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terça-feira, janeiro 06, 2009

Saveiros


Saveiros (canção, 1966) - Dori Caymmi e Nelson Mota - Interpretação: Elis Regina

LP Festival Dos Festivais - II Festival Da Música Popular Brasileira / Título da música: Saveiros / Dori Caymmi (Compositor) / Nelson Motta (Compositor) / Elis Regina (Intérprete) / Gravadora: Philips / Ano: 1966 / Álbum: P-765.000-P / Lado A / Faixa 1 / Gênero musical: Canção.



Nem bem a noite terminou
Vão os saveiros para o mar
Levam no dia que amanhece
As mesmas esperanças
Do dia que passou.

Quantos partiram de manhã
Quem sabe quantos vão voltar
Só quando o sol descansar
E se os ventos deixarem
Os barcos vão chegar
Quantas histórias pra contar

Em cada vela que aparece
Um canto de alegria
De quem venceu o mar

terça-feira, janeiro 01, 2008

Ana Zinger


Ana Zinger (Ana Lúcia Fontes Leuzinger), cantora, nasceu em 12/4/1960 no Rio de Janeiro, RJ. Iniciou seus estudos musicais pelo violão, com Paulinho Soledade, ainda adolescente. Mas tarde, estudou com Célia Vaz e Ian Guest (teoria musical e harmonia) e com Giannina Gianetti (técnica vocal). Ingressou na faculdade de Desenho Industrial da PUC-Rio, abandonando o curso para se dedicar totalmente à música.

No final dos anos 1970, se integrou a um trio vocal, juntamente com Paulinho Soledade e Cecília Spyer. Fez parte da banda Garage. Em 1980, participou, como vocalista, ao lado de Paulinho Soledade e Cecília Spyer, da turnê do grupo A Cor do Som pelo Brasil.

Inaugurou a casa noturna Mistura Fina (RJ), apresentando-se, durante cinco meses, com Claudio Infante, Arthur Maia, Heitor Pepê e Lulu Martin, ao lado de Marcio Montarroyos.

Em 1987, viajou para Los Angeles, onde estudou técnica vocal com Robert Edwards e participou de discos de Dori Caymmi. Gravou "Emoção pra valer", jingle da Coca-Cola veiculado na midia durante anos. Fez parte do quarteto vocal Be Happy.

Em 1993, participou do disco de Torcuato Mariano Paradise Station, lançado no mercado norte-americano, cantando uma música de Michael Jackson.

No ano seguinte, gravou o CD Uma nova visão, produzido por Luiz Avellar. No disco, lançado no Brasil pela Albatroz e no Japão pela Zico Label, registrou Você me acende, versão de Erasmo Carlos para You turn me on, e uma leitura rap de Águas de março (Tom Jobim), além de Ouça (Maysa), Alumbramento (Djavan e Chico Buarque) e Lata de lixo (Luiz Avellar e Aldir Blanc), entre outras.

Participou dos songbooks de Edu Lobo e Dorival Caymmi e do CD Noites com sol, de Flávio Venturini.

Em 2000, atuou, ao lado de Délia Fischer (piano), Dôdo Ferreira (baixo) e Cacá Colon (bateria), no show In the Ellington, interpretando obras de Duke Ellington e Billy Strayhorn. O espetáculo foi apresentado em vários espaços cariocas, como Bastidores, Casa de Cultura Estácio de Sá, Vinicius Piano Bar e Merci Piano Bar.

Em 2002, iniciou a gravação de seu segundo disco como artista solista, registrando músicas de Duke Ellington e Billy Strayhorn.

Cantora muito requisitada em estúdio de gravações, ao longo de sua carreira vem atuando, como vocalista, em discos de vários artistas, como Milton Nascimento, Gilberto Gil, Gal Costa, Djavan, Edu Lobo e Júlio Iglesias, entre outros.

Em 2003, formou, juntamente com Célia Vaz, Márcio Lott e Fabíola, o grupo Vocal Nós Quatro, com o qual lançou CD homônimo no ano seguinte, contendo as canções Qui nem jiló (Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira), Jack Soul Brasileiro (Lenine), "Feira de mangaio (Sivuca e Glorinha Gadelha), Fotografia e Estrada branca, ambas de Tom Jobim, Oba-la-lá (João Gilberto), Revendo amigos (Joyce), Farinha e serrado (Djavan), Saci (Guinga e Paulo César Pinheiro), Você é linda (Caetano Veloso), Nada será como antes (Milton Nascimento e Ronaldo Bastos), Maria, Maria e Canções e momentos, ambas de Milton Nascimento e Fernando Brant.

Em 2004, apresentou-se na série Delira Música, no Centro Cultural da Justiça Federal, ao lado de Bernardo Bosísio (guitarra) e Alberto Continentino (baixo), em tributo às divas do jazz.

Fonte: Dicionário Cravo Albin da Música Popular Brasileira.

sábado, setembro 08, 2007

História antiga


História Antiga (Brasilian Serenata) (1990) - Dori Caymmi e Paulo César Pinheiro - Intérprete: Dori Caymmi

LP Dory Caymmi - Brasilian Serenata / Título da música: História Antiga (Brasilian Serenata) / Dori Caymmi (Compositor) / Paulo César Pinheiro (Compositor) / Dori Caymmi (Intérprete) / Gravadora: Warner Music / Ano: 1990 / Nº Álbum: 670.9377 / Lado B / Faixa 4.

Na varanda da sacada
Clareando a noite nua
O olhar da minha amada
Refletia a luz da lua
E na noite enluarada
Não se ouvia quase nada
Só meu violão na rua

Pela sombra da ramada
No portão da moradia
O olhar da minha amada
Docemente reluzia
E com voz apaixonada
Eu cantava ao pé da escada
Uma triste melodia

Quando vinha a madrugada
No soprar de um vento frio
O olhar da minha amada
Retornava ao casario
E eu seguia a caminhada
Mas deixava pela estrada
O meu resto de assovio

Hoje a lua na calçada
É só uma velha amiga
O olhar da minha amada
Já virou história antiga
Muita vida foi passada
Mas em noite enluarada
Inda lembro da cantiga

Flor da Bahia


Flor da Bahia (1985) - Dori Caymmi e Paulo César Pinheiro - Intérprete: Nana Caymmi

LP Tenda Dos Milagres - Trilha Sonora da Minissérie / Título da música: Flor da Bahia / Dori Caymmi (Compositor) / Paulo César Pinheiro (Compositor) / Nana Caymmi (Intérprete) / Gravadora: Som Livre / Ano: 1985 / Nº Álbum: 403.6328 / Lado B / Faixa 1.


Tom: D
A7(9/4)     A7(9)
Dor da Bahia
             Am7(9)                 A7(9)
Chega a machucar meu peito
      A7(9/4)     A7(9)
Na garganta dá nó
        Am7(9)                 A7(9)
Conviver com preconceito
        G9            D/F#
Dá revolta e dá dó
Bm7(#5)         C#m7(#5)
Quem no coração
Bm7(#5)         C#m7(#5)
Não faz distinção
Bm7(#5)                    E(b5)   D/E E(b5) D/E E(b5)
Compreende a minha dor


A7(9/4)     A7(9)
Cor da Bahia
             Am7(9)                 A7(9)
É a paixão da minha vida
             A7(9/4)     A7(9)
Quando olho em redor
        Am7(9)                 A7(9)
A cidade construída
        G9            D/F#
Misturando suor
Bm7(#5)         C#m7(#5)
Quanta história então
Bm7(#5)         C#m7(#5)
De sangue e paixão
Bm7(#5)                    E(b5)   D/E E(b5) D/E E(b5)
Sobre o chão de Salvador

B/C#
E na Bahia
             Ebm                 Bbm
Grão de amor é forte medra

              B/C#
E eu sou flor da Bahia
         Ebm                 Bbm
Semeada em chão de pedra
A7M(9)       Em7
Flor da Bahia
       F#m7               C#m7
Que oferece a primavera
          D7M
Desse grão
          C#m7
Dessa flor
          Bm7
Desse chão
                  E(b5)   D/E E(b5) D/E E(b5)
Desse amor


A7(9/4)     A7(9)
Flor da Bahia
          Am7(9)                 A7(9)
É flor que ninguém arranca
                A7(9/4)     A7(9)
Quando o amor é maior
          Am7(9)                 A7(9)
Pele escura, pele branca
        G9            D/F#
Flor da pele é uma só
Bm7(#5)         C#m7(#5)
Corpos que se dão
Bm7(#5)         C#m7(#5)
Mais sementes são
Bm7(#5)                    E(b5)   D/E E(b5) D/E E(b5)
Sobre o chão de Salvador

Estrela da terra


Estrela da Terra - Dori Caymmi e Paulo César Pinheiro - Intérprete: Dori Caymmi

LP Dori Caymmi / Título da música: Estrela da Terra / Dori Caymmi (Compositor) / Paulo César Pinheiro (Compositor) / Dori Caymmi (Intérprete) / Gravadora: EMI-Odeon / Ano: 1980 / Nº Álbum: 064 422874 / Lado A / Faixa 5.



Por mais que haja dor e agonia
Por mais que haja treva sombria
Existe uma luz que é meu guia
Fincada no azul da amplidão
É o claro da estrela do dia
Sobre a terra da promissão.

Por mais que a canção faça alarde
Por mais que o cristão se acovarde
Existe uma chama que arde
E que não se apaga mais não
É o brilho da estrela da tarde
Na boina do meu capitão.

E a gente
Rebenta do peito a corrente
Com a ponta da lâmina ardente
Da estrela na palma da mão.

Por mais que a paixão não se afoite
Por mais que minh'alma se amoite
Existe um clarão que é um açoite
Mais forte e maior que a paixão
É o raio da estrela do noite
Cravada no meu coração.

E a gente
Já prepara o chão pra semente
Pra vinda da estrela cadente
Que vai florescer no sertão.

Igual toda lenda se encerra
Virá um cavaleiro de guerra
Cantndo no alto da serra
Montado no seu alazão
Trazendo a estrela da terra
Sinal de uma nova estação

Desenredo


Desenredo (1976) - Dori Caymmi e Paulo César Pinheiro - Intérprete: Nana Caymmi

LP Nana Caymmi - Renascer / Título da música: Desenredo / Dori Caymmi (Compositor) / Paulo César Pinheiro (Compositor) / Nana Caymmi (Intérprete) / Gravadora: CID / Ano: 1976 / Nº Álbum: 8016 / Lado B / Faixa 1.


Tom: C

Intro: G Am7 G/B C9 G/B Am7 G

 G9                                          C/D   D7/9
Por toda terra que passo me espanta tudo que ve____jo
  D7/9           Dm7/9  D7/9   C/D  D7/9      G9
A morte tece seu fi_____o   de vida feita ao avesso
G/F                     C#m7/(5b)
O olhar que prende anda solto
    C/D                 G9   C#7/9+
O olhar que solta anda preso
      C7+                   Bm7   Em7
Mas quando eu chego eu me enre____do
      Am7   C/D      G9    Am7 G/B C9 G/B Am7 G (2x)
Nas tranças do teu desejo
G9                                      C/D   D7/9  C/D
O mundo todo marcado à ferro, fogo e despre____zo

  D7/9            Dm7/9  D7/9  C/D  D7/9            G9
A vida é o fio do tem____po,     a morte o fim do novelo
G/F                      C#m7/(5b)
O olhar que assusta anda morto
 C/D                    G9 C#7/9+
O olhar que avisa anda aceso
C7+                       Bm7   Em7
Mas quando eu chego eu me per___co
     Am7   C/D      G9     Am7 G/B C9 G/B Am7 G (2x)
Nas tramas do teu segredo
G9                  C/D  D7/9   C/D  D7/9  C/D  D7/9
Ê Minas, ê Minas, é hora de  partir, eu    vou
         C/D  D7/9     G9    C/D
Vou-me embora pra bem longe
G9                                               C/D   D7/9  C/D
A cera da vela queimando, o homem fazendo seu pre____ço
  D7/9                  Dm7/9  D7/9   C/D  D7/9             G9
A morte que a vida anda arman___do, a vida que a morte anda tendo
G/F                     C#m7/(5b)
O olhar mais fraco anda afoito
    C/D                  G9 C#7/9+
O olhar mais forte, indefeso
     C7+                   Bm7   Em7
Mas quando eu chego eu me enros__co
     Am7   C/D      G9     Am7 G/B C9 G/B Am7 G (2x)
Nas cordas do seu cabelo
G9                  C/D  D7/9   C/D  D7/9  C/D  D7/9
Ê Minas, ê Minas, é hora de  partir, eu    vou
         C/D  D7/9     G9
Vou-me embora pra bem longe
G9                  C/D  D7/9   C/D  D7/9  C/D  D7/9
Ê Minas, ê Minas, é hora de  partir, eu    vou
         C/D  D7/9     G9     C/D
Vou-me embora pra bem longe

sábado, julho 07, 2007

Dori Caymmi


Dori Caymmi (Dorival Tostes Caymmi), compositor, arranjador, instrumentista e cantor, nasceu no Rio de Janeiro RJ em 26/8/1943. Filho do cantor e compositor Dorival Caymmi e da ex-cantora Stella Maris (Adelaide Tostes Caymmi), estudou piano dos oito aos 11 anos, inicialmente com Lúcia Branco e depois com Nise Poggi Obino.


Nesse período, estudou também teoria musical no Conservatório Lorenzo Fernandez e, mais tarde, harmonia com Paulo Silva e Moacir Santos. Seu primeiro trabalho como profissional foi acompanhar ao piano sua irmã Nana Caymmi, em 1959. Um ano depois trabalhou com o Grupo dos Sete, que fazia trilhas sonoras para peças apresentadas pela televisão.

Foi diretor musical da peça Opinião, encenada no teatro do mesmo nome, no Rio de Janeiro, em 1964, e da montagem carioca de Arena conta Zumbi, em 1966. De 1964 a 1966 trabalhou para a gravadora Philips, na produção de discos de artistas como Edu Lobo, Eumir Deodato e Nara Leão.

Como violonista e arranjador apresentou-se, em 1965, com Francis Hime em show da boate carioca Bottle’s. No ano seguinte, participou de espetáculo no Teatro de Bolso, com Francis Hime, Vanda Sá e Vinícius de Moraes.

Em parceria com Nelson Mota, participou de vários festivais de música realizados no Brasil. Ainda em 1966, venceram a parte nacional e ficaram em segundo lugar na parte internacional do 1 FIC, da TV-Rio, do Rio de Janeiro, com a música Saveiros, interpretada por Nana Caymmi. No ano seguinte classificaram-se em nono lugar no II FIC, da TV Globo, com Cantiga, cantada pelo MPB-4, conseguindo também colocação entre os dez primeiros no III FMPB, da TV Record, de São Paulo SP, com a música O cantador, defendida por Elis Regina, um dos maiores sucessos da parceria, gravada no exterior por Sérgio Mendes e Carmen Mc Rae.

Outros êxitos da dupla, nessa época, foram De onde vens, gravada por Elis Regina e Nara Leão, e Festa, gravada por Jair Rodrigues, Elis Regina e Sérgio Mendes.

Como violonista e arranjador, integrou o sexteto do saxofonista Paul Winter, com quem excursionou pelos EUA e Canadá. Foi o responsável, em 1967, pela direção musical do primeiro LP de Caetano Veloso e Gal Costa, Domingo, e do de Gilberto Gil.

Fez trilhas sonoras para filmes, entre eles Casa assassinada, do diretor Paulo César Sarraceni, 1971, contando com a parceria de Tom Jobim; Tati, a garota, de Bruno Barreto, em 1973, trabalhando com Paulo César Pinheiro; e O duelo, de Paulo Tiago, em 1974.

Trabalhou também na TV Globo, fazendo a trilha sonora da novela Gabriela (1975), entre outras. Radicado em Los Angeles, E.U.A., desde 1989, em setembro de 1997 esteve no Rio de Janeiro para compor, orquestrar e gravar a trilha sonora de Bela Donna, filme de Fábio Barreto.

Em Los Angeles grava com Qwest, que pertence a Quincy Jones, tendo sido indicado para receber o Grammy.

Obras: O cantador (c/Nelson Mota), 1967; Cantiga, 1967; De onde vens (c/Nelson Mota), s.d.; Saveiros (c/Nelson Mota), 1966.

Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e PubliFolha.

Danilo Caymmi


Danilo Caymmi (Danilo Cândido Tostes Caymmi), instrumentista, compositor e cantor nasceu no Rio de Janeiro RJ em 7/3/1948. Filho de Dorival Caymmi e da ex-cantora Stella Maris (Adelaide Tostes Caymmi), começou a estudar flauta com Lenir Siqueira, aos 15 anos, época em que também aprendeu a tocar violão com o irmão Dori.


Depois, cursou música na Pró-Arte, do Rio de Janeiro, com as professsoras Odete Ernest Dias (flauta) e Felicia Wang (teoria musical). Sua primeira composição gravada foi De brincadeira, em 1967, num disco de Mário Castro-Neves.

Como flautista, tocou ao lado do pai no LP Caymmi visita Tom (Elenco). Sua canção Andança (com Edmundo Souto e Paulinho Tapajós) obteve o terceiro lugar no III FIC, da TV Globo, do Rio de Janeiro, em 1968; e em 1969 foi o vencedor do festival de Juiz de Fora MG com Casaco marrom (com Renato Correia e Gutemberg Guarabira). Descontente com problemas de direitos autorais, gravou pouco, preferindo trabalhar em shows com a família e Edu Lobo.

Gravou na Odeon, em 1973, disco em que canta as próprias composições, com participação de Toninho Horta, Novelli e Beto Guedes. No ano seguinte, ao lado do pai e irmãos, apresentou-se em shows durante a Feira da Bahia, no Anhembi, em São Paulo.

Em 1983 passou a integrar a banda de Tom Jobim, participando da maioria dos arranjos. Em 1989, convidado pelo produtor Mariozinho Rocha, começou a compor para séries, minisséries e novelas da TV Globo, como Riacho Doce, Teresa Batista, Corpo e Alma, Mulheres de Areia e outras.

No início da década de 1990, continuou sua carreira de cantor, gravando na RGE em 1993. Um ano depois passou para a EMI, onde gravou três CDs Danilo Caymmi (1994), Sol moreno (1995) e Mistura brasileira (1997).

Obras: Andança (c/Edmundo Souto e Paulinho Tapajós), 1968; Brasil nativo (c/Paulo César Pinheiro), 1985; Casaco marrom (c/Renato Correia e Gutemberg Guarabira), 1968; Meu menino (c/Ana Terra), 1974; O que é o amor (c/Dudu Falcão), 1993; Vamos falar de Tereza (c/Dorival Caymmi), 1994.

CDs: Sol moreno, 1995, EMI 8357912; Mistura brasileira, 1997, EMI 8574822.

Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora PubliFolha.

segunda-feira, março 19, 2007

Nana Caymmi


Nana Caymmi (Dinair Tostes Caymmi), cantora, nasceu no Rio de Janeiro – RJ em 29/04/1941. Em 1960, registrou sua primeira atuação em estúdio, participando da faixa Acalanto (Dorival Caymmi), no LP de seu pai, que compôs a canção em sua homenagem, quando a cantora era ainda criança.


Lançou, também, seu primeiro disco solo, um 78 rpm, contendo as músicas Adeus (Dorival Caymmi) e Nossos beijos (Hianto de Almeida e Macedo Norte). No dia 26 de abril desse mesmo ano, assinou contrato com a TV Tupi, apresentando-se no programa Sucessos Musicais, produzido por Fernando Confalonieri. Em seguida, passou a apresentar, acompanhada pelo irmão Dori, o programa A Canção de Nana, produzido por Eduardo Sidney.

Em 1961, casou-se com o médico Gilberto José Aponte Paoli e mudou-se para a Venezuela. Nesse país, nasceram suas filhas Stella Teresa, em 1962, e Denise Maria, em 1963. Gravou, nesse ano, seu primeiro LP, Nana, com arranjos de Oscar Castro-Neves.

Em 1964, participou do disco Caymmi visita Tom e leva seus filhos Nana, Dori e Danilo, ao lado do pai e dos irmãos. No ano seguinte, separou-se do marido e voltou grávida para o Brasil, com suas filhas pequenas. Em 1966, nasceu seu filho, João Gilberto. Nesse mesmo ano, venceu o I Festival Internacional da Canção (TV Globo), interpretando a canção Saveiros (Dori Caymmi e Nelson Motta).

Apresentou-se no programa Ensaio Geral (TV Excelsior), ao lado de artistas como Gilberto Gil, Caetano Veloso, Tuca, Toquinho e Maria Bethânia, entre outros. Ainda nesse ano, assinou contrato com a TV Record, de São Paulo, e casou-se com o cantor e compositor Gilberto Gil, com quem compôs Bom dia, canção apresentada pelos autores no III Festival de Música Brasileira (TV Record), em 1967. No ano seguinte, terminou seu contrato com a TV Record. Estreou, no Rio de Janeiro, o show Barroco e separou-se de Gilberto Gil.

Em 1969, foi citada por Carlos Drummond de Andrade no poema A festa (Recapitulação), publicado na edição do dia 23 de fevereiro do jornal “Correio da Manhã". Em 1970, fez uma temporada de shows com Dori Caymmi em Punta del Este, Uruguai. Participou do espetáculo "Mustang Cor de Sangue", com Marcos Valle, Paulo Sérgio Valle e o conjunto Apolo 3, realizado no Teatro Castro Alves (Salvador) e no Teatro de Bolso (RJ).

No ano seguinte, cantou Morena do mar (Dorival Caymmi), na II Bienal do Samba (TV Record). Voltou a Punta del Este, para novas temporadas, em 1971 e em 1972, nesse último ano ao lado de Dori Caymmi, no Café del Puerto. Em 1973, apresentou-se com sucesso em Buenos Aires. No ano seguinte, realizou um show, com o conjunto argentino Camerata, no Camerata Café Concert, em Punta Del Este. Lançou na Argentina, pela gravadora Trova, ainda em 1974, o LP Nana Caymmi, que vendeu 20 mil cópias. O disco, divulgado Rádio Jornal do Brasil por Simon Khoury, chamou a atenção das gravadoras brasileiras.

No ano seguinte, acompanhada pela Camerata, foi recebida pela mídia como Grande Show Woman, em sua temporada anual na Argentina. Após um jejum de oito anos no mercado fonográfico brasileiro, lançou, em 18 de junho de 1975, na Sala Corpo e Som, do Museu de Arte Moderna (RJ), o LP Nana Caymmi (CID). O disco alcançou o 77º lugar no Hit Parade Carioca, uma semana após o lançamento. Fez, ainda, uma temporada, no mês de julho, na boate Igrejinha (SP), sendo citada por Tárik de Souza, no Jornal do Brasil, como a "Nina Simone brasileira" e provocando a admiração de Caetano Veloso, que considerou sua interpretação de Medo de amar (Vinícius de Moraes) uma das mais expressivas da música brasileira.

No dia 22 de outubro de 1976, foi contemplada com o Troféu Villa-Lobos de Melhor Cantora do Ano, oferecido pela Associação Brasileira de Produtores de Discos. Participou da trilha sonora de Maria Maria, espetáculo do Balé Corpo, com músicas de Milton Nascimento e Fernando Brant e coreografia de Oscar Ajaz. Apresentou-se, ao lado de Ivan Lins, no Teatro João Caetano (RJ), pelo projeto Seis e Meia. Ainda em 1976, lançou o LP Renascer, com show no Teatro Opinião. A canção Beijo partido (Toninho Horta), na voz da cantora, foi incluída na trilha sonora da novela Pecado Capital da TV Globo.

Em 1977, gravou novo LP, pela RCA-Victor. O disco contou com a participação de Dorival Caymmi na faixa Milagre, canção inédita do compositor, e teve show de lançamento no Teatro Ipanema (RJ). Ainda nesse ano, a gravadora CID lançou no mercado brasileiro o disco Nana Caymmi, gravado na Argentina em 1974, com o título Atrás da porta. Inaugurou, ao lado de Ivan Lins, o Projeto Pixinguinha (Funarte).

Em 1978, apresentou-se com Dori Caymmi pelo Projeto Pixinguinha. O show, dirigido por Arthur Laranjeiras, estreou no Teatro Dulcina (RJ) e prosseguiu em Vitória, Salvador, Maceió e Recife. Ainda nesse ano, lançou, pela Odeon, o LP Nana Caymmi, contendo a faixa Cais (Milton Nascimento e Ronaldo Bastos), incluída na trilha sonora da novela Sinal de Alerta (TV Globo).

Em 1979, apresentou-se, com Edu Lobo e o conjunto Boca Livre, no Teatro do Hotel Nacional e no Canecão, no Rio de Janeiro. Nesse mesmo ano, casou-se com o cantor e compositor Claudio Nucci. Em 1980, comandou Nana Caymmi e seus amigos muito especiais, série de shows apresentados às segundas-feiras, no Teatro Villa-Lobos, com a participação de Isaurinha Garcia, Rosinha de Valença, Cláudio Nucci, Zezé Mota, Zé Luiz, Fátima Guedes, Sueli Costa, Jards Macalé e Claudio Cartier, entre outros. Fez temporada no Chico’s Bar, anexo do Castelo da Lagoa (RJ) e realizou espetáculo de lançamento do disco Mudança dos ventos (Odeon), viajando em turnê de shows pelo país. Participou, ao lado do Boca Livre, do Projeto Pixinguinha.

Em 1981, Canção da manhã feliz (Haroldo Barbosa e Luiz Reis), na voz da cantora, foi incluída na trilha sonora da novela Brilhante (TV Globo). Seu espetáculo, na Sala Funarte, foi apontado pelo Jornal do Brasil como um dos dez melhores do ano.

Em 1982, apresentou-se em Algarve (Portugal). Realizou uma participação na novela Champagne (TV Globo), representando a si mesma e cantando Doce presença (Ivan Lins e Victor Martins), ao lado do pianista Edson Frederico. A canção foi incluída na trilha sonora da novela. No ano seguinte, gravou, com César Camargo Mariano, o LP Voz e suor (Odeon). Apresentou-se, ao lado do pianista, no 150 Night Club (SP), para lançamento do disco.

Em 1984, separou-se de Claudio Nucci. Participou do Festival de Nice (França), com Dorival Caymmi e Gilberto Gil, entre outros. No ano seguinte, sua gravação de Flor da Bahia (Dori Caymmi e Paulo César Pinheiro) foi incluída na trilha sonora de da minissérie Tenda dos Milagres (TV Globo), baseada no romance homônimo de Jorge Amado.

No final de 1986, em comemoração ao centenário de nascimento de Heitor Villa-Lobos, iniciou uma série de shows pelo país, que teve continuidade no ano seguinte, interpretando obras do compositor, ao lado de Wagner Tiso e do grupo Uakti.

Em 1987, fez temporada de shows em Madri, Espanha. Lançou o disco Nana, contando com a participação de seu filho, João Gilberto, na faixa "A lua e eu" (Cassiano e Paulo Zdanowski). No dia 3 de outubro desse mesmo ano, nasceu sua primeira neta, Marina, filha de Denise e Carlos Henrique de Meneses Silva.

Em 1988, fez show de lançamento do disco Nana, no L’Onoràbile Società (SP) e no People Jazz (RJ), seguindo em turnê pelo país. Em 1989, participou da coletânea Há sempre um nome de mulher", LP duplo produzido por Ricardo Cravo Albin para a campanha do aleitamento materno, do Banco do Brasil, cantando as músicas Dora e Rosa Morena, ambas de Dorival Caymmi. Nesse mesmo ano, ao lado de Wagner Tiso, excursionou por várias cidades da Espanha e participou do Festival Internacional de Jazz de Montreaux, Suíça. A apresentação foi gravada ao vivo, gerando o LP Só louco, lançado, no mesmo ano, pela EMI-Odeon. No dia 16 de dezembro, seu filho, João Gilberto, sofreu, no Rio de Janeiro, um grave acidente de motocicleta. A cantora passou o ano de 1990 dedicando-se exclusivamente ao filho acidentado.

Em 1991, voltou ao cenário artístico, participando, ao lado do irmão Danilo, de espetáculo realizado no Rio Show Festival (RJ), que reuniu Dorival Caymmi e Tom Jobim. Participou, com Dorival e Danilo Caymmi, do XXV Festival Internacional de Jazz de Montreux. O show foi gravado ao vivo e gerou o disco Família Caymmi em Montreux, lançado no Brasil, no ano seguinte, pela PolyGram.

Em 1992, participou, no Rio Centro (RJ), da segunda edição do Rio Show Festival, ao lado de Dorival Caymmi, Danilo Caymmi e Fagner. Lançou, pela Sony Music, o disco O melhor da música brasileira, apresentando-se em temporada de shows na casa noturna Jazzmania (RJ). No dia 24 de abril desse mesmo ano, nasceu Carolina, sua segunda neta, filha de Denise e Carlos Henrique de Meneses Silva. Participou do "SP Festival", realizado no Anhembi (SP), ao lado de Dorival Caymmi, Danilo Caymmi e Gilberto Gil.

Em 1993, viajou a Portugal, para temporada de shows em Lisboa e no Porto, ao lado de Dorival e Danilo Caymmi. Gravou o disco Bolero (EMI), apresentando-se em longa temporada de shows no People Jazz (RJ) e seguindo em turnê pelo país. Esteve, também, em Nova York, onde se apresentou no Blue Note, em show que contou com a participação de Danilo Caymmi.

Em 1994, lançou o CD A noite do meu bem - As canções de Dolores Duran (EMI), que contou com a participação de sua filha Denise Caymmi na faixa Castigo. Fez show de lançamento do disco no Canecão, em seu primeiro espetáculo solo nessa casa, seguindo em turnê pelo país.

Em 1996, apresentou-se no Teatro Castro Alves (Salvador), ao lado de Daniela Mercury, do pai Dorival e dos irmãos Dori e Danilo, em dois espetáculos comemorativos dos 50 anos das empresas Odebrecht. Lançou, nesse mesmo ano, o disco Alma serena (EMI), no Canecão (RJ) e no Palace (SP), seguindo em turnê pelo país. Viajou, em seguida, para os Estados Unidos, onde se apresentou em Los Angeles e Nova York, ao lado de Dori Caymmi.

Em 1997, gravou, no Teatro Rival (RJ), seu primeiro disco solo ao vivo, No coração do Rio (EMI), seguindo em turnê pelo país. Em 1998, lançou o CD Resposta ao tempo (EMI), contendo a canção homônima (Cristóvão Bastos e Aldir Blanc), escolhida como tema musical de abertura da minissérie Hilda Furacão (TV Globo). A música obteve bastante destaque, tendo sido muito executada nas rádios, nesse ano. Apresentou-se, novamente, no Canecão, em show de lançamento do disco, viajando, em seguida, em turnê pelo país.

Em 1999, foi contemplada com o primeiro Disco de Ouro de sua carreira, pelas cem mil cópias vendidas do CD Resposta ao Tempo (EMI), seguindo-se o convite da TV Globo para cantar Suave Veneno (Cristóvão Bastos e Aldir Blanc), canção escolhida como tema da novela homônima. Lançou a coletânea Nana Caymmi - Os maiores sucessos de novela (EMI). Participou, ainda, do songbook de Chico Buarque (Lumiar Discos), interpretando a faixa Olhos nos olhos.

Em 2000, comemorando 40 anos de carreira em disco, lançou o CD Sangre de mi alma (EMI), cantando em espanhol uma seleção de boleros, como Acércate más (Osvaldo Farrés) e Solamente una vez (Agustín Lara), entre outros, com arranjos de Dori Caymmi e Cristóvão Bastos.

Em 2001, gravou o CD Desejo, produzido por José Milton, com a participação de Zeca Pagodinho, em dueto com a cantora em Vou ver Juliana (Dorival Caymmi), Ivan Lins, ao piano na faixa Só prazer (Ivan Lins e Celso Viáfora) e sua sobrinha Alice, filha de Danilo Caymmi, em dueto com a tia na música Seus olhos, de autoria da irmã, Juliana Caymmi. Realizou show de lançamento do disco no Canecão (RJ), apresentando, além do repertório do CD, sucessos de sua carreira, como Saudade de amar, da trilha sonora da novela Porto dos Milagres (TV Globo) e Resposta ao tempo (Cristóvão Bastos e Aldir Blanc).

Em 2002, lançou o CD O mar e o tempo, contendo exclusivamente obras de Dorival Caymmi, como Saudade da Bahia e O bem do mar, entre outras, além da inédita Desde ontem. O disco contou com a participação de seus irmãos Dori e Danilo, além de sua mãe, Stella, das netas e das sobrinhas.

Em 2003, foi lançado o songbook O melhor de Nana Caymmi (Editora Irmãos Vitale), produzido por Luciano Alves, contendo letras, cifras e partituras do repertório da cantora, além de um perfil biográfico assinado por sua filha, Stela Caymmi.

Em 2004, em comemoração ao 90º aniversário do pai, lançou, com os irmãos Dori e Danilo, o CD Para Caymmi, de Nana, Dori e Danilo, contendo exclusivamente canções de Dorival Caymmi. Os arranjos do disco foram assinados por Dori Caymmi. Em 2005, lançou, ao lado de Nana Caymmi, Danilo Caymmi, Paulo Jobim e Daniel Jobim, o CD Falando de amor, sobre a obra de Tom Jobim Os músicos Jorge Hélder (baixo) e Paulinho Braga (bateria) participaram das gravações.


Fonte: Adaptado da Wikipédia, a enciclopédia livre.