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terça-feira, agosto 21, 2018

Senhor Comissário - Jorge Veiga

Jorge Veiga
Senhor Comissário (samba, 1945) - Benedito Lacerda e Haroldo Lobo - Interpretação: Jorge Veiga

Disco 78 rpm / Título da música: Senhor Comissário / Benedito Lacerda (Compositor) / Haroldo Lobo (Compositor) / Jorge Veiga (Intérprete) / Gravadora: Continental / Nº Álbum: 15.489-a / Ano: 1945 / Lado A / Gênero musical: Samba.



Ai, senhor comissário
Roubaram meu tamborim
Venho pedir ao senhor, seu doutor
Pra fazer qualquer coisa por mim
Ai, senhor comissário
Por isso vou lhe contar tintim por tintim

Só porque deixei a porta
Do meu barracão aberta
Fizeram uma limpeza geral
Roubaram até a baiana da Mariana
E agora sem tamborim
Vou passar mal no Carnaval

Ai, senhor comissário
Roubaram meu tamborim
Eu venho pedir ao senhor, seu doutor
Pra fazer qualquer coisa por mim
Ai, senhor comissário
Por isso vou lhe contar tintim por tintim

Só porque deixei a porta
Do meu barracão aberta
Fizeram uma limpeza geral
Roubaram até a baiana da Mariana
E agora sem tamborim
Vou passar mal no Carnaval

Ai, senhor comissário
Roubaram meu tamborim
Eu venho pedir ao senhor, seu doutor
Pra fazer qualquer coisa por mim
Ai, senhor comissário
Por isso vou lhe contar tintim por tintim

quinta-feira, março 22, 2018

Índio quer apito - Walter Levita

Inspirado em uma anedota irreverente, meio escatológica, Haroldo Lobo escreveu a marcha “Índio Quer Apito”: “Ê ê ê ê / índio quer apito / se não der / pau vai comer...” Como a anedota era muito conhecida e se referia a um político famoso, “Índio Quer Apito” fez sucesso e acabou entrando para o rol das marchinhas que são repetidas em todos os bailes de carnaval.

Bom conhecedor do gosto popular, Haroldo tinha a capacidade de transformar em músicas de sucesso fatos do cotidiano brasileiro, reinando por quase trinta anos como compositor carnavalesco.

Índio quer apito (marcha/carnaval, 1961) - Haroldo Lobo e Milton de Oliveira - Intérprete: Walter Levita

Disco 78 rpm / Título da música: Índio quer apito / Lobo, Haroldo (Compositor) / Oliveira, Milton de (Compositor) / Levita, Walter (Intérprete) / Gravadora: Continental / Ano: 1960 / Álbum 17.845 / Lado B / Gênero musical: Marcha.


Dm      F              Gm 
Ê ê ê ê ê índio quer apito
      A7            Dm    A7  
Se não der pau vai comer
Dm      F              Gm 
Ê ê ê ê ê índio quer apito
      A7            Dm      
Se não der pau vai comer

                          F
Lá no bananal mulher de branco
         Gm      A7       Dm 
Levou pra índio colar esquisito
                           F
Índio viu presente mais bonito
             Gm    A7
Eu não quer colar
             Dm
Índio quer apito


A Canção no Tempo - Vol.2 - Jairo Severiano e Zuza Homem de Mello - Editora 34

domingo, janeiro 07, 2018

Haroldo Lobo - Biografia

Haroldo Lobo, compositor, nasceu no Rio de Janeiro RJ em 22/7/1910 e faleceu em 20/7/1965. Filho de Quirino Lobo, que tocava flauta e violão, e irmão de Osvaldo Lobo (Badu), compositor e baterista, fez seus primeiros estudos na escola da América Fabril, onde também estudou teoria e solfejo. Aos 13 anos já compunha samba para o Bloco do Urso.


Seu primeiro emprego foi como guarda na polícia de vigilância, passando depois a trabalhar na tecelagem da América Fabril. Conhecido como Clarineta nos cafés frequentados por artistas, por cantar num tom que só a clarineta podia alcançar, lançou com Aurora Miranda, em 1934, Metralhadora (com Donga e Luís Meneses), música alusiva à revolução constitucionalista, e sua primeira gravação; no mesmo ano compôs o samba De madrugada (com Vicente Paiva), gravado por Aurora Miranda na Odeon. Juro (com Mílton de Oliveira, seu parceiro mais constante de sambas), obteve sucesso e o prêmio da prefeitura do antigo Distrito Federal no Carnaval de 1938, gravada por J. B. de Carvalho.

Desde os tempos do Bloco do Urso, os animais foram uma constante em suas composições, destacando-se nesse seu gênero Passarinho do relógio (Cuco) e Passo do canguru (ambas com Mílton de Oliveira), que foram sucesso respectivamente nos Carnavais de 1940 e 1941, cantadas por Araci de Almeida, sendo que a segunda chegou a ser gravada nos E.U.A. com o título de Brazilian Willy, e também por Carmen Miranda em 1942.

Ainda em 1941 foi destaque com as músicas Allah-la-ô (com Nássara), gravada por Carlos Galhardo; O bonde do horário já passou (com Milton de Oliveira), gravada por Patrício Teixeira; e Essa vida não é sopa (com Wilson Batista), gravada por Patrício Teixeira. Lançou, no ano seguinte, Emília (com Wilson Batista), gravada por Vassourinha, e A mulher do leiteiro (com Milton de Oliveira), gravada por Araci de Almeida.

Muitas de suas composições alcançaram sucesso popular, por se referirem a fatos do cotidiano ou de repercussão nacional ou internacional, como Oito em pé, marcha de 1942, gravada por Araci de Almeida, que comentava a autorização pública para que oito passageiros viajassem em pé nos coletivos, por racionamento de gasolina; Tem galinha no bonde, marcha gravada por Araci de Almeida, também de 1942, sobre regulamentação do transporte de galinhas em bondes; Que passo é esse, Adolfo? (com Roberto Roberti) e As ruas do Japão (com Cristóvão de Alencar), gravada por Linda Batista, sátiras à Alemanha e ao Japão, respectivamente, de 1943 e 1944.

Nesse ano obteve o primeiro lugar no concurso de músicas de Carnaval da prefeitura do Distrito Federal, a marcha gravada por Francisco Alves e Dalva de Oliveira Verão do Havaí (com Benedito Lacerda), o mesmo parceiro em Coitado do Edgar (gravação de Linda Batista), um dos seus sucessos em 1945, ao lado do samba Rosalina (com Wilson Batista), gravado por Jorge Veiga.

Em 1946 venceu novamente o concurso de Carnaval com a marcha Espanhola (com Benedito Lacerda), gravada por Nelson Gonçalves, e lançou com destaque o samba Vou sambar em Madureira (com Milton de Oliveira), gravado por Jorge Veiga.

Duas músicas suas que alcançaram grande popularidade marcaram o ano de 1947: a marcha antes censurada Eu quero é rosetar (com Mílton de Oliveira), gravada por Jorge Veiga, e Odalisca (com Geraldo Gomes), lançada por Nelson Gonçalves.

Folião dos mais animados, não perdia um Carnaval e preparava suas músicas com um ano de antecedência, aproveitando a inspiração da folia. Dessa forma, conseguiu destacar-se praticamente a cada Carnaval, estando suas músicas quase sempre entre as mais tocadas e popularizadas.

Exemplos dos seus sucessos foram O passo da girafa (com Milton de Oliveira), de 1949, gravado por Araci de Almeida; Pra seu governo (com Milton de Oliveira), gravado por Gilberto Milfont, e Retrato do velho (com Marino Pinto), gravado por Francisco Alves, ambos de 1951; Eva (com Milton de Oliveira), gravado por Gilberto Milfont, e Acho-te uma graça (com Benedito Lacerda e Carvalhinho), de 1952; História da maçã (com Milton de Oliveira), gravado por Jorge Veiga, de 1954; Índio quer apito (com Mílton de Oliveira), gravado por Walter Levita, de 1961, uma das composições que mais renderam em direitos autorais, e Pistoleira (com Milton de Oliveira), gravado por Ari Cordovil, de 1964.

Seu último sucesso foi Tristeza, feito com Niltinho e lançado em 1965 por Jair Rodrigues, cujo sucesso no Carnaval de 1966 não chegaria a testemunhar.

Algumas músicas



Fontes: História do Samba - Editora Globo; Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e Publifolha.

sábado, setembro 14, 2013

Não é economia (Alô padeiro)

Deo (Ferjalla Rizkalla)
Na época em que esse samba foi lançado - logo após o carnaval de 1943 -, o mundo estava em guerra e, entre os vários problemas consequentes, havia o racionamento de farinha de trigo no Brasil, o que levava a uma forçada economia no consumo de pão. Haroldo Lobo e Wilson Batista tiveram a ideia de utilizar a separação de um casal como justificativa para a suspensão do fornecimento de pão (numa clara crítica ao racionamento).

O samba foi editado somente como "Não é economia", mas no disco constava o título "Alô, padeiro" (Não é economia). Destinada por Wilson Batista ao cantor Deo (então em grande evidência, com o sugestivo cognome "o ditador de sucessos"), a música teve grande aceitação e ainda hoje inscreve-se entre as mais importantes criações de Haroldo Lobo. (Fonte: Nova História da Musica Popular Brasileira - Haroldo Lobo, fascículo + disco - Abril Cultural, 2a.edição, 1978).

Não é economia (Alô padeiro) (samba, 1943) - Wilson Batista e Haroldo Lobo - Intérprete: Déo

Disco 78 rpm / Título da música: Não é economia (Alô padeiro) / Haroldo Lobo (Compositor) / Wilson Batista, 1913-1968 (Compositor) / Déo (Intérprete) / Regional Columbia (Acomp.) / Gravadora: Columbia / Gravação: 25/03/1943 / Lançamento: 04/1943 / Nº do Álbum: 55419 / Nº da Matriz: 620-1 / Gênero musical: Samba / Coleções de origem: Nirez


Alô, padeiro, bom dia.
De amanhã em diante
eu vou suspender o pão.
Eu explico a razão:
não é economia.

É que aqui em casa
eu agora estou sozinho,
aquela morena
já não me faz companhia.

Alô padeiro (breque)
avise ao quitandeiro
que eu briguei com a Dulcineca
sem ela, pra que legumes (neca, neca).

Vendi o rádio, a nossa cama
e o fogão
e vou comer de colher
numa boa pensão
neca de pão (breque).



Fontes: Discografia Brasileira - IMS; Instituto Moreira Salles.

quinta-feira, maio 16, 2013

Eladir Porto

Eladir Porto - 1936
Eladir Porto (Eladir Maria da Silva Porto), cantora, nasceu em Santos, SP, em 15/10/1917. Iniciou a carreira artística depois de vencer um concurso de beleza. Em 1936, estreou na Rádio Cajuti.

Contratada pela gravadora Victor, em 1941, gravou seu primeiro disco interpretando com acompanhamento de Passos e sua orquestra, a marcha Salomé, de Haroldo Lobo e Nássara, e com acompanhamento de Luís Americano e seu regional, o samba Comprei uma baiana, de Joca do Pandeiro e Jacaré.

Em 1944, atuou na comédia musical Abacaxi azul, direção de Ruy Costa e Wallace Downey, e roteiro de Ruy Costa, e no qual atuaram ainda, entre outros, Alvarenga, Ranchinho, Dercy Gonçalves, Chocolate, Xerém, e Castro Barbosa.

Em 1945, já pela gravadora Continental, gravou com acompanhamento de Benedito Lacerda e seu conjunto regional, as marchas Vamos brincar de pique? e Ora bola", ambas de Sandra Roberta. Nesse período sua presença era constante em eventos no Palácio do Catete durante o governo do presidente Getúlio Vargas. Atuou em várias outras rádios até viajar para a Argentina onde permaneceu vários anos, o que acabaria por fazê-la mudar seu repertório, inicialmente composto por sambas e marchas, para tangos. Em 1950, retornou ao Brasil e foi contratada pela Rádio Nacional.

Em 1952, lançou pela gravadora Sinter o samba-canção Brigas, de Hélio Rosa e René Bittencourt, e o bolero Recordar é viver, de Carolina Cardoso de Menezes, Armando Fernandes e Célio Monteiro.

 Em 1955, foi contratada pela gravadora pernambucana Mocambo e lançou uma série de quatro discos em 78 rpm com acompanhamento de Romeu Fossati e sua orquestra típica, interpretando os tangos Noite de Reis, de P. M. Mafra, J. Curi e Virgínia Amorim, Cantando, de Mercedes Simone e Virgínia Amorim, Deixa-me em paz (Dejame, no quiero), de F. Canaro, I. Pelai e A. Galves Morales, e Tarde chuvosa, de Mores, Contursi e Ghiaroni, o fox Jonny, de Spelman e Paul Roberts, com versão de Virgínia Amorim, e as valsas Aniversário da mãezinha, de Jairo Argileo e Heron Domingues, e Ama sempre, de Romeu Fossati e Eda Fossati.

Em 1956, lançou pela gravadora Mocambo o LP Tangos em versão registrando os tangos Silêncio, de Carlos Gardel, Alfredo Le Pera e Petorossi, com versão sua, Cantando, de Mercedes Simone, e Noite de Reis, de Pedro Maffia e Jorge Curi, com versões de Virgínia Amorim, Seus olhos se fecharam, de Carlos Gardel e Alfredo Le Pera, e Tarde chuvosa, de Mariano Mores e Contursi, com versões de Ghiaroni, Deixa-me em paz, de Francisco Canaro, Mariano Mores e Pelay, e versão de Galvez Morales, Lencinho querido, de Juan de Dios, Filiberto e Penalo, e versão de Maugéri Neto, e Quero ver-te uma vez mais, de M. Canaro e Contursi, e versão de Jair Amorim.

No mesmo ano, também pela gravadora Mocambo, participou do LP Oito sucessos interpretando o fox Johnny (Johnny is the boy for me), de L. Paul, e versão de Virgínia Amorim.

Em 1957, já transferida para a RGE, lançou o LP Alma do tango cantando os tangos Canção desesperada, de Enrique Santos Discépolo, e versão de Ghiaroni, Caminito, de Juan de Dios Filiberto e Gabino Coria  Peñaloza, e Piedade, de C. Percuoco e L. de Blase, ambos com versões de Mauro Pires, Parece mentira, de Rodio e Sciammarella, e Alcova azul (Cuartito azul), de M. Battistella e Mariano Mores, os dois com versões de Vidal Ramos, Todavia te quero (Y todavia te quiero), de L. Leocata e A. Asvar, com versão de Adelino Moreira, Cristal, de Mariano Mores e José Maria Contursi, em versão de Haroldo Barbosa, e Orgia, de Fernando César e Nazareno de Brito.

No mesmo ano, gravou os tangos Seus olhos se fecharam, de Gardel, Le Pera e Ghiaroni, Quero ver-te uma vez mais, de Canaro, Contursi e Jair Amorim, e Lencinho querido, de J. D. Filiberto e Penaloza e versão de Maugéri Neto.

Em 1958, gravou o samba-canção Que saudade, de Alésio Milton, e os tangos Cristal, de M. Mores e J. M. Contursi, Piano de bar, de Dora Lopes e Ari Monteiro, e Chora bandoneon, de J. Piedade, O. Gazaneo e J. Campos.

Em 1960, a gravadora Mocambo lançou o LP Tangos, sempre tangos com as interpretações dos tangos Silêncio, Uma lágrima tuya, Cantado, Sentimento gaúcho, Noite de Reis, Dora, Lencinho querido, Graciel, Tarde chuvosa, Caminito, Quiero verte uma vez más e El amanecer, já lançados anteriormente.

Em 1961, participou pela RGE do LP "Eu adoro tangos"  com os tangos "Canção desesperada", "Caminito", "Cristal", "Alcova azul", "Todavia te quero", "Piedade", e "Parece mentira". Este disco ainda contou com interpretações de Antônio Borba, Leny Eversong e Ventura Ramirez. No mesmo ano, candidatou-se a vereadora no Rio de Janeiro.

Em 1962, gravou pela Mocambo os tangos Faz-me rir, de F. Yoni e E. Arias, em versão de Teixeira Filho, Meu Buenos Aires querido, de Carlos Gardel e Le Pera em versão de Juracy Rago, Não te culpo, de Romeu Fossati e Murilo Latine, que contou com declamação de Valdeck Magalhães, e Contra sens", de Vera Falcão e Murilo Latine.

Ao longo da carreira, além de apresentações em diferentes emissoras de rádio, fez gravações na Victor, Continental, Mocambo, Sinter, Todamérica e RGE, quase sempre cantando tangos.

Discografia

(1962) Faz-me rir/Meu Buenos Aires querido • Mocambo • 78 (1962) Não te culpo/Contra senso • Mocambo • 78 (1961) Eu adoro tangos • RGE • LP (1960) Tangos, sempre tangos • Mocambo • LP (1958) Que saudade/Cristal • RGE • 78 (1958) Piano de bar/Chora bandoneon • Mocambo • 78 (1957) Cancion desesperada/Orgia • RGE • 78 (1957) Alma do tango • RGE • LP (1957) Seus olhos se fecharam/Foi em Buenos Aires • Mocambo • 78 (1957) Quero ver-te uma vez mais/Lencinho querido • Mocambo • 78 (1956) Tangos em versão • Mocambo • LP (1955) Noite de Reis/Jonny • Mocambo • 78 (1955) Cantando/Aniversário da mãezinha • Mocambo • 78 (1955) Deixa-me em paz (Dejame, no quiéro) • Mocambo • 78 (1955) Tarde chuvosa/Ama sempre • Todamérica • 78 (1952) Brigas/Recordar é viver • Sinter • 78 (1945) Vamos brincar de pique?/Ora bolas! • Continental • 78 (1941) Salomé/Comprei uma baiana • Victor • 78

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Fontes: Dicionário Cravo Albin da MPB; Revista "O Malho", de 11/06/1936.

sábado, dezembro 03, 2011

Walter Levita

Walter Levita, cantor e compositor, nasceu em 1920 na Bahia. Iniciou a carreira cantando músicas românticas, mas se especializaria depois no repertório carnavalesco, tendo participado de mais de 20 coletâneas do gênero, além de lançar outros 16 discos pelas gravadoras Copacabana, Continental e Odeon.

Os críticos o apontam como seus maiores sucessos Índio quer apito e A Maria tá, até hoje lembradas em antologias carnavalescas.

Estreou em discos em 1952 na gravadora Star lançando o baião Vamô misturá, de sua autoria e Mary Monteiro, cantado em dueto com Maria Celeste, e o samba Dilema, de Ataulfo Alves e Aldo Cabral.

No mesmo ano, teve o samba Uma mulher é pouco, com Ernâni Seve, gravado na RCA Victor por Francisco Carlos, e na Copacabana o samba-canção Disfarce, com Mary Monteiro, registrado pelo cantor Hélio Chaves.

Em 1953, foi contratado pela Odeon e gravou com acompanhamento de orquestra os xaxados Xaxado não é baião, de sua autoria e Rodrigues Filho, e Não me condenes, de Altamiro Carrilho e Armando Nunes. Em seguida, gravou também com acompanhamento de orquestra o fox Chora, de Kolman e Lourival Faissal, e o samba-canção Não devemos fingir, de José Batista e Jorge Faraj.

No ano seguinte, gravou o bolero Sinceridade, de G. Perez e Ghiaroni, e a toada Meu erro, meu castigo, de Orlando Trindade e José Batista. Gravou, com acompanhamento de orquestra e coro em 1955, a marcha Montanha russa, de Arlindo Marques Júnior e Roberto Roberti, e o samba-canção Falam tanto de mim, de Alcir Pires Vermelho e Ivon Curi.

Em seguida, gravou com acompanhamento de conjunto coral e orquestra de Severino Filho a toada Vento malvado, de Orlando Trindade e José Batista, e o samba-canção Drama conjugal, de Armando Nunes e Cícero Nunes.

Para o carnaval de 1956, lançou com acompanhamento de orquestra e coro o samba Eu sou a fonte, de Monsueto Menezes, Geraldo Queiróz e José Batista, que foi incluida também no LP Carnaval!... Carnaval!... da gravadora Odeon, e a marcha Cabeça prateada, de Aldacir Louro, Edgard Cavalcânti e Anísio Bichara.

Nesse ano, fez sucesso com o samba Favela, de Roberto Martins e Valdemar Silva. Gravou ainda, já visando o carnaval do ano seguinte, os sambas Até você chorou e Comissário Valdemar, ambos de Haroldo Lobo e Raul Sampaio.

Em 1960, gravou pela Continental com acompanhamento de orquestra carnavalesca as marchas Vaca de presépio e Índio quer apito, ambas de autoria da dupla Haroldo Lobo e Milton de Oliveira. Esta última foi um grande sucesso na época, e mesmo posteriormente, além de incluída no LP Carnaval de 1961, que a gravadora Continental lançou com diversos artistas.

Ainda em 1960, gravou pela Discobras a marcha A Maria tá, com a qual se tornou campeão do carnaval, e o samba Primeiro amor, ambas de Haroldo Lobo, Milton de Oliveira e Jair Noronha.

Em 1961,gravou na Continental a marcha Nega do Congo, de Haroldo Lobo e Milton de Oliveira, e o samba Incerteza, de Jorge Martins, José Garcia e Maragogipe. No mesmo ano, lançou pela gravadora Copacabana o bolero Até sempre, de Mário Clavel e Teixeira Filho, e o samba Vai, tristeza, de Haroldo Lobo e Milton de Oliveira.

No ano seguinte, suas interpretações para as marchas Garota que vai pra lua, de João de Barro e Jota Júnior, e Metade homem, metade mulher, de Haroldo Lobo e Milton de Oliveira, foram incluídas no LP Carnaval de 1963 produzido pela gravadora Continental com a participação de vários artistas.

Em 1963, gravou as marchas Espanhola, de Renato Mendonça e Jairo Simões, e Espeta o vudu, de Haroldo Lobo e Milton de Oliveira, e os sambas Tindô-le-lê, de sua autoria e Renato Mendonça, e Ora meu bem, de Henrique de Almeida e Carlos Marques.

Em 1964, participou de duas coletâneas destinadas ao carnaval: no LP Carnaval de ontem e de hoje do selo Audience com a marcha A Maria tá, de Haroldo Lobo e Milton de Oliveira, e do LP Carnaval RIO/65 da Continental para o qual gravou especialmente as marchas Stripe-tease, de Haroldo Lobo e Milton de Oliveira, e Vaca malhadinha, de sua autoria e Fernando Noronha.

Em 1966, participou dos dois volumes da série Carnaval RCA 1967 da RCA Camden, lançados para o carnaval do ano seguinte. Gravando para o volume 1 a marcha Quando vira a maré, de sua autoria, Aloísio Vinagre e João Laurindo, e para o volume dois a marcha Bananeira, de Rutinaldo e Milton de Oliveira.

Participou no ano de 1967, da coletânea Carnaval de verdade 1968 volumes 1 e 2 da gravadora Philips, que reuniu entre outros os nomes de Orlando Silva, Blecaute, Marlene, Dircinha Batista, e Zé Keti. Para o volume 1 gravou a marcha Deixa o coração cantar, de Luiz Bonfá e Maria Helena Toledo, e para o volume 2 registrou a marcha Felicidade, de Francis Hime e Vinícius de Moraes.

Em 1968, participou de nova coletânea, sempre gravada no segundo semestre do ano, visando o carnaval do ano seguinte. Assim, pela RCA Candem gravou a marcha Adão ficou tantã (Marcha da pílula anticoncepcional), de Antônio Almeida.

Em 1969, Walter Levita participou do LP Festival de carnaval da Polydor registrando as marchas A lua conquistada, de Milton de Oliveira e Roberto Jorge, que glosava com a chegada do homem à lua, e Bela napolitana, de Milton de Oliveira e Élton Menezes.

Em 1970, gravou as marchas Um dois três (O que é que faz com ele), de Moacir Paulo e Fernando Noronha, e Benvenuta garota enxuta, de Milton de Oliveira, para o LP Carnaval 1971 da Entré/CBS.

Em 1972, participou do LP Carnaval de vanguarda, da Premier/RGE, interpretando a marcha Boneca de Alode, de Milton de Oliveira.

No mesmo ano, voltou a gravar um disco solo interpretando canções românticas: o LP Uma seresta na fossa, do selo Itamaraty/CID, no qual cantou as músicas Inimigo ciúme, de Umberto Silva e O. Trindade, A serenata que ela não ouviu, de Jacobina e Taba, Fracasso, de Mário Lago, Chão de estrelas, de Silvio Caldas e Orestes Barbosa, entre outras.

Em 1976, num momento em que as músicas carnavalescas já se encontravam em pleno declínio voltou a participar de uma coletânea do gênero no LP Carnaval 76 da Musicolor/Continental, para o qual interpretou a marcha Brinca com o meu coração, de Cid Magalhães e Milton de Oliveira. Três anos depois, cantou as marchas Não é disco voador, de Dozinho e Cláudio Paraíba, e O burro sou eu, de Cláudio Paraíba, para o LP Gandaia carnaval de 1980, uma gravação independente.

Obra

Cobra que não anda (c/ Zé Trindade), Disfarce (c/ Mary Monteiro), Quando vira a maré (c/ Aloísio Vinagre e João Laurindo), Tindô-le-lê (c/ Renato Mendonça), Uma mulher é pouco (c/ Ernâni Seve), Vaca malhadinha (c/ Fernando Noronha), Vamô misturá (c/ Mary Monteiro), Xaxado não é baião (c/ Rodrigues Filho).

Fontes: Diário da Música; Dicionário Cravo Albin da MPB.

sábado, outubro 01, 2011

Niltinho Tristeza

Niltinho Tristeza
Niltinho Tristeza (Nilton de Souza), compositor e cantor, nasceu na Rua Real Grandeza, bairro de Botafogo, Rio de Janeiro, RJ, em 15/10/1936. Fez parte da ala de compositores do bloco carnavalesco Foliões de Botafogo. A partir de 1971 passou a integrar a Ala de Compositores da Escola de Samba Imperatriz Leopoldinense.

Seu primeiro sucesso nacional foi a composição Tristeza, feita em parceria com Haroldo Lobo e gravada inicialmente pelo cantor Ary Cordovil. Sucesso que o próprio parceiro Haroldo Lobo, que levara a música para o cantor, não chegou a presenciar, pois havia falecido duas semanas antes da gravação.

A música, segundo o próprio Niltinho, havia sido composta para o bloco carnavalesco Foliões de Botafogo no ano de 1963 e tinha uma letra caudalosa (18 versos) e um pouco diferente da que seria regravada várias vezes. Segundo o próprio compositor Niltinho, o letrista Haroldo Lobo sugeriu que a letra fosse diminuída e vários versos alterados, ficando apenas com oito versos. De imediato, ele entrou na parceria em 1965.

Em 1966 sua composição Tristeza foi regravada com sucesso por Elizeth Cardoso no LP Muito Elizeth, pela Discos Copacabana. Neste mesmo ano, a dupla Elis Regina e Jair Rodrigues no disco Dois na bossa, regravou a composição.

Um de seus muitos sucessos foi o samba-enredo Barra de ouro, barra de rio, barra de saia (c/ Zé Catimba), de 1971, composto para a Imperatriz Leopoldinense, com o qual a escola classificou-se em 7º lugar do Grupo 1 no desfile daquele ano.

Em 1975, a dupla Toquinho e Vinícius de Moraes regravou Tristeza no disco O poeta e o violão. No ano de 1979 no LP Se o caminho é meu, Paulinho Mocidade  interpetou de sua autoria A onda do mar levou, parceria com Nonô.

Em 1988, Regina do Santo lançou, pela gravadora Hórus (Espanha), o disco Meu carnaval - Disco de samba. Neste LP interpretou de sua autoria  Tristeza. No ano seguinte, o samba-enredo Liberdade, liberdade, abre as asas sobre nós, composta em parceria com Preto Jóia, Vicentino e Jurandir, colocou a Imperatriz Leopoldinense em primeiro lugar do Grupo 1. Nesse mesmo ano a composição foi regravada por Dominguinhos do Estácio no LP Gosto de festa, lançado pela RGE.

Em 2001, ao lado de Nei Lopes, Nelson Sargento, Dona Ivone Lara, Baianinho, Luiz Grande, Casquinha, Zé Luiz, Nilton Campolino, Jair do Cavaquinho, Elton Medeiros, Monarco, Jurandir da Mangueira e Aluízio Machado, participou do show Meninos do Rio, apresentado no Centro Cultural Banco do Brasil, no Rio de Janeiro. Neste mesmo ano, foi lançado o CD homônimo, pelo selo Carioca Discos.

No ano 2002 a gravadora Universal Music lançou o CD duplo 20 Anos de saudade, de Elis Regina. Neste disco foram compiladas gravações pouco divulgadas da cantora, entre elas, Tristeza, gravada anteriormente pela dupla Elis Regina e Jair Rodrigues no disco Dois na bossa.

Em 2003, ao lado de Noca da Portela, Darcy da Mangueira e Roberto Serrão, foi um dos convidados de Leandro Fregonesi no Bar e Café Cultural Sacrilégio, na Lapa, centro boêmio do Rio de Janeiro.

Em 2010 foi homenageado no Crico Voador, na Lapa, no festival "Samba de Quadra", quando apresentou seus grandes sucessos, apresentado pelo crítica Haroldo Costa.

Sua composição mais famosa Tristeza contabiliza mais de 586 intérpretes diferentes por todo o mundo, entre os quais Simonal, Elizeth Cardoso, Ary Cordovil, Elis Regina, Jair Rodrigues, Paul Mauriat, Sérgio Mendes, Julio Iglesias e Maysa, entre muitos outros. Tem mais de 150 músicas gravadas.

Obras

A onda do mar levou (c/ Nonô), Barra de ouro, barra de rio, barra de saia (Zé Catimba), Chinelo novo (c/ João Nogueira),  Liberdade, liberdade, abre as asas sobre nós (c/ Preto Jóia, Vicentino e Jurandir), Tristeza (c/ Haroldo Lobo)

Fontes: Dr. Zem; Dicionário Cravo Albin da MPB.

sábado, dezembro 18, 2010

Toureiro

Toureiro (marcha, 1950) - Milton de Oliveira e Haroldo Lobo - Intérpretes: Nelson Gonçalves e Trio de Ouro

Disco 78 rpm / Título da música: Toureiro / Milton de Oliveira (Compositor) / Haroldo Lobo (Compositor) / Nelson Gonçalves (Intérprete) / Trio de Ouro (Intérprete) / Orquestra (Acomp.) / Gravadora: RCA Victor / Nº do Álbum: 800727-A / Nº da Matriz: S-092779 / Data de Gravação: 09/10/1950 / Data de Lançamento: Dezembro/1950 / Gênero musical: Marcha / Carnaval.



Toureiro
Sou toureiro de Madrid
Sou toureiro, sou valente
E nunca na arena
Pra um touro eu perdi
Mas, se eu sou um bom toureador
É porque Manolita bonita
Me deu o seu amor!

Toureiro
Sou toureiro de Madrid
Sou toureiro, sou valente
E nunca na arena
Pra um touro eu perdi
Mas, se eu sou um bom toureador
É porque Manolita bonita
Me deu o seu amor!

Se eu vou a qualquer
Parte da Espanha
Manolita me acompanha
Pra ela eu sou o maior toureador
E ela é o meu grande amor

Se eu vou a qualquer
Parte da Espanha
Manolita me acompanha
Pra ela eu sou o maior toureador
E ela é o meu grande amor

Toureiro
Sou toureiro de Madrid
Sou toureiro, sou valente
E nunca na arena
Pra um touro eu perdi
Mas, se eu sou um bom toureador
É porque Manolita bonita
Me deu o seu amor!

sexta-feira, dezembro 17, 2010

A hora é boa

Nelson Gonçalves
A hora é boa (marcha, 1950) - David Nasser e Haroldo Lobo - Intérprete: Nelson Gonçalves

Disco 78 rpm / Título da música: A hora é boa / Nasser, David (Compositor) / Lobo, Haroldo (Compositor) / Gonçalves, Nelson (Intérprete) / Gravadora Rca victor / Número do Álbum 800636 / Data de Gravação 00/1949 / Data de Lançamento 00/1950 / Gênero musical: Marcha / Lado A


Não quero saber da hora
Não quero saber, não quero
Só quero saber agora
Se o teu amor é sincero

Não quero saber da hora
Não quero saber, não quero
Só quero saber agora
Se o teu amor é sincero

O tempo passa
O tempo voa
Se o teu amor é meu
A hora é boa

Não quero saber da hora
Não quero saber, não quero
Só quero saber agora
Se o teu amor é sincero

segunda-feira, dezembro 06, 2010

No céu é assim

O compositor e caricaturista Antônio Gabriel Nássara.

No céu é assim (marcha, 1944) - Haroldo Lobo e Nássara - Intérprete: Nelson Gonçalves

Disco 78 rpm / Título da música: No céu é assim / Haroldo Lobo (Compositor) / Antônio Gabriel Nássara (Compositor) / Nelson Gonçalves (Intérprete) / Gravadora RCA Victor / Nº do Álbum: 800231 / Nº da matriz: S-078051-1 / Data de Gravação: 13/09/1944 / Data de Lançamento: Dezembro/1944 / Lado B / Gênero musical: Marcha / Carnaval



Onde é que a vida é boa
Do príncipio até o fim
No céu deve ser assim

Onde é que as morenas
Cheiram mais do que jasmim
No céu deve ser assim

No céu mulher não bebe, não fuma,
Não gasta dinheiro em carmim
O céu é que serve pra mim

Onde é que a vida é boa
Do príncipio até o fim
No céu deve ser assim

Onde é que as morenas
Cheiram mais do que jasmim
No céu deve ser assim

No céu mulher não bebe, não fuma,
Não gasta dinheiro em carmim
O céu é que serve pra mim

Eu já sei que não sou santo
Mas vou pra fila esperar o meu lugar
Levo uma carta de apresentação
Senão São Pedro é capaz de me barrar

Eu já sei que não sou santo
Mas vou pra fila esperar o meu lugar
Levo uma carta de apresentação
Senão São Pedro é capaz de me barrar

Onde é que a vida é boa
Do príncipio até o fim
No céu deve ser assim

Onde é que as morenas
Cheiram mais do que jasmim
No céu deve ser assim

No céu mulher não bebe, não fuma,
Não gasta dinheiro em carmim
O céu é que serve pra mim

sexta-feira, dezembro 03, 2010

Fingiu que não me viu

Nelson Gonçalves

Fingiu que não me viu (samba, 1941) - Milton de Oliveira e Haroldo Lobo - Intérprete: Nelson Gonçalves

Disco 78 rpm / Título da música: Fingiu que não me viu / Haroldo Lobo (Compositor) / Milton de Oliveira (Compositor) / Nelson Gonçalves (Intérprete) / Gravadora: RCA Victor, 1941 / Número do Álbum: 34839 / Matriz: S-052365 / Lado A / Gênero musical: Samba



Jamais eu imaginei
Que você fosse ingrata assim
Passou bem pertinho de mim
Que dor que meu coração sentiu
Pois você teve a coragem
De fingir que não me viu

Jamais eu imaginei
Que você fosse ingrata assim
Passou bem pertinho de mim
Que dor que meu coração sentiu
Pois você teve a coragem
De fingir que não me viu

Não sei nem posso explicar
Porque assim procedeu
Passou por perto de mim
Fingiu que não conheceu
Mas tenho plena certeza
Que nada eu fiz de mal
Sofrer assim por amor
É natural

Jamais eu imaginei
Que você fosse ingrata assim
Passou bem pertinho de mim
Que dor que meu coração sentiu
Pois você teve a coragem
De fingir que não me viu

Jamais eu imaginei
Que você fosse ingrata assim
Passou bem pertinho de mim
Que dor que meu coração sentiu
Pois você teve a coragem
De fingir que não me viu

quinta-feira, novembro 25, 2010

Lá vem Mangueira!

Déo
Lá vem Mangueira! (batucada, 1943) - Haroldo Lobo, Jorge de Castro e Wilson Batista

Disco 78 rpm / Título da música: Lá vem Mangueira! / Autoria: Lobo, Haroldo (Compositor) / Castro, Jorge de (Compositor)/ Batista, Wilson, 1913-1968 (Compositor) / Déo (Intérprete) / Imprenta [S.l.]: Continental, 1943 / Nº Álbum 15104 / Lado A / Gênero musical: Batucada



Lá vem Mangueira! / Outra vez descendo o morro
Com harmonia / Lá vem Mangueira!
Vem Laurindo na frente / Da bateria
Perguntei: Conceição / O que aconteceu?
Laurindo foi pro som / Esse ano não desceu

Lá vem Mangueira! / Outra vez descendo o morro
Com harmonia / Lá vem Mangueira!
Vem Laurindo na frente / Da bateria
Perguntei: Conceição / O que aconteceu?
Laurindo foi pro som / Esse ano não desceu

Mandei perguntar / Sem ele aqui
A escola de samba podia sair?
Ele respondeu: / Podem ensaiar
Porque o povo precisa sambar

Lá vem Mangueira! / Outra vez descendo o morro
Com harmonia / Lá vem Mangueira!
Vem Laurindo na frente / Da bateria
Perguntei: Conceição / O que aconteceu?
Laurindo foi pro som / Esse ano não desceu

Mandei perguntar / Sem ele aqui
A escola de samba podia sair?
Ele respondeu: / Podem ensaiar
Porque o povo precisa sambar

Se não fosse eu

Se não fosse eu (samba, 1943) - Haroldo Lobo, Jorge de Castro e Wilson Batista

Título da música: Se não fosse eu... / Gênero musical: Samba / Intérprete: Quatro Ases e um Coringa / Compositores: Lobo, Haroldo - Castro, Jorge de - Batista, Wilson / Gravadora Odeon / Número do Álbum 12395 / Data de Gravação 00/1943 / Data de Lançamento 00/1944 / Lado B / Disco 78 rpm



Faz que vai, mas não vai
Faz que vai, mas não vai
Faz que vai, mas não vai
Faz que vai, mas não vai

Eu sou o samba!
Natural lá do Salgueiro
Se não fosse ele
O Rio de Janeiro não cantava
Se não fosse ele
O povo brasileiro não sambava
Se não fosse ele
Vivia tudo triste o ano inteiro

Eu sou o samba!
Natural lá do Salgueiro
Se não fosse ele
O Rio de Janeiro não cantava
Se não fosse ele
O povo brasileiro não sambava
Se não fosse ele
Vivia tudo triste o ano inteiro

Eu sou o samba!
Natural lá do Salgueiro
Posso provar
A minha idoneidade
Eu tenho até carteira de identidade
Usei navalha, salto alto
E lenço no pescoço
Mas solto, hoje estou com...

quarta-feira, novembro 24, 2010

Apaguei o nome dela

Haroldo Lobo
Apaguei o nome dela (samba, 1944) - Wilson Batista, Jorge de Castro e Haroldo Lobo

Título da música: Apaguei o nome dela / Gênero musical: Samba / Intérprete: Arnaldo Amaral / Compositores: Lobo, Haroldo - Castro, Jorge de - Batista, Wilson / Gravadora Continental / Número do Álbum 15260 / Data de Gravação 00/1944 / Data de Lançamento 00/1945 / Lado B / Disco 78 rpm:



Chegou / Chegou pra mim
Até o nome dela / Da minha cuíca
Eu mandei apagar / Seu retrato da sala
Eu mandei retirar / Do lugar

Chegou / Chegou pra mim
Até o nome dela / Da minha cuíca
Eu mandei apagar / Seu retrato da sala
Eu mandei retirar / Do lugar

Suas cartas queimei / Seu retrato também
Eu não quero / Eu não quero
Eu não quero / Recordação de ninguém
Fiz um samba pra ela / Já não vou mais gravar
Tinha o nome de Estela / Eu mudei pra Guiomar

Chegou / Chegou pra mim
Até o nome dela / Da minha cuíca
Eu mandei apagar / Seu retrato da sala
Eu mandei retirar / Do lugar

sábado, novembro 22, 2008

Coitado do Abdala

César de Alencar
Coitado do Abdala (marcha/carnaval, 1954) - Haroldo Lobo e Milton de Oliveira - Interpretação: César de Alencar

Disco RCA Victor / Título da música: Coitado do Abdala / Autoria: Milton de Oliveira (Compositor) / Haroldo Lobo (Compositor) / César de Alencar (Intérprete) / Orquestra (Acompanhante) / Coro (Acompanhante) / Nº Álbum: 80-1253 / Matriz: BE3-VB-0317 / Gravação: Novembro/1953 / Lançamento: Janeiro/1954 / Lado A / Gênero musical: Marcha



Rala, rala, rala
Coitado do Abdala.

(bis)

Sobe e desce o morro
Carregando a sua mala
Chega o fim do mês
Ninguém paga o Abdala.

Pra comprar fiado
Todo o mundo quer comprar
Mas no fim do mês
Como é duro de cobrar. ( oi )

sexta-feira, novembro 21, 2008

O soro e os velhinhos

Linda Batista
O soro e os velhinhos (marcha/carnaval, 1950) - Haroldo Lobo e Milton de Oliveira - Intérprete: Linda Batista

Disco 78 rpm / Título da música: O soro e os velhinhos / Haroldo Lobo (Compositor) / Milton de Oliveira, 1919-1986 (Compositor) / Linda Batista, 1919-1988 (Intérprete) / Orquestra (Acomp.) / Gravadora: RCA Victor / Gravação: 12/10/1949 / Lançamento: 01/1950 / Nº do álbum: 80-0631 / Nº da matriz: S-078950 / Gênero musical: Marcha


Quá, quá, quá, quá
O sôro, vai ser um maná
Os velhos, velhinhos
Vão ser outra vez brotinhos.

(bis)

Tem velhos assim na fila
Doidinhos pro soro chegar
Cansados e aposentados
Querendo outra vez brilhar.



Fontes: Discografia Brasileira - IMS; Instituto Moreira Salles.

sábado, novembro 15, 2008

Pescador

Pescador (marcha/carnaval, 1953) - Haroldo Lobo e Milton de Oliveira - Intérprete: Quatro Ases e um Coringa

Disco 78 rpm / Título da música: Pescador / Lobo, Haroldo (Compositor) / Oliveira, Milton de, 1919-1986 (Compositor) / Quatro Ases e um Coringa (Intérprete) / Coro (Acompanhante) / Orquestra (Acompanhante) / Imprenta [S.l.]: RCA Victor, 1952 / Nº Álbum 801038 / Gênero musical: Marcha.



Domingo é dia, de pescaria, oi
Lá vou eu, de caniço e samburá
Maré tá cheia
Fico na areia
Porque na areia dá mais peixe, que no mar.

Todo bom pescador, ama o sol
Todo bom pescador, pesca em pé
Não precisa pescar de anzol
É só com os olhos, feito, jacaré... é.

sexta-feira, novembro 14, 2008

A índia vai ter neném

Dircinha Batista
A índia vai ter neném (marcha/carnaval, 1964) - Haroldo Lobo e Milton de Oliveira - Interpretação: Dircinha Batista.

Disco 78 rpm / Título da música: A índia vai ter neném / Autoria: Lobo, Haroldo (Compositor) / Oliveira, Milton de, 1919-1986 (Compositor) / Batista, Dircinha, 1922-1999 (Intérprete) / Imprenta [S.l.]: Mocambo, Indefinida / Nº Álbum 15543 / Lado B / Lançamento: Janeiro/1964 / Gênero musical: Marcha.


A índia vai ter neném!
Mais um, mais um
Mais um que vem! (bis)

Depois que vem o "baby",
Chefe pinta "baby" de urucum,
E fica a tribo toda só na boca:
Mais um, mais um, mais um!

quinta-feira, setembro 18, 2008

Serpentina

Serpentina (marcha/carnaval, 1950) - Haroldo Lobo e David Nasser - Intérprete: Nelson Gonçalves

Disco 78 rpm / Título da música: Serpentina / David Nasser, 1917-1980 (Compositor) / Haroldo Lobo (Compositor) / Nelson Gonçalves, 1919-1998 (Intérprete) / Orquestra (Acomp.) / Gravadora: RCA Victor / Nº do álbum 80-0630 / Nº da matriz: S-078948 / Gravação: 09/10/1949 / Lançamento: Janeiro/1950 / Gênero musical: Marcha / Carnaval.


Guardo ainda bem guardada
A serpentina
Que ela jogou
Ela era uma linda colombina
E eu, um pobre pierrô

(Bis)

Guardei a serpentina
Que ela me atirou
Brinquei com a colombina
Até as sete da manhã

Chorei
Quando ela disse:
"Vou-me embora.
Até amanhã,
Pierrô, até amanhã!"



Fontes: Discografia Brasileira - IMS; Instituto Moreira Salles.

terça-feira, setembro 16, 2008

A coroa do rei

Dircinha Batista
A coroa do rei (samba/carnaval, 1950) - Haroldo Lobo e David Nasser - Intérprete: Dircinha Batista

Disco 78 rpm / Título da música: A coroa do rei / David Nasser, 1917-1980 (Compositor) / Haroldo Lobo (Compositor) / Dircinha Batista, 1922-1999 (Intérprete) / Carioca e Sua Orquestra com Coro (Acomp.) / Gravadora: Odeon / Gravação: 30/09/1949 / Lançamento: 12/1949 / Nº do Álbum: 12962 / Nº da Matriz: 8564 / Gênero: Batucada / Coleções de origem: IMS, Nirez


A coroa do Rei,
Não é ouro nem de prata,
Eu também já usei,
E sei que ela é de lata.

A coroa do Rei,
Não é de ouro nem de prata,
Eu também já usei,
E sei que ela é de lata.

Não é ouro nem nunca foi
A coroa que o Rei usou
É de lata barata
E olhe lá... borocochô

Na cabeça do Rei andou
E na minha andou também
É por isso que eu digo
Que não vale um vintém.



Fontes: Discografia Brasileira - IMS; Instituto Moreira Salles.