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sábado, novembro 25, 2017

Regional / Sertanejo - Letras, cifras e músicas


Músicas regionais / sertanejas - Letras, cifras e músicas



















Outras páginas com músicas sertanejas: Luiz Gonzaga


sábado, agosto 11, 2012

Caetano Erba

Caetano Erba (José Caetano Erba), compositor, nasceu em 11/09/1937 em Pederneiras, interior do Estado de São Paulo, e faleceu em 11/07/2009 em São Paulo. Junto com seus pais, trabalhou nas lavouras de café até os 18 anos de idade.

Desde os 11 anos já escrevia seus primeiros versos, influenciado que foi pela convivência com as freqüentes festas da roça, catiras e bailes de terreiros onde ouvia a música de violeiros, sanfoneiros e cantadores da região e adjacências que por lá se apresentavam.

Em 1958, formou-se em Contabilidade e dois anos depois foi trabalhar no extinto “Banco de São Paulo S.A”, ocasião na qual se mudou para a capital paulista, onde ocupou o cargo de bancário até 1976.

Em São Paulo, conheceu João Salvador Perez, o Tonico, através de Craveiro e Cravinho, que foi, inclusive a dupla que gravou em 1968 a primeira composição de Caetano Erba, "Pai da Aviação". Participou também de diversos festivais sertanejos, tendo obtido o segundo lugar nos de Santa Izabel e também no da inauguração do Parque Ecológico, em São Paulo. Tirou o primeiro lugar nos concursos de Garça e Jacareí.

Em 1972, recebeu o título de "Cidadão Pederneirense". Participou de diversos programas de rádio na capital paulista e também foi jurado em diversos festivais, em cidades como Santo André, Jacareí e Guarulhos. Também foi José Caetano Erba que escreveu o prefácio do livro "Da Beira da Tuia ao Teatro Municipal", escrito por Tonico e Tinoco.

Diversos intérpretes gravaram e continuam gravando suas composições, entre os quais, Craveiro e Cravinho, Tonico e Tinoco, Ramiro Vióla e Pardini, Liu e Léu, Vieira e Vieirinha, Cacique e Pajé, Mococa e Paraíso, Pena Branca e Xavantinho, Tião do Carro e Jackson Antunes”, entre outros.

Continuou compondo, com bastante Inspiração, até o final de sua vida; e possui centenas de poemas até então inéditos. As músicas "Mala Amarela" (José Caetano Erba e Paraíso), "Saco de Ouro" (Paraíso e Caetano Erba) e "Mãe de Carvão" (Tião do Carro e Caetano Erba), eram, nessa ordem, suas três composições preferidas, segundo seu próprio depoimento.

José Caetano Erba faleceu no dia 11 de julho de 2009, vítima de uma doença degenerativa contra a qual esse grande poeta vinha lutando há mais de dois anos.

Obras

- Abelha (José Caetano Erba e Pirajá)
- A Formiguinha (Tião do Carro e José Caetano Erba)
- A Freira (José Caetano Erba e Francisco de Assis)
- A Grande Volta (Tupy e José Caetano Erba)
- A Loira do Bar (José Caetano Erba e Paraíso)
- Altar do Mundo (Paraíso e José Caetano Erba)
- Amar Você (Tião do Carro e Caetano Erba)
- A Mudança (Tião do Carro e José Caetano Erba)
- Ano 2000 (José Caetano Erba e Tião do Carro)
- Aquele Homem (José Caetano Erba, Rodrigo Mattos e Garutti)
- Asilo (José Caetano Erba, Rodrigo Mattos e Cuiabá)
- Ave Noturna (José Caetano Erba e Tião Carreiro)
- A Viola no Teatro (Tonico e José Caetano Erba)
- A Visão de um Preto Velho (Caetano Erba e Paraíso)
- A Volta (José Caetano Erba e Vileno)
- A Volta do Filho (Tião do Carro e Caetano Erba)
- A Volta do Filho Pobre (Tião do Carro e Caetano Erba)
- Bendito Seja o Mobral (Tonico, Tinoco e José Caetano Erba)
- Berço de Espinhos (José Caetano Erba e Tião do Carro)
- Blusão de Couro (José Caetano Erba e Paraíso)
- Boiadeiro (José Caetano Erba e Cézar)
- Bolha de Sabão (Tião do Carro e José Caetano Erba)
- Brasil 500 Anos (Cacique, Pajé e Caetano Erba)
- Cabritinha de Ouro (Caetano Erba, Da Costa e Cacique)
- Cadeira de Balanço (Caetano Erba e Paraíso)
- Cama de Areia (Tião do Carro e José Caetano Erba)
- Campo de Batalha (Caetano Erba e Cacique)
- Canção da Estrada (José Caetano Erba e Paraíso)
- Capiau (José Caetano Erba e Tião do Carro)
- Caquinho de Saudade (Tião do Carro e José Caetano Erba)
- Carta de Caboclo (José Caetano Erba)
- Casa de Chão (Paraíso e Caetano Erba)
- Casa de Infância (Caetano Erba, Luciano e Cacique)
- Casa de Sítio (José Caetano Erba)
- Cavalo Cego (José Caetano Erba)
- Cento e Quatorze Capelas (José Caetano Erba)
- Chapéu de Palha (Caetano Erba e Toni Gomide)
- Cobra Enrolada (Caetano Erba e Cacique)
- Comitiva de Saudade (Tião do Carro e José Caetano Erba)
- Consulte Sempre um Caipira (Cacique, Caetano Erba e Da Costa)
- Coração Caipira (Caetano Erba e Rio Pardo)
- Cortina Dourada (Tião do Carro e José Caetano Erba)
- Descaminho (José Caetano Erba e Francisco de Assis C. Oliveira)
- Desencontro (José Caetano Erba e Tião do Carro)
- Deus da Natureza (Caetano Erba e João Henrique)
- Dois Astros (Tião do Carro e José Caetano Erba)
- Dose Certa (Caetano Erba e Tião do Carro)
- Dr. Coração (Tião do Carro e José Caetano Erba)
- Dr. da Agricultura (Tonico, Tinoco e José Caetano Erba)
- Dr. Palhaço (José Caetano Erba)
- Duelo Sem Espada (Tião do Carro e José Caetano Erba)
- Estradinha de Terra (José Caetano Erba)
- Eta Baita Bicho Bão (Tonico, José Caetano Erba e Benjamim)
- Exemplo de Cão (Tião do Carro e José Caetano Erba)
- Favela (José Caetano Erba e Paraíso)
- Fazenda Barra Mansa (José Caetano Erba)
- Fazenda do Braga (Caetano Erba, Cacique e Russo)
- Feliz Ano Novo (José Caetano Erba)
- Ferro à Brasa (José Caetano Erba e Paraíso)
- Festa de Fim de Ano (José Caetano Erba e Zé Matão)
- Festa de Sítio (José Caetano Erba)
- Figura do Velho (José Caetano Erba e Tião do Carro)
- Filhote de Onça (Tião do Carro e José Caetano Erba)
- Filme na Roça (Caetano Erba e Paraíso)
- Fim da Colheita (José Caetano Erba)
- Fogueira (José Caetano Erba e Zé Matão)
- Francisco de Assis (Tião do Carro e Caetano Erba)
- Garganta do Mundo (Tião do Carro e Caetano Erba)
- Gaveta Velha (José Caetano Erba e Tião do Carro)
- Graça Divina (José Caetano Erba, Rodrigo Mattos e Barbosa)
- Guerra de Amor (José Caetano Erba e João Carvalho)
- Guerra de Trinta Segundos (Vicente P. Machado e José Caetano Erba)
- Hino da Criança (Tonico, Tinoco e José Caetano Erba)
- Hino Sertanejo (Tonico e José Caetano Erba)
- Homem Triste (Paraíso, José Caetano Erba e Craveiro)
- Igreja de Pedra (Tião do Carro e Caetano Erba)
- Jardineira Amarela (Caetano Erba e Tião do Carro)
- Jaula do Mundo (Paraíso, José Caetano Erba e Cézar)
- Jeito de Amar (José Caetano Erba e Tião do Carro)
- João Feio (José Caetano Erba)
- João Roceiro (José Caetano Erba)
- Joãozinho da Favela (Tião do Carro e José Caetano Erba)
- Juca dos Treze (Craveiro e José Caetano Erba)
- Lavoura da Paixão (Tião do Carro e Caetano Erba)
- Lembrança da Roça (José Caetano Erba)
- Lembrança da Roça (José Caetano Erba e João Pinheiro)
- Lembrança do Carreiro (José Caetano Erba e Ramiro Vióla)
- Lembranças do Meu Pai (José Caetano Erba e Mazinho Quevedo)
- Língua do Povo (Paraíso e José Caetano Erba)
- Livro de Areia (José Caetano Erba e Gentil de Lima)
- Lobo, Fogo e Ventania (Tião do Carro e José Caetano Erba)
- Luva de Amor (José Caetano Erba e Tião do Carro)
- Madalena (José Caetano Erba)
- Mãe Branca (Tião do Carro e José Caetano Erba)
- Mãe de Carvão (Tião do Carro e Caetano Erba)
- Mãe Doce Nome (José Caetano Erba)
- Mãe Querida (José Caetano Erba e Brazandinho)
- Mala Amarela (José Caetano Erba e Paraíso)
- Mala de Ouro (Tião do Carro e José Caetano Erba)
- Mansão dos Coqueiros (José Caetano Erba)
- Marcas Profundas (José Caetano Erba e Brazando)
- Maria e José (José Caetano Erba e Lourival dos Santos)
- Menino de Rua (José Caetano Erba)
- Mensagem do Trovador (Tonico, José Caetano Erba e Raimundo Prates)
- Meu Bolerão (Tião do Carro e Caetano Erba)
- Meu Cachorro Fiel (Tonico, Tinoco e Caetano Erba)
- Meu Pai (Tião do Carro e Caetano Erba)
- Meu Retrato (Tião do Carro e Caetano Erba)
- Mina de Areia Branca (José Caetano Erba)
- Minha Vida (José Caetano Erba)
- Miragem das Flores (Tião do Carro e José Caetano Erba)
- Moça Canavieira (Tião do Carro e José Caetano Erba)
- Moto Vermelha (Cézar e José Caetano Erba)
- Mundo da Lua (José Caetano Erba e Paraíso)
- Mundo Moderno (J.dos Santos e José Caetano Erba)
- Museu do Meu Sertão (Tonico, Jota dos Santos e José Caetano Erba)
- Narrando a Saudade (José Caetano Erba e Paraíso)
- Natal da Roça (José Caetano Erba)
- Natal no Sertão (Tonico e Caetano Erba)
- Nico Pejo (José Caetano Erba)
- Ninho de Andorinha (José Caetano Erba e Tião do Carro)
- Ninho de Veludo (Tião do Carro e José Caetano Erba)
- No Caminho do Pai (José Caetano Erba e Vileno)
- Nóis é do Mato Mais Nóis Conhece (Cézar e José Caetano Erba)
- Nossa Senhora (José Caetano Erba)
- O Bom Pastor (Tonico, Tinoco e José Caetano Erba)
- O Cachorro e o Andarilho (Tião do Carro e José Caetano Erba)
- O Choro da Goteira (Tião do Carro e José Caetano Erba)
- O Diploma e o Chapéu (José Caetano Erba e Tião do Carro)
- O Escravo (Caetano Erba e Paraíso)
- O Homem de Sorte (Caetano Erba, José Luís e Cacique)
- O Lixeiro e o Doutor (José Caetano Erba e Tião do Carro)
- O Peão e a Flôr (Paraíso e José Caetano Erba)
- O Pintor (Tião do Carro e Caetano Erba)
- O Prisioneiro e a Formiga (Tião do Carro e José Caetano Erba)
- O Repórter Andarilho (Tião do Carro e José Caetano Erba)
- O Retirante (José Caetano Erba e Morgado)
- Ouro 18 (José Caetano Erba e Tião do Carro)
- O Trouxa e a Fera (José Caetano Erba e Pajé)
- Pai do Mundo (Oração) - (José Caetano Erba)
- Pai Roceiro (José Caetano Erba)
- Parede em Pé (Caetano Erba e Parentinho)
- Patriota (José Caetano Erba e Tião do Carro)
- Patrono do Infinito (Tião do Carro e José Caetano Erba)
- Peão Zé Ribeiro (José Caetano Erba, Cacique e Luiz Mariano)
- Pecado de Amor (José Caetano Erba e Tião do Carro)
- Pedaço de Vida (Caetano Erba e Tião do Carro)
- Pedra (José Caetano Erba)
- Pedra do Tempo (Criolo, José Caetano Erba e Da Silva)
- Pedra Ferro (José Caetano Erba e Zé Matão)
- Peões Veteranos (José Caetano Erba e Cacique)
- Peroba da Colina (José Caetano Erba)
- Placa de Cimento (José Caetano Erba)
- Poeta do Serrado (Geraldo Correia, José Caetano Erba e Cacique)
- Presente Especial (José Caetano Erba e Tião do Carro)
- Primeiro Brinquedo (Tião do Carro e José Caetano Erba)
- Procissão de Gado (Caetano Erba, Xavantinho e Tião do Carro)
- Professor Galdino Chagas (José Caetano Erba e Cacique)
- Punhado de Amor (Cacique, Caetano Erba e Wilson Balsaneli)
- Puro Caboclo (Tião do Carro e José Caetano Erba)
- Quadro Gigante (Tião do Carro e Caetano Erba)
- Quarto Azulado (José Caetano Erba e Tião do Carro)
- Reinado Perdido (José Caetano Erba e Tião do Carro)
- Recado de Carreiro (Tião do Carro e José Caetano Erba)
- Retrato do Meu Sítio - (José Caetano Erba)
- Roda de Carro (José Caetano Erba e Brazando)
- Roldão Bueno (Cacique, José Caetano Erba e Alexandre)
- Rosa Branca (José Caetano Erba)
- Rosto de Deus (José Caetano Erba e Tião do Carro)
- Saco de Ouro (Paraíso e Caetano Erba)
- Sala dos Milagres (José Caetano Erba, Rodrigo Mattos e Gina)
- Santa Mãezinha (José Caetano Erba e Zé Matão)
- São Benedito (José Caetano Erba)
- São Francisco de Assis (José Caetano Erba)
- São Paulo Antigo (Cacique e José Caetano Erba)
- Sapato 42 (Caetano Erba e Paraíso)
- Sebastião Gomes (Cacique, José Caetano Erba e Fernando Gaspar)
- Sem Terra e Sem Caminho (Tião do Carro e José Caetano Erba)
- Sombra de um Preto Velho (José Caetano Erba)
- Sonho de um Negro (Tião do Carro e Caetano Erba)
- Só Pode Ter Sido Deus (José Caetano Erba e Zezito)
- Sul de Minas Gerais (José Caetano Erba e Josiene)
- Tá Faltando Alguém (Cézar, Caetano Erba e Oswaldo Galhardi)
- Teia de Aranha (Caetano Erba, Seresteiro e Zulmar Neves)
- Tordilho (José Caetano Erba)
- Trancos da Vida (Tonico, Tinoco e José Caetano Erba)
- Transamazônica (Tonico e José Caetano Erba)
- Trem de Ferro (Caetano Erba, Toni Gomide e Brigadeiro)
- Tributo ao Tonico (José Caetano Erba)
- Trilhas da Vida (José Caetano Erba e João Pinheiro)
- 34 Anos (Tonico, Tinoco e José Caetano Erba)
- 33 Anos (Tonico e José Caetano Erba)
- Triste Madrugada (José Caetano Erba e Gentil de Lima)
- Tulha Velha (Caetano Erba e Paraíso)
- Um Peso, Duas Medidas (Tião do Carro e José Caetano Erba)
- Vaca Maiada (José Caetano Erba, Cacique e Nil)
- Varanda da Vida (José Caetano Erba)
- Velho Arado (José Caetano Erba, Cacique e Russo)
- Velho Comandante (Tião do Carro e Caetano Erba)
- Velho Coxo (Caetano Erba e Evan Souza)
- Velhos Retratos (José Caetano Erba e Rodrigo Mattos)
- Vento na Farinha (Tião do Carro e José Caetano Erba)
- Viola Pura (José Caetano Erba e Paraíso)
- Viola Rainha (Santo Marassatti, Tupi e José Caetano Erba)
- Vovô Coruja (Tonico, Tinoco e José Caetano Erba)
- Zé Pedreiro (Tião do Carro e Caetano Erba)
- Zé Roça (José Caetano Erba)
- Zico das Flores (José Caetano Erba)

Fonte: Recanto Caipira (www.recantocaipira.com.br)

domingo, janeiro 09, 2011

Fuscão preto


Fuscão Preto (1982) - Atílio Versuti e Jeca Mineiro - Intérprete: Almir Rogério

LP Sertão Jovem / Título da música: Fuscão Preto / Atílio Versuti (Compositor) / Jeca Mineiro (Compositor) / Almir Rogério (Intérprete) / Gravadora: Copacabana / Ano: 1982 / Nº Álbum: COMLP 25141 / Lado B / Faixa 1.


Tom:  A 
  
Intro: E  A  E  A  E  A  E A 
 A                        E
Me disseram que ela foi vista com outro
        D             E           A
Num fuscão preto pela cidade a rodar
                             E
Bem vestida igual à dama da noite
           D          E            A
Cheirando a álcool e fumando sem parar
                                     E
Meu Deus do céu, diga que isso é mentira
           D          E          A
Se for verdade esclareça por favor
                            E
Daí a pouco eu mesmo vi o fuscão
           D            E               A
E os dois juntos se desmanchando em amor
         E                    D
Fuscão preto você é feito de aço
                      E
Fez o meu peito em pedaços
                    A
Também aprendeu a matar
 D                                D
Fuscão preto com o seu ronco maldito
                   E
Meu castelo tão bonito
              A
Você fez desmoronar

quinta-feira, dezembro 02, 2010

Gerson Filho

Gerson Filho (Gerson Argolo Filho), compositor e acordeonista, nasceu na histórica cidade de Penedo no interior de Alagoas, famosa por suas serestas, em 1928. Aprendeu a tocar sanfona ainda criança.

Iniciou a carreira artística no Rio de Janeiro no início dos anos 1950 e teve o apoio da dupla Venâncio e Corumbá.

Em 1953, gravou seu primeiro disco pela Todamérica interpretando ao acordeom, de sua autoria, a Quadrilha da cidade e o baião Catingueira no sertão.

Em 1954, venceu o concurso de calouros "Caminho da vitória" na Rádio Guanabara, sendo logo em seguida contratado pela emissora. No mesmo ano, lançou os baiões: Baião do soldado e Baião em Caxias, a polca Casa velha, todas de sua autoria e a rancheira Marombando, com Salvador Miceli, entre outras composições.

Em 1955, lançou de sua autoria os choros Comendo e chorando e Choramingando. Lançou também no mesmo ano o baião Torcida do Flamengo, com Pachequinho. Em 1956, gravou os baiões Sete quedas de sua autoria e Baião paulista, em parceria com Ermínio Vale. Em 1957, gravou de sua autoria o baião Macaco é Tio Antônio, a marcha Agüenta o banzeiro, com Miguel Lima e a marcha Por mulher nunca chorei de parceria com Otávio Filho. 

Em 1958, lançou a polquinha Pra livrá de confusão, de Miguel Lima e a rancheira Papai me disse, de Sebastião Silva e Astrogildo Meireles, ambas com vocal de Luiza Vidal. No mesmo ano, lançou o LP Gerson Filho e seu fole de oito baixos onde gravou a quadrilha, ritmo bastante popular no Nordeste e praticamente ainda não gravado até aquela ocasião. Nesse período sua carreira tomou grande impulso com ele fazendo muitas apresentações em circos, praças públicas e festas por todo o Brasil.

Em 1959, gravou o Baião da capelinha de sua autoria e o Forró de Zé Lagoa em parceria com Francisco Anísio, famoso comediante, então em começo de carreira. Em 1960, lançou os forrós: Forró no salão, de Agenor Lourenço e Dini Goulart e Namoro no forró, de Miguel Lima, Aguiar Filho e Geraldo Maia. Em 1961, gravou de João Silva e Penedo o forró Ó, Lia e de sua autoria e Aguiar Filho o baião De Penedo a Propriá. Em 1963, gravou dele e Otávio Filho o Baião da meia-noite e dele e Doca o forró Na bodega do Bodega.

Em 1969, após muitos anos residindo no Rio de Janeiro retornou para o Nordeste, indo morar em Sergipe, onde passou a apresentar, desde então, o programa "Forró no asfalto" na Rádio Difusora de Aracaju. Em 1970, passou a atuar na Chantecler/Continental, onde gravou cerca de 17 discos, entre os quais: É pra valer, Ingazeira do Norte e Levanta poeira

Em 1982, lançou o disco Gerson Filho - Xote da cobra doida, interpretando diversas composições de sua autoria, entre as quais: Tropé seguro, com Isnaldo Santos, Minha festa, nossa festa, Xote da cobra doida e Forró de chão batido, de sua autoria. Um de seus principais parceiros foi Isnaldo Santos, com quem compôs entre outras, a quadrilha Dança comigo, o Forró na bulandeira e o xote Esse xote é bom.

Obra

Agüenta o banzeiro (c/ Miguel Lima), Arrasta-pé de vaqueiro (c/ Ofrísio Acácio), Baião calado (c/ Salvador Miceli), Baião da alta-roda, Baião da capelinha, Baião da meia-noite (c/ Otávio Filho), Baião do soldado, Baião em Caxias, Baião paulista (c/ Ermínio Vale), Balança o ganzá (c/ Isnaldo Santos), Canaan, Casa velha, Catingueira no sertão, Chamego do Henrique (c/ Aguiar Filho), Choramingando, Choveu na minha roça, Comendo e chorando, Dança comigo (c/ Isnaldo Santos), De Penedo a Propriá (c/ Aguiar Filho), Desengonçado (c/ Otávio Filho), Devagar com o andor (c/ Salvador Miceli), Esse xote é bom (c/ Isnaldo Santos), Eta pagode bom (c/ Salvador Miceli), Fanfarronada, Figura de mulher (c/ J. Varriol), Forró de chão batido, Forró do Zé Lagoa (c/ Francisco Anísio), Forró na bulandeira (c/ Isnaldo Santos), Galinha arrepiada, Imperial, Lambari dançante, Macaco é Tio Antônio,Madrugada (c/ Irmãos Orlando), Mangaba, Maracanã, Marombando (c/ Salvador Miceli), Maroto (c/ Salvador Miceli), Minha festa, nossa festa,Na bodega do Bodega (c/ Doca), No pé do imbuzeiro (c/ Isnaldo Santos), Nossa polca (c/ Aguiar Filho), O Dia do papai, O Gogó da ema (c/ Salvador Miceli), Peixada no Pina (c/ Salvador Miceli/Carlos Filgueiras), Por mulher nunca chorei (c/ Otávio Filho), Quadrilha brasileira (c/ Aguiar Filho), Quadrilha da cidade, Quadrilha na roça, Respingadinho (c/ Otávio Filho), Roedeira (c/ Ari Monteiro), Segure-gure (c/ Otávio Filho), Sete quedas, Tá certo assim (c/ Isnaldo Santos), Tem dó (c/ João Barros), Tenência do Tangerino (c/ Isaías de Freitas), Torcida do Flamengo, Três e trezentos (c/ Miguel Lima), Tropé seguro (c/ Isnaldo Santos), Valsa do vira (c/ Salvador Miceli), Xodó de sanfoneiro, Xote da cobra doida, Xote da pindaíba (c/ Isnaldo Santos).

Fonte: Dicionário Cravo Albin da Música Popular Brasileira; Bibliografia Crítica: AZEVEDO, M. A . de (NIREZ) et al. Discografia brasileira em 78 rpm. Rio de Janeiro: Funarte, 1982.

sábado, agosto 01, 2009

Duo Brasil Moreno

Duo Brasil Moreno - Dupla sertaneja formada pelas irmãs Dora (Dora de Paula, Guariba-SP 1917-) e Didi (Antônia Glória de Paula, Guariba-SP 1924-). As irmãs foram criadas na cidade de Cambará (PR), com mais dois irmãos.

Começaram a cantar no coral da Igreja Santa Cecília em Cambará, juntamente com os irmãos. Em 1940, a família mudou-se para São Paulo. Dora e Didi formaram com os irmãos o Quarteto Brasil Moreno. Passam a se apresentar em programas de calouros das rádios Record e Cultura. O quarteto virou Trio Brasil Moreno, quando o irmão foi chamado para o serviço militar. O trio continuou a participar de programas de calouros.

Em 1943, ao tirarem o primeiro lugar no programa de Otávio Gabus Mendes e Geraldo Mendonça, são convidados a assinar contrato com a PRB-9. Em 1951, o trio transformou-se no Duo Brasil Moreno, com a saída da irmã (Helena), que abandonou a carreira artística para se casar. O Duo Brasil Moreno teve inúmeras participações em programas radiofônicos, inclusive no programa História da Música, na Rádio Record, produzido e apresentado por Almirante.

Em 1952, a dupla gravou seu primeiro 78rpm, pela Star, subsidiária da Copacabana. O disco incluía as canções Chalana, de Mário Zan e Arlindo Pinto, e Abandonada de Mário Zan e Palmeira. Graças ao sucesso alcançado, especialmente com o rasqueado Chalana, vários discos se seguiram.

Em 1961 lançaram pela Chantecler a guarânia Último adeus, de Luiz de Castro e o bolero Bis para o amor, de José Bettio e Roberto Stanganelli. No mesmo ano gravaram na Sertanejo o rasqueado Pedaço de coração, de Elpídeo dos Santos em parceria com a dupla e o xote China morena, de Raul Torres e Sebastião Teixeira. Posteriormente lançaram, pela Copacabana, seu primeiro LP, com o qual colecionaram sucessos como Natal no sertão, de Palmeira e Mário Zan, Campo Grande, de Raul Torres, Canção do trolinho, de Hervé Cordovil , e Flor de Tupã, de Mário Zan e Palmeira.

A dupla gravou também, pela Copacabana, várias versões, lançadas em 78rpm. Fizeram , entre outros, um programa na Rádio Record, todas as segundas-feiras, que aconteceu por 16 anos. Atuou em diversas emissoras de televisão de São Paulo e excursionou por vários estados. Em 1974, o Duo Brasil Moreno gravou um LP, de repertório exclusivamente sertanejo, acompanhado de toda a família.

Fontes: Encilopédia da Música Brasileira - Art Editora; Dicionario Cravo Albin de Musica Popular Brasileira.

Duo Ciriema


Duo Ciriema - Dupla sertaneja formada por Aparecida Martins Batista (Franca-SP 1940-) e Irene Lopes (Franca-SP 1941-). Iniciaram carreira em 1960, cantando no programa Alvorada Cabocla, da Rádio Nacional, de São Paulo, e um ano depois estreava em disco com Não beba mais não (Jeca Mineiro e Orlandinho).

Sempre acompanhadas pelo acordeonista e compositor Orlandinho, a dupla atuou em várias emissoras de rádio paulistas, como a Nacional, América, Bandeirantes e Piratininga. Passou então a excursionar pelo Norte deo país, onde fez grande sucesso, seguindo depois para o Nordeste - Bahia, Sergipe, Alagoas, Paraíba, Ceará e Rio Grande do Norte.

Em 1962 gravou na RCA seu primeiro LP, em que se destacaram o rasqueado Ciriema (Nhô Pai e Mário Zan) e Não bebas mais (Nísio), lançando pouco depois outro LP, que incluiu, entre outros, Lencinho de nhanduti (Piraci e Nhô Fio), música de grande sucesso até em Assunção, Paraguai, onde o duo cumpriu temporada em 1964. Do Paraguai trouxe u7ma composição do embaixador e escritor Mario Palmério, a guarânia Saudade, de expressivo êxito.

Ne4ssa época a dupla afastou-se da vida artística, só retornando em 1972 quando gravou na Continental os sucessos Chitãozinho e chororó (Serrinha e Atos Campos), Como era bom aquele tempo (César e Cirus), Rogo ao Senhor (J. K. Filho e Miguel da Portela) e Hei de vencer (Juvenal Fernandes e Capitão Furtado).

No ano seguinte, pela mesma gravadora, o duo lançou novo LP, em que foi incluída a guarânia Saudade, só então levada a disco, e Não bebas mais não, seu primeiro sucesso, que deu título ao disco, além de Mensagem de esperança (Capitão Furtado e João Pacífico), tema da novela escrita por Capitão Furtado com o mesmo título.

Em 1975 gravou outro disco, pela Copacabana, em que se destacaram Onde tu irás sem mim (J K. Filho e Zito Bertinato) e Vivo chorando, chorando (Everaldo Ferraz e Sílvia Boanato).

O duo encerrou definitivamente suas atividades no final de da década de 1970.

Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora - PubliFolha.

Irmãs Castro

Irmãs Castro - Dupla sertaneja formada por Maria de Jesus Castro (Itapeva/SP, 1926) e Lourdes Amaral Castro (Bauru/SP, 1928).

Em 1938, Maria de Jesus e Lourdes Amaral participaram escondidas dos pais do concurso Descobrindo Astros do Futuro, em Bauru (SP). Venceram o concurso e continuaram a cantar músicas em inglês numa rádio local.

A carreira profissional da dupla teve início quando Nhô Pai as viu cantando e gostou do duo perfeito das vozes. Nhô Pai pediu então autorização aos pais de Maria de Jesus e Lourdes Amaral para ensiná-las o gênero sertanejo.

No início dos anos 1940, receberam convite para cantar no Rio de Janeiro. Devido à idade, tiveram que falsificar as certidões de nascimento para poder cantar em cassinos.

Na Capital Federal cantaram nas Rádios Tupi, Globo, Mayrink Veiga. Em São Paulo atuaram nas rádios Cultura, Tupi e Bandeirantes. Em 1944, gravaram seu primeiro disco, interpretando o corrido Não me escrevas, de Gabriel Ruiz e Nhô Pai, e o rasqueado Che cabu (Vem cá), de Nhô Pai. No ano seguinte, gravaram novo disco contendo o valseado Faz um ano, de F. Valdez Leal e Nhô Pai, e o corrido Beijinho doce, de Nhô Pai, que se tornaria o maior sucesso da dupla e um dos clássicos da música sertaneja.

Com o sucesso obtido com a gravação de Beijinho doce, as Irmãs Castro tornaram-se estrelas. Seus discos começaram a vender em grandes quantidades. Em 1945, gravaram Sou roceira, chamego de Cuates Castilla e Ariovaldo Pires, e a valsa Cidade morena, de Nhô Pai e Riellinho.

Em 1947, gravaram Noites do Paraguai, guarânia de S. Aguayo, com versão de Ariovaldo Pires, uma das muitas versões de canções paraguaias e mexicanas que a dupla gravou. No mesmo disco estava o rasqueado Ciriema, de Nhô Pai e Mário Zan, outro de seus grandes sucessos. Com o sucesso que estavam obtendo, passaram a receber vários convites. Apresentaram-se em circos e rádios por todo o Brasil. Cantaram também em diversos países da América Latina, tais como Paraguai, Uruguai e Argentina.

Em 1956, gravaram a guarânia Luar de Aquidauana, de Anacleto Rosas Jr. e Zacarias Mourão. Por essa época fizeram excursão ao Paraguai para se apresentar por uma semana no Teatro Vitória, o maior de Assunção. Acabaram ficando um mês, sendo transferidas em seguida para o Teatro Municipal, já que o conjunto americano The Platters iria se apresentar no Vitória. The Platters teve que esperar a transferência das irmãs Castro e ficou com lotação pequena enquanto as duas estiveram em Assunção. De retorno ao Brasil, vieram em avião cedido pelo governo daquele país. No Paraguai fizeram sucesso principalmente com Che Yara porã tupy, de Ariovaldo Pires e Riellinho, e Che china mi, de Antônio Cardoso e Ariovaldo Pires.

Em 1974, lançaram um LP pela Chantecler, quando regravaram antigos sucessos como Beijinho doce, além de outras músicas, como Pelejo pra te deixar, de Biá e Gauchito. Em 1984, participaram do programa Viola minha viola, na TV Cultura de São Paulo.

Dissolvida em 1985, foi a primeira dupla feminina a gravar música sertaneja.

Fontes: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e PubliFolha; http://www.radioterra.fm.br/artistas/?id=51

quinta-feira, abril 16, 2009

Trio Parada Dura


Trio sertanejo. Foi criado pelo cantor, compositor e instrumentista Mangabinha (Carlos Alberto Mangabinha Ribeiro - Corinto, MG - 1942) em 1973 e contou inicialmente com as participações de Delmir e Delmon. Com essa formação inicial, o trio durou dois anos e lançou três discos pela gravadora Chororó.

Em 1975, o trio sofreu alteração em sua formação com as saídas de Delmir e Delmon e com as entradas do cantor e violeiro Barrerito (Élcio Neves Borge - São Fidélis, RJ - 1942 - Belo Horizonte, MG - 1998) e de Benzito. No mesmo ano lançaram o LP Castelo de amor.

Em 1976, lançaram o LP Mineiro não perde o trem. Até 1987, o Trio gravou cerca de 10 discos pelas gravadoras Chororó e Copacabana. Nesse período foram sucesso nas vozes do Trio as composições Bobeou a gente pimba, As andorinhas, Soca pilão, Uma vez por mês e Panela velha, entre outras.

Em 1982, o Trio sofreu um acidente de avião que deixou paralítico o componente Barrerito, que acabou por deixar o grupo, sendo substituído pelo irmão Parrerito.

Em 1991, lançaram LP pela Chantecler, com destaque para as composições Palavra de honra, de Ronaldo Adriano, Benedito Seviero e Rosa Quadros, Trovão azul", de Alcino Alves, Rossi e Mangabinha, Não aceito seu adeus, de Ronaldo Adriano e Mangabinha, "Tá comigo tá com Deus", de José Fortuna, Paraíso e Creone e Filho do sertão, de Ronaldo Adriano e Mangabinha, entre outros.

O grupo permaneceu atuando até 1992, quando se desfez. Em 1997, o Trio retomou as atividades com uma nova formação.

Em 1999, lançaram o CD Trio Parada Dura pela gravadora Atração Fonográfica, com destaque para as composições Toda noite eu dava uma, Golpe da gemedeira e a regravação de As andorinhas. No mesmo ano, a gravadora EMI lançou dentro da série Raízes sertanejas um CD com 20 sucessos do Trio.

quinta-feira, janeiro 01, 2009

Canário e Passarinho

A dupla sertaneja Canário e Passarinho era formada pelos irmãos Antônio Bérgamo, o Canário (Altinópolis SP 1934-) e Pedro Bérgamo, o Passarinho (Altinópolis SP 1936-). Trabalharam inicialmente na lavoura, cantando em festas na escola.

Em 1959, com o nome de Canário e Canarinho, participaram das eliminatórias do segundo torneio Roda de Violeiros, na Rádio Clube de Orlândia SP, obtendo sucesso.

Viajaram depois para São Paulo - onde Canarinho adotou o nome de Passarinho -, começando a trabalhar como faxineiros de hotel, participando em seguida do prograama Alvorada Cabocla, de Nhô Zé, na Rádio Nacional.

Em 1961, a dupla foi aprovada num teste da Chantecler, gravando seu primeiro disco, Adeus (Aparecido Ferreira e Canário) e Romaria trágica (Anacleto Rosas Júnior).

Dois anos depois, a dupla gravou seu primeiro LP na Continental, destacando-se Gaiola de ouro (da dupla) e Eu, ela e o garçom (José Ferreira e Canário).

Em 1967, o LP Cantando para o Brasil (Chantecler) trouxe Folclore brasileiro, Filho de Maria e Vida de artista, entre outras. No ano seguinte, o LP Caneta de ouro (Chantecler), incluiu Mulher do Juca e Dois italianos.

O LP de 1970 foi Canário e Passarinho, prá frente (Chantecler), com Herói vencido e Vá embora tristeza. Em 1981 veio o LP Arapuca (Chantecler), com Moreninha do Paraná e Não amo ninguém.

Já gravaram 8 discos 78 rpm, 9 compactos duplos, 39 LPs e 2 CDs de relançamentos, além de participações em LPs e CDs mistos. Por um período, gravavam seus programas, em estúdio próprio e enviavam para rádios de diferentes pontos do País.

A dupla, que se consolidou como um dos grandes nomes da música sertaneja "de raiz", se mantém até hoje, mas apenas para eventos especiais.

Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e publiFolha.

terça-feira, dezembro 02, 2008

Barnabé

Barnabé (João Ferreira de Melo), cantor e compositor (Botelhos MG, 08/12/1932 - São Paulo SP, 13/09/1968), criado no Paraná, trabalhou na roça e na construção de estradas.

Ainda adolescente, juntou-se aos artistas de um parque de diversões, apresentando-se em circos e cinemas como Nhô Peroba, que tocava violão e contava piadas. Levado para São Paulo pela dupla Tonico e Tinoco, passou a participar dos programas de rádio Na Beira da Tuia e Peru que Fala.

Gravou seu primeiro disco como Barnabé em 1965, na Continental, obtendo sucesso imediato. Seu humor ingênuo e espontâneo, misturando piadas e músicas caipiras bem-humoradas, como Sanfona da véia (Brinquinho e Brioso), Casamento do Barnabé (Capitão Furtado), O esculhambeque (paródia do sucesso da Jovem Guarda O calhambeque), rendeu ainda mais três LPs antes de sua morte, em 1968.

A partir de 1970, seu irmão caçula, José Ferreira de Melo (Ribeirão do Pinhal PR, 09/12/1949) passou a usar o mesmo nome artístico e lançou ainda nesse ano seu primeiro disco pela Continental. Nessa gravadora, o segundo Barnabé gravou mais de oito LPs e, entre suas composições, estão Bailinho bom (com Palmar) e Ponto negro (com M. Nascimento), sucesso de Chitãozinho e Xororó.

Publicou três livros de piadas editados pela Luzero. Na década de 90 continuou viajando por todo o Brasil e apresentando seus shows em circos, praças e rodeios.

Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e PubliFolha.

terça-feira, setembro 02, 2008

Célia e Celma

A dupla sertaneja Célia (Célia Mazzei - Ubá, MG - 2/11/1952) e Celma (Celma Mazzei - Ubá, MG - 2/11/1952), irmãs gêmeas, começaram a cantar ainda crianças. O pai era fotógrafo profissional e nas horas vagas tocava bombardino numa banda da cidade de Ubá.

Aos cinco anos de idade começaram a cantar no rádio e em circos da cidade. Participaram de festas típicas e religiosas, foram coroadeiras de Nossa Senhora, e pelas ruas da pequena cidade acompanhavam os irmãos mais velhos em tradicionais serenatas. Estudaram música no Rio de Janeiro e se diplomaram pelo Instituto Villa-Lobos. Paralelamente começaram a cantar,como profissionais,em orquestras de baile.

Em 1975, viajaram ao Japão e, na casa Saci Pererê, se apresentaram por seis meses cantando música brasileira. Em 1990 participaram da novela Ana Raio e Zé Trovão, da TV Manchete, na qual foram as personagens Luminada e Luminosa. Em 1995, receberam do governo de Minas Gerais o título Embaixador do Centenário, pelo trabalho em prol da cultura do estado.

Celia e Celma já dividiram o palco com grandes nomes, como Cauby Peixoto, Emílio Santiago e até mesmo com o ministro da cultura, Gilberto Gil, cantando Aquarela do Brasil no centenário de Ary Barroso, em 2003, no Palácio do Planalto.
Produzem, dirigem e apresentam o programa Celia & Celma, no Canal Rural, desde abril de 1998, espaço aberto para a música de raiz e o folclore brasileiro. São autoras dos livros A cozinha caipira de Celia & Celma, Nova Fronteira, 1994, e Por todos os cantos, Ibrasa, 2004, com prefácio do jornalista Sérgio Cabral e apresentação do vice-presidente da república, José Alencar Gomes da Silva.

Também tiveram participação, cantando em cena, em O viajante, filme de Paulo César Sarraceni, de 1998, e atuaram no documentário Carrego comigo, de Chico Teixeira, de 2002. Participaram ainda do programa Meu Cunhado, no SBT, em 2004, ao lado do comediante Ronald Golias.
Discografia

Pilantrália (c/Carlos Imperial e a Turma da Pesada), 1970, Odeon LP; O coelhinho e o ratinho. Célia e Celma para o público infantil, 1970, Odeon Cs; Portela e Dó ré mi fá (Turma da Pesada), 1971, Odeon Cs; Cabo Frio devagar, 1971, Continental Cs; Procurando tu (Turma da Pesada), 1972, CID Cs; Célia e Celma. Vem quente que eu estou fervendo, 1978, Continental Cs; Célia e Celma, 1987, 3M LP; Na cozinha caipira de Célia e Celma, 1996, CD; Ary Mineiro (Revivendo), 1998, CD; Caipirarte, 1999, CPC-Umes CD.

Fontes: Senac-SP; Dicionário Cravo Albin da MPB.

Campanha e Cuiabano

Antônio Campanha (Campanha) nasceu em Monte Alto-SP no dia 05/12/1925; Olívio Campanha (Cuiabano) nasceu também em Monte Alto-SP no dia 05/03/1928 e faleceu em São José do Rio Preto-SP no dia 16/06/1981.

Antônio iniciou sua carreira musical ainda criança, com apenas 12 anos de idade, quando formou dupla com seu irmão mais velho Augusto Campanha, que era considerado excelente cantor e violeiro, na época. Integrou com alguma regularidade a dupla Campanha e Angelim e, quando já contava com seus 20 anos, Antônio venceu um concurso de cantadores na região e integrou também a dupla Campanha e Paulista.

Junto com seu irmão Olívio, Antônio chegou tocar em alguns circos em São José do Rio Preto-SP. A dupla com Olívio foi formada nessa época, no ano de 1948, ocasião na qual começaram cantando na Rádio PRB-8 de São José do Rio Preto-SP. A nova dupla costumava se apresentar com o nome de "Irmãos Campanha" e também como "Campanha e Seu Ir mão".

No ano de 1952, Antônio e Olívio seguiram para a capital paulista onde fizeram um teste na Rádio Nacional, com o diretor Costa Lima. Foram aprovados e se apresentaram durante vários anos nessa famosa emissora paulistana. Antes disso, os dois irmãos estiveram pertinho de fechar o contrato com a extinta Rádio Tupi, mas acabaram, de última hora, perdendo a vaga para a dupla Palmeira e Luizinho. Foi por sujestão dos compositores Arlindo Pinto e Anacleto Rosas Jr. que Antônio e Olívio acabaram adotando para a dupla o nome artístico de "Campanha e Cuiabano", apesar de Olívio não ter nascido em Cuiabá.

De acordo com Ayrton Mugnaini Jr. em seu livro Enciclopédia das Músicas Sertanejas e também no encarte do CD da dupla na Série Luar do Sertão lançada pela BMG, "...numa reunião de amigos, incluindo Arlindo Pinto e Anacleto Rosas Jr., comentou-se que 'Irmãos Campanha' não era um bom nome, por ser pouco marcante, não destacando um ou outro integrante da dupla. Perguntou-se quem mais se destacava; era Antônio, o compositor. Então ele ficou sendo o Campanha. Faltava um nome marcante para seu irmão; e o escolhido foi Cuiabano, por ser sonoro e ainda não ter sido usado por qualquer outra dupla vocal..."

O primeiro disco 78 RPM de Campanha e Cuiabano foi gravado no ano de 1953, com o cururu Barra Bonita (Arlindo Pinto - Priminho) e a moda campeira Pião Vira-Mundo (Campanha - Benedito Seviero). No ano seguinte, Campanha e Cuiabano conheceram o acordeonista Célio Cassiano Chagas, o Celinho, de Conceição das Alagoas-MG, que se juntou à dupla e os acompanhou durante alguns anos, porém, somente em apresentações ao vivo.

A partir de 1960, Celinho passou a acompanhar a dupla Pedro Bento e Zé da Estrada, com quem se apresenta até os dias atuais. Campanha e Cuiabano também foram acompanhados em algumas gravações pelo acordeonista Pirigoso. Foi no ano de 1957, que Campanha e Cuiabano gravaram pela primeira vez Meu passarinho (Campanha - Zé Rosa) , sem dúvida, o maior sucesso da dupla.

Também merecem destaque outras belíssimas interpretações de Campanha e Cuiabano tais como Genuína cana verde (Celinho - Lázaro Franco de Godoy), Novo Castelo (Campanha - Pirigoso), Um berrante na solidão (Ramon Cariz - George AB), Desprezo de amor (Souza - Campanha), Rolinha cabocla (João Pacífico - Raul Torres), Morrendo de saudade (Jane Rossi da Rocha - Cuiabano), Lá na fazenda (Francisco Lacerda - Ricarda Jardim) e Rei da estrada (Quintino Eliseu - Luiz Alves Pereira), apenas para citar algumas.

Apesar de terem gravado na Sinter, Copacabana, RCA, Odeon e Chantecler, a discografia de Campanha e Cuiabano encontra-se quase que totalmente esquecida e praticamente inexistente no comércio, excessão apenas ao CD da série Luar do Sertão que a BMG remasterizou no ano 2000, com belíssimas interpretações bastante representativas da dupla, gravadas entre 1961 e 1963.

Cuiabano, pouco antes do seu falecimento em 1981, chegou a transferir seu nome artístico ao seu outro irmão João Jaime Campanha (nascido em Palestina-SP em 1943 e falecido em São José do Rio Preto-SP em 1999). Campanha ainda chegou a formar uma dupla com o acordeonista Pirigoso com quem gravou o LP Mourão da porteira pela K-Tel em 1981. E em 1983 Campanha chegou a gravar em carreira-solo o LP Baile das cordas pelo selo Laço.

Consta que Campanha trabalha atualmente como empreiteiro na compra e venda de imóveis e também apresenta o seu programa de rádio na Emissora Independência de Mirassol-SP.

Fontes: Boa Música Brasileira; Dicionário Cravo Albin da MPB; Revista Viola Caipira.

Duo Guarujá

Dupla sertaneja formada por Nilsen Ribeiro e Armando Castro. Nilsen começou cantando em festas de amigos, onde impressionava os convidados. Acabou impressionando também a Armando Castro, crooner do grupo Vagalumes do Luar, que era conjunto exclusivo da Rádio Record e da gravadora Continental. Durante um ano fez parte da equipe contratada pela Rádio Farroupilha.

Em 1951, Nilsen e Armando se casaram. Resolveram formar uma dupla adotando o nome artístico de Duo Guarujá, escolhido em concurso. Em 1955, gravaram o primeiro disco cantando a canção italiana Non dimenticare e a guarânia Filha de Maria, de Mário Vieira e Ado Benatti. Fizeram grande sucesso.

Em 1956, recebem o Prêmio Roquette Pinto como o melhor duo vocal. Também naquele período, três músicas suas entraram nas paradas de sucesso. Em 1958, gravaram dois de seus maiores sucessos, o huapango Cucu-rru-cucu Paloma de T. Mendez e Carlos Américo, e a guarânia Cabecinha no ombro, de Paulo Borges. Cabecinha no ombro permaneceu seis meses em primeiro lugar nas paradas e obteve todos os prêmios de música na época. Seu repertório compunha-se predominantemente de boleros.

Em 1960, gravaram o bolero Alguém me disse, de Evaldo Gouveia e Jair Amorim, e a guarânia Serenata suburbana, de Capiba.

Em 1977, fizeram a gravação da música Despedida, de Roberto Carlos. Ao longo da carreira gravaram cerca de 30 discos 78 rpm e 23 Lps.

Fonte: Dicionário Cravo Albin da MPB.

segunda-feira, agosto 04, 2008

Biá e Dino Franco

Dupla sertaneja formada por Sebastião Alves da Cunha (Coromandel MG 1927—) e Osvaldo Franco (Paranapanema SP 1936—). Sabiá (Sebastião) era garimpeiro e em 1947 formou, com o irmão Elias e o paulista Alberto Calçada, o Trio Sabiá-Canarinho-Albertinho, que atuou na Rádio Araguari MG até 1950.

Nesse ano os três vieram para São Paulo SP, passando a se apresentar em vários programas, como Hora dos Municípios, de Blota Júnior, na Rádio Record, e Arraial da Curva Torta, do Capitão Furtado, na Rádio Difusora. Depois, Sebastião encurtou seu pseudônimo para Biá e, desfeito o trio, formou dupla com Mariano, gravando em 1951, na Continental, Onde foi você (Euclides Pereira Rangel, o Bolinha) e Pelejo pra te deixar (Biá e Gauchinho). Deixando Mariano, formou outra dupla, em 1952, Palmeira e Biá, atuando durante oito anos.

Em 1961 passou a cantar com o irmão, Sílvio, formando a dupla Biá e Biazinho, que gravou o LP Relíquias sertanejas. Nesse mesmo ano, Dino Franco (Osvaldo), que na época se chamava Piraçununga e era parceiro de Piratininga (Nelson Martins), estreava em disco de 78 rpm com Dança da chula (Arlindo Pinto e Zé Cupido) e Tafuleira (Ado Benatti e Marinho).

Em 1962, Biá gravou um LP em que fazia dueto com sua própria voz, Um cantor em duas vozes, usando o nome de Sid Biá. Lançou ainda um LP no gênero sentimental, Carinho. A dupla Piraçununga e Piratininga gravou para a CBS outro 78 rpm com duas músicas de autoria de Dino Franco, Aventureira e Capricho do destino, esta em parceria com Brás Hernández.

No ano seguinte, a mesma dupla lançou um disco pela Continental, com Cuidado moço (Arlindo Pinto e Zé Cupido) e Somos de alguém (Piraçununga e Piratininga). Com a morte do parceiro em 1964, Piraçununga formou outra dupla, com Belmonte (de Belmonte e Amaraí), gravando na Chantecler A fronha (Belmonte e Anacleto Rosas Júnior) e Coração de fera (de sua autoria).

Em 1965, mudando seu pseudônimo para Junqueira, Piraçununga formou a dupla Junqueira e Juquinha (José Duarte da Costa) e gravou, para a etiqueta Califórnia, Retrato do boi soberano, de sua autoria, e Mineiro não perde o trem (Juquinha e Silveira). Biá, tendo formado nova dupla, Dorinho e Biá, gravou três LPs em 1966, 1967 e 1968. Depois, atuou na Rádio Nacional, de São Paulo, com Biá e seus Batutas, tendo também gravado o LP Os grandes sucessos de Palmeira e Biá, na Continental.

No mesmo ano de 1968, Osvaldo Franco adotou definitivamente o pseudônimo de Dino Franco e gravou como solista o LP em que foi incluída, entre outras músicas, Rincão gaúcho (com Zico), que deu nome ao disco.

Entre 1971 e 1972 excursionou por diversas cidades, tendo composto na época um de seus maiores sucessos, O sertanejo é um forte (com Ari Guardião). Em 1972 foi contratado pela Chantecler como produtor e diretor sertaneja, e ali mesmo na gravadora resolveu formar uma dupla com Biá. A nova dupla lançou vários discos, destacando-se as composições de Dino — Que será de nós (com Nhô Cido), Distante, Travessia do Araguaia (com Décio Santos), Pescador do Iuaí (com Adolfinho), música utilizada como fundo num documentário realizado pela B.B.C. de Londres, Inglaterra, e Cruz do meu rosário. Além dessas, gravou Encontro de poetas (João Pacífico) e A visita (Biá e Silvio Cunha), também com sucesso.

De 1972 até 1979, quando se dissolveu, a dupla ainda gravou seis LPs e teve diversas participações em discos especiais. Enquanto Dino Franco encerrava a carreira, Biá entrou para a Rádio Tupi, de São Paulo, como produtor da unha sertanejapermanecendo até 1980. Transferiu-se para a Rádio Mulher, de São Paulo, produzindo e apresentando o programa Encontro com Biá, que levou, em 1982, para a Rádio Gazeta.

Ainda em 1982, por solicitação da Warner (selo Rodeio), tornou a montar o trio Biá e Seus Batutas (com Shirley e Evangelista) para uma única e última gravação de um LP, trazendo, entre outras, as músicas Valente pioneiro e Bóia fria (ambas de Zé Fortuna e Carlos César).

De 1984 até 1986 foi produtor e apresentador, na Rádio Imprensa, São Paulo, do primeiro programa de música sertaneja levado ao ar por uma emissora FM em todo o Brasil. Em 1987 sofreu acidente doméstico que o afastou definitivamente de qualquer atividade profissional.
No ano de 1997 foram lançados dois CDs de músicas antigas de suas duplas: Palmeira e Biá (BMG) e Biá e Dino Franco (Chantecler / Warner).

Fonte: Enciclopédia da Música Popular - Art Editora e PubliFolha.

domingo, agosto 03, 2008

Belmonte e Amaraí


Dupla sertaneja formada por Pascoal Todarello (Barra Bonita SP 1937—Santa Cruz das Palmeiras SP 1972), o Belmonte, e Domingos Sabino da Cunha (Santa Helena GO 1940—), o Amaraí.

Unidos por cinco anos, gravaram poucos LPs, dois dos quais pela RCA, em 1969 e 1970. Os maiores sucessos da dupla são o rasqueado Saudades da minha terra, a polca paraguaia Pombinha mensageira e Andorinha (adaptação de La golondrina, canção mexicana de 1860).

Belmonte formou outras duas duplas anteriores: com Belmiro e com Miltinho (da dupla Tibagi e Miltinho). Amaraí, por sua vez, formou dupla com Tibagi. Depois da morte de Belmonte, Amaraí seguiu cantando e gravando e, em 1985, lançou um disco solo, sem título, selo Coração Sertanejo.

CD

Sucessos de Belmonte e Amaraí, 1994, Continental 17881 9-2.

Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e publiFolha.

domingo, janeiro 20, 2008

Mula baia

Raul Torres
Mula Baia - Raul Torres, Serrinha e Rieli

Fazenda Belo Horizonte / Uma tropa ali chegou
Que vinha do Indaiá / Ali a tropa pousou
Nego Plácido viu a tropa / Da mula baia gostou
Criola de São Junqueira / Fechou negócio e comprou

E foi nessa hora mesmo / Nego Plácido falou
Pregue o sêlo no recibo / O dinheiro ele puchou
Botou a besta no pasto / Êle mesmo que amansou
E no fim de quinze dias/ Na cidade ele passeou
Levou a besta na cidade / Foi ferrar lá no ferreiro
Lá na cidade de Franca / O povo ficou banzê
De vêr a marcha da besta / Pisando muito ligeira
Batia a ferragem nas pedras / Parecia fogo de isqueiro

No lugar que ele passava/ Causava adimiração/ Nego Plácido montado
Parecia o Napoleão/ No pescoço lenço branco/ Bombacha de gorgurão
Era de marcha trotada/ Ferradura de rompão

Lá na cidade de Franca/ êle é um grande fazendeiro/ Tem fazenda com invernada
Ele é um grande boiadeiro/ No estado de Goiás/ No Triângulo Mineiro
Prá comprar treis mil cabeça/ Ele tem muito dinheiro
Na barranca do Rio Grande/ Uma boiada chegou/ Tinha quase mil cabeça
Nego Plácido comprou/ No fazer a travessia/ A correnteza levou
No meio daquele rio/ A boiada esparramou

O nego vendo o perigo/ Co'a mula baia gritou/ Atirou a baia n'água
E o laço na mão levou/ Mesmo no meio do rio/ Muitos bois ele laçou
No lombo da mula baia/ A sua boiada ele salvou.

Do lado que o vento vai

Raul Torres
Do Lado Que o Vento Vai (1939) - Raul Torres e Serrinha

Adeus, morena! Eu vou
Do lado que o vento vai
Amanhã, muito cedinho,
Peço a bênção dos meus pais.

Me fizeram judiação,
É coisa que não se faz!
Adeus, morena! Eu vou,
Adeus, eu vou pro sertão de Goiás!

Na passagem da porteira
Quem achar um lenço é meu,
Que caiu da algibeira
No pulo que o macho deu.

Quando de ti me afastei,
No Riacho da Alegria,
Tanto os meus olhos choravam,
Como o riacho corria...

Boiada cuiabana

Raul Torres
Boiada Cuiabana (1937) - Raul Torres e Serrinha

Vou contar a minha vida
Do tempo que eu era moço
Duma viagem que eu fiz
Lá no sertão do Mato Grosso
Fui buscar uma boiada
Isto foi no mês de agosto.

Meu patrão foi embarcado
Na linha Sorocabana
Capitais da comitiva
Era o Juca Flor da Grama
Foi tratado pra trazer
Uma boiada cuiabana.

Eu sai de Lambary
Na minha besta Ruana
Só depois de 30 dias
Que cheguei em Aquidauana
Lá fiquei enamorado
Duma malvada baiana.

No baio foi João Negrão
No tordilho Severino
Zé Garcia no Alazão
No Pampa foi Catarino
A madrinha e o cargueiro
Quem puxava era um menino.

Na volta de Campo Grande
No cassino foi entrando
Uma linda paraguaia
Na mesa estava jogando
Botei a mão na gibeira
Dinheiro estava sobrando.

Ela mandou me dizer
Pra mim que fosse chegando
Eu virei e disse pra ela
Vai bebendo eu vou pagando
Eu joguei nove partida
Meu dinheiro foi andando.

De Campo Grande parti
Com a boiada cuiabana
Meu amor veio na anca
Da minha besta Ruana
Hoje eu tenho quem me alegre
Na minha velha choupana.

Cigana

Raul Torres
Cigana (1937) - Raul Torres e Serrinha
A                                                  
Um dia uma cigana leu a minha mão    -------     
F#m                                         dedilhado
Falou que o destino do meu coração   -------     
D                          A  E                          
Daria muitas voltas, mas ia encontrar você
A
Eu confesso que na hora duvidei
F#m  
Lembrei de quantas vezes eu acreditei
D                        A                
Mas não dava certo, não era pra acontecer
F#m              C#m
Foi só você chegar, pra me convencer
D                        A    Ab
Estava escrito nas estrelas, que eu ia te conhecer
F#m            C#m
Foi só você me olhar, que eu me apaixonei
D          Bm   
Valeu a pena esperar, esse é o grande amor,
E
Que eu sempre sonhei
A        F#m    
Vou te amar, pra sempre vou te amar
D                                  A  E
Quero seu carinho, sua boca pra beijar
A         F#m  
Vou te amar, pra sempre vou te amar
D                      A
Tudo que eu preciso, só você pode me dar

sexta-feira, fevereiro 23, 2007

Irmãs Galvão

Irmãs Galvão - Dupla sertaneja formada por Mary Zuil Galvão (Ourinhos SP 1940-) e Marilene Galvão (Palmital SP 1942-). Mary toca sanfona; Marilene, viola e violão. Incentivadas pelos pais, formaram a dupla em julho de 1947, em Sapesal SP.


Apresentaram-se depois na Rádio Paraguaçu Paulista, em programa de auditório, já com grande sucesso. No ano seguinte, cantaram na Rádio Difusora, de Assis SP, no programa Pinguinho de Gente.

Em 1952 viajaram para São Paulo SP com os pais. O pai inscreveu a dupla no programa Tenda do Salomão, na Rádio Piratininga. Depois passaram para o programa Torre de Babel, da Rádio Piratininga, ao lado de artistas famosos como Nelson Gonçalves e Dolores Duran. Contratada pela Rádio Nacional, a dupla apresentou-se no programa Ronda dos Bairros.

Em 1954 estrearam na Rádio Bandeirantes, no programa Serra da Mantiqueira, com o Comendador Biguá e Capitão Barduíno. Seus primeiros discos 78 rpm foram gravados em 1957 e 1958, na RCA Victor.

Em 1959 foram contratadas pela Chantecler, na qual gravaram seu primeiro LP, além de alguns discos 78 rpm. É a mais antiga dupla sertaneja feminina em atividade no Brasil. Comemorou seus 50 anos de carreira com um show no parque da Água Branca, em São Paulo, com a presença de 6 mil pessoas, sendo homenageadas por Sula Miranda, Cézar e Paulinho, Tinoco e Tinoquinho, entre outros.

Em sua longa carreira - até 1997, 22 LPs, 10 rpm e 3 CDs (destaque para Lembranças, pela Warner) -, tiveram vários sucessos, como o disco Olhos de Deus, pela Continental East West, que inclui a moda-de-viola Rei do gado (Teddy Vieira), o bolero Pedaço de mim (Elias Muniz), a toada Cheiro de relva (Zé Fortuna e Dino Franco) e o pagode As três maravilhas (Moacir dos Santos e Paraíso), além da faixa-título, o balanço Olhos de Deus (Fátima Leão). Fizeram sucesso ainda com o "rock-pira" Coração laçador (Carlos Puppy) e a guarânia Pedacinhos (Carlos Randall).

A dupla recebeu Disco de Ouro em 1986, com No calor dos teus abraços, lambada de Cecílio Nena e Nicéia Drummond. Em 1994 recebeu o Prêmio Sharp de melhor dupla sertaneja. CDs: Lembranças, 1992, Warner 177642-2; Olhos de Deus, 1996, Continental 063015833-2.


Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira: erudita, folclórica e popular. São Paulo, Art Ed., 1977. 3p.