Mostrando postagens com marcador carvalhinho. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador carvalhinho. Mostrar todas as postagens

terça-feira, dezembro 14, 2010

Carvalhinho

Carvalhinho (José Prudente de Carvalho), compositor, nasceu em Aracaju, SE, em 29/3/1913, e faleceu na cidade do Rio de Janeiro, RJ, em 30/7/1970. Aos 12 anos mudou-se para o Rio de Janeiro.

Autor de marchinhas e sambas, já na década de 1940 fazia sucesso nos carnavais, com Vou me acabar (com Romeu Gentil), 1945, e O periquito da madame (com Afonso Teixeira e Nestor de Holanda), 1947.

Em 1952 foi um dos compositores mais populares do Carnaval, quando a marchinha Acho-te uma graça (com Benedito Lacerda e Haroldo Lobo) foi gravada pelo locutor César de Alencar. No ano seguinte, novo êxito com a marchinha Cossaco.

Em 1956, a música mais cantada do Carnaval foi Quem sabe, sabe, que compôs com Joel de Almeida, aproveitando um jingle então muito popular no rádio e na televisão.

Seu maior sucesso foi o samba Madureira chorou (com Júlio Monteiro), lançado no Carnaval de 1958 e inspirado na morte por afogamento da estrela do teatro de revista Záquia Jorge, que se apresentava em um teatro daquele subúrbio do Rio de Janeiro. O samba foi gravado por Joel de Almeida e chegou a ser lançado na França com o título Si tu vas à Rio, em interpretação do grupo vocal Les Compagnons de la Chanson.

Para o mesmo Carnaval, compôs ainda, em parceria com Paulo Gracindo, o samba Derrubaram a galeria, que comentava o desaparecimento do Hotel Avenida e sua famosa Galeria Cruzeiro, ponto de reunião dos foliões carioca e reduto tradicional dos velhos Carnavais.

No ano seguinte, com o mesmo parceiro, obteve grande sucesso com a marchinha Vai ver que é . Entre seus últimos sucessos estão ainda Meu patuá (com Zilda do Zé e Jorge Silva), samba de 1964, premiado num concurso promovido pelo animador de televisão Chacrinha, e Saravá, com os mesmos parceiros, samba do ano seguinte, gravado por Orlando Dias.

Afastando-se do meio artístico para chefiar a seção da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos da cidade de Sapucaia RJ, morreu logo depois.

Obra

Fiquei na saudade (c/Jorge Silva e Zilda do Zé), samba 1965; Madureira chorou (c/Júlio Monteiro), samba 1957; Quem sabe, sabe (c/Joel de Almeida), marcha, 1956.

quinta-feira, novembro 06, 2008

Vai ver que é

Vai ver que é (marcha/carnaval, 1959) - Carvalhinho e Paulo Gracindo - Intérpretes: Araci de Almeida e Joel de Almeida

Disco 78 rpm / Título da música: Vai ver que é / Carvalhinho (Compositor) / Gracindo, Paulo (Compositor) / Almeida, Araci de, 1914-1988 (Intérprete) / Almeida, Joel de, 1913-1993 (Intérprete) / Coro (Acompanhante) / Orquestra (Acomp.) / Imprenta [S.l.]: Polydor, 24/10/1958 / Nº Álbum 287 / Gênero musical: Marcha.



Se veste de baiana
Pra fingir que é mulher
Vai ver que é
Vai ver que é

No baile do teatro
Ele diz que é Salomé
Vai ver que é
Vai ver que é

Cuidado minha gente
Com esse tipo de rapaz
................
................
Nervosinho bate o pé
Vai ver que é
Vai ver que é

terça-feira, novembro 04, 2008

Madureira chorou

Zaquia Jorge teve morte trágica, na praia da Barra da Tijuca, quando tomava banho de mar em companhia de várias outras artistas. Era comum as vedetes se bronzearem 'al natural' na Barra, por ser uma praia deserta na época. A edição do jornal O Globo de 23 de abril de 1957 assim noticiou a morte de Zaquia Jorge:

"Rapidamente, a notícia foi propagada, e grande número de atores da Companhia da Revista Zaquia Jorge e de outras empresas chegou ao local. Em poucos instantes as brancas areias da praia foram pisadas por centenas de pés, já que também foi grande o número de curiosos que acorreu.

Quando um guarda-vidas retirou, do perau em que caíra, o corpo da vedete, Celeste Aída, uma das que a acompanhavam, abraçou-se ao cadáver, chorando copiosamente. Celeste Aída vira a amiga desaparecer e tudo fizera para salvá-la, não o conseguindo porque era muito fundo o perau. Enquanto ela se esforçava, os dois homens que integravam o grupo e que estavam longe aproximaram-se. Na areia, muito assustadas, cinco girls assistiam à luta de Celeste Aída, sem poder ajudá-la.

Afinal, cansada e desanimada, Celeste Aída voltou às areias, Zaquia Jorge desaparecera e, quando foi encontrada, já estava quase sem vida. Morreu pouco depois..."

"Foi sepultada no Cemitério de São Francisco Xavier, pranteada por artistas e populares, que a reverenciaram como a pioneira do teatro suburbano carioca. Das 6h às 16h30m de ontem, mais de 4.000 pessoas afluíram ao Teatro de Madureira, em cujo palco ficou exposto o corpo da artista. Com a platéia e os balcões apinhados, o ambiente fazia lembrar um grande dia de récita. Contudo, a emoção do público era intensa, guardando os presentes muito respeito.

No palco, no alto, por cima do caixão de Zaquia Jorge, havia um grande quadro de São Jorge. A artista morrera na véspera do dia consagrado ao santo. Ontem fazia cinco anos que inaugurara seu teatro, com a peça Trem de luxo, de Válter Pinto e Freire Júnior. 

Sobre uma fileira de dez cadeiras havia dezenas de coroas entre elas, do Teatro Santana (São Paulo), do Corpo de Bombeiros, das escolas de samba Sampaio e Império Serrano, de inúmeras entidades e figuras da arte e de outros setores. O povo humilde do subúrbio formou filas, subindo ao palco para dar seu último adeus a Zaquia Jorge..."

Em sua homenagem foi composta a música "Madureira chorou", um samba de sucesso no carnaval de 1958.

Madureira chorou (samba, 1958) - Carvalhinho e Julio Monteiro (marido de Záquia) - Intérprete: Joel de Almeida

Disco 78 rpm / Título da música: Madureira chorou / Carvalhinho (Compositor) / Monteiro, Júlio (Compositor) / Almeida, Joel de, 1913-1993 (Intérprete) / Imprenta [S.l.]: Odeon, 1957 / Nº Álbum 14262 / Gênero musical: Samba.



Madureira chorou,
Madureira, chorou de dor,
Quando a voz do destino,
Obedecendo ao divino,
A sua estrela chamou.

Gente modesta,
Gente boa do subúrbio,
Que só comete distúrbio,
Se alguém os menosprezar,
Aquela gente,
Que mora na Zona Norte,
Até hoje, chora a morte,
Da estrela do lugar.



Fonte: Matéria publicada no jornal O Globo - 23 de abril de 1957

quinta-feira, maio 01, 2008

O periquito da madame

O periquito da madame (marcha-carnaval, 1947) - Nestor de Holanda, Carvalhinho e Afonso Teixeira - Intérprete: 4 Ases e Um Coringa

Disco 78 rpm / Título da música: O periquito da madame / Afonso Teixeira (Compositor) / Carvalhinho (Compositor) / Nestor de Holanda (Compositor) / Quatro Ases e Um Coringa (Intérprete) / Gravadora: Odeon / Gravação: 09/07/1946 / Lançamento: 11/1946 / Nº do Álbum: 12735 / Nº da Matriz: 8070 / Gênero musical: Marcha / Coleções de origem: IMS, Nirez


O periquito da madame come milho,
Come arroz,
Come feijão,
Mas quase sempre,
O periquito da madame, coitadinho,
Sofre indigestão!


Eu trato bem
O periquito da madame,
Tenho cuidado com a sua refeição.
Não compreendo por que é
Que o tal bichinho,
Coitadinho,
Sofre indigestão!



Fontes: Discografia Brasileira - IMS; Instituto Moreira Salles.