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quinta-feira, março 22, 2018

Soy loco por ti América - Caetano Veloso

Capinan
Numa reunião no Hotel Danúbio, em São Paulo, o produtor Manoel Barenbein e o arranjador Júlio Medaglia discutiam com Caetano Veloso a ordem de localização das músicas de seu primeiro elepê, praticamente concluído, quando ouviram no rádio a notícia da morte de Ernesto Che Guevara. Imediatamente, Caetano ligou para Capinan e pediu uma letra sobre o assunto. Horas depois estava pronta “Soy Loco por Ti América”, com melodia de Gilberto Gil.

Esta canção-homenagem ao revolucionário Che é um baião, enxertado de ritmos latino-americanos, com letra no mais castiço portunhol, onde palmeiras tropicais se misturam a trincheiras “del hombre muerto”: “Soy loco por ti America / soy loco por ti de amores / estou aqui de passagem / sei que adiante / um dia vou morrer / de susto, de bala ou vício.”

O arranjo rumbado e o piano percussivo remetem a uma ambientação sonora — estilo latin America — dos filmes de Carmen Miranda, um dos símbolos do tropicalismo, disfarçando com perspicácia a referência a Guevara e, por extensão, à revolução cubana. Assim, incluída no disco à última hora, “Soy Loco por Ti América” salientou-se, sobretudo, pelo contraste com as demais faixas, apesar de sua melodia trivial.

Foi, de certa forma, o primeiro sinal de futuras incursões realizadas por Caetano no universo da música hispano-americana, cultivada em discos e shows e acumulando um considerável repertório do gênero (A Canção no Tempo – Vol. 2 – Jairo Severiano e Zuza Homem de Mello – Editora 34).

Soy Loco Por Ti, América (1968) - Gilberto Gil e Capinan - Intérprete: Caetano Veloso

LP Caetano Veloso / Título da música: Soy Loco Por Ti, América / Gilberto Gil (Compositor) / Capinan (Compositor) / Caetano Veloso (Intérprete) / Gravadora: Philips / Ano: 1968 / Nº Álbum: R 765.026 L / Lado B / Faixa 4 / Gênero musical: Rumba / Tropicalismo / MPB.

Tom: G
Introdução: D G D A (4x) Em Gm D

                   G/A                    D
Soy loco por ti, america yo voy traer una mujer playera
                   G/A                       D
Que su nombre sea marti, que su nombre sea marti
                     G/A                D
Soy loco por ti de amores tengo como colores la espuma
                G/A                         D
Blanca de latinoamerica y el cielo como bandeira
       Em  Gm      D
Y el cielo como bandeira
                    G/A                       D
Soy loco por ti, america soy loco por ti de amores
                   G/A                      D
Sorriso de quase nuvem, os rios cancoes, o medo
                    G/A                       D
O corpo cheio de estrelas o corpo cheio de estrelas
                  G/A                  D
Como se chama a amante desse pais sem nome

Esse tango, esse rancho
             G/A                        D
Esse povo dizei-me, arde o fogo de conhece-la
   Em  Gm      D
O fogo de conhece-la
                   G/A                        D
Soy loco por ti america soy loco por ti de amores

Solo: Bm Am Dm Cm Bm Am Cm D

                       G/A
El nombre del hombre muerto ya no se puede
   D
Decirlo, quien sabe
                     G/A                        D
Antes que o dia arrebente, antes que o dia arrebente
                       G/A
El nombre del hombre muerto
                   D                              G/A
Antes que a definitiva noite se espalhe em latinoamerica
                          D         Em        Gm        D
El nombre del hombre es pueblo,el nombre del hombre es pueblo
                  G/A                         D
Soy loco por ti america soy loco por ti de amores
                        G/A                        D
Espero que amanha que cante el nombre del hombre muerto
                    G/A
Nao seja palavras tristes
                      D
Soy loco por ti de amores
                 G/A                           D
Um poema ainda existe com palmeiras, com trincheiras
                             G/A
Cancoes de guerra quem sabe cancoes do mar, ai,
 F#m  Em     D       Em   Gm    D
Hasta te comover, ai hasta te comover
                   G/A                        D
Soy loco por ti america soy loco por ti de amores
                 G/A                            D
Estou aqui de passagem, sei que adiante um dia vou morrer
                    G/A                        D
De susto, de bala vicio, de susto, de bala ou vicio
                   G/A                    Bm
Num precipicio de luzes entre saudade, solucos,
           B7
Eu vou morrer de brucos
      Em                    A              D
Nos bracos, nos olhos, nos bracos de uma mulher
      Em      Gm     D
Nos bracos de uma mulher
                 G/A   Bb                    Bm
Mais apaixonado ainda dentro dos bracos da camponesa
       B7       Em                    A
Guerrilheira manequim, ai de mim, nos bracos
             D         Em   Gm           D
De quem me queira nos bracos de quem me queira
                  G/A                        D
Soy loco por ti america soy loco por ti de amores
Letra:

Soy loco por ti, América, yo voy traer una mujer playera
Que su nombre sea Marti, que su nombre sea Marti
Soy loco por ti de amores tenga como colores
la espuma blanca de Latinoamérica
Y el cielo como bandera, y el cielo como bandera
Soy loco por ti, América, soy loco por ti de amores

Sorriso de quase nuvem, os rios, canções, o medo
O corpo cheio de estrelas, o corpo cheio de estrelas
Como se chama a amante desse país sem nome, esse tango, esse rancho,
Esse povo, dizei-me, arde o fogo de conhecê-la, o fogo de conhecê-la
Soy loco por ti, América, soy loco por ti de amores

El nombre del hombre muerto ya no se puede decirlo, quién sabe?
Antes que o dia arrebente, antes que o dia arrebente
El nombre del hombre muerto antes que a definitiva noite
se espalhe em Latinoamérica
El nombre del hombre es pueblo, el nombre del hombre es pueblo
Soy loco por ti, América, soy loco por ti de amores

Espero a manhã que cante, el nombre del hombre muerto
Não sejam palavras tristes, soy loco por ti de amores
Um poema ainda existe com palmeiras, com trincheiras, canções de guerra
Quem sabe canções do mar, ai, hasta te comover, ai, hasta te comover
Soy loco por ti, América, soy loco por ti de amores

Estou aqui de passagem, sei que adiante um dia vou morrer
De susto, de bala ou vício, de susto, de bala ou vício
Num precipício de luzes entre saudades, soluços, eu vou morrer de bruços
Nos braços, nos olhos, nos braços de uma mulher, nos braços de uma mulher
Mais apaixonado ainda dentro dos braços da camponesa, guerrilheira
Manequim, ai de mim, nos braços de quem me queira,
nos braços de quem me queira
Soy loco por ti, América, soy loco por ti de amores

terça-feira, março 06, 2018

Jorge de Capadócia - Jorge Ben


Jorge de Capadócia (1975) - Jorge Ben "Jorge Benjor" - Intérprete: Jorge Ben Jor

LP Jorge Ben - Solta O Pavão / Título da música: Jorge de Capadócia / Jorge Ben "Jorge Benjor" (Compositor) / Jorge Ben "Jorge Benjor" (Intérprete) / Gravadora: Philips / Ano: 1975 / Nº Álbum: 6349 162 / Lado B / Faixa 2.


Tom: G
Intro: Em  F#m7  G  F#m7       4x

Em  F#m7  G  F#m7                   Em  F#m7  G  F#m7
Jorge,                             da Capadócia,
Em  F#m7  G  F#m7                   Em  F#m7  G  F#m7
Jorge,                             da Capadócia,

Solo: Em/D C#m7/5- C7+ Em               4x

Em/D                C#m7/5- C7+              Em
       Jorge sentou praça,       na cavalaria
Em/D                    C#m7/5-
       Eu estou   feliz porque
     C7+                                Em
eu também sou da sua companhia

Em/D            C#m7/5-          C7+       Em
       Eu estou vestido com as roupas       e as armas de Jorge
Em/D                                    C#m7/5-  C7+
       Para que meus inimigos tenham pés
               Em
E não me alcancem
Em/D                           C#m7/5-  C7+
       Para que meus inimigos tenham mãos
                           Em
E não me peguem e não me toquem
Em/D                            C#m7/5-    C7+
       Para que meus inimigos tenham olhos
           Em
E não me vejam
           Em/D                       C#m7/5-  C7+
E nem mesmo pensamentos eles possam ter
                   Em
Para me fazerem mal
Em/D             C#m7/5- C7+               Em
         Armas de fogo,        meu corpo não alcançará
Em/D                       C#m7/5- C7+
      Facas lanças se quebrem
                     Em
Sem o meu corpo tocar
Em/D                               C#m7/5-  C7+
    Cordas correntes se arrebentem
                         Em
Sem o meu corpo amarrar

Em/D                    C#m7/5-                    C7+       Em
      Pois eu estou vestido com as roupas e as armas de Jorge
Em/D                     C#m7/5-  C7+       Em
      Jorge é da Capadócia,          viva Jorge!
Em/D                     C#m7/5-  C7+           Em
      Jorge é da Capadócia,          salve Jorge!
Em/D    C#m7/5-  C7+                   Em
      Perseverança        ganhou do sórdido fingimento
Em/D     C#m7/5-   C7+                Em
      E disso tudo,         nasceu o amor

Em/D C#m7/5- C7+ Em      2x

Em/D          C#m7/5-  C7+       Em
Ogã,                     toca pra Ogum
Em/D    C#m7/5- C7+                     Em
           Ogã,       Ogã, toca pra Ogum
Em/D                     C#m7/5- C7+             Em
       Jorge é da Capadócia,     Jorge é da Capadócia
   Em/D                    C#m7/5-         C7+        Em
Ogã,            toca pra Ogum,      Ogã, toca pra Ogum
Em/D                C#m7/5-  C7+                  Em
      Jorge sentou praça,           na cavalaria
Em/D                 C#m7/5-    C7+
        E eu estou feliz porque
                                Em
eu também sou da sua companhia
  Em/D          C#m7/5-  C7+           Em
Ogã, toca pra Ogum, Ogã, toca pra Ogum
Em/D           C#m7/5- C7+              Em
Jorge da Capadócia,    Jorge da Capadócia

Solo: Em/D C#m7/5- C7+ Em               6x

Em/D         C#m7/5-                          C7+          Em
          Ogã,           toca pra Ogum, Ogã, toca pra Ogum
Em/D           C#m7/5- C7+            Em
Ogã, toca pra Ogum, Ogã, toca pra Ogum
Diz Jorge,
Em/D           C#m7/5- C7+                 Em
Jorge da Capadócia,    Jorge da Capadócia

Ive Brussel - Jorge Ben e Caetano Veloso


Ive Brussel - Jorge Ben Jor - Intérprete: Jorge Ben "Jorge Benjor" - Participação: Caetano Veloso

LP Jorge Ben - Salve Simpatia / Título da música: Ive Brussel / Jorge Ben "Jorge Benjor" (Compositor) / Jorge Ben "Jorge Benjor" (Intérprete) / Caetano Veloso (Partic.) / Gravadora: Som Livre / Ano: 1979 / Nº Álbum: 403.6199 / Lado A / Faixa 2.


Tom: A
Intro: D7M C7M A#7M A7M  ( 3x )
D7M             C7M  A#7M A7M   D7M  C7M A#7M  A7M
Você com essa mania sensual ....de sentir e me olhar
D7M              C7M    A#7M  A7M      
Você com esse seu jeito contagiante....
D7M     C7M    A#7M A7M
fiel e sutil de lutar
Bm              E/G#          C#m   F#7
Não sei não, assim você acaba me conquistando
Bm              E/G#          C#m  F#7
Não sei não, assim eu acabo me entregando
D7M         C7M      A#7M    A7M
Pois está fazendo uma ano e meio amor
D7M     C7M  A#7M  A7M
Que eu estive por aqui
D7M              C7M      A#7M   A7M
Desconfiado, sem jeito e quase calado
D7M                C7M      A#7M       A7M
Quando fui bem recebido e desejado por você
D7M              C7M    A#7M   A7M
Nunca como eu poderia esquecer amor
Bm          E/G#           C#m                   F#7
Ai, ai se naquele dia você foi tudo, foi demais pra mim
Bm           E/G#          C#m                  F#7
Ai, ai se naquele dia você foi tudo, fez de mim um anjo
     Bm   E/G#    C#m      F#7      Bm    E/G#  C#m7 F#7
Ive, Ive  Ive Brussel, Brussel, Brussel, Brussel

terça-feira, dezembro 05, 2017

Caetano Veloso - Letras, cifras e músicas



Algumas letras, cifras e músicas

















































































































































































Veja também:

































sábado, setembro 09, 2017

"Terra" de Caetano Veloso

Quando na prisão Caetano recebeu de sua então mulher Dedé a revista Manchete com as primeiras fotografias da Terra, tiradas de grande distância, foi tomado de forte emoção, ao mesmo tempo em que refletia sobre a ironia de sua situação, conforme registrou no livro Verdade tropical: “Preso numa cela mínima, admirava as imagens do planeta inteiro, visto do amplo espaço.”

A força daquela impressão determinaria, quase dez anos depois, a feitura de uma canção cuja letra começa referindo-se ao fato (“Quando eu me encontrava preso”) seguindo-se divagações poéticas sobre a Terra, intercaladas pelo refrão (“Terra, Terra/ por mais distante/o errante navegante / quem jamais te esqueceria”) várias vezes repetido.

Os versos finais da composição são cantados sobre uma melodia que, embora diferente, reproduz uma divisão muito próxima à do final da segunda parte de “Você Já Foi à Bahia”, de Dorival Caymmi: “... tudo, tudo na Bahia / faz a gente querer bem / a Bahia tem um jeito...” Neste ponto Caymmi arremata: “que nenhuma terra tem”, com a palavra “tem” sobre a tônica, enquanto Caetano retoma o refrão “terra, terra...” Tranquila faixa de abertura do citado álbum, “Terra” é uma das melhores canções de Caetano no final dos anos setenta (A Canção no Tempo – Vol. 2 – Jairo Severiano e Zuza Homem de Mello – Editora 34).

Terra (1978) - Caetano Veloso - Intérprete: Caetano Veloso

LP Muito - Dentro Da Estrela Azulada / Título da música: Terra / Caetano Veloso (Compositor) / Caetano Veloso (Intérprete) / Gravadora: Philips / Ano: 1978 / Nº Álbum: 6349 382 / Lado A / Faixa 1 / Gênero musical: Canção / MPB.


Intro:G  G/B

( G  G/B )
Quando eu me encontrava preso, na cela de uma cadeia
Foi que eu vi pela primeira vez, as tais fotografias
Em que apareces inteira, porém lá não estava nua
                   C C/G C C/G
E sim coberta de nuvens
G/B  G  G/B  G  Am
Terra,          terra,
Em                     Dm
Por mais distante o errante navegante
        F              C
Quem jamais te esqueceria
( G  G/B )
Ninguém supõe a morena, dentro da estrela azulada
Na vertigem do cinema, mando um abraço pra ti
Pequenina como se eu fosse o saudoso poeta
               C C/G C C/G
E fosses a Paraíba
G/B  G  G/B  G  Am
Terra,          terra,
Em                     Dm
Por mais distânte o errante navegante
         F             C
Quem jamais te esqueceria
( G )
Eu estou apaixonado, por uma menina terra
Signo de elemneto terra, do mar se diz terra à vista
Terra para o pé firmeza, terra para a mão carícia
                        C C/G C C/G
Outros astros lhe são guia
G/B  G  G/B  G  Am
Terra,          terra,
Em                     Dm
Por mais distânte o errante navegante
        F              C
Quem jamais te esqueceria
Eu sou um leão de fogo, sem ti me consumiria
A mim mesmo eternamente,e de nada valeria
Acontecer de eu ser gente e gente ser outra alegria
                    C C/G C C/G
Diferente das estrelas
G/B  G  G/B  G  Am
Terra,          terra,
Em                     Dm
Por mais distânte o errante navegante
        F              C
Quem jamais te esqueceria
( G )
De onde nem tempo e nem espaço, que a força mande coragem
Pra gente te dar carinho, durante toda a viagem
Que realizas do nada,através do qual carregas
                C C/G C C/G
O nome da tua carne
G/B  G  G/B  G  Am                    |
Terra,          terra,                |
Em                     Dm             | 3 vezes
Por mais distânte o errante navegante |
        F              C              |
Quem jamais te esqueceria             |
Na sacadas do sobrado, na velha são salvador
A lembranças de doselas, do tempo do Imperador
Tudo, tudo na Bahia faz a gente querer bem
                 C C/G C C/G
A Bahia tem um jeito
G/B  G  G/B  G  Am
Terra,          terra,
Em                     Dm
Por mais distânte o errante navegante
        F              C
Quem jamais te esqueceria

segunda-feira, agosto 01, 2011

Olodum

O Olodum, grupo musical e cultural, foi fundado em Salvador, Bahia, em 25 de abril de 1979. Criado como bloco por um grupo de jovens negros do bairro Maciel-Pelourinho, o Olodum (“deus dos deuses”, na língua ioruba) estreou no Carnaval de 1980.

No ano seguinte, já com mais de dois mil associados, desfilou exaltando a história do país africano Guiné-Bissau.

Em 1983, depois de reorganização interna, nasceu o Grupo Cultural Olodum, que passou a implementar projetos sociais e culturais (projeto Rufar dos Tambores, cursos afro-brasileiros, Banda Mirim Olodum) e, em 1984, foi reconhecido como entidade de utilidade pública municipal e estadual.

Seu primeiro LP, Egito, Madagascar, de 1987, com a música Faraó (Luciano Gomes dos Santos), transformou-se em fenômeno de execução na Bahia. No terceiro LP, Do deserto do Saara ao Nordeste brasileiro, em 1989, a música mais tocada foi Revolta Olodum (Domingos Sérgio e José Olissan). Ainda em 1989, o grupo fez seus primeiros shows na Europa e, no ano seguinte, foi ao Japão, Argentina e Chile, voltando também à Europa.

Ganhou o Prêmio Sharp de Música, como melhor grupo regional, nos anos de 1990, 1992, 1993 e 1994. Acompanhou Paul Simon na faixa The Obvious Child, de seu disco The Rhythm of the Saints, de 1990. O videoclipe da música, gravado no Pelourinho, em Salvador, foi exibido em 140 países. O grupo tocou também com outras estrelas internacionais: Michael Jackson, Jimmy Cliff, Wayne Shorter e Herbie Hancock.

Em 1992 lançou o LP A música do Olodum, com o grande sucesso Nossa gente (Roque Carvalho), regravado por Caetano Veloso e Gilberto Gil no CD Tropicália 2. O disco lançado no ano seguinte, O movimento, com a canção Requebra (Pierre Onassis e Nego), vendeu mais de 250 mil cópias.

Abandonando aos poucos a ênfase na percussão, característica de seus primeiros discos, em prol de maior instrumentação de sopros, cordas e teclados, o grupo continuou gravando: lançou em 1995 Sol e mar, gravado ao vivo no Festival de Montreux, Suíça, com regravações dos maiores sucessos do grupo; em 1996, o CD Roma negra; e em 1997, o CD Liberdade, comemorando 18 anos de carreira.

O grupo já gravou diversos discos, apresentando-se em muitos países da América Latina e Europa. No ano de 2005, a Banda Olodum, uma parte do bloco, a mais conhecida, que conta com 30 percussionista apresentou-se ao lado da cantora Sandy e da OSB (Orquestra Sinfônica Brasileira) através do "Projeto Aquarius", na Praia de Copacabana, no Rio de Janeiro.

A música do Olodum se baseia no chamado “samba-reggae” — fusão de ritmos brasileiros e jamaicanos, juntamente com elementos de forró, funk, pop e outros gêneros — originalmente criado por Mestre Neguinho do Samba, que se integrou ao grupo em 1983.

Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e Publifolha.

sexta-feira, janeiro 07, 2011

Caetano Veloso: biografia e obra

Figura das mais importantes da MPB contemporânea, Caetano sempre produziu arte e polêmica.

Caetano Veloso (Caetano Emanuel Viana Teles Veloso), compositor, escritor e cantor, nasceu em Santo Amaro da Purificação, Bahia, em 7/8/1942. Filho de um funcionário do Departamento de Correios e Telégrafos, desde pequeno já compunha algumas músicas e pintava.


quarta-feira, janeiro 21, 2009

Lindonéia


Lindonéia (1968) - Caetano Veloso - Interpretação: Nara Leão

LP Nara Leão / Título da música: Lindoneia / Caetano Veloso (Compositor) / Nara Leão (Intérprete) / Gravadora: Philips / Nº Álbum: R 765.051 L / Ano: 1968 / Lado A / Faixa 1 / Gênero musical: Bolero / Tropicalismo.


Tom: A
Intro: F#m  D  D#º A  Bbº  Bm  E  A

Riff 1: A  Ab  G (2x)
        Ab  A (3x)

                Bm
Na frente do espelho
  E               A   Bbº
Sem que ninguém a visse
Dm
Miss
G      G#º A
Linda, feia
     Dm      E      A
Lindonéia desaparecida

F#m
Despedaçados
A
Atropelados
D                       C#m
Cachorros mortos nas ruas
D                 C#m
Policiais vigiando
D                      C#m
O sol batendo nas frutas
    F#m
Sangrando
          D  D#º
Oh, meu amor
        A  Bbº         Bm  E  A    (riff 1)
A solidão     vai me matar de dor

      D    E         A
Lindonéia,    cor parda
 F#m        D
Frutas na feira
 E            A   Bbº
Lindonéia solteira
    G        A
Lindonéia, domingo
  D
Segunda-feira
    F#m
Lindonéia desaparecida
    Bm
Na igreja, no andor
    F#m
Lindonéia desaparecida
E             A
Na preguiça, no progresso
    D              
Lindonéia desaparecida
    F#m     Bm      F#m
Nas paradas de sucesso
 A        D  D#º
Ah, meu amor
          A  Bbº        Bm  E    A   (riff 1)
A solidão      vai me matar de dor

               Bm
No avesso do espelho
  E         A Bbº
Mas desaparecida
Dm      G      G#º A
Ela aparece na fotografia
 Dm        E         A
Do outro lado da vida

F#m
Despedaçados
A
Atropelados
D                      C#m
Cachorros mortos nas ruas
D                 C#m
Policiais vigiando
D                      C#m
O sol batendo nas frutas
    F#m
Sangrando
           D   F
Oh, meu amor
         A  Bbº         Bm  E    A
A solidão      vai me matar
Bbº          Bm  E    A
Vai me matar
Bbº          Bm  E    A  (riff 1)
Vai me matar de dor
Letra:

Na frente do espelho
Sem que ninguém a visse
Miss
Linda, feia
Lindonéia desaparecida

Despedaçados
Atropelados
Cachorros mortos nas ruas
Policiais vigiando
O sol batendo nas frutas
Sangrando
Oh, meu amor
A solidão vai me matar de dor

Lindonéia, cor parda
Fruta na feira
Lindonéia solteira
Lindonéia, domingo
Segunda-feira

Lindonéia desaparecida
Na igreja, no andor
Lindonéia desaparecida
Na preguiça, no progresso
Lindonéia desaparecida
Nas paradas de sucesso
Ah, meu amor
A solidão vai me matar de dor

No avesso do espelho
Mas desaparecida
Ela aparece na fotografia
Do outro lado da vida
Despedaçados, atropelados
Cachorros mortos nas ruas
Policiais vigiando
O sol batendo nas frutas
Sangrando

Oh, meu amor
A solidão vai me matar de dor
Vai me matar
Vai me matar de dor

domingo, janeiro 18, 2009

A rã


A Rã (The Frog) (1968) - João Donato e Caetano Veloso - Interpretação: Gal Costa

LP Cantar / Título da música: A Rã / João Donato (Compositor) / Caetano Veloso (Compositor) / Gal Costa (Intérprete) / Gravadora: Philips / Ano: 1974 / Nº Álbum: 6349 117 / Lado A / Faixa 2 / Gênero musical: MPB.


Tom: C

        Dm7
Coro de cor
          G7/D
Sombra de som de cor
           Dm7
De mal me quer
          G7/D
De mal me quer
                 Dm7
De bem de bem me diz
         G7/D
De me dizendo assim
        Dm7
Serei feliz
        G7/D
Serei feliz de flor
           Dm7
De flor em flor
            G7/D
De samba em samba em som
         Dm7
De vai e vem
          G7/D
De verde verde ver
        Fm7
Pé de capim
        Bb7(9)                 E7
Bico de pena   pio   de bem-te-vi
            A7           F7M
Amanhecendo sim perto de mim
         Fm7             E7
Perto da claridade da manhã
           A7                  D7
A grama a lama  tudo é minha irmã
         G7/D                 A7M
A rama o sapo o salto de uma rã

sexta-feira, julho 27, 2007

Soy loco por ti, América

Numa reunião no Hotel Danúbio, em São Paulo, o produtor Manoel Barenbein e o arranjador Júlio Medaglia discutiam com Caetano Veloso a ordem de localização das músicas de seu primeiro elepê, praticamente concluído, quando ouviram no rádio a notícia da morte de Ernesto Che Guevara. Imediatamente, Caetano ligou para Capinan e pediu uma letra sobre o assunto. Horas depois estava pronta “Soy Loco por Ti América”, com melodia de Gilberto Gil.

Esta canção-homenagem ao revolucionário Che é um baião, enxertado de ritmos latino-americanos, com letra no mais castiço portunhol, onde palmeiras tropicais se misturam a trincheiras “del hombre muerto”: “Soy loco por ti America / soy loco por ti de amores / estou aqui de passagem / sei que adiante / um dia vou morrer / de susto, de bala ou vício.”

Capinan
O arranjo rumbado e o piano percussivo remetem a uma ambientação sonora — estilo latin America — dos filmes de Carmen Miranda, um dos símbolos do tropicalismo, disfarçando com perspicácia a referência a Guevara e, por extensão, à revolução cubana. Assim, incluída no disco à última hora, “Soy Loco por Ti América” salientou-se, sobretudo, pelo contraste com as demais faixas, apesar de sua melodia trivial.

Foi, de certa forma, o primeiro sinal de futuras incursões realizadas por Caetano no universo da música hispano-americana, cultivada em discos e shows e acumulando um considerável repertório do gênero (Fonte: A Canção no Tempo – Vol. 2 – Jairo Severiano e Zuza Homem de Mello – Editora 34).

Soy Loco Por Ti, América (1968) - Gilberto Gil e Capinan - Intérprete: Caetano Veloso

LP Caetano Veloso / Título da música: Soy Loco Por Ti, América / Gilberto Gil (Compositor) / Capinan (Compositor) / Caetano Veloso (Intérprete) / Gravadora: Philips / Ano: 1968 / Nº Álbum: R 765.026 L / Lado B / Faixa 4 / Gênero musical: Rumba / Tropicalismo / MPB.


Tom: G
Introdução: D G D A (4x) Em Gm D

                   G/A                    D
Soy loco por ti, america yo voy traer una mujer playera
                   G/A                       D
Que su nombre sea marti, que su nombre sea marti
                     G/A                D
Soy loco por ti de amores tengo como colores la espuma
                G/A                         D
Blanca de latinoamerica y el cielo como bandeira
       Em  Gm      D
Y el cielo como bandeira
                    G/A                       D
Soy loco por ti, america soy loco por ti de amores
                   G/A                      D
Sorriso de quase nuvem, os rios cancoes, o medo
                    G/A                       D
O corpo cheio de estrelas o corpo cheio de estrelas
                  G/A                  D
Como se chama a amante desse pais sem nome

Esse tango, esse rancho
             G/A                        D
Esse povo dizei-me, arde o fogo de conhece-la
   Em  Gm      D
O fogo de conhece-la
                   G/A                        D
Soy loco por ti america soy loco por ti de amores

Solo: Bm Am Dm Cm Bm Am Cm D

                       G/A
El nombre del hombre muerto ya no se puede
   D
Decirlo, quien sabe
                     G/A                        D
Antes que o dia arrebente, antes que o dia arrebente
                       G/A
El nombre del hombre muerto
                   D                              G/A
Antes que a definitiva noite se espalhe em latinoamerica
                          D         Em        Gm        D
El nombre del hombre es pueblo,el nombre del hombre es pueblo
                  G/A                         D
Soy loco por ti america soy loco por ti de amores
                        G/A                        D
Espero que amanha que cante el nombre del hombre muerto
                    G/A
Nao seja palavras tristes
                      D
Soy loco por ti de amores
                 G/A                           D
Um poema ainda existe com palmeiras, com trincheiras
                             G/A
Cancoes de guerra quem sabe cancoes do mar, ai,
 F#m  Em     D       Em   Gm    D
Hasta te comover, ai hasta te comover
                   G/A                        D
Soy loco por ti america soy loco por ti de amores
                 G/A                            D
Estou aqui de passagem, sei que adiante um dia vou morrer
                    G/A                        D
De susto, de bala vicio, de susto, de bala ou vicio
                   G/A                    Bm
Num precipicio de luzes entre saudade, solucos,
           B7
Eu vou morrer de brucos
      Em                    A              D
Nos bracos, nos olhos, nos bracos de uma mulher
      Em      Gm     D
Nos bracos de uma mulher
                 G/A   Bb                    Bm
Mais apaixonado ainda dentro dos bracos da camponesa
       B7       Em                    A
Guerrilheira manequim, ai de mim, nos bracos
             D         Em   Gm           D
De quem me queira nos bracos de quem me queira
                  G/A                        D
Soy loco por ti america soy loco por ti de amores

Letra:

Soy loco por ti, América, yo voy traer una mujer playera
Que su nombre sea Marti, que su nombre sea Marti
Soy loco por ti de amores tenga como colores
la espuma blanca de Latinoamérica
Y el cielo como bandera, y el cielo como bandera
Soy loco por ti, América, soy loco por ti de amores

Sorriso de quase nuvem, os rios, canções, o medo
O corpo cheio de estrelas, o corpo cheio de estrelas
Como se chama a amante desse país sem nome, esse tango, esse rancho,
Esse povo, dizei-me, arde o fogo de conhecê-la, o fogo de conhecê-la
Soy loco por ti, América, soy loco por ti de amores

El nombre del hombre muerto ya no se puede decirlo, quién sabe?
Antes que o dia arrebente, antes que o dia arrebente
El nombre del hombre muerto antes que a definitiva noite
se espalhe em Latinoamérica
El nombre del hombre es pueblo, el nombre del hombre es pueblo
Soy loco por ti, América, soy loco por ti de amores

Espero a manhã que cante, el nombre del hombre muerto
Não sejam palavras tristes, soy loco por ti de amores
Um poema ainda existe com palmeiras, com trincheiras, canções de guerra
Quem sabe canções do mar, ai, hasta te comover, ai, hasta te comover
Soy loco por ti, América, soy loco por ti de amores

Estou aqui de passagem, sei que adiante um dia vou morrer
De susto, de bala ou vício, de susto, de bala ou vício
Num precipício de luzes entre saudades, soluços, eu vou morrer de bruços
Nos braços, nos olhos, nos braços de uma mulher, nos braços de uma mulher
Mais apaixonado ainda dentro dos braços da camponesa, guerrilheira
Manequim, ai de mim, nos braços de quem me queira,
nos braços de quem me queira
Soy loco por ti, América, soy loco por ti de amores

sexta-feira, dezembro 08, 2006

Ive Brussel


Ive Brussel - Jorge Ben Jor - Intérprete: Jorge Ben "Jorge Benjor" - Participação: Caetano Veloso

LP Jorge Ben - Salve Simpatia / Título da música: Ive Brussel / Jorge Ben "Jorge Benjor" (Compositor) / Jorge Ben "Jorge Benjor" (Intérprete) / Caetano Veloso (Partic.) / Gravadora: Som Livre / Ano: 1979 / Nº Álbum: 403.6199 / Lado A / Faixa 2.


Tom: A
Intro: D7M C7M A#7M A7M  ( 3x )
D7M             C7M  A#7M A7M   D7M  C7M A#7M  A7M
Você com essa mania sensual ....de sentir e me olhar
D7M              C7M    A#7M  A7M      
Você com esse seu jeito contagiante....
D7M     C7M    A#7M A7M
fiel e sutil de lutar
Bm              E/G#          C#m   F#7
Não sei não, assim você acaba me conquistando
Bm              E/G#          C#m  F#7
Não sei não, assim eu acabo me entregando
D7M         C7M      A#7M    A7M
Pois está fazendo uma ano e meio amor
D7M     C7M  A#7M  A7M
Que eu estive por aqui
D7M              C7M      A#7M   A7M
Desconfiado, sem jeito e quase calado
D7M                C7M      A#7M       A7M
Quando fui bem recebido e desejado por você
D7M              C7M    A#7M   A7M
Nunca como eu poderia esquecer amor
Bm          E/G#           C#m                   F#7
Ai, ai se naquele dia você foi tudo, foi demais pra mim
Bm           E/G#          C#m                  F#7
Ai, ai se naquele dia você foi tudo, fez de mim um anjo
     Bm   E/G#    C#m      F#7      Bm    E/G#  C#m7 F#7
Ive, Ive  Ive Brussel, Brussel, Brussel, Brussel

segunda-feira, abril 17, 2006

Menino do Rio

Rompendo com a tradição de se cantar a beleza feminina nas canções de louvor ao Rio de Janeiro, Caetano Veloso utiliza a figura de um garoto de praia em “Menino do Rio”: “Menino do Rio / calor que provoca arrepio / dragão tatuado no braço / calção, corpo aberto no espaço / coração...” E toma como modelo seu amigo José Artur Machado, o surfista Petit, de 22 anos, criado na praia de Ipanema.

Gravado pelo autor (no elepê Cinema transcendental) e por Baby Consuelo, para quem a música foi composta, “Menino do Rio” tornou-se sucesso ao ser escolhido para tema de abertura da telenovela “Água Viva”, da Rede Globo. Infelizmente, Petit teve um final prematuro e trágico: acidentado num desastre de moto, que o deixou com o lado direito do corpo paralisado, suicidou-se em março de 89 (A Canção no Tempo – Vol. 2 – Jairo Severiano e Zuza Homem de Mello – Editora 34).

Menino do Rio (1979) - Caetano Veloso - Intérprete: Baby Consuelo

LP Água Viva / Título da música: Menino do Rio / Caetano Veloso (Compositor) / Baby Consuelo (Intérprete) / Gravadora: Som Livre / Ano: 1980 / Nº Álbum: 403.6204 / Lado A / Faixa 6 / Gênero musical: Canção / MPB.

introd: C Ebdim Dm F

         C7M                Eb°                          
Menino do Rio, calor que provoca arrepio
 Dm        G7               Dm          G7
Dragão tatuado no braço, calção corpo aberto no espaço
 C   C7             F            Fm
Coração de eterno flerte, adoro ver-te
C7M           Eb°
Menino vadio, tensão flutuante do rio
Dm            G7             C
Eu canto para Deus proteger-te
A7       Dm7        G7           C7M
O Havaí, seja aqui, tudo o que sonhares
A7         Dm7   Eb°           Em
Todos os lugares, as ondas dos mares
                  Ab
Pois quando eu te vejo eu desejo o teu desejo
C7M            Eb°
Menino do Rio, calor que provoca arrepio
Dm           G7             C7M
Toma esta canção como um beijo

Luz do Sol


Luz do Sol (1982) - Caetano Veloso - Intérprete: Caetano Veloso

LP Eu Te Amo / Título da música: Luz do Sol / Caetano Veloso (Compositor) / Caetano Veloso (Intérprete) / Gravadora: Philips / Ano: 1983 / Nº Álbum: 81209215 / Lado A / Faixa 1 / Gênero musical: Canção / MPB.


Eb6/9      Bbm7
Luz do sol
 Eb7/9      Ab7+       Abm6
Que a folha traga e traduz
Gm7         C7/9
Em verde novo
   B7+                                    Eb7+/9
Em folha, em graça, em vida, em força, em luz

Eb6/9   Bbm7 Eb7/9   Ab7+        Abm6
Céu azul,    que vem até onde os pés
Gm7         C7/9
Tocam na terra
    B7+                         Eb7+/9
E a terra inspira e exala seus azuis

Db/Eb Eb7/9

Ab7+
Reza, reza o rio
Abm6                    Eb7+/9
Córrego para o rio, e o rio     pro o mar

Db/Eb Eb7/9

Ab7+              Abm6                     Eb7+/9
Reza a correnteza roça a beira, doura a areia
Dm7/11                 Db7/13
Marcha o homem sobre o chão
            Cm7               Cm6
Leva no coração uma ferida acesa
Fm7/9            Bb7/13
Dono do sim e do não
            Eb7+/9
Diante da visão da infinita beleza
Am7/5-                Ab7/11+            Gm7
Finda por ferir com a mão     essa delicadeza
                C7/9
A coisa mais querida
  F7/13     Fm7  Bb7/9
A glória da vi...da
Eb7+/9     Bbm7
Luz do sol
Eb7/9       Ab7+       Abm6
Que a folha traga e traduz
Gm7         C7/9
Em verde novo
   B7+                                    Eb7+/9
Em folha, em graça, em vida, em força, em luz

Lua de São Jorge


Lua de São Jorge (1979) - Caetano Veloso - Intérprete: Caetano Veloso

LP Cinema Transcendental / Título da música: Lua de São Jorge / Caetano Veloso (Compositor) / Caetano Veloso (Intérprete) / A Outra Banda da Terra (Acomp.) / Gravadora: Philips / Ano: 1979 / Nº Álbum: 6349 436 / Lado A / Faixa 1 / Gênero musical: Canção / MPB.


D          B7
Lua de São Jorge
E7
Lua deslumbrante
A7
Azul verdejante
D          A7
Cauda de pavão

D          B7
Lua de São Jorge
E7
Cheia, branca, inteira
A7
Ó minha bandeira
Bm            F#m
Solta na amplidão

G          Gm
Lua de São Jorge
D        B7
Lua brasileira
E7         A7  D
Lua do meu coração

A          F#7
Lua de São Jorge
B7
Lua deslumbrante
E7
Azul verdejante
A          E7
Cauda de pavão

A          F#7
Lua de São Jorge
B7
Cheia, branca, inteira
E7
Oh, minha bandeira
F#m          C#m
Solta na ampidão

D          Dm
Lua de São Jorge
A        F#7
Lua brasileira
B7         E7  A  E7
Lua do meu coração

A          F#7
Lua de São Jorge
B7
Lua maravilha
E7
Mãe, irmã e filha
A             E7
De todo esplendor

A          F#7
Lua de São Jorge
B7
Brilha nos altares
E7
Brilha nos lugares
F#m          C#m
Onde estou e vou

D          Dm
Lua de São Jorge
A               F#7
Brilha sobre os mares
B7             E7   A  E7
Brilha sobre o meu amor

A          F#7
Lua de São Jorge
B7
Lua soberana
E7
Nobre porcelana
A             E7
Sobre a seda azul

A          F#7
Lua de São Jorge
B7
Lua da alegria
E7
Não se vê um dia
F#m        C#m
Claro como tu

D          Dm
Lua de São Jorge
A           F#7
Serás minha guia
B7           E7      A
No Brasil de Norte à Sul

Tropicália

Classificado pelo concretista Augusto de Campos como “oswaldiano, antropofágico, desmistificador”, o primeiro elepê solo de Caetano Veloso, lançado em 1968, o credencia como um dos poetas-compositores mais imaginativos de sua geração. Neste disco polêmico e experimentador, o destaque maior pertence à canção “Tropicália”.

Dividida em cinco partes de melodias primárias e iguais, cada uma terminando com um surpreendente par de “vivas”, a composição oferece uma visão crítica e sintetizada da realidade brasileira, contrapondo valores dessa realidade, numa colagem de símbolos, imagens e citações — “Eu organizo o movimento / eu oriento o carnaval / eu inauguro o monumento / no Planalto Central do país / viva a bossa-sasa / viva a palhoça-ça-ça-ça-ça...”

Embora Caetano tivesse concebido esta letra detalhadamente, frase por frase, e até mesmo algumas rimas como “Carmen Miranda” com “banda”, a gravação não ocorreu sob restrito controle, com se poderia esperar, tendo mesmo acontecido lances insólitos, como o do texto referente à carta de Pero Vaz Caminha, que o baterista Dirceu “Chuchu” improvisou, sem sequer conhecer a letra, induzido apenas pelos sons de pássaros cantando e da percussão gravados na abertura.

O próprio título “Tropicália”, cuja origem foi longamente comentada por Caetano, no livro Verdade tropical e que acabaria denominando o movimento poético-musical que marcou aquele final de década, só seria adotado por insistência do produtor Manoel Barenbein, desprezando-se a opção “Mistura Fina”, considerada boa pelo compositor. Júlio Medaglia é o autor do excelente arranjo de “Tropicália” (A Canção no Tempo – Vol. 2 – Jairo Severiano e Zuza Homem de Mello – Editora 34).

Tropicália (1968) - Caetano Veloso - Intérprete: Caetano Veloso

LP Caetano Veloso / Título da música: Tropicália / Caetano Veloso (Compositor) / Caetano Veloso (Intérprete) / Gravadora: Philips / Ano: 1968 / Nº Álbum: R 765.-26 L / Lado A / Faixa 1 / Gênero musical: MPB.

C#m          F#         C#m
Sobre a cabeça os aviões
            F#          C#m
Sob os meus pés, os caminhões
       F#             C#m             B
Aponta contra os chapadões, meu nariz
E         D          E
Eu organizo o movimento
      D           E
Eu oriento o carnaval
       D
Eu inauguro o monumento
      E            D     E
No planalto central do país
          D       E
Viva a bossa, sa, sa
                D           E
Viva a palhoça, ça, ça, ça, ça
          D       E
Viva a bossa, sa, sa
                E   C#m   B   E
Viva a palhoça, ça, ça,   ça, ça

C#m      F#                        C#m
O monumento é de papel crepom e prata
         F#          C#m
Os olhos verdes da mulata
      F#                           C#m
A cabeleira esconde atrás da verde mata
    F#       C#m   B
O luar do sertão
E     D             E
O monumento não tem porta
            D
A entrada é uma rua antiga,
           E
Estreita e torta
       D                       E
E no joelho uma criança feia e morta,
          D     E
Estende a mão
         D       E
Viva a mata, ta, ta
               D           E
Viva a mulata, ta, ta, ta, ta
         D       E
Viva a mata, ta, ta
                   C#m   B   E   C#m
Viva a mulata, ta, ta,   ta, ta

C#m7          F#7             C#m7
No pátio interno há uma piscina
          F#7         C#m7
Com água azul de Amaralina
          F#7                C#m7
Coqueiro, brisa e fala nordestina
         B   E
E faróis
         D               E
Na mão direita tem uma roseira
       D                   E
Autenticando a eterna primavera
        D
E no jardim os urubus passeiam
          E             D     E
A tarde inteira entre os girassóis
         D      E
Viva Maria, ia, ia
              D           E
Viva a Bahia, ia, ia, ia, ia
         D      E
Viva Maria, ia, ia
                  C#m   B   E
Viva a Bahia, ia, ia,   ia, ia

C#m7          F#7           C#m7
No pulso esquerdo o bang-bang
        F#7                     C#m7
Em suas veias corre muito pouco sangue
            F#7
Mas seu coração
                   C#m7    B    E
Balança a um samba de tamborim
       D           E
Emite acordes dissonantes
            D          E
Pelos cinco mil alto-falantes
             D
Senhoras e senhores
                 E             D     E
Ele põe os olhos grandes sobre mim
          D       E
Viva Iracema, ma, ma
              D           E
Viva Ipanema, ma, ma, ma, ma
          D       E
Viva Iracema, ma, ma
                  C#m   B   E
Viva Ipanema, ma, ma,   ma, ma

C#m7       F#7         C#m7
Domingo é o fino-da-bossa
        F#7           C#m7
Segunda-feira está na fossa
      F#7         C#m7    B    E
Terça-feira vai à roça, porém
      D             E
O monumento é bem moderno
          D                     E
Não disse nada do modelo do meu terno
         D             E          D    E
Que tudo mais vá pro inferno, meu bem
          D       E
Viva a banda, da, da
                D           E
Carmem Miranda, da, da, da, da
          D       E
Viva a banda, da, da
                    C#m   B   E
Carmem Miranda, da, da,   da, da