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terça-feira, outubro 01, 2013

Amor não é brinquedo

Amor Não É Brinquedo (samba, 1978) - Martinho da Vila e Candeia - Intérprete: Martinho da Vila

LP Tendinha / Título da música: Amor Não É Brinquedo / Candeia (Compositor) / Martinho da Vila (Compositor) / Martinho da Vila (Intérprete) / Gravadora: RCA Victor / Ano: 1978 / Nº Álbum: 110.0019 / Lado B / Faixa 1 / Gênero musical: Samba.


Introdução: 

G  F  Em  Dm  C  G
  F  Em  G7  C  G7

A     F#7        Bm                 E7
Se quiser se distrair, ligue a televisão
             A     F#7                       BIS
Amor comigo não              
Bm         E7            A   A7    
Se estás procurando distração      
 D            E7          A       Bm
 o romance terminou mais cedo
C#m       F#°             Bm            F#7      Bm
Peço por favor pra não brincar com meu segredo
           E7              A        Bm                               BIS
Verdadeiro amor não é brinquedo
                        E7
Tens que chorar do meu choro
                                   A
Sorrir no meu riso, sonhar do meu sonho
                                       A7
Versar nos meus versos, cantar no meu coro
                                     D
Pra minha tristeza tens que ser tristonho
                  Dm     
Avise se estás brincando 
                                  C#m
  que eu vou ficar também de brincadeira 
    F#7                             Bm
Não choro teu choro, não sonho teu sonho
               E7                  A   
Não verso teus versos nem marco bobeira
       E7            A
 (Se quiser se distrair...)
                  E7                                    A
Eu te abri o meu peito e deixei penetrar na minha intimidade
                 A7                                   D
Tu conheces meu passado, a minha mentira e a minha verdade
                                              Dm           C#m
Mas se estás deixando furo e não estas se portando com dignidade
               F#7                Bm
Eu fecho essa porta e te deixo de fora
   E7              A           E7            A
Depois curto uma saudade (Se quiser se distrair...)

domingo, abril 22, 2012

Abraão Valério

Abraão Valério (Hélio Dias Valério), cantor, compositor, instrumentista e passista, nasceu no Rio de Janeiro, RJ, em 4/8/1940. Percussionista, tocou em vários espetáculos surdo, pandeiro e tamborim. O pai, Manoel Dias Valério, funcionário da Estrada de Ferro Central do Brasil, era violonista amador, além de tocar pandeiro e berimbau. A mãe, Francisca Dias Valério, teve aulas de canto em Juiz de Fora e atuou em coros de igrejas no Rio de Janeiro.

Ainda menino na década de 1940, levado pelo pai, participava do Bloco Carnavalesco da Dona Belega, no subúrbio de Marechal Hermes.

Na década de 1960, ao lado de Candeia, Joãozinho da Pecadora, Jair do Cavaquinho, Jabolô, Mílton Cebola, Ari do Cavaco, Waldir 59 e Eloy do Bloco Carnavalesco Namorar Eu Sei, entre outros, participou várias vezes do “Pagode no trem”, evento criado por Paulo da Portela. Em várias ocasiões, em discos e shows, também assinou com o pseudônimo "Abraão da Portela".

A partir do ano de 1976, com os sambas-de-quadra Rosas vermelhas e Sonho de um portelense, passou a integrar a Ala dos Compositores da Portela, sempre conseguindo boas classificações com sambas-enredos de sua autoria nas disputas dentro da escola. No ano seguinte assumiu o cargo de Secretário Geral do Departamento Musical da Portela.

Neste ano de 1976 Jota Ramos interpretou de sua autoria em parceria com Zé Clóvis Aqui se faz aqui se paga no LP Olé do partido alto Volume 4, lançado pela gravadora Tapecar. Neste mesmo ano foi campeão de samba-enredo no Bloco Carnavalesco Carinhoso de Bento Ribeiro, tendo sido o primeiro compositor de bloco a receber “Direito Autoral de Arena”.

No ano seguinte, também com o pseudônimo Abraão Valério, participou do disco O plá dos partideiros, lançado pela gravadora EMI-Odeon, no qual interpretou de sua autoria Quem comeu passou mal (c/ Arthur Vilarinho) e Olho no forasteiro, em parceria com Sílvio Cláudio.

No ano de 1980 Dicró gravou A recepção, parceria de Dicró, Jota Ramos e Abraão da Portela, este último, também um de seus pseudônimos. No ano seguinte, também assinando Abraão da Portela, sua composição O professor (c/ Dicró e Jota Ramos) deu título ao disco de Dicró, lançado pela gravadora Continental.

Em 1985 participou ao lado de Baianinho, Gracia do Salgueiro, Anézio, Tião do Cavaco, Luiz Grande, Marinho da Muda e Crioulo Doido, entre outros, do LP Partido alto já!, no qual interpretou de sua autoria as faixas O rei da animação (c/ Carlos Agrícola) e Nega esperta, em parceria com João Albuquerque.

Entre os anos de 1992 e 1993 atuou na Riotur como jurado do quisito “Bateria, harmonia e samba-enredo” nos desfiles das escolas de samba dos grupos 3 e de Acesso apresentados na Avenida Rio Branco.

Ingressou no Serviço Público no SUS (Ministério da Saúde), onde formou-se em Técnico de Endemias, aposentando-se em 1996.

No ano de 1998 estudou artes dramáticas com o professor Paullo de Souza, no Sesc de Madureira, tendo participado da peça Faz me rir.

No ano de 2007 o cantor Ronaldo Pudim, no CD Revivendo os bons tempos, lançado pela Casa do Compositor Musical, interepretou Sonho portelense, de Abraão Valério.

Fonte: Dicionário Cravo Albin da MPB; Observatório Comunitário.

quarta-feira, dezembro 31, 2008

Minhas madrugadas

Paulinho da Viola
Minhas madrugadas (samba, 1965) - Paulinho da Viola e Candeia - Interpretação: Elizeth Cardoso

LP Elizete Sobe o Morro / Título da música: Minhas madrugadas / Paulinho da Viola (Compositor) / Candeia (Compositor) / Intérprete: Elizeth Cardoso / Gravadora: Copacabana / Ano: 1965 / Álbum: CLP 11434 / Lado B / Faixa 1 / Gênero musical: samba.


Tom: C
Intro: Dm7  D#dim  C7M  Bb7  A7  
          Dm  Fm  G7  C  G7

C                     B7    G7     C6
Vou pelas minhas madrugadas  a cantar
     Ab        C   E7
Esquecer o que passou
                 Am
Trago a face marcada
                  D7
Cada ruga no meu rosto
     G7/9        C
Simboliza um desgosto
           C7      F         E7
Quero encontrar em vão o que perdi
   Am
Só resta a saudade
    D7     G7/9
Não tenho paz
                            C  G7
E a mocidade que não volta mais
                     C
Quantos lábios beijei
                    B7
Quantas mãos afaguei
                         Em
Só restou saudade no meu coração
Dm                D#dim  C
Hoje fitando o espelho
                      Bb7    A7
Hoje vi meus olhos vermelhos
Dm              Fm    G7       C
Compreendi que a vida que eu vivi foi ilusão

domingo, outubro 14, 2007

Candeia

Candeia
Candeia (Antônio Candeia Filho), compositor, cantor e instrumentista, nasceu no Rio de Janeiro (RJ) em 17/8/1935 e faleceu em 16/11/1978. O pai era tipógrafo e sambista, tocava flauta, gostava muito de chorinho e foi o criador das “comissões de frente” (grupo de representantes da diretoria da escola de samba) que saíam nos desfiles carnavalescos.

Começou a freqüentar as rodas de samba aos seis anos, participando também, mais tarde, das reuniões na casa de dona Ester, ponto de encontro de sambistas, no subúrbio de Osvaldo Cruz, onde conheceu Zé da Zilda, Luperce Miranda e Claudionor Cruz

Tocava violão e cavaquinho, jogava capoeira e costumava freqüentar terreiros de candomblé. Como membro da escola de samba Vai Como Pode, participou do núcleo original de sambistas que fundou a G.R.E.S. da Portela.

Em 1953 compôs seu primeiro samba-enredo para a nova escola, Seis datas magnas (com Altair Marinho), que conseguiu a nota máxima do júri do desfile, caso até então inédito. Na década de 1950, foi ainda o compositor de dois sambas-enredo que deram à Portela um terceiro e um primeiro lugares, respectivamente: Festas juninas em fevereiro, em 1955, e Legados de Dom João VI, em 1957 (ambos com Valdir 59).

Dirigiu o conjunto Mensageiros do Samba, no início da década de 1960, realizando as primeiras apresentações do grupo, fora do morro, no restaurante Zicartola, e gravando também um LP na Philips. Em 1961 ingressou na polícia, mas foi obrigado a se afastar logo por causa de um tiro na espinha que o deixou paralítico. Passando a andar em cadeira de rodas, compôs com Paulinho da Viola Minhas madrugadas, música gravada por este cantor em 1966.

Estreou como intérprete gravando um LP pela Equipe, em 1970, ano em que o conjunto Nosso Samba lançou em disco o seu Dia de graça. Ainda em 1970, Clementina de Jesus incluiu no seu LP três composições suas, feitas em parceria com Davi do Pandeiro: Vai de saudade, Os partideiros e A paz no coração. Um ano depois, Paulinho da Viola gravou Filosofia do samba e Clara Nunes, Anjo moreno e Seriorerê. Lançou ainda dois LPs Seguinte.., raiz, com as composições: A hora e a vez do samba e Vai pro lado de lá (com Euclenes) e Roda de samba nr. 2, pela CID, com a música Acalentava.

Muito respeitado por sua firme posição em favor do negro, em 1975 deixou a Portela e criou o Grêmio Recreativo de Arte Negra Escola de Samba Quilombo, do qual foi o primeiro presidente. Publicou com Isnard Escola de samba, a árvore que esqueceu a raiz, Ed. Lidador/SEEC, Rio de Janeiro, 1978.

Morreu no dia em que iria acertar os últimos detalhes do lançamento do LP Axé, pela gravadora WEA, o segundo nessa gravadora e o sétimo de sua carreira. Em 1987 foi publicado o livro Candeia: luz da inspiração, de João Batista M. Vargens, Martins Fontes/Funarte, col. MPB, vol. 20, Rio de Janeiro, 1987.

Obra

Filosofia do samba, 1971; A flor e o samba, samba, 1969; Meu dinheiro não dá (c/Catoni), 1971; Minhas madrugadas (c/Paulinho da Viola), 1966; Seis datas magnas (c/Altair Marinho), samba-enredo, 1953.

CDs

Candeia, Aniceto do Império, Mestre Marçal e Velha Guarda da Portela, 1997, Funarte/Atração Fonográfica ATR 32025 (Série Acervo Funarte de Música Brasileira, n 21); Filosofia do samba, 1997, ABW 99812; Samba da antiga, 1997, Copacabana 99814.

Fonte: Dicionário da Música Brasileira - Art Editora - PubliFolha.