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segunda-feira, janeiro 29, 2018

Dick Farney - Principais interpretações

O cantor, pianista e compositor Dick Farney, em foto de 1969.














Uma loura - Dick Farney


Uma Loura (samba-canção 1951) - Hervé Cordovil - Interpretação: Dick Farney

LP Dick Farney Show / Título da música: Uma Loura / Hervé Cordovil (Compositor) / Dick Farney (Intérprete) / Gravadora: RGE / Ano: 1961 / Nº Álbum: XRLP 5101 / Lado A / Faixa 2 / Gênero musical: Samba-canção.


Tom: Am7

Intro: A7M D7M Dm Bm5-/7 E7 E7/13  

A7M                     C#m5-/7  F#7  
Todos nós temos na vida  
      F#m7          B7  
Um caso, uma loura  
   Bm7  E7  
Você   
               A   G#m5-/7  C#7  
Você também tem 

       Ebm5-/7     G#7/13-         C#m7  
Uma loura é um frasco de perfume  
         C#m5-/7  F#7 F#7/13-  
Que evapora ...  
           Bm7 Dm                           Bm7  E7  
É o aroma ...               de uma pétala de flor  
    A7M                           Dm7  E7/9  
Espuma fervilhante de champanhe  
           A7M          F#m7          B7/13  
Numa taça muito branca de cristal  
       D7M         Dm   E7/9  
É um sonho, um poema!  

     A7M  G7     F#7  
Você já teve na vida  
     F#m7          B7  
Um, caso, uma loura  
      Bm7  E7  
Pois eu  
                  A  
Pois eu, tive também! .... 

sexta-feira, junho 28, 2013

Carlos Machado

Carlos Machado - 1953
Carlos Machado (José Carlos Penafiel Machado), produtor, dançarino e mestre de  cerimônia, nasceu em Porto Alegre, RS, em 16/03/1908, e faleceu no Rio de Janeiro, RJ, em 05/01/1992. Nascido em família rica, fez o curso primário em colégio de freiras e o secundário em escola jesuíta. Ficou órfão de mãe com apenas um ano de idade sendo então criado pela avó. Desde cedo começou a levar uma intensa vida boêmia ficando conhecido como o "Machadinho de Porto Alegre".

Acabou involuntariamente participando da Revolução de 1930, quando remava no rio Guaíba e deu-se início ao conflito na cidade de Porto Alegre. Quando passava em frente ao quartel general do exército lá localizado foi chamado pelo tenente João Alberto que o aconselhou a lá se abrigar, o que acabou por transformá-lo em voluntário das forças rebeldes. Por conta disso seguiu para o Rio de Janeiro como amanuense. Na então capital federal passou a se envolver em intensa vida boêmia. Em 1931, ganhou a fortuna de 30 contos de réis na roleta e decidiu então viajar para Paris.

Chegou em Paris em 1932, e inicialmente passou a levar a vida boêmia a que já estava acostumado. Dois anos depois, como era bom dançarino, acabou convidado pelo cubano Orefiche diretor da Lena Cuban Boys a se apresentar dançando rumba. Iniciava-se aí sua carreira de dançarino.

Em 1935, foi contratado para atuar no cassino de Paris dançando num espetáculo do qual participava o cantor francês Maurice Chevalier. Em 1936, foi convidado pela cantora e dançarina Mistinguette, a maior figura do music-hall francês, para atuar com ela no musical Refrains de Paris. No mesmo ano, atuou no filme francês Jeune-Fille d'Occasion.

Em 1938, atuou no espetáculo Féerie de Paris que se constituiu em um grande sucesso. Por essa época além de dançarino passou a ser também diretor de produção da companhia de Mistinguette.

Em 1939, retornou ao Brasil de passagem para Buenos Aires onde se apresentou com a companhia de Mistinguette. Voltou novamente ao Brasil quando descobriu que se encontrava com tuberculose o que interrompeu sua carreira de dançarino. Ainda em 1939, convidou o pianista argentino Roberto Cesari e o pandeirista brasileiro Russo do Pandeiro para formar uma nova orquestra na qual o pianista Roberto Cesari seria o diretor artístico e ele o animador, diretor artístico e relações públicas. Como nunca havia estudado música e nem era, portanto, um maestro, ia aos ensaios no Dancing El Dorado e decorava os arranjos e orquestrações para então "dirigir" o conjunto auxiliado pelo seu ritmo de bailarino.

Em dezembro de 1939, estreou no Tênis Clube de Petrópolis a Orquestra de Carlos Machado e seus Brazilian Serenaders que incluiu entre seus participantes alguns dos mais importantes músicos brasileiros como Russo do Pandeiro, Fafá Lemos, Laurindo de Almeida, Dick Farney, Nicolino Cópia, o Copinha, e outros. Com sua orquestra apresentou-se nos principais cassinos brasileiros da época como o Cassino da Urca, Icaraí e outros. Nesses espetáculos sua orquestra lançou sucessos como Ai, que saudades da Amélia, de Ataulfo Alves e Mário Lago; Atire a primeira pedra, de Ataulfo Alves; Praça Onze, de Herivelto Martins e Grande Otelo; Nega do cabelo duro; O cordão dos puxa-sacos; Maria Candelária, e outros.

Em 1942, foi a primeira orquestra brasileira a tocar o hoje clássico natalino White Christmas. Com sua orquestra, em especial em espetáculos no Cassino da Urca, acompanhou artistas como Grande Otelo, Marlene, Emilinha Borba, Virginia Lane, Loudinha Bittencourt, Linda Batitsa, Dircinha Batista e Heleninha Costa.

Em 1946, com a decretação do fechamento dos cassinos pelo presidente Dutra sua orquestra chegou ao fim. No mesmo ano foi convidado a trabalhar como diretor artístico no Restaurante e Boate da Praia Vermelha. Contratou então o pianista Benê Nunes e a cantora Marlene para lá se apresentarem.

Em 1947, assumiu o cargo de diretor artístico da boate Night and Day situada na Cinelânida, centro do Rio de Janeiro, que marcou época na noite carioca lá tendo se apresentado, entre outros, astros internacionais como Xavier Cugat e sua orquestra; Tommy Dorsey; Carmen Cavalaro; Amália Rodrigues, Josephine Baker; Charles Trenet; Pedro Vargas; Jean Sablon e outros. No ano seguinte, inaugurou a boate Monte Carlo. Com ele trabalharam na Boate Monte Carlo nomes como Jean D'Arco; Chiquinho do Acordeom; Chuca Chuca; Djalma Ferreira; Helena de Lima; Dick Farney e Fafá Lemos.

Em 1953, inaugurou na Praia Vermelha a boate Casablanca, cujo primeiro espetáculo foi Clarins em fá - Uma homenagem do carnaval carioca aos ídolos que o consagraram e dele fizeram parte Linda Batista e Ataulfo Alves e suas pastoras, sendo a direção musical e artística de Britinho e Paulo Soledade. Nesse ano, montou o espetáculo Esta vida é um carnaval que pela primeira vez colocou no palco de uma boate integrantes de uma escola de samba, no caso, passistas da Escola de Samba Império Serrano.

Carlos Machado - 1957
Em 1955, com o fechamento das boates Casablanca e Vogue passou a atuar no Night and Day. No mesmo ano foi escolhido pela Associação Brasileira de Críticos Teatrais como o melhor produtor do ano. No ano seguinte montou um dos maiores espetáculos de sua carreira, Banzo-aiê, título sugerido por Ary Barroso. No mesmo ano, levou mais de trinta artistas brasileiros, entre os quais a cantora Marlene e o cantor Roberto Audi, para apresentações no Knickbocker's Ball no Star-Light do Waldorf Astoria de Nova York.

Em 1958, homenageou o compositor Ary Barroso com o espetáculo Mister Samba que apresentou cerca de 40 composições de Ary Barroso, entre as quais É luxo só, feita especialmente para aquele espetáculo, do qual participaram o meaestro Guio de Moraes, Jean D'Arco, Elizeth Cardoso, Aurora Miranda e Grande Otelo.

Em 1960, montou no Night and Day o espetáculo Festival escrito especialmente para a atriz Bibi Ferreira. No mesmo ano, estreou na famosa casa de espetáculos de Nova York Radio City Music Hall, o espetáculo Brasil,  que contou com as presenças de Russo do Pandeiro, Conjunto Farroupilha e Nelson Gonçalves. No ano seguinte, adquiriu a boate Fred's e no mesmo ano lá montou o espetáculo Rio Boa-Pinta escrito por Luiz Peixoto e Chianca de Garcia, e cujos nomes principais foram Grande Otelo e Elza Soares.

Em 1963, na mesma boate montou o espetáculo Chica da Silva 63. No mesmo ano, apresentou no Goldem Room do Copacabana Palace aquele que seria um de seus maiores espetáculos, O teu cabelo não nega, uma homenagem ao compositor Lamartine Babo. Em 1964, apresentou no México os espetáculos Samba, carnaval y mujer e Rio, ciudad Maravillosa, que foram apresentados nas boates Señorial, Teatro Blanquita, Teatro Playa de Hornos e na televisão mexicana.

Em homenagem ao quarto centenário de fundação da cidade do Rio de Janeiro apresentou, em 1965, o show Rio de 400 janeiros com arranjos e regência do maestro Lindolpho Gaya. A trilha sonora desse show foi lançada em LP pelo selo Elenco.

Em 1966, montou aquele que seria o maior sucesso da boate Fred's, o espetáculo As Pussy Pussy Cats, no qual o conjunto Os Originais do Samba lançou o Samba do crioulo doido, de Sérgio Porto. Pouco depois lá foi apresentado o espetáculo Otelo é grande uma homenagem ao ator Grande Otelo.

Após alguns anos afastado dos espetáculos, voltou em 1973, e montou aquele que seria um des seus shows de maior sucesso, Hip! Hip! Rio!, que bateu todos os records de público na boate Night and Day sendo assistido por mais de 26 mil pessoas num local que tinha capacidade para apenas 250 assistentes.

Em 1976, produziu e dirigiu aquele que seria seu último grande espetáculo, o show O Rio amanheceu cantando, uma homenagem ao compositor Carlos Alberto Ferreira Braga o Braguinha, e dele particparam Elizeth Cardoso, MPB 4, Quarteto erm Cy e o cantor Sidney Magal, lançado nesse espetáculo.

Em 1978, lançou seu livro de memórias Carlos Machado apresenta - Memórias sem maquiagem. Por seus inúmeros shows, sempre de grande sucesso ficou conhecido como "O Rei da Noite". Faleceu em 1992, com 84 anos de idade.

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Fontes: Dicionário Cravo Albin da MPB; Museu da TV; Revista do Rádio.

domingo, janeiro 02, 2011

Casé

Casé
Casé (José Ferreira Godinho Filho), instrumentista, nasceu em Guaxupé, MG, em 3/8/1932, e faleceu em São Paulo, SP, em 30/11/1978. De família de músicos, começou aos dez anos a tocar bateria com o pai.

Em 1944, passou a tocar saxofone e clarineta. Em 1943, transferiu-se para a Usina Junqueira, perto de Ribeirão Preto SP, passando a trabalhar com a família na orquestra e na banda da cidade.

Dois anos depois, sempre acompanhando o pai, trabalhou em circos em São Paulo SP e em 1946 conheceu o maestro Francisco Dorce, que o levou a trabalhar em sua orquestra na Rádio Tupi, onde permaneceu por quatro anos e conheceu o clarinetista Antenor Driussi, com quem estudou instrumentação durante três anos.

Em 1950 passou a integrar o Conjunto do Betinho, na Rádio Excelsior, e, à noite, participava da orquestra de seu irmão Clóvis Eli. Nessa época iniciou seus dois anos de estudo de harmonia com o maestro Hans Joachim Koellreutter.

Em 1953 viajou pela Europa, tocando em várias cidades. De volta ao Brasil no ano seguinte, tocou ainda durante seis meses no Conjunto do Betinho. De 1954 a 1956 viveu em Assis SP e, novamente em São Paulo, começou a atuar em várias orquestras, tendo gravado pela primeira vez com a de Dick Farney, no LP I Festival de Jazz, da RGE. 

Levado por Roberto Corte Real para a Columbia, gravou várias músicas em 1957. Trabalhou e gravou com a orquestra de Sílvio Mazzuca do ano seguinte até 1961, quando formou o Casé e seu Conjunto, com Amílton Godói, Adílson Godói, Magrinho, Bill e Denise Dumont. O grupo foi desfeito cinco anos depois e ele se mudou para Poços de Caldas MG, trabalhando na orquestra do Palace Hotel, daquela cidade. 

No ano seguinte, de novo em São Paulo, trabalhou com o Jongo Trio, na Rhodia, e por ela excursionou em 1968 pela Europa, Uruguai e Argentina. Na volta, residiu quatro anos em São José do Rio Preto SP, atuando no conjunto de Renato Peres, e no início de 1975 retornou a São Paulo, atuando com vários grupos.

Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e Publifolha.

quarta-feira, outubro 06, 2010

Ser ou não ser

Dick Farney
Ser ou não ser (samba-canção, 1948) - José Maria de Abreu e Alberto Ribeiro - Intérprete: Dick Farney

Disco 78 rpm / Título da música: Ser ou não ser / Alberto Ribeiro, 1902-1971 (Compositor) / José Maria de Abreu, 1911-1966 (Compositor) / Dick Farney, 1921-1987 (Intérprete) / José Maria e Sua Orquestra (Acomp.) / Gravadora: Continental / Gravação: 24/05/1948 / Lançamento: 07/1948 / Nº do Álbum: 15916 / Nº da Matriz: 1858-R / Gênero musical: Samba canção / Coleções de origem: Robespierre Martins Teixeira, Nirez, Humberto Franceschi, IMS D


Ser ou não ser / Há de ser sempre, sempre / A questão
Ser ou não ser / Meu o teu coração...

Não vês que a indecisão / Me põe assim nesta aflição
E eu desejo conhecer / Se tu és minha ou não...

Ser ou não ser / Ó que dúvida minha, meu Deus
Ser ou não ser / E no entanto são teus

Os sonhos que vivi / E o meu coração
Ser ou não ser / Eis, amor, a questão...



Fontes: Discografia Brasileira - IMS; Instituto Moreira Salles.

terça-feira, setembro 16, 2008

Sempre teu

Dick Farney
Sempre teu (samba-canção, 1949) - José Maria de Abreu e Jair Amorim - Intérprete: Dick Farney

Disco LP 33 1/3 Alta Fidelidade / Título da música: Sempre teu / Jair Amorim (Compositor) / José Maria de Abreu, 1911-1966 (Compositor) / Dick Farney, 1921-1987 (Intérprete) / Gravadora: Odeon / Gravação: 1959 / Álbum: Atendendo A Pedidos / Nº Álbum: MOFB-3048 / Lado A / Faixa 5 / Gênero musical: Samba-canção



Gravação original de 1949:

Disco 78 rpm / Título da música: Sempre teu / José Maria de Abreu (compositor) / Jair Amorim (compositor) / Dick Farney (Intérprete) / Cópia e Sua Orquestra (Acomp.) / Gravadora: Continental / Gravação: 1949 / Lançamento: 07/1949 / Nº do Álbum: 16083 / Nº da Matriz: 2099 / Gênero musical: Samba canção / Coleção de origem: Nirez

Sempre teu
Eternamente teu
Este amor
É sempre o mesmo amor
Longe, buscando-te aflito

Em pensamento a te chamar
Perto querendo encontrar
Nos olhos meus, teu olhar

Tu não ves, porque não sabes ver
Tu não cres, porque não queres crer
Que ele é teu, todo teu
Para sempre teu
Um desejo que vive em mim
Na saudade que não tem fim

Tu não ves, porque não sabes ver
Tu não cres, porque não queres crer
Que ele é teu, todo teu
Para sempre teu
Um desejo que vive em mim
Na saudade que não tem fim



Fontes: Discografia Brasileira - IMS; Instituto Moreira Salles.

Ponto final

Dick Farney
Ponto final (samba-canção, 1949) - José Maria de Abreu e Jair Amorim - Intérprete: Dick Farney

Disco 78 rpm / Título da música: Ponto final / Jair Amorim (Compositor) / José Maria de Abreu, 1911-1966 (Compositor) / Dick Farney, 1921-1987 (Intérprete) / José Maria e Sua Orquestra (Acomp.) / Gravadora: Continental / Gravação: 24/05/1948 / Lançamento: 03/1949 / Nº do Álbum: 16008 / Nº da Matriz: 1857-R / Gênero musical: Samba canção / Coleções de origem: IMS, Nirez


Não me pergunte a razão
Não me atormente demais
Falo por meu coração
Tudo acabou... nada mais.

Sinto muito mulher, mas é tarde
Esta chama de amor, já não arde
Faça de conta que eu

Sou como alguém que morreu
Como a fumaça que passa e se esgarça no ar
No ar.

Uma história incolor foi aquela
Um capitulo a mais de novela
Nossa comédia acabou

Sem aplauso sequer
Quando o pano baixou
Numa cena banal
Pôs se um ponto final ...



Fontes: Discografia Brasileira - IMS; Instituto Moreira Salles.

quinta-feira, agosto 28, 2008

Olhos tentadores

Dick Farney
Olhos tentadores (samba, 1949) - Oscar Belandi e Chico Silva - Intérprete: Dick Farney

Disco 78 rpm / Título da música: Olhos tentadores / Chico Silva (Compositor) / Oscar Belandi (Compositor) / Dick Farney, 1921-1987 (Intérprete) / José Maria de Abreu e Sua Orquestra (Acomp.) / Gravadora: Continental / Gravação: 29/05/1948 / Lançamento: 03/1949 / Nº do Álbum: 16008 / Nº da matriz: 1868 / Gênero musical: Samba canção / Coleções de origem: IMS, Nirez


Não pensei que teus olhos
Fossem tão traidores
Não pensei que teus olhos
Me causassem dissabores
Não pensei que teus olhos
Transformassem o meu viver
Olhos negros, cruéis, tentadores
De mil amores que fazem sofrer.

Teu olhar sempre me fez sofrer
O sofrer faz parte do viver
De um olhar sempre vem o amor
Teu olhar causa ódio e dor
Traz loucura, prazer, tentação
Mas mesmo assim
Sofrendo enfim
É teu o meu coração...



Fontes: Discografia Brasileira - IMS; Instituto Moreira Salles.

quarta-feira, julho 30, 2008

Um cantinho e você

Dick Farney
Um cantinho e você (samba-canção, 1948) - José Maria de Abreu e Jair Amorim - Intérprete: Dick Farney

Disco 78 rpm / Título da música: Um cantinho e você / Jair Amorim (Compositor) / José Maria de Abreu, 1911-1966 (Compositor) / Dick Farney, 1921-1987 (Intérprete) / José Maria e Sua Orquestra (Acomp.) / Gravadora: Continental / Gravação: 04/06/1948 / Lançamento: 07/1948 / Nº do Álbum: 15916 / Nº da Matriz: 1878 / Gênero musical: Samba canção


Um cantinho e você
Uma rede e o luar
Uma vela a correr
Num pedaço de mar...

Na paisagem tranqüila
Um sussurro
E um beijo depois
Para nós dois...

Basta isso somente
E o que a gente não diz
Para um quadro feliz.

Um sorriso... um olhar...
Um aperto de mão
Todo um sonho a vibrar
Numa linda canção

Felicidade afinal
Vive do pouco que tem
Um cantinho e você
E mais ninguém !

Felicidade afinal
Vive do pouco que tem
Um cantinho e você
E mais ninguém !



Fontes: Discografia Brasileira - IMS; Instituto Moreira Salles.

sexta-feira, julho 18, 2008

Esquece

Dick Farney
Esquece (samba-canção, 1948) - Gilberto Milfont - Intérprete: Dick Farney

Disco 78 rpm / Título da música: Esquece / Gilberto Milfont (Compositor) / Dick Farney, 1921-1987 (Intérprete) / Betinho e Juvenal, Dick (Acomp.) / Gravadora: Continental / Gravação: 29/05/1948 / Lançamento: 07/1948 / Nº do Álbum: 15927 / Nº da Matriz: 1869 / Gênero: Samba-canção / Coleções de origem: IMS, Nirez


Esquece quem não te quis
Com outra serás feliz
O que ela fez contigo
Não se faz
Melhor será esquecer
Quem sempre te fez padecer
O que ela fez contigo
Foi demais.

Ouve o meu conselho
Com o novo amor
Essa malvada
Lhe esquecerá
Sufoca na garganta
Os teus doridos ais,
O que ela fez contigo
Não se faz !



Fontes: Discografia Brasileira - IMS; Instituto Moreira Salles.

sábado, abril 08, 2006

Dick Farney


Dick Farney (Farnésio Dutra e Silva), cantor, instrumentista e compositor, nasceu no Rio de Janeiro RJ (14/11/1921) e faleceu em São Paulo SP (4/8/1987). Ainda criança, iniciou-se no piano com o pai, aprendendo música erudita, e de sua mãe recebeu as primeiras noções de canto.


Aos 14 anos apresentou-se em rádio, no programa Picolino, de Barbosa Júnior, interpretando ao piano a Dança ritual do fogo, de le Manuel de Falla. Mais tarde interessou-se por música norte-americana e ingressou, como pianista, no conjunto Swing Maníacos, cujo baterista era seu irmão Cyll Farney. Com esse grupo, acompanhou Edu da Gaita na gravação de Canção da Índia de Nikolay Rimsky-Korsakov.

Em 1937 apresentou-se pela primeira vez, como cantor, no programa Hora Juvenil, da Rádio Cruzeiro do Sul, no Rio de Janeiro, interpretando Deep Purple (David Rose). No ano seguinte, César Ladeira lançou-o na Rádio Mayrink Veiga, na qual cantava músicas norte-americanas, acompanhando-se ao piano, em seu próprio programa: Dick Farney, sua Voz e seu Piano.

De 1941 a 1944, apresentou-se no Cassino da Urca, como integrante da Orquestra de Carlos Machado. Em 1944 passou para a orquestra de Ferreira Filho, com a qual fez, na Continental, a primeira gravação como cantor, interpretando o fox The Music Stopped (Rodgers e Hart), sucesso da trilha sonora do filme A !ua ao seu alcance (Higher and Higher, dirigido por Tim Whelan). Durante esse ano, e também pela Continental, foi o crooner de mais três discos de música norte-americana.

No início de 1946, assinou contrato como cantor com a Continental, que fançou sua primeira gravação de grande sucesso, o samba-canção Copacabana (João de Barro e Alberto Ribeiro), em um 78 rpm que trazia do lado B a canção Barqueiro do São Francisco (Alcir Pires Vermelho e Alberto Ribeiro). Apresentando-se no Copacabana Palace, no Rio de Janeiro, conheceu o pianista Eddie Duchin e o arranjador Bill Hitchcock; do encontro surgiu o convite para ir aos E.U.A. Ainda em 1946, viajou para New York, onde se apresentou com Nat King Cole, David Brubeck e Bill Evans, assinando contratos para voltar no ano seguinte.

Após curta permanência no Brasil, em fevereiro de 1947 voltou aos E.U.A., atuando durante 56 semanas em show dos cigarros Philip Morris, na rádio NBC, além de se apresentar em Chicago, San Francisco e Hollywood. Lançou também algumas músicas norte-americanas, pela Majestic Records, como a primeira versão de Tenderly (Walter Gross). Enquanto estava fora, a Continental lançou outras músicas que havia gravado antes de viajar: o grande êxito Marina (Dorival Caymmi), em 1947, e Um cantinho e você (José Maria de Abreu e Jair Amorim), em 1948.

Retornou ao Brasil no final de 1948 e apresentou-se com grande sucesso na boate Vogue, do Rio de Janeiro. No ano seguinte, gravou Nick 8 (Garoto e José Vasconcelos) e excursionou pela Argentina e Uruguai. Trabalhou no filme Somos dois (1950), de Milton Rodrigues, e, em 1951, lançou Uma loura (Hervé Cordovil). No ano seguinte gravou Alguém como tu (José Maria de Abreu e Jair Amorim). Participou dos filmes Carnaval Atlântida (1952), de José Carlos Burle, e Perdidos de amor (1953), de Eurides Ramos.

Ainda em 1953, gravou Sem esse céu e Ranchinho de palha (ambas de Luiz Bonfá). Em 1954 organizou o Dick Farney e seu Conjunto, em que tocava piano, e gravou na Continental o choro João Sebastião Bach (Dick Farney e Nestor Campos, guitarrista do conjunto); apresentou-se também no Copacabana Palace Hotel. No mesmo ano, gravou na Continental, em dupla com Lúcio Alves, Tereza da praia (Tom Jobim e Billy Blanco), que se tornou um dos maiores sucessos do momento. Ainda em 1954, participou da gravação do LP de dez polegadas Sinfonia do Rio de Janeiro (Tom Jobim e Billy Blanco).

Em 1956 organizou um quarteto de jazz, em que era o pianista, ao lado de Rubinho (bateria), Xu Viana (contrabaixo) e Casé (sax-alto). O grupo teve grande êxito, apresentando-se no teatro Municipal, do Rio de Janeiro, e gravando um LP na RGE. No início de 1957, retornou aos E.U.A., atuando durante um ano em New York, no Waldorf Astoria Hotel e no Shell Burn Hotel. Esteve também em Cuba, na República Dominicana, em Porto Rico e nas ilhas do Caribe.

De volta ao Brasil, em 1959 fez o Dick Farney Show, na TV Record, de São Paulo, e atuou no bar do Hotel Claridge, também na capital paulista. Ainda nesse ano, abriu a boate Farney's, na praça Roosevelt, em São Paulo. Em 1961 fechou a boate e organizou a Dick Farney e sua Orquestra, para tocar em bailes, dirigindo-a até 1965. Em 1964 lançou dois LPs pela RGE e, no ano seguinte, mais dois pela Elenco, sendo um deles junto com Norma Benguel. Ainda em 1965, participou da inauguração da TV Globo, do Rio de Janeiro, na qual, durante seis meses, ao lado de Betty Faria, apresentou o programa Dick e Betty 17.

Em 1968 apresentou-se em shows de televisão, em São Paulo e, em 1969, abriu a Farney's Inn, boate localizada na Rua Augusta. Atuou na boate Flag em 1971, ano em que formou um trio com Sabá (Sebastião Oliveira da Paz) no contrabaixo e Toninho (Antônio Pinheiro Filho) na bateria. Em 1972 assinou contrato com a Odeon e, no ano seguinte, iniciou temporada na boate Chez Régine, no Rio de Janeiro, que se estendeu por quase seis anos.

Em 1973 lançou pela EMI o LP Dick Farney. Em 1979, a RGE lançou, na série Retrospecto, a coletânea Dick Farney: o cantor, o pianista e o diretor de orquestra. No ano seguinte, passou a apresentar-se no restaurante Antonio's, no Rio de Janeiro. Em 1981, já afastado das casas noturnas, lançou o LP Dick Farney - Noite, pela etiqueta Som da Gente. Dois anos depois, pela mesma gravadora, saiu o LP Feliz de amor.

Algumas cifras e letras




















Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e Publifolha, SP, 1998.