domingo, setembro 25, 2011

Chico Santana

Chico Santana (Francisco Felisberto Santana), compositor, nasceu no Rio de Janeiro, RJ, em 22/9/1911, e faleceu na mesma cidade, em 26/3/1988. Residiu em Oswaldo Cruz, subúrbio do Rio de Janeiro considerado um celeiro de sambistas. Foi levado por Alvaiade para a Ala de Compositores da Portela.

Em 1970, Paulinho da Viola produziu para a gravadora RGE o LP "Portela, passado de glória". Neste primeiro disco da Velha-Guarda da Portela participou cantando da música Vida fidalga, em parceria com Alvaiade. No ano seguinte, Paulinho da Viola gravou Passado de glória (c/ Monarco).

No ano de 1976, Eliana Pittman interpretou De Paulo da Portela a Paulinho da Viola, uma composição de sua autoria em parceria com Monarco. Neste mesmo ano, Cristina Buarque em seu disco Prato e faca, gravou outra composição de sua autoria. No ano seguinte, Beth Carvalho despontou com um dos maiores sucessos de sua carreira Saco de feijão, gravada em seu LP "Botequins da vida".

Em 1978, no LP "Arrebém", pela Continental Discos, Cristina Buarque interpretou Muito embora abandonado (c/ Mijinha). A faixa ainda contou com a participação especial da Velha-Guarda da Portela, da qual o compositor fazia parte. Neste mesmo ano no LP "De pé no chão", Beth Carvalho incluiu Lenço, parceria com Monarco. Ainda neste ano, Vania Carvalho interpretou sua composição Pranto.

No ano de 1986, o produtor japonês Katsounuri Tanaka lançou para o mercado japonês o disco "Doce Recordação - Velha-Guarda da Portela". O LP, lançado pelo selo Office Sambinha, trazendo a formação original da Velha Guarda da Portela que incluía Chatim, Manacéia, Alberto Lonato e Chico Santana, além do cavaquinho de Osmar do Cavaco.

Em 1990, foi gravado para o mercado japonês o disco "Resgate", de Cristina Buarque. Neste CD, foi incluída Adeus, eu vou partir (c/ Mijinha), que teve a Velha Guarda da Portela como participação especial nesta faixa. Mais tarde, em 1994, a gravadora Saci relançou o disco para o mercado brasileiro.

No ano de 1999, Tanaka produziu também para o mercado japonês o disco "Velhas companheiras". Neste CD, reunindo as velhas guardas da Portela e Mangueira, incluiu de sua autoria Vaidade de um sambista.

No ano 2000, a cantora e compositora Marisa Monte, filha do ex-diretor da Portela Carlos Monte, produziu pelo Selo Phonomotor o CD "Tudo azul", da Velha-Guarda da Portela. Neste disco, foram regravadas Noite em que tudo esconde, por Paulinho da Viola, e Lenço, em parceria com Monarco, gravada por Zeca Pagodinho e Velha Guarda da Portela.

Em 2001 foi lançado o livro "A Velha Guarda da Portela" (Ed. Manati) de autoria Carlos Monte e João Batista Vargens, no qual os autores fazem várias referências ao compositor, um dos fundadores da Velha Guarda da Portela.

Em 2002, pelo selo Phonomotor de Marisa Monte, Argemiro da Portela lançou o CD "Argemiro Patrocínio". Neste disco foi incluída uma parceria de Chico Santana com Argemiro Patrocínio Dizem que o amor.

Em 2004 Monarco e a Velha-Guarda da Portela, juntamente com Beth Carvalho, interpretaram Saco de feijão no DVD "Beth Carvalho - a madrinha do samba".

Obra

Adeus, eu vou partir (c/ Mijinha), De Paulo da Portela a Paulinho da Viola (c/ Monarco), Dizem que o amor (c/ Argemiro Patrocínio), Existe um traidor entre nós, Hino da Velha Guarda da Portela, Lenço (c/ Monarco), Minha querida (c/ Manacéia), Muito embora abandonado (c/ Mijinha), Noite em que tudo esconde (c/ Alvaiade), Passado de glória (c/ Monarco), Pranto, Saco de feijão, Vaidade de um sambista, Vida fidalga (c/ Alvaiade).

Fontes: Portela Web; Dicionário Cravo Albin da MPB.

domingo, junho 19, 2011

Perdoa


Perdoa (samba, 1977) - Paulinho da Viola - Intérprete: Paulinho da Viola - Participação: Elton Medeiros

LP Memórias Cantando / Título da música: Perdoa / Paulinho da Viola (Compositor) / Paulinho da Viola (Intérprete) / Elton Medeiros (Partic.) / Gravadora: Emi Odeon / Ano: 1976 / Nº Álbum: XSMOFB 3924 / Lado A / Faixa 5 / Gênero musical: Samba.


Tom: C

C       A7   Dm      G7                 C   G7
Meu bem, perdoa! Perdoa meu coração pecador
C                  Em      B7     C         G7   C
  Você sabe que jamais eu vi...verei sem o seu amor
                Dm                 G7         C
Ando comprando fiado porque meu dinheiro não dá
                      C7                                     F
Imagine se eu fosse casado com mais de seis filhos para sustentar
                  Fm                                 C
Nunca me deram moleza e posso dizer que sou trabalhador
         A7       D7                G7                  C
Fiz um trato com você, quando fui receber você não me pagou

            G7
Mas ora meu bem!

C       A7   Dm      G7                 C   G7
Meu bem, perdoa! Perdoa meu coração pecador
C                  Em      B7     C         G7   C
  Você sabe que jamais eu vi...verei sem o seu amor
                    Dm                 G7                C
Chama o dono dessa casa que eu quero dizer como é o meu nome
                      C7                                     F
Disse um verso bem bonito ele vai responder pra matar minha fome
                  Fm                                 C
Eu como dono da casa não sou obrigado a servir nem banana
         A7          D7    
Se quiser saber meu nome, 
                 G7                     C
é o tal que não come há mais de uma semana

            G7
Mas ora meu bem!

C       A7   Dm      G7                 C   G7
Meu bem, perdoa! Perdoa meu coração pecador
C                  Em      B7     C         G7   C
  Você sabe que jamais eu vi...verei sem o seu amor
                    Dm                 G7                C
Chama o dono da quitanda que vive sonhando deitado na rede
                      C7                                     F
Disse um verso bem bonito ele vai responder pra matar minha sede
                  Fm                                 C
O dono dessa quitanda não é obrigado a vender pra ninguém
A7            D7                 G7                  C
Pode pegar a viola que hoje é domingo e cerveja não tem!

            G7
Mas ora meu bem!

C       A7   Dm      G7                 C   G7
Meu bem, perdoa! Perdoa meu coração pecador
C                  Em      B7     C         G7   C
  Você sabe que jamais eu vi...verei sem o seu amor
C                  Em      B7     C         G7   C
  Você sabe que jamais eu vi...verei sem o seu amor

terça-feira, dezembro 21, 2010

Mauro Duarte

Mauro Duarte
Mauro Duarte (Mauro Duarte de Oliveira), compositor, nasceu em Matias Barbosa, MG, em 2/6/1930, e faleceu na cidade do Rio de Janeiro, RJ, em 26/8/1989. Aos seis anos, veio com a família para o bairro de Botafogo, Rio de Janeiro, logo começando a participar como compositor e ritmista dos blocos camavalescos. 

Em 1960 teve sua primeira música gravada: Palavra, por Miltinho. Em 1967 passou a integrar o conjunto Os Cinco Crioulos, substituindo Paulinho da Viola, ao lado de Elton Medeiros, Nelson Sargento, Anescar do Salgueiro e Jair do Cavaquinho. 

O conjunto participou do show Mudando de conversa, com Ciro Monteiro, Clementina de Jesus e Nora Ney, gravou 3 LPs pela EMI nos anos de 1967 (Samba... no duro), 1968 (Samba... no duro, vol. 2) e 1969 (Os Cinco Crioulos), e se apresentou em várias cidades do Brasil. 

Em 1970 conheceu Clara Nunes, que gravou naquele ano Tributo aos orixás (com Ruben Tavares) e posteriormente se tornaria uma de suas principais intérpretes. Outros que gravaram músicas suas foram Roberto Ribeiro, Alcione, MPB-4 , Elizeth Cardoso e Quarteto em Cy

Em 1973 foi levado para o G.R.E.S. da Portela por Noca da Portela e passou a fazer parte da ala de compositores da escola de samba. 

Em 1985 gravou um LP independente (selo Coomusa) com Cristina, intitulado Cristina e Mauro Duarte.

Entre seus parceiros de composição destacam-se Paulo César Pinheiro, Paulinho da Viola, Elton Medeiros, Maurício Tapajós, Noca da Portela, João Nogueira e Carlinhos Vergueiro

Em 1994 foi lançado o CD Homenagem a Mauro Duarte, reunindo gravações do próprio compositor e de outros cantores interpretando suas músicas.

Obra

A.M.O.R. Amor (c/Walter Alfaiate), 1981; Brasil mestiço, santuário da fé, 1980; Coroa de areia (c/Paulo César Pinheiro), 1981; Foi demais (c/Paulinho da Viola), 1979; Jogo de Angola (c/Paulo César Pinheiro), 1978; Menino Deus (c/Paulo César Pinheiro), 1974; Perdão (c/Maurício Tapajós e Paulo César Pinheiro), 1977; Portela na avenida (c/Paulo César Pinheiro), 1981. 

Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e Publifolha - 2a. Edição - 1998 .

terça-feira, julho 06, 2010

Ari do Cavaco

Ari do Cavaco (Ari Alves de Sousa), compositor, nasceu no Rio de Janeiro RJ, em 17/2/1942. Sambista do G.R.E.S. da Portela, aprendeu a tocar cavaquinho de ouvido e começou a compor em 1969: com Silvinho do Pandeiro fez O cotidiano (partido-alto) e, com Ari Guarda, Pra onde eu vou.

Em 1971 Paulinho da Viola gravou Lapa em três tempos, um samba-enredo seu em parceria com o irmão Rubens Alves de Sousa. Tornou-se mais conhecido em 1972, quando sua música Nó na cana (com César Augusto) foi apresentada no VII FIC, da TV-Globo, Rio de Janeiro.

Atuou em shows no Bola Preta, Renascença, Casa de Bamba, Casa do Partideiro e em outros clubes e boates. Participou dos Festivais MPB Shell da TV Globo: em 1981, com Reunião de bacana (com Bebeto de São João), defendida pelo grupo Exporta Samba; em 1982, com Mordomia (com Gracinha), defendida por Almir Guineto, que obteve o terceiro lugar. Tomou parte em gravações de Jair Rodrigues, Originais do Samba e Zeca Pagodinho. É presidente da Ala de Compositores da Portela.

Obras

Chico lambança (c/Otacílio de Sousa), 1974; Lapa em três tempos (c/Rubens Alves de Sousa), samba-enredo, 1971; Mordomia (c/Gracinha), 1982; Nó na cana (c/César Augusto), 1972; Todo azul que o azul tem (c/Café e Carlinhos Madureira), samba-enredo, 1992; Vai, meu samba (c/Otacílio de Souza), 1975.

Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e PubliFolha.

quinta-feira, abril 15, 2010

César Faria

Paulinho da Viola e seu pai Benedito César Ramos de Faria, o César Faria.


Benedito César Ramos de Faria, mais conhecido como César Faria, instrumentista, nasceu no Rio de Janeiro-RJ em 24/2/1919 e faleceu na mesma cidade em 21/10/2007. Aos 18 anos estudou violão com Edivar de Almeida Pires, iniciando-se profissionalmente em 1939, na Rádio Ipanema, com Jacob do Bandolim.

Devido à insegurança da profissão de músico, tornou-se Oficial de Justiça. Ao mesmo tempo, com Jacob do Bandolim, atuava na Tupi, no programa A Escada do Jacó, de Zé Bacurau, onde se apresentava com o nome de Álvaro Sampaio.

Em 1942 integrava, com Jacob do Bandolim, Claudionor Cruz (violão), Leo Cardoso (afoxê) e Candinho (bateria), o Conjunto de Rádio Ipanema, sob a direção de Mário Silva, que acompanhava cantores profissionais e calouros da emissora. Na década de 1940 atuou também no Regional de Dante Santoro.

Em 1946, liderava o Regional do César, no qual Jacob do Bandolim ocasionalmente atuava como solista. Integrado por Fernando Ribeiro (violão), Pinguinha (cavaquinho), Afonso (pandeiro), Luna (ritmo), além dele próprio, o regional atuava na Rádio Mauá (ex-Ipanema), onde o violonista permaneceu até 1954.

Em 1966, Jacob do Bandolim convidou-o a integrar seu Conjunto Época de Ouro, participando inclusive da gravação de vários discos, sendo o primeiro Chorinhos e chorões, pela RCA Victor. Com o Época de Ouro, acompanhou artistas como Francisco Alves, Sílvio Caldas, Elisete Cardoso, Carlos Galhardo, Orlando Silva e as irmãs Batista.

Em 1969, com a morte de Jacó, afastou-se temporariamente da carreira, reaparecendo em 1973 com a reorganização do Época de Ouro, que incluía, na nova formação, Dino, Jorge do Pandeiro e Deo Rian. Estreou no Teatro da Lagoa, acompanhando Paulinho da Viola, seu filho, participou de váriosshows e gravou o LP Conjunto Época de Ouro, na Continental.

Em 1996, apresentou-se ao lado de Paulinho da Viola no show Bebadachama, oriundo do repertório do CD de seu filho Bebadosamba. O show, premiado como o melhor do ano pela APCA, foi gravado ao vivo durante apresentação no Tom Brasil, em São Paulo, e lançado em CD pela BMG.

CDs

Violões, 1992. Projeto Memória Brasileira 110039; Bebadachama (2 CDs) (c/Paulinho da Viola), 1997, BMG 743152804-2.

Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora - PubliFolha

sexta-feira, agosto 07, 2009

Lapa em três tempos


Lapa Em Três Tempos (samba-enredo/carnaval, 1971) - Ari do Cavaco e Rubens


Introd: (C  C/G) 
C 
Abre a janela formosa mulher 
A         Dm  A6 
Cantava o poeta trovador 
Dm                    
Abre a janela formosa mulher 
G9      G9-    C     G9 G9- 
Da velha   Lapa   que passou 

C       
Vem dos vice-reis 
Eb°        Dm  A  
E dos tempos do Brasil imperial 
Dm                   
Através de tradições 
G                 C  G9 G9- 
Até a república atual 
C              G          C 
Dos grandes mestres do passado 
C9                   F 
Dedicaram obras de grande valor 
F#°     C/G        A           
A Lapa de hoje e a Lapa de outrora 
Dm    G       Gm  C9 
Que revivemos agora 
F       Fm       Em       A 
A Lapa de hoje e a Lapa de outrora 
Dm    G       C     G9 G9- 
Que revivemos agora 

C 
As serestas 
A          Dm    A6 
Quantas saudades nos trazem 
Dm                          
Dos cabarés e as festas 
G                      C   G C 
Emolduradas pelos lampiões a gás 
A      Dm          G                    C 
As sociedades e os cordões dos antigos carnavais 

A           Dm 
Olha a roda de malandro 
G             C 
Quero ver quem vai cair 
A           Dm        (BIS) 
Capoeira vai cantando 
G         C 
Pois agora vai subir 

G 
(Poeira) 
Dm      G    C   A   
Poeira, oi    poeira 
Dm         G       C    G 
O samba vai levantar poeira 
Dm     G    C   A   
poeira, oh!    Poeira 
Dm          G      C 
O samba vai levantar poeira 

A         Dm 
Imagem do Rio antigo 
G                 C            G   C 
Berço de grandes vultos da história 
A          Dm                     C    G9 G9- 
A moderna arquitetura lhe renova a toda hora 
C            Dm  G            C     Dm   
Mas os famosos arcos, os belos mosteiros 
A              Dm 
São reliquias deste bairro 
G                    C     G 
Que foi o berço de boêmios seresteiros 

C 
Abre a janela formosa mulher 
A         Dm A6 
Cantava o poeta trovador 
Dm                    
Abre a janela formosa mulher 
G9      G9-     C      
Da velha   Lapa   que passou

quinta-feira, maio 28, 2009

Tudo se transformou


Tudo Se Transformou (samba, 1970) - Paulinho da Viola - Intérprete: Paulinho da Viola

LP Paulinho Da Viola ‎– Foi Um Rio Que Passou Em Minha Vida / Título da música: Tudo Se Transformou / Paulinho da Viola (Compositor) / Paulinho da Viola (Intérprete) / Gravadora: Odeon / Ano: 1970 / Nº Álbum: MOFB 3629 / Lado B / Faixa 1 / Gênero musical: Samba / MPB.


Tom: G
INTRO: Am7 B7 Em7 C7 F7+ B7 Em7 
 
Em7/9                    Am7 
Vai meu samba tudo se transformou 
D7/9                  G6 
nem as cordas do meu pinho 
       G7      C7   F#7   B7 
podem mais amenizar a dor 
Am7    B7           Em7/9 
onde havia a luz do sol 
     Am7  D7/9  G6  G#dim 
uma nuvem se formou 
     Em7/9                 Am7 
onde havia uma alegria para mim 
      C7       B7 
outra nuvem carregou 
  E7            Am7 
a razao dessa tristeza 
                    F#7/9-  B7  Em7 
e saber que o nosso amor passou 
E7               Am7 
a razao dessa tristeza  
                     F#7/9-  B7 Em7 B7/6 B7/5+    
e saber que o nosso amor passou 
E6/9          F#7/9 
violao ate um dia 
                     F#7/9- 
quando houver mais alegria 
B7/6           E6/9  B7/6 
eu procuro por voce 
E6/G#        Gdim     F#m7 
cansei de derramar inutilmente 
                      F#7/9 
em suas cordas,as desilusoes 
           B7/6  B7/5+ 
desse meu viver 
E7               Am7 
ela declarou recentemente 
                         F#7/9- 
que ao meu lado nao tem mais prazer 
E7              Am7 
ela declarou recentemente 
                        F#7/9-   Em7  B7/6  B7/5+ 
que ao meu lado nao tem mais prazer

quinta-feira, janeiro 01, 2009

Rosa de ouro


Rosa de ouro, (samba, 1965) - Elton Medeiros, Paulinho da Viola e Hermínio Bello de Carvalho

LP Rosa de Ouro - Araci Cortes, Clementina De Jesus e Conjunto Rosa De Ouro / Título da música: Rosa de ouro / Elton Medeiros (Compositor) / Paulinho da Viola (Compositor) / Hermínio Bello de Carvalho (Compositor) / Participação do Conjunto Rosa de Ouro (Élton Medeiros, Jair do Cavaquinho, Nelson Sargento, Anescar do Salgueiro e Paulinho da Viola) / Trilha Sonora do espetáculo musical produzido e dirigido por Hermínio Bello de Carvalho no Teatro Jovem - Rio de Janeiro / Gravadora: Odeon / Ano: 1965 / Álbum: MOFB 3430 / Lado A / Parte inicial da faixa 1 / Gênero musical: Samba.


    Cm              F7         Bb      Gm
Ela tem uma rosa de ouro nos cabelos
Cm         F7        Bb     Gm
E outras mais tão graciosas
Cm                   F7             Bb      Gm
Ela tem outras rosas que são os meus desvelos
Cm             F7  Bbº      Bb      Gm
E seu olhar faz de mim um cravo ciumento
Cm F7  Bb      Gm
Em seu jardim de rosas
Cm  F7  Bb  Gm      Cm     F7
Rosa de ouro, que tesouro
Bb                   G7
Ter essa rosa plantada em meu peito
Cm  F7  Bb  Gm      Cm
Rosa de ouro, que tesouro
F7                        Bb      Gm
Ter essa rosa plantada no fundo do peito
     Cm                  F7          Bb     Gm
Esta rosa de ouro que eu trago nos cabelos
Cm         F7        Bb     Gm
E outras mais tão graciosas
Cm              F7              Bb      Gm
Floresceu no lindo jardim dos meus desvelos
Cm         F7 Bbº       Bb       Gm
Brotou em meu coração e cravos ciumentos
Cm       F7       Bb      Gm
Querem colher - o quê? - a rosa
Cm  F7  Bb  Gm   Cm   F7
Rosa de ouro, singela
Bb                G7
Quero ofertar esta rosa tão bela
Cm  F7  Bb  Gm   Cm
Rosa de ouro, singela
F7                       Bb      Gm
Quero ofertar a você esta rosa tão bela
Cm              F7       Bb
Quero ofertar a você esta rosa tão bela

quarta-feira, dezembro 31, 2008

Minhas madrugadas

Paulinho da Viola
Minhas madrugadas (samba, 1965) - Paulinho da Viola e Candeia - Interpretação: Elizeth Cardoso

LP Elizete Sobe o Morro / Título da música: Minhas madrugadas / Paulinho da Viola (Compositor) / Candeia (Compositor) / Intérprete: Elizeth Cardoso / Gravadora: Copacabana / Ano: 1965 / Álbum: CLP 11434 / Lado B / Faixa 1 / Gênero musical: samba.


Tom: C
Intro: Dm7  D#dim  C7M  Bb7  A7  
          Dm  Fm  G7  C  G7

C                     B7    G7     C6
Vou pelas minhas madrugadas  a cantar
     Ab        C   E7
Esquecer o que passou
                 Am
Trago a face marcada
                  D7
Cada ruga no meu rosto
     G7/9        C
Simboliza um desgosto
           C7      F         E7
Quero encontrar em vão o que perdi
   Am
Só resta a saudade
    D7     G7/9
Não tenho paz
                            C  G7
E a mocidade que não volta mais
                     C
Quantos lábios beijei
                    B7
Quantas mãos afaguei
                         Em
Só restou saudade no meu coração
Dm                D#dim  C
Hoje fitando o espelho
                      Bb7    A7
Hoje vi meus olhos vermelhos
Dm              Fm    G7       C
Compreendi que a vida que eu vivi foi ilusão

quinta-feira, janeiro 10, 2008

Para ver as meninas

Marisa Monte


Para ver as meninas - Paulinho da Viola
Intr.: Gm  A7  Am7(B5)  D7  Gm  Am7(B5)
D7   Gm     Bb7     A7
Silêncio por favor

Enquanto esqueço um pouco
Am7(B5)  D7  Gm
a dor no peito

Não diga nada
G7     Cm
sobre meus defeitos
Eb/F F7
E não me lembro mais
Bb
quem me deixou assim

Hoje eu quero apenas
Cm
Uma pausa de mil compassos
E6/F
Para ver as meninas
F7               Bb
E nada mais nos braços
Ab7      Gm
Só este amor
Gm/F           Eb7 D7
assim descontraído
Gm           D7       Gm
Quem sabe de tudo não fale
F/A    Bb
Quem não sabe nada se cale
E/B             Cm  D7
Se for preciso eu repito
Gm     G7           Cm
Porque hoje eu vou fazer
D7           Gm
Ao meu jeito eu vou fazer
Am7(B5)          D7 Gm
Um samba sobre o infinito

sexta-feira, abril 14, 2006

Paulinho da Viola


Paulinho da Viola (Paulo Cesar Batista de Faria), compositor, cantor e instrumentista, nasceu no Rio de Janeiro em 12/11/1942. Seu pai, o violonista César Faria, que fez parte do conjunto Época de Ouro, sempre trazia para tocar em sua casa os grandes chorões da época, como Pixinguinha e Jacó do Bandolim, mas não desejava que seu filho fosse músico.


Este, no entanto, convenceu-o a dar-lhe um violão, instrumento que começou a aprender sozinho e, depois, com Zé Maria, amigo da família. Residindo no bairro de Botafogo, todos os fins de semana ia visitar sua tia em Jacarepaguá, onde tinha mais liberdade para sair à noite e ouvir mÚsica. Por essa época, chegou a organizar um bloco carnavalesco, Foliões da Anália Franco, que mais tarde se transformou em conjunto, e no qual tocava violão.

A primeira escola de samba que freqüentou foi a União de Jacarepaguá, onde conheceu sambistas como Jorge Mexeu e Catoni. Compôs seu primeiro samba, Pode ser ilusão, em 1962, quando já pertencia à ala dos compositores da escola e tocava cavaquinho. No ano seguinte, foi convidado a mudar de escola por seu primo Oscar Bigode, diretor de bateria do G.R.E.S. da Portela, que o levou para conhecer os membros da ala dos compositores. Na ocasião, mostrou a primeira parte de um samba que estava fazendo, e Casquinha, um dos grandes compositores da Portela, gostou, completando Recado.

Passou então para a Portela, escola que defendeu com seus sambas, preocupando- se também em conservar-se o mais fiel possivel à sua raiz popular. Nesse penedo, estudava contabilidade e trabalhava numa agência bancária, onde um dia reconheceu o poeta Herminio Belo de Carvalho, que freqüentava as rodas de choro; este se tornou grande incentivador de sua carreira, nascendo dai nova parceria.

Ainda em 1963, o poeta apresentou-o a Cartola, compositor da Mangueira, ídolo que influenciou sua obra no inicio da carreira. Cartola e sua mulher, Zica, tinham um restaurante (Zicartola) onde se apresentavam diversos sambistas. Ai, passou a acompanhar, no violão ou cavaquinho, compositores e cantores, apresentando-se tambem cantando música de outros autores. Depois de fazer um show com o compositor Zé Kéti, foi por ele incentivado a cantar suas próprias músicas no Zicartola. Um ano depois, decidiu abandonar o emprego de bancário e dedicar-se definitivamente à música.

Em 1965, já com o nome de Paulinho da Viola, que lhe fora dado por Sérgio Cabral e Zé Kéti, participou com mais quatro sambistas (Elton Medeiros, Nelson Sargento, Nescarzinho do Salgueiro e Jair do Cavaquinho) do musical, montado por Hermínio Belo de Carvalho, Rosa de ouro. O musical foi montado inicialmente no Teatro Jovem, do Rio de Janeiro, indo depois para São Paulo SP e Salvador BA, representando grande passo em sua carreira, com a gravação, naquele mesmo ano, pela Odeon, do LP Rosa de ouro, volume 1.

Também em 1965, seu nome apareceu em mais dois LPs, Roda de samba, volumes I e II, da Musidisc: a pedido dessa gravadora, Zé Kéti organizara o conjunto A Voz do Morro, com sambistas do Rosa de Ouro, acrescido dele próprio, de Oscar Bigode e Zé Cruz, que fazia ritmo num chapéu de palha. No primeiro disco — do qual não participou Nelson Sargento — apareciam três sambas seus, Coração vulgar, Conversa de malandro e Jurar com lágrimas. No segundo LP, que incluiu Nelson Sargento, aparecem outros dois sambas seus: Recado e Responsabilidade. Por essa época, ja era conhecido também como cantor.

Em 1966, seu samba-enredo Memórias de um sargento de milícias venceu pela Portela; no mesmo ano, gravou o terceiro LP com o conjunto A Voz do Morro e também gravou com Elton Medeiros o LP Na madrugada, que incluia seus sambas Arvoredo, Catorze anos, Momento de fraqueza, Minhas madrugadas (com Candeia) e Jurar com lágrimas, ambos pela RGE. Mudou-se nessa epoca para o Solar da Fossa, onde moravam vários compositores em inicio de carreira. Aí, conviveu com o grupo baiano Gilberto Gil, Caetano Veloso, Capinam, entre outros —, conhecendo o trabalho que desenvolviam. Nesse mesmo ano, participou do II FMPB, da TV Record, de São Paulo, quando sua composição (com Capinam) Canção para Maria, interpretada por Jair Rodrigues, obteve o terceiro lugar.

Ainda em 1966, com seu amigo e parceiro Elton Medeiros, acompanhou Clementina de Jesus no Festival de Arte Negra em Dacar, Senegal. Em 1967 foi lançado o LP Rosa de ouro, volume II, pela Odeon. No ano seguinte, seu samba Coisas do mundo, minha nega foi classificado em sexto lugar na I Bienal do Samba (Teatro Paramount, São Paulo), defendido por ele próprio.

Em 1968 gravou na Odeon seu primeiro LP individual, Paulinho da Viola. No mesmo ano, compôs com Herminio Belo de Carvalho o samba Sei lá, Mangueira, que foi inscrito no IV FMPB e, defendido por Elza Soares, classificou-se entre os finalistas, acabando por criar um problema com a Portela, pois o tema era a Mangueira. No ano seguinte, no V FMPB, obteve o primeiro lugar com Sinal fechado, composição que revela outra face de sua obra, musicalmente mais elaborada e resultante de pesquisas a que também se dedicava.

Em 1970 obteve grande sucesso no Carnaval, com sua homenagem à Portela, Foi um rio que passou em minha vida, que fez parte do LP do mesmo nome lançado naquele ano pela Odeon. Ainda em 1970, produziu um LP pela RGE Portela, passado de glória, em que foram reunidos os velhos compositores da escola, entre eles seu pai tocando violão.

Em 1971 lançou mais um LP pela Odeon, no qual presta homenagem a Nelson Cavaquinho com o samba Sol e pedra. Relembrou-o ainda na II Bienal do Samba, quando tocou beliscando as cordas, como fazia Nelson Cavaquinho. Em 1972 lançou outro LP pela Odeon, Dança da solidão, e, em novembro, apresentou-se na então R.F.A. e na Áustria, com Maria Betânia, Terra Trio, Sebastião Tapajós, iorge Arena e Pedro Sorongo.

Um ano depois fez um show com Sérgio Cabral, o Sarau, no Teatro da Lagoa, Rio de Janeiro, em que se apresentou com o conjunto Época de Ouro, concretizando velha idéia sua de reafirmar o choro na música popular brasileira. Ainda em 1973, foi lançado seu LP Nervos de aço pela Odeon, em que aparecem Choro negro (com Fernando Costa) e Comprimido, entre outros, confirmando a versatilidade de sua obra.

Durante o ano de 1974, dedicou- se a apresentações em todo o pais e, no ano seguinte, com Outros compositores e críticos, participou da fundação do Clube do Choro, no Rio de Janeiro. Ainda em 1975, lançou Outro LP, o Amor a natureza, pela Odeon. No ano seguinte, lançou o álbum duplo Memórias 1: cantando e Memórias 2: chorando (EMI). Em 1977 lançou o LP Paulinho da Viola e, no ano seguinte, outro LP com mesmo titulo, em que apresenta Coração leviano, Sentimento perdido e Sofrer, entre outras.

Em 1979 lançou Zumbido (EMI), no qual voltou a gravar composições de Wilson Batista, como Chico Brito. Lançou em 1981 mais um LP com o título de Paulinho da Viola (WEA). Em 1982 lançou o LP A toda hora rola uma estória (EMI). O CD Eu canto samba (RCA) saiu em 1989 e, nele, além da música-título, destacam-se O tímido e a manequim e Quando bate uma saudade.

Em 1994 abriu o Heineken Concerts, no Palace, São Paulo, com Canhoto da Paraíba, Gilberto Gil e a Velha Guarda da Portela. No mesmo ano, Mansa Monte regravou Dança da solidão, no CD Cor-de-rosa e carvão. Em 1995, a Musidisc relançou em CD seu primeiro LP, Roda de samba. Na mesma ocasião, a EMI relançou em CD Paulinho da Viola (de 1975) e, pela Série 2 em 1, Memórias 1: cantando e Memórias 2: chorando (de 1976), Nervos de aço (de 1973) e Paulinho da Viola (de 1978).

Em 1996, a EMI reeditou em CD 11 LPs esgotados, lançados pela Odeon. No inicio do ano, participou de um show de fim de ano na praia de Copacabana, ao lado de Caetano Veloso, Chico Buarque, Gilberto Gil, Gal Costa e Milton Nascimento, seguindo-se grande polêmica por ter ele recebido um cachê três vezes menor do que os outros artistas. Ainda em 1996, após oito anos sem gravar, lançou pela BMG o CD Bebadosamba. O CD, que lhe rendeu seu primeiro disco de ouro pelas 100 mil cópias vendidas, também deu origem a um show homônimo, eleito como um dos melhores do ano.

Ainda em 1996, lançou o CD duplo Bebadachama, gravado ao vivo durante apresentação ao lado de seu pai, em um show no Tom Brasil, em São Paulo, premiado como o melhor do ano pela APCA. Em maio de 1997, a RGE relançou em CD dois de seus primeiros discos: Na madrugada (com Elton Medeiros) e A voz do morro.


Obra

Abraçando Chico Soares, samba, 1971; Abre os teus olhos, 1976; O acaso não tem pressa, samba, 1971; Alô, alô, samba, 1966; Ame (c/Elton Medeiros), 1996; Amor à natureza, samba, 1975; Amor é assim, 1979; Amor é de lei (c/Sérgio Natureza), 1979; Ansiedade, samba, 1968; Aquela felicidade, 1979; Argumento, samba, 1975; Arvoredo, samba, 1966; Bebadosamba, 1996; Beliscando, 1976; Brancas e pretas (c/Sérgio Natureza), 1982; Canção para Maria (c/Capinam), samba-canção, 1966; Cantando, 1976; Cantoria (c/Hermínio Belo de Carvalho), 1989; O Carnaval acabou, 1976; Um caso perdido, 1989; Catorze anos, samba, 1966; Um certo dia para 21, samba, 1971; Choro de memórias, 1976; Choro negro (c/Fernando Costa), choro, 1973; Chuva, samba, 1974; Cidade submersa, samba, 1973; Coisas do mundo, minha nega, samba, 1969; Comprimido, samba, 1973; Conversa de malandro, samba, 1965; Coração da gente, 1981; Coração imprudente (c/Capinam), samba, 1971; Coração leviano, 1978; Coração vulgar, samba, 1965; Crotalus terrificus (c/Arrigo Barnabé), 1983; Da vida eu não sei, samba, 1966; Dama de “espadas”, 1996; Dança da solidão, samba, 1972; Depois de tanto amor, samba, 1966; Deixa pra lá, 1979; Dívidas (c/Elton Medeiros), 1976; Dona Santina e seu Antenor, samba, 1971; É difícil viver assim, 1996; Ela vem com as cartas marcadas e diz, 1996; Encontro, 1968; Essa nega pede mais, samba, 1973; Estamos noutra (c/Elton Medeiros), 1989; Estou marcado, samba, 1970; Eu canto samba, 1989; Feito passarinho (c/Salgado Maranhão), 1981; Flor esquecida, 1981; Foi demais (c/Mauro Duarte), 1979; Foi um rio que passou em minha vida, samba, 1970; Fulaninha, 1989; A gente esquece, samba, 1968, Guardei minha viola, samba, 1972; Inesquecível, 1976; Ironia, samba, 1972; Jurar com lágrimas, samba, 1965; Ladeira do chapelão, 1981; Lua, 1981; Mar grande (c/Sérgio Natureza), 1996; Maré mansa (c/Martinho da Vila), samba, 1974; Mariana, samba, 1975; Memórias conjugais, 1996; Memórias de um sargento de milícias, samba-enredo, 1966; Mensagem de adeus, samba, 1975; Mesmo sem alegria, samba, 1970; Meu novo sapato, 1976; Meu violão, 1982; Minhas madrugadas (c/Candeia), samba, 1966; Moema morenou (c/Elton Medeiros), samba, 1971; Momento de fraqueza, samba, 1966; Muito pessoal, samba, 1966; Na linha do mar, samba, 1973; Nada de novo, samba, 1969; Nada se perdeu, samba, 1975; Não é assim, 1982; Não leve a mal, samba, 1973; Não posso negar, 1979; Não quero vingança, 1981; Não quero você assim, samba, 1970; Nas ondas da noite, samba, 1971; No Carnaval da paixão, 1989; No pagode do Vavá, samba, 1972; Nossa alegria (c/Elton Medeiros), samba, 1974; Num samba curto, samba, 1971; Nuvem Mariana das ruas, samba, 1975; Olhar indiferente, samba, 1966; Onde a dor não tem razão (c/Elton Medeiros), 1981; Oração de Outono, 1976; Orgulho (c/Capinam), samba, 1972; Papo furado, samba, 1970; Para jogar no oceano, 1981; Para não contrariar você, samba, 1970; Para um amor no Recife, samba, 1971; Para ver as meninas, samba, 1971; Perder e ganhar, samba, 1971; Perdoa, 1976; Pintou um bode, 1989; Pode guardar as panelas, 1979; Pra fugir da saudade (c/Elton Medeiros), 1982; Pra que obedecer, samba, 1970; O pranto deste mundo (c/Herminio Belo de Carvalho), samba, 1972; Pressentimento, samba, 1970; Quando bate uma saudade, 1989; Quando o samba chama, 1996; Quem sabe um dia?, samba-canção, 1965; Recado (c/Casquinha), samba, 1965; Reclamação (c/Mauro Duarte), samba, 1971; Recomeçar (dElton Medeiros), 1979; Responsabilidade, samba, 1965, Reverso da paixão, 1996; Roendo unhas, samba, 1973; Romanceando, 1976; Rosa de ouro (c/Elton Medeiros e Herminio Belo de Carvalho), samba, 1965; Rosinha, essa menina, 1976; Ruas que sonhei, samba, 1970; Rumo dos ventos, 1982; Samba do amor (c/Herminio Belo de Carvalho e Elton Medeiros), 1968; Sei lá, Mangueira (c/Hermínio Belo de Carvalho), samba, 1968; Sem ela eu não vou, samba, 1968; Sentimento perdido, 1978; Simplesmente Maria, samba, 1970; Sinal fechado, samba, 1969; Sinhá não disse, samba, 1966; Só o tempo, 1982; Sofrer, 1978; Sol e pedra, samba, 1971; Solução de vida (Molejo dialético) (c/Ferreira Gullar), 1996; Tempo de decisão, samba, 1967; O tímido e a manequim, 1989; Timoneiro (c/Hermínio Belo de Carvalho), 1996; Tudo se transformou, 1980; Último lance (c/Sérgio Natureza), 1981; Vela no breu (c/Sérgio Natureza), 1976; O velório do Heitor, 1976; Vida (c/Elton Medeiros), samba, 1974; Vinhos finos.., cristais (c/Capinam), samba, 1971; Viver sem amor (c/Capinan), 1981; Zumbido, 1979.


Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e Publifolha.