Djalma Mafra, compositor, nasceu no bairro do Irajá, no Rio de Janeiro, RJ, em 02/11/1916, e faleceu na mesma cidade, em 24/12/1974. Em 1942, Odete Amaral gravou na Odeon a marcha Vitaminas, com Amaro Silva e Domício Augusto.
No ano seguinte, o samba Antes porém, com Ciro Monteiro, foi gravado na Odeon por Moreira da Silva. Também na Odeon, Ataulfo Alves e Sua Escola de Samba gravaram o samba Leonor, parceria com Ataulfo Alves, e a dupla vocal Joel e Gaúcho registrou a marcha "Cavalinho bom", com Joel de Almeida.
Ainda em 1943, o samba Jamais acontecerá, com Geraldo Pereira, foi gravado na Odeon pela cantora Odete Amaral, e os sambas Domine sua paixão, com João Bastos Filho, e Oh! Seu Djalma, com Raul Marques, e a batucada Tire a mão do meu bolso, com Nicola Bruni, foram registrados por Ciro Monteiro na Victor. Também na Victor a cantora Marilu lançou os sambas Desta vez vou ser feliz e Réu primário, ambos com Amaro Silva.
Em 1944, a marcha Salve o inventor da mulher, com Amaro Silva, foi gravada na Odeon por Odete Amaral. No ano seguinte, Ciro Monteiro gravou na Victor o samba Obrigação, com Alcides Rosa, e Odete Amaral, também na Victor, lançou o samba Na chave do portão, com Alberto Maia. Em 1945, o samba Abriu-se o pano, com Alcides Rosa, foi gravado por Ciro Monteiro na Victor. O mesmo Ciro Monteiro gravou em seguida a marcha Ôp, ô, ôp, com Ari Monteiro, e o samba Dentro da capela, com Alcides Rosa. No ano seguinte, Jorge Veiga gravou na Continental o samba A vida tem dessas coisas, com Raul Marques.
Em 1947, pela Continental, Roberto Silva gravou o samba O errado sou eu, com Erasmo de Andrade. No ano seguinte, Hélio Sindô gravou na Continental o samba Embrulho, com Osvaldo dos Santos. Hélio Sindô gravou em 1949, o samba Pobre no pedir, com Osvaldo dos Santos. No mesmo ano, Sílvio César, com sua orquestra, gravou na Continental o fox-trot Eu não sou marinheiro e o choro Aguenta o tempo, e Ataulfo Alves também na Continental o samba Banco de réu.
Em 1952, Odete Amaral lançou pela Odeon o choro Beija-flor, com Alcides Rosa. Também na Odeon, o cantor Risadinha lançou o samba Marinheiro de primeira viagem, com Alvaiade. Em 1955, Risadinha gravou o samba Embrulho que eu carrego, com Osvaldo dos Santos. No mesmo ano, o samba Todo mundo sabe, com Nelson Silva, foi gravado por Louis Cole no LP Uma noite no Vogue - Louis Cole e Seu Sexteto do selo Rádio. No ano seguinte, Severino Araújo e sua Orquestra Tabajara gravaram pela Continental o choro Comprando barulho, com Jorge Tavares. Em 1958, o cantor Raimundo Olavo lançou pela gravadora Todamérica o LP Esquina do Nice no qual registrou o samba Destino traiçoeiro, com Raimundo Olavo.
Em 1960, o conjunto Conjunto Brasília Ritmos gravou pela Odeon o LP Ritmos do Brasil - Vol. 2 no qual foi incluído o samba Comprando barulho. No mesmo ano, Roberto Silva gravou o samba Domine a sua paixão, com João Bastos Filho, no LP Descendo o morro Nº 3 da gravadora Copacabana. Em 1961, o samba Eu não sou marinheiro, um de seus maiores sucessos, foi gravado no LP Peça bis em Hi-Fi - Hugo Master e Sua Orquestra, e por Lauro Paiva e Conjunto no LP Sucessos com Lauro Paiva. Dois anos depois, o samba Eu fui o culpado, com Álvaro Castilho, foi gravado por Alcides Gerardi no LP Enquanto o tempo passa da CBS. O mesmo cantor gravaria um ano depois o samba Outras foram, com A. Castilho, no LP Amor sem ter amor.
Em 1966, Alcides Gerardi gravou o samba-canção Agora se acabou, com Augusta de Oliveira, no LP Desejo da CBS. Em 1969, o samba Banco de réu, foi gravado pelo cantor Noite Ilustrada no LP Revivendo o Mestre Ataulfo, lançado por ele pela gravadora Continental. No mesmo ano, o samba Embrulho que eu carrego, com Alvaiade, recebeu duas gravações. De Ciro Monteiro e Elizeth Cardoso no LP A bossa eterna de Elizeth e Cyro - Volume 2 da gravadora Copacabana, e a de Elza Soares e Miltinho no LP Elza, Miltinho e samba - Volume 3 da Odeon.
Em 1974, Zuzuca gravou o samba Obrigação, com Alcides Rosa, em LP CBS, e o conjunto Samba 4 também na CBS regravou o samba Banco de réu. Em 1978, Roberto Müller gravou na Tapecar o samba-canção Outras foram.
Em 1991, o samba Vitaminas, interpretação de Odete Amaral, foi incluído no LP A coroa do Rei com gravações de Francisco Alves, Rosina Pagã, Dircinha Batista e Odete Amaral do selo Revivendo.
Sua carreira artística transcorreu principalmente nas décadas de 1950 e 1960, quando foi parceiro de nomes como Geraldo Pereira, Alvaiade, Ataulfo Alves e Joel de Almeida entre outros. Suas composições, especialmente sambas e marchas, foram gravadas por nomes como Odete Amaral, Ciro Monteiro, Ataulfo Alves, Joel e Gaúcho, Jorge Veiga, Risadinha e Roberto Silva. Sempre foi muito ligado ao carnaval, especialmente o de Madureira, do qual foi grande folião.
Obra
A vida tem dessas coisas (c/ Raul Marques), Abriu-se o pano (c/ Alcides Rosa), Agora se acabou (c/ Augusta de Oliveira), Aguenta o tempo, Antes porém (c/ Ciro Monteiro), Banco de réu (c/ Alvaiade), Beija-flor (c/ Alcides Rosa), Brigas de amor (c/ Alvaiade), Cavalinho bom (c/ Joel de Almeida), Comprando barulho (c/Jorge Tavares), Dentro da capela (c/ Alcides Rosa), Desta vez vou ser feliz (c/ Amaro Silva), Destino traiçoeiro (c/ Raimundo Olavo), Domine a sua paixão (c/ João Bastos Filho), Domine sua paixão (c/ João Bastos Filho), Embrulho (c/ Osvaldo dos Santos), Embrulho que eu carrego (c/ Alvaiade), Embrulho que eu carrego (c/ Osvaldo dos Santos), Eu fui o culpado (c/ Álvaro Castilho), Eu não sou marinheiro (c/ Alvaiade), Falsidade (c/ João Pereira Lucena), Jamais acontecerá (c/ Geraldo Pereira), Leonor (c/ Ataulfo Alves), Marinheiro de primeira viagem (c/ Alvaiade), Na chave do portão (c/ Alberto Maia), O errado sou eu (c/ Erasmo de Andrade), Obrigação (c/ Alcides Rosa), Oh! Seu Djalma (c/ Raul Marques), Ôp, ô, ôp (c/ Ari Monteiro), Outras foram (c/ A. Castilho), Pobre no pedir (c/ Osvaldo dos Santos), Réu primário (c/ Amaro Silva), Salve o inventor da mulher (c/ Amaro Silva), Tire a mão do meu bolso (c/ Nicola Bruni), Todo mundo sabe (c/ Nelson Silva), Vitaminas (c/ Amaro Silva e Domicio Augusto).
Fontes: Dicionário Cravo Albin da MPB; Revista do Rádio.
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quarta-feira, maio 29, 2013
terça-feira, novembro 23, 2010
Ai...ô rosa
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Joel e Gaúcho |
Título da música: Ai...ô Rosa / Gênero musical: Batucada / Intérpretes: Joel e Gaúcho / Compositores: Piedade, J - Almeida, Joel de - Leão, R / Gravadora Odeon / Número do Álbum 12091 / Data de Gravação 00/1941 / Data de Lançamento 00/1942 / Lado B /Disco 78 rpm:
Ai... ô Rosa, ai... ô Rosa
Eu não quero você não
Tá ficando orgulhosa
Ai... ô Rosa, ai... ô Rosa
Eu não quero você não
Tá ficando orgulhosa
Ai... ô Rosa
Não me chame de otário
Só porque acreditei
Na conversa do canário, Rosa
Ai... ô Rosa, ai... ô Rosa
Eu não quero você não
Tá ficando orgulhosa
Ai... ô Rosa, ai... ô Rosa
Eu não quero você não
Tá ficando orgulhosa
quarta-feira, abril 15, 2009
Gaúcho

No ano seguinte Renato Murce levou-os para seu programa Horas do Outro Mundo, na Rádio Phillips. Contratados pela emissora passaram a cantar no Programa Casé, com Gaúcho acompanhando ao violão e Joel batucando no chapéu de palha. Foram chamados de os irmãos Gêmeos da Voz por Alziro Zarzur, embora Cesar Ladeira tenha sido creditado com a invenção do apelido.
Em 1935 a dupla obteve seu primeiro destaque em disco com Estão batendo (Gadé e Valfrido Silva) gravado na Columbia. Em 1936, pela Victor, lançaram Pierrô apaixonado (Heitor dos Prazeres e Noel Rosa) marcha de grande sucesso no Carnaval, que marcou o início de uma série de êxitos carnavalescos. No mesmo ano a dupla participou do filme Alô, alô Carnaval passando também a se apresentar nos cassinos da Urca e Atlântico além do Copacabana Palace Hotel.
No Carnaval de 1940 a dupla obteve outro grande sucesso com “ Cai, cai (Roberto Martins) lançando no mesmo ano a marcha Maria Caxuxa (Antônio Almeida e Saint-Clair Sena) e, no carnaval de 1941, Aurora (Roberto Roberti e Mário Lago) com enorme êxito. No ano seguinte a dupla gravou o sucesso A mulher do padeiro (J. Piedade, Germano Augusto e Bruni) e em 1943 a marcha O Danúbio...azulou (Nássara e Eratóstenes Frazão).
Outro grande êxito da dupla foi o Boogie-woogie do rato (Denis Brean) lançado em 1947, ano em que também excursionou por Buenos Aires, Argentina, apresentando-se na boate Embassy e na Rádio El Mundo. Na capital argentina a dupla se desfez, tendo Joel lá permanecido como cantor e Gaúcho retornado ao Brasil.
No Carnaval de 1940 a dupla obteve outro grande sucesso com “ Cai, cai (Roberto Martins) lançando no mesmo ano a marcha Maria Caxuxa (Antônio Almeida e Saint-Clair Sena) e, no carnaval de 1941, Aurora (Roberto Roberti e Mário Lago) com enorme êxito. No ano seguinte a dupla gravou o sucesso A mulher do padeiro (J. Piedade, Germano Augusto e Bruni) e em 1943 a marcha O Danúbio...azulou (Nássara e Eratóstenes Frazão).
Outro grande êxito da dupla foi o Boogie-woogie do rato (Denis Brean) lançado em 1947, ano em que também excursionou por Buenos Aires, Argentina, apresentando-se na boate Embassy e na Rádio El Mundo. Na capital argentina a dupla se desfez, tendo Joel lá permanecido como cantor e Gaúcho retornado ao Brasil.
Em 1952 voltou a fazer dupla com Joel, mas somente por breve período. Gaúcho abandonou a rádio e foi morar em Itacuruça – Rio de Janeiro.
Em 1962 gravou novamente com Joel um LP, na RCA Victor, relançando antigos sucessos.
Em 1962 gravou novamente com Joel um LP, na RCA Victor, relançando antigos sucessos.
terça-feira, novembro 04, 2008
Madureira chorou

"Rapidamente, a notícia foi propagada, e grande número de atores da Companhia da Revista Zaquia Jorge e de outras empresas chegou ao local. Em poucos instantes as brancas areias da praia foram pisadas por centenas de pés, já que também foi grande o número de curiosos que acorreu.
Quando um guarda-vidas retirou, do perau em que caíra, o corpo da vedete, Celeste Aída, uma das que a acompanhavam, abraçou-se ao cadáver, chorando copiosamente. Celeste Aída vira a amiga desaparecer e tudo fizera para salvá-la, não o conseguindo porque era muito fundo o perau. Enquanto ela se esforçava, os dois homens que integravam o grupo e que estavam longe aproximaram-se. Na areia, muito assustadas, cinco girls assistiam à luta de Celeste Aída, sem poder ajudá-la.
Afinal, cansada e desanimada, Celeste Aída voltou às areias, Zaquia Jorge desaparecera e, quando foi encontrada, já estava quase sem vida. Morreu pouco depois..."
"Foi sepultada no Cemitério de São Francisco Xavier, pranteada por artistas e populares, que a reverenciaram como a pioneira do teatro suburbano carioca. Das 6h às 16h30m de ontem, mais de 4.000 pessoas afluíram ao Teatro de Madureira, em cujo palco ficou exposto o corpo da artista. Com a platéia e os balcões apinhados, o ambiente fazia lembrar um grande dia de récita. Contudo, a emoção do público era intensa, guardando os presentes muito respeito.
No palco, no alto, por cima do caixão de Zaquia Jorge, havia um grande quadro de São Jorge. A artista morrera na véspera do dia consagrado ao santo. Ontem fazia cinco anos que inaugurara seu teatro, com a peça Trem de luxo, de Válter Pinto e Freire Júnior.
Sobre uma fileira de dez cadeiras havia dezenas de coroas entre elas, do Teatro Santana (São Paulo), do Corpo de Bombeiros, das escolas de samba Sampaio e Império Serrano, de inúmeras entidades e figuras da arte e de outros setores. O povo humilde do subúrbio formou filas, subindo ao palco para dar seu último adeus a Zaquia Jorge..."
Em sua homenagem foi composta a música "Madureira chorou", um samba de sucesso no carnaval de 1958.
Em sua homenagem foi composta a música "Madureira chorou", um samba de sucesso no carnaval de 1958.
Madureira chorou (samba, 1958) - Carvalhinho e Julio Monteiro (marido de Záquia) - Intérprete: Joel de Almeida
Disco 78 rpm / Título da música: Madureira chorou / Carvalhinho (Compositor) / Monteiro, Júlio (Compositor) / Almeida, Joel de, 1913-1993 (Intérprete) / Imprenta [S.l.]: Odeon, 1957 / Nº Álbum 14262 / Gênero musical: Samba.
Madureira chorou,Disco 78 rpm / Título da música: Madureira chorou / Carvalhinho (Compositor) / Monteiro, Júlio (Compositor) / Almeida, Joel de, 1913-1993 (Intérprete) / Imprenta [S.l.]: Odeon, 1957 / Nº Álbum 14262 / Gênero musical: Samba.
Madureira, chorou de dor,
Quando a voz do destino,
Obedecendo ao divino,
A sua estrela chamou.
Gente modesta,
Gente boa do subúrbio,
Que só comete distúrbio,
Se alguém os menosprezar,
Aquela gente,
Que mora na Zona Norte,
Até hoje, chora a morte,
Da estrela do lugar.
Fonte: Matéria publicada no jornal O Globo - 23 de abril de 1957
quinta-feira, abril 24, 2008
Boogie-woogie do rato
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Denis Brean |
Boogie-woogie do rato (boogie-woogie, 1947) - Denis Brean - Interpretação: Joel e Gaúcho
Disco 78 rpm / Título da música: Boogie-woogie do rato / Denis Brean (Compositor) / Joel e Gaúcho (Intérprete) / Gravadora: Odeon / Gravação: 27/09/1946 / Lançamento: 03/ 1947 / Nº do Álbum: 12766 / Nº da Matriz: 8105 / Gênero musical: Boogie woogie / Coleções de origem: IMS, Nirez
Disco 78 rpm / Título da música: Boogie-woogie do rato / Denis Brean (Compositor) / Joel e Gaúcho (Intérprete) / Gravadora: Odeon / Gravação: 27/09/1946 / Lançamento: 03/ 1947 / Nº do Álbum: 12766 / Nº da Matriz: 8105 / Gênero musical: Boogie woogie / Coleções de origem: IMS, Nirez
Tá dando rato, muito rato e que rato que está dando
no meu boogie e que sopa para um gato
Eu não sabia que havia tanto rato no meu samba
mas agora ante o fato, o rato é mato
Mas tem um rato que agradece e é muito grato
Se encontra um boogie-woogie, boogie-woogie como prato
Mas tem um rato que agradece e é muito grato
Se encontra um boogie-woogie, boogie-woogie como prato
Veja, veja, veja minha gente
Um rato pretender patente num processo de roer
Deixa todos esses ratos no meu samba
E não se importe com a muamba que isso é meio de viver
Se o nosso samba tem cadência, o boogie-woogie
tem influência pois os dois são irmãos da mesma cor
E o que interessa, ora essa é que o povo
consagrou as duas danças como sendo do amor
Por isso mesmo todo mundo quer dançar o boogie-woogie
sem "castigo" pois é ritmo amigo
E tudo mais só é conversa, e a resposta é "Nem te ligo!"
Fontes: Discografia Brasileira - IMS; Instituto Moreira Salles.
domingo, abril 20, 2008
Promessa (Uma promessa que fiz)
Promessa (samba/carnaval, 1946) - Jaime de Carvalho (Coló) - Intérprete: Joel de Almeida
Disco 78 rpm / Título da música: Promessa (Uma promessa que fiz) / Jaime de Carvalho [Colô] (Compositor) / Joel de Almeida, 1913-1993 (Intérprete) / Grande Escola de Samba (Acomp.) / Gravadora: Odeon / Gravação: 26/03/1946 / Lançamento: 05/1946 / Nº do Álbum: 12692 / Nº da Matriz: 8012 / Gênero musical: Samba / Coleções de origem: IMS, Nirez
Disco 78 rpm / Título da música: Promessa (Uma promessa que fiz) / Jaime de Carvalho [Colô] (Compositor) / Joel de Almeida, 1913-1993 (Intérprete) / Grande Escola de Samba (Acomp.) / Gravadora: Odeon / Gravação: 26/03/1946 / Lançamento: 05/1946 / Nº do Álbum: 12692 / Nº da Matriz: 8012 / Gênero musical: Samba / Coleções de origem: IMS, Nirez
Foi uma promessa que eu fiz
Ainda não pude guardar
Foi uma promessa que eu fiz
Ainda não pude guardar
Ai, ai, meu Deus
(Ai, ai, meu Deus)
Eu já tenho a quem culpar
Foi, foi aquela mulher
Que conseguiu destruir meu lar
Ela destruiu meu lar
Aquela ingrata mulher
Ela foi culpada
Aquela mulher para mim
Não vale nada!
Fontes: Discografia Brasileira - IMS; Instituto Moreira Salles.
sábado, janeiro 19, 2008
Trabalhar eu não
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Onéssimo Gomes |
Disco 78 rpm / Título da música: Trabalhar eu não / Almeidinha (Compositor) / Onéssimo Gomes (Intérprete) / Grande Escola de Samba (Acomp.) / Gravadora: Odeon / Gravação: 26/03/1946 / Lançamento: 05/1946 / Nº do Álbum: 12692 / Nº da Matriz: 8013 / Gênero musical: Samba / Coleções de origem: IMS, Nirez
Quem quiser suba o morro
Venha apreciar a nossa união
Trabalho, não tenho nada
De fome não morro não
Trabalhar, eu não, eu não !
(bis)
Eu trabalhei como um louco
Até fiz calo na mão
O meu patrão ficou rico
E eu, pobre sem tostão
Foi por isso que agora
Eu mudei de opinião
Trabalhar, eu não, eu não !
Trabalhar, eu não, eu não !
Fontes: Discografia Brasileira - IMS; Instituto Moreira Salles.
quinta-feira, outubro 19, 2006
Joel e Gaúcho
Joel e Gaúcho - Dupla vocal formada em 1930, no Rio de Janeiro, que teve sua fase principal até 1947, composta pelo cantor Joel de Almeida, nascido no Rio de Janeiro em 1913 e falecido em São Paulo em 1993 e o violonista e cantor Francisco de Paula Brandão Rangel, o Gaúcho nascido na cidade de Cruz Alta no Rio Grande do Sul em 1911 e falecido no Rio de Janeiro em 1971.
Em 1932 Joel trabalhava na Casa Edison, de Fred Figner, e da janela costumava ver compositores subirem a escada de um prédio próximo, a fim de que o pianista Freitinhas fizesse a escrita de suas músicas. Um dia resolveu apresentar suas composições a ele. Para sua surpresa Freitas marcou uma gravação na Odeon. Seu parceiro na ocasião foi Breno Bonifácio e nesse disco gravaram em dueto dois sambas, Eu quero é viver e Meu prazer, de autoria de ambos.
Ao chegar do Rio Grande do Sul Gaúcho conheceu Joel em 1933, nas rodas boêmias do bairro carioca da Tijuca, e logo começaram a se apresentar em festas e serenatas. No ano seguinte Renato Murce levou-os para seu programa Horas do Outro Mundo, na Rádio Phillips. Contratados pela emissora passaram a cantar no Programa Casé, com Gaúcho acompanhando ao violão e Joel batucando no chapéu de palha. Foram chamados de os irmãos Gêmeos da Voz por Alziro Zarzur, embora Cesar Ladeira tenha sido creditado com a invenção do apelido.
Em 1935 a dupla obteve seu primeiro destaque em disco com Estão batendo (Gadé e Valfrido Silva) gravado na Columbia. Em 1936, pela Victor, lançaram Pierrô apaixonado (Heitor dos Prazeres e Noel Rosa) marcha de grande sucesso no Carnaval, que marcou o início de uma série de êxitos carnavalescos. No mesmo ano a dupla participou do filme Alô, alô Carnaval passando também a se apresentar nos cassinos da Urca e Atlântico além do Copacabana Palace Hotel.
No Carnaval de 1940 a dupla obteve outro grande sucesso com “ Cai, cai (Roberto Martins) lançando no mesmo ano a marcha Maria Caxuxa (Antônio Almeida e Saint-Clair Sena) e, no carnaval de 1941, Aurora (Roberto Roberti e Mário Lago) com enorme êxito. No ano seguinte a dupla gravou o sucesso A mulher do padeiro (J. Piedade, Germano Augusto e Bruni) e em 1943 a marcha O Danúbio...azulou (Nássara e Eratóstenes Frazão).
Outro grande êxito da dupla foi o Boogie-woogie do rato (Denis Brean) lançado em 1947, ano em que também excursionou por Buenos Aires, Argentina, apresentando-se na boate Embassy e na Rádio El Mundo. Na capital argentina a dupla se desfez, tendo Joel lá permanecido como cantor e Gaúcho retornado ao Brasil.
De volta ao país em 1952, Joel tornou a formar dupla com Gaúcho, mas somente por breve período, pois no mesmo ano, após algumas apresentações, Gaúcho abandonou o rádio e foi morar em Itacuruça, Rio de Janeiro. Joel prosseguiu carreira sozinho, como cantor e compositor, principalmente carnavalesco, tendo obtido grande sucesso em 1956, com sua gravação de Quem sabe, sabe (com Carvalhinho).
Dois anos depois, outro destaque, com Madureira chorou (Carvalhinho e Júlio Monteiro) época em que também trabalhou como diretor artístico da gravadora Polydor durante um ano e meio. Nessa função resolveu lançar um cantor jovem para concorrer com João Gilberto: assim, 1959, produziu o primeiro disco de Roberto Carlos.
Em 1962 Joel e Gaúcho se encontraram novamente para gravar o LP Joel e Gaúcho, na RCA Victor, relançando antigos sucessos como Aurora, Cai, cai e Pierrô apaixonado, entre outras, com orquestração de José Meneses. Depois da morte de Gaúcho, Joel , conhecido como o Magrinho Elétrico, continuou sua carreira sozinho, como cantor compositor e radialista, apresentando programas noturnos na Rádio Tupi, de São Paulo.
Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e Publifolha, SP, 1998.
Joel de Almeida
Joel de Almeida, cantor e compositor, nasceu no Rio de Janeiro/RJ em 05 de novembro de 1913 e faleceu em São Paulo/SP em 01 de abril de 1993. Fez com o cantor Gaúcho uma dupla de sucesso principalmente nos anos 1940.
Em 1946 fazendo dupla com Gaúcho, gravou em disco solo, os sambas Promessa (de Jaime de Carvalho) e Trabalhar, eu não (de Aníbal de Almeida). Nessa época, em excursão à Argentina, a dupla com Gaúcho se desfez e Joel permaneceu como cantor em Buenos Aires.
Em 1951 gravou de sua autoria o samba Hoje a coisa é diferente, e de sua autoria e Dom Roy o baião Ai! Que bom. Depois de um breve retorno, a dupla com Gaúcho desfez-se definitivamente e Joel prosseguiu sua carreira solo.
Em 1955 já com a dupla desfeita, gravou pout-pourri intitulado Reminiscências de Joel e Gaúcho, pela Odeon. No mesmo ano gravou outro pout-pourri Sucessos da velha-guarda, com músicas de Noel Rosa, Ismael Silva e outros compositores. Gravou ainda o fox Canção para inglês ver, de Lamartine Babo.
Em 1956 gravou a marcha Quem sabe, sabe, de sua autoria e que veio a ser uma das mais executadas em todo o Brasil naquele ano, e o fox Loura ou morena (Vinícius de Moraes e Haroldo Tapajós) composta em 1932.
Em 1957 gravou de sua autoria o samba Não quero mais amor, a marcha Isso não se faz. No mesmo ano regravou o grande sucesso do carnaval de 1927, o maxixe Cristo nasceu na Bahia (de Sebastião Cirino e Duque).
Em 1958 gravou a marcha Campeão do mundo e o samba Leonor. No mesmo ano gravou com a cantora Araci de Almeida as marchas Vai ver que é, de Carvalhinho, e A mulata é que é mulher. Ainda em 1958 obteve grande sucesso com o samba Madureira chorou, que homenageava a vedete do teatro de revista Zaquia Jorge, moradora de Madureira e mulher de Júlio Monteiro, o Júlio Leiloeiro.
Nesse período, começou a trabalhar como diretor artístico da gravadora Polydor, função na qual atuou por cerca de um ano e meio, tempo no qual lançou o jovem cantor Roberto Carlos, a princípio para concorrer com João Gilberto.
Em 1959 gravou a marcha Linda brincadeira (Jair Amorim e Nássara), e o samba Fita os olhos meus (de Antônio Almeida). Em 1961 gravou a marcha Pé de cana e o samba Eu gostava tanto dela. Em 1963 gravou as marchas Elza e Pau no burro. Atuou ainda como radialista, apresentando programas noturnos na Rádio Tupi de São Paulo.
Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e Publifolha, SP, 1998.
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