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segunda-feira, fevereiro 05, 2018

Paciência (Vou brigar com ele) - Elza Laranjeira


Vou Brigar Com Ela (Paciência) (samba-canção, 1961) - Lupicínio Rodrigues - Intérprete: Elza Laranjeira

LP Elza Laranjeira Canta Sucessos / Título: Paciência (Vou Brigar Com Ele) / Autoria: Rodrigues, Lupicínio, 1914-1974 (Compositor) / Laranjeira, Elza (Intérprete) / Imprenta [S.l.]: RGE, 1962 / Nº Álbum: XRLP 5133 / Lado A / Faixa 5 / Gênero: Samba-canção.



Desta vez eu vou brigar com ele
Mesmo que por isso eu tenha que morrer
Ele sabia que eu não queria
Que ele saísse sem me dizer

Desta vez eu vou brigar com ele
Mesmo que por isso eu tenha que morrer
Não se deve confiar demais na vida
Ainda mais tratando-se de amor
Por gostar de fazer coisa proibida
É que nosso mundo vive assim de sofredor

Esgotei minha reserva de paciência
E ele teima em me desobedecer
Mas desTa vez eu vou brigar com ele
Mesmo que por isso eu tenha que morrer

Meu barraco - Lupicínio Rodrigues


Meu Barraco (samba) - Lupicínio Rodrigues e Leduvy de Pina - Intérprete: Lupicínio Rodrigues

LP Lupicínio Rodrigues - Dor De Cotovelo / Título da música: Meu Barraco / Rodrigues, Lupicínio, 1914-1974 (Compositor) / Rodrigues, Lupicínio (Intérprete) / Imprenta [S.l.]: Rosicler / Chantecler, 1973 / Nº Álbum: 7164 / Lado A / Faixa 6 / Gênero musical: Samba-canção.


Tom: C

        C          Am               Dm  Dm/C 
Eu vou mudar meu barraco mais pra baixo 
           G7                        C 
As minhas pernas já não podem mais subir 
                  Eb°         G7 
Alto do morro era bom na mocidade 
         Dm7          G7          C      G7 
Na minha idade a gente tem que desistir 

         C          Am         Dm   Dm/C 
Subir o morro antes era brincadeira 
      G7                         C 
Até carreira eu apostava e não perdia 
                      Eb°          Dm 
Quando eu subia todo mundo me aclamava 
      G7                       C 
E reclamava toda vez que eu descia 

          Am     Am/G           D7 
Tarde de sol a cabrocha me esperava 
                   G7                     C    Dm7 
Antes da hora eu chegava sem um pingo de suor 
       Em7             Eb°       Dm 
Vinha correndo oh meu Deus que bom que era 
                G7 
Mocidade não espera 
                   C 
Quanto mais cedo melhor 

             Am         Am/G         D7 
Mas hoje em dia / Minha velha sofre tanto 
                 G7        C     Dm7 
Fica jogada num canto 
        Em7        Eb°           Dm 
Chegar cansado de pisar estes barrancos 
                    G7 
Juntar os cabelos brancos 
                 C    Gb   C 
Na mesma cama e dormir 

Sozinha - Jamelão


Sozinha (samba-canção, 1963) - Lupicínio Rodrigues - Intérprete: Jamelão

LP Jamelão Interpreta Lupicínio Rodrigues / Título da música: Sozinha / Rodrigues, Lupicínio, 1914-1974 (Compositor) / Jamelão, 1913-2008 (Intérprete) / Imprenta [S.l.]: Continental, 1972 / Nº Álbum SLP-10075 (1-01-404-012) / Lado A / Faixa 3 / Gênero musical: Samba canção.


Tom: G  

G7M   G#º   Am9
    Vivia sozinha,
              D7/9              Bm7
Num ranchinho velho, feito de sopapo,
                Em7                    Am9
o seu rádio de noite era o canto de um sapo,
                D7/9               Bm7/b5 E7
sua cama uma esteira estendida no chão.
       Am9            D7/9                 Bm7
Sua refeição era um bocado de charque e farinha,
               Em7               Am7
pois nem prá comer a coitada não tinha,
            D7/9              F E7
sequer no café, um pedaço de pão.

               Am9
Levei pro meu sítio,
              D7/9                   Bm7
troquei por cetim os seus trapos de chita,
             Em7                Am7
até prá "marvada" se ver mais bonita
                D7/9                 F E7
pus luz no seu quarto, invés de candeeiro.
             Am9               D7/9                Bm7
E só por dinheiro, sabem o que fez essa ingrata mulher?:
               Em7                 Am7
fugiu com o doutor que eu mesmo chamei
                D7/9       D7/b9     G7M  G7/9
e paguei prá curar os seus bichos-de-pé.

            C7M
Assim me falou
           C#º                G6/9
um pobre matuto, coitado, chorando
        E7/9                Am9
em seu desespero foi me ensinando,
               D7/9      D7/b9      G7M  G#º
que em todo lugar mulher sempre é mulher.
             Am9               D7/9               Bm7
Se pede uma flor e a gente lhe dá ela exige uma estrela
          Em7            Am7
e se por acaso ela não obtê-la
                D7/9   D7/b9        G7M G7/9
se vai com o primeiro homem que lhe der.

            C7M                             G7M Cm6 G6/9
Assim me falou.... (até) .... homem que lhe der.

Torre de Babel - Jamelão


Torre de Babel (samba-canção, 1964) - Lupicínio Rodrigues - Intérprete: Jamelão

LP Jamelão Interpreta Lupicínio Rodrigues / Título da música: Torre de Babel / Rodrigues, Lupicínio, 1914-1974 (Compositor) / Jamelão, 1913-2008 (Intérprete) / Imprenta [S.l.]: Continental, 1972 / Nº Álbum SLP-10075 (1-01-404-012) / Lado B / Faixa 3 / Gênero musical: Samba canção.



Quando nos conhecemos
Numa festa em que estivemos
Nos gostamos, nos juramos
Um do outro ser fiel
Depois continuamos
Nos querendo, nos gostando
Nosso amor foi aumentando
Qual a Torre de Babel

E a construção foi indo
Foi crescendo, foi subindo
Lá no céu quase atingindo
Nos domínios do Senhor

E agora se aproximando
Nosso maior momento
Esse desentendimento
Quer parar o nosso amor

Mas eu não acredito
Isso não há de acontecer
Porque eu continuo lhe adorando
E hei de arranjar um meio de lhe convencer

Que volte, meu amor
Seu bem está chamando
Por um capricho seu
Não há de ser que essa amizade
Vá ter esse desfecho tão cruel
Que tiveram porque se desentenderam
Aqueles que pretenderam
Fazer a Torre de Babel

Um favor - Jamelão


Um Favor (samba-canção, s.d.) - Lupicínio Rodrigues - Intérprete: Jamelão

LP Jamelão Interpreta Lupicínio Rodrigues / Título da música: Um Favor / Rodrigues, Lupicínio, 1914-1974 (Compositor) / Jamelão, 1913-2008 (Intérprete) / Imprenta [S.l.]: Continental, 1972 / Nº Álbum SLP-10075 (1-01-404-012) / Lado A / Faixa 4 / Gênero musical: Samba canção.


A         E7        A        E7
Eu hoje acordei pensando
A           E7      A
Por que eu vivo chorando
Dbm  Cm      Bm   Gb7  Bm
Podendo lhe procurar
Gb7      Bm
Se a lágrima é tão maldita
Gb7    Bm
Que a pessoa mais bonita
E7         A     Gb7  Bm  E7
Cobre o rosto prá chorar

                   A
E refletindo um segundo
E7               A7
Resolvi pedir ao mundo
D
Que me fizesse um favor
F7                 Dbm
Para que eu não mais chorasse
Gb7        Bm
Que alguém me ajudasse
E7            A        E7
A encontrar o meu amor

  A         E7         A
Maestros, músicos, cantores
E7                 A
Gente de todas as cores
Eo         Gb7       Bm    Gb7   Bm
Façam esse favor prá mim
E
Quem souber cantar que cante
Bm    
Quem souber tocar que toque
E7                   A
Flauta trombone ou clarim

                 A7          A             A7
Quem puder que grite / Quem tiver apito, apite
D           F7              Dbm
Faça esse mundo acordar / Para que onde ela esteja
Gb7     Bm   E7                 A     F   A
Saiba que alguém rasteja / Pedindo pra ela voltar

Loucura - Lupicínio Rodrigues


Loucura (samba-canção, s.d.) - Lupicínio Rodrigues - Intérprete: Lupicínio Rodrigues

LP Lupicínio Rodrigues - Dor De Cotovelo / Título da música: Loucura / Rodrigues, Lupicínio, 1914-1974 (Compositor) / Rodrigues, Lupicínio (Intérprete) / Imprenta [S.l.]: Rosicler / Chantecler, 1973 / Nº Álbum: 7164 / Lado A / Faixa 3 / Gênero musical: Samba-canção.


  C7M      A7      A7/5M    Dm7
E aí, comecei a cometer loucuras
G7                      Dm7  G7
Era um verdadeiro inferno, uma tortura
C7M      G7
O que eu sofria por aquele amor
C7M           D7/9        G7M
Milhões de diabinhos martelando
Em7
Meu pobre coração
Am    D7
Que agonizando 
Dm7           G7
Já não podia mais de tanta dor 
  C7M      A7        A7/5M    Dm7
E aí, comecei a cantar verso triste
G7                   Dm7         G7
O mesmo verso  que até hoje existe / Na boca triste
C7M        Gm7              C7
De algum sofredor / Como é que existe alguém
F7M        Bb7 
Que ainda tem coragem / De dizer que os meus versos
C7M                 A7          
Não contém a mensagem
Dm7  G7           C7M  Bm7/-5 E7
São palavras frias  sem nenhum valor 
    Am                               Dm7
Oh Deus  será que o senhor não está vendo isto
Bm7/-5       
Então por que o Senhor mandou o Cristo
E7                      Am    F7   E7
Aqui na terra    semear o amor
Am                              G7
Se quando existe alguém que ama de verdade
F     
Serve de riso para a humanidade
Dm       Dm/C            E7         F7   E7
É um covarde, um fraco, um sonhador
Am                            Dm7
Se é que hoje está tudo tão diferente
Dm         Bm7/-5
Porque não deixa eu mostrar a essa gente
E7                 Am    Em7/-5   A7
Que ainda existe o verdadeiro amor
Dm7                             Am
Faça ela voltar de novo ao meu lado
Dm7
Eu me sujeito a ser sacrificado
E7                    F        Am
Salve este mundo  com a minha dor

Judiaria - Lupicínio Rodrigues


Judiaria (guarânia, 1971) - Lupicínio Rodrigues - Intérprete: Lupicínio Rodrigues

LP Lupicínio Rodrigues - Dor De Cotovelo / Título da música: Judiaria / Rodrigues, Lupicínio, 1914-1974 (Compositor) / Rodrigues, Lupicínio (Intérprete) / Imprenta [S.l.]: Rosicler / Chantecler, 1973 / Nº Álbum: 7164 / Gênero musical: Guarânia.


Tom: A
  
A7M B/A G#m7 C#7(11) C#7 F#m7 B7) E A E A/B

  E              C#7              F#m7
Agora você vai ouvir aquilo que merece
    B7                                        E
As coisas ficam muito boas quando a gente esquece
                             C#m7 
Mas acontece que eu não esqueci 
               B7                       Bis
   a sua covardia a sua ingratidão

       F#m7             B7   
A judiaria que você um dia 
          E (Bm7)      F#m7 (E7)  G#m7   A/B
   fez pro coitadinho do meu coração

         A7M                       B/A
Essas palavras que eu estou lhe falando
           G#m7           C#7(11) C#7
Tem uma verdade pura nua e crua
                 F#m7              B7
Eu estou lhe mostrando a porta da rua
             Bm7                E7
Pra que você saia sem eu lhe bater

           A7M                       B/A
Já chega o tempo em que eu fiquei sofrendo
             G#m7                  C#7(11) C#7
Que fiquei sozinho que eu fiquei chorando
       F#m7              B7
Agora quando estou melhorando
         E            A    E   B7 E A E9
Você aparece pra me aborrecer

Homenagem - Jamelão


Homenagem (samba-canção, 1961) - Lupicínio Rodrigues - Intérprete: Jamelão

LP Jamelão Interpreta Lupicínio Rodrigues / Título da música: Homenagem / Rodrigues, Lupicínio, 1914-1974 (Compositor) / Jamelão, 1913-2008 (Intérprete) / Imprenta [S.l.]: Continental, 1972 / Nº Álbum SLP-10075 (1-01-404-012) / Lado A / Faixa 2 / Gênero musical: Samba canção.


G        Am            D7
Eu agradeço estas homenagens
G     Am7   Bm7
Que vocês me fazem
Bbo      Am                D7
Pelas bobagens e coisas bonitas
     G      G7
Que dizem que eu fiz
               C      Cm
Receber os presentes, 
                  Bm     Em 
Isto eu não tenho coragem 
          Am                 D7     
Vão entregá-los a quem de direito 
          G   Am7   Bm7  Am7 
deve ser feliz. 

             G
Levem estas flores
           Abo                   Am
Para aquela que agora deve estar chorando
                  D7
Por não poder estar neste momento
         G   Am7  Bm7   Am7
Aqui perto de mim

       G                      Bbo              Am
Pra receber estas honras que a outra está desfrutando
          D7                                    
O nosso amor clandestino é que obriga
         G      Bm7 Am7 D7
a vivermos assim

             G                E7                Am
Levem estas flores e digam pra ela ficar me esperando
             D7          
E no que terminar a festa
               G   Am7 Bm7 D7
eu irei abraçar meu amor
  G                    G7
Pois apesar de não sermos casados
           C                         Bm
É quem me inspira e está sempre ao meu lado
     G        Em           Am
Me acompanhando nas horas difíceis
D7       G     Cm    G
Nas horas de dor . . .

Foi assim - Linda Batista

Lupicínio Rodrigues
Após o sucesso de "Vingança", Linda Batista repetiu a dose com outro samba-canção do mestre gaúcho Lupicínio Rodrigues, este "Foi assim", gravação RCA Victor de 20 de fevereiro de 1952 lançada em abril seguinte, disco 80-0881-A, matriz S-093193.O acompanhamento também é o mesmo de 'Vingança", a cargo do violinista Fafá Lemos e seu conjunto. Houve também regravações por Jamelão (1963) e Maria Bethânia (Fonte: Samuel Machado Filho - Youtube).

Foi Assim (samba-canção, 1963) - Lupicínio Rodrigues - Intérprete: Linda Batista

Disco 78 rpm / Título da música: Foi Assim / Rodrigues, Lupicínio, 1914-1974 (Compositor) / Batista, Linda, 1919-1988 (Intérprete) / Conjunto (Acompanhante) / Fafá Lemos (Acompanhante) / Imprenta [S.l.]: RCA Victor, 20/02/1952 / Nº Álbum 800881 / Lado A / Lançamento: Abril/1952 / Gênero musical: Samba canção


Introdução: A 

          Bm7           C#m7      Cdim    Bm7  E7 
Foi assim,   eu tinha alguém que comigo morava 
                                A7M 
Mas tinha um defeito que brigava  
    Em7        A7     D7M 
Embora com razão,ou sem razão 
               Ebdim             C#m7 
Encontrei um dia uma pessoa diferente 
    F#m7                Bm7 
Que me tratava carinhosamente  
  F#7/9-                   B7/13 
Dizendo resolver minha questão 
B7/13- E7/13-     A7M  Bm 
Mas     não foi assim,  
    C#m7        Cdim          Bm7  E7 
Troquei essa pessoa que eu morava 
                               A7  
Por essa criatura que eu julgava 
    Em7         A7           D7M 
Pudesse compreender todo meu eu 
        Ebdim                                      C#m7 
Mas no fim fiquei na mesma coisa em que estava 
     F#m7                    Bm7 
Porque a criatura que eu sonhava  
      E7                   A7M  G#m7  C#7 
Não fez aquilo que me prometeu 
      F#m                      C#7 
Não sei se é meu destino, não sei se meu azar 
        D                C#7 
Mas tenho que viver brigando 
F#7                 Bm7 
Todos no mundo encontram seu par 
     B7/13  B7      E7   C#7 
Porque só eu vivo trocando  
      F#m7             C#7 
Se deixo alguém por falta e carinho 
       D                    C#7 
Por brigas e outras coisas mais 
 F#7      B7/13              F#m        C#7    F#m 
Quem aparece no meu caminho tem os defeitos iguais

Exemplo - Jamelão

Lupicínio Rodrigues
Exemplo (samba-canção, 1959) - Lupicínio Rodrigues - Intérprete: Jamelão

Gravação original: disco 78 rpm / Título da música: Exemplo / Autoria: Rodrigues, Lupicínio, 1914-1974 (Compositor) / Jamelão, 1913-2008 (Intérprete) / Imprenta [S.l.]: Continental, 1960 / Nº Álbum 17808 / Lado A / Gênero musical: Samba canção.


Tom: D  

A7M                     G7/9                A7M
Deixe o sereno da noite molhar teus cabelos
D/E                    A7M
Que eu quero enxugar, amor
Em7                 A7
Vou buscar água na fonte
D7M                  G/A                D7M
Lavar os teus pés, perfumar e beijar, amor
Ebm7/-5                Ab7
É assim que começam os romances
Dbm7                    Gb7
E assim começamos nós dois
Bm7                       B7
Pouca gente repete estas frases
E        G/A   A7
Um ano depois
D7M                       Eb°
Dez anos estás ao meu lado
Dbm7                  Gb7
Dez anos vivemos brigando
Bm7                     E7
Mas quando eu chego cansado
A7M                      G7 Gb7
Seus braços estão me esperando
Bm7                E7
Esse é o exemplo que damos
Dbm7               Gb7 B7
Aos jovens recém-namorados
Dbm7                 Dm6    E7
Que é melhor brigarmos juntos
                  A7M
Do que chorar separados

Brasa - Orlando Silva

Lupicínio Rodrigues
Brasa (samba, 1945) - Lupicínio Rodrigues e Felisberto Martins - Intérprete: Orlando Silva

Disco 78 rpm / Título da música: Brasa / Autoria: Martins, Felisberto (Compositor) / Rodrigues, Lupicínio, 1914-1974 (Compositor) / Silva, Orlando (Intérprete) / Imprenta [S.l.]: Odeon, 1945 / Nº Álbum 12571 / Lado A / Gênero musical: Samba



Você parece uma brasa
Toda vez que eu chego em casa
Dá-se logo uma explosão
Ciúmes de mim, não acredito
Pois meu bem, não é com grito
Que se prende um coração

Desculpe a minha pergunta
Pois quem tanta asneira junta
Lhe ensinaram a falar
Seu professor bem podia
Ensinar que não devia
Deste modo me tratar

E as vezes, você chora
Quando eu passo as noites fora,
Não venho em casa almoçar
É que as mulheres da rua
Tem a alma melhor que a sua
Sabem melhor me agradar

E se as vezes, eu me demoro,
É diminuindo a hora
Para com você eu estar
Se apagasse essa brasa
Eu não sairia de casa
Dia e noite, a lhe adorar.

Castigo - Gilberto Milfont

Alcides Gonçalves
Castigo (samba-canção, 1953) - Alcides Gonçalves e Lupicínio Rodrigues - Intérprete: Gilberto Milfont

Disco 78 rpm / Título da música: Castigo / Gonçalves, Alcides (Compositor) / Rodrigues, Lupicínio, 1914-1974 (Compositor) / Milfont, Gilberto (Intérprete) / Imprenta [S.l.]: RCA Victor, 12/02/1953 / Nº Álbum 801107 / Lado B / Lançamento: Abril/1953 / Gênero musical: Samba-canção.


Am    B7         E7     Am
Eu sabia   que você um dia
        C7                 F   A7
Me procuraria   em busca de paz
        Dm      G7         C    Dm
Muito remorso    muita saudade
Am                B7         E7
Mas,  afinal o que é que lhe traz ?
B7              E7       Am
A mulher quando é moça e bonita
         C7              F      A7
Nunca acredita poder tropeçar
            Dm      G7         C       Dm
Quando os espelhos lhe dão conselhos
           Am        E7      Am
É que procuram em quem se agarrar
E7                        Am
E   você pra mim foi uma delas
                          G7
Que no tempo em que eram belas
                           C 
Viam tudo diferente do que é
        B7                  E7
Agora que   /  Não mais encanta
Procura imitar a planta
                  Am
A planta que morre de pé
E7                        Am
E eu    te agradeço  por de mim
                                   G7
Ter se lembrado / Entre tanto desgraçado
                  C
Que em sua vida passou
               B7              E7
Homem que é homem faz qual o cedro
                Am
Que perfuma o machado
  E7        Am
Que o derrubou

domingo, dezembro 19, 2010

Plauto Cruz

Plauto Cruz
Plauto Cruz (Plauto de Almeida Cruz), instrumentista e compositor, nasceu em São Jerônimo, RS, em 15/11/1929.

Filho de José Alves da Cruz, flautista, desde pequeno revelou aptidão para este instrumento. Em 1944, sua família mudou-se para Porto Alegre RS, e ele passou a tocar em vários eventos e programas de rádio.

Em 1952 começou a tocar como profissional, primeiramente na emissora Clube Metrópole, e em seguida na Rádio Itaí e na Rádio Farroupilha, atuando também em programas de TV. Participou do espetáculo Choro é livre, no Teatro São Pedro, acompanhando Altamiro Carrilho.

Em março de 1996, como membro do Grupo Lamento e com Rubens Santos, apresentou-se em Buenos Aires, Argentina, com o show Porto Alegre em Buenos Aires.

Gravou seis LPs e dois CDs como solista e mais de 40 discos como acompanhante. Tocou ao lado de vários artistas, como Lupicínio Rodrigues, Orlando Silva, Nelson Gonçalves, Sílvio Caldas, Elis Regina, Altemar Dutra e Kleiton e Kledir, tendo feito para esta dupla o arranjo da música Maria fumaça.

Ganhou vários prêmios em festivais como flautista e como compositor.


Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e PubliFolha - 2a. Edição - 1998.

quinta-feira, novembro 25, 2010

Nossa Senhora das Graças

Nossa Senhora das Graças (samba-canção, 1956) - Lupicínio Rodrigues - Intérprete: Nelson Gonçalves

A música foi lançada originalmente pelo autor, na Copacabana, em 1955, no LP de 10 polegadas "Roteiro de um boêmio". O sucesso, porém, só aconteceu na voz de Nelson Gonçalves, que fez seu registro na RCA Victor de sempre em 29 de fevereiro de 1956 (foi ano bissexto, como se vê), com lançamento em agosto seguinte no 78 rpm n.o 80-1642-A, matriz BE6VB-1006 (Fonte: Samuel Machado Filho, Youtube)

Disco 78 rpm / Título da música: Nossa Senhora das Graças / Lupicínio Rodrigues, 1914-1974 (Compositor) / Nelson Gonçalves, 1919-1998 (Intérprete) / Orquestra (Acomp.) / Gravadora: RCA Victor / Nº Álbum 801642-a / Nº Matriz: BE6-VB-1006 / Gravação: 29/02/1956 / Lançamento: Agosto/1956 / Gênero musical: Samba-canção.

LP Nelson Gonçalves - Seleção De Ouro Vol. 4 / Título da música: Nossa Senhora das Graças / Lupicínio Rodrigues, 1914-1974 (Compositor) / Nelson Gonçalves, 1919-1998 (Intérprete) / Orquestra (Acomp.) / Gravadora: RCA Victor / Ano: 1968 / Catálogo: BBL 1440 / Lado B / Faixa 6 / Gênero musical: Samba-canção.


Introdução: F7M Gm7 C7 F7M Dm Gm C7 F6 

F7M                 Gm7 C7 F 
Nossa Senhora das Graças 
     Dm         Am5-/7 D7 
Eu estou desesperado 
Gm7 C7            A7/13- 
Sabe que eu sou casado  
          Dm7 
Tenho um filho que me adora 
        G7         Db7   C7 
E uma esposa que me quer 
F7M      Dm7        G7  C7 
Nossa Senhora das Graças 
F7M             Cm7 F7 Bb 
Estou sendo castigado 
        C7/13      F7M 
Fui brincar com o pecado 
         Dm7       Gm7 
E hoje estou apaixonado 
    C7           F6 
Por uma outra mulher 
 Gm7 
Virgem  
    C7                F6 
Por tudo que é mais sagrado 
                  Gm7 
Embora eu seja culpado 
        C7         F 
Não me deixe abandonado 
        G7       Gm7 C7 
Quero a sua proteção 
F      Bb 
Virgem 
         Bdim        Am7  D7 
Dê-me a pena que quiseres 
                  Gm7 
Mas devolva se puderes 
      C7/9-       F 
A sua verdadeira dona 
 Dm     Gm7  C7  F6 
Meu perverso coração

terça-feira, novembro 02, 2010

Felisberto Martins

Felisberto Martins (Felisberto Augusto Martins Filho), compositor e letrista, nasceu no Rio de Janeiro, RJ, em 09/05/1904, e faleceu, provavelmente, em 1980, na mesma cidade. Foi diretor artístico da gravadora Odeon. Sócio fundador da SBACEM, sociedade arrecadadora de direitos autorais na qual também atuou como membro da diretoria, exercendo o cargo de vice-tesoureiro. Considerado um incansável batalhador na defesa dos direitos autorais.

Sua atuação artística iniciou-se na década de 1920. Teve sua primeira composição gravada em 1928 pela Orquestra Típica Pixinguinha-Donga, o samba Os teus beijos, em disco lançado pela Parlophon.

Em 1935, a marcha Média quatro, com Roberto Paula, foi lançada na Victor por Jaime Brito. Fez com Lupicínio Rodrigues aquele que seria seu maior sucesso, o samba Se acaso você chegasse, gravado por Ciro Monteiro em 1938 na Victor. No ano seguinte, outra parceria com Lupicínio Rodrigues foi gravada por Ciro Monteiro, também na Victor, o samba Enquanto a cidade dormia.

Teve também a batucada Adeus orgia, adeus, com Djalma Esteves gravada na Odeon por Moreira da Silva, a marcha Linda espanhola, com Ciro de Souza registrada por Edmundo Silva, a marcha Quando eu for bem velhinho, com Lupicínio Rodrigues, e a marcha Touradas na avenida, com J. B. de Carvalho, lançadas por J. B. de Carvalho, também na Odeon. Ainda em 1939, Nuno Roland registrou na Odeon o samba Foi o seu amor, e a valsa-canção No carnaval da vida, ambas com Cristóvão de Alencar.

Em 1940, compôs com Ataulfo Alves os sambas Aconteça o que acontecer, gravado por Carlos Machado e sua orquestra do Cassino da Urca, e Mas que prazer, gravado por Nuno Roland, ambos na Odeon. No mesmo ano, o samba Partiu... Para onde não sei..., com Henrique Mesquita, foi gravado por J. B. de Carvalho, e as marchas Onde vai a corda e Pega-me ao colo, e a chula Calu, meu bem, parcerias com Manezinho Araújo, foram lançadas por Manezinho Araújo em gravação Odeon, e o samba Meu coração te chama (Vem amor), com Cristóvão de Alencar, foi lançado por Orlando Silva, na Victor.

Em 1941, o samba Dinheiro não é semente, parceria com Mutt, foi gravado por Ciro Monteiro, a marcha O meu boi morreu, com Raul Torres, foi lançada na Odeon por Raul Torres, e o coco Bello Tiá não deu!..., com Manezinho Araújo, foi gravado por Manezinho Araújo na Odeon. Ainda em 1941, fez em parceria com o maestro Guerra Peixe a marcha Levanta o pé, gravada pela dupla Jararaca e Ratinho na Odeon.

Para o carnaval de 1942, teve a marcha Ai! Quem me dera, com Peterpan, gravada por Almirante, e o samba O jantar está na mesa, com S. Queima, registrado por Moreira da Silva. No mesmo ano, Gilberto Alves gravou com sucesso na Odeon a valsa Algum dia te direi, com Cristóvão de Alencar, Odete Amaral o samba Carteiro, com Lupicínio Rodrigues, e a dupla Joel e Gaúcho o samba Olá... Antonico, com Luiz Soberano, os dois também na Odeon.

Em 1943, Edmundo Silva gravou os sambas Vejo-te em sonho, parceria com Henrique Mesquita, e Encontro de amor, com Ari Monteiro; Rosina Pagã a marcha Oh quitandeira! e o samba Encontrei um amor, parcerias com Ari Monteiro; Morais Neto o samba Eu é que não presto, com Lupicínio Rodrigues, e Ataulfo Alves e Sua Academia de Samba o samba Isto é de doer, com Henrique Gonçalez, todas as seis na Odeon.

Para o carnaval de 1944, teve lançados na Odeon o samba Ela zomba de mim, com Henrique Mesquita, na voz de Gilberto Alves, e a marcha Haja pão!, com Russo do Pandeiro, na voz da dupla Joel e Gaúcho. No mesmo ano, Gilberto Alves gravou a valsa Espera meu amor!, com Mário Rossi; Caco Velho, o samba Briga de gato, com Lupicínio Rodrigues; Moreira da Silva o samba Meu pecado; Orlando Silva o samba Basta, e Ataulfo Alves e Suas Pastoras o samba Trabalho!, todas também com Lupicínio Rodrigues.

Em 1945, Orlando Silva gravou o samba Brasa, com Lupicínio Rodrigues, Moreira da Silva e Inezita Falcão o samba-choro O relógio lá de casa, com Lupicínio Rodrigues; Rui de Almeida a valsa Alguém que sofre, Com Gomes Cardim, e Ataulfo Alves e Suas Pastoras o samba Malvado, com Lupicínio Rodrigues. No mesmo ano, Ciro Monteiro gravou na Victor o samba Briga de amor, parceria com Lupicínio Rodrigues.

Para o carnaval de 1946, a dupla Alvarenga e Ranchinho lançou a marcha A canção do condutor, parceria com Alvarenga. Nesse ano, Marlene gravou uma música que se destacaria, o samba-choro Swing no morro, com Amado Régis; a dupla caipira Alvarenga e Ranchinho, a marcha A charanga do Flamengo, parceria com Fernando Martins; o cantor Alcides Gerardi a marcha Traz mais um chope, com Arlindo Marques Júnior, e a valsa Pecado mortal, com Torres Homem; e Fon-Fon e sua orquestra o choro Remeleixo.

Em 1947, o samba Tio Sam no samba, parceria com Zé Keti, foi gravado na Odeon pelo grupo vocal Vocalistas Tropicais; a valsa Pecado mortal, com Torres Homem, foi lançada pelo cantor Alcides Gerardi, e a canção Zé Ponte, com Lupicínio Rodrigues, foi gravada por Orlando Silva, também na Odeon.

Teve duas marchas lançadas na Odeon pela dupla Alvarenga e Ranchinho em 1948: Foi sua filha, com Roberto Roberti , e A inca do Peru, com Fernando Martins e Alvarenga. Nesse ano, o samba-canção Cabana do céu, com W. Goulart, e a valsa Segue teu caminho foram gravadas pelo grupo vocal Vocalistas Tropicais, e o samba Na beira da praia, com Luiz Soberano, foi registrado por Araci de Almeida, e Quem já sofreu, também com Luiz Soberano, chegou ao público na voz de Dircinha Batista.

Em 1949, Raul de Barros, em registro instrumental ao trombone, regravou o choro Eu, hein!. Em 1950, o samba-maxixe Me leva baiana, com Arnô Canegal, foi gravado na Odeon pelo cantor Risadinha, a Canção de Natal do Brasil, parceria com Francisco Alves e David Nasser, foi registrada por Francisco Alves, e a marcha Italiana, com Osvaldo Martins, foi lançada por Alcides Gerardi, também na Odeon.

Nesse ano, Linda Batista gravou na RCA Victor o samba-canção Migalhas, com Lupicínio Rodrigues, outro sucesso que chegou às paradas. No ano seguinte, o samba Tra-la, la, lá, com Zé Kéti, foi gravado pelo grupo vocal Vocalistas Tropicais, e o samba-canção Dona divergência, outra peça considerada imortal do samba-canção dor de cotovelo e em parceria com Lupicínio Rodrigues, foi lançado pela cantora Linda Batista.

Em 1952, teve a marcha Desce de novo ao Jordão, com Benedito Lacerda e Alberto Manes, lançada por Dircinha Batista, a toada Chiquinho e Antônia, com Rômulo Paes, gravada pela dupla sertaneja Caxangá e Sanica, os sambas Protesto, com Buci Moreira, e Festa da Penha, com Jair Maia, registrados por Alcides Gerardi, e o samba-canção Santa mulher, com Jair Maia, gravado por João Dias, os cinco na Odeon.

Teve em 1953 o baião Quando eu era pequenino, com Francisco Alves e David Nasser, gravado por João Dias na Odeon, o samba A garoa no samba, com Hianto de Almeida, lançado por Diamantina Gomes, a marcha Negro dominó, com Maugéri Neto e Hubaldo Silva, registrada por Alcides Gerardi, e a marcha Sapateiro, com Fernando Martins, gravada pela dupla Zé e Zilda. No mesmo ano, Gilberto Milfont gravou na RCA Victor outro sucesso, o samba Castigo, com Lupicínio Rodrigues.

Parceiro constantemente esquecido de Lupicínio Rodrigues em mais de dez composições, entre as quais, o clássico samba Se acaso você chegasse, foi parceiro também de Hianto de Almeida, Buci Moreira, Ataulfo Alves, Cristóvão de Alencar, Peterpan, Zé Kéti, e Benedito Lacerda, entre outros.

Suas composições foram registradas pelos grandes nomes da música popular brasileira como Carlos Galhardo, Gilberto Alves, Orlando Silva, Moreira da Silva, Cyro Monteiro, Alcides Gerardi, Gilberto Milfont, Linda Batista, Dircinha Batista, Risadinha, Elza Soares, Lúcio Alves, Jair Rodrigues, Simone, e Paulinho da Viola. Embora tenha feito algumas valsas, compôs principalmente sambas e sambas-canção. Em cerca de 40 anos de carreira teve mais de cem obras gravadas.

Obra

A baratinha (c/ Max Bulhões), A canção do condutor (c/ Alvarenga), A canoa virou (c/ Francisco Alves), A charanga do Flamengo (c/ Fernando Martins), A inca do Peru (c/ Fernando Martins e Alvarenga), A vaca do vizinho (c/ Buci Moreira), A vida continua (c/ Cristóvão de Alencar), Aconteça o que acontecer (c/ Ataulfo Alves), Adeus orgia, adeus (c/ Djalma Esteves), Alguém que sofre (c/ Gomes Cardim), Algum dia te direi (c/ Cristóvão de Alencar), Basta (c/ Lupicínio Rodrigues), Bello Tiá não deu!... (c/ Manezinho Araújo), Brasa (c/ Lupicínio Rodrigues), Briga de amor (c/ Lupicínio Rodrigues), Briga de gato (c/ Lupicínio Rodrigues), Cabocla ruim (c/ Solange Maria), Cada um dá o que tem (c/ J. Piedade), Caminhar sem destino (c/ Henrique Mesquita), Canção de Natal do Brasil (c/ Francisco Alves e David Nasser), Candonga, Carteiro (c/ Lupicínio Rodrigues), Castigo (c/ Lupicínio Rodrigues), Chiquinho e Antônia (c/ Rômulo Paes), Ciúmes de Pai João (c/ Fausto Vasconcelos), Dança diferente (c/ Sá Róris), Desce de novo ao Jordão (c/ Benedito Lacerda e Alberto Manes), Dia dos namorados, Dinheiro não é semente (c/ Mutt), Dona divergência (c/ Lupicínio Rodrigues), Ela voltou arrependida (c/ Cristóvão de Alencar), Ela zomba de mim (c/ Henrique Mesquita), Encontrei um amor (c/ Ari Monteiro), Enquanto a cidade dormia (c/ Lupicínio Rodrigues), Escapou de branco (c/ J. Piedade), Espera meu amor! (c/ Mário Rossi), Eu é que não presto (c/ Lupicínio Rodrigues), Eu vou de beijoqueiro (c/ Ciro de Souza), Eu, hein!, Feiticeira (c/ Lupicínio Rodrigues), Festa da Penha (c/ Jair Maia), Foi o seu amor (c/ Cristóvão de Alencar), Foi sua filha (c/ Roberto Roberti), Haja pão! (c/ Russo do Pandeiro),  Iaiá, Ioiô e a cuíca (c/ Fausto Vasconcelos), Isabel (c/ Garcês e Jo´se Gagliardi), Isto é de doer (c/ Henrique Gonçalez), Italiana (c/ Osvaldo Martins), Jurema (c/ Peterpan), Levanta o pé (c/ Guerra Peixe), Linda espanhola (c/ Ciro de Souza), Louca, tão louca (c/ J. Piedade), Maior é Deus (c/ Fernando Martins), Malvado (c/ Lupicínio Rodrigues), Mas que prazer (c/ Ataulfo Alves), Me leva baiana (c/ Arnô Canegal), Média 4 (c/ Roberto Paula), Meu coração te chama (Vem amor) (c/ Cristóvão de Alencar), Meu pecado (c/ Lupicínio Rodrigues), Migalhas (c/ Lupicínio Rodrigues), Mocotó (c/ Carlos de Oliveira), Mulata, Na beira da praia (c/ Luiz Soberano), Natureza bela (c/ Henrique Mesquita), Negro dominó (c/ Maugéri Neto e Hubaldo Silva), No carnaval da vida (c/ Cristóvão de Alencar), Noite de esplendor (c/ Cristóvão de Alencar), O canário e a tuba, O jantar está na mesa (c/ S. Queima), O meu boi morreu (c/ Raul Torres), O pierrô chorou... (c/ Ciro de Souza), O relógio lá de casa (c/ Lupicínio Rodrigues), Oh quitandeira! (c/ Ari Monteiro), Olá... Antonico (c/ Luiz Soberano), Onde vai a corda (c/ Manezinho Araújo), Órfão de mãe (c/Jair Maia), Os teus beijos, Papagaio real (c/ Max Bulhões), Papai é o maior, Partiu... Para onde não sei... (c/ Henrique Mesquita), Pecado mortal (c/ Torres Homem), Pega-me ao colo (c/ Manezinho Araújo), Protesto (c/ Buci Moreira), Quando eu era pequenino (c/ Francisco Alves e David Nasser), Quando eu for bem velhinho (c/ Lupicínio Rodrigues), Quem já sofreu (c/ Luiz Soberano), Remeleixo, Santa mulher (c/ Jair Maia), São Paulo, completamente,  Sapateiro (c/ Fernando Martins), Se acaso você chegasse (c/ Lupicínio Rodrigues), Segue teu caminho, Só me falta uma mulher, Swing no morro (c/ Amado Régis), Tentação (c/ Fernando Martins), Tio Sam no samba (c/ Zé Kéti), Touradas na avenida (c/ J. B. de Carvalho), T ra-la, la, lá (c/ Zé Kéti), Trabalho (c/ Lupicínio Rodrigues), Traz mais um chope (c/ Arlindo Marques Jr.), Um sorriso (c/ Benedito Lacerda), Vejo-te em sonho (c/ Henrique Mesquita), Vira, vira Maria (c/ Gomes Cardim), Zé Ponte (c/ Lupicínio Rodrigues).

Fontes: Dicionário Cravo Albin da Música Popular Brasileira in: AZEVEDO, M. A . de (NIREZ) et al. Discografia brasileira em 78 rpm. Rio de Janeiro: Funarte, 1982; CARDOSO, Sylvio Tullio; Dicionário Biográfico da música Popular. Rio de Janeiro: Edição do autor, 1965; EPAMINONDAS, Antônio.Brasil brasileirinho. Rio de Janeiro: Instituto Nacional do livro, 1982; SEVERIANO, Jairo e MELLO, Zuza Homem de. A canção no tempo. Volume1. São Paulo: Editora: 34, 1999.

segunda-feira, março 17, 2008

Briga de amor

Lupicínio Rodrigues
Briga de amor (samba, 1940) - Lupicínio Rodrigues e Felisberto Martins - Intérprete: Ciro Monteiro

Disco 78 rpm / Título da música: Briga de amor / Felisberto Martins (Compositor) / Lupicínio Rodrigues, 1914-1974 (Compositor) / Ciro Monteiro (Intérprete) / Regional (Acomp.) / Gravadora: Victor / Gravação: 08/07/1940 / Lançamento: 09/1940 / Nº do Álbum: 34646 / Nº da Matriz: 33460-1 / Gênero musical: Samba


Depois de uma hora de briga
Com meu amor
Um beijo é tão bom
Tem tanto sabor
Que a gente brigando uma vez
Tem que acostumar
E depois não pode viver sem brigar.

Já estou bem acostumado
Não estou contrariado
Até chego a procurar
Por querer, chego atrasado
Pra meu bem ficar zangado
E me estranhar.



Fontes: Discografia Brasileira - IMS; Instituto Moreira Salles.

domingo, fevereiro 03, 2008

Paciência (Vou brigar com ela)

Lupicínio Rodrigues
Paciência (Vou brigar com ela) - (samba-canção, 1961) - Lupicínio Rodrigues

Disco LP / Título: Paciência (Vou brigar com ela) / Autoria: Rodrigues, Lupicínio, 1914-1974 (Compositor) / Elza Laranjeira (Intérprete) / Imprenta [S.l.]: RGE, 1961 / Álbum: Elza Laranjeira Canta Sucessos / Nº Álbum: XRLP5133 / Gênero: Samba-canção /

Dessa vez eu vou brigar com ela
Mesmo que por isso eu tenha que morrer
Ela sabia que eu não queria
Que ela saisse sem me dizer

Mas dessa vez eu vou brigar com ela
Mesmo que por isso eu tenha que morrer
Não se deve confiar demais na vida

Além do mais tratando-se de amor
Por gostar de fazer coisas proibidas
É que nosso mundo vive assim de sofredor

Esgotei minha reserva de paciência
Mas ela teima em me desobedecer
Mas dessa vez eu vou brigar com ela
Mesmo que por isso eu tenha que morrer

quinta-feira, abril 06, 2006

Alcides Gonçalves

Alcides Gonçalves, compositor, cantor e instrumentista, nasceu em Porto Alegre (RS), em 1/10/1908 e faleceu na mesma cidade em 9/1/1987. Estudou musica com Roberto Heguert e Elsa Tiefk, iniciando a carreira profissional na Rádio Farroupilha, em Porto Alegre. Parceiro de Lupicínio Rodrigues, gravou com ele suas primeiras músicas.


Em 1935 participou com Lupicínio de um concurso promovido pela prefeitura de Porto Alegre em comemoração do centenário da Revolução Farroupilha, vencendo com o samba-canção Triste história, sua primeira composição, gravada por ele em 1936 juntamente com Pergunte aos meus tamancos (com Lupicínio), em disco Victor.

Fixando-se mais tarde no Rio de Janeiro (RJ), em 1939 passou a atuar no conjunto musical da Rádio Nacional e em 1943 compôs, em parceria com Ataulfo Alves, o samba Chorar pra quê?, gravado com sucesso pelo próprio Ataulfo, na Odeon. Continuando a integrar conjuntos e orquestras, atuou no Copacaba na Palace Hotel, com Radamés Gnattali e Simnn Bountman.

De 1948 é o samba Quem há de dizer (com Lupicínio). Em 1949 compôs com Lupicínio o samba Cadeira vazia, lançado em 1950 por Francisco Alves, na Odeon, em gravação em que seu nome foi omitido, o que motivou um desentendimento temporário como parceiro.

Em 1959, novamente com Lupicínio, fez o samba-canção Castigo. Como violonista foi um dos maiores responsáveis pela projeção de Lupicínio Rodrigues, além de ter atuado como cantor em temporada na Radio El Mundo, de Buenos Aires, Argentina.

Compôs mais de 50 musicas e, entre seus maiores sucessos, estão ainda Maria Rosa, gravada em 1951 por Francisco Alves, e a valsa Jardim da saudade, 1952, estas também em parceria com Lupicínio Rodrigues.

Obra

Cadeira vazia (c/Lupicínio Rodrigues), samba, 1950; Castigo (c/Lupicínio Rodrigues), samba-canção, 1959; Jardim da saudade (c/Lupicínio Rodrigues), valsa, 1952; Maria Rosa (c/Lupicínio Rodrigues), samba, 1951; Pergunte aos meus tamancos (c/Lupicínio Rodrigues), 1936; Quem há de dizer (c/Lupicínio Rodrigues), samba, 1948.


Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e Publifolha.

Lupicínio Rodrigues


Lupicínio Rodrigues era filho de Francisco Rodrigues, funcionário da Escola de Comércio de Porto Alegre e de Abigail Rodrigues. Apesar das dificuldades financeiras da família foi matriculado pelo pai, com apenas cinco anos no Liceu Porto-Alegrense. Aos sete anos entrou para o Colégio São Sebastião dos Irmãos Maristas onde fez os cursos primário e ginasial, aprendendo ao mesmo tempo o ofício de mecânico. 


Mais tarde trabalhou como aprendiz nas oficinas da Companhia Carris Porto-Alegrense e da Micheletto. Desde os 12 anos fazia marchinhas para blocos carnavalescos e também cedo passou a levar vida de boêmio, frequentando bares onde cantava com os amigos.

Considerado o pai da "dor de cotovelo" pela natureza de suas músicas onde os amores traídos e fracassados e a tristeza estão sempre presentes, Lupicínio Rodrigues conseguiu um feito raro em nossa música popular: ser um dos poucos compositores, de fora do Rio de Janeiro, a fazer sucesso.

Por volta de 1930, venceu um concurso com sua marchinha Carnaval que havia composto para o cordão carnavalesco "Prediletos". Em 1932, como cantor do conjunto "Catão", foi ouvido e elogiado por Noel Rosa, em um bar de Porto Alegre, naquela famosa excursão que Noel fez com Francisco Alves ao Rio Grande do Sul.

Por imposição do pai ingressou no exército, em Santa Maria, desde cedo mas em 1935 deu baixa e voltou para Porto Alegre. Em Santa Maria conhecera Inah, seu primeiro grande amor. O romance foi rompido, porque ela não aceitava a vida boêmia do compositor e isto marcou profundamente a sua obra.

Ainda neste mesmo ano, recebeu o primeiro prêmio em concurso de música popular promovido pela prefeitura de Porto Alegre, na comemoração do centenário da Revolução Farroupilha, com a música Triste história composta em parceria com Alcides Gonçalves. E foi esta e mais a música Pergunte a meus tamancos, também de parceria com Alcides Gonçalves e gravada por este último que formaram o primeiro disco de Lupicínio Rodrigues como compositor.

A gravação foi na Victor no dia 03 de agosto de 1936 e o disco tomou o número 34.089. E este foi o início de sua carreira como compositor profissional. Da mesma parceria são Quem há de dizer, Cadeira vazia, Maria Rosa, Castigo, Jardim da saudade e outros sucessos.

Entre seus trabalhos, estão aqueles cantados por Orlando Silva, como Brasa (1945), de parceria com Felisberto Martins; por Francisco Alves, intérprete, entre outras canções, de Nervos de aço (1947), Esses moços (Pobres moços), Nunca (1949); e por Linda Batista, que se destacou com Vingança e Jamelão, com Ela disse-me assim. Consta que compôs cerca de 600 músicas, das quais umas 150 foram gravadas.

Utilizando com habilidade intuitiva os lugares-comuns da fala popular, de seus versos não está ausente um certo kitsch, sobre o qual, porém, construiu uma obra poético-musical que ocupa um lugar ímpar na música popular brasileira. A partir de 1971, conheceu nova fase de popularidade, quando intérpretes como Caetano Veloso, Gal Costa e Paulinho da Viola regravaram músicas suas e tomaram sua obra conhecida por um público mais jovem. Lupicínio Rodrigues morreu em 27 de agosto de 1974, em Porto Alegre, cidade onde sempre viveu.

Letras e cifras




























Obra completa

Amigo ciúme (c/Onofre Pontes), samba, 1957; Amor é um só, samba, 1955; As aparências enganam, valsa, 1952; Aposta (c/Rubens Santos), samba-canção, 1963; Aquele molambo (c/Rubens Santos), samba-canção, 1963; Aves daninhas, samba-canção, 1954; Basta (c/Felisberto Martins), samba, 1944; Beijo fatal, bolero, 1963; Os beijos dela, samba, 1953; Bobo eu não sou, samba-canção, 1964; Boca fechada, samba-canção, 1954; Boneca de doce, samba, 1963; Brasa (c/Felisberto Martins), samba, 1945; Briga de amor (c/Felisberto Martins), samba, 1940; Briga de gato (c/Felisberto Martins), samba, 1944; Cadeira vazia (c/Alcides Gonçalves), samba-canção, 1950; Caixa de ódio, 1969; Calúnia (c/Rubens Santos), samba, 1958; Carteiro (c/Felisberto Martins), samba 1942; Castigo (c/Alcides Gonçalves), samba-canção, 1953; Cenário de Mangueira (c/Henrique de Almeida), samba, 1966; Cevando o amargo (c/Piratini), toada, 1956; Chamas (c/Hamílton Chaves), marcha, 1966; Cigano (c/Felisberto Martins), samba, 1943; Coisas minhas, samba, 1958; Contando os dias, guarânia, 1962; Conto das lágrimas, samba-canção, 1959; A dança do sapo, marcha, 1949; Distante de ti (c/L. Collantes), bolero, 1959; Divórcio, samba, 1952; Dois tristonhos, samba, 1955; Dominó (c/Davi Nasser), marcha, 1957; Dona divergência (c/Felisberto Martins), samba-canção, 1951; Ela disse-me assim (Vai embora), samba-canção, 1959; Enquanto a cidade dormia (c/Felisberto Martins), samba, 1939; Esses moços (Pobres moços), samba-canção, 1948; Esta eu conheço (c/Rubens Santos), samba, 1959; Eu e o meu coração, 1950; Eu é que não presto (c/Felisberto Martins), samba, 1943; Eu não sou louco (c/Evaldo Rui), samba, 1950; Eu sei, samba, 1960; Ex-filha de Maria, samba-canção, 1952; Exemplo, samba, 1960; Feiticeira (c/Felisberto Martins), samba-canção, 1952; Felicidade, xótis, 1947; Foi assim, samba-canção, 1952; Fuga, samba, 1959; Garçom, marcha, 1946; Gaudério (c/Luís Meneses), valsa, 1967; Há um Deus, samba-canção, 1957; Hino oficial do Grêmio, 1972; Homenagem, 1961; Homenagem à sambista (c/C. A. C.), samba, 1973; Iná, fox, 1955; Jardim da saudade (c/Alcides Gonçalves), valsa, 1952; Juca, valsa, 1954; Judiaria, 1974; A lua, samba, 1948; Mais um trago (c/Rubens Santos), samba-canção, 1960; Maluca, 1963; Malvada (c/Felisberto Martins), samba, 1945; Margarida, samba, 1959; Maria Rosa (c/Alcides Gonçalves), samba-canção, 1950; Meu figurino (c/Felisberto Martins), marcha, 1953; Meu pecado (c/Felisberto Martins), samba, 1944; Migalhas, samba-canção, 1950; Minha companheira (c/Leo Conti), samba, 1973; Minha história (c/Rubens Santos), samba-canção, 1954; Minha ignorância, samba-canção, 1954; O morro está de luto, samba, 1953; O mundo é assim (c/Henrique de Almeida e Rubens Santos), marcha, 1970; Na hora de pagar (c/Arlindo Sousa), marcha, 1974; Namorados, samba, 1954; Não conte pra ninguém (c/Rubens Santos), samba, 1962; Não deu outra coisa (c/Rubens Santos), marcha, 1971; Não sou de reclamar, samba-canção, 1952; Nervos de aço, samba, 1947; Nossa Senhora das Graças, samba, 1956; Nunca, samba-canção, 1952; Os óculos do vovô, marcha, 1953; Paciência (Vou brigar com ela), samba-canção, 1961; Palhaço não, marcha, 1948; Perdido na multidão (c/Rubens Santos), marcha, 1971; Pergunte aos meus tamancos (c/Alcides Gonçalves), samba, 1936; Podes voltar (c/Rubens Santos), samba-canção, 1963; Ponta de lança, samba-canção, 1952; Pra São João decidir (c/Francisco Alves), samba, 1952; Pregador de bolinha (c/A. M. Barreto e Hamilton Chaves), samba, 1953; Primavera (c/Hamilton Chaves), canção, 1969; Prova de amor, samba, 1960; Quando eu for bem velhinho (c/Felisberto Martins), marcha, 1940; Que baixo (c/Caco Velho), samba, 1945; Que espanhola (c/Rubens Santos), marcha, 1970; Quem é aquele pão (c/Rubens Santos), batucada, 1970; Quem há de dizer (c/Alcides Gonçalves), samba-canção, 1948; Rainha do show (c/Davi Nasser), samba, 1955; Rancho da Mangueira (c/Rubens Santos), marcha-rancho, 1969; Recado não aceito, samba, 1953; O relógio lá de casa (c/Felisberto Martins), samba-choro, 1945; Roda de samba (c/Hamilton Chaves), samba, 1970; Se acaso você chegasse (c/Felisberto Martins), samba, 1938; Se é verdade, samba, 1954; Sempre eu (c/Felisberto Martins), samba, 1941; Seu doutor (c/Leo Conti), samba, 1972; Sombras, samba, 1952; Sozinha, samba-canção, 1963; Taberna, 1963; Tola, samba, 1953; Torre de Babel, samba canção, 1964; Trabalho (c/Felisberto Martins), samba, 1945; Triste história (c/Alcides Gonçalves), samba, 1936; Triste regresso (Cansaço), samba-canção, 1961; Verão do Brasil (c/Denis Brean), marcha, 1946; Vingança, samba-canção, 1951; Você não sabe (c/Rubens Santos), samba, 1957; Volta, samba-canção, 1957; Vou brigar com ela (Paciência), 1961; Zé Ponte (c/Felisberto Martins), canção, 1947.


Fontes: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora; Collector's.