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terça-feira, janeiro 30, 2018

Deus no céu e ela na terra - Carlos Galhardo

Carlos Galhardo
Deus no Céu e Ela na Terra (samba, 1940) - Wilson Batista e Marino Pinto - Intérprete: Carlos Galhardo

Disco 78 rpm / Título da música: Deus no Céu e Ela na Terra / Autoria: Pinto, Marino (Compositor) / Batista, Wilson, 1913-1968 (Compositor) / Carlos Galhardo, 1913-1985 (Intérprete) / Regional (Acompanhante) / Imprenta [S.l.]: Victor, 1940 / Nº Álbum 34643 / Gênero musical: Samba.



Eu sei
Que outra no meu lar
Não vai viver bem
Só ela
Conhece os meus defeitos
E as virtudes também
Por isso já mandei construir
Uma casinha na serra
Pra ela
É Deus no céu e eu na terra

Não existe ninguém perfeito
Quando se tem amizade
Desaparece o defeito
Eu finjo não saber que ela erra
Pra poder dizer:
Deus no céu e ela na terra

quinta-feira, outubro 04, 2012

Rubens Peniche

Rubens Peniche (Rubens Cardoso Peniche), cantor e compositor, nasceu em Santos, SP, em 19/4/1921. Cantou pela primeira vez com um conjunto regional na Rádio Clube de Santos.

Em 1939, estreou na Rádio Bandeirantes em São Paulo, no concurso do "Cantor misterioso", que foi ganho por Alvinho, marido da cantora Leny Eversong. Atuou em várias emissoras e cassinos. Compôs com o pseudônimo de Valtenir Pinto. Em 1944, gravou seu primeiro disco, na Continental, com as marchas Cirandinha e Se me queres mal, parcerias com Gentil de Castro.

Em 1945, gravou os samba Rei vagabundo, de Mário Rossi e Marino Pinto e Além do céu azul, de Mário Rossi e Tito Ramos, o fox Há muito tempo, de J. Kern e Ira Gershwin, com versão de Sivan Castelo Neto e as marchas Quando estás ao meu lado, de Aldo Cabral e Medeiros Neto e Verão do Brasil, de Denis Brean e Lupicínio Rodrigues.

Em 1946, gravou o samba Raridade, de Orlando Monello, Gentil Castro e R. Faraone e o choro Ciúmes, de David Raw e Sadi Cabral. Em 1947, gravou o samba Baliza da escola, de Raul Marques, Zé Luiz e Gentil Castro e o samba Cabelo branco, de Sátiro de Melo e Gastão Viana.

Em 1948, gravou as marchas "Princesa", de José Assad, o "Beduíno" e "Maria do requebrado", de Orlando Monello e Gentil Castro e os sambas "Que importa", de Osvaldo França e Francisco Lacerda e "Festa do povo", de Conde e Avaré.

Em 1950, gravou as marchas Lolita, a mazurca Dança da nobreza e a valsa Pique será, de José Assad, o Beduíno e Japonesa, de Juraci Rago e Paulo Queiroz. Nesse ano, gravou mais duas composições de José Assad, as marchas Eu sou o diabo, com Juraci Rago e Coringa.

Em 1951, gravou a valsa Duas lágrimas, de Antônio Rago e Ribeiro Filho e o bolero Voltar eu quero, de Juraci Rago e Reinaldo Santos. Em 1952, gravou a marcha Índia morena, de Osvaldo França e Blecaute e o samba Máscara de pano, de José Sacomani. Nesse ano, gravou os tangos Madressilva, de Canaro, Amadori e Juraci Rago e Silêncio, de Petarossi, Gardel, Le Pera e Alraqui.

Em 1953, gravou o pasodoble Não te posso querer, de C. Larrea e Juraci Rago e o samba-canção João Ninguém, de Sereno e Sacomani.

Discografia


1944 - A vingança do barrigudo / Duas mulheres • Continental • 78
1944 - Cirandinha / Se me queres mal • Continental • 78
1945 - Verão do Brasil / Falso maestro • Continental • 78
1945 - Rei vagabundo / Quando estás a meu lado • Continental • 78
1945 - Há muito tempo / Além do céu azul • Continental • 78
1945 - Culpa do destino / Eu vi você • Continental • 78
1945 - Céu aberto / Quem gosta de mim • Continental • 78
1946 - Raridade / Ciúmes • Continental • 78
1946 - Salão dos beneditos / O homem não deve chorar • Continental • 78
1946 - Beduína / Pobre louca • Continental • 78
1947 - Baliza da escola / Cabelo branco • Continental • 78
1947 - Sacrifício / Seis anos atrás • Continental • 78
1948 - Princesa / Que importa • Continental • 78
1948 - Maria do requebrado / Festa do povo • Continental • 78
1950 - Lolita / Japonesa • Continental • 78
1950 - Dança da nobreza / Pique será • Continental • 78
1950 - Coringa / Eu sou o diabo • Continental • 78
1951 - Duas lágrimas / Voltar eu quero • Continental • 78
1951 - Casamento? Não!... / Enche o copo • Continental • 78
1952 - Índia morena / Máscara de pano • Continental • 78
1952 - Madressilva / Silêncio • Todamérica • 78
1953 - Não te posso querer / João Ninguém • Continental • 78

Fonte: Dicionário Cravo Albin da MPB.   

terça-feira, setembro 25, 2012

Marta Mendonça

Marta Mendonça (Irenice Mendonça Ferreira), cantora, nasceu em Uberaba, MG, em 16 de fevereiro de 1940. De estilo romântico, gravou em 1961, com a orquestra de Élcio Alvarez, o bolero Tu sabes (Joaquim Taborda) e a guarânia Voltei meu amor (Alberto Roy e Tony Freddy).

No mesmo ano, gravou com o regional de Poly os sambas Nosso lar (Miranda e Maio) e Quanto mais se vive, mais se aprende, (Alberto Roy e Paulo Rogério). Gravou ainda pela Chantecler o LP Marta Mendonça Maravilhosa no qual interpretou boleros e baladas, tais como Saudade mesmo (Silveira Miranda, Umberto Silva e Luis Mergulhão), Por favor lhe peço (Marino Pinto e Felisberto Martins), Quatro paredes e seu retrato (Benedito da Silva e Minino Jim), Canção sem rimas (Miranda, Maio e Sidney Morais), entre outras canções.

Em 1962, gravou com a orquestra de Élcio Alvarez a balada Souvenir de amor (Leonard Marker e José Fortuna) e os boleros Por favor lhe peço (Marino Pinto e Felisberto Martins), Se Deus quiser (Joaquim Taborda) e Quatro paredes e seu retrato (Benedito da Silva e Mínimo Jim). Gravou o bolero Amo em segredo (Sérvulo Odilon e Fernando César) e a balada Ave Maria dos namorados (Evaldo Gouveia e Jair Amorim).

No mesmo ano, lançou pela Continental com acompanhamento de Élcio Alvarez e sua orquestra os boleros Escândalo (Rubens Fuentes e Rafael Cardenas) e Recriminação (Arias e Yoni), ambos com versão de Teixeira Filho. Também nesse ano, participou da coletânea Buquê de sucessos lançada pela Continental. Nesse mesmo período, representou os artistas paulistas em show no programa César de Alencar na Rádio Nacional em homenagem ao cantor Altemar Dutra.

Em 1963, gravou pela Chantecler a guarânia Junto de ti (Florentin Gimenez e Bem Mollar) com versão de Paulo Rogério, o tango A última carta (Paulo Rogério) e os boleros Foi contigo (Lúcio Cardim) e A mesma Ave Maria (Toso Gomes e Antônio Correia). Ainda nesse ano, lançou pela Chantecler seu segundo LP intitulado Teu adeus, no qual cantou entre outras, as músicas Junto de ti (F. Gimenez e B. Molar) com versão de Paulo Rogério, Alguém que eu desejo (Irany de Oliveira e Getúlio Macedo), Canção de um triste (Paulo Rogério e Odair Marsano), A última carta (Paulo Rogério), Teu adeus (H. Giraund, Dorsey e P. Nóe) com versão de Fred Jorge, e o clássico Samba em prelúdio (Baden Powell e Vinicius de Moraes).

Ainda nesse período participou de duas coletâneas lançadas pela Chantecler com artistas da gravadora e intitulada Eles e o sucesso, em dois volumes interpretando no primeiro a balada Última Carta (Paulo Rogério) e no segundo o bolero Foi Contigo.

Em 1964, partcipou do volume cinco da coletânea Eles e o sucesso da gravadora Chantecler cantando Eu amo tu amas (Carlos Cruz e Almeida Rego). No mesmo ano, gravou o LP Kimi Koish interpretando Saudade de você (Kimi Koishi), de H. Sakao, uma versão de Teixeira Filho para uma música japonesa de sucesso na época, Palavras só palavras (Antônio Correia e Toso Gomes), Serenata do meu pranto (Paulo Rogério), Prece a quem não volta e Foi contigo (Lúcio Cardim) e Que queres tu de mim, e Somos iguais (Evaldo Gouveia e Jair Amorim).

Em 1968, já na Odeon, lançou LP com composições de novos autores como Com açúcar com afeto (Chico Buarque), e Saudade e Quero saber quem foi (Sergio Reis), além de Olhe o tempo passando (Dolores Duran e Édson Borges). Gravou também boleros como Renúncia de amor com versão de Julio Carlos, Superstição (Portinho e Falcão), Aquele Senhor (Armando Manzanero) e Vamos suportar-nos (Luis Demetrio). No mesmo ano, participou do LP Canta Brasil lançado pela Odeon com a presença de diversos cantores em tributo ao compositor David Nasser.

Em 1971, lançou pela Odeon o LP Dentro da noite no qual registrou clássicos como Amendoim torradinho (Henrique Beltrão) e Solidão (Dolores Duran), entre outros.

Depois de alguns anos sem gravar, lançou novo LP pela 3M em 1987, registrando composições de autores que na época começavam a se destacar no universo sertanejo como Vou buscar você (Antônio Luis e Elias Muniz), Dois estranhos (Joel Marques), Caminhos (César Augusto e Antônio Hernandes), Caminhos da paixão (Elias Muniz e Antônio Luis), Esse cara (Carlos Randall), Trapaça e Minha maneira de ser, versões de Neil Bernardes para composições de Terry Winter, e Cantando a esperança (Eunice Barbosa, Antônio Luis e Billy).

Em mais de 25 anos de carreira gravou oito disco em 78 rpm e mais seis LPs pelas gravadoras Odeon, Continental e Chantecler.

Discografia

1961 - Marta Mendonça Maravilhosa • Chantecler • LP
1961 - Nosso lar/Quanto mais se vive, mais se aprende • Chantecler • 78
1961 - Tu sabes/Voltei meu amor • Chantecler • 78
1962 - Escândalo/Recriminação • Continental • 78
1962 - Amo em segredo/Ave Maria dos namorados • Chantecler • 78
1962 - Se Deus quiser/Quatro paredes e seu retrato • Chantecler • 78
1962 - Souvenir de amor/Por favor lhe peço • Chantecler • 78 
1963 - Junto de ti • Chantecler • LP 
1963 - Foi contigo/A mesma Ave Maria • Chantecler • 78
1963 - Junto de ti/A última carta • Chantecler • 78
1964 - Kimi Koish • Chantecler • LP 
1968 - Martha Mendonça • Odeon • LP
1971 - Dentro da noite • Odeon • LP
1987 - Marta Mendonça • 3M • LP    

Fontes: Wikipédia; Revivendo Músicas - Biografias; Dicionário Cravo Albin.

sábado, dezembro 18, 2010

Bons tempos aqueles

Nelson Gonçalves

Bons tempos aqueles (samba, 1950) - Adollar e Marino Pinto - Intérprete: Nelson Gonçalves

Disco 78 rpm / Título da música: Bons tempos aqueles / Adollar (Compositor) / Marino Pinto (Compositor) / Nelson Gonçalves (Intérprete) / Orquestra (Acompanhamento) / Gravadora RCA Victor / Número do Álbum: 800673 / Data de Gravação: 05/06/1950 / Data de Lançamento: 08/1950 / Lado A / Gênero musical: Samba



Bons tempos aqueles
Em que ela me cercava de carinho
Bons tempos aqueles
Ela e eu no mesmo ninho

Bons tempos aqueles
Quando o amor ainda estava
No começo
Bons tempos aqueles
Que o destino destruiu
Mas não esqueço

Bons tempos aqueles
Em que tudo era alegria
E a vida pra nós dois
Era adorável fantasia

Pra você talvez não faça diferença
Mas em meu peito reside a descrença
Já não sei o que é sonhar
Já não posso mais amar
E você pertence ao rol
Das criaturas que preferem aventuras
Que preferem variar...

Bons tempos aqueles
Quando o amor ainda estava
No começo
Bons tempos aqueles
Que o destino destruiu
Mas não esqueço

Bons tempos aqueles
Em que tudo era alegria
E a vida pra nós dois
Era adorável fantasia

sexta-feira, dezembro 10, 2010

Segredo

Herivelto Martins
Lançado por Dalva de Oliveira em julho de 47 e, um mês depois, por Nelson Gonçalves, "Segredo" se tornou um dos maiores sucessos do ano. Sucesso, aliás, que contribuiu para popularizar a expressão "O peixe é pro fundo das redes, segredo é pra quatro paredes", citada na primeira parte: "Seu mal é comentar o passado / ninguém precisa saber o que houve entre nós dois / o peixe é pro fundo das redes...".

De estilo dramático/sentimental, como tantos outros sambas que integram a vertente principal da obra de Herivelto Martins, "Segredo" tem segunda parte de Marino Pinto, feita a pedido de Dalva. "O Marino fez aqueles versos à minha revelia" - esclarece Herivelto - "mas, ficaram tão bons que aceitei imediatamente".

Disco 78 rpm / Título da música: Segredo / Herivelto Martins (Compositor) / Marino Pinto (Compositor) / Nelson Gonçalves (Intérprete) / Zaccarias e Sua Orquestra (Acomp.) / Gravadora RCA Victor / Nº Álbum: 800520-A / Nº Matriz: S-078755-2 / Data de Gravação: 30/05/1947 / Data de Lançamento: Agosto/1947 / Gênero musical: Samba-canção



Segredo (samba-canção, 1947) - Herivelto Martins e Marino Pinto - Intérprete: Nelson Gonçalves

---------A --------------------Ab7
Seu mal é comentar o passado
---------A ------------Gb7
Ninguém precisa saber
-----------Bm---- Gb7---- Bm
O que houve entre nós dois
-------D--------------------- Dm
O peixe é pro fundo das redes
------A ---------------------Gb7
Segredo é pra quatro paredes
---------Bm------------------ E7
Não deixe que males pequeninos
------------------A-------------------- Gb7
Venham transformar os nossos destinos

-------D --------------------Dm
O peixe é pro fundo das redes
-------A-------------------- Gb7
Segredo é pra quatro paredes
------Bm ---------------E7
Primeiro é preciso julgar
---------------------A
Pra depois condenar

------E------------------------------ A
Quando o infortúnio nos bate à porta
---------A7 -----------------D
E o amor nos foge pela janela
---------Eb0-------- A-------- Gb7
A felicidade para nós está morta
----------B7--------------- E7
E ninguém pode viver sem ela
----D ------------Eb0 ----------A--------- Gb7
Para o nosso mal não há remédio, coração
------------------Bm------- E7-------- A
Ninguém tem culpa da nossa desunião


Fonte: A Canção no Tempo - Vol. 1 - Jairo Severiano e Zuza Homem de Mello - Editora 34.

terça-feira, dezembro 07, 2010

É sempre bom

Nelson Gonçalves

É sempre bom (samba, 1945) - Marino Pinto e Valdemar Gomes - Intérprete: Nelson Gonçalves

Disco 78 rpm / Título da música: É sempre bom / Marino Pinto (Compositor) / Valdemar Gomes (Compositor) / Nelson Gonçalves (Intérprete) / Benedito Lacerda e Seu Regional (Acomp.) / Gravadora RCA Victor / Número do Álbum: 800311 / Matriz: S-078173 / Data de Gravação: 25/04/1945 / Data de Lançamento: Setembro/1945 / Lado: B / Gênero musical: Samba



É sempre bom / A gente ter a quem amar
É sempre bom / A gente às vêzes ter que chorar
É sempre bom / Fazer o coração sofrer
Pois viver no sofrimento / É uma forma de viver
Não há no mundo / Quem possa viver em paz
Não amar é sofrer / Amar é sofrer muito mais

Faz mais ou menos um ano
Que eu tive um desengano
Ao perder o meu amor
Sofro ainda bastante
Relembrando aquele instante
De tristeza e de dor

Eu não podia jamais acreditar
Que ela fosse capaz de me deixar
Mas mesmo assim eu confesso
É sempre bom a gente amar!

Não há no mundo / Quem possa viver em paz
Não amar é sofrer / Amar é sofrer muito mais

sexta-feira, novembro 26, 2010

Também tenho coração

Carlos Galhardo
Também tenho coração (samba, 1946) - Jorge de Castro e Marino Pinto

Disco 78 rpm / Título: Também tenho coração / Autoria: Castro, Jorge de (Compositor) / Pinto, Marino (Compositor) / Carlos Galhardo, 1913-1985 (Intérprete) / Imprenta [S.l.]: RCA Victor, 1946 / Nº Álbum 800426 / Lado B / Gênero: Samba /

Eu também tenho um coração / Dentro do peito
Eu também sei amar / Eu sei até perdoar
Mas também sei dar o desprezo / A quem merece
Quem é maltratado / Da dor, não esquece

Que mal eu fiz / Pra ser assim martirizado
Que mal eu fiz, meu Deus / Pra ser assim castigado
Vem desde o teu amor / Mas não importa
Quando te arrependeres / Vem bater na minha porta

Um castigo, tarda / Mas não falta
A ingratidão / Não fica impune
Quando a saudade / Invadir teu coração
Não poderás / Esconder o teu ciúme

Eu também tenho um coração / Dentro do peito
Eu também sei amar / Eu sei até perdoar
Mas também sei dar o desprezo / A quem merece
Quem é maltratado / Da dor, não esquece

segunda-feira, novembro 03, 2008

Sucedeu assim



Sucedeu assim (samba-canção, 1957) - Tom Jobim e Marino Pinto - Interpretação: Sylvia Telles

Disco LP 10" 33 1/3 rpm / Título da música: Sucedeu assim / Jobim, Antônio Carlos (Compositor) / Pinto, Marino (Compositor) / Telles, Silvia (Intérprete) / Imprenta [S.l.]: Odeon, 1957 / Nº Álbum MOB-3076 / Gênero musical: Samba-canção.


Tom: C 
[Intro]  Dm7 A7(9-)
 
Dm7    A7(9-)           Dm7   G7(9)
Assim        Começou assim
                Dm7
Uma coisa sem graça
                G7(9)
Coisa boba que passa
                  Em     Dm7   A7
Que ninguém percebeu não
      Dm7   A7(9-)
Assim...
               Dm7   G7(9)
Depois ficou assim
                 Dm7
Quis fazer um carinho
               G7(9)
Receber um carinho
             E7   F7  E7
E você percebeu

F7M                  F#m11
Fez-se uma pausa no tempo
   C/G                 Am7
Cessou todo o meu pensamento
    D7
E como acontece uma flor
    E9-/G
Também acontece o amor
    Dm7 A7(9-)           Dm7   G7(9)
Assim,         sucedeu assim...

                Dm7
E foi tão de repente
                 G7(9)
Que a cabeça da gente
            E7   F7   E7
Vira só coração
F7M           F#m11
Não poderia supor
       C/G                 Am7
Que o amor nos pudesse prender
   Dm7                     E9-/G
Abriu-se em meu peito um vulcão
             E5/C
E nasceu a paixão 

quinta-feira, agosto 28, 2008

Jacarepaguá

Vocalistas Tropicais
Jacarepaguá (marcha/carnaval, 1949) - Paquito, Romeu Gentil e Marino Pinto - Interpretação: Vocalistas Tropicais

Disco 78 rpm / Título da música: Jacarepaguá / Marino Pinto (Compositor) / Paquito (Compositor) / Romeu Gentil (Compositor) / Vocalistas Tropicais (Intérprete) / Conjunto Odeon (Acomp.) / Gravadora: Odeon / Gravação: 21/10/1948 / Lançamento: 01/1949 / Nº do Álbum: 12893 / Nº da Matriz: 8427 / Gênero musical: Marcha / Coleções de origem: IMS, Nirez


É hoje, que eu vou me acabar
Com chuva ou sem chuva, eu vou pra lá
Eu vou, eu vou, pra Jacarepaguá
Mulher é mato, e eu preciso me arrumar.

(bis)

Copacabana tem
Romances ao luar
Em Paquetá também
A gente pode amar
Porém o lugar neste mundo, maior é pra mim
Jacarepaguá.


Fontes: Discografia Brasileira - IMS; Instituto Moreira Salles.

quinta-feira, abril 24, 2008

Cidade do interior

Aracy de Almeida
Cidade do interior (samba-canção, 1947) - Marino Pinto e Mário Rossi - Intérprete: Araci de Almeida

Disco 78 rpm / Título da música: Cidade do interior / Marino Pinto (Compositor) / Mário Rossi, 1911-1981 (Compositor) / Araci de Almeida, 1914-1988 (Intérprete) / Geraldo Medeiros e Seu Conjunto (Acomp.) / Gravadora: Odeon / Gravação: 03/02/1947 / Lançamento: 03/1947 / Nº do Álbum: 12767 / Nº da Matriz: 8182 / Gênero musical: Samba / Coleções de origem: IMS, Nirez


Cidade do interior
Tem a sua estação de trem
Um clube, a matriz, um jardim
E um baile mensal, familiar
Tem um cinema modesto
E um pequeno jornal
Que sai todo domingo
E quando é feriado nacional


Cidade do interior
Tem um grupo escolar também
E um rio que passa cantando
Espelhando o luar
E o ideal
Que todos tem no interior
É crescer e casar
Para saber o que é o amor.



Fontes: Discografia Brasileira - IMS; Instituto Moreira Salles.

terça-feira, março 25, 2008

Teleco-teco

Isaura Garcia
Teleco-teco (samba, 1942) - Murilo Caldas e Marino Pinto - Intérprete: Isaura Garcia

Disco 78 rpm / Título da música: Teleco teco / Marino Pinto (Compositor) / Murilo Caldas (Compositor) / Isaura Garcia (Intérprete) / Benedito Lacerda [1903-1958] e Seu Conjunto (Acomp.) / Gravadora: Columbia / Gravação: 27/04/1942 / Lançamento: 05/1942 / Nº do Álbum: 55344 / Nº da Matriz: 520-2 / Gênero musical: Samba / Coleções de origem: Nirez, José Ramos Tinhorão, Humberto Franceschi


Teleco-teco teco-teco teco-teco
Ele chegou de madrugada batendo tamborim
Teleco-teco teco teleco-teco
Cantando “Praça Onze”,
dizendo “foi pra mim”
Teleco-teco teco-teco teco-teco
Eu estava zangada e muito chorei
Passei a noite inteira acordada
E a minha bronquite assim comecei


“Você não se dá o respeito
Assim desse jeito, isso acaba mal
Voce é um homem casado
Não tem o direito de fazer carnaval”
Ele abaixou a cabeça, deu uma desculpa e eu protestei
Ele arranjou um jeitinho,
me fez um carinho e eu perdoei



Fontes: Discografia Brasileira - IMS; Instituto Moreira Salles.

sábado, março 22, 2008

Dolores

Anjos do Inferno
Dolores (samba/carnaval, 1942) - Alberto Ribeiro , Arlindo Marques Jr. e Marino Pinto - Intérprete: Anjos do Inferno

Disco 78 rpm / Título da música: Dolores / Alberto Ribeiro, 1902-1971 (Compositor) / Arlindo Marques Júnior (Compositor) / Marino Pinto (Compositor) / Anjos do Inferno (Intérprete) / Gravadora: Columbia / Gravação: 10/12/1941 / Lançamento: 01/1942 / Nº do Álbum: 55314 / Nº da Matriz: 484-2 / Gênero musical: Samba / Coleções de origem: Robespierre Martins Teixeira, Nirez, José Ramos Tinhorão, Humberto Franceschi


Aiai... aiai..., Dolores!

Foi ela o maior dos meus amores
Aiai... aiai..., Dolores
Razão do meu prazer, de minhas dores
Aiai... aiai..., Dolores
Eu com ela tive espinhos, tive flores

Aiai... aiai..., Dolores

Dei o meu sorriso à Leonor
Dei o meu olhar à minha atriz
À nenhuma delas dei amor
Com nenhuma delas fui feliz
Porque existe alguém
Que é o maior dos meus amores

Aiai... aiai...., Dolores!


Fontes: Discografia Brasileira - IMS; Instituto Moreira Salles.

sexta-feira, março 21, 2008

Preconceito

Orlando Silva
Preconceito (samba, 1941) - Wilson Batista e Marino Pinto - Intérprete: Orlando Silva

Disco 78 rpm / Título da música: Preconceito / Marino Pinto (Compositor) / Wilson Batista, 1913-1968 (Compositor) / Orlando Silva (Intérprete) / Regional (Acomp.) / Gravadora: Victor / Gravação: 28/07/1941 / Lançamento: 10/1941 / Nº do Álbum: 34817 / Nº da Matriz: S-052282 / Gênero musical: Samba

       G       A7    D 
Eu nasci num clima quente, 
      B7         Em 
Você diz a toda gente 
    A7               D 
Que eu sou moreno demais. 
         Em     A7     D 
Não maltrate o seu pretinho, 
                     E7 
Que lhe faz tanto carinho 
                       A7 
E no fundo é um bom rapaz. 
 
                    D 
Você vem de um palacete, 
       Am          Em 
Eu nasci num barracão, 
        A7        D 
Sapo namorando a lua 
      B7         Em 
Numa noite de verão. 
    G/A           G 
Eu vou fazer serenata, 
          A7        D 
Eu vou matar minha dor, 
     B7              Em 
Meu samba vai, diz a ela, 
                       A7 
Que o coração não tem cor. 
 
 
Eu nasci num clima quente... 
 
Você vem de um palacete.... 


Fontes: Discografia Brasileira - IMS; Instituto Moreira Salles.

domingo, abril 09, 2006

Marino Pinto

Marino Pinto (Marino do Espírito Santo Pinto), compositor e jornalista, nasceu em Bom Jardim RJ, em 18/7/1916 e faleceu no Rio de Janeiro RJ, em 28/1/1965. Filho de Diogo Feliciano Pinto, barbeiro que tocava violão e cantava nas horas vagas, foi para o Rio de Janeiro, em 1927, morar com um tio. No ano seguinte, ingressou no Ginásio São Bento, onde conheceu o músico Plácido Oliveira, seu grande incentivador. Nessa época fez sua primeira composição, Ilka, dedicada à namorada.


Em 1929, frequentando a Rádio Philips, tornou-se amigo do cantor Sílvio Caldas e da cantora Sônia Barreto. Em 1934 entrou na Faculdade de Direito, onde conheceu J. Maia, autor de teatro musicado, e o caricaturista Ozon, com os quais passou a freqüentar o meio jornalístico e o Café Nice, ponto de reunião dos artistas, tornando-se amigo dos grandes compositores da época, entre os quais Orestes Barbosa, Custódio Mesquita, Jorge Faraj e Mário Lago. Nessa época, trancou a matrícula na faculdade e começou a trabalhar no jornal Avante.

Em 1936, foi credenciado pelo jornal O Globo como seu representante na assembléia legislativa do Rio de Janeiro e, nessa função, conheceu o então interventor Ernâni do Amaral Peixoto, de quem se tornou amigo. Trabalhou depois nos jornais A Pátria, A Nação, O Mundo e A Nota e nas sucursais da Folha de S. Paulo.

Em 1939 fez a letra de Fale mal, mas fale de mim (com Ataulfo Alves), dedicado ao escritor teatral Paulo Magalhães e gravado por Araci de Almeida. No ano seguinte ainda com Ataulfo Alves, compôs Positivamente não e Continua, também gravados por Araci, na Victor. Ainda em 1940, fez Deus no céu e ela na terra (com Wilson Batista), gravado por Carlos Galhardo, e em 1941 compôs N-A-O-til, não (com Wilson Batista).

Em 1942 fez A morena que eu gosto (com Wilson Batista) e Aos pés da cruz (com Zé da Zilda), grande sucesso na voz de Orlando Silva. No ano seguinte, abandonou o jornalismo e passou a trabalhar como gerente da Casa Waldeck cujos vendedores eram Milton de Oliveira e Haroldo Lobo, o qual, mais tarde, seria seu parceiro no samba Por mais um pouco e na marcha Retrato do velho. Ainda em 1943, em parceria com Sílvio Caldas, compôs 50%, gravado por Araci de Almeida.

Deixando o emprego e dedicando-se somente à música, em 1945 compôs Ele disse adeus (com Claudionor Cruz), samba gravado por Araci de Almeida, na Odeon. Em 1946, com Nestor de Holanda e outros compositores, fundou a SBACEM. Nesse mesmo ano, compôs Eu, ele e você (com Luís Bittencourt), que foi gravado por Orlando Silva, na Odeon.

Em 1947 fez Cidade do interior (com Mário Rossi), lançado pela Odeon, na voz de Araci de Almeida. Ainda nesse ano, escreveu a segunda parte da letra de Segredo e Cabelos brancos, composições de Herivelto Martins que se tornaram grandes êxitos nas vozes de Dalva de Oliveira e dos Quatro Ases e Um Curinga, respectivamente. Também em 1947, compôs o samba Rei do circo (com José Roy e Mário Rossi), onde antecipava a candidatura de Getúlio Vargas à presidência da República.

No Carnaval de 1951 Vargas já era presidente, quando Francisco Alves lançou, com muito sucesso, a marcha Retrato do velho (com Haroldo Lobo). Nesse ano, foi nomeado censor do Departamento Federal de Segurança Pública e obteve novo sucesso com a gravação da música Se o tempo entendesse (com Mário Rossi), por Lúcio Alves.

Em 1957 e 1958 foi presidente do conselho deliberativo da SBACEM. Ainda em 1958, compôs Prece (com Vadico), gravado por Helena de Lima. Em 1959, foi eleito conselheiro vitalício da SBACEM e no ano seguinte tornou-se presidente da entidade. Ainda em 1960, Elizeth Cardoso lançou pela Copacabana o LP Magnífica, incluindo apenas composições dele com seus parceiros. Em 1962 e 1964 foi reeleito para a presidência da SBACEM.

De 1965 é sua última música, a valsa Minha cidade (com Mário Rossi). Deixou cerca de 300 composições, inclusive muitos sucessos de Carnaval, como Chega, já é demais (com Humberto Porto), gravado por Carlos Galhardo em 1940, e Jacarepaguá (com Paquito e Romeu Gentil), gravado pelos Vocalistas Tropicais em 1949.

Algumas músicas



Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e Publifolha.