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segunda-feira, fevereiro 05, 2018

Sozinha - Jamelão


Sozinha (samba-canção, 1963) - Lupicínio Rodrigues - Intérprete: Jamelão

LP Jamelão Interpreta Lupicínio Rodrigues / Título da música: Sozinha / Rodrigues, Lupicínio, 1914-1974 (Compositor) / Jamelão, 1913-2008 (Intérprete) / Imprenta [S.l.]: Continental, 1972 / Nº Álbum SLP-10075 (1-01-404-012) / Lado A / Faixa 3 / Gênero musical: Samba canção.


Tom: G  

G7M   G#º   Am9
    Vivia sozinha,
              D7/9              Bm7
Num ranchinho velho, feito de sopapo,
                Em7                    Am9
o seu rádio de noite era o canto de um sapo,
                D7/9               Bm7/b5 E7
sua cama uma esteira estendida no chão.
       Am9            D7/9                 Bm7
Sua refeição era um bocado de charque e farinha,
               Em7               Am7
pois nem prá comer a coitada não tinha,
            D7/9              F E7
sequer no café, um pedaço de pão.

               Am9
Levei pro meu sítio,
              D7/9                   Bm7
troquei por cetim os seus trapos de chita,
             Em7                Am7
até prá "marvada" se ver mais bonita
                D7/9                 F E7
pus luz no seu quarto, invés de candeeiro.
             Am9               D7/9                Bm7
E só por dinheiro, sabem o que fez essa ingrata mulher?:
               Em7                 Am7
fugiu com o doutor que eu mesmo chamei
                D7/9       D7/b9     G7M  G7/9
e paguei prá curar os seus bichos-de-pé.

            C7M
Assim me falou
           C#º                G6/9
um pobre matuto, coitado, chorando
        E7/9                Am9
em seu desespero foi me ensinando,
               D7/9      D7/b9      G7M  G#º
que em todo lugar mulher sempre é mulher.
             Am9               D7/9               Bm7
Se pede uma flor e a gente lhe dá ela exige uma estrela
          Em7            Am7
e se por acaso ela não obtê-la
                D7/9   D7/b9        G7M G7/9
se vai com o primeiro homem que lhe der.

            C7M                             G7M Cm6 G6/9
Assim me falou.... (até) .... homem que lhe der.

Torre de Babel - Jamelão


Torre de Babel (samba-canção, 1964) - Lupicínio Rodrigues - Intérprete: Jamelão

LP Jamelão Interpreta Lupicínio Rodrigues / Título da música: Torre de Babel / Rodrigues, Lupicínio, 1914-1974 (Compositor) / Jamelão, 1913-2008 (Intérprete) / Imprenta [S.l.]: Continental, 1972 / Nº Álbum SLP-10075 (1-01-404-012) / Lado B / Faixa 3 / Gênero musical: Samba canção.



Quando nos conhecemos
Numa festa em que estivemos
Nos gostamos, nos juramos
Um do outro ser fiel
Depois continuamos
Nos querendo, nos gostando
Nosso amor foi aumentando
Qual a Torre de Babel

E a construção foi indo
Foi crescendo, foi subindo
Lá no céu quase atingindo
Nos domínios do Senhor

E agora se aproximando
Nosso maior momento
Esse desentendimento
Quer parar o nosso amor

Mas eu não acredito
Isso não há de acontecer
Porque eu continuo lhe adorando
E hei de arranjar um meio de lhe convencer

Que volte, meu amor
Seu bem está chamando
Por um capricho seu
Não há de ser que essa amizade
Vá ter esse desfecho tão cruel
Que tiveram porque se desentenderam
Aqueles que pretenderam
Fazer a Torre de Babel

Um favor - Jamelão


Um Favor (samba-canção, s.d.) - Lupicínio Rodrigues - Intérprete: Jamelão

LP Jamelão Interpreta Lupicínio Rodrigues / Título da música: Um Favor / Rodrigues, Lupicínio, 1914-1974 (Compositor) / Jamelão, 1913-2008 (Intérprete) / Imprenta [S.l.]: Continental, 1972 / Nº Álbum SLP-10075 (1-01-404-012) / Lado A / Faixa 4 / Gênero musical: Samba canção.


A         E7        A        E7
Eu hoje acordei pensando
A           E7      A
Por que eu vivo chorando
Dbm  Cm      Bm   Gb7  Bm
Podendo lhe procurar
Gb7      Bm
Se a lágrima é tão maldita
Gb7    Bm
Que a pessoa mais bonita
E7         A     Gb7  Bm  E7
Cobre o rosto prá chorar

                   A
E refletindo um segundo
E7               A7
Resolvi pedir ao mundo
D
Que me fizesse um favor
F7                 Dbm
Para que eu não mais chorasse
Gb7        Bm
Que alguém me ajudasse
E7            A        E7
A encontrar o meu amor

  A         E7         A
Maestros, músicos, cantores
E7                 A
Gente de todas as cores
Eo         Gb7       Bm    Gb7   Bm
Façam esse favor prá mim
E
Quem souber cantar que cante
Bm    
Quem souber tocar que toque
E7                   A
Flauta trombone ou clarim

                 A7          A             A7
Quem puder que grite / Quem tiver apito, apite
D           F7              Dbm
Faça esse mundo acordar / Para que onde ela esteja
Gb7     Bm   E7                 A     F   A
Saiba que alguém rasteja / Pedindo pra ela voltar

Homenagem - Jamelão


Homenagem (samba-canção, 1961) - Lupicínio Rodrigues - Intérprete: Jamelão

LP Jamelão Interpreta Lupicínio Rodrigues / Título da música: Homenagem / Rodrigues, Lupicínio, 1914-1974 (Compositor) / Jamelão, 1913-2008 (Intérprete) / Imprenta [S.l.]: Continental, 1972 / Nº Álbum SLP-10075 (1-01-404-012) / Lado A / Faixa 2 / Gênero musical: Samba canção.


G        Am            D7
Eu agradeço estas homenagens
G     Am7   Bm7
Que vocês me fazem
Bbo      Am                D7
Pelas bobagens e coisas bonitas
     G      G7
Que dizem que eu fiz
               C      Cm
Receber os presentes, 
                  Bm     Em 
Isto eu não tenho coragem 
          Am                 D7     
Vão entregá-los a quem de direito 
          G   Am7   Bm7  Am7 
deve ser feliz. 

             G
Levem estas flores
           Abo                   Am
Para aquela que agora deve estar chorando
                  D7
Por não poder estar neste momento
         G   Am7  Bm7   Am7
Aqui perto de mim

       G                      Bbo              Am
Pra receber estas honras que a outra está desfrutando
          D7                                    
O nosso amor clandestino é que obriga
         G      Bm7 Am7 D7
a vivermos assim

             G                E7                Am
Levem estas flores e digam pra ela ficar me esperando
             D7          
E no que terminar a festa
               G   Am7 Bm7 D7
eu irei abraçar meu amor
  G                    G7
Pois apesar de não sermos casados
           C                         Bm
É quem me inspira e está sempre ao meu lado
     G        Em           Am
Me acompanhando nas horas difíceis
D7       G     Cm    G
Nas horas de dor . . .

Exemplo - Jamelão

Lupicínio Rodrigues
Exemplo (samba-canção, 1959) - Lupicínio Rodrigues - Intérprete: Jamelão

Gravação original: disco 78 rpm / Título da música: Exemplo / Autoria: Rodrigues, Lupicínio, 1914-1974 (Compositor) / Jamelão, 1913-2008 (Intérprete) / Imprenta [S.l.]: Continental, 1960 / Nº Álbum 17808 / Lado A / Gênero musical: Samba canção.


Tom: D  

A7M                     G7/9                A7M
Deixe o sereno da noite molhar teus cabelos
D/E                    A7M
Que eu quero enxugar, amor
Em7                 A7
Vou buscar água na fonte
D7M                  G/A                D7M
Lavar os teus pés, perfumar e beijar, amor
Ebm7/-5                Ab7
É assim que começam os romances
Dbm7                    Gb7
E assim começamos nós dois
Bm7                       B7
Pouca gente repete estas frases
E        G/A   A7
Um ano depois
D7M                       Eb°
Dez anos estás ao meu lado
Dbm7                  Gb7
Dez anos vivemos brigando
Bm7                     E7
Mas quando eu chego cansado
A7M                      G7 Gb7
Seus braços estão me esperando
Bm7                E7
Esse é o exemplo que damos
Dbm7               Gb7 B7
Aos jovens recém-namorados
Dbm7                 Dm6    E7
Que é melhor brigarmos juntos
                  A7M
Do que chorar separados

sexta-feira, outubro 25, 2013

Torei o pau

Jamelão
O baião "Torei o pau", de Luiz Bandeira, foi gravado na Odeon pelo cantor Jamelão, em 02/04/1951 e lançado em maio seguinte, disco 13125-A, matriz 8930. Foi também gravado por Manezinho Araújo, no selo Nacional, vinculado à rádio carioca de mesmo nome.

Essa melodia tem a sua história, conforme nos informa o Jornal Estado de Goiás: é a confissão de um namorado anapolino, que fugiu com a filha de importante coronel nos idos de 1950.

Quando o sogro “carinhosamente armado” perguntou aonde ele havia escondido a sua filha, acabou confessando: “Torei o Pau, / Eu mesmo fiz a gamela (antiga embarcação pluvial), / eu mesmo roubei a moça, / eu mesmo casei com ela!” (alusão ao sucesso desse baião naquela época).

O "Romeu" quase baleado acabou confessando para o importante sogro, que desatou a rir, concluindo, que o mesmo havia navegado com a sua filha, pelo mais belo rio daquela época, o Rialma, no município de mesmo nome, na BR-153, a Belém-Brasília. (Fontes: Samuel Machado Filho - Youtube; Jornal Estado de Goiás - Observatório).

Torei o pau (baião, 1951) - Luiz Bandeira - Interpretação: Jamelão

Disco 78 rpm / Título da música: Torei o pau / Luiz Bandeira (Compositor) / Jamelão (Intérprete) / Gravadora: Odeon / Nº Álbum: 13125-A / Nº Matriz: 8930 / Data da gravação: 02/04/1951 / Data de lançamento: Maio/1951 / Gênero musical: Baião.



Torei o pau
Eu mesmo fiz a gamela
Eu mesmo roubei a moça
Eu mesmo casei com ela.
(bis)

Pra toda parte aonde eu vou Maria vai
Ela sem eu, ela se veste, mas não sai
Já faz dez ano que nós temo esse xodó
Só podemos viver junto
Que nós dois num corpo só...
(torei o pau)

Torei o pau
Eu mesmo fiz a gamela
Eu mesmo roubei a moça
Eu mesmo casei com ela.
(bis)

domingo, setembro 09, 2012

Xangô da Mangueira


Xangô da Mangueira (Olivério Ferreira), cantor, sambista e compositor, nasceu no Rio de Janeiro-RJ em 19/01/1923, e faleceu na mesma cidade em 07/01/2009. Originário do subúrbio carioca do Estácio, aos 12 anos começou a sair na Escola de Samba Unidos de Rocha Miranda e a compor seus primeiros sambas.

Em 1935 entrou para o G.R.E.S. da Portela, tornando-se conhecido como improvisador, numa época em que os sambas eram compostos por um estribilho fixo seguido de quadras improvisadas. Acompanhou Paulo da Portela, quando este foi para a Lira do Amor.

Em 1939 entrou para o G.R.E.S. Estação Primeira de Mangueira, depois de passar num teste como improvisador. Inicialmente, foi terceiro diretor de harmonia e três anos depois ingressou na ala dos compositores. Era quem puxava o samba-enredo na Avenida, passando o posto para Jamelão em 1951, quando ocupou o lugar de Cartola na direção de harmonia da escola.

Guarda de segurança aposentado, gravou para a Copacabana o LP Rei do partido-alto (seu apelido artístico) em 1972, com sambas cantados posteriormente por Martinho da Vila e Clara Nunes.

Em 1975, época em que cantava regularmente nos shows do Teatro Opinião, lançou o LP O velho batuqueiro, pela Tapecar, incluindo entre outras Carolina, meu bem (de sua autoria), Piso na barra da saia (com Rubem Gerardi), O namoro de Maria (com Aniceto) e No tempo dos mil-réis (com Sidney da Conceição).

Em dezembro de 1995, participou do show de comemoração do Dia Nacional do Samba, na Pracinha do Leme, no Rio de Janeiro, ao lado de Monarco, Walter Alfaiate e outros.

Em 1999, a gravadora Nikita Music lançou o CD Velha-Guarda da Mangueira e convidados, no qual participou como seu integrante.

No ano 2000, o Arquivo Geral da Cidade do Rio de Janeiro lançou o CD duplo Mangueira - Sambas de terreiro e outros sambas, para o qual colaborou com preciosas informações sobre os compositores. Neste disco, participou cantando as faixas Cuidado que o vento te leva (Chico Modesto), Divergência (c/ Zagaia e Quincas do Cavaco), Diretor de harmonia (Zagaia), Vela acesa (Fandinho) e Sai da minha frente (Zagaia).

Em janeiro de 2001, apresentou-se, juntamente com Tantinho, em show na Gafieira Elite, no Rio de Janeiro. Em 2003, ao lado de Casquinha, Jorge Presença, Cláudio Camunguelo, Leci Brandão, Dona Ivone Lara, Arlindo Cruz, Ivan Milanez e Marquinho China, foi um dos convidados de Nei Lopes em projeto sobre o partido-alto apresentado no Centro Cultural Banco do Brasil.

Em 2004 interpretou Mineiro, mineiro (Rubens da Mangueira e Ivan Carlos) no CD Sabe lá o que é isso?, do grupo carioca Cordão do Boitatá. Apresentou-se no Bar, Restaurante e Casa de Shows Feitiço Mineiro, no projeto "Gente do Samba", acompanhado do grupo Samba Choro integrado por Evandro Barcellos (violão de sete cordas), Valerinho (cavaquinho), Chico Lopes (sax e flauta), Kunka (surdo) e Makley (pandeiro e vocais).

Em 2005, com Marquinhos China, Silvino da Silva, Marli Teixeira e Tantinho da Mangueira, apresentou o show "Partideiros e calangueiros", dentro do projeto Na Ponta do Verso, do Centro Cultural Banco do Brasil. Neste mesmo ano lançou o livro Xangô da Mangueira - recordações de um velho batuqueiro, com apresentação de Nei Lopes e no qual constou encartado um CD com 11 faixas.

Ainda nesse ano Luciane Menezes e a Associação Brasileira Mestiço produziram o disco Samba em pessoa, no qual constou uma seleção de composições de Xangô da Mangueira apresentadas através dos anos na Festa da Penha, no Teatro Opinião, nas festas de candomblé e nas quadras de escolas de samba, muitas delas inéditas.

Faleceu nos primeiros dias do mês de janeiro de 2009. Em sua homenagem a Prefeitura da cidade deu nome a uma rua em frente à quadra da escola, Mangueira, a qual foi integrante da bateria por mais de 50 anos.

Em 2010 foi tema do projeto "República do Samba", que celebrava 10 anos de existência, em um tributo realizado no Centro Cultural Laurinda Santos Lobo, em Santa Teresa (RJ).

Obras

Amaralina (c/ Waldomiro do Candomblé), Arigó (c/ Batelão), Carolina, meu bem, Catimbó (c/ Waldomiro do Candomblé), Cheguei no samba (c/ Rubem Gerardi), Clareia ahi (c/ Jamelão), Coração em festa (c/ Padeirinho), Dança do caxambu (c/ Jorge Zagaia), Divergência (c/ Zagaia e Quincas do Cavaco), E cantador (c/ Baianinho), Formiguinha pequenina, Harmonia bonita, Isso não são horas (c/ Catoni e Chiquinho), Lá vem ela, Louvação aos grandes e aos pequenos (c/ Waldomiro do Candomblé), Mangueira, Moro na roça (c/ Zagaia), Não adianta falar mal de mim (c/ Waldomiro do Candomblé), Não xinxa o boi (c/ Nilo da Bahia), No tempo dos mil-réis (c/ Sidney da Conceição), O namoro de Maria (c/ Aniceto do Império), O pagode levanta poeira (c/ Jorge Zagaia), O samba nasceu no morro (c/ Tio Doca), Olha o partido (c/ Rubem Gerardi), Partido da remandiola (c/ Waldomiro do Candomblé), Pau da Ibrauna (c/ Walter da Imperatriz), Piso na barra da saia (c/ Rubem Gerardi), Quando eu vim de Minas, Quem fala alto é gogó (c/ Nilton Campolino), Quilombo (c/ Nilton Campolino), Recordações de um batuqueiro (c/ João Gomes), Se o pagode é partido (c/ Geraldo Babão), Se tudo correr bem (c/ Waldomiro do Candomblé), Velho batuqueiro, Vem rompendo o dia (c/ Tantinho da Mangueira), Vim da Bahia (c/ Sidney da Conceição), Você me balançou (c/ Wilson Medeiros e Waldomiro do Candomblé), Você não é não (c/ Alcides Malandro Histórico).

Fontes: Enciclopédia da Música Brasileira: erudita, folclórica e popular. São Paulo, Art Ed., 1977. 3p.; Dicionário Cravo Albin da MPB. 

sábado, novembro 20, 2010

Pensando nela

Jamelão
Pensando nela (samba, 1949) -  Antenógenes Silva e Irani de Oliveira

Título da música: Pensando nela / Gênero musical: Samba / Intérpretes: Antenógenes Silva e Jamelão / Compositores: Silva, Antenógenes - Oliveira, Irani de / Gravadora Odeon / Número do Álbum 12960 / Data de Gravação 00/1949 / Data de Lançamento 00/1949 / Lado A / Disco 78 rpm:


Conservo o pensamento
Dia e noite nela
Conservo no meu peito
Uma saudade atroz
O sabor na boca
Dos gostosos beijos dela
E o seu querido nome em minha voz

Ela dominou todo o meu ser
Dela eu serei até morrer

Eu sei que os meus cabelos
Estão ficando brancos
Não quero ficar velho
Só pensando nela
Eu perco a mocidade
E ela não me quer
Meu Deus!
Eu quero forças pra esquecer
Essa mulher

terça-feira, novembro 11, 2008

Eu agora sou feliz


Eu agora sou feliz (samba/carnaval, 1963) - Mestre Gato e Jamelão

Disco 78 rpm / Título da música: Eu agora sou feliz / Bispo, José (Compositor) / Gato, Mestre (Compositor) / Jamelão, 1913-2008 (Intérprete) / Conjunto (Acompanhante) / Gravadora: Continental, 1963 / Nº Álbum 78171 / Gênero musical: Samba.

LP Carnaval de 1963 (Diversos artistas) / Título da música: Eu agora sou feliz / Bispo, José (Compositor) / Gato, Mestre (Compositor) / Jamelão, 1913-2008 (Intérprete) / Conjunto (Acompanhante) / Gravadora: Continental, 1963 / Nº Álbum PPL 12047 / Lado B / Faixa 1 / Gênero musical: Samba.


Tom: C

 C   Am         Em
Eu agora sou feliz
F   G7           C
Eu agora vivo em paz
Dm7    G7         C              ( 2x )
Me abandona por favor
          A7             Dm7
Porque eu tenho um novo amor
      G7            C         G7          C
E eu não lhe quero mais ( eu agora sou feliz)

( Eb° )

Dm7           G7              C
Esquece que você já me pertenceu
           Dm7               E7
Que já foi você meu querido amor
Dm7           G7             C
Aquela velha amizade nossa já morreu
  D7      G7                  C
E agora quem não quer você sou eu
     G        C
Eu agora sou feliz

quinta-feira, novembro 06, 2008

Fechei a porta

Jamelão
Fechei a porta (samba/carnaval, 1960) - Sebastião Mota e Ferreira dos Santos - Intérprete: Jamelão

Disco 78 rpm / Título da música: Fechei a porta / Santos, Ferreira dos (Compositor) / Motta, Sebastião (Compositor) / Jamelão, 1913-2008 (Intérprete) / Coro (Acompanhante) / Orquestra (Acompanhante) / Imprenta [S.l.]: Continental, Indefinida / Nº Álbum 17751 / Gênero musical: Samba.



Eu não quero mais amar
pra não sofrer ingratidão
depois do que eu passei
fechei a porta do meu coração

Eu não quero mais amar
pra não sofrer ingratidão
depois do que eu passei
fechei a porta do meu coração

Eu dei pra ela todo o carinho
e no entanto acabei sozinho

quinta-feira, outubro 19, 2006

Jamelão

José Bispo Clementino dos Santos, o Jamelão, nasceu na Rua Fonseca Teles, no bairro carioca de São Cristóvão, no dia 12 de maio de 1913. Conhecido por sua bela voz e sua enorme versatilidade, nosso "Gogó de Ouro" atravessa a passarela da música popular brasileira de um extremo ao outro; como cantor de samba e também como intérprete de belas canções de dor-de-cotovelo, principalmente Lupicínio Rodrigues.

Puxador de samba, jamais! Ele sempre diz: “Puxador é ladrão de carro. Eu não puxo samba coisa nenhuma, eu interpreto”. E como interpreta! Em sua longa estrada no carnaval verde e rosa da Mangueira, quando sua voz poderosa ecoa na avenida dizendo os primeiros versos de um samba enredo, é puro júbilo popular. Até quem não é mangueirense se emociona com sua voz e vitalidade. Para chegar até aí, percorreu um longo e tortuoso caminho.

Tudo começou quando, aos dez anos, cismou em aprender a tocar bandolim e cavaquinho, presente do pai, um pintor de paredes. José Bispo tinha quatro irmãos e aos quinze anos, quando o pai foi embora com outra mulher, precisou ir trabalhar na fábrica de tecidos Confiança, em Vila Isabel, para ajudar a mãe nas despesas de casa. Trabalhou também como jornaleiro e costuma dizer que sua voz foi treinada nos pregões que gritava para vender jornal.

Ao mesmo tempo, sem nenhuma pretensão, frequentava as gafieiras da cidade e se tornou íntimos dos músicos e, um dia, foi convidado para cantar na Gafieira Jardim do Meyer. O sucesso foi tanto que logo surgiram outros convites e ele passou a ser "crooner" de diversos "dancings" da cidade.

Foi no Jardim do Méier que ganhou o apelido de Jamelão. Seu Euclides, o gerente, na hora de anunciá-lo não sabia bem o seu nome e, numa alusão à sua cor, idêntica a da fruta, chamou-o pelo nome de Jamelão e o apelido ficou para sempre.

No final da década de 40 ele resolveu tentar o rádio. Primeiro passou pela Rádio Clube do Brasil, depois Rádio Guanabara e, por fim, a Rádio Tupi. No período de 1957 a 1965 Jamelão participou do "cast" da Rádio Nacional. Fez também filmes com Oscarito e Grande Otelo nos tempos da Atlântida.

Na década de 50 gravou seu primeiro LP, com o samba Maior é Deus, de Felisberto Martins. Foi neste tempo também que o samba-enredo ganhou dimensão e, desde essa época, passou a "interpretar" os sambas da Estação Primeira de Mangueira sendo sempre campeão em suas interpretações na avenida.

Na década de 60 aproximou-se de Lupicínio Rodrigues, tendo gravado, de início, duas de suas músicas num LP: Ela disse-me assim e Exemplo. Depois, gravou outras tantas e, até hoje, é considerado seu melhor intérprete. Além de outras interpretações de dores-de-cotovelo como Castigo, de Dolores Duran; Matriz ou filial de Lúcio Cardim e Um dia hás de pagar, dele próprio.

Passado o tempo, e com um público fiel à sua bela voz, em 1977, num show do Seis e Meia, no Teatro João Caetano foi recorde de público na época (duas mil pessoas por dia). Em 1987 conseguiu realizar um grande sonho: gravar um disco só com músicas de Lupicínio Rodrigues, considerado pela crítica um dos melhores discos daquele ano. Casado há mais de 50 anos com D. Delice, tem uma única filha.


Fonte: Obi Music