registrados por Ciro Monteiro na Victor. Também na Victor a cantora Marilu lançou os sambas Desta vez vou ser feliz e Réu primário, ambos com Amaro Silva.

Em 1944, a marcha Salve o inventor da mulher, com Amaro Silva, foi gravada na Odeon por Odete Amaral. No ano seguinte, Ciro Monteiro gravou na Victor o samba Obrigação, com Alcides Rosa, e Odete Amaral, também na Victor, lançou o samba Na chave do portão, com Alberto Maia. Em 1945, o samba Abriu-se o pano, com Alcides Rosa, foi gravado por Ciro Monteiro na Victor. O mesmo Ciro Monteiro gravou em seguida a marcha Ôp, ô, ôp, com Ari Monteiro, e o samba Dentro da capela, com Alcides Rosa. No ano seguinte, Jorge Veiga gravou na Continental o samba A vida tem dessas coisas, com Raul Marques.

Em 1947, pela Continental, Roberto Silva gravou o samba O errado sou eu, com Erasmo de Andrade. No ano seguinte, Hélio Sindô gravou na Continental o samba Embrulho, com Osvaldo dos Santos. Hélio Sindô gravou em 1949, o samba Pobre no pedir, com Osvaldo dos Santos. No mesmo ano, Sílvio César, com sua orquestra, gravou na Continental o fox-trot Eu não sou marinheiro e o choro Aguenta o tempo, e Ataulfo Alves também na Continental o samba Banco de réu.

Em 1952, Odete Amaral lançou pela Odeon o choro Beija-flor, com Alcides Rosa. Também na Odeon, o cantor Risadinha lançou o samba Marinheiro de primeira viagem, com Alvaiade. Em 1955, Risadinha gravou o samba Embrulho que eu carrego, com Osvaldo dos Santos. No mesmo ano, o samba Todo mundo sabe, com Nelson Silva, foi gravado por Louis Cole no LP Uma noite no Vogue - Louis Cole e Seu Sexteto do selo Rádio. No ano seguinte, Severino Araújo e sua Orquestra Tabajara gravaram pela Continental o choro Comprando barulho, com Jorge Tavares. Em 1958, o cantor Raimundo Olavo lançou pela gravadora Todamérica o LP Esquina do Nice no qual registrou o samba Destino traiçoeiro, com Raimundo Olavo.

Em 1960, o conjunto Conjunto Brasília Ritmos gravou pela Odeon o LP Ritmos do Brasil - Vol. 2 no qual foi incluído o samba Comprando barulho. No mesmo ano, Roberto Silva gravou o samba Domine a sua paixão, com João Bastos Filho, no LP Descendo o morro Nº 3 da gravadora Copacabana. Em 1961, o samba Eu não sou marinheiro, um de seus maiores sucessos, foi gravado no LP Peça bis em Hi-Fi - Hugo Master e Sua Orquestra, e por Lauro Paiva e Conjunto no LP Sucessos com Lauro Paiva. Dois anos depois, o samba Eu fui o culpado, com Álvaro Castilho, foi gravado por Alcides Gerardi no LP Enquanto o tempo passa da CBS. O mesmo cantor gravaria um ano depois o samba Outras foram, com A. Castilho, no LP Amor sem ter amor.

Em 1966, Alcides Gerardi gravou o samba-canção Agora se acabou, com Augusta de Oliveira, no LP Desejo da CBS. Em 1969, o samba Banco de réu, foi gravado pelo cantor Noite Ilustrada no LP Revivendo o Mestre Ataulfo, lançado por ele pela gravadora Continental. No mesmo ano, o samba Embrulho que eu carrego, com Alvaiade, recebeu duas gravações. De Ciro Monteiro e Elizeth Cardoso no LP A bossa eterna de Elizeth e Cyro - Volume 2 da gravadora Copacabana, e a de Elza Soares e Miltinho no LP Elza, Miltinho e samba - Volume 3 da Odeon.

Em 1974, Zuzuca gravou o samba Obrigação, com Alcides Rosa, em LP CBS, e o conjunto Samba 4 também na CBS regravou o samba Banco de réu. Em 1978, Roberto Müller gravou na Tapecar o samba-canção Outras foram.

Em 1991, o samba Vitaminas, interpretação de Odete Amaral, foi incluído no LP A coroa do Rei com gravações de Francisco Alves, Rosina Pagã, Dircinha Batista e Odete Amaral do selo Revivendo.

Sua carreira artística transcorreu principalmente nas décadas de 1950 e 1960, quando foi parceiro de nomes como Geraldo Pereira, Alvaiade, Ataulfo Alves e Joel de Almeida entre outros. Suas composições, especialmente sambas e marchas, foram gravadas por nomes como Odete Amaral, Ciro Monteiro, Ataulfo Alves, Joel e Gaúcho, Jorge Veiga, Risadinha e Roberto Silva. Sempre foi muito ligado ao carnaval, especialmente o de Madureira, do qual foi grande folião.

Obra

A vida tem dessas coisas (c/ Raul Marques), Abriu-se o pano (c/ Alcides Rosa), Agora se acabou (c/ Augusta de Oliveira), Aguenta o tempo, Antes porém (c/ Ciro Monteiro), Banco de réu (c/ Alvaiade), Beija-flor (c/ Alcides Rosa), Brigas de amor (c/ Alvaiade), Cavalinho bom (c/ Joel de Almeida),  Comprando barulho (c/Jorge Tavares), Dentro da capela (c/ Alcides Rosa), Desta vez vou ser feliz (c/ Amaro Silva), Destino traiçoeiro (c/ Raimundo Olavo), Domine a sua paixão (c/ João Bastos Filho), Domine sua paixão (c/ João Bastos Filho), Embrulho (c/ Osvaldo dos Santos), Embrulho que eu carrego (c/ Alvaiade),  Embrulho que eu carrego (c/ Osvaldo dos Santos), Eu fui o culpado (c/ Álvaro Castilho), Eu não sou marinheiro (c/ Alvaiade), Falsidade (c/ João Pereira Lucena), Jamais acontecerá (c/ Geraldo Pereira), Leonor (c/ Ataulfo Alves), Marinheiro de primeira viagem (c/ Alvaiade), Na chave do portão (c/ Alberto Maia), O errado sou eu (c/ Erasmo de Andrade), Obrigação (c/ Alcides Rosa), Oh! Seu Djalma (c/ Raul Marques), Ôp, ô, ôp (c/ Ari Monteiro), Outras foram (c/ A. Castilho), Pobre no pedir (c/ Osvaldo dos Santos), Réu primário (c/ Amaro Silva), Salve o inventor da mulher (c/ Amaro Silva), Tire a mão do meu bolso (c/ Nicola Bruni), Todo mundo sabe (c/ Nelson Silva), Vitaminas (c/ Amaro Silva e Domicio Augusto).

Fontes: Dicionário Cravo Albin da MPB; Revista do Rádio.

segunda-feira, dezembro 06, 2010

Brasil


Brasil (alujá, 1944) - Alvaiade e Nilson Gonçalves - Intérprete: Ataulfo Alves

Disco 78 rpm / Título da música: Brasil / Alvaiade (Compositor) / Nilson Gonçalves (Compositor) / Ataulfo Alves (Intérprete) / Pastoras (Acompanhamento) / Gravadora: Odeon / Número do Álbum: 12525 / Data de Gravação: 19/10/1944 / Data de Lançamento: 12/1944 / Lado A / Gênero musical: Alujá.



Brasil, terra da liberdade
Brasil, não usou de falsidade
Meu irmão foi pra guerra
Defender esta grande terra
Meu Brasil precisando, eu vou
Ser mais um defensor

Vou pra linha de frente travar o duelo
Em defesa do pendão verde-amarelo
Embora tenha que ser A sentinela perdida
Honrarei minha pátria querida

Brasil, terra da liberdade
Brasil, não usou de falsidade
Meu irmão foi pra guerra
Defender esta grande terra
Meu Brasil precisando, eu vou
Ser mais um defensor

sexta-feira, dezembro 03, 2010

A mulher dos sonhos meus

Nelson Gonçalves
A mulher dos sonhos meus (samba, 1941) - Ataulfo Alves e Orlando Monello - Intérprete: Nelson Gonçalves

Disco 78 rpm / Título da música: A mulher dos sonhos meus / Alves, Ataulfo (Compositor) / Monello, Orlando (Compositor) / Gonçalves, Nelson (Intérprete) / Gravadora: Victor / Número do Álbum: 34821 / Matriz: S-52293 / Data de Gravação: 00/1941 / Data de Lançamento: 00/1941 / Lado: B / Gênero musical: Samba


Tenho tudo que andava prucurando enfim
Tenho o meu doce lar
E um amor que gosta muito de mim
Encontrei a mulher dos sonhos meus
Graças á Deus

Um doce lar, que prazer
Que alegria
Alguém que me sabe amar
Isso mesmo é que eu queria
Um violão prá tocar pro meu amor
Teve fim a solidão
Teve fim a minha dor

Sinto-me bem

Nelson Gonçalves

Sinto-me bem (samba, 1941) - Ataulfo Alves - Intérprete: Nelson Gonçalves

Disco 78 rpm / Título da música: Sinto-me bem / Ataulfo Alves (Compositor) / Nelson Gonçalves (Intérprete) / Regional (Acomp.) / Gravadora: Victor / Nº Álbum: 34807-B / Nº Matriz: S-052291 / Data de Gravação: 04/08/1941 / Data de Lançamento: Outubro/1941 / Gênero musical: Samba



Sinto-me bem quando estou na solidão
Sinto-me bem em chorar por meu amor
Sinto-me bem quando o coração reclama
No meu peito batendo contrafeito
Para aliviar uma dor

Sinto-me bem quando estou na solidão
Sinto-me bem em chorar por meu amor
Sinto-me bem quando o coração reclama
No meu peito batendo contrafeito
Para aliviar uma dor

Não quero que você volte pra mim
Não quero, não quero, não quero, porque
Eu quero sentir mais saudade de você
Mesmo porque, o nosso amor não se acabou
Mas deixa-me ficar solitário como estou

Não quero que você volte pra mim
Não quero, não quero, não quero, porque
Eu quero sentir mais saudade de você
Mesmo porque, o nosso amor não se acabou
Mas deixa-me ficar solitário como estou

Sinto-me bem quando estou na solidão
Sinto-me bem em chorar por meu amor
Sinto-me bem quando o coração reclama
No meu peito batendo contrafeito
Para aliviar uma dor

sexta-feira, novembro 26, 2010

Todo mundo enlouqueceu

Ataulfo Alves
Todo mundo enlouqueceu (samba, 1945) - Ataulfo Alves e Jorge de Castro

Título da música: Todo mundo enlouqueceu / Gênero musical: Samba / Intérprete: Alves, Ataulfo / Compositores: Alves, Ataulfo - Castro, Jorge de / Acompanhamento Orquestra / Pastoras / Gravadora Victor / Número do Álbum 800359 / Data de Gravação 11/10/1945 / Data de Lançamento 12/1945 / Lado B / Disco 78 rpm:


Começou a batucada / Todo mundo enlouqueceu
Viva a raça brasileira / Exaltando o que é seu
Onde está o meu pandeiro / Onde está meu tamborim
Trabalhei o ano inteiro / Ai, ai, ai
Mas agora está pra mim...

Ai, ai, meu Deus / O samba me chamou
Ò mulher dos sonhos meus / Diz ao samba
Que eu já vou / Minha boa companheira
Deixa o nego vadiar / Na manhã da quarta-feira
O seu nego voltará (Voltará, voltará!)

Começou a batucada / Todo mundo enlouqueceu
Onde está o meu pandeiro / Onde está meu tamborim
Trabalhei o ano inteiro / Ai, ai, ai
Mas agora está pra mim...

quinta-feira, novembro 25, 2010

Inimigo do samba

Orlando Silva
Inimigo do samba (samba, 1943) - Ataulfo Alves e Jorge de Castro

Título da música: Inimigo do samba / Gênero musical: Samba / Intérprete:  Orlando Silva / Compositores: Alves, Ataulfo - Castro, Jorge de / Gravadora Odeon / Número do Álbum 12243 / Data de Gravação 00/1942 / Data de Lançamento 00/1943 / Lado B / Disco 78 rpm:


Pra você que é inimigo
Número um
Do samba brasileiro
Pra você matar o samba
Tem que me matar primeiro
Mesmo assim depois de morto
Inda lhe darei trabalho
Morre o homem fica a fama
E com a fama eu lhe atrapalho

Pra você que é inimigo
Número um
Do samba brasileiro
Pra você matar o samba
Tem que me matar primeiro
Mesmo assim depois de morto
Inda lhe darei trabalho
Morre o homem fica a fama
E com a fama lhe atrapalho

Destruir não é grandeza
Me desculpe, meu senhor
Construir é que é nobreza
É tear de ter valor
Você fala o ano inteiro
Mal do samba sem cessar
Mas no mês de fevereiro...
(cá pra nós!!)
Você samba até cansar
De sambar...

quarta-feira, novembro 24, 2010

Se a saudade me apertar

Nora Ney
Se a saudade me apertar (samba, 1955) - Ataulfo Alves e Jorge de Castro

Título da música: Se a saudade me apertar / Gênero musica: Samba / Intérprete: Nora Ney / Compositores: Alves, Ataulfo - Castro, Jorge de / Acompanhamento Alves, Ataulfo - Pastoras / Gravadora Continental / Número do Álbum 17065 / Data de Gravação 1954-1955 / Data de Lançamento 01/1955 / Lado B / Disco 78 rpm:


Vai, segue o teu caminho / Eu seguirei o meu
Se a saudade me apertar / Morro de dor
Mas não vou te procurar

Vai, segue o teu caminho / Eu seguirei o meu
Se a saudade me apertar / Morro de dor
Mas não vou te procurar

Meu coração já não me quer / Eu não devo insistir
Vai te embora, se quiser / O amor é muito bom
Quando é dado sem pedir

Vai, segue o teu caminho / Eu seguirei o meu
Se a saudade me apertar / Morro de dor
Mas não vou te procurar

Meu coração já não me quer / Eu não devo insistir
Vai te embora, se quiser / O amor é muito bom
Quando é dado sem pedir

Eu não sabia

Anjos do Inferno
Eu não sabia (samba, 1943) - Jorge de Castro e Ataulfo Alves

Título da música: Eu não sabia / Gênero musical: Samba / Intérprete: Anjos do Inferno / Compositores: Alves, Ataulfo - Castro, Jorge de / Gravadora Columbia / Número do Álbum 55448 / Data de Gravação 00/1943 / Data de Lançamento 00/1943 / Lado B / Disco 78 rpm:


Juro que sou inocente / Eu não sabia
Que esta mulher lhe pertencia
Além de tudo / Foi um simples cumprimento
Não há razão / Pra tanto aborrecimento

Juro que sou inocente / Eu não sabia
Que esta mulher lhe pertencia
Além de tudo / Foi um simples cumprimento
Não há razão / Pra tanto aborrecimento

Escute aqui / Ouça bem, meu camarada
Mulher séria não enxerga / Não fala
E nem ouve nada / Dessa maneira
Você vai fazer asneira / Pela sua companheira
Que, afinal / Não é tão boa assim
Meu grande amigo / Tenha mais calma
E vai dormir...

sábado, outubro 04, 2008

Vai na paz de Deus

Dalva de Oliveira
Vai na paz de Deus (samba, 1953) - Ataulfo Alves e Antônio Domingos

Disco 78 rpm / Título: Vai na paz de Deus / Autoria: Domingues, Antônio (Compositor) / Alves, Ataulfo, 1909-1969 (Compositor) / Dalva de Oliveira (Intérprete) / Orquestra (Acompanhante) / Imprenta [S.l.]: Odeon, 1952 / Nº Álbum 13382 / Gênero: Samba


Vai na paz de Deus
Não devo impedir
Sei que os olhos meus
Vão reclamar
Vão te seguir

(bis)

Sei que a tua ausência
Vai causar, meu padecer
Mas com paciência
Poderei te esquecer

quarta-feira, setembro 17, 2008

Errei sim

Dalva de Oliveira
Errei sim (samba-canção, 1950) - Ataulfo Alves - Intérprete: Dalva de Oliveira

Disco 78 rpm / Título da música: Errei sim / Ataulfo Alves, 1909-1969 (Compositor) / Dalva de Oliveira (Intérprete) / Osvaldo Borba e Sua Orquestra (Acomp.) / Gravadora: Odeon / Gravação: 17/07/1950 / Lançamento: 09/1950 / Nº do álbum: 13039 / Nº da matriz: 8728 / Gênero musical: Samba canção / Coleções de origem: Robespierre Martins Teixeira, Nirez, José Ramos Tinhorão, Humberto Franceschi


Errei sim
Manchei o teu nome
Mas foste tu mesmo
O culpado
Deixavas-me em casa
Me trocando pela orgia
Faltando sempre
Com a tua companhia.

Lembra-te, agora, que não é

Só casa e comida
Que prende por toda a vida
O coração de uma mulher.

As jóias que me davas
Não tinham nenhum valor
O mais caro me negavas
Que era todo o teu amor,
Mas, se existe ainda
Quem queira me condenar
Que venha logo
A primeira pedra
Me atirar.



Fontes: Discografia Brasileira - IMS; Instituto Moreira Salles.

quinta-feira, agosto 28, 2008

Pavio da verdade

Déo
Pavio da verdade (samba, 1949) - Ataulfo Alves e Américo Seixas - Intérprete: Déo

Disco 78 rpm / Título da música: Pavio da verdade / Américo Seixas (Compositor) / Ataulfo Alves, 1909-1969 (Compositor) / Déo (Intérprete) / Cópia e Sua Orquestra (Acomp.) / Gravadora: Continental / Gravação: 1949 / Lançamento: 05/1949 / Nº do Álbum: 16040 / Nº da Matriz: 2052 / Gênero musical: Samba / Coleções de origem: IMS, Nirez


Pouco importa que me chame
De cruel, até de infame
Ou seja lá do que for
É despeito, eu compreendo
O pior é andar dizendo
Que já foi o meu amor

Gente assim da sua espécie
O desprezo é o que merece
Como você mereceu
Não me lance desafio
Você sabe que o pavio
Da verdade tenho eu

Do contrário qualquer dia
A tua biografia
Vai sair com nitidez
Porque não é com lirismo
Que se descreve o cinismo
De quem sabe o mal que fez

Veja lá se não me obriga
A desfazer tanta intriga
E provar por A mais B
Num puro e simples exame
Quem já fez papel infame
Se fui eu ou foi você . . .



Fontes: Discografia Brasileira - IMS; Instituto Moreira Salles.