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domingo, fevereiro 11, 2018

Tu passaste por este jardim - Gilberto Alves


Alfredo Dutra (circa 1860 - 1920 Rio de Janeiro, RJ) é o autor da canção Tu passaste por esse jardim (composta como polca), que Catulo da Paixão Cearense pôs letra. Sabe-se que a canção foi apresentada pela primeira vez pelo próprio Catulo, em festa de casamento do sobrinho do compositor, de nome Oscar de Meneses Pamplona, realizada em 28 de setembro de 1905.

Em 1962, a canção "Tu passaste por este jardim", foi relançada em ritmo de maxixe, por Gilberto Alves no LP Gilberto Alves de sempre lançado pela gravadora Copacabana.

Tu Passaste Por Este Jardim (polca / maxixe, 1905) - Catulo da Paixão Cearense e Alfredo Dutra - Interpretação: Gilberto Alves

LP Gilberto Alves De Sempre / Título da música: Tu Passaste Por Este Jardim / Alfredo Dutra (Compositor) / Catulo da Paixão Cearense (Compositor) / Gravadora: Copacabana / Ano: 1962 / Nº Álbum: CLP 11268 / Lado B / Faixa 4 / Gênero musical: Maxixe.



Tu passaste por este jardim!
Sinto aqui certo odor merencório
Desse branco e donoso jasmim
Num dilúvio de aromas pendeu
Os arcanjos choraram por mim
Sobre as folhas pendidas do galho
Que a luz de seus olhos brilhantes verteu

Tu passaste, que de quando em quando
Vejo as rosas no hastil lacrimado
Das corolas de todas as flores
As minhas angústias, abertas em flores
Neste ramo que ainda se agita
Uma roxa saudade palpita
E esse cravo, no ardor dos ciúmes
Derrama os perfumes num poema de amor

De um suspiro deixaste o calor
Neste cálix de neve, estrelado
Neste branco e gentil monsenhor
Vê-se o íris de um beijo esmaltado
Tu deixaste num halo de dor
Nas violetas magoadas, sombrias
A tristeza das ave-marias
Que rezam teus lábios à luz do Senhor

Vejo a imagem da minha ilusão
Nessa rosa prostrada no chão
Meus afetos descansam nos leitos
Destes lindos amores-perfeitos
Como chora o vernal jasmineiro
Que me lembra o candor de teu cheiro!
Este cravo sangüíneo é uma chaga
Que se alaga no rubor da cor

As gentis magnólias em vão
Muito invejam teu rosto odoroso
Rosto que tem a conformação
De um suspiro adejando saudoso
E esses lírios têm a presunção
De imitar em seus níveos brancores
Esses dois ramalhetes de amores
Andores de flores num seio em botão

domingo, novembro 28, 2010

Quantos manetas

Gilberto Alves
Quantos manetas (marcha, 1957) - Otolindo Lopes e Arnô Provenzano

Título da música: Quantos manetas / Gênero musical: Marcha / Intérprete: Gilberto Alves / Compositores: Provenzano, Arno - Lopes, Otolindo / Acompanhamento Coro / Orquestra / Gravadora Copacabana / Número do Álbum 5710 / Data de Lançamento 01/1957 / Lado B / Disco 78 rpm (mas olha aí, ah, ah, ah... é o Brasil de hoje):


Isso assim tá muito bom
Deixa falar quem quiser
Tem cofap, tem cadilac
Tem boate e tem mulher

Isso assim tá muito bom
Deixa falar quem quiser
Tem cofap, tem cadilac
Tem boate e tem mulher

Uísque sobrando
Já faturei de outras marretas
Mas, se cortasse a mão
De quem rouba
Quantos e quantos manetas!

Isso assim tá muito bom
Deixa falar quem quiser
Tem cofap, tem cadilac
Tem boate e tem mulher

Uísque sobrando
Já faturei de outras marretas
Mas, se cortasse a mão
De quem rouba
Quantos e quantos manetas!

Vai vigarista

Gilberto Alves
Vai vigarista (marcha, 1956) - Arnô Provenzano e Otolindo Lopes

Título da música: Vai vigarista / Gênero musical: Marcha / Intérprete: Gilberto Alves / Compositores: Provenzano, Arno - Lopes, Otolindo / Gravadora Copacabana / Número do Álbum 5510 / Data de Gravação 00/1955 / Data de Lançamento 00/1956 / Lado B / Disco 78 rpm:


Vai vigarista / Boa viagem!
Vai vigarista / Boa viagem!
Amor não é negócio
Pra ninguém querer vantagem

Vai vigarista / Boa viagem!
Vai vigarista / Boa viagem!
Amor não é negócio
Pra ninguém querer vantagem

Um grande amor não tem preço
Pra quem tem boa formação
Eu vi você, tenho pena
Ò cabeça de camarão!

Vai vigarista / Boa viagem!
Vai vigarista / Boa viagem!
Amor não é negócio
Pra ninguém querer vantagem

Vai vigarista / Boa viagem!
Vai vigarista / Boa viagem!
Amor não é negócio
Pra ninguém querer vantagem

Um grande amor não tem preço
Pra quem tem boa formação
Eu vi você, tenho pena
Ò cabeça de camarão!

Traga mais um chope

Gilberto Alves
Traga mais um chope (samba, 1948) - Otolindo Lopes e Arnô Provenzano

Título da música: Traga mais um chope / Gênero musical: Samba / Intérprete: Gilberto Alves / Compositores: Provenzano, Arno - Lopes, Otolindo / Gravadora Rca victor / Número do Álbum 800564 / Data de Gravação 00/1947 / Data de Lançamento 00/1948 / Lado B / Disco 78 rpm:


Garçom, traga mais um chope
Eu hoje quero beber até cair no chão
Encontrei nos braços do meu amigo leal
A mulher que eu fiz o bem
E me pagou com o mal
Não quero opinião
Eu hoje quero beber até cair no chão

Garçom, traga mais um chope
Eu hoje quero beber até cair no chão
Encontrei nos braços do meu amigo leal
A mulher que eu fiz o bem
E me pagou com o mal
Não quero opinião
Eu hoje quero beber até cair no chão

Não é por amor que eu vou beber
Não senhor
Pelo contrário
O meu caso é diferente
Existiam tantos pra ela escolher
E o meu amigo
É que foi o seu pretendente
Mas para falar a verdade
Foi melhor errar agora
Do que mais tarde

sábado, novembro 27, 2010

Chorar pra quê

Gilberto Alves
Chorar pra quê (samba, 1947) - Oldemar Magalhães e Pereira Matos

Título da música: Chorar pra quê / Gênero musical: Samba / Intérprete: Gilberto Alves / Compositores: Magalhães, Oldemar - Matos, Pereira / Gravadora Rca victor / Número do Álbum 800549 / Data de Gravação 00/1947 / Data de Lançamento 00/1947 / Lado B / Disco 78 rpm:


Chorar pra quê / Não adianta não
Devemos ter resignação / Porque
Neste mundo tudo passa / A vida
Não é mais que ilusão

Chorar pra quê / Não adianta não
Devemos ter resignação / Porque
Neste mundo tudo passa / A vida
Não é mais que ilusão

Vamos procurar / Viver com sinceridade
Sem orgulho / Sem ambição, sem vaidade
Neste mundo, minha gente / Nada se leva
O que é da terra / Fica na terra...

Chorar pra quê / Não adianta não
Devemos ter resignação / Porque
Neste mundo tudo passa / A vida
Não é mais que ilusão

Vamos procurar / Viver com sinceridade
Sem orgulho / Sem ambição, sem vaidade
Neste mundo, minha gente / Nada se leva
O que é da terra / Fica na terra...

quarta-feira, novembro 24, 2010

Essa não...

Gilberto Alves
Essa não... (marcha, 1951) - J. Piedade e W. Goulart

Título da música:  Essa não... / Gênero musical: Marcha / Intérprete: Gilberto Alves / Compositores: Piedade, J - Goulart, W / Gravadora Rca victor / Número do Álbum 800853 / Data de Gravação 00/1951 / Data de Lançamento 00/1951 / Lado B / Disco 78 rpm


Essa não...
Não é da Espanha, que eu sei
E nem é a que você diz
Essa é aquela conhecida
Margô de Paris
(Essa é aquela conhecida
Margô de Paris)

Essa não...
Não é da Espanha, que eu sei
E nem é a que você diz
Essa é aquela conhecida
Margô de Paris
Essa é aquela conhecida
Margô de Paris

Já comprou um ateliê
Já não quer mais falar o francês
Cada dia tem mais "larjan"
Qualquer um para ela é freguês

Essa não...
Não é da Espanha, que eu sei
E nem é a que você diz
Essa é aquela conhecida
Margô de Paris
Essa é aquela conhecida
Margô de Paris

domingo, novembro 21, 2010

Feliz páscoa

Gilberto Alves
Feliz Páscoa (valsa, 1953) -  Ari Monteiro e Irani de Oliveira

Título da música: Feliz páscoa / Gênero musical: Valsa / Intérprete: Gilberto Alves / Compositores: Monteiro, Ari - Oliveira, Irani de / Acompanhamento Coro e Orquestra / Gravadora RCA Victor / Número do Álbum 801091 / Data de Gravação 19/01/1953 / Data de Lançamento 04/1953 / Lado B / Disco 78 rpm:


Tange os sinos: blim blim blom
Um prenúncio de imensa alegria
Tange os sinos: blim blim blom
É a paz que se anuncia
A capela pra rezar
Todo mundo cristão se conduz
Todos vão celebrar
A ressurreição de Jesus!

Feliz Páscoa!
Eu desejo à você
E o mundo repete a cantar
Feliz Páscoa, feliz Páscoa
Que Deus abençoe o seu lar!

Feliz Páscoa!
Eu desejo à você
E o mundo repete a cantar
Feliz Páscoa, feliz Páscoa
Que Deus abençoe o seu lar!

sábado, novembro 20, 2010

Bebê chorão

Bebê chorão (marcha, 1942) - Antenógenes Silva e Irani de Oliveira

Título da música: Bebê chorão / Gênero musical: Marcha / Intérpretes: Antenógenes Silva e Gilberto Alves /Compositores: Silva, Antenógenes - Oliveira, Irani de / Gravadora Odeon / Número do Álbum 12104 / Data de Gravação 00/1941 / Data de Lançamento 00/1942 / Lado B / Disco 78 rpm:


Eu vou fantasiar de bebê chorão
Vou comprar uma chupeta
Vou sair no seu cordão
Se a fantasia não quiser
Na sua opinião
Você sai de Eva
Que eu saio de Adão! (bis)

Pedi a camisola à minha tia
Ela fica na gaiola e eu caio na folia
Mas se você vier com sua opinião
É melhor sair de Eva
Que eu saio de Adão

O destino é quem quer

O destino é quem quer (samba, 1940) - Antenógenes Silva e Irani de Oliveira

Título da música: O destino é quem quer / Gênero musical: Samba / Intérpretes: Silva, Antenógenes e Gilberto Alves / Compositores: Silva, Antenógenes - Oliveira, Irani de / Gravadora Odeon / Número do Álbum 11934 / Data de Gravação 00/1940 / Data de Lançamento 00/1940 / Lado A / Disco 78 rpm:


Adeus...!
Vou me embora
E vou deixar o nosso lar
Adeus
Vou pra nunca mais voltar
Adeus
Seja o que Deus quiser
Não mereço o seu carinho
O destino é quem quer
Viver separado
De você, mulher... (bis)

Estou farto de saber
Que o nosso gênio não combina
Eu vou me embora
Vou procurando a minha sina
E se algum dia
A saudade lhe atormentar
Eu peço para você não chorar
(mas, escuta, vem cá...)

quinta-feira, novembro 04, 2010

Natureza bela

No ano de 1936, a Unidos da Tijuca trouxe pela primeira vez carros alegóricos que ilustravam o enredo. Antes, as singelas alegorias enalteciam coisas que não tinham nada a ver com o tema apresentado pelas agremiações.

A Tijuca fez essa inovação e virou notícia nos jornais. Além disso, o título de campeã de 1936 iria para a escola que tivesse a melhor harmonia. A Unidos da Tijuca já estava com a faca e o queijo na mão.

Daí, a evolução da escola na passarela foi tão, mas tão perfeita, que a escola levantou pela única vez o caneco com o enredo "Sonhos delirantes". O samba cantado na avenida não era um legítimo samba-enredo, pois não explorava o tema em nada. Mas os pesquisadores cismam em afirmar que este foi o "primeiro samba-enredo gravado em disco", pelo cantor Gilberto Alves. E é verdade, apesar de não ser um "samba-enredo verdadeiro".

"Natureza bela", é uma obra-prima competente, que soa bem no ouvido de qualquer sambista e tem uma melodia leve como uma pluma. Existem duas versões desse samba: a de 1948 e a de 1960, ambas feitas pelo boêmio de voz grave, Gilberto Alves.

Título da música: Natureza bela!... / Gênero musical: Samba / Intérprete(s): Alves, Gilberto / Compositor(es): Martins, Felisberto - Mesquita, Henrique / Gravadora Odeon / NÚmero do Álbum: 12771 / Data de Gravação: 00/1941 / Data de lançamento: 00/1947 / Lado: lado A / Rotações: Disco 78 rpm


Natureza bela!... (samba-enredo, 1936) - Felisberto Martins e Henrique Mesquita (Enredo: Sonhos delirantes / Samba cantado: Natureza bela)

Natureza bela do meu Brasil
Queira ouvir esta canção febril
Sem você, não tenho (bis)
As noites de luar pra cantar
Uma linda canção ao nosso Brasil

É um sambista apaixonado
Quem lhe pede, natureza
As noites de luar
Que vive bem perto de você
Mas sem lhe ver
Eu vejo as águas correndo
E sinto meu coração palpitar, ô ô
E o meu pinho gemendo
Vem minha saudade matar...


Fonte: O site dos Sambas-Enredo

sexta-feira, outubro 01, 2010

Violão amigo

"Violão amigo" foi gravado por Gilberto Alves em 1942 e a abertura melódica do samba parece evocada no manifesto da bossa "Desafinado".

Violão amigo (samba, 1942) - Alcebíades Barcelos e Armando Marçal - Intérprete: Gilberto Alves

Disco 78 rpm / Título da música: Violão amigo / Armando Marçal (Compositor) / Bide, 1902-1975 (Compositor) / Gilberto Alves (Intérprete) / Gravadora: Odeon / Gravação: 14/07/1942 / Lançamento: 09/1942 / Nº do Álbum: 12189 / Nº da Matriz: 7016 / Gênero musical: Samba


Violão amigo ouve os meus ais
Ouve os meus segredos
Não suporto mais

Talvez tu compreendas meu sentir
Quero exprimir nesse samba
Tudo que sofri

Quem de mim sorriu
Por certo há de chorar
Quando ouvir alguém cantar

Poeta eu fui
Embora sem querer
Cantei em versos o meu sofrer

Violão amigo
Eu canto por consolação
Trago esta mágoa sentida
No meu coração, violão



Fontes: Discografia Brasileira - IMS; Instituto Moreira Salles.

quinta-feira, setembro 16, 2010

Sorrir dormindo

Gilberto Alves
Sorrir dormindo (Por que sorris?) (valsa, 1911) - Juca Kalut - Versos de: Catulo da Paixão Cearense

Disco selo: Favorite Record / Título da música: Sorrir dormindo (Por quê sorris?) / Juca Kalut (Compositor) / Banda da Casa Faulhaber / Cia. (Intérprete) / Nº do Álbum: 1-452131 / Nº da Matriz: 11353-o- / Data do lançamento: 1911 / Gênero musical: Valsa / Coleção de Origem: Nirez D



Em 1962, a canção Por que sorris?, foi relançada por Gilberto Alves no LP Gilberto Alves de Sempre, gravadora Copacabana (CLP 11268). Ainda em 1969 outra edição agora pela gravadora Som (SOLP 40162):

LP Gilberto Alves De Sempre / Título da música: Por Que Sorris / Juca Kalut (Compositor) / Catulo da Paixão Cearense (Compositor) /Gravadora: Copacabana / Álbum: CLP 11268 / Ano: 1962 / Gênero musical: Valsa



Mas por que sorris / De me ver assim chorando?
Sorris porque não sou feliz / E não mereço teu amor
Gostas de brincar com a dor / E gostas de zombar das dores
Ri de mim, assim / Com teus gestos sedutores
Podes rir assim de mim.

Mas do som, mas sabor / Tem sempre o amor
Demais amargor / Oooooh.... ri... ri de mim!
É uma glória viver / A rir desta dor
Que também, sorri / Que se sente prazer de feliz
Que vê, / Ri que tu és a pureza
É o anjo / A beleza / Não sabe gemer

Feliz quando / O trovador na lira chorando 
Tem o coração / Nos grilhões das prisões 
Do amor são as dores / a extrema 
A inspiração dos cantores / Desejo assim findar 
Cantando os meus amargores / com os teus primores rimar...

Ri de mim, assim / Com teus gestos sedutores
Podes rir assim... / De mim...


quinta-feira, setembro 18, 2008

Cosme e Damião

Cosme e Damião (valsa, 1951) - Roberto Martins e Ari Monteiro - Intérprete: Gilberto Alves

Disco 78 rpm / Título da música: Cosme e Damião / Ari Monteiro (Compositor) / Roberto Martins (Compositor) / Gilberto Alves (Intérprete) / Orquestra (Acomp.) / Gravadora: RCA Victor / Gravação: 18/05/1951 / Lançamento: 08/1951 / Nº do álbum: 80-0797 / Nº da matriz: 092957 / Gênero musical: Valsa


Eu era criança
E tinha esperança
De ser um dia feliz
Fiz uma promessa
Dei doce à bessa
Para os santinhos guris

Mamãe me fazia
Os doces pedia
Que eu lhe fizesse um favor
Pedisse aos santinhos
Que o meu papaizinho
Desse a ela o seu grande amor

Cosme e Damião, ooó
Crispim, Crispiniano
Caboclinho da mata
Doces pra vocês eu dei
E a promessa que fiz já paguei
Festas e mais festas eu fiz
Desta data feliz eu me lembro
Cosme e Damião, doum, doum
Vinte e sete de setembro!


Fontes: Discografia Brasileira - IMS; Instituto Moreira Salles.

terça-feira, abril 08, 2008

Prece à lua

Gilberto Alves
Prece à lua (valsa, 1945) - Alcebíades Barcelos e Armando Marçal - Intérprete: Gilberto Alves

Disco 78 rpm / Título da música: Prece à lua / Armando Marçal (Compositor) / Bide, 1902-1975 (Compositor) / Gilberto Alves (Intérprete) / Abel e Sua Orquestra (Acomp.) / Gravadora: Odeon / Gravação: 17/01/1945 / Lançamento: 03/1945 / Nº do Álbum: 12561 / Nº da Matriz: 7755 / Gênero musical: Valsa / Coleções de origem: IMS, Nirez


Lua, deusa da natura
Ouve a minha prece
Protetora dos amantes
Porque me esqueces

Fixo a imensidão
E a tua luz comparo à ela
Vejo o brilho das estrelas
Lembro os olhos dela


Eu quis tornar realidade
Os sonhos e quimera
Transformar o inverno infindo
Em linda primavera

A flor da minha ilusão
Murchou após o florescer
Deixando somente amargor
Em volta em meu viver



Fontes: Discografia Brasileira - IMS; Instituto Moreira Salles.

sexta-feira, março 28, 2008

Cecília

Gilberto Alves
Cecília (marcha/carnaval, 1944) - Roberto Martins e Mário Rossi - Intérprete: Gilberto Alves

Disco 78 rpm / Título da música: Cecília / Mário Rossi, 1911-1981 (Compositor) / Roberto Martins (Compositor) / Gilberto Alves (Intérprete) / Conjunto Odeon (Acomp.) / Gravadora: Odeon / Gravação: 14/07/1943 / Lançamento: 09/1943 / Nº do Álbum: 12347 / Nº da Matriz: 7342 / Gênero musical: Marcha / Coleções de origem: IMS, Nirez


Pra mostrar que braço é braço
Eu conquistei Cecília
Enfrentei balas de aço
Mas conquistei Cecília

(bis)

Ai, ai, Cecília
Ai, ai, Cecília
Eu não sei amar a mais ninguém
E tu sabes que eu te quero meu bem
Ai, ai, Cecília
Ai, ai, Cecília
Vem comigo e tu serás feliz
Ai, ai, Cecília.



Fontes: Discografia Brasileira - IMS; Instituto Moreira Salles.

domingo, março 23, 2008

Pombo correio

Gilberto Alves
Pombo correio (samba, 1942) - Benedito Lacerda e Darci de Oliveira - Intérprete: Gilberto Alves

Disco 78 rpm / Título da música: Pombo correio / Benedito Lacerda, 1903-1958 (Compositor) / Darci de Oliveira (Compositor) / Gilberto Alves (Intérprete) / Benedito Lacerda e Seu Conjunto (Acomp.) / Gravadora: Odeon / Gravação: 09/09/1942 / Lançamento: 10/1942 / Nº do Álbum: 12214 / Nº da Matriz: 7057 / Gênero musical: Samba


Soltei meu primeiro pombo correio
Com uma carta pra aquela mulher
Que me abandonou
Soltei o segundo e o terceiro
O meu pombal terminou
Ela não veio e nem o pombo voltou...

Depois que aquela mulher

Me abandonou
Não sei porque
Minha vida desandou
O canário morreu
A roseira murchou
O papagaio emudeceu
E o cano d'agua furou
Até o sol por pirraça
Invadiu a vidraça
E o retrato dela desbotou...



Fontes: Discografia Brasileira - IMS; Instituto Moreira Salles.

sexta-feira, março 21, 2008

Algum dia eu te direi

Gilberto Alves
Algum dia eu te direi (valsa, 1942) - Cristóvão de Alencar e Felisberto Martins - Intérprete: Gilberto Alves

Disco 78 rpm / Título da música: Algum dia eu te direi / Cristovão de Alencar, 1910-1983 (Compositor) / Felisberto Martins (Compositor) / Gilberto Alves (Intérprete) / Fon-Fon, 1908-1951 [Direção] (Acomp.) / Orquestra Odeon (Acomp.) / Gravadora: Odeon / Gravação: 08/05/1942 / Lançamento: 08/1942 / Nº do Álbum: 12771 / Nº da Matriz: 6960 / Gênero: Valsa / Coleção de origem: Nirez


Eu tenho um segredo p'ra te revelar
Desde a primeira vez em que te vi
Mas eu não sei confessar
Tudo o que sinto por ti

Algum dia eu direi
Que te amo com fervor
E que não sei viver sem teu amor
Algum dia eu direi
Ao beijar os lábios teus
Nunca mais tu fugirás
Dos meus braços meu amor
Nesse dia me dirás
Apertando minha mão
É teu, amor, só teu, meu coração.



Fontes: Discografia Brasileira - IMS; Instituto Moreira Salles.

quarta-feira, março 19, 2008

Tra-lá-lá

Gilberto Alves
Trá-lá-lá (valsa-canção, 1940) - Roberto Martins - Intérprete: Gilberto Alves

Disco 78 rpm / Título da música: Tra la la / Roberto Martins (Compositor) / Gilberto Alves (Intérprete) / Orquestra Odeon (Acomp.) / Simon Bountman [Direção] (Acomp.) / Gravadora: Odeon / Gravação: 27/03/1940 / Lançamento: 05/1940 / Nº do Álbum: 11845 / Nº da Matriz: 6319 / Gênero musical: Valsa / Coleções de origem: IMS, Nirez


Quando alguém me diz
Me diz que foi feliz
Tra-la-la-la-lá
Tra-la-la-la-lá
A saudade vem
Vem me lembrar também
Um passado feliz e risonho
Um amor que foi todo o meu sonho


A ciranda da vida me leva
Pra lá, pra, cá, pra lá, pra cá
Minha vida é um brinquedo que roda
Nas voltas que dá, que dá
Vou rodando feliz, vou cantando
Sem saber se há alguém me escutando
Algum dia também a lembrar
Repetirá:
Tra-la-la-la-lá !



Fontes: Discografia Brasileira - IMS; Instituto Moreira Salles.

sábado, abril 08, 2006

Gilberto Alves

Gilberto Alves Martins, cantor, nasceu no Rio de Janeiro em 15/04/1915 e faleceu em Jacareí SP, em 04/04/1992. Foi criado no subúrbio de Lins de Vasconcelos. Aos 12 anos, fugiu de casa com o irmão mais velho e arranjou emprego de carregador de marmitas, passando a viver desse serviço. Depois, começou a trabalhar como carregador de sapatos, até que aprendeu o ofício de sapateiro, ao qual passou a dedicar-se por conta própria. Paralelamente, cursava o secundário e iniciava-se em música, reunindo-se com amigos para serestas nas ruas de Lins de Vasconcelos e Meyer.


Conheceu Jacó do Bandolim, então garoto, que viria a ser seu grande amigo, e depois dos 16-17 anos começou a frequentar os cabarés da Lapa e o Café Nice, travando conhecimento com Grande Otelo e Sílvio Caldas.

Por volta de 1935, as serestas começaram a ser proibidas, e a guarda noturna dissolvia os grupos de seresteiros que encontrava. Nessa época, conheceu Almirante, que, depois de ouvi-lo cantar, o convidou para se apresentar na Rádio Clube do Brasil. Começou a cantar naquela emissora, mas sem contrato, recebendo apenas cachê. Passou, depois, a apresentar-se na Rádio Guanabara, programa de Luís Vassalo, para onde foi levado pelos compositores Cristóvão de Alencar e Nássara, que conheceu numa seresta em Vila Isabel. Cantou ainda na Rádio Educadora, programa dos irmãos Batista (Marília e Henrique), atuando paralelamente em outras emissoras.

Em 1938 gravou seu primeiro disco, com os sambas Mulher toma juízo (Ataulfo Alves e Roberto Cunha) e Favela dos meus amores (Roberto Cunha), na Columbia. Conheceu então Roberto Martins e Mário Rossi, gravando seu segundo disco com uma música dessa dupla de compositores, Mãos delicadas, além de Duas sombras, esta de Roberto Martins e Jorge Faraj, também lançadas pela Columbia. Daí em diante gravou vários sucessos da dupla Roberto Martins e Mário Rossi, entre os quais seu primeiro êxito em disco, Tra-lá-lá, em 1940, pela Odeon.

A este seguiram-se outros sucessos, como Natureza bela (Felisberto Martins e Henrique Mesquita), em 1942, a marcha Cecília, no Carnaval de 1943, e no ano seguinte o fox Adeus, dos mesmos autores. Ainda em 1944 gravou Despedida (Tito Ramos), Algum dia te direi (Cristóvão de Alencar e Felisberto Martins), Sinfonia dos tamancos (Roberto Martins) e Capital do samba (José Ramos).

No ano seguinte, deixou a Odeon e foi para a Victor, gravando em 1948 o sucesso carnavalesco Rosa Maria (Aníbal Silva e Éden Silva). No mesmo ano, passou a atuar na Rádio Nacional. Em 1949 casou com Jurema Cardoso. No ano seguinte, transferiu-se para a Rádio Tupi, onde permaneceu até 1970, quando se aposentou. Os maiores sucessos de sua carreira foram Pombo correio (Benedito Lacerda e Darci de Oliveira), Agora é tarde (Tito Ramos e Mário Rossi), Recordar é viver (Aldacir Louro e Aluísio Martins), De lanterna na mão (com Elzo Augusto e J. Sacomani), Louca pela boêmia (Alcebíades Barcelos e Armando Marçal), além de Cecília e Natureza bela.

Mesmo depois de aposentado, continuou apresentando-se em emissoras de rádio e televisão. Em 1975 completou quarenta anos de carreira; nos últimos anos de sua vida apresentava-se em churrascarias e na televisão, ao lado de cantores da chamada velha guarda.

Algumas músicas






















Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e Publifolha, SP, 1998.

segunda-feira, abril 03, 2006

Branca


"Aurora", "Branca" e "Elza" são os nomes femininos que intitulam três das mais conhecidas valsas de Zequinha de Abreu. Dessas, pelo menos "Branca" seria inspirada por uma musa verdadeira, a jovem Branca Barreto (foto acima), filha do chefe da estação ferroviária de Santa Rita do Passa Quatro, terra do compositor.

Conta João Bento Saniratto - amigo de Zequinha, citado por Almirante num artigo publicado em O Dia - que a valsa foi composta de improviso, na presença de um grupo que conversava à porta do Grêmio Literário Recreativo. Como na ocasião a moça passasse pelo local, o autor (que era seu admirador) resolveu homenageá-la na composição.

"Branca" é uma bela valsa sentimental, de melodia triste, uma característica predominante na música de Zequinha de Abreu. Composta por volta de 1918, ganhou popularidade a partir de 1924, quando teve a sua primeira edição. Mas, ao que se sabe, somente seria gravada em 1931, no mesmo disco que lançou o Tico-tico no fubá. Tem uma letra de Duque de Abramonte (Décio Abramo), embora seja uma valsa essencialmente instrumental.

Branca (valsa, 1924) - Zequinha de Abreu e Duque de Abramonte. A seguir duas interpretações do tema:

Interpretação de Gilberto Alves em disco Copacabana lançado em 1959:

Disco 78 rpm / Título da música: Branca / Zequinha de Abreu (Compositor) / Duque de Abramonte (Compositor) / Gilberto Alves (Intérprete) / Orquestra (Acomp.) / Gravadora: Copacabana / Nº do Álbum: 5985-a / Nº da Matriz: M-2367 / Lançamento: Janeiro/1959 / Gênero musical: Valsa / Coleção: Nirez



Intérpretação de Francisco Petrônio em 1965:

LP Francisco Petrônio – O Grande Baile da Saudade / Título da música: Branca / Zequinha de Abreu (Compositor) / Duque de Abramonte (Compositor) / Francisco Petrônio (Intérprete) / Orquestra (Acompanhante) / Coro (Acompanhante) / Gravadora: Continental / Nº Álbum: PPL-12.186 / Lançamento: 1965 / Lado A / Faixa 2 / Gênero musical: Valsa



Am-------------------------- A7------- Dm
Há tempos que a vi / Que eu a conheci
-----------------------Am
Ela era linda, um primor, de amor
-----B7------------------ E7
Misto de estrela e de flor
Am ----------------------A7------------ Dm
Mas também sofreu / Eu sei vou contar
---------------------Am --------E7------- Am
Pois li naquele olhar, / Cansado de chorar

E7 -----------------------Am
De tarde ao chegar / Os trens um a um
--------E7------------------------- Am
Ela viu desembarcar / Um estranho tentador
E7----------------------- Am ---------------A7
Vi Branca cismar / Num sono de amor
-----------Dm--------- Am ---------E7-------- Am
Ficou logo apaixonada / Do mancebo tentador

C------------ G7------------------------ C
Mas essa flor / Não sentiu florir o amor
---------------------G7 --------------------------C---- G7
Nunca o sentiu florir / Porque ele teve que partir
C--------------- G7--------------------------- C---- C7
Viu-o embarcar / Como um dia após o amar
F------ Fm--- C --A7 ------------------D7 ----G7
E nunca mais / ----Sentiu o puro amor
--------------------C
Do jovem tentador



Fonte: A Canção no Tempo - Vol. 1 - Jairo Severiano e Zuza Homem de Mello - Editora 34.