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sábado, março 03, 2018

Namorados da Lua - Biografia


Namorados da Lua. Conjunto vocal organizado no Rio de Janeiro/RJ em 1941 e desfeito em 1947. Teve quatro formações diferentes, sempre liderado por Lúcio Alves, crooner, arranjador e violonista do grupo. Composto por Nei Costa, Agostinho, Geraldo, Joãozinho e Madalena, apresentou-se em público pela primeira vez em 1941, tirando o primeiro lugar no programa de calouros de Ary Barroso, na Rádio Tupi.


Em 1942 gravou seu primeiro disco 78 rpm pela Victor, cantando Vestidinho de Iaiá e Te logo, sinhá (ambas de Assis Valente). Com a saída de Agostinho e Geraldo e a entrada de Russinho — José Ferreira Soares —, o grupo gravou em 1944 na Continental seu segundo disco, Agora sim e Caráter de mulher (ambas de Francisco Santos e João Dinis).

No ano seguinte, gravaram com sucesso na mesma marca os sambas Eu quero um samba (Haroldo Barbosa e Janet de Almeida) e Morena faceira (Janet de Almeida). A partir dessa gravação, o grupo passou a ser destaque nas programações da Rádio Tupi e gravou dois discos. Novamente com outra formaçao — Lúcio, Nei Costa, Russinho, Joãozinho, Chiquinho (Francisco Storino), Rui Peres e Horaci Medela —, o grupo apresentou-se em temporada no Cassino Atlântico.

Em dezembro de 1945, o grupo se desfez e, em 1946, Lúcio formou novo conjunto, para atender a um compromisso de Carnaval, do qual faziam parte Chiquinho, Miltinho, Nanai (Arnaldo Humberto de Medeiros), Silveirinha (Otaciliano Silveira) e Chicão (Francisco Guimarães Coimbra). Com essa formação, o grupo fez uma temporada no Cassino Copacabana, durante o Carnaval daquele ano, voltou a gravar pela Continental e foi contratado pela Rádio Nacional, até ser desfeito, definitivamente, em 1947.

Dessa última formação, as músicas de mais sucesso foram Dança do ban zan-zan (Janet de Almeida e Francisco Storino) e Feitiço da Vila (Noel Rosa e Vadico), em abril de 1946; Não bobeie, Calamazu (Caco Velho e Nilo Silva) em maio de 1946;

Em 1947 alcançam sucesso com a gravação do samba De conversa em conversa (Lúcio Alves e Haroldo Barbosa), com a cantora Isaura Garcia na Victor; e Guerra ao pardal (Alberto Ribeiro e Peterpan), marcha lançada no Carnaval de 1948, último disco do grupo.


Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e Publifolha, SP, 1998.

sábado, agosto 17, 2013

Brumas

Lúcio Alves
Em 1948, Lúcio Alves lançou sua primeira gravação solo pela Continental, o bolero Tres palabras, de Osvaldo Farrés, vertido para o português por Aloysio de Oliveira com o título de "Solidão". No mesmo ano, acompanhou o Anjos do Inferno em uma turnê que passou por Cuba, México e Estados Unidos, onde se apresentaram com o nome de "Hell's Angels". Em 1949, de volta ao Rio, lançou de sua autoria o bolero Bruma, um dos sucessos do ano e, de Dorival Caymmi, o samba Nunca mais. (¹)

Brumas (bolero, 1949) - Lúcio Alves - Interpretação: Lúcio Alves

Disco 78 rpm / Título da música: Brumas / Lúcio Alves (Compositor) / Lúcio Alves (Intérprete) / Cópia e Sua Orquestra (Acomp.) / Gravadora: Continental / Gravação: 16/03/1949 / Lançamento: 03/1949 / Nº do Álbum: 16032 / Nº da Matriz: 2038-R / Gênero musical: Bolero / Coleção de origem: Nirez


Na bruma de teus olhos castanhos
Pequeninos, estranhos
Sentinelas do amor
O perfume que vem da sua boca
Uma carícia louca
Sinto ainda o sabor.

Com essa aventura louca
Eu vivo sonhando
Teu nome em minha boca
Eu vou murmurando...

Na bruma de teus olhos castanhos
Pequeninos, estranhos
Sentinelas do amor.

Com essa aventura louca
Eu vivo sonhando
Teu nome em minha boca
Eu vou murmurando...

Na bruma de teus olhos castanhos
Pequeninos, estranhos
Sentinelas do amor!



Fontes: Folha On Line Ilustrada - Lúcio Alves (¹) ; Discografia Brasileira - IMS; Instituto Moreira Salles.

domingo, novembro 21, 2010

Barra da Tijuca

Lúcio Alves
Barra da Tijuca (samba-canção, 1955) - Norival Reis e Irani de Oliveira

Título da música: Barra da tijuca / Gênero musical: Samba canção / Intérprete: Lúcio Alves / Compositores: Oliveira, Irani de - Reis, Norival / Acompanhamento Orquestra / Radamés Gnattali / Gravadora Continental / Número do Álbum 17055 / Data de Gravação 04/04/1955 / Data de Lançamento 01/1955 / Lado B / Disco 78 rpm:



Barra da Tijuca
Que bom lugar pra se amar
Barra da Tijuca
Você me faz recordar
Um certo alguém que eu amei
Não sei porque não me quis
Barra da Tijuca
Você me faz infeliz...

Quando a noite vem
Surgem em meu caminho
Casais e namorados
E eu sempre sozinho
Beijos e abraços
Fico a contemplar
Barra da Tijuca
Que bom lugar pra se amar...

quarta-feira, outubro 06, 2010

Aquelas palavras

Lúcio Alves
Aquelas palavras (samba-canção, 1948) - Benny Wolkoff e Luiz Bittencourt - Intérprete: Lúcio Alves

Disco 78 rpm / Título da música: Aquelas palavras / Benny Wolkoff (Compositor) / Luiz Bittencourt (Compositor) / Lúcio Alves, 1927-1993 (Intérprete) / Benny Wolkoff e Sua Orquestra (Acomp.) / Gravadora: Continental / Gravação: 03/03/1948 / Lançamento: 05/1948 / Nº do Álbum: 15892 / Nº da Matriz: 1798-1 / Gênero musical: Samba canção / Coleções de origem: IMS, Nirez



Adeus, nosso romance / Chegou ao final
Amor nunca existiu entre nós / Realmente seu pensamento
É bem diferente do meu / Vivemos em plena rotina
Entre nós nunca houve união...

Lastimo profundamente / Este fim tão banal
Assim não é possível viver / Francamente sigo o meu destino
Você segue o seu / Caso de amor como o nosso
Não tem outra solução...

Aquelas palavras feriram / Demais o meu coração
Guardei na retina o instante / Cruel da separação
Um dia, talvez, ela julgue / O grande mal que nos fez
E assim novamente iremos / Viver nosso sonho outra vez...



Fontes: Discografia Brasileira - IMS; Instituto Moreira Salles.

quinta-feira, setembro 18, 2008

Baião de Copacabana

Alcides Gerardi
Composição de Haroldo Barbosa com música de Lúcio Alves, esta canção foi inicialmente gravada, em 1951, pelo Trio Madrigal: Edda Cardoso, Magda Marialba e Magda Oliveira. Dois meses depois regravada pelo cantor Alcides Gerardi e popularizada por Lúcio Alves em 1954.

Baião de Copacabana (baião, 1951) - Lúcio Alves e Haroldo Barbosa - Intérprete: Alcides Gerardi

Disco 78 rpm / Título da música: Baião de Copacabana / Haroldo Barbosa (Compositor) / Lúcio Alves, 1927-1993 (Compositor) / Alcides Gerardi, 1918-1978 (Intérprete) / Orquestra (Acompanhante) / Gravadora: Odeon / Gravação: 05/07/1951 / Lançamento: 11/1951 / Nº do álbum: 13185 / Nº da matriz: 9055 / Gênero musical: Baião / Coleções de origem: Nirez, José Ramos Tinhorão, Humberto Franceschi



Copacabana, Copacabana
Ai quem me dera
Que eu pudesse te deixar
A vida é cara, o sol me queima
Mas eu não posso viver bem
Noutro lugar
(bis)

Vem a conta do gás e do leite e da carne
Eu nem sei como hei de pagar
O meu lar é uma vaga de quarto
Mais caro que casa
De qualquer lugar

Ai de mim que será
Quando eu adormecer
De manhã ao despertar
Procurar e não te ver


Fontes: Discografia Brasileira - IMS; Instituto Moreira Salles.

terça-feira, setembro 16, 2008

Amargura

Lúcio Alves
Amargura (samba-canção, 1950) - Radamés Gnattali e Alberto Ribeiro - Intérprete: Lúcio Alves

Disco 78 rpm / Título da música: Amargura / Alberto Ribeiro, 1902-1971 (Compositor) / Radamés Gnattali (Compositor) / Lúcio Alves, 1927-1993 (Intérprete) / Gravadora: Continental / Gravação: 1950 / Lançamento: 09/1950 / Nº do álbum: 16293 / Nº da matriz: 2325 / Gênero musical: Samba canção / Coleções de origem: IMS, Nirez


Toda amargura que há no céu
Que há na terra e no mar
Nasceu, talvez
Da amargura que tem no olhar

No céu há um sol a brilhar
Que deixa a terra e o mar
Só tu continuas assim
Dia e noite a chorar


Pobre de quem vê em tudo
A saudade de alguém
E a esperar
Nem sequer vê a vida passar

Tristezas só há no amor
E o mundo começa a cantar
Apaga a amargura
Do teu olhar...


Fontes: Discografia Brasileira - IMS; Instituto Moreira Salles.

quarta-feira, outubro 25, 2006

Namorados da Lua


Namorados da Lua. Conjunto vocal organizado no Rio de Janeiro/RJ em 1941 e desfeito em 1947. Teve quatro formações diferentes, sempre liderado por Lúcio Alves, crooner, arranjador e violonista do grupo. Composto por Nei Costa, Agostinho, Geraldo, Joãozinho e Madalena, apresentou-se em público pela primeira vez em 1941, tirando o primeiro lugar no programa de calouros de Ary Barroso, na Rádio Tupi.


Em 1942 gravou seu primeiro disco 78 rpm pela Victor, cantando Vestidinho de Iaiá e Te logo, sinhá (ambas de Assis Valente). Com a saída de Agostinho e Geraldo e a entrada de Russinho — José Ferreira Soares —, o grupo gravou em 1944 na Continental seu segundo disco, Agora sim e Caráter de mulher (ambas de Francisco Santos e João Dinis).

No ano seguinte, gravaram com sucesso na mesma marca os sambas Eu quero um samba (Haroldo Barbosa e Janet de Almeida) e Morena faceira (Janet de Almeida). A partir dessa gravação, o grupo passou a ser destaque nas programações da Rádio Tupi e gravou dois discos. Novamente com outra formaçao — Lúcio, Nei Costa, Russinho, Joãozinho, Chiquinho (Francisco Storino), Rui Peres e Horaci Medela —, o grupo apresentou-se em temporada no Cassino Atlântico.

Em dezembro de 1945, o grupo se desfez e, em 1946, Lúcio formou novo conjunto, para atender a um compromisso de Carnaval, do qual faziam parte Chiquinho, Miltinho, Nanai (Arnaldo Humberto de Medeiros), Silveirinha (Otaciliano Silveira) e Chicão (Francisco Guimarães Coimbra). Com essa formação, o grupo fez uma temporada no Cassino Copacabana, durante o Carnaval daquele ano, voltou a gravar pela Continental e foi contratado pela Rádio Nacional, até ser desfeito, definitivamente, em 1947.

Dessa última formação, as músicas de mais sucesso foram Dança do ban zan-zan (Janet de Almeida e Francisco Storino) e Feitiço da Vila (Noel Rosa e Vadico), em abril de 1946; Não bobeie, Calamazu (Caco Velho e Nilo Silva) em maio de 1946;

Em 1947 alcançam sucesso com a gravação do samba De conversa em conversa (Lúcio Alves e Haroldo Barbosa), com a cantora Isaura Garcia na Victor; e Guerra ao pardal (Alberto Ribeiro e Peterpan), marcha lançada no Carnaval de 1948, último disco do grupo.


Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e Publifolha, SP, 1998.

sábado, abril 08, 2006

Lúcio Alves


Lúcio Ciribelli Alves, cantor, compositor e instrumentista, nasceu em Cataguases MG 28/1/1927 e faleceu no Rio de Janeiro RJ em 3/8/1993. Filho de um maestro da banda de Cataguases, aos seis anos começou a aprender violão. Um ano depois mudou-se para o Rio de Janeiro RJ, onde aos nove anos participou do programa Bombonzinho, de Barbosa Júnior, cantando a música Juramento Falso (Pedro Caetano), na época grande sucesso de Orlando Silva.


Apresentou-se depois no Picolino, programa do mesmo Barbosa Júnior, na Rádio Mayrink Veiga. No ano seguinte, interpretou Aladim, na radio-novela Aladim e a lâmpada maravilhosa, da Rádio Nacional, onde também participou do programa Ora Bolas!, recebendo na época o apelido de "cantor das multidinhas", dado por Silvino Neto.

Em 1941, com um grupo de amigos, organizou o conjunto Namorados da Lua, destacando-se como violonista, crooner e arranjador. No mesmo ano, o grupo tirou o primeiro lugar num programa de calouros de Ary Barroso, na Rádio Tupi, do Rio de Janeiro, e, com a música Nós, os carecas (Arlindo Marques Jr. e Roberto Roberti), uma das mais tocadas no Carnaval, venceu concurso carnavalesco do Teatro República, do Rio de Janeiro.

O conjunto gravou seu primeiro disco pela Victor, em 1942, cantando Vestidinho de iaiá e Té logo, sinhá (ambas de Assis Valente). Sempre como líder do conjunto, participou de várias formações diferentes do grupo, que, em seus seis anos de existência, gravou vários discos, atuou na Rádio Nacional e nos casinos Atlântico e Copacabana. Entusiasmado com o desempenho dos Namorados da Lua, começou também a compor e, em 1943, fez com Haroldo Barbosa o samba De conversa em conversa, originalmente intitulado Não sou limão, gravado quatro anos mais tarde por Isaura Garcia, na Victor.

Eu quero um samba (Haroldo Barbosa e Janet de Almeida), gravado com sucesso em junho de 1945 pelo conjunto, chamou a atenção do público para sua voz e, ao serem desfeitos os Namorados da Lua, em 1947, tornou-se cantor independente, lançando sua primeira gravação individual pela Continental, em março de 1948, cantando Solidão, versão feita por Aluísio de Oliveira sobre o bolero Tres palabras (Osvaldo Farres), apresentada no filme Música, maestro, de Walt Disney. No mês seguinte, lançou novo disco, com Aquelas palavras e Seja feliz... adeus (ambas de Luís Bittencourt e Benny Woldorff).

Ainda em 1948 foi para Cuba, México e E.U.A., apresentando-se com o conjunto Anjos do Inferno, retornando alguns meses depois. Daí em diante gravou vários sucessos pela Continental, como Terminemos (Paulo Soledade e Fernando Lobo), Sábado em Copacabana (Carlos Guinle e Dorival Caymmi), Manias (Flávio e Celso Cavalcanti), Xodó (Jair Amorim e José Maria de Abreu), Valsa de uma cidade (Ismael Neto e Antônio Maria), Se o tempo entendesse (Marino Pinto e Mário Rossi) e Na paz do Senhor (José Maria de Abreu e Luiz Peixoto), todas gravadas no início da década de 1950 e grandes êxitos em disco.

Em 1952, novamente com Haroldo Barbosa, compôs Baião de Copacabana. Em junho de 1954, gravou em dupla com Dick Farney um 78 rpm pela Continental, com o samba Tereza da praia (Tom Jobim e Billy Blanco) e Casinha pequena, toada que compôs especialmente para o disco.

A partir de 1955, quando o gênero romântico da dupla começou a sair de moda , os sucessos se tornaram mais raros e ele passou a compor para outros cantores. No final da década de 1950 voltou a gravar, lançando o LP Cantando depois do sol, na Philips, que incluía Emília (Wilson Batista e Haroldo Lobo) e Minha palhoça (J. Cascata).

Com a bossa nova seu nome voltou a ter destaque e, além de participar de vários shows de televisão, boate e teatro, lançou novos LPs. Em 1960, na Odeon, gravou Lúcio Alves interpreta Dolores Duran, no qual homenageava a compositora falecida em outubro de 1959, cantando A noite do meu bem, Fim de caso e outras. Em 1961 gravou pela Philips o LP A bossa é nossa, que incluía Dindi (Tom Jobim e Aloysio de Oliveira ), Nova ilusão (Luís Bittencourt e José Meneses), O samba da minha terra (Dorival Caymmi) e outras composições do gênero.

Em 1963 transferiu-se para a gravadora Elenco, de Aloysio de Oliveira, onde gravou o LP Balançamba, que também continha repertório típico da bossa nova, como Rio, Ah! se eu pudesse e O barquinho (todas de Roberto Menescal e Ronaldo Bôscoli). Na década de 1960 utilizou sua experiência, sobretudo em conjuntos vocais, orientando e produzindo gravações e programas de televisão. No programa da TV Record, de São Paulo SP, Corte Rayol Show, em 1965, produziu um quadro musical, Roda de samba, que reunia quatro cantores diferentes em interpretações de quartetos vocais.

Em 1973 passou a trabalhar como produtor musical da TV Educativa, do Rio de Janeiro, gravando ainda outro sucesso, Helena, Helena, Helena (Alberto Land). Em 1975 voltou a gravar na RCA o LP Lúcio Alves, que incluía músicas com nomes de mulher, entre as quais Juraci (Antônio Almeida e Ciro de Sousa), Januária (Chico Buarque), Lígia (Tom Jobim), Carolina (Chico Buarque) e Rosa (Pixinguinha e Otávio de Sousa). Em 1988 lançou o disco Há sempre um nome de mulher.

Algumas letras e músicas cifradas











Fontes: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e Publifolha, SP, 1998; Dicionário Cravo Albin.