Mara Abrantes (Mara Dyrce Abrantes da Silva Santos), cantora, nasceu no Rio de Janeiro, RJ, em 31/05/1934, estando radicada em Portugal desde 1958. Mara cresceu no seio de uma família de instrumentistas ligados a diferentes bandas das forças armadas brasileiras, incluindo o seu pai.
No ensino primário freqüentou as aulas de Educação Musical e integrou, como solista, o Coro do Ministério da Educação. Durante o internato do curso para professora primária recebeu formação artística no Teatro de Preparação de Estudantes.
Aos 16 anos ganhou um concurso na TV Tupi de procura de novos talentos, intitulado "A Hora dos Calouros" e concebido por Ary Barroso, tendo nesta altura adotado o nome artístico de Mara Abrantes. Esta vitória permitiu-lhe obter pequenos papéis na TV.
Começou por atuar como cantora no restaurante "A Cantina do Cesar", de propriedade do radialista César de Alencar. Outro espaço noturno onde atuou foi o "Estúdio do Teo", onde conheceu Tom Jobim em início de carreira e de quem interpretou diversos temas. Foi levada para a Rádio Nacional do Rio de Janeiro pelo maestro Napoleão Tavares.
Atuou em rádios e teatros cariocas, em especial na década de 1950. A Revista do Rádio considerou-a "A escurinha nota dez", em virtude de seus predicados físicos, nos quais ressaltava a cor negra, uma pequena altura e formas esculturais.
Além de ser convidada regularmente como atração para Teatro de Revista, entre 1952 e 1956 foi atriz em cinco filmes, incluindo "A dupla do barulho" (1953) de Carlos Manga.
Em 1954, gravou um disco de 78 rpm com os temas "Sal e pimenta" (letra de Francisco Anísio e música de Hianto de Almeida) e "Um tiquinho mais" (composta por Newton Ramalho e Nazareno de Brito), lançado pela editora Mocambo, tendo esta última canção sido censurada. A proibição da canção pelo governo brasileiro recebeu a atenção da mídia e dos críticos, tendo projetado a carreira da cantora além do circuito da vida noturna carioca.
Em 1958 foi atuar em Portugal, por um período de 3 meses mas acabou por ficar. Gravou vários discos para a Valentim de Carvalho. Colaborou também com o Thilo's Combo.
Em 1967 gravou uma versão de "Natal Feliz" na editora Alvorada. Lança o EP "Sentimental Demais" gravado com o Conjunto Shegundo Galarza. Na editora Marfer gravou um EP com os temas "Quem É Homem Não Chora", "Máscara Negra", "Disparada" e "Maria do Maranhão". Gravou com a Orquestra Marfer, dirigida por Ferrer Trindade, alguns dos temas do Festival RTP da Canção de 1968.
Em 1979 obteve grande sucesso com o single "Os Amantes" que atingiu o disco de prata. A seguir foi editado o disco "Horóscopo" conhecido pelo refrão "Diga em que mês e que ano você nasceu".
Em 1980 cantou "Amor, amor à portuguesa" da banda sonora da novela "Moita Carrasco" do programa "Eu Show Nico" de Nicolau Breyner.
Em 1981 lançou uma versão de "Guerra dos Meninos" de Roberto Carlos com a participação da sua filha Magda Teresa e do Coro Infantil de Santo Amaro de Oeiras. Gravou também uma versão de "Tudo Pára" em 1983.
A compilação "Melhor dos Melhores", lançada pela Movieplay, incluiu os seguintes temas: Os Amantes, Um jeito Estúpido de te amar, Horóscopo, Quem é homem não chora, Serenata negra, Samba magoado, Mas é fado, Moço, Máscara negra, Guerra dos meninos, Meu filho, Um resto de azul, Na boca do povo, Fecho a janela, Café da manhã, Que pena, Vem flor e "Amor, amor à portuguesa".
Fonte: Wikipédia.
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sexta-feira, setembro 28, 2012
sexta-feira, novembro 26, 2010
Marcha da fofoca
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| César de Alencar |
Título da música: Marcha da fofoca / Gênero musical: Marcha / Intérprete: César de Alencar / Compositores: Castro, Jorge de - Batista, Wilson / Gravadora Rca victor / Número do Álbum 801897 / Data de Gravação 00/1957 / Data de Lançamento 00/1958 / Lado lado B / Disco 78 rpm:
Fala, fala, fala / Fofoqueira
Fala, fala, fala / Faladeira
Venha conhecer minha maloca
Deixa de fofoca
Fala, fala, fala / Fofoqueira
Fala, fala, fala / Faladeira
Venha conhecer minha maloca
Deixa de fofoca
Intriga é contra a moral
Fofoca e eu sou tão legal
A minha orelha quer se refrescar
Me dá uma colher de chá
Fala, fala, fala / Fofoqueira
Fala, fala, fala / Faladeira
Venha conhecer minha maloca
Deixa de fofoca
Intriga é contra a moral
Fofoca e eu sou tão legal
A minha orelha quer se refrescar
Me dá uma colher de chá
sábado, novembro 22, 2008
Coitado do Abdala
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| César de Alencar |
Coitado do Abdala (marcha/carnaval, 1954) - Haroldo Lobo e Milton de Oliveira - Interpretação: César de Alencar
Disco RCA Victor / Título da música: Coitado do Abdala / Autoria: Milton de Oliveira (Compositor) / Haroldo Lobo (Compositor) / César de Alencar (Intérprete) / Orquestra (Acompanhante) / Coro (Acompanhante) / Nº Álbum: 80-1253 / Matriz: BE3-VB-0317 / Gravação: Novembro/1953 / Lançamento: Janeiro/1954 / Lado A / Gênero musical: Marcha
Disco RCA Victor / Título da música: Coitado do Abdala / Autoria: Milton de Oliveira (Compositor) / Haroldo Lobo (Compositor) / César de Alencar (Intérprete) / Orquestra (Acompanhante) / Coro (Acompanhante) / Nº Álbum: 80-1253 / Matriz: BE3-VB-0317 / Gravação: Novembro/1953 / Lançamento: Janeiro/1954 / Lado A / Gênero musical: Marcha
Coitado do Abdala.
(bis)
Sobe e desce o morro
Carregando a sua mala
Chega o fim do mês
Ninguém paga o Abdala.
Pra comprar fiado
Todo o mundo quer comprar
Mas no fim do mês
Como é duro de cobrar. ( oi )
domingo, dezembro 03, 2006
César de Alencar
César de Alencar (1917-1990), apresentador brasileiro de rádio e televisão foi uma das peças fundamentais para o sucesso de nossa música popular apresentando os futuros "monstros" da MPB, na época calouros ou já famosos.
Com voz e estilo cativantes, foi campeão de audiência no rádio por mais de 15 anos, popularizando, no Brasil, fórmulas que faziam sucesso nos Estados Unidos, como a parada de sucessos, em Parada dos maiorais, e o programa de calouros, em Cantinho dos novos.
Entre as inovações que trouxe para o rádio brasileiro está a entrevista ao vivo por telefone, recurso usado até hoje. Fez a transição para a TV logo nos primeiros momentos do novo veículo, no início da década de 1950, mas nunca conseguiu igualar o imenso sucesso de seus programas de rádio.
Desde 1993, com a publicação do livro César de Alencar: a voz que abalou o rádio, de Jonas Vieira, vem sendo lembrado mais por sua colaboração com os órgãos de repressão a partir do golpe militar de 1964 do que por seus feitos no rádio.
Fonte: Memória do Rádio.
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